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Política : PARTICIPATIVO
Enviado por alexandre em 23/05/2017 17:56:14


Deputado Marcelino Tenório participa da inauguração da Unisp de Ouro Preto
O Deputado Estadual Marcelino Tenório (PRP) prestigiou na sexta-feira (19), a solenidade de inauguração da Unidade Integrada de Segurança Pública (Unisp) em Ouro Preto do Oeste, que vai reforçar o trabalho das forças de segurança na região central do Estado. Construída com recursos do Programa Integrado de Desenvolvimento e Inclusão Socioeconômica (Pidise), coordenado pela Secretaria de Estado do Planejamento, Orçamento e Gestão (Sepog), onde a população passará a contar com uma estrutura moderna e atendimento mais humanizado, que comportará os serviços das policias Civil e Militar.

Unisp localizada na Avenida capitão Silvio Gonçalves de Farias, bairro Incra ao lado do Bosque Municipal, área estratégica, possui uma estrutura ampla com 678,95 metros quadrados e comportará, além da sala de espera destinada às vítimas, salas de inquéritos, de audiência, de armamento, de identificação, de reconhecimento; depósito de materiais apreendidos; alojamentos, cozinha, refeitório entre outros. Toda estrutura, com investimento no valor aproximado de R$ 1,5 milhão além de R$ 500 no mobiliário está adaptada para pessoas com deficiência.

Além do Deputado Marcelino Tenório ainda estiveram presentes o Governador Confúcio Moura (PMDB), o Senador Valdir Raupp (PMDB), o deputado estadual Maurão de Carvalho (PMDB), presidente da Assembleia Legislativa do Estado, deputado federal Lúcio Mosquini (PMDB) o secretário estadual de Segurança, Defesa e Cidadania (Sesdec), Lioberto Caetano, o comandante geral da Polícia Militar de Rondônia, coronel Ênedy Dias, juiz de Direito Haruo Mizusaki, os promotores de Justiça Tiago Cadore e Evandro Araujo, prefeito de Ouro Preto Vagno Goncalves Barros entre outras autoridades que se fizeram presentes ao ato solene.

Na ocasião, o deputado estadual Marcelino Tenório anunciou a liberação, pelo governo do estado, de recursos provenientes de emendas parlamentares de sua autoria no total de R$ 1, 9 milhão.

Ao falar sobre a inauguração do prédio que vai reunir as forças de segurança pública, o deputado Marcelino Tenório, agradeceu ao governador do Estado Confúcio Moura, por ser um governante que tem a sua ciência política municipalista atendendo de forma pontual todos os municípios de Rondônia. O parlamentar lembrou que agora os policiais terão um local digno para melhor atender a população o que certamente vai refletir na melhoria da prestação do serviço de segurança pública de forma abrangente e ágil.

O deputado Marcelino Tenório foi bastante elogiado pelos oradores durante o ato solene, destacando o governador Confúcio Moura, que afirmou – deputado Marcelino Tenório é um político que honra os verdadeiros princípios de homem público e que a população de Ouro Preto pode ter orgulho do seu represente no parlamento estadual que tem pautado no trabalho em prol da coletividade.




ASCOM

Política : QUEM ASSUME?
Enviado por alexandre em 21/05/2017 18:31:27


Fora Temer. Ok, mas para colocar quem?

Elio Gaspari - Folha de S.Paulo

Há um ano, quando a rua gritava "Fora, Dilma", sabia-se que para o seu lugar iria o vice-presidente, Michel Temer. Ele apresentou-se ao país propondo um governo de união nacional e tornou-se um campeão de impopularidade. Prometeu um ministério de notáveis, cercou-se de suspeitos e perdeu dois ministros (Romero Jucá e Geddel Vieira Lima) por flagrantes malfeitorias.

Pode-se não gostar de Temer, mas o doutor chegou à cadeira pelas regras do livrinho. Agora grita-se "Fora, Temer", mas não se pode saber quem irá para o lugar. Pela Constituição, o novo doutor seria eleito indiretamente pelos senadores e deputados. Basta que se ouçam as conversas de Temer, Aécio Neves (presidente do PSDB) e Romero Jucá (presidente do PMDB), grampeadas por Joesley Batista e Sérgio Machado, para ver que, sem a influência da opinião pública, daquele mato não sai coisa boa.

