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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 26/06/2018 19:53:11

BIRUTA – Notabilizado por aparecer em qualquer fotografia como papagaio de pirata, o deputado federal Lindomar Garçon (PRB) começa a provocar irritação nos dirigentes partidários pela forma inconstante pela qual tem se comportado nas conversas sobre coligações. Já fez juras de amor ao MDB, PSDB, PP, PDT e ao DEM. Está como biruta de aeroporto, ora está de um jeito e momentos depois muda repentinamente. A continuar com esta indecisão vai ficar mal na foto e se isolar, podendo lhe custar um novo mandato sem direito a fazer parte do retrato dos diplomados em dezembro.

PRECAVIDO – Depois de ficar fora de um mandato por mais de dez anos, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) demonstrou maturidade ao adiar o anúncio de qual cargo disputará em outubro, o que obrigou os demais candidatos lançados a suspender os acordos para aguardar a decisão do tucano. Júnior percebeu que o processo eleitoral não estava depurado devido às incertezas judiciais envolvendo os pré-candidatos e tomou a precaução de aguardar as definições.

AVALIAÇÕES - Embora houvesse conjecturas de que Expedito Júnior sequer disputaria estas eleições, avaliações feitas apressadas que esta coluna informava meses atrás em sentido contrário, Jr havia decido ainda ano passado entrar na disputa por uma vaga majoritária. A princípio pensou em uma vaga ao senado, mas com a depuração do processo devido às encrencas dos pré-candidatos com a Justiça Eleitoral, o tucano começa a ser procurado para encabeçar uma chapa à sucessão estadual. Nada ainda está definido, contudo, as pressões para que seja o candidato a governador aumentam à medida que chegam as datas das convenções.

AVENTURA – Em conversa com a coluna alguns dirigentes de partidos demonstraram preocupação com as incertezas que geram um candidato que possa ter o registro da candidatura indeferida. A esta altura quem não conseguiu se desvencilhar das amarras da lei da ficha limpa dificilmente convencerá outros dirigentes partidários a entrar numa aventura de uma candidatura que pode ficar fora da disputa, razão pela qual o provável candidato do tucanato tenha sido procurado por outros dirigentes para que anuncie imediatamente a candidatura a governador. Expedito Júnior, cauteloso, discorda da pressa e optou em procrastinar até o final da copa o cargo que vai disputar.

TIRO – No início do ano o nome do governador de plantão Daniel Pereira (PSB) apareceu como um furacão capaz de desbancar nomes experimentados nas urnas para a sucessão estadual. Chegaram a gritar “que tiro foi esse”. Hoje, ao contrário do início do ano, Daniel Pereira não empolga e nem consegue reunir em torno de si um projeto eleitoral com as principais lideranças rondonienses. Aliás, ainda em fevereiro, esta coluna previu que o estrondo do nome de Daniel não passaria de um traque. Uma previsão que causou desdém em muitos setores, inclusive na mídia.

PAIOL - Os fatos políticos atuais são convergentes e estão comprovando que este cabeça-chata estava certo, haja vista que o tiro começa a sair pela culatra. Para mudar o cenário, só um tiro de canhão para abrir um caminho seguro que permita Daniel renovar o mandato. Mas nas atuais circunstâncias políticas desconfio que está faltando pólvora no paiol do governador.

HIPÓTESE – É tão instável o atual momento eleitoral de Rondônia que, na hipótese de Expedito Junior anunciar uma chapa fechada com candidatos a governo (ele no cargo), ao senado, deputados federais e estaduais, muda todo o processo de conversações dos demais pré-candidatos. No MDB, por exemplo, com um candidato consistente a senador na coligação tucana, a tendência é que não saiam dois candidatos ao Senado. Isto implicaria em Raupp limar as pretensões de Confúcio. Uma hipótese que confirmaria mais uma previsão feita pela coluna meses atrás e que poucos levaram a sério. Como diria Magalhães Pinto: política é como nuvem...

RECIPROCIDADE – Quando Confúcio Moura ainda mantinha a indecisão de disputar a reeleição, coube ao senador Valdir Raupp a missão de animá-lo para a disputa e garantir parte dos recursos partidários para a campanha. No diálogo entre os dois, Confúcio prometeu que não disputaria uma vaga senatorial e que apoiaria Raupp incondicionalmente. Quatro anos depois, Raupp percebeu que a reciprocidade prometida não seria mantida e montou uma estratégia para garantir a permanência do então governador no MDB. Com a permanência no partido dominado pelo senador, o destino do ex-governador dependerá das circunstâncias eleitorais. Uma vez em cheque a reeleição, limar o concorrente é questão de sobrevivência: eu ou ele. Uma semana depois das convenções ninguém nem lembrará do ato. Simples assim!

ESFORÇO - Já o senador Acir Gurgacz (PDT) faz todos os esforços para garantir acesa a chama da pré-candidatura a governador mesmo pairando sobre ele as dúvidas judiciais devido a recente condenação sofrida no STF. Assim como os lulistas, o senador repete a mesma ladainha de que é candidato mesmo que seja através de uma liminar na Justiça Eleitoral. Quem conhece a atual composição do TSE e suas decisões sabe que uma liminar para quem tem condenação em segundo grau é próximo de zero. Um exemplo concreto é o caso recente da ex-prefeita de Vilhena que anunciava o registro da candidatura e perdeu em todas instâncias, inclusive nas urnas! Quem já disputou eleição sangrando no campo judicial sabe da insegurança que gera na campanha e que termina contaminando a escolha do eleitor na hora de depositar o voto.

ABSTENÇÃO E NULIDADE - O resultado das eleições suplementares ocorridas no Tocantins que elegeu o governador tampão revelou um índice de abstenção e voto nulos próximo dos cinquenta por centos. Se essa tendência repetir em outubro próximo a possibilidade de renovação dos nossos representantes será ínfima. Os atuais mandatários vão agradecer esta manifestação burra de inconformismo. Depois não venham com aquela ignominia de ditadura, já!

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 30/05/2018 00:29:38

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



OPERAÇÃO – O prefeito da Capital foi surpreendido com uma operação policial que identificou na Secretaria de Educação várias ilegalidades no processo licitatório do transporte escolar fluvial com preços supostamente acima dos praticados no mercado. É uma licitação feita por administrações anteriores, mas que culminou atingindo os gestores da Semad porque optaram em prorrogar o contrato por mais dez meses para evitar que os serviços fossem suspensos. O problema é que a Controladoria Geral da União havia alertado sobre as ilegalidades e a renovação teria caracterizado, ao ver dos órgãos de controle, a perpetuação do suposto superfaturamento.



DISCRICIONARIEDADE – Em coletiva à imprensa a polícia adiantou que o prefeito Hildon Chaves não é investigado neste inquérito e sequer foi intimado a depor. No entanto, a requisição das medidas de constrição do secretário e adjunto teria sido necessária diante da discricionariedade em prorrogar o contrato. Uma decisão exclusiva do secretário.



FATOS - Em contraponto, a prefeitura disse que a CGU somente avisou os fatos em 15 de dezembro passado e, em ato contínuo, abriu uma Tomada de Contas Especial para apurar os danos e aguardava as conclusões para requerer em justiça os supostos sobrepreços havidos. Embora a renovação contratual não fosse a melhor escolha, os técnicos da prefeitura ouvidos pela coluna e que conhecem os fatos garantem que a interrupção abrupta dos serviços causaria sérios problemas às crianças que dependem destes transportes para frequentar as aulas.



COLETIVA – O prefeito Hildon Chaves convocou uma coletiva para explicar o que ocorreu, reafirmou a lisura da administração e facilitou o acesso dos órgãos de fiscalização a todos os documentos e processos relativos à contratação de transportes coletivos. Segundo Chaves, coibir ilegalidade na administração e combater a prática de cartel das empresas que prestam serviços públicos é uma obrigação dos agentes públicos probos. Respondeu a todas as perguntas formuladas pela imprensa e voltou a lembrar que foi eleito prometendo combater atos de corrupção, e assim se manterá, disse ele. Lamentou, entretanto, que a operação tenha ocorrido antes que a prefeitura concluísse a Tomada de Contas Especial que avaliaria as suspeitas apontadas pela CGU.

CPI – Os vereadores de oposição ao prefeito aproveitaram a crise e anunciaram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os contratos na Semad. Como tem reafirmado que nada tem a esconder, Hildon Chaves orientou os vereadores aliados a não se oporem à criação já que todos os contratos investigados foram licitados pelos prefeitos anteriores. Aliás, época em que alguns dos edis já exerciam mandatos e nunca fiscalizaram esses contratos.



