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Trânsito Legal : Multas de trânsito sobem até 66% e usar celular passa a ser infração gravíssima
Enviado por alexandre em 06/05/2016 22:11:38

Multas de trânsito sobem até 66% e usar celular passa a ser infração gravíssima

A partir de 5 de novembro deste ano, as multas de trânsito terão reajustes de até 66% em todo o país. Os novos valores foram sancionados pela presidente Dilma Rousseff e publicados no Diário Oficial da União. A partir de novembro, infrações leves passarão de R$ 53,20 para R$ 88,38, e punições gravíssimas aumentarão dos atuais R$ 191,54 para R$ 293,40. O uso de celular enquanto dirige deixa de ser uma infração média e agora será considerada gravíssima. A compreensão do que é considerado “uso do telefone” também foi alterada: se antes era considerado apenas fazer ligações, agora corresponde também a atividades como mandar mensagem de texto, conferir redes sociais, usar aplicativos e até GPS. A legislação também prevê uma nova infração para quem se recusar a fazer o teste do bafômetro ou exames que mostrem o nível de álcool no sangue. Agora, o condutor pode ser multado em R$ 2.934,70 e ter a carteira suspensa por 12 meses.

Trânsito Legal : TRÂNSITO SEM DEMAGOGIA
Enviado por alexandre em 09/01/2016 02:50:40

Por Fernando Calmon

“Uma pessoa não pode se sentir culpada só por entrar em seu carro e dar partida para ir trabalhar.” Frase curta do presidente da Fenabrave, Flavio Meneghetti, refletiu simples desabafo durante a abertura, semana passada em São Paulo, do 23º Congresso anual da entidade que engloba 7.000 concessionárias do País. Cerca de dois terços delas focam seus negócios em automóveis e comerciais leves.

De fato, existe tendência de demonizar os motoristas pela maior parte dos males, em especial o trânsito, das cidades. Poucos falam é que todo o setor automobilístico representa em torno de 5% do PIB (soma de tudo que um país produz), mas responde por 12% da arrecadação total de impostos. Em outros termos, os veículos geram recursos bem mais do que suficientes para investimentos em transporte de massa sobre trilhos, infraestrutura viária e ferramentas modernas de gerenciamento de trânsito.

Basta um exemplo. Fortaleza, capital do Ceará, tem 55% de sua rede de semáforos centralizada e controlada em tempo real. Em São Paulo, maior e mais rica capital do País, não chega a um terço e boa parte sem manutenção. Para melhorar a fluidez não adiantam só medidas oportunistas, como fez a prefeitura paulistana ao criar corredores para ônibus em avenidas apenas pintando faixas no asfalto. Prioridade para transporte coletivo obviamente deve existir, mas sem improvisação ou avaliação incorreta de custo-benefício. Castigar quem paga a conta está longe de resolver a situação.

Para sorte de quem faz política demagógica no trânsito, o dinheiro dos impostos continuará a fluir a rodo nos próximos anos pelo que se viu e ouviu no Congresso e Exposição Fenabrave. No entanto, há preocupações de curto prazo como o que acontecerá em 2014, quando estímulos fiscais provisórios terminarem em 31 de dezembro próximo. Exigências legais de segurança (airbags e freios ABS) terão impacto nos custos de modelos de entrada, a partir de 1º de janeiro próximo.

Na realidade, a forte concorrência atual e nos próximos anos ajudará a segurar preços reais (descontada a inflação). Hoje, 14 marcas produzem no Brasil; em 2017 serão 23. Segundo o economista Ricardo Amorim, em 15 anos, modelos de entrada passaram do equivalente a 55 salários-mínimos (SM) para menos de 40 SM, considerada carga fiscal cheia. Poder aquisitivo maior também explica um fenômeno nos últimos quatro anos. De acordo com Alexandre Abelleira, da VW, enquanto preços médios de venda subiram de R$ 34.000,00 para R$ 42.000 (carros mais equipados), a média dos mais baratos caiu de R$ 28.000 para R$ 26.700.

Lidar com massa de informações é um desafio para quem compra e quem vende. Até 12 fontes estão disponíveis para o consumidor, desde dicas de um conhecido às mídias tradicionais e digitais, além da própria concessionária. Facilidades criadas pela internet representam uma ferramenta de enorme valor: 70% dos compradores utilizam mecanismos de busca eletrônica, dos genéricos aos específicos.

Por outro lado, veículos seminovos terão papel ainda mais relevante nos próximos anos. Concessionárias e fabricantes deverão ampliar ações específicas e ofertas. No total, usados representam três vezes mais que os novos em vendas anuais.

Trânsito Legal : Quem fala ao celular não presta atenção ao trânsito!
Enviado por alexandre em 09/01/2016 02:47:53


Sérgio de Bona Portão


Atire a primeira pedra quem nunca foi tentado a atender a uma ligação do telefone celular enquanto dirigia. Há quem consiga até fazer algumas coisas ao mesmo tempo, como na clássica cena da pessoa que atende o telefone, lixa as unhas, retoca a maquiagem, fuma e ainda dirige. Tudo ao mesmo tempo. Será mesmo que nosso cérebro consegue esse desdobramento da sua capacidade? O que ocorre quando falamos ao celular enquanto dirigimos? É uma situação tão comum, não é mesmo? Onde mora o perigo nessa questão?

Nosso cérebro é digno de ser chamado de uma legítima maravilha, tal sua capacidade. Ele é capaz de selecionar intencionalmente algo que é importante e, então, prestar atenção só a isso, desligando-se momentaneamente do resto. Quando nos concentramos em uma determinada ação, nosso cérebro trabalha para processar e aproveitar o máximo de informações e utilizá-las para a sobrevivência do corpo. Ele trabalha melhor, quando se concentra e faz uma coisa de cada vez.

Sabendo disso, o que ocorre quando utilizamos o celular? Usar este aparelho requer muito de nossa energia, concentração e atenção, porque a atenção passa a concentrar-se no processo de escutar, imaginar, buscar informações da memória e pensar no que ouvimos. Além disso, enquanto ouvimos, o cérebro procura por respostas e ainda traduz o que pensamos por meio da fala. Pois é, o processo é realmente complexo. Imagine tudo isso ocorrer enquanto você dirige.

Observando atentamente o que ocorre com a nossa atenção enquanto dirigimos, nós manuseamos os controles, acionamos o acelerador, usamos a embreagem, trocamos as marchas, freamos, acionamos a seta, mudamos a direção, etc.

Também mantemos a velocidade e o veículo no centro da pista, sem descuidar de quem vai ao nosso lado, na frente e atrás. Também vemos tudo ao nosso redor: veículos diversos, pedestres, animais. Utilizamos também nossa inteligência para prevenir as situações de risco e buscar alternativas imediatas para qualquer imprevisto. Os nossos olhos passeiam de um lado para outro, identificando placas, desviamos dos buracos, lombadas, etc.

Quando em uma rodovia, fazemos até o cálculo mental da velocidade do veículo que vem na direção oposta e calculamos se há espaço e tempo suficientes para uma ultrapassagem, por exemplo. Ufa!!! Quanta coisa ao mesmo tempo. Com esse universo de preocupações, nossa atenção é desviada e direcionada automaticamente para uma ação muito importante e o alvo da atenção concentrada passa a ser o bendito celular que toca. O trânsito fica em segundo plano.

Basta o veículo da frente frear, uma criança atravessar na frente do veículo ou um motociclista estar no seu ponto cego de visão que o acidente ocorre. Ele ocorre porque reagir corretamente e com segurança exige tempo para pensar, escolher alternativas e, então, agir. É simples assim! Não se deve atender o celular enquanto se dirige, porque é uma infração de trânsito e um atentado contra a própria vida e a dos outros.

Trânsito Legal : Exame prático reprova um em cada três candidatos; baliza é a maior vilã
Enviado por alexandre em 26/12/2015 19:06:33

Exame prático reprova um em cada três candidatos; baliza é a maior vilã

Em vez de ficar na sala de espera, junto com os demais candidatos que assistiam televisão, a professora municipal Jaqueline Góes Moreira, 30 anos, estava em pé, andando de uma ponta a outra em frente à entrada de um galpão na Ribeira, onde é realizado o exame prático de direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-BA) em Salvador. Ela estalava os dedos e mordia os lábios, enquanto aguardava o chamado do instrutor para fazer a baliza. A tensão tinha justificativa: no último dia 7, era a quarta vez este ano que ela se submetia à avaliação. Segundo o órgão, 1/3 dos candidatos são reprovados no teste prático para a primeira carteira de motorista na categoria B. Até novembro deste ano, 257.033 candidatos fizeram a prova prática, dos quais 95.633 foram considerados inaptos. Já no mesmo período do ano passado, de 236.757 que também fizeram a prova, 75.887 não passaram. Jaqueline, infelizmente, foi reprovada. “Estou pensando seriamente em desistir”, declarou. Para o coordenador de Segurança e Educação para o Trânsito do Detran-BA, Eliezer Cruz, o fator psicológico é a maior causa para a reprovação no exame prático. “O candidato sabe bem a teoria, vai bem nas aulas práticas, mas chega ansioso para o exame prático e acaba cometendo erros que normalmente não cometeria”, disse o Cruz. Dentre os elementos da reprovação, a baliza (momento em que o candidato estaciona entre dois protótipos) é responsável pela a maioria das reprovações. “Primeiro pelo grau de dificuldade, mais do que a condução que exige a troca de marchas e a meia embreagem”, argumentou. Cruz afirmou que o órgão não tem números que mostrem onde os candidatos mais erram. Há mais de 17 anos trabalhando como instrutor de trânsito, Washigton Lázaro apontou os erros cometidos pelos candidatos por causa do nervosismo. “Descontrolar e interromper o carro, não sinalizar corretamente ou não fazer uso da sinalização, ultrapassar a faixa de retenção, na parada obrigatória”, enumerou Lázaro. Os motivos apontados por Cruz e por Lázaro são confirmados por quem já tentou por mais de uma vez a Carteira Nacional de Habilitação (CNH). “Fiz as três vezes e perdi. As três neste ano. Minha questão é o psicológica. Mas algo diferente em relação a outras provas. Daquele galpão sai muita gente chorando e a gente fica impactada”, disse a estudante de Direito Temille Batista de Souza, 28. Na primeira vez, ela não fez muito bem a baliza, mas chegou a fazer o exame de rua – foi quando freou bruscamente após uma pessoa atravessar. “E o examinador do Detran assumiu o volante”, contou Temille. As duas outras tentativas, ela bateu no protótipo na baliza. “Mas não desistirei, pois pretendo fazer o concurso da Polícia Militar e a habilitação é obrigatória”, disse. “Já fiz quatro vezes. Na primeira, perdi na baliza, na segunda, perdi no exame de rua, na terceira e quarta perdi novamente na baliza. Fiquei muito nervosa, não me sentia segura em nenhum momento”, relatou a também estudante de Direito Catiucha Melina Peixoto, 34. “Em vários momentos vi o examinador pisar no freio dele. Eu, no lugar dele, não me passava”, lembrou bem-humorada. Catiucha disse que, após o Carnaval, fará tudo de novo. A jornalista Acássia Filgueiras, 36, foi vencida quatro vezes pelo nervosismo. “Numa das situações, o instrutor pôs um copo de café em cima do painel e fiquei com medo de derramar o café nele. Fiquei tensa demais. Aí ele me reprovou porque estava com a velocidade abaixo da permitida. Em outra situação, não tinha controle nas reduções e passava muito rápido pelo quebra-molas”, contou. “Pensei em desistir. Aí, meu professor da auto da escola me encorajou e fiz tudo de novo e passei”, contou Acássia. Somente na quarta tentativa, a técnica em edificações Janaína Teixeira Santos, 25, foi aprovada no teste de rua. “Por mais que você passe com louvor na prova teórica e nas aulas práticas de rua, você sabe