Por isso é útil que se exponham logo nomes de doutores e doutoras que poderiam substituí-lo. Todos dirão que não querem, mas, olhando-se para trás, só houve um caso de cidadão que chegou ao poder sem ter pedido apoio a quem quer que seja. Foi o general Emilio Garrastazu Médici, em 1969. Ele chegou a afrontar o sacro colégio de generais, abandonando a sala do consistório, mas essa é outra história. Todos queriam, cabalando com maior ou menor intensidade. Estão frescas na memória nacional as maquinações de Temer para desalojar Dilma Rousseff.

Se Temer desistir, se o Tribunal Superior Eleitoral resolver dispensá-lo ou se um doloroso processo de impedimento vier a defenestrá-lo, a pergunta essencial ficará no mesmo lugar: Quem? E para quê?

A principal obrigação do governo Temer e de seu eventual sucessor será o respeito ao calendário eleitoral que manda escolher um novo presidente em 2018. Itamar Franco foi o único presidente que assumiu depois de um impedimento e honrou o calendário. Café Filho tentou melar a eleição de 1955 e foi mandado embora. No dia 11 de abril de 1964, quando o marechal Castello Branco foi eleito pelo Congresso, Juscelino Kubitschek e Carlos Lacerda, os principais candidatos, acreditavam que disputariam a eleição de 1965. O próprio Castello também acreditava. Nada feito. Os brasileiros só escolheram um presidente pelo voto direto 25 anos depois.

A maluquice do salto em direção ao nada já arruinou a vida nacional duas vezes. Em 1961 e em 1969 os ministros militares, nas versões 1.0 e 2.0 dos Três Patetas, decidiram impedir as posses do vice-presidente João Goulart e de Pedro Aleixo. Nos dois casos havia o motor da anarquia dos quartéis. Hoje essa carta está fora do baralho, mas a anarquia civil está de bom tamanho. A pergunta essencial é a mesma: Quem?

Vale a pena colocar na vitrine cinco nomes que já estão na roda.

Aqui vão eles, por ordem alfabética.

Cármen Lúcia

A presidente do Supremo Tribunal Federal ecoa, com diferenças substanciais, o modelo de José Linhares. Ele presidia o STF em 1945 quando os generais derrubaram Getúlio Vargas e colocaram-no no palácio do Catete. Ficou três meses no poder, tempo suficiente para realizar eleições que já estavam marcadas e empossar o presidente eleito, marechal Eurico Dutra. De sua passagem pelo cargo ficou apenas a lembrança da nomeação de extensa parentela.

Chamada de "Madre Superiora" pelos admiradores da Lava Jato, Cármen Lúcia é vista como bruxa pelas vítimas da faxina.

Gilmar Mendes

Outro ministro do STF e atual presidente do Tribunal Superior Eleitoral, faz contraponto com Cármen Lúcia. É o magistrado com maior rede de amigos no Congresso e maior desenvoltura no meio político. Sua decisão monocrática revogando a prisão preventiva do empresário Eike Batista levou-o a um choque frontal com o Procurador-Geral da República.

Nelson Jobim

Ministro da Defesa de Lula e da Justiça de Fernando Henrique Cardoso, Jobim passou nove anos no Supremo Tribunal Federal e dez no Congresso. É o híbrido perfeito. Em 2016 tornou-se sócio e conselheiro do banco BTG Pactual, cujo controlador foi preso pela Lava Jato. Seu nome está na roda desde o final do ano passado.

Rodrigo Maia

Caso Temer seja afastado pelo TSE ou resolva ir embora, o presidente da Câmara dos Deputados assumiria por algumas semanas, até a realização da eleição indireta. Os grampos de Joesley deram impulso ao seu nome, na hipótese da eleição, como um dos expoentes da vontade parlamentar. Está arrolado num inquérito da Lava Jato que tramita no Supremo Tribunal Federal.