MANOBRA - A CPI é um instrumento político e serve neste momento tão somente de palanque eleitoral, visto que a PF, CGU e MPF descobriram as ilegalidades e estão apurando a extensão. A situação percebeu a manobra política e decidiu não se opor porque é possível que atinja os ex-prefeitos onde muitos dos opositores estão alinhados, já que o atual prefeito garante que não tem o que esconder.



DESGASTE – Independentemente da transparência com que tratou a crise, a operação policial em si desgasta a imagem de Hildon Chaves, razão pela qual reagiu veementemente e não se acuou diante do problema. Ele (prefeito) vai precisar trabalhar dobrado e reorganizar seus auxiliares para evitar outros vexames na esperança de dar a volta por cima. Tempo há. É preciso agir com pressa e cautela.



BARRADO – Evandro Padovani, ex-secretário estadual de agricultura e idealizador da Rondônia Show Rural, pré-candidato a deputado federal pelo PSL do Bolsonaro, pode ficar fora das eleições de outubro porque há um movimento no âmbito do PSL para barrar a sua pretensão. A coluna apurou que as relações entre o ex-secretário e a direção do partido azedaram porque ele (Padovani) tem confidenciado que não apoia o pré-candidato do partido ao governo de Rondônia, empresário Zé Jordan.



STF – O processo que condenou o senador Ivo K-Sol e que aguarda o último recurso no Supremo Tribunal Federal deverá entrar em pauta nesta quarta-feira (30). O senador depende da definição desse recurso para manter viva a candidatura em outubro. Confirmando-se a condenação, o senador fica inabilitado para a atividade política por oito anos por incidir na lei da ficha limpa. O relator é o ministro Dias Tóffoli, por abrir a divergência da dosimetria da pena com o relator original.



DIVERGÊNCIA – Todos os cinco ministros da segunda turma do STF votaram pela condenação do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), no primeiro processo da lava jato julgado na turma. Três deles divergiram quanto ao crime de suposta propina que ingressou ao caixa legalmente na prestação de contas dos partidos. Esse entendimento abre precedente para os demais processos da mesma natureza.



BARBAS – A decisão acima foi um alento para o senador Valdir Raupp (MDB), haja vista que é a única denúncia na turma contra ele (as demais estão em fase de inquérito) pronta para julgamento e trata exatamente de recursos declarados à justiça eleitoral que o MPF alega serem oriundos de propinas. A decisão desta terça-feira retira do molho as barbas do senador. Ainda não formou uma jurisprudência, o alento é que é um indicativo que pode repetir em votações a casos iguais.



CEGO – A aparição do presidente Michel Temer nas TVs, em particular nos momentos de crise, é um desafio para quem trabalha com marketing político. Ela fala e se comporta da forma mais inadequada para um político com os percentuais negativos que aferem as pesquisas. Nada que diga ressoa bem. Nada que ofereça alguém aceita. Nada que faça muda o quadro fantasmagórico do governo. Helinho Mouco, marqueteiro do presidente, deveria esconder o presidente para tentar salvar a governabilidade e evitar expô-lo ao ridículo. Além de mouco, parece que o marqueteiro é cego.



CHAPÉU – O jornalista multimídia Arimar de Sá pediu exoneração ao governador Daniel Pereira da equipe de auxiliar do primeiro escalão do governo. Na medida em que suas posições se confrontaram com outros colaboradores do governador o jornalista percebeu que dificilmente colocaria em prática seu método de trabalho e pegou o chapéu para voltar às atividades privadas. Durante uma hora ele relatou em “off” à coluna outros motivos pelos quais encheu o saco e caiu fora.

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 23/05/2018 00:00:23

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

SHOW - A grandeza do evento Rondônia Rural Show é medida pela quantidade de presidenciáveis que prometem visitar a festa, em Ji-Paraná. Geraldo Alkmin (PSDB), Álvaro Dias (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e o militar estridente Jair Bolsonaro prometeram aos seus correligionários virem ao evento. Até esta terça-feira à tarde apenas o tucano havia confirmado presença.

NEGÓCIOS - A feira rural deve render ao agronegócio boas transações comerciais com um volume expressivo de vendas, especialmente em implementos agrícolas e tecnologia. Mas quem vai lucrar com a feira de negócios são os políticos rondonienses - sejam os fichas sujas, sejam os fichas limpas - que vão participar ativamente para tentar renovar o apoio do eleitor. Dependendo da reação das pessoas saberemos ao final se fazer política nessa carona é um bom negócio.

INCRA - O estande mais vistoso e de bom gosto é o do Incra. Cletho Brito botou pra quebrar - como diria o jornalista Paulo Queiroz - e montou um espetáculo de espaço com distribuição de títulos de terras e créditos para os nossos pequenos produtores, além de uma exposição sobre a questão agrária no Brasil e vídeo sobre a importância do Incra para o desenvolvimento de Rondônia. De longe vai ser o mais requisitado.

PRESSÃO - Não fosse a pressão do deputado estadual Léo Moraes (PODEMOS) e Hermínio Coelho (PCdoB) sobre o governador Daniel Pereira (PSB) os aprovados no concurso público de 2014 para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros não seriam convocados aos postos de trabalho.

CONTRA - Uma gravação com a voz do governador desancando o concurso e os concursados, distribuída amplamente pelo whatsapp nos mais diversos grupos, revela que esse concursados garantiram a convocação devido à pressão dos parlamentares contra as resistências do governador. Dependesse da vontade de Daniel Pereira outro concurso seria realizado para evitar que candidatos sem curso superior fossem aprovados.



O ESPECIALISTA - O governador Daniel Pereira tem repetido por onde passa que é um especialista em segurança, embora ninguém conheça uma publicação ou pesquisa dele sobre o tema e que seja referência de política pública. Ao aceitarmos essa lógica, muita gente vai reivindicar especialização.



VOO - Em conversa com a coluna, o deputado federal Marcos Rogério (DEM) informou que é candidato à reeleição. Entretanto, não descartou mudar o projeto e entrar na disputa por um cargo majoritário dependendo das circunstâncias políticas e judiciais. Ele lembra que o processo político estadual ainda está confuso, mas na medida que se aproximam as convenções os partidos vão se organizando em torno de projetos sólidos para que evitem aventuras.

POLÊMICA - Quanto à polêmica da criação do Conselho Estadual GLBTT em que se meteu ao criticar a aprovação pela Assembleia Legislativa, Marcos explicou que manipularam uma fala reservada que fez destinada a um segmento de lideranças religiosas já que não teceu nenhuma crítica à atividade parlamentar dos deputados estaduais. Disse que sua fala ficou circunscrita à posição contrária ao ativismo relativo ao tema ideologia do gênero sem que isto signifique uma cruzada contra as opções sexuais de quem quer que seja.

REQUENTADO - A polêmica do conselho terminou requentando denúncias que o deputado Marcos Rogério já havia explicado ano retrasado quando relatou o processo de cassação do ex-deputado Eduardo Cunha. Aliás, os fatos chegaram a ser investigados pela grande mídia que constatou que não havia nada de anormal quanto à aquisição de uma cota (no total de três) de uma aeronave.

ADIN - A Ação Direta de Inconstitucionalidade número 97.061/18, interposta pelo Ministério Público Federal contra a Emenda Constitucional 98 de 06 de dezembro de 2017, põe em risco todo o processo de transposição dos servidores dos ex-territórios para os quadros da União.

AMEAÇADOS - Nos argumentos a Procuradora da República Raquel Dodge sustenta que a emenda guerreada altera o artigo 31 da Emenda Constitucional 19 de 4 de junho de 1988, ao alargar o alcance da norma anterior no que pertine à inclusão, em quadro de extinção da Administração Pública dos ex- Territórios na fase de instalação dessas unidades federadas. O argumento, sendo acolhido pelo STF, é uma ameça a todo trabalho político e legislativo feito até agora para que a transposição seja uma realidade. É hora de abrir o olho e colocar muita pressão em sentido contrário. Dois advogados com os quais a coluna consultou sobre a ameaça manifestaram muita preocupação.


Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 08/05/2018 19:24:17



RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



POLÊMICA – Os vereadores da capital aprovaram o projeto de lei que autoriza o executivo municipal a conceder a uma organização não governamental (OS) a gestão de parte do sistema de saúde do município. É um projeto que em geral provocou polêmica em todos os municípios e estados em que foi implantado, em particular pela oposição ostensiva dos sindicatos ligados à saúde. Em Porto Velho não foi diferente. Há experiência exitosa onde a gestão das OS funcionam, mas existem locais (não são poucos) em que as críticas são enormes pela má gestão dos recursos públicos com denúncias sérias de superfaturamento de serviços, inclusive não prestados.



PRIVATIZAÇÃO – Embora os sindicatos, representantes legítimos dos servidores públicos municipais, digam que o prefeito Hildon Chaves esteja entregando a saúde municipal para ser gerida pelo setor privado, o modelo a ser implantado na capital é um misto entre o público e o privado, ou seja, as urgências e emergências, de responsabilidade das UPAs, vão ser administradas por uma organização não governamental e a municipalidade manterá a gestão da atenção básica, além das ações de saúde da família. A prefeitura delega a uma OS a gestão dos recursos para que ofereça os serviços pagos pelo SUS à população carente. Privatização da forma como estão (des) informando o usuário do SUS é lorota ideológica.



ALTERNATIVA - É possível que esta co-gestão não seja a melhor forma de gerir a saúde pública municipal, o problema é que o modelo atual está exaurido e os entraves burocráticos da administração pública deterioraram ainda mais o sistema obrigando o prefeito a buscar novas alternativas e uma delas é a co-gestão com uma organização não governamental. A decisão do prefeito é a sua “bala” de prata para que o município ofereça um serviço de saúde digno e humano e não dando certo recaíra sobre si toda a responsabilidade. Sendo exitosa em seu desiderato a população carente agradecerá. O tempo dirá quem tem razão. As críticas do momento fazem parte do processo de discussão.



ENTRAVES - A prefeitura não poderia permanecer inerte a um modelo de gestão de saúde que é criticado por todos devido a uma burocracia infernal que impede o bom andamento do serviço. As OS, regidas por uma legislação própria e diferente da lei de licitações, têm condições de resolver o abastecimento das UPAs com mais agilidade. Quanto a uma suposta precarização dos serviços, o projeto de autorização aprovado pelos vereadores cria mecanismos de fiscalização rígidos que podem ser acompanhados por todos, além dos órgãos normais de controle. Ademais, tais serviços já são prestados de forma precária. Pior não pode ficar.



COERÊNCIA – Apesar dos ânimos exacerbados durante a votação que aprovou as OS, o prefeito está sendo coerente com o seu discurso de campanha quando adiantou que a proposta de administração se daria através de parcerias público privado. Este foi o modelo que apresentou aos eleitores para vários setores como saúde, saneamento, iluminação, transportes, entre outros.



MODELO - Nos debates televisivos, nos dois turnos, os opositores ao modelo criticaram bastante Hildon Chaves e o acusaram de querer privatizar tudo. Mas foi a proposta vencedora nas eleições e parte da atual oposição ao modelo escolhido pelo prefeito requenta as mesmas críticas. Certo ou errado está coerente com o que prometeu em campanha.



FISCALIZAÇÃO – Para dar certo e evitar os erros em projetos semelhantes que culminaram com ações judiciais, a prefeitura da capital tem que dar toda transparência ao processo de escolha da OS e impedir que picaretas ludibriem o processo com propostas inexequíveis. A Câmara dos Vereadores e os órgãos de controle devem fazer sua parte nessa fiscalização. Com estes instrumentos funcionando é possível que o modelo não vire um engodo e consiga oferecer à população serviços de saúde mais dignos e humanos, a exemplo de Goiânia. Quem torce pelo contrário é por interesse político mesquinho.



INSATISFEITO – Falando em saúde, um deputado estadual com trânsito livre no palácio confidenciou que não andam boas as relações entre o governador Daniel Pereira e o secretário estadual de saúde Luis Eduardo Maiorquim. O secretário estaria insatisfeito com as mudanças feitas pelo governador na equipe da saúde e teria ameaçado pedir exoneração e com ele alguns auxiliares também deixariam a pasta.



COOPERATIVO – De onde não se espera muito é que vem a surpresa: deputados federais contatados pela coluna elogiaram a forma pela qual a representação de Rondônia em Brasília tem informado aos gabinetes sobre as propostas de interesse do estado que tramitam nos órgãos federais na capital federal. Elogiaram também o fato de que o titular da pasta, jornalista Carