Regionais - Lançada pré-candidatura de Carlos Magno ao Senado, em Ouro Preto do Oeste - Notícias
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Regionais : Lançada pré-candidatura de Carlos Magno ao Senado, em Ouro Preto do Oeste
Enviado por alexandre em 22/07/2018 11:10:00

OURO PRETO DO OESTE- O Progressistas lançou na tarde de hoje, em Ouro Preto do Oeste (RO), o ex-deputado federal Carlos Magno, ao Senado Federal. Magno é uma aposta do ex-senador Ivo Cassol (PP-RO), que havia fechado com Acir Gurgacz (PDT), ao governo de Rondônia. No entanto, pela manhã, Cassol diria que não tem nada certo e chamou Expedito Júnior de “nosso candidato ao governo de Rondônia”. Apesar da ambiguidade de Cassol, Carlos Magno também participou de encontro do PDT conforme mostra foto abaixo.

Carlos Magno entra para o time de candidatos às duas vagas de senador da República que já tem Bosco da Federal (PPS), Fátima Cleide (PT), Jesualdo Pires (PSB), Confúcio Moura (MDB), Aluízio Vida (Rede), dentre outros menos cotados.


Fotos: Samuel Costa e Alexandre Araujo

MAISRO

Regionais : Sheyla Mell contrata seguro para bumbum turbinado. VEJA FOTOS
Enviado por alexandre em 21/07/2018 23:44:21

Famosa pelo título de Miss Bumbum México, Sheyla Mell chama atenção por onde passa. Recentemente, a gata tratou de fazer um seguro para o bumbum avantajado, já que durante o as eliminatórias do concurso Musa da Copa 2018 ele foi o assunto mais comentado entre as candidatas. Durante ensaio sensual recente, Sheyla Mell falou sobre o assunto: “Olha, era um tal de ‘posso apertar?’ pra lá, ‘tem silicone?’ pra cá. É um sucesso entre as mulheres. Os homens não atacam tanto quanto elas”, comenta sobre o assédio ao seu popozão no Musa da Copa 2018.

Em continuidade, ela detalhou o assédio sofrido por parte das mulheres: “As meninas me mandavam mensagens perguntando se eu tinha feito algum procedimento para o bumbum ficar assim, avantajado e bem redondinho”.

O Segredo de Sheyla Mell

Sempre cuidadosa com o atributo mais forte, a beleza, enquanto era clicada pelo fotógrafo Patrick Brito, Sheyla destacou o segredo de seu sucesso: “Nunca fiz nada no bumbum, nasci com ele pronto, apenas mantenho em dia com exercícios”. Preocupada devido ao assédio sofrido no Musa da Copa, a modelo revelou: “Depois da final do concurso eu fui logo procurar um seguro e protegi ele do olho gordo”, disse a loira aos risos. Sobre o valor, Sheyla não quis comentar, mas adiantou que se algo acontecer com o popozão ela compra dois apartamentos em uma área nobre de São Paulo.

Em clima de despedida e cheia de sensualidade, Sheyla Mell falou que revelará o valor do seguro em breve: "primeiro eu preciso tomar um passe, receber uma oração, coisas do tipo, para só depois revelar o valor". Segundo a modelo, o valor é tão alta que se algo ruim acontecer ao bumbum, ela poderá dividir “porta com a Val Marchiori”.
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Fotos: Reprodução / Sheyla Mell

Gente / iG

Regionais : IMAGENS FORTES! Corpo de homem sem cabeça boia em igarapé e assusta moradores
Enviado por alexandre em 21/07/2018 23:33:06

O corpo de um homem sem a cabeça e com as mãos amarradas para trás foi encontrado por populares no começo da manhã deste sábado, 21, à margem de um igarapé da Rua Valter Rayol, no bairro Presidente Vargas, Zona Leste de Manaus. O corpo homem decapitado boiou no exato momento que alguns moradores da rua faziam um mutirão de limpeza para retirar lixo jogado no igarapé. |Eles acreditavam que o lixo seria o motivo do forte odor no local, mas logo se depararam com o corpo boiando nas águas.

O cadáver já estava em decomposição e era o principal motivo do mau cheiro, segundo explicou um morador. Ele disse ainda que não conseguiu dormir a noite inteira e alguns dos seus vizinhos disseram a mesma coisa. A polícia foi comunicada do encontro do cadáver sem cabeça e pelo estado de decomposição em que se encontrava já devia estar nas águas há pelo menos três dias, segundo avaliação preliminar do perito do Instituto de Criminalística (IC).

O homem trajava uma bermuda estampada e foi retirado do lago pela equipe do Instituto Médico Legal (IML) com ajuda dos moradores. Apesar de buscas realizadas no igarapé, a cabeça não foi encontrada. Uma equipe da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) também esteve no local e uma investigação para descobrir inicialmente quem é o homem decapitado deve ser iniciada nas próximas horas.

ATENÇÃO! IMAGENS FORTES!

Regionais : PMN não quer candidatura e expulsa jornalista Valéria Monteiro de convenção
Enviado por alexandre em 21/07/2018 23:20:52

PMN não quer candidatura e expulsa jornalista Valéria Monteiro de convenção

Ex-apresentadora da Globo promete ir à Justiça contra a decisão do partido

João Pedro Pitombo – Folha de S.Paulo

Em convenção realizada neste sábado (21) em Brasília, o PMN rejeitou a candidatura da jornalista e apresentadora de televisão Valéria Monteiro à Presidência da República. O partido decidiu que não terá candidato a presidente nem apoiará nenhum dos outros postulantes ao Palácio do Planalto no primeiro turno.

A convenção foi marcada por discussões entre os filiados e por um princípio de tumulto.

Valéria Monteiro pediu a palavra ao presidente nacional do PMN, Antônio Carlos Massarolo, para falar aos demais colegas de partido, mas teve o pedido negado. Mesmo com a negativa, Valéria insistiu em falar e desferiu críticas ao partido.

“Não é possível que nessa crise que o Brasil atravessa, os partidos matem a democracia e só falem sobra alcançar a cláusula de barreira”, afirmou Valéria.

O presidente do PMN Antônio Carlos Massarolo orientou que seguranças retirassem Valéria da convenção, o que causou ainda mais tumulto.

Valéria acabou sendo retirada da convenção pelos seguranças, assim como o advogado Marivaldo Neves, pré-candidato ao Senado pela Bahia.

À Folha Valéria Monteiro afirmou que o presidente do partido agiu de maneira absolutista ao impedir a sua fala.

“É só um exemplo de como o sistema eleitoral brasileiro é fraudulento. Ele não dá voz ao debate e toma decisões aleatoriamente de forma antidemocrática”, diz Valéria, que promete ingressar com uma ação na Justiça para anular a convenção.

Procurado, o presidente do PMN Antonio Carlos Massarolo não atendeu às ligações da reportagem.



Ex-apresentadora do Jornal Nacional e do Fantástico, da Rede Globo, Valéria Monteiro anunciou em setembro do ano passado que disputaria a Presidência da República. Para isso, filiou-se ao PMN em janeiro deste ano.

O partido chegou a anunciá-la como pré-candidata ao Planalto, mas, antes mesmo da convenção, desistiu de ter candidato próprio.

Mesmo com a decisão, Valéria entrou com um mandado de segurança na Justiça Eleitoral para que seu nome fosse submetido aos membros da legenda em convenção partidária.



Regionais : Rodrigo Janot: "Estamos com uma democracia sequestrada por uma aristocracia bandida"
Enviado por alexandre em 21/07/2018 13:23:26

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Rodrigo Janot: "Estamos com uma democracia sequestrada por uma aristocracia bandida"

De cavanhaque e 27 quilos mais magro, o ex-procurador-geral da República acredita que algumas decisões que o Supremo tomou recentemente representam uma contramarcha na Lava Jato

ÉPOCA - Jailton de Carvalho e Tiago Herdy

Era início da tarde da terça-feira 17 de julho quando o garçom da churrascaria argentina na Asa Sul, em Brasília, interrompeu a conversa para dizer que havia a opção de almoçar na área externa do restaurante, mais espaçosa. Procurador-geral da República durante o período mais agudo da Lava Jato (2013-2017), Rodrigo Janot, de 61 anos, não perdeu a chance de fazer piada na hora de sugerir a permanência na mesma mesa. “Vamos manter isso. Com Supremo, com tudo”, riu, misturando frases já antológicas de grampos de investigações que flagraram, em momentos distintos, o presidente Michel Temer (MDB) e o senador Romero Jucá (MDB) em confidências nada republicanas.

Vinte e sete quilos mais magro, graças a seis meses de dieta de baixa caloria, cavanhaque novo (estado civil idem) e a pele corada típica de quem saiu do olho do furacão, depois de cinco meses na Colômbia, onde deu um curso sobre combate à corrupção na Universidad de los Andes, Janot escolheu um dos vinhos mais baratos do cardápio, um português alentejano de R$ 98, “com bom custo-benefício” — ao fim do encontro com ÉPOCA, ele fez questão de pagar sua parte da conta de R$ 508.

Preparando-se para mergulhar na iniciativa privada em breve — pretende abrir um escritório próprio especializado em compliance assim que se aposentar —, o ex-procurador-geral da República centrou fogo, durante a entrevista, no ritmo das investigações na gestão de sua sucessora, Raquel Dodge. “Estão num ritmo mais lento do que acontecia antes. Isso é visível”, disse Janot. Ele afirmou que o país vive um momento de “contramarcha da Lava Jato”, agravado pelas decisões da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Ele criticou o arquivamento de inquéritos sem a concordância do Ministério Público Federal, embora reconheça que os investigadores precisam fazer sua parte. “Água mole em pedra dura, tanto bate até que... cansa”, disse, recriando o dito popular, antes da entrevista, na qual não autorizou fotos de seu novo visual. (“Minha filha pediu que eu me mantenha discreto”).



A seguir, os principais trechos da conversa.

A Justiça brasileira está partidarizada? O Judiciário não é um partido político. E não pode ser. Agora temos exemplos ruins de cima para baixo e de baixo para cima de decisões que sugerem algum engajamento partidário.

Quais são? As decisões mais emblemáticas, que servem de parâmetro para todo o Judiciário, são as do Supremo Tribunal Federal. Então temos de analisar as decisões do Supremo, se elas têm ou não têm um viés que não seja exclusivamente jurídico.

A Lava Jato tem algum inimigo no STF? Em minha época, não tinha. Se hoje evoluiu ou involuiu, não sei. Posso lhe responder com uma frase que não é minha: “Temos de dar um freio de arrumação nisso tudo, temos de ajeitar isso com o Supremo e tudo”.

Esse freio de arrumação aconteceu? Acho que esses processos têm marchas e contramarchas. No momento atual, a gente tem mais contramarchas que marchas.

O senhor pode explicar melhor? Algumas decisões que o Supremo tomou (recentemente) não são iguais às tomadas à época do ministro Teori Zavascki, quando eu era procurador-geral.

O senhor se refere às decisões da Segunda Turma (onde os ministros Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Gilmar Mendes formam maioria)? Eu me refiro às decisões da Segunda Turma, sim.

Elas representam uma contramarcha? Em minha visão de investigador, elas representam uma contramarcha na Lava Jato.

O Supremo arquivou alguns casos relacionados aos senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Ricardo Ferraço (PSDB-ES), entre outros, sem manifestação do Ministério Público... É um atropelo injustificado do Supremo. Magistrado não investiga. Quem acusa é o Ministério Público. Quem investiga é o Ministério Público e a polícia. Se provocado, o magistrado tem de se manifestar sobre excessos. Mas magistrado não pode conduzir investigação e dizer que a investigação está assim ou está assado. Determinar um arquivamento sem a oitiva do órgão investigador? Aí nós temos um superjuiz. Um juiz que investiga, que julga, que delibera a política de investigação e a política criminal. Deus me livre.

O Supremo tem arquivado inquéritos por entender que não podem ficar abertos sem resultado concreto. Concorda com esse raciocínio? Uma investigação pode durar dois meses ou um ano e meio. Cada uma tem sua dinâmica. Estamos falando de pessoas poderosas e de organizações criminosas. Para você entender como essa dinâmica operava, não consegue fazer isso em 30 ou 60 dias. Acho errado o Supremo dizer que está demorando demais. O que poderia cobrar é: “Não estou vendo atos de investigação”. Como não há atos de investigação, esse processo não pode ficar eternamente aberto. Agora, se os “atos de investigação” existem, como é que o Supremo pode dizer que demorou demais?

É possível que o sistema político atacado pela Lava Jato tenha se reorganizado para se defender? É uma das hipóteses. As investigações estão num ritmo mais lento do que aconteciam antes. Isso é visível.

A Polícia Federal diz que algumas delações da Odebrecht não vão chegar a lugar algum, que há benefícios excessivos, acordos a toque de caixa. Como o senhor responde às críticas? É uma disputa de poder. Eles (policiais federais) querem participar ativamente de acordos de colaboração. Dizer que os acordos da Odebrecht não resultaram em nada? Várias investigações se seguiram. É um acordo que envolveu 78 pessoas, vários fatos foram trazidos. É obvio que nesse caldeirão alguns vão ter sequência positiva e outros não. Agora, dizer que a colaboração da Odebrecht foi fraca, meu Deus!

Faltam cinco meses para terminar o governo de Michel Temer. Duas denúncias contra ele foram bloqueadas pelo Congresso. É um caso de impunidade? Fiz meu papel, fiz as denúncias bem estruturadas. Não foram baseadas em indícios, mas em provas. Na denúncia da organização criminosa, a PF fez um trabalho primoroso, um relatório de quase 500 páginas. Ele coloca o carimbo na testa do chefe da organização criminosa, chamado Michel Temer. Então, o futuro para esse senhor é incerto e não sabido. Como o STF está restringindo o foro, o caso vai para a primeira instância. São duas denúncias muito sólidas e há mais duas investigações muito sólidas que se seguem contra ele.

O que o senhor espera que aconteça em 1º de janeiro de 2019? Que esses processos baixem e que enfim a Justiça Penal siga seu curso. Quem errou pagou, quem não errou não pagou.

O presidente deveria ser preso? A questão que se coloca não é de se o presidente deveria ser preso ou não. A questão que se coloca é: alguém que comete crime deve ser preso? O Zé da Silva que está na esquina e comete um crime é preso. Por que com o “Alan Silver”, que é um sujeito poderoso e tem dinheiro, todo mundo questiona se ele deve ou não ser preso? Ganhei um livro muito bom de um amigo chileno. A tradução livre em português é: Como a aristocracia sequestrou a democracia. Estamos com uma democracia sequestrada por uma aristocracia bandida. Não toda ela, mas bandidos se inseriram nisso e sequestraram a democracia. Esse tipo de coisa não tem de ter.

A Lava Jato atingiu todas as forças políticas? O senhor acredita nisso? Todas. Me fala uma que não.

Por que ninguém do PSDB está preso? Não sei, tem de procurar o Judiciário. Mas a gente tem um senador importante do PSDB (Aécio Neves), que teve 53 milhões de votos na eleição passada e que era o virtual futuro presidente do Brasil, com denúncia admitida no Supremo.

O que ocorre quando as investigações descem para a Justiça estadual, para a primeira instância? Há uma pressão enorme.

Os casos ficam impunes? Confio na magistratura e nos Ministérios Públicos dos estados. Agora, o sistema é concebido de uma maneira muito cruel. Como é que, em uma carreira de magistratura, para um juiz ser promovido, se faz necessário um ato do governador?

A volta dos processos ao juiz de primeira instância atrapalhou a Lava Jato? Acho que não. A Lava Jato não pertence mais a ninguém. Virou uma força, é uma onda. Ela está indo. São processos com marchas e contramarchas mesmo. O sistema reage. Agora, dizer que a Lava Jato vai acabar, não sei, não.

Crimes que no início da Lava Jato estavam sendo classificados como corrupção hoje estão sendo reclassificados como crimes eleitorais. São poucos casos, mas isso é um absurdo. A Lava Jato bloqueou contas no exterior, descobriu mala de dinheiro andando nas ruas de São Paulo, em apartamento de Salvador, em Belo Horizonte. A solução é botar dinheiro na campanha?

A linha entre financiamento da atividade política e beneficiamento pessoal é tênue. Alguns críticos consideram a linha de atuação da Lava Jato moralista. Qual é a resposta do senhor para essa crítica? Estudos de cientistas políticos sérios revelam que, quanto mais dinheiro na campanha, mais cadeira você obtém na eleição. Dos 20 maiores doadores da campanha de 2010, 12 estiveram envolvidos na Lava Jato. O sistema que a gente quer é esse mesmo? Vamos manter isso?

Benefícios do Judiciário e do Ministério Público, como auxílio-moradia e férias de dois meses, são bancados com dinheiro público. Não são parecidos com formas de corrupção? É completamente diferente. Auxílio-moradia, eu nunca recebi. Sobre férias, tenho uma opinião já antiga, que agora posso reiterar. Numa sociedade em que não há lugar para uma aristocracia, não há lugar para privilégios. Então, temos de ter férias normais (de 30 dias), como todo trabalhador tem.

O magistrado ou integrante do MP que tem imóvel próprio deveria aceitar o auxílio-moradia? Acho que ele não deveria aceitar.

Como será o ministro Dias Toffoli na presidência do STF, considerando a Lava Jato e as posições recentes dele na Segunda Turma? Presidente do Supremo não pode muito. Ele pode muito nos períodos de férias e na fixação de pautas do plenário. Só que existe um plenário que julga os processos. Ou que não julga os processos, se ele não vem. O que tem de haver são critérios objetivos para que você possa levar processos relevantes ao plenário do Supremo.

A alteração na Segunda Turma (Carmen Lúcia assumirá o lugar de Toffoli) pode ser interessante do ponto de vista da Lava Jato? Acho que pode. A alteração da Segunda Turma vai levar a um outro arranjo de ideias na Segunda Turma.

O senhor foi criticado por conceder imunidade penal para executivos do J&F. E também por pedir rescisão do acordo depois da divulgação de uma conversa que foi classificada como conversa de bêbados (entre delatores). Reconhece algum erro no episódio? Não houve erro nem na fixação do acordo, nem no pedido de revogação dele. Um empresário muito rico (Joesley Batista) se acerta com um deputado federal (Rodrigo Rocha Loures) para ter uma conversa com nada mais, nada menos, que o presidente da República no palácio presidencial. Eu, como procurador-geral, nunca consegui entrar sem ter de abrir o vidro, desligar o farol e fazer a identificação visual de quem está dentro do carro. Mas esse (empresário), não. Essa pessoa entra. Grava uma conversa da aristocracia que captura a democracia. Trechos dessa conversa: “Estradas estão obstruídas, temos de abrir outros canais”. Teve uma perícia bem interessante da Folha de S.Paulo sobre essa gravação. Estou esperando as desculpas do jornal até hoje.

Por que tinham de pedir desculpas? Porque fizeram uma violação do estado democrático de direito. A imprensa não é para isso. Eu não sei quais interesses eles estavam defendendo ali, quando disseram que essa gravação tinha de ter sido periciada antes. E mais: apresentaram uma perícia interpretativa de uma pessoa que escuta e interpreta o que ouve.

Qual foi a interferência disso no processo? Criou marola. Deu força para as pessoas dizerem: “Está vendo, essa investigação está perturbada, essa investigação está contaminada”.

A imprensa não deve ser crítica também do Ministério Público? A imprensa tem de ser livre e tem de falar. O editorial, por exemplo, do Estado de S. Paulo é a opinião do jornal, da empresa. Mas quem é que paga essa empresa? Por que o jornal não divulga todo mês quanto recebeu de publicidade oficial?

O senhor está dizendo que eles tiveram opinião crítica porque receberam dinheiro do governo? Não, não. Estou dizendo que eles tiveram opinião crítica. O que eu não sei dizer é o que motivou aquilo ali.

O senhor foi espionado pela Abin? Estou convencido de que não fui investigado pela Abin. Mas fui espionado, sim.

Por quem? O então presidente da Câmara, Eduardo Cunha, contratou uma empresa de investigação que pretensamente investigaria contas de colaboradores do exterior. Uma pessoa que trabalha ou tem ligação com essa empresa, em uma festa, confidenciou algo do tipo: “Não, a gente não investiga o procurador-geral, só que, nessa investigação que a gente faz, a gente recebe muitas informações. A gente não descarta informação alguma”. Outras conversas chegaram. Eram conversas de investigados sobre pessoas que agenciavam mulheres em Brasília e eram procuradas para saber se eu tinha saído com alguma delas.

Alvos da Lava Jato tentaram atacar o senhor em sua vida pessoal? Com certeza absoluta. Mas de minha vida pessoal eu não falo.

Como o senhor reagiu a isso? Quando você recebe mensagem de que sabem onde sua filha trabalha e mora, é um negócio complicado. Eu reagi com tranquilidade. Até certo ponto.

A rotina do senhor hoje no Superior Tribunal de Justiça (STJ) é entediante? Pelo que eu fiz (no passado), piece of cake (fácil). É um trabalho sério, pesado, mas não tem aquela cobrança, a dimensão do outro trabalho. Tem uma outra operação que está vinculada a meu ofício. Então, o povo está achando que eu estou morto. Não estou morto, não.

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