Tasso Jereissati

Com o afastamento de Aécio Neves, o senador assumiu pela segunda vez a presidência do PSDB. Por três vezes foi governador do Ceará e é um expoente do tucanato. Está na difícil situação de presidir um partido que se equilibra no muro, com uma facção defendendo um voo para longe de Michel Temer.

Ala do Senado quer peitar Fachin e não afastar Aécio



Mônica Bergamo = Folha de S.Paulo

O Senado pode desobedecer a decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou em liminar que o mandato do senador Aécio Neves (PSDB-MG) seja suspenso.

A estratégia, já discutida por alguns senadores, prevê que a defesa de Aécio recorra à Mesa do Senado questionando a validade da medida. A Mesa responderia, então, que não há previsão constitucional para a suspensão, ainda mais por meio de liminar, e manteria Aécio.

Parlamentares pretendem se reunir com o tucano na próxima semana para estimulá-lo a tomar a iniciativa. Acreditam que seria melhor que ela partisse dele, em tese o maior interessado numa reversão da decisão de Fachin, do que a própria Mesa.

Um dos senadores mais influentes da Casa disse à Folha que em "nenhum lugar do mundo" um parlamentar seria afastado nessas condições, "muito menos por meio de liminar".

A ideia, no entanto, não alcançará consenso. Um parlamentar de oposição, que preferiu falar sem se identificar por não querer "chutar cachorro morto", como se refere a Aécio, diz que o Senado passaria vergonha se tentasse reverter a decisão do Supremo, tal a gravidade das acusações contra o tucano.

Não haveria, portanto, clima para que a articulação prosperasse. O mesmo senador crê que o próprio Aécio vai pensar duas vezes antes de aderir à ideia, que pode soar como provocação à Justiça, agravando sua situação, já de bastante debilidade.

Por essa visão, o melhor que Aécio teria a fazer é ficar quieto e sumir do noticiário.

Em dezembro de 2016, o Senado adotou procedimento semelhante ao que é articulado agora por esse grupo de senadores.

À época, a Mesa Diretora decidiu desafiar liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello e recusou-se a afastar da presidência da Casa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O Senado encaminhou ao STF uma decisão da Mesa em que informava que aguardaria o plenário do tribunal para então aceitar o afastamento de Renan.

No próprio Supremo a medida vem sofrendo críticas internas de outros ministros, que acreditam que a Corte não deveria ampliar o que chamam de sua área de competência e conflito.

O ministro Fachin decidiu afastar Aécio do cargo depois de ele aparecer em gravação feita no âmbito de delação premiada da Operação Lava Jato pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS.

REAÇÃO

Senadores ouvidos pela Folha que não participam da articulação criticaram a manobra. Roberto Requião (PMDB-PR) crê ser pouco provável que a Mesa descumpra uma decisão tomada pelo STF "Não acredito nisso não. A situação é muito delicada. Não vejo nenhuma possibilidade de a Mesa fazer isso", disse.

Para o peemedebista, o caso é muito diferente de o que a Mesa fez no caso de Renan.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), autor de um pedido de cassação de Aécio, nega ter ouvido a articulação e considera a possibilidade de descumprimento da decisão do STF "um absurdo".

"Diante dessa possibilidade [de a Mesa reverter decisão da Justiça], determinei que a minha assessoria preparasse um mandado de segurança para que seja confirmada pelo Supremo a decisão desta semana [de Fachin, de afastar Aécio]".

Cristovam Buarque (PPS-DF) diz ter conversado com sete senadores e que não ouviu de nenhum deles a possibilidade de a Mesa reverter a decisão do Supremo.

"Eu não tenho a menor informação sobre isso. Eu falei nesse instante com Tasso Jereissati [PSDB-CE] e não tem nada disso. Eu acho politicamente impossível que se consiga barrar isso", afirmou.

Buarque diz ainda que o caso de Aécio é tão grave quanto o do ex-senador Delcídio do Amaral, preso em 2015.


Cunha nega ter silêncio comprado por Joesley



Em carta escrita à mão, Cunha afirmou que não teve seu silêncio comprado por Joesley Batista, nem pediu ou recebeu qualquer pedido de Temer

Folha Online

O ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) afirmou que não teve seu silêncio comprado pelo empresário empresário Joesley Batista, tampouco pediu ou recebeu qualquer pedido do presidente Michel Temer, segundo divulgado pelo jornal O Estado de São Paulo, no blog Fausto Macedo.

Em carta escrita à mão, datada de quinta-feira, Cunha diz: “Estou exercendo meu direito de defesa e não estou em silêncio e tampouco ficarei”. O documento foi divulgado por seu advogado, Rodrigo Rios, neste sábado.

Desde março o ex-presidente da Câmara está preso no Complexo Médico-Penal, em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, após ser condenado por três crimes na Operação Lava Jato.

Três homens e um destino


Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

"O presidente Michel sempre acreditou, e eu acho que o Eduardo e o Lúcio também sempre acreditou [sic], que eu era meio que obrigado a sustentá-los."

A queixa é de Joesley Batista, em depoimento à Lava Jato. Acostumado a pagar as contas de políticos de múltiplos partidos, ele admitiu ter se espantado com a gula do trio.

A delação do dono da JBS expôs as entranhas do grupo que tomou de assalto a Presidência da República. Está tudo lá: da roubalheira no Porto de Santos, antigo feudo de Temer, até a compra de deputados para instalar Cunha no comando da Câmara.

O terceiro elemento do grupo é o doleiro Lúcio Funaro. Ele escapou da cadeia no mensalão e permaneceu na ativa até o ano passado.

Joesley relatou que esteve com Temer "não menos de 20 vezes". Disse que os pedidos de propina se estenderam de 2010 até dois meses atrás. Num episódio, afirmou que o então vice-presidente pediu R$ 300 mil para recauchutar a imagem às vésperas do impeachment. Temer era chamado de "golpista" e queria se defender com vídeos na internet.

O dono da JBS disse que entregou o dinheiro ao marqueteiro Elsinho Mouco. Ele confirmou o encontro, mas se esqueceu de mencionar o repasse. Virou candidato a uma delação capaz de fazer com o PMDB o que João Santana fez com o PT.

Na conversa gravada no Jaburu, Temer instrui Joesley a tratar de seus interesses no governo com Rodrigo Rocha Loures, que tinha acesso livre ao gabinete presidencial. Depois da reunião, a PF filmou o aspone recebendo R$ 500 mil em propina.

Os três personagens citados no início da coluna foram obrigados a se separar. Hoje Cunha está preso na região metropolitana de Curitiba. Funaro foi recolhido a uma cela da Papuda, em Brasília. Temer é investigado no STF por suspeita de corrupção, organização criminosa (antigo crime de quadrilha) e obstrução da Justiça. No fim da semana, ainda podia ser encontrado no Palácio do Planalto.

Política : JBS
Enviado por alexandre em 20/05/2017 18:21:46


R$ 175 milhões em propina à chapa Dilma-Temer

SAO JOAO DE MERITI, RJ, BRASIL, 24-07-2014, 20h30: A presidente Dilma Roussef participa de encontro de campanha do governador do Rio, Luiz Fernando Pezao, o vice-presidente da republica, Michel Temer, o prefeito do Rio, Eduardo Paes e outras liderancas politicas na churrascaria Oasis, em Sao Joao de Meriti. (Foto: Daniel Marenco/Folhapress, PODER)

Dilma Rousseff e Michel Temer durante evento de campanha no Rio de Janeiro em 2014

Folha de S.Paulo – Rafael Gregório

Diretor de relações institucionais da JBS, Ricardo Saud detalhou, em delação premiada, valores pagos pela empresa para comprar os partidos da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer na eleição presidencial de 2014.

Conhecido como "o homem da mala", pelo papel protagonista na articulação das propinas, Saud teria destinado em nome da empresa quase R$ 175 milhões às legendas.

Para se ter ideia, foram cerca de R$ 5,1 bilhões em gastos oficiais e declarados nas eleições de 2014, incluindo os pleitos para a Presidência da República e também para os governos estaduais.

O delator deixa claro que o valor não corresponde ao total pago pela empresa a título de propinas, mas sim a um movimento no início da campanha.

A maior parte, diz, foi paga mediante notas fiscais falsas para simular serviços prestados. "No final, vamos ter citado mais de cem escritórios de advocacia, tudo notas falsas", diz.

Segundo o relato de Saud, "todos os partidos tinham consciência de que isso [os valores repassados] era propina paga pelo PT" em retribuição ao suporte do partido ao grupo de Joesley Batista.

O presidente da República, Michel Temer (PMDB), então candidato a vice-presidente com Dilma, era o maior articulador desses repasses ilegais, diz Saud.

"Com relação à Dilma [Rousseff], não posso afirmar [que ela tinha conhecimento], porque nunca estive com ela, graças a Deus", respondeu o executivo quando perguntado se a ex-presidente petista tinha consciência desses pagamentos.

"Já com Michel Temer", ele completa, "tenho certeza que sabia de todos [os acertos financeiros], porque eu mesmo o comuniquei. Estive com ele muitas vezes, não foram poucas".

De R$ 15 milhões de aliados Temer "roubou" R$ 1 milhão



O presidente Michel Temer Foto: André Coelho

O Globo

Responsável pela entrega de propinas a mando da JBS, Florisvaldo Caetano de Oliveira disse em delação que levou em uma caixa R$ 1 milhão destinados ao então vice-presidente Michel Temer, hoje à frente do Palácio do Planalto. Oliveira afirmou que recebeu a ordem de Ricardo Saud, diretor da JBS, em 2014. Saud, que também é delator, afirmou que o dinheiro foi "roubado" por Temer. Isso porque ele guardou o dinheiro, em vez de gastá-lo na campanha daquele ano, conforme combinado previamente com o PT.

Quem recebeu o recurso, segundo Oliveira, foi um homem identificado como "coronel". Ele se refere a João Baptista Lima Filho, amigo de Temer, que é coronel aposentado da Polícia Militar (PM) paulista. O endereço da entrega do dinheiro, a Argeplan, Arquitetura e Engenharia, na Vila Madalena, foi alvo de busca e apreensão na quinta-feira pela Polícia Federal (PF).

Oliveira contou que esperava ser convidado para entrar, mas que o coronel pediu que ele apenas colocasse a caixa no carro estacionado ao lado. O delator perguntou sobre uma câmera de segurança instalada no sobrado onde funciona a empresa, mas o destinatário do dinheiro o tranquilizou. O coronel respondeu da mesma forma, descartando qualquer risco, quando Oliveira demonstrou preocupação com a eventual presença de pessoas no escritório que pudessem assistir à movimentação do lado de fora, por meio de um vidro grande que existe na fachada do sobrado.

O delator contou aos procuradores que estava num Corolla, de propriedade de Demilton Castro, funcionário da JBS que também virou delator, mas não se lembra de detalhes do veículo em que ele colocou o dinheiro por orientação do coronel. Segundo Oliveira, os recursos estavam no interior de uma caixa grande, que ele mesmo acomodou no carro indicado.

Não foi a primeira vez, porém, que Oliveira esteve no imóvel. Antes da entrega, o delator chegou a ser recebido pelo coronel, segundo contou, para saber exatamente como deveria fazer o repasse. Ele disse que, apesar de fazer outras remessas a mando da JBS, temia andar com tanto dinheiro. O coronel não gostou de receber o homem sem o dinheiro:

— Ele achou ruim porque: 'poxa, prometeu, não sei o quê'... Vim aqui para entender como é, afinal de contas, não é 1 real, é R$ 1 milhão — disse.

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Oliveira afirmou que soube que o destinatário era Temer por Ricardo Saud. O diretor estava irritado porque ele havia se atrasado para a entrega. Ao telefone, disse que o pagamento tinha como destinatário o então vice Temer:

— O Ricardo me cobrou. "Ó, sabe que tem que atender, isso é do Temer ".

Política : SEM LIMITES
Enviado por alexandre em 20/05/2017 18:19:07


Aécio queria barrar Lava Jato com apoio de Moraes

Plano de Aécio Neves era direcionar as distribuições dos inquéritos da Lava Jato com a ajuda de Alexandre de Moraes

iG São Paulo

Plano do tucano consistia em direcionar as distribuições dos inquéritos para delegados pré-selecionados com a ajuda do mais novo ministro do Supremo

O senador afastado Aécio Neves (PSDB) afirmou em conversa com o empresário Joesley Bastista que havia uma estratégia para impedir o avanço das investigações da Lava Jato contra a classe política. A declaração foi gravada pelo dono da JBS e consta no inquérito que investiga Aécio, Temer e o deputado afastado Rocha Loures no Supremo Tribunal Federal (STF), divulgado nesta sexta-feira (19).

O plano de Aécio Neves consistia em direcionar as distribuições dos inquéritos para delegados pré-selecionados. "O que vai acontecer agora, vai vir inquérito sobre uma porrada de gente, caralho, eles aqui são tão bunda mole que eles não notaram o cara que vai distribuir os inquéritos para os delegados", diz o senador, referindo-se a Alexandre de Moraes, ex-integrante do PSDB e indicado por Temer para o STF.

"Você tem lá, sei lá, dois mil delegados da Polícia Federal, aí tem que escolher dez caras. O do Moreira, o que interessa ele, sei lá, vai pro João. O do Aécio vai pro Zé. O outro filho da puta vai pro, foda-se, vai para o Marculino, nem isso conseguiram terminar. Eu, o Alexandre e o Michel", conclui o até então presidente nacional do PSDB, mencionando nominalmente o ministro do STF Alexandre de Moraes e o presidente Michel Temer.

Em nota, a assessoria de Aécio negou que o tucano tenha praticado "qualquer ato que possa ter colocado qualquer empecilho aos avanços da Operação Lava Jato". A equipe do senador explica que ele apenas "emitiu uma opinião em face da demora da conclusão de alguns inquéritos".

"O senador Aécio Neves jamais agiu ou conversou com quem quer que seja no sentido de criar qualquer tipo de empecilho à Operação Lava Jato ou à Polícia Federal, que sempre teve seu trabalho e autonomia apoiados pelo senador em suas agendas legislativas, e também como dirigente partidário", diz o texto enviado pelo tucano.

Em outro trecho da conversa com o dono da JBS, Aécio relata que o presidente Michel Temer pediu para que ele retirasse a ação movida pelo PSDB contra a chapa Dilma-Temer na Justiça Eleitoral.

De acordo com o documento entregue ao STF pela Procuradoria-Geral da República, Aécio e Joesley se encontraram em março no Hotel Unique, em São Paulo. Na conversa, os dois discutem a Operação Carne Fraca, deflagrada pela Polícia Federal naquele mês. Quando o julgamento da ação contra a chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) entra na pauta, Aécio relata o pedido que Temer teria feito.

"A Dilma caiu, a ação continuou e ele [Temer] quer que eu retire a ação. Cara, só que se eu retirar... E não estou nem aí, eu não vou perder nada, o Janot assume. O Ministério Público assume essa merda", diz Aécio Neves. A defesa de Temer ainda não se pronunciou até o momento a respeito das novas acusações divulgada

Senado quer ignorar Fachim e manter Aécio no cargo



Senador Aécio Neves (PSDB) fala ao telefone durante sessão no Senado, em Brasília, na noite desta quarta

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O Senado pode desobedecer a decisão do ministro Edson Fachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que determinou por meio de liminar que o mandato do senador Aecio Neves seja suspenso.

A estratégia, já discutida por alguns senadores, prevê que a defesa de Aécio recorra à Mesa do Senado questionando a validade da medida. A Mesa então responderia que não há previsão constitucional para a suspensão, mantendo Aécio no cargo.

"Em nenhum lugar do mundo um parlamentar seria afastado nessas condiçoes, muito menos por meio de liminar", diz um dos senadores mais influentes da Casa.

Em dezembro de 2016, o Senado adotou procedimento semelhante ao que o tucano pretende agora.

À época, a Mesa Diretora decidiu desafiar liminar concedida pelo ministro Marco Aurélio Mello e recusou-se a afastar da presidência da Casa o senador Renan Calheiros (PMDB-AL). O Senado encaminhou ao STF uma decisão da Mesa em que informa que aguardará o posicionamento do plenário do tribunal para então aceitar o afastamento de Renan.

O STF decidiu afastar Aécio do cargo depois de ele aparecer em gravação feita no âmbito de delação premiada da Operação Lava Jato pedindo R$ 2 milhões a donos do frigorífico JBS.

A derrocada de Aécio



Folha de S.Paulo - EDITORIAL

Se o futuro de Michel Temer (PMDB) na Presidência tornou-se motivo de incerteza, a delação premiada de Joesley Batista, dono da JBS, produziu impacto mais imediato e devastador sobre Aécio Neves (PSDB-MG), afastado do cargo de senador por determinação do Supremo Tribunal Federal.

Até a noite de quinta-feira (18), quando a gravação da conversa entre Batista e Temer magnetizava as atenções nacionais, as notícias sobre o tucano davam conta de um pedido que fizera ao empresário: queria R$ 2 milhões.

Seriam quatro parcelas de R$ 500 mil, a serem entregues a um primo, Frederico Pacheco de Medeiros —já preso, assim como Andrea Neves, irmã de Aécio.

Imagens atestando as idas e vindas de Medeiros, depois de encontros com um representante da JBS, deram consistência à delação.

Quanto à defesa de Aécio, argumentou-se inicialmente que tratava-se de uma transação privada, não havendo como caracterizar corrupção propriamente dita —não estavam explícitos os favores que o pagador receberia.

A versão parecia frágil, mas ao menos apontava para uma linha de argumentação jurídica.

No dia seguinte, entretanto, novos detalhes revelados sobre os depoimentos tornaram ainda mais difícil a tarefa da defesa.

Aécio teria recebido R$ 60 milhões, em 2014, em troca de favores à JBS, como a liberação de créditos retidos no fisco.

Mais R$ 40 milhões lhe teriam sido prometidos caso propiciasse a nomeação de Aldemir Bendine, ex-presidente do Banco do Brasil e da Petrobras na administração petista, para a presidência da Vale –uma empresa privada.

As acusações ganham um suplemento constrangedor com a divulgação de trechos de conversas entre Aécio e Batista, tendo como assunto o futuro da Lava Jato.

Em meio à coleção de impropérios proferidos pelo senador, deduz-se seu empenho na aprovação da lei que define o abuso da autoridade (iniciativa, em si, meritória) e da anistia ao caixa dois.

Conspurca-se, desse modo, a imagem de um político que, há menos de três anos, obtinha 51 milhões de votos no segundo turno das eleições presidenciais, e mantinha incólume, na condição de aliado central de Temer, um discurso a favor da moralidade pública.

A derrocada política de Aécio esvazia ainda mais o quadro de lideranças nacionais. No tucanato que espera disputar o eleitorado antipetista, restam o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, também às voltas com a Lava Jato, e o prefeito da capital, João Doria, aposta precipitada explicável pela escassez de opções.

Política : RÉU PODE MENTIR
Enviado por alexandre em 19/05/2017 09:21:23


Mentiras não devem resultar em punição a Lula
Como réu, Lula podia mentir à vontade sem ser acusado de crime

Como réu, Lula tem direito de falar o que quiser até mentiras

O ex-presidente Lula não será processado pelas mentiras que disse ao juiz Sérgio Moro, no interrogatório sobre o tríplex-propina do Guarujá. Só testemunha não pode mentir no processo, segundo explicou o criminalista Danillo de Oliveira Souza. Lula mentiu ao negar encontro no sítio de Atibaia com Leo Pinheiro (OAS), e jurar que não se reuniu com diretores que roubavam a Petrobras. E ainda contou outra mentira, dizendo: “não há pergunta difícil quando alguém quer falar a verdade”. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

O Ministério Público anexou ao processo do tríplex-propina fotos de Lula conversando à beira da piscina com Leo Pinheiro no sítio. O MPF também obteve comprovantes de 27 reuniões de Lula com ladrões confessos da Petrobras, como Renato Duque e Jorge Zelada. As mentiras são relevantes porque Lula é acusado de corrupção passiva por aceitar como propina as reformas no tríplex e no sítio.

DIÁRIO DO PODER

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