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Regionais : Fuzeleiros Navais denunciam que só estão comendo arroz e feijão trabalhando 30 horas seguidas
Enviado por alexandre em 19/01/2019 22:33:56

A rotina de cerimônias militares na capital do país impôs dura jornada aos praças do Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília. Soldados, cabos e sargentos relatam expediente de trabalho de mais de 30 horas seguidas, com alimentação escassa e pouco tempo de descanso. Há cerca de um mês, as escalas foram alteradas para o modelo “um por um” na linguagem militar. O que significa, na prática, 30 horas consecutivas de trabalho – sendo 24 horas de “serviço” e seis do expediente regular. O intervalo entre elas é de 18 horas.

Desde a mudança, esses integrantes da Marinha passaram a se apresentar no quartel às 8h. Às 10h, começam a cumprir serviços externos, só retornando ao grupamento às 10h do dia posterior. Na unidade militar, desempenham tarefas, como limpeza das instalações, até as 16h – quando não há trabalho extra. No dia seguinte, voltam às 8h para mais 30 horas de jornada.

A reportagem ouviu sete praças lotados no local. Todos denunciaram as condições, classificadas por eles de desumanas. Os militares pediram anonimato por medo de duras represálias.
Estamos esgotados fisicamente, mentalmente, mas ficamos calados. Não temos o que fazer. Qualquer deslize, somos presos e castigados. É trabalho escravo, desumano"
Militar do Grupamento de Fuzileiros Navais do DF

E o serviço cotidiano tem sido ainda maior. Segundo os militares de baixa patente, eles são constantemente convocados, além do horário acordado, para cerimônias e eventos. Alguns relataram ao Metrópoles estarem há mais de cinco dias sem conseguir voltar para casa.

Antes da alteração nas escalas, os militares só faziam o plantão de 24 horas a cada três dias, o chamado “três para um”. Nos intervalos, trabalhavam apenas as seis horas do “expediente”, na linguagem da caserna.

Além da rotina extenuante, os praças reclamam da qualidade da comida oferecida pelo Grupamento. A posse do novo comandante da Marinha, que contou com a presença do presidente Jair Bolsonaro (PSL), na última quarta-feira (9/1), foi um dos momentos mais críticos para os marinheiros de baixa patente.

Escalados para participar da cerimônia e fazer o controle do trânsito nas proximidades do Clube Naval e do Ministério da Defesa, os militares assumiram os postos às 7h e só retornaram ao quartel, sem comida, às 15h30. No rancho, foram oferecidos a eles apenas arroz e feijão.


Após o almoço, eles cumpriram o expediente fazendo faxina nas dependências da unidade militar até as 20h. Militares ouvidos pela reportagem disseram que alguns reclamaram da situação e foram chamados de “vagabundos” e “lesadores” pelos superiores.

Mensagens
O Metrópoles teve acesso a mensagens de um dos comandantes da unidade militar aos praças. Em um primeiro texto, do dia 28 de dezembro, ele reconhece que a “rotina não está fácil”.

No dia 5 de janeiro, foi informado aos soldados, cabos e sargentos que o “comando está ciente da quebradeira” e que está tentando “coordenar rotinas aliviadas, licenças e afins”. A previsão dada era de que as escalas voltariam ao normal em 4 de janeiro, o que não ocorreu.

Na última terça-feira (8), o discurso foi semelhante. E o comandante fez um alerta: “Apesar das diversas cerimônias, cuidar do apuro nos uniformes. Evitar cadeia desnecessária”. Segundo praças ouvidos pela reportagem, muitos militares foram advertidos por conta do estado das fardas, já que não conseguem voltar para casa.

O Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília conta com cerca de 200 soldados, cabos e sargentos. Apesar do cansaço, eles dizem temer questionar as ordens dos oficiais ou denunciar a situação.

“Quem não obedece é marcado, fica sendo chamado de vagabundo e recebe ainda mais tarefas como punição”, contou um dos praças ouvidos pelo Metrópoles.

O outro lado
Por meio de nota, o Comando do 7º Distrito Naval, responsável pelo Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, informou que “tem como prioridade a manutenção das boas condições de trabalho dos militares”, mas ponderou que “a carreira militar, conforme prevê o Estatuto dos Militares, é pautada pela abnegação e espírito de sacrifício”.

Segundo o texto, as escalas foram alteradas para todas as graduações, mas apenas os soldados passaram a trabalhar no esquema “um por um”. “Devido à realização de operação e cerimônias militares, bem como em decorrência das movimentações para outros estados da Federação”, informou a nota.

