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Justiça : BOCA DE SIRI
Enviado por alexandre em 28/07/2016 16:34:49



Sérgio Moro detona Renan Calheiros o criador do “projeto retrocesso”. Confira!
O juiz Sérgio Moro criticou duramente o projeto do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que, destinado a punir “crimes de abusos de autoridades”, tem sido interpretado como uma tentativa de intimidar juízes, promotores e delegados que investigam políticos poderosos.

A crítica de Moro foi feita em palestra na abertura do encontro nacional de procuradores jurídicos da Federação das Apaes, em Brasília. O juiz da Lava Jato fez um apelo para que os senadores rejeitem ou modifiquem a redação atual que, na sua avaliação, é um retrocesso preocupante e pode ser usado para intimidar autoridades policiais que investigam “poderosos”.

Moro fez um alerta para o risco de retrocessos “que muitas vezes estão atrás da porta a nos surpreender”. “Não que abusos de autoridades não devam ser punidos, ninguém é contra isso”, explicou o magistrado. “A proposta inicial talvez fosse positiva, mas a redação atual da lei, na forma que está colocada sugere a possibilidade da sua utilização para intimidação de juízes, procuradores e autoridades policiais, não por praticarem abusos, mas por cumprirem seu dever com independência em processos envolvendo figuras poderosas”, concluiu.

BRASIL VERDE E AMARELO

Regionais : MPs alertam para descumprimento da legislação brasileira que regulamenta uso da internet
Enviado por alexandre em 28/07/2016 15:22:18


O Ministério Público Brasileiro e o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais divulgam, nesta quinta-feira, 28 de julho, nota técnica para alertar a sociedade quanto ao uso da internet para a prática de crimes e a necessidade de que os provedores e aplicativos cooperem com as autoridades responsáveis por combater os ilícitos. Segundo a nota, as empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil vêm ignorando a legislação brasileira, o que inviabiliza muitas investigações ainda em seu início e resulta em riscos como tráfico de drogas, pornografia infantil, crimes de ódio e até mesmo terrorismo na rede.


Negociação – Os Ministérios Públicos reiteram que têm buscado a negociação com as empresas de aplicativos à internet, como o Facebook e o WhatsApp, com o objetivo de garantir a proteção da sociedade quando as ferramentas são usadas como instrumentos para práticas criminosas. No entanto, a nota aponta que as empresas se negam a cumprir e adequar a questão do acesso aos dados, mesmo com ordem judicial, utilizando principalmente o argumento de que não se submetem às leis brasileiras.


“Não se trata de ofensa ao direito de acesso à internet ou à garantia de liberdade de expressão aos cidadãos, mas, pelo contrário, de regulamentação que confere especial proteção aos usuários de internet, considerando o risco peculiar a que estes se sujeitam ao participarem da rede”, esclarece a nota.


O bloqueio judicial temporário é a última medida prevista na negociação com as empresas. Antes, conforme previsto no Marco Civil da Internet, o Ministério Público faz uma advertência na tentativa de obter os dados necessários para investigação. Se não houver acordo, é aplicada multa. Se o valor da multa for acumulado e a empresa ainda assim não colaborar, pede-se o bloqueio das contas para pagar as multas. Se nada disso resolver, a Justiça decide sobre a suspensão temporária do serviço.


Segundo a nota, deve haver proporcionalidade entre a política de segurança dos aplicativos e, ao mesmo tempo, cooperação para obtenção de provas com as autoridades competentes. “Somente uma sociedade informada e ciente da real situação pode ter consciência quanto a consequências e riscos do uso destas aplicações, bem como colaborar no debate, visando encontrar o devido equilíbrio entre a privacidade, a liberdade de expressão e o direito de proteção de seus bens jurídicos tutelados por atuação do poder/dever do Estado”, concluem os Ministérios Públicos.

Nota técnica sobre o descumprimento da legislação brasileira que regulamenta o uso da internet

O Ministério Público Brasileiro e o Conselho Nacional do Procuradores-Gerais, considerando ser
necessário alertar a sociedade brasileira sobre prejuízos que vêm ocorrendo às investigações
relacionadas aos diversos crimes praticados por meio da internet pelo descumprimento da legislação
brasileira por empresas estrangeiras que prestam serviços no Brasil, vêm a público expor e relatar o
que segue.
Fornecimento de dados e jurisdição
O Marco Civil da Internet (MCI) – norma inovadora e fruto de intenso e democrático debate – trata,
entre outros assuntos, da proteção da privacidade dos usuários e do fornecimento de dados pelas
empresas provedoras de conexão e aplicações, entre as quais as que prestam o serviço de
transmissão de mensagens online e em redes sociais. O MCI estabelece, ainda, que a prestação de
serviços de internet a cidadãos brasileiros deve seguir as leis nacionais, visando a efetividade das
decisões judiciais e a proteção dos cidadãos, conforme os artigos 10 a 12 e o art. 5º , inciso XXXV,
da Constituição Federal.
Ao prever que esses dados somente podem ser disponibilizados mediante ordem judicial, o MCI
explicitou que estão protegidos pela chamada cláusula de reserva de jurisdição, que visa conferir
especial proteção aos usuários de internet, considerando o risco peculiar a que estes se sujeitam ao
participarem da rede.
Outrossim, o artigo 11 do MCI determina que empresas que prestem serviços no Brasil (a
brasileiros), ainda que aqui não possuam filiais, devam observar a lei brasileira quanto aos
procedimentos de coleta, armazenagem, guarda ou tratamento de dados de registro, dados pessoais
ou dados de comunicações.
Já o Decreto nº 8771/16, que regulamenta o MCI, deixou claro que tal obrigação também se refere à
transmissão desses dados às autoridades brasileiras sempre que requisitados, devendo ser
observada a lei processual brasileira, com comunicação direta às autoridades nacionais, sem a
necessidade de pedido de cooperação jurídica internacional (mutual legal assistance request). O
argumento de que têm sede no exterior e que, por isto, só devem cumprir decisões judiciais emitidas
por autoridades de seus países, tem sido reiteradamente utilizado por empresas como Facebook e
WhatsApp.
O artigo 15 do MCI prevê que cabe ao provedor de aplicações de Internet – expressão que inclui
aplicativos de mensagens instantâneas online e redes sociais – a obrigação de manter os registros de
acesso a tais aplicações, sob sigilo, em ambiente controlado e seguro, pelo prazo de 6 (seis) meses.
Contudo, essas empresas ou se negam a guardar os registros de acesso pelo período legal (algumas
não armazenam por nenhum período), ou os apagam antes de findo o prazo legal e, por tais motivos,
vêm descumprindo sistematicamente ordens judiciais brasileiras, o que dificulta ou mesmo
inviabiliza a responsabilização cível e criminal de autores de atos ilícitos na Internet.
Modelo criptográfico
O uso do modelo criptográfico nas comunicações ponto a ponto é tema da mais alta complexidade
que envolve, de um lado, a política de segurança adotada quanto aos conteúdos das mensagens e a
privacidade dos usuários e, de outro, a maior dificuldade na obtenção de provas nas searas cível e
criminal. Contudo, habitualmente as empresas utilizam este argumento para também se esquivar da
obrigação de fornecer registros de comunicação, dados armazenados e os metadados, que não são
criptografados.
Sanções
O artigo 12 do MCI busca assegurar a eficácia das decisões judiciais brasileiras em tema de dados
de Internet. O principal argumento das empresas para o não fornecimento de dados que trafegam em
aplicativos de mensagens online ou em redes de relacionamento é o de que tais companhias não se
submetem à jurisdição brasileira por não terem sede no País. A suspensão temporária da coleta,
armazenamento, guarda e tratamento de registros de dados pessoais, prevista no inciso III do artigo
12, é medida subsidiária a ser adotada quando outras sanções capazes de inibir o descumprimento
das ordens judiciais – a exemplo de advertências, multas e bloqueio de contas bancárias dessas
empresas–, não forem suficientes para fazer cumprir a legislação vigente. Tais medidas devem ser
usadas sempre que necessário, após o esgotamento de outras menos gravosas.
Necessidade de colaboração
Para fazer valer a sua missão institucional prevista na Constituição de 1988, o Ministério Público
tem insistido na negociação com as empresas de Internet. Contudo, até o presente momento, os
avanços têm sido absolutamente insatisfatórios. Diferentemente do que alegam, as empresas de
aplicativos de Internet, como Facebook e WhatsApp, não colaboram de forma plena e efetiva,
conforme exigem as leis brasileiras, nem manifestaram real disposição para negociar caminhos
efetivos para o fornecimento imediato de dados determinados por ordem judicial.
Uma vez que essas empresas se negam a cumprir as normas brasileiras, fica configurada a
inadequação do serviço por elas prestado no País..
Crimes pela internet
A universalização da Internet e o crescimento da convivência humana no mundo virtual tem
aumentado exponencialmente a prática de cibercrimes e de crimes comuns, mas graves, tais como
tráfico de drogas (doméstico e internacional), divulgação de pornografia infantil, racismo, crimes de
ódio, crimes patrimoniais e, no momento em que terão início os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro,
o crime de terrorismo. A cooperação dos provedores de conexão e de aplicações com o Ministério
Público e com a Polícia é fundamental para deter ou prevenir essas atividades criminosas.
Missão do Ministério Público
Com esta nota técnica, o Ministério Público Brasileiro e o Conselho Nacional do Procuradores-
Gerais pretendem cumprir seu dever constitucional de prestar informações claras e objetivas à
sociedade para melhor esclarecê-la dos problemas que têm sido enfrentados no combate aos ilícitos
praticados pela Internet e que apenas poderão ser satisfatoriamente solucionados com a adequação
das empresas provedoras de conexão e de aplicações às leis brasileiras, devendo tais pessoas
jurídicas colaborar efetivamente com as autoridades nacionais, sob pena de se inviabilizar a
investigação e persecução penal ou cível de graves condutas violadoras da lei já nos seus primeiros
passos.
É fácil perceber as consequências e riscos do mau uso de aplicações de Internet e as dificuldades
que surgem com o descumprimento da legislação em vigor, notadamente o MCI. Somente uma
sociedade informada pode colaborar no debate, visando encontrar o devido equilíbrio entre os
direitos à privacidade e à liberdade de expressão e os direitos à segurança pessoal e à segurança
pública mediante atuação do Estado, no seu dever constitucional de prover Justiça para todos.
Subscrevem a nota:
Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG) e MP Brasileiro:
Ministério Público Federal
Ministério Público do Trabalho
Ministério Público Militar
Ministério Público do Distrito Federal e Territórios
Ministério Público do Estado do Acre
Ministério Público do Estado de Alagoas
Ministério Público do Estado do Amapá
Ministério Público do Estado do Amazonas
Ministério Público do Estado da Bahia
Ministério Público do Estado do Ceará
Ministério Público do Estado do Espírito Santo
Ministério Público do Estado de Goiás
Ministério Público do Estado do Maranhão
Ministério Público do Estado do Mato Grosso
Ministério Público do Estado do Mato Grosso do Sul
Ministério Público do Estado de Minas Gerais
Ministério Público do Estado do Paraná
Ministério Público do Estado do Pará
Ministério Público do Estado da Paraíba
Ministério Público do Estado de Pernambuco
Ministério Público do Estado do Piauí
Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte
Ministério Público do Estado do Rio Grande do Sul
Ministério Público do Estado de Rondônia
Ministério Público do Estado de Roraima
Ministério Público do Estado de Santa Catarina
Ministério Público do Estado de São Paulo
Ministério Público do Estado de Sergipe
Ministério Público do Estado de Tocantins
Grupo Nacional de Combate às Organizações Criminosas (GNCOC

Legislação – A nota técnica informa que, de acordo com o Marco Civil da Internet - promulgado em 2014 após ampla participação da sociedade civil -, empresas que prestem serviços no Brasil devem observar a legislação brasileira quanto aos dados coletados, armazenados, guardados ou tratados. Essa norma abrange os registros, os dados pessoais e o conteúdo daquela comunicação, por um período de seis meses.


Em 2016, o Decreto 8.771 estabeleceu que as obrigações a essas empresas estrangeiras que prestam os serviços a brasileiros também se referem à transmissão dos dados às autoridades, sem a necessidade de pedido de cooperação internacional. Com essa determinação, o Ministério Público deve ter acesso aos dados, por meio de uma ordem judicial, sempre que necessário para apurar supostos ilícitos que venham sendo praticados naquele ambiente virtual.

Regionais : Anvisa proíbe venda de extrato e molhos de tomate com pelo de ratos; veja
Enviado por alexandre em 28/07/2016 15:12:42


Marcas Amorita, Aro, Elefante, Predilecta e Pomarola foram citadas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a venda e distribuição em todo o país de quatro lotes de extrato de tomate das marcas Amorita, Aro, Elefante e Predilecta e de um lote de molho de tomate tradicional da marca Pomarola após um laudo detectar pelo de roedor acima do limite máximo de tolerância pela legislação vigente.

Segundo o G1, A decisão foi publicada no “Diário Oficial da União” desta quinta-feira (28). As fabricantes terão que recolher os produtos do mercado.

A resolução nº 1.995 proíbe a distribuição e venda do extrato de tomate da marca Amorita, fabricado pela empresa Stella D’Oro, lote L 076 M2P, válido até 01/04/2017.

A resolução nº 1.996 proíbe a distribuição e venda do extrato de tomate da marca Predilecta lote 213 23IE, válido até 03/2017, e também do extrato de tomate da marca Aro, lote 002 M2P, válido até 05/2017. A Predilecta Alimentos é responsável pela fabricação dos produtos.

A resolução nº 1.997 proíbe a distribuição e venda do molho de tomate tradicional da marca Pomarola, lote 030903, válido até 31/08/2017, e também do extrato de tomate da marca Elefante, lote 032502, válido até 18/08/2017. A Cargill Agrícola é a fabricante dos produtos.

As empresas
A Cargill informou que tomou conhecimento da determinação da Anvisa com relação aos lotes citados e está trabalhando na adoção das medidas necessárias em decorrência de tal determinação. “A empresa reitera o compromisso com o cumprimento de todas as normas de segurança dos alimentos e padrões de higiene. Assegura ainda que os produtos dos referidos lotes não oferecem qualquer risco à saúde de seus consumidores. A Cargill permanece à disposição para os esclarecimentos que se façam necessários”, informou. Segundo a empresa, os consumidores podem recorrer ao SAC 0800 648 0808 para esclarecer de dúvidas referentes aos produtos e lotes em questão.

As demais empresas foram procuradas pelo G1, mas não se manifestaram até a última atualização desta reportagem.

Segundo a decisão, o Laboratório de Saúde Pública de Santa Catarina (LA-CEN-SC) foi o responsável pelas análises e detectou matéria estranha indicativa de risco à saúde humana.

Regionais : Ex-diretor do DNIT em RO e mais 24 são indiciados por fraudes na 429
Enviado por alexandre em 28/07/2016 15:10:47


Esquema foi alvo da Operação Anjos do Asfalto, que investigou formação de quadrilha, corrupção, superfaturamento e outros crimes durante o asfaltamento da rodovia

O Ministério Público Federal (MPF) em Ji-Paraná (RO) ingressou com cinco denúncias (ações penais) na Justiça Federal daquele município contra o ex-superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transporte (Dnit) José Ribamar da Cruz Oliveira, mais conhecido como Oliveira, e outras 24 pessoas. Oliveira é apontado como o líder de uma quadrilha que praticou diversos crimes durante as obras de pavimentação da BR-429, entre os anos de 2009 e 2011.

As investigações começaram quando um ex-funcionário de uma das empreiteiras levou ao conhecimento do MPF que ocorriam pagamentos por serviços não realizados, produção de documentos falsos e utilização de material de qualidade inferior ao previsto.

Por ser extensa, a obra foi dividida em cinco lotes. Cada lote tinha uma empresa contratada para executar e outra para fiscalizar os trabalhos. Durante a Operação Anjos do Asfalto, a Corregedoria-Geral da União (CGU) e a Polícia Federal constataram superfaturamento que, em apenas dois dos cinco lotes, ultrapassava 30 milhões de reais. Com a quebra de sigilo bancário e a interceptação telefônica, descobriu-se a prática de diversos crimes, como corrupção ativa e passiva, exploração de matéria-prima da União (areia) sem autorização e desvio de recursos públicos.



O MPF aponta que a quadrilha era composta por servidores do Dnit e funcionários das empresas contratadas para as obras. Os servidores do Dnit e os funcionários das empresas supervisoras elaboraram documentos falsos, atestando como regulares obras superfaturadas. Em contrapartida, recebiam propina da empresa contratada para a execução das obras.

Nas ações, o MPF afirma que Ribamar Oliveira coordenava a ação criminosa, e em troca, recebia propina de forma direta ou por meio de terceiros. Além disso, também era comum que as empresas envolvidas realizassem favores pessoais, como a contratação de parentes e de empresas indicadas por Ribamar Oliveira e até o financiamento de uma pescaria realizada pelo então superintendente do Dnit e alguns amigos.

“Casca de ovo”

O esquema criminoso fez com que a pavimentação de trechos da BR-429 fosse executada de forma insatisfatória, gerando desvio de recursos públicos e risco aos motoristas que trafegam no local.

Goebel relata perigos na BR 429 devido a pontes inacabadas

Em vários trechos da rodovia, a perícia apontou que a pista de rolamento chegou a ter quatro metros a menos do que constava na medição, a capa asfáltica estava 4,5 centímetros mais fina e o percentual de betume utilizado na fabricação do asfalto foi comprovadamente inferior ao contratado, deixando a pista mais escorregadia e menos preparada para aguentar as chuvas da região.

TCE suspende licitação do DER por superfaturamento de R$ 11 milhões

A empresa executora recebeu pagamento para utilizar na pavimentação da BR-429 areia grossa, selecionada, isenta de matéria orgânica ou de impurezas, retirada de areal licenciado e transportada até as obras, pela qual o Dnit pagou 116 reais por metro cúbico. Em vez disso, a empreiteira usou areia fina, retirada de areal mais próximo das obras e sem licenciamento ambiental, ao custo de 51 reais por metro cúbico. O superfaturamento gerado só no serviço de camada drenante da rodovia ultrapassou 20 milhões de reais.

Poucos meses após as obras os peritos constataram que a rodovia já apresentava trincas, afundamentos e “panelas”. Além disso, por ser inadequada para execução de camadas drenantes, a areia fina utilizada nas obras poderia causar desmoronamento de trechos da rodovia.

Em outra irregularidade, o então superintende do Dnit autorizou que uma empresa fiscalizadora iniciasse suas atividades de supervisão meses antes do início das obras que deveria supervisionar, o que gerou o pagamento indevido de cerca de 196 mil reais.

Nas ações penais propostas, além das penas pelos crimes cometidos, o MPF também quer que os réus sejam condenados a ressarcir todo o prejuízo causado.

PAINEL POLÍTICO

Regionais : Contas de campanhas deverão ser enviada à Justiça Eleitoral a cada 72h
Enviado por alexandre em 28/07/2016 11:10:33


Brasília: Nas eleições municipais deste ano, os candidatos e partidos devem ficar atento a uma novidade trazida pela Reforma Eleitoral 2015.

Agora, as doações recebidas e os gastos de campanhas, que constam na prestação de contas, devem ser informados a cada 72 horas à Justiça Eleitoral, contados do recebimento do crédito em conta corrente.

Até as eleições de 2014, a JE era informada sobre o financiamento de campanha em três oportunidades: na primeira parcial de campanha, na segunda e na prestação de contas finais.

“A Justiça Eleitoral, durante o curso da campanha, receberá informações sobre o financiamento que serão publicadas em tempo real no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso irá permitir que a sociedade organizada, órgãos de fiscalização e os próprios candidatos possam conhecer e fiscalizar as campanhas dos que estão concorrendo nas eleições”, explicou Eron Pessoa, assessor-chefe da Assessoria de Prestação de Contas e Exames Partidários do TSE.

Como forma de agregar ainda mais transparência ao processo eleitoral, a divulgação dos dados de registro de candidatura e de financiamento de campanha foi centralizada. As informações podem ser consultadas no sistema DivulgaCandContas, disponível no portal do TSE.

Descumprimento

De acordo com Eron Pessoa, caso os candidatos e partidos não informem, em até 72 horas, sobre os recursos de campanha, o maior efeito será em relação à transparência, pois não há sanção prevista na legislação eleitoral. No entanto, a Justiça Eleitoral recebe dos bancos os extratos eletrônicos das campanhas e, caso um candidato deixe de informar as suas contas, qualquer cidadão poderá verificar a ausência de informações.

“Se o extrato eletrônico apresenta informações de débito e de crédito e o candidato não informa à Justiça Eleitoral, já se verifica que não é uma atitude condizente com aquele que pleiteia um cargo eleitoral”, ressaltou Eron.

Arrecadação

As informações de prestação de contas de campanha passarão a ser disponibilizadas no DivulgaCandContas a partir do dia 15 de agosto, data limite para que os candidatos e partidos tenham cumprido os pré-requisitos exigidos para o início das arrecadações - requerimento do registro de candidatura; inscrição no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ); abertura de conta bancária específica destinada a registrar a movimentação financeira de campanha e a emissão de recibos eleitorais.
fonte: TSE

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