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Brasil : PATRIMÔNIO MUNDIAL
Enviado por alexandre em 01/08/2021 00:31:00

Unesco nomeia novos Patrimônio Mundiais da Humanidade, confira

Sítio Burle Marx, no Rio de Janeiro, está entre as 33 novos locais, assim como mais 3 destinos na América do Sul. Veja a lista!

Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, no Rio de Janeiro, que foi reconhecido como Patrimônio Humanidade pela Unesco (Foto: Livia Comandini/Getty Images)

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) atualizou seus Patrimônios Mundiais da Humanidade e adicionou à lista lugares da América, África, Ásia e Europa. Ao todo, 33 novos locais foram inscritos, que compreendem as candidaturas de 2020 e 2021, já que o evento do ano passado foi alterado em decorrência da pandemia de Covid-19.

Vista aérea do Templo Fortificado no complexo Chankillo
Vista aérea do Templo Fortificado no complexo Chankillo, no Peru (Foto: Municipalidad Provincial de Casma )

De 24 a 28 de julho, as candidaturas foram analisadas pela 44ª sessão do Comitê do Patrimônio Mundial, em Fuzhou, na China. O Brasil está entre os destaques, com o Sítio Roberto Burle Marx, em Barra de Guaratiba, na zona oeste do Rio de Janeiro, que foi reconhecido como Patrimônio Mundial. A área tombada foi admitida na categoria “Paisagem Cultural”, tendo mais de 40 mil metros quadrados e reunindo mais de 3,5 mil espécies de plantas tropicais e subtropicais. Mundial.Com isso, o Brasil tem agora 23 sítios do Patrimônio Mundial, entre eles a centro histórica de Ouro Preto, em Minas Gerais, de Olinda, no Recife, além de Paraty e Ilha Grande, no Rio de Janeiro.

O Sítio Burle Marx é o primeiro jardim tropical moderno a ser inscrito na lista do Patrimônio Mundial. Em comunicado oficial da Unesco do Brasil, a diretora e representante da entidade no país, Marlova Noleto, afirmou que a inserção do Sítio na lista “significa reconhecer a dimensão internacional do criador do conceito de ‘jardim tropical moderno'”, assim como o papel de difundir e preservar a obra do paisagista.

Entre as novas inscrições, além do Brasil, outros três locais na América do Sul foram alçados à alcunha de Patrimônio da Humanidade. O complexo Chankillo, no Peru, é um sítio pré-histórico no meio do deserto que funcionava como um observatório astronômico, usando o sol para definir datas ao longo dos anos. A Igreja de Atlántida, a 45 km de Montevidéu, no Uruguai, também recebeu o reconhecimento, obra inspirada na arquitetura religiosa paleocristã e medieval italiana inaugurada em 1960, que representa uma nova utilização de tijolos expostos e reforçados.

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Por último, a mumificação artificial de corpos da cultura Chinchorro, nas regiões de Arica e Parinacota, no Chile, foram admitidas como patrimônios culturais. Na Europa, o conjunto Paseo del Prado e o Parque do Retiro, no coração verde de Madrid, na Espanha, foram incluídos na lista, assim como a cidade de Nice, no sul da França, foi classificada como “estância balneária de inverno”, dada sua rica arquitetura e história cosmopolita.

Nice, na Franca
Baie des Anges, em Nice, cidade francesa reconhecida como Patrimônio da Humanidade (Foto: Jean-Pierre Dalbéra/Flickr)

Vale destacar que Liverpool, no Reino Unido, foi retirada da lista de patrimônio mundial da humanidade em 21 de julho. A cidade havia ganhado o status em 2004, mas projetos nas docas locais levaram o comitê da Unesco a avaliar que as novas construções são prejudiciais à autenticidade e integridade da cidade. “Qualquer exclusão da Lista do Patrimônio Mundial é uma perda para a comunidade internacional [..]”, diz o comunicado oficial.

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Segundo a entidade, os Patrimônios Mundiais têm valor universal excepcional para a humanidade e foram inscritos na lista para serem protegidos para as gerações futuras. Podem ser exemplos de belezas naturais ou edifícios feitos pelo homem, podendo ser importantes geologicamente ou ecologicamente ou ainda podem ser fundamentais para a cultura e tradição humana.

Atualmente, de acordo com o site da Unesco, 1.148 propriedades estão listadas como Patrimônios Mundiais da Humanidade, em que são divididas em categorias culturais, naturais e mistas. Confira aqui a lista completa dos novos locais que receberam a alcunha de Patrimônios Mundiais da Humanidade.

Brasil : MIRANTES À VISTA
Enviado por alexandre em 01/08/2021 00:27:00

10 Mirantes com vistas incríveis pelo Brasil
Skyglass, mirante e atração que avança 35 metros sobre o penhasco em Canela, no Rio Grande do Sul (Foto: Rafael Cavalli)

Geralmente localizados ao ar livre, os mirantes são atrações que oferecem vistas deslumbrantes da região visitada pelos turistas. Seja uma visão para a cidade, para a natureza ou até mesmo para o mar, o objetivo é um só: proporcionar momentos de contemplação e de observação.

O que não falta no Brasil são paisagens incríveis prontas para serem apreciadas pelos mais diferentes tipos de turistas. Localizadas em todas as regiões do país, em alturas que chegam a ultrapassar os 100 metros, as plataformas com vistas panorâmicas merecem um lugar privilegiado no roteiro de qualquer passeio.

Seja por São Paulo, Rio de JaneiroFernando de Noronha e até Boa Vista, confira uma lista com alguns dos melhores mirantes pelo país para estar no roteiro da sua próxima viagem:

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Sampa Sky (São Paulo/SP)

Daniela Filomeno no Sampa Sky (Foto: CNN Viagem&Gastronomia)

Andar sobre a cidade de São Paulo é uma das sensações que o Sampa Sky oferece aos visitantes. Com abertura oficial programada para o dia 8 de agosto, dois decks de vidros retráteis no 42º andar do Mirante do Vale, prédio mais alto de São Paulo com 170 metros, proporcionam vistas de tirar o fôlego da capital paulista. São duas faces: uma para a zona sul, com visão para o Vale do Anhangabaú, e outra para a zona leste, sobre a Avenida Prestes Maia. O projeto foi inspirado no Sky Deck, em Chicago (EUA), e as entradas custam entre R$30,00 e R$60,00 pela bilheteria virtual.
Edifício Mirante do Vale, Avenida Prestes Maia, 241, Centro, SP.

Vista Chinesa (Rio de Janeiro/RJ)

Mirante Vista Chinesa Rio de Janeiro Parque Nacional da Tijuca
Estrutura do mirante, construído entre 1902 e 1906, com vista para zona sul do Rio e para Lagoa Rodrigo de Freitas (Foto: Alexandre Macieira/Riotur)

O mirante da Vista Chinesa fica dentro do Parque Nacional da Tijuca, unidade de conservação dentro da cidade do Rio de Janeiro. A Vista Chinesa é centenária, construída entre 1902 e 1906 em estilo oriental, uma homenagem aos chineses que trouxeram o cultivo do chá para cá no século XIX. Fica na região do Horto e tem praticamente uma vista de toda a zona sul e a Lagoa Rodrigo de Freitas. O parque, inclusive, é recheado de outros mirantes, como o da Dona Marta, o do Excelsior e do Horto, com vistas igualmente deslumbrantes da Cidade Maravilhosa.
Estr. Dona Castorina, S/N – Alto da Boa Vista, Rio de Janeiro – RJ 

Mirante Parque Turístico Cachoeira Papuã (Urubici/SC)

Mirante Cachoeira Papuã
Mirante tem cerca de 300 metros de extensão e fica a uma altura de aproximadamente 120 metros (Foto: divulgação/Parque Turístico Cachoeira Papuã)

Inaugurado em outubro de 2020, o Parque Turístico Cachoeira Papuã, em Urubici, na Serra Catarinense, possui um mirante de vidro localizado a 120 metros de altura em relação ao chão. A incrível vista dá para a natureza e para as duas grandes quedas d’água, que formam a Cachoeira Papuã. Há um imponente pórtico na entrada do mirante, assim como, em sua ponta, um deck de vidro faz com que os visitantes se sintam flutuando sobre a mata. O local possui estrutura com acessibilidade e o complexo oferece um espaço para tomar um cafezinho. A entrada custa R$20,00.
Parque Turístico Cachoeira Papuã – SC 110 km 383, Urubici – Santa Catarina.

Skyglass (Canela/RS)

Skyglass, mirante em Canela
Deck de vidro e cadeiras suspensas embaixo da estrutura do Skyglass (Foto: Anderson Spinelli/SkyPix360°)

Skyglass é a primeira plataforma de aço e vidro da América Latina, com duas atrações simultâneas. Localizada no Vale da Ferradura, a 14 km do centro de Canela, na Serra Gaúcha, o atrativo avança 35 metros sobre o penhasco, oferecendo uma vista de tirar o fôlego a 360 metros de altura sobre o Rio Caí. Além do deck de vidro, os visitantes podem se aventurar no “Abusado”, um monotrilho de cadeiras suspensas com 10 lugares que serpenteia a plataforma. O local conta ainda com lanchonete para os turistas e o Memorial do Ferro de Passar, com um acervo de diversos continentes. Os ingressos variam de R$55,00 a R$160,00.
Estrada Municipal CNL 350, nº 9800, Zona Rural, Canela – Rio Grande do Sul. 

Mirante da Mata (Belo Horizonte/MG)

Mirante da Mata no Parque das Mangabeiras, em Belo Horizonte
Mirante da Mata, no Parque das Mangabeiras, com vista privilegiada para Belo Horizonte (Foto: divulgação/Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica de BH)

Que tal ver Belo Horizonte do alto e de quebra apreciar a natureza ao seu redor? Dentro do Parque das Mangabeiras, uma das maiores reservas ambientais da cidade e que possui um bioma que mescla cerrado e mata atlântica, está o Mirante da Mata. Trata-se de um deck circular de madeira com uma vista privilegiada da capital mineira. O parque funciona atualmente com agendamento de visitas via site oficial.
Parque das Mangabeiras, Av. José do Patrocínio Pontes, 580 – Mangabeiras, Belo Horizonte – Minas Gerais. 

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Mirante Edileusa Lóz (Boa Vista/RR)

Mirante no Parque Rio Branco em Boa Vista
Observatório do mirante, que possui uma vista privilegiada para o Parque Rio Branco e toda Boa Vista (Foto: Richard Messias SEMUC/PMBV)

O mirante é mais um novo cartão-postal de Boa Vista, localizado no complexo do Parque do Rio Branco, às margens do Rio Branco. Inaugurado junto do parque, em dezembro de 2020, o espaço tem 120 metros de altura, ponto de observação mais alto de Boa Vista. O observatório possui piso de vidro e vista panorâmica para a cidade e região, contando com dois elevadores, um deles panorâmico, onde também é possível apreciar as belezas para além do Rio Branco. A entrada é gratuita e mediante agendamento virtual.
Tv. Pres. Castelo Branco, 205 – Centro, Boa Vista – Roraima. 

Mirante Praia Gunga (Maceió/AL)

Vista do mirante do gunga, em Maceió
Coqueiros, Barra de São Miguel e Praia do Gunga a partir do Mirante do Gunga (Foto: Otávio Nogueira/Flickr)

É um dos mirantes mais conhecidos do Nordeste por estar também próximo à uma das praias mais concorridas da região, a Praia do Gunga. A cerca de 32 km de Maceió, o mirante possui uma vista panorâmica privilegiada do entorno, que compreende um coqueiral quase sem fim, o mar verde-água e a Lagoa do Roteiro, da Vila de Barra de São Miguel. A subida é feita por uma escada em formato de caracol mediante pagamento de ingresso de cerca de R$4,00. Vá preparado para muitas fotos e selfies!
Rodovia AL101, Roteiro, Alagoas. 

Mirante Baía dos Porcos (Fernando de Noronha/PE)

Ilha de Fernando de Noronha
Vista para o Morro Dois Irmãos, em Fernando de Noronha (Foto: divulgação)

Além de todas as belezas naturais que Fernando de Noronha oferece aos turistas do mundo todo, um dos ícones do arquipélago é o mirante da Baía dos Porcos. Localizado no fim da trilha para a praia do Sancho, uma das mais bonitas de todo Brasil, o mirante proporciona um cenário estonteante para o morro Dois Irmãos e as faixas de areia e mar em volta. Se estiver por Fernando de Noronha, a visita é imperdível – e tirar as fotos também. Outro mirante também muito conhecido do pedaço é o Mirante dos Golfinhos, na Trilha do Golfinho. O amanhecer por ali é lindo e o local é bastante procurado pela observação, é claro, dos golfinhos.

Mirante Buraco das Araras (Jardim/MS)

Buraco das Araras - mirante
Daniela Filomeno em um dos mirantes do Buraco das Araras, próximo a Bonito (Foto: CNN Viagem & Gastronomia)

Distante mais de 50 km de Bonito, em meio ao cerrado, fica o “buraco das araras”, que consiste numa enorme cratera de arenito com 120 metros de profundidade e 500 metros de diâmetro. A beleza natural exuberante é lar de diversos pássaros, principalmente as Araras Vermelhas, que a adotaram como habitat natural. Em torno da cratera há uma trilha de quase 1 km que faz a volta no Buraco e dois mirantes de parada – pontos de observação ideais para apreciação e muitas fotos. É comum escutar os sons das aves, sendo um passeio recomendado para observação e contemplação acompanhado por um guia. O local, em uma área de preservação de 100 hectares, conta também com receptivo, lojinha e café. Os preços variam entre R$68,00 e R$82,00 – crianças menores de 07 anos não pagam.
Buraco das Araras Ecoturismo – Rod. Br 267, km 510, Jardim – Mato Grosso do Sul. 

Mirante da Cachoeira das Andorinhas (Cambará do Sul/RS)

Daniela Filomeno em mirante em Cambará do Sul
Daniela Filomeno no Mirante da Cachoeira das Andorinhas, logo em cima da queda d’água e com vista para o cânion (Foto: CNN Viagem & Gastronomia)

O Parque Nacional de Aparados da Serra, em Cambará do Sul (RS), preserva muito bem algumas das maravilhas naturais mais incríveis do Brasil. Ali fica o Cânion Itaimbezinho, que chama atenção pela sua grandiosidade e paredões de até 700 metros. De entrada gratuita, o parque possui cerca de 13 mil hectares de área e possui vistas deslumbrantes para a natureza. Um dos pontos de observação mais especiais dali é o Mirante da Cachoeira das Andorinhas, que fica quase em cima da Cachoeira das Andorinhas, queda d’água de beleza única e sons relaxantes. Do mirante avista-se tanto parte da cachoeira quanto tem-se uma vista privilegiada para o cânion, os desfiladeiros e os vales ao redor, em uma altura que beira os 600 metros. Dica: no final da Trilha do Vértice, de mais ou menos 1 km, a mais curta dali, é possível apreciar a cachoeira de frente.
Parque Nacional de Aparados da Serra, Cambará do Sul – Rio Grande do Sul.

Brasil : TAPIOCA DE 3KG
Enviado por alexandre em 01/08/2021 00:14:40

Tapioca de 3 kg é vendida em Manaus - Amazonas

Quem não gosta de uma tapioquinha no café, principalmente, quando a mesma vem bem recheada. Em Manaus, a empresária, Maria Iraci, decidiu criar uma tapioca que faz inveja para qualquer um, conhecida como 'À Moda da Casa'. O diferencial dela? Apenas 3 quilos, ou seja, bastante generosa. No recheio, o cliente encontra banana frita, tucumã, ovo, bacon, carne, e claro, bastante queijo.

Segundo Iraci, a tapioca é recente no cardápio do seu empreendimento, o Cantinho do Sabor Regional, mas apesar do pouco tempo, o sabor tem chamado a atenção dos manauaras que querem encarar a tal tapioca de três quilos. “Estamos com mais ou menos oito meses com a 'À moda da casa', decidi pegar todos os produtos que usamos aqui e coloquei na tapioca. Muitos acham que ficou com o formato de bolo, mas é somente a tapioca”, explicou.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
 

Não pense que fazer a tapioca de três quilos é fácil. De acordo com Iraci, são quase 30 minutos para que a tapioca alcance o formato desejado. A tapioca é partida em seis grandes pedaços. “Primeiro, colocamos a primeira camada de goma, na frigideira, em seguida adicionamos os ingredientes. Deixamos cozinhar por um tempo, depois fazemos o mesmo processo em outra frigideira. Quando as duas partes estão prontas é a vez de juntar, confesso que precisa habilidade”, revelou a empresária. 

 
Clientes aprovam

 
Iraci contou que muitos clientes pedem a tapioca gigante, e espera preparar a equipe para receber as novas demandas. “A gente fica o dia todo aqui, não deixamos a frigideira fria. A nossa clientela é muito variada, recebemos o povo da balada, e também aqueles que desejam jantar. Estou muito feliz que o nosso estabelecimento esteja sendo reconhecido pelas pessoas”, contou. 

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 

Antes de fazermos a entrevista com Iraci, o chapeiro já preparava uma 'À moda da casa' para um cliente que fugiu do trabalho para comprar a tapioca. “Trabalho e moro no Parque 10, e confesso que nunca tinha vindo aqui na feira. A tapioca surpreendeu. Realmente é uma delicia, fiquei assustado com o tamanho da tapioca, mas valeu a pena. Tenho certeza que o pessoal do trabalho vai gostar”, disse o vendedor Fernando de Souza.

 
Ficou curioso para provar a tapioca gigante? A mega tapioca custa R$ 60. Existem sabores sem carne, mas do mesmo tamanho, os preços variam entre R$ 50 e R$ 45. 

O Cantinho do Sabor Regional funciona de segunda a sábado das 6h às 19h; já aos domingos das 6h às 13h. O empreendimento está localizado na Feira do Parque 10, localizado na 438, R. do Comércio, 270 - Parque Dez de Novembro. Informações pelo telefone (92) 99133-5330 ou 99133-5392 (apenas What'sApp).Veja o passo a passo da tapioca de 3 quilos:


Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia
 
 

Brasil : A SAGA DO BEM
Enviado por alexandre em 29/07/2021 09:10:08

"Não há meritocracia sem direito iguais" desabafa jovem que ficou famoso ao passar para Medicina estudando sem luz elétrica

Matheus ganhou atenção após passar em Medicina tendo estudado por conta própria, em condições adversas - mas não quer que sua história seja 'romantizada' para promover a meritocracia

A vida de Matheus de Araújo Moreira Silva, de 26 anos, mudou drasticamente no último mês.

O jovem morador de uma comunidade quilombola de Feira de Santana, na Bahia, realizou seu grande sonho: começou a cursar Medicina na Universidade Federal do Recôncavo da Bahia, depois de quatro anos tentando ser aprovado no curso.

"Estudei. Resisti. Consegui", escreveu Matheus em seu Instagram para comemorar.

Com isso, Matheus se tornou uma espécie de minicelebridade. Ele tem dado entrevistas praticamente diárias a respeito de como conseguiu tirar a nota quase máxima na redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e ser aprovado em um curso concorrido de uma universidade federal, mesmo tendo estudado por conta própria, em uma casa sem energia elétrica e sem acesso à internet. Mas a fama tem sido agridoce, diz Matheus.

Ele diz que é bom poder servir de exemplo para outros que estudam em condições adversas e que não se acham capazes de chegar à faculdade.

Mas não quer ver sua história de vida e seu esforço usados para exaltar a meritocracia e por quem critica um suposto "vitimismo negro" — ou seja, a ideia de que negros poderiam competir por oportunidades em condições de igualdade que brancos e aqueles que reclamam das injustiças causadas pelo preconceito estariam se colocando na posição de "vítimas" sem motivos para isso.

"Isso está me incomodando demais. Esse discurso é balela", diz Matheus à BBC News Brasil.

"Poxa, o que eu sofri eu não desejo para nenhum estudante. Se tivesse tido um bom local para estudar, se não tivesse tido que trabalhar, teria facilitado bastante."

Uma das manifestações públicas que o incomodaram veio do presidente da Fundação Cultural Palmares, Sergio Camargo. O órgão, ligado ao governo federal, é dedicado à promoção da cultura afro-brasileira.

"Enquanto pretos vitimistas jogam suas vidas fora na militância ressentida, bailes funk, vício da maconha, bandidagem e manifestações de esquerda, esse rapaz dedicou-se ao estudo com muita disciplina e esforço, associado à fé em Deus. Matheus venceu em meio a grandes dificuldades (sem luz nem internet). Ele é a prova de que negros não precisam ser vítimas. Terá um futuro brilhante. Parabéns!", escreveu Camargo no Twitter.

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"Não é bem assim, 'quem quer consegue'", responde Matheus.

"Meritocracia é quando as pessoas têm os mesmos direitos. (...) Para a gente que é de periferia, de interior, de favela, as políticas públicas não chegam. Sempre trabalhei num turno e estudei no outro, o que é bastante complicado, porque nossos pais não têm condição de pagar cursos, materiais. Você chega cansado, e isso atrapalha bastante."

"Às vezes precisa (escolher entre) trabalhar para ter dinheiro e botar comida em casa, ou estudar. Não acho bonito ter que fazer essa escolha complicada", prossegue.

Matheus lamenta que muitos estudantes, como ele próprio, não disponham de ambientes adequados para estudar dentro de casa e tenham ficado sem opções durante a pandemia, quando escolas e espaços públicos foram fechados.

"Então, romantizar a pobreza não é algo legal, é triste. Eu ter tido que estudar sem energia elétrica e o pessoal achar 'que bonito, que belo' não é nem um pouco legal."

Trajetória

Matheus começou a prestar o Enem em 2015. Fez as provas todos os anos desde então. Chegou a ser aprovado em Enfermagem e fez curso durante dois anos, mas desistiu para se concentrar no sonho de fazer Medicina.

Matheus ao comemorar aprovação no vestibular da UFRB;

Crédito, Arquivo pessoal

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Matheus ao comemorar aprovação no vestibular da UFRB; ele desenvolveu um método de estudo com 'disciplina de atleta"

Neste último ano, sem ter espaço para estudar em casa e com a biblioteca local fechada, Matheus passou a estudar na casa de uma amiga — onde não havia energia elétrica ou internet.

Para contornar os desafios, Matheus contratou um plano de dados no celular e passou a dedicar-se ao estudo com "disciplina de atleta".

Ele conta que lia constantemente, de livros a gibis e reportagens, para estimular sua capacidade de interpretação de texto e aumentar seu repertório — habilidades úteis nas provas de linguagem e redação.

Também usou materiais gratuitos online e provas antigas para se preparar.

Adaptou-se ao chamado "método pomodoro" de estudos, que preconiza que o estudante dedique-se a uma tarefa por 25 minutos e em seguida faça uma pausa de 5 minutos, e depois repita o mesmo procedimento com a segunda tarefa, e assim por diante.

Esse tipo de método, segundo neurocientistas, ajuda a descansar o cérebro e a tirar o máximo proveito da capacidade de atenção.

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Para simular as condições exatas que enfrentaria no dia do Enem, Matheus passou a estudar à tarde e usando máscara, com o objetivo de "acostumar minha respiração".

"Estudar não é só sentar na cadeira e riscar papel. Tem que ter método, estratégia", argumenta.

"Fiquei tantos anos fazendo tanta prova que pensei, 'puxa, o que posso fazer para facilitar meu processo de aprendizado?' (Decidi que) ia me preparar como atleta; ter disciplina, foco".

E essa rotina de estudos tinha de ser conciliada com o trabalho. Matheus já trabalhou como carregador, vendedor de frutas e entregador de pizza, até começar a dar aulas de reforço.

A dedicação, porém, foi recompensada. Na redação do Enem mais recente, Matheus obteve 980 pontos, perto da nota máxima de mil, e foi aprovado na UFRB.

Agora, ele está cursando Medicina à distância (temporariamente, por conta da pandemia), até chegar a hora de mudar-se para a universidade, na cidade de Santo Antônio de Jesus, em novembro. Seu objetivo, por enquanto, é especializar-se em Medicina da Família ou Neurologia.

O jovem fez uma vaquinha para conseguir dinheiro para comprar um computador e para custear suas despesas universitárias e obteve ajuda de famosos, como a ex-BBB Camilla de Lucas.

"Mas a maioria das pessoas que me ajudaram são pessoas como eu, simples — donas de casa, pedreiros, que sentiram uma certa identificação. Alguns mandaram mensagens dizendo 'não desista, você representa muito para mim', e ajudaram com R$ 1 ou R$ 5. Agora não sou mais eu — sou eu e mais um monte de gente", comemora.

"Eu não tive cursinho, não tive dinheiro pra isso. Não consegui bolsa. então fui estudar por conta própria, o que foi bastante complicado. Aí tem os amigos (que perguntam) 'Matheus, como conseguiu fazer isso, velho, num período de pandemia, sem energia, sem cursinho, sem recursos? Tu conseguiu algo bem grande'. É, mas tudo o que eu criei foi um molde, uma estratégia, para poder facilitar na hora da prova."

'Redação com Matheus'

Fotomontagem de Matheus estudando e comemorando a aprovação

Crédito, Reprodução

Legenda da foto,

Matheus agora dá dicas de preparação para vestibulares e Enem para jovens que, como ele, têm poucas condições de estudar

Seu perfil no Instagram, Redação com Matheus, hoje tem 18,4 mil seguidores. Matheus compartilha seu método de estudos e dá dicas — sobretudo para a temida prova de redação — para outros estudantes "sonhadores" como ele.

"Agora, eu tenho uma certa representatividade, e acho bom que (os jovens) tenham alguém em quem se espelhar. Hoje em dia, tudo é instantâneo, então, você olhar para alguém e sentir identificação é legal", afirma.

"Todos os dias chegam centenas de mensagens de jovens como eu, do interior, de zonas periféricas, dizendo 'você me inspirou, vou estudar também, sei que vai ser complicado'", conta ele.

"Os meninos aqui no bairro quando eu passo dizem 'olha ali o menino que passou em Medicina'. Tem os que chegam em mim e falam 'o tio, vou estudar para ser igual ao senhor, para ser grande'. Vejo que poxa, tem um certo impacto. Quando você vê alguém igual você vencendo, isso te motiva - 'pronto, dá para mim também'. É algo bastante interessante e gratificante."

Mas defende que jovens como ele precisam de políticas específicas, além de fontes de inspiração. "Não era para ter sido tão difícil assim para mim", diz.

"Eu conseguir pular o sistema (e ser aprovado no vestibular) virou uma notícia tão grande porque não é comum, não é padrão, mas era para ser padrão", afirma.

"Falta explicar os caminhos possíveis para quem concluir o ensino médio, mostrar os cursos técnicos para quem não quiser fazer faculdade, dizer 'se capacite, não fique só com o ensino médio'. Tem que dar caminhos para abrir os horizontes (dos jovens)."

Brasil : DENTADA
Enviado por alexandre em 29/07/2021 09:03:42

Entenda por que os atletas mordem suas medalhas Olimpíadas

Para historiador, ato é tentativa de satisfazer mídia e proporcionar boas fotos; em tom de brincadeira, COI ressalta que objetos não são comestíveis

Ben Morse, da CNN

Thomas Pidcock morde medalha de ouro depois de vencer no cross-country masculino
Thomas Pidcock morde sua medalha de ouro depois de vencer no cross-country masculino
Foto: Thibault Camus - 26.jul.2021/AP

A imagem de um atleta olímpico no topo do pódio após ser vitorioso em sua modalidade com uma medalha entre os dentes é algo icônico. Já vimos isso inúmeras vezes nas Olimpíadas 2020, em uma série de esportes.

Essa semana, a conta oficial dos Jogos no Twitter lembrou às pessoas que as medalhas não são, de fato, comestíveis. "Queremos apenas confirmar oficialmente que as medalhas # Tokyo2020 não são comestíveis", disseram os organizadores, em tom de brincadeira.

"Nossas medalhas são feitas de material reciclado de aparelhos eletrônicos doados pelo público japonês. Então, você não precisa mordê-las... mas sabemos que ainda vão fazer isso."

Mas por que atletas vitoriosos decidem comemorar sua coroação fingindo dar uma mordida em suas medalhas de ouro?

  • Valentina Rodini e Federica Cesarini, da Itália, conquistaram a medalha de ouro
  • No Basquete 3x3 masculino, medalha de ouro ficou com a Letônia
  • A russa Sofia Pozdniakova ficou com o ouro na disputa de sabre
  • Anastasija Zolotic (EUA) e sua medalha de ouro do taekwondo 57kg
  • Em momento descontraído, o francês Romain Cannone morde a medalha de ouro

David Wallechinsky, membro do comitê-executivo da Sociedade Internacional de Historiadores Olímpicos, disse à CNN em 2012 que, provavelmente, é uma tentativa de satisfazer a mídia.

"Tornou-se uma obsessão para os fotógrafos", diz Wallechinsky, co-autor de "O livro completo das Olimpíadas". 

"Acho que eles veem isso como uma foto icônica, como algo que você provavelmente pode vender. Não acho que seja algo que os atletas provavelmente fariam por conta própria."

O fenômeno não é exclusivo das Olimpíadas. O superastro do tênis Rafael Nadal se tornou famoso por parecer que quer tirar uma parte dos troféus que ganha, em particular o Coupe des Mousquetaires – o troféu individual masculino de Roland Garros - que ele já ganhou 13 vezes.

Mantendo a medalha em segurança

Atletas vitoriosos em todo o espectro olímpico fazem de tudo para encontrar um lugar para suas medalhas.

O britânico Tom Daley, que venceu a competição na plataforma 10m sincronizado nos Saltos ornamentais com seu parceiro Matty Lee, na segunda-feira (26), tricotou uma bolsa para manter sua medalha de ouro segura enquanto estava em Tóquio.

Daley, que começou a fazer crochê durante a pandemia do novo coronavírus, postou no Instagram que havia feito o suporte para "evitar que [a medalha] ficasse arranhada".

O ciclista esloveno Primoz Roglic, que ganhou o ouro no contra-relógio individual masculino, admitiu que a própria medalha o surpreendeu.

“Na verdade, é uma coisa bem pesada, mas é linda. Estou super orgulhoso e feliz”, disse ele à mídia.

Em 2008, a jogadora de futebol da equipe dos EUA, Christie Rampone, disse ao Tampa Bay Times que sua coleção de medalhas estava escondida entre as panelas e frigideiras em sua casa, pois ela acreditava que seriam os últimos lugares que alguém poderia procurar.

Durante seus primeiros dias nas Olimpíadas, Michael Phelps criou alguns métodos inovadores para transportar suas medalhas.

Em entrevista ao "60 minutes" com Anderson Cooper (em inglês) em 2012, Phelps disse que manteve suas oito medalhas de ouro dos Jogos de Pequim de 2008 em um estojo de maquiagem embrulhado em uma camiseta cinza.

Visto que ele é o atleta olímpico mais condecorado de todos os tempos, com um total de 28 medalhas, Phelps possivelmente teve que adotar um novo método para abrigá-las.

No entanto, nem todos os atletas guardaram suas lembranças olímpicas.

O boxeador Wladimir Klitschko disse à CNN que vendeu a medalha de ouro que ganhou nos Jogos de Atlanta de 1996 por US$ 1 milhão, direcionando o valor para a fundação Irmãos Klitschko – uma instituição de caridade criada por ele e seu irmão Vitali para ajudar crianças pobres em sua nação natal, a Ucrânia.

"Nos preocupamos com a educação e o esporte, que é a chave na vida de qualquer criança", disse Wladimir.

“Se eles têm conhecimento, podem ter sucesso com isso na vida adulta e o esporte lhes dá as regras – como respeitar o adversário, como respeitar as regras. É sempre assim na vida, você cai, mas tem que se levantar, e o esporte te dá essa grande lição."

O nadador norte-americano Anthony Ervin leiloou sua medalha de ouro olímpica de 2000 no eBay para ajudar os sobreviventes do tsunami de 2004 no Oceano Índico.

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