“Apesar da escala um por um ser evitada, esse procedimento não contraria as normas vigentes desta Força, conforme consta na Ordenança Geral para o Serviço da Armada, norma da Marinha do Brasil que regulamenta os serviços internos das organizações militares”, completa a nota.

O documento diz ainda que, “em relação às tarefas extras após o horário de trabalho, a carreira militar, conforme prevê o Estatuto dos Militares, é pautada pela abnegação e espírito de sacrifício. Os militares têm dedicação exclusiva ao serviço e devem estar disponíveis diuturnamente. Em virtude dos preparativos para operação e cerimônias, pode ocorrer, de maneira episódica e por imposição da
missão a ser cumprida, a necessidade de exercer tarefas após o expediente”.

Sobre a alimentação, o Comando nega ter oferecido apenas arroz e feijão. “Alguns militares almoçaram após o horário previsto, em virtude da participação em tarefas realizadas fora daquele aquartelamento. Nesses casos, foram oferecidos lanches aos militares envolvidos, não ocorrendo intervalo de 20 horas sem alimentação.”


metropoles

Regionais : Fuzileiro naval morre de enfarte no DF. Colegas culpam jornada extenuante
Enviado por alexandre em 19/01/2019 22:27:00

O corpo do soldado Miquéias Gabriel Ferreira, de 22 anos, será velado, neste domingo (20/1), na cidade de Januária, interior de Minas Gerais. Segundo familiares, o corpo foi liberado no início da tarde deste sábado (19), após a conclusão da necrópsia no Instituto Médico Legal do Distrito Federal. A cerimônia será na igreja onde o pai do militar é pastor. Ainda não há informações sobre o sepultamento.

Como mostrou o Metrópoles, o soldado morreu na noite da última quinta-feira (17/1). Colegas de farda afirmam que o rapaz se queixava de problemas de saúde e não resistiu à pesada jornada de trabalho no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, que aumentou desde o fim do ano passado.

Praças que servem na mesma guarnição de Miquéias relataram estar submetidos, há mais de um mês, a uma rotina extenuante, com jornadas de trabalho de mais de 30 horas seguidas, alimentação escassa e pouco tempo de descanso.

Há cerca de um mês, as escalas foram alteradas para o modelo “um por um” na linguagem militar. O que significa, na prática, 30 horas consecutivas de trabalho – sendo 24 horas de “serviço” e seis do expediente regular. O intervalo entre elas é de 18 horas. A mudança foi necessária por conta das diversas cerimônias militares na capital do país, de acordo com a Marinha.

No início da tarde deste sábado (19/1), o comando do Grupamento De Fuzileiros Navais de Brasília disponibilizou um ônibus para levar os militares que desejassem acompanhar o sepultamento de Miquéias em Minas Gerais.

O texto, divulgado em grupos de WhatsApp, no entanto, destaca que ninguém será liberado para acompanhar as homenagens. “Os interessados não podem estar de serviço no domingo, uma vez que o ônibus partirá hoje [sábado] e retornará no domingo ou na segunda”, diz a mensagem..

Causa da morte
O corpo do soldado foi liberado por volta das 18h deste sábado, após passar por necrópsia. A Marinha do Brasil divulgou nota afirmando que “a certidão de óbito e o relatório da necrópsia serão entregues à família” e destacou que “não foi encontrada relação entre a causa da morte e as atividades realizadas pelo militar em serviço”.

Colegas de farda e familiares receberam, no entanto, um áudio de um amigo de Miquéias que relata que o soldado teria morrido em decorrência de uma apendicite.
A autópsia acabou de ser finalizada. A médica dele disse que o coração estava bom. O que aconteceu é que ele tinha uma variação anatômica e o apêndice dele não era no lugar normal. Então, o apêndice inflamou e como não era no lugar normal, ele não sentia dor localizada. Aí os médicos administrando remédio para dor, sem fazer uma bateria de exames nem nada. O apêndice inflamou, estourou. E só descobriu, infelizmente, com a autópsia"
Trecho da gravação de amigo de Miquéias

O amigo completa: “Desde o Natal, ele já estava se queixando dessas dores. E simplesmente aplicavam remédio para dor e febre e liberavam ele. Então, é isso. Nós perdemos nosso amigo de graça”.

Ouça:

Procurada pelo Metrópoles, a família de Miquéias não quis comentar o assunto. A Marinha informou que não estava autorizada a divulgar informações sobre o resultado da necrópsia.


Circunstâncias do óbito
Também não há consenso sobre as circunstâncias da morte de Miquéias. Segundo os praças, o fuzileiro estava em trabalho, fazendo serviço de guarda, quando passou mal na última quinta-feira (17/1). “Ele foi na enfermaria do grupamento, mas não havia médico. Então, foi para casa. Piorou e foi para o Hospital Naval de Brasília, onde faleceu”, contou um colega.

Já a assessoria de imprensa do Comando do 7º Distrito Naval diz que Miquéias estava de licença médica. Em nota, a Marinha informou que, na última quarta-feira (16), “o militar procurou a enfermaria do Grupamento, no período matutino, relatando que no dia anterior havia ingerido uma ‘coxinha de frango’ e estava sentindo dores abdominais, solicitando um antiácido”.

Segundo o texto, “no mesmo dia, após ele ter sido licenciado, o militar, por meios próprios, buscou atendimento no Hospital Naval de Brasília, por volta das 18h40, onde foi atendido, medicado e liberado com as devidas orientações e prescrições médicas, recebendo, na oportunidade, uma dispensa domiciliar para repouso de dois dias corridos”.

A nota informa ainda que, na quinta-feira (17), por volta das 17h, “o militar regressou ao Hospital Naval de Brasília, ainda queixando-se de dores abdominais, sendo atendido no serviço de pronto-atendimento, onde foi novamente avaliado e medicado”. Foi quando, segundo a Marinha, o quadro de Miquéias piorou.
Durante o período em que estava recebendo a medicação, o militar sofreu uma parada cardiorrespiratória, por volta das 18h40. Imediatamente, a equipe médica do hospital iniciou os procedimentos de reanimação, utilizando todos os recursos possíveis na tentativa de reversão do quadro"
Trecho da nota da Marinha sobre a morte de Miquéias

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do Comando do 7º Distrito Naval, “às 21h30, o militar teve seu óbito confirmado. Às 23h, o corpo do militar foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito do Distrito Federal para necrópsia e apuração da causa da morte”.

A Marinha também informou que “está prestando todas as informações e apoio social, religioso e psicológico à família do militar”.


Lotado no Grupamento de Fuzileiros Navais de Brasília, o soldado Miquéias Gabriel Ferreira (foto em destaque), 22 anos, morreu na noite da última quinta-feira (17/1). O militar sofreu uma parada cardiorrespiratória e faleceu no Hospital Naval de Brasília. Colegas de farda afirmam que o rapaz se queixava de problemas de saúde e não resistiu à pesada jornada de trabalho, que aumentou desde o fim do ano passado.

Como mostrou o Metrópoles, praças que servem na mesma guarnição de Miquéias relataram estar submetidos, há mais um mês, a uma rotina extenuante, com jornadas de trabalho de mais de 30 horas seguidas, alimentação escassa e pouco tempo de descanso.

A morte do soldado comoveu os outros militares do grupamento. Segundo um deles, Miquéias já havia se queixado, em diversos momentos, de dores. “Nós, amigos dele, falamos para fazer exames, ir ao hospital. Mas ele tinha medo. Se alguém aqui reclama de dor ou da rotina, é taxado de militar ‘nutella’, de vagabundo. Vira chacota e é perseguido”, contou o homem, que, assim como outros praças ouvidos pela reportagem, pediu anonimato por temer represálias.

“Estamos revoltados e assustados com a morte do Miquéias. Estamos sendo esculachados e não temos para quem pedir socorro, pois sofremos sanções. O comando está acabando com a nossa saúde, nos levando à exaustão. E não podemos reclamar”, relatou outro fuzileiro entrevistado pelo Metrópoles.

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Há cerca de um mês, as escalas foram alteradas para o modelo “um por um” na linguagem militar. O que significa, na prática, 30 horas consecutivas de trabalho – sendo 24 horas de “serviço” e seis do expediente regular. O intervalo entre elas é de 18 horas.

Antes da alteração nas escalas, os militares só faziam o plantão de 24 horas a cada três dias, o chamado “três para um”. Nos intervalos, trabalhavam apenas as seis horas do “expediente”, na linguagem da caserna.

Segundo relatos ouvidos pela reportagem, diante do cansaço dos praças, os comandantes do grupamento adotaram posturas ainda mais rígidas. “Quando assumimos o último serviço, perguntaram quem não tinha condições de trabalhar. Sete em um grupo de 20 levantaram a mão. Foram xingados na frente de todos, acusados de formação de motim e ameaçados de prisão”, contou um militar.

“Não tem saúde que aguente. Isso é escravidão. O excesso de trabalho está acabando com a gente. Não temos tempo de ir ao médico, fazer exames de rotina, de nos cuidar”, afirmou outro praça. Ele teme que outra fatalidade, como a de Miquéias, volte a se repetir.

Nascido em Januária, Minas Gerais, Miquéias não é o único fuzileiro da Marinha na família. O irmão mais velho, Bruno Ferreira Belém, também serviu no grupamento em Brasília. Acompanhado dos pais, ele veio à capital federal quando soube do óbito. A família ainda não definiu se o velório será aqui ou na cidade mineira. Nenhum parente de Miquéias quis falar sobre a morte do soldado ou as condições de trabalho às quais ele estava submetido.

Diferentes versões
Segundo os praças, Miquéias estava trabalhando, fazendo serviço de guarda, quando passou mal na última quinta-feira (17/1). “Ele foi na enfermaria do grupamento, mas não havia médico. Então, foi para casa. Piorou e foi para o Hospital Naval de Brasília, onde faleceu”, contou um colega.

Já a assessoria de imprensa do Comando do 7º Distrito Naval diz que Miquéias estava de licença médica. Em nota, a Marinha informou que, na última quarta-feira (16), “o militar procurou a enfermaria do Grupamento, no período matutino, relatando que no dia anterior havia ingerido uma ‘coxinha de frango’ e estava sentindo dores abdominais, solicitando um antiácido”.

Segundo o texto, “no mesmo dia, após ele ter sido licenciado, o militar, por meios próprios, buscou atendimento no Hospital Naval de Brasília, por volta das 18h40, onde foi atendido, medicado e liberado com as devidas orientações e prescrições médicas, recebendo, na oportunidade, uma dispensa domiciliar para repouso de dois dias corridos”.

A nota informa ainda que, na quinta-feira (17), por volta das 17h, “o militar regressou ao Hospital Naval de Brasília, ainda queixando-se de dores abdominais, sendo atendido no serviço de pronto-atendimento, onde foi novamente avaliado e medicado”. Foi quando, segundo a Marinha, o quadro de Miquéias piorou.

“Durante o período em que estava recebendo a medicação, o militar sofreu uma parada cardiorrespiratória, por volta das 18h40. Imediatamente, a equipe médica do hospital iniciou os procedimentos de reanimação, utilizando todos os recursos possíveis na tentativa de reversão do quadro”, completa o documento.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa do Comando do 7º Distrito Naval, “às 21h30, o militar teve seu óbito confirmado. Às 23h, o corpo do militar foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbito do Distrito Federal para necrópsia e apuração da causa da morte”.

A Marinha também informou que “está prestando todas as informações e apoio social, religioso e psicológico à família do militar”.

metropoles

Regionais : Travesti de 15 anos é espancada e tem oito dentes quebrados
Enviado por alexandre em 19/01/2019 22:19:43

Uma travesti de 15 anos foi assediada e agredida por um homem e teve oito dentes quebrados na noite da última quinta-feira (17), na região central de Rondonópolis (a 218 quilômetros de Cuiabá).

Segundo informações da TV Centro América, a travesti passava próximo do pátio da rodoviária, quando um homem teria começado a assediá-la. Na sequência, ele se aproximou, agrediu a adolescente verbalmente e depois jogou uma pedra, que atingiu a boca da travesti. “Depois ele se aproximou de mim e ficou me agredindo verbalmente e, em seguida, jogou a pedra”, contou.

De acordo com a vítima, ela já teria sofrido assédio outras vezes, mas nunca chegou a ser agredida. Um boletim de ocorrência foi registrado na Polícia Civil do município, mas o agressor não foi preso. O caso é investigado.

olhar direto

Regionais : Garota sai de casa para ir à igreja, mas usa drogas e é estuprada
Enviado por alexandre em 19/01/2019 22:10:00


Garota sai de casa para ir à igreja, mas usa drogas e é estuprada em MT
Abuso ocorreu no banheiro de uma praça pública

Uma adolescente de 17 anos, moradora de Sorriso, foi vítima de estupro em uma praça após sair de casa dizendo que ia à igreja, mas desviou o caminho para usar álcool e drogas. O caso aconteceu na noite da sexta-feira (18).

Segundo o boletim de ocorrência, a garota deu entrada na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade no início da madrugada com pressão alta, batimentos cardíacos alterados e cheirando a cigarro e álcool.

A própria menina teria confessado o uso de drogas e relatou o estupro cometido pelo mesmo homem que a ofereceu as drogas lícita (álcool) e ilícitas (não informadas). A mãe detalhou que a filha saiu de casa, no bairro Rota do Sol, foi a uma igreja e depois saiu com uma amiga, que lhe deu R$ 10. Elas pararam em uma conveniência, compraram cerveja e foram para a praça se encontrar com outros jovens.

Depois de beber e fumar algo que ela calcula ser maconha, o suspeito a levou para o banheiro da praça e violentou a menina completamente grogue. O conselho tutelar foi acionado e acompanha o caso, assim como a Polícia Civil.

Regionais : Caravana de MT para conhecer o papa sofre golpe e tem prejuízo de R$ 110 mil
Enviado por alexandre em 19/01/2019 22:07:52

Um grupo de 22 católicos, entre jovens e idosos, relatam terem sido vítimas de um suposto golpe nessa tarde de sábado (19). As pessoas, que formavam uma caravana de Mato Grosso para participar da Jornada Mundial da Juventude, e conhecer o Papa no Panamá, tiveram a viagem cancelada em cima da hora, além do prejuízo que soma mais de R$ 110 mil.

A Jornada Mundial da Juventude começa na próxima terça-feira (22), e segue até domingo (27). De acordo com o coordenador estadual do Ministério Universidades Renovadas, Antônio Lima, as pessoas ficaram sabendo da caravana a partir de um grupo no WhatsApp, organizado pelo padre Wender Souza.

Em um folder, consta que a viagem, no valor de R$ 5 mil cada, estaria incluso um translado de Cuiabá à Cidade do México, com hospedagem de três dias, perto do Santuário de Guadalupe, além da opção de Acapulco por R$ 170 a mais. O outro translado era da Cidade do México ao Panamá, e de volta para Cuiabá. A viagem seria de 16 a 30 de janeiro. O valor da inscrição, R$ 1000, era a parte.

“Conversamos com o padre, sobre a forma de pagamento, o parcelamento e tudo mais e foi combinada certinha a nossa viagem, prevista para acontecer do dia 16 de janeiro, saindo de Cuiabá para Guarulhos, pela empresa Gol, e de Guarulhos estaríamos rumo ao México, pela empresa Copa Airline”, explica Antônio. No dia 21, o grupo partiria para Panamá.

Com a aproximação da data, o grupo começou a cobrar pelas passagens. Eles foram informados que houve um problema e a data seria alterada: o México seria excluído do roteiro e eles iriam direto para o Panamá.

“Segundo o que ele nos passou, foi que a pessoa que ele passou o dinheiro da caravana, era uma ex-funcionária da agência. Ele contratou um advogado pra ver isso e também entrou em contato com a gerência da empresa, que tem um seguro pra cobrir isso. Através desse seguro, ele estaria realizando o pagamento da nossa viagem pro Panamá. Ontem nós recebemos no grupo do Whats da caravana, pelo padre, o print das reservas do nosso vôo. E esse vôo seria de Guarulhos ao panamá”, relata.

Ainda preocupados com a conexão de Cuiabá à Guarulhos, eles olharam o código de rastreio por meio de um aplicativo. As passagens estavam reservados, porém, não havia informação de assentos. Além disso, o grupo não iria no mesmo vôo: alguns partiriam no dia 21, enquanto o outro no dia 22.

Na sexta-feira (18), Antônio conta que ligaram novamente para agência, confirmando que foi feita a reserva, mas o pagamento não havia caído. Foi então que o padre Wender ligou informando que a viagem tinha sido cancelada, e que receberiam o dinheiro de 30 a 60 dias.

Outro lado

A reportagem entrou em contato com o padre Wender Souza, que informou que já tinha feito uma viagem para a Jornada Mundial da Juventude, porém, no Brasil. Essa foi a primeira vez que ele organizou uma viagem internacional, e para isso foi orientado por líderes de cada região a contratar uma agência, e não fechar pacote diretamente com empresas aéreas.

“Fizemos esse contrato com a empresa pra essa viagem, um pacote de 22 pessoas, que entrou em contato com a Copa Arlines. A empresa foi atendida por uma atendente chamada Joana, que realizou as reservas e os pagamentos. Entretanto, ela não existe, e não se sabe em qual conta e qual agência caiu o dinheiro. O resultado é que foi sabotado um grupo de pessoas e deram calote”, explica o padre. Ainda de acordo com ele, cerca de 200 pessoas caíram nesse mesmo golpe na Copa Airlines.

Ele informa que um boletim de ocorrência foi registrado e um advogado foi acionado para tomar as medidas cabíveis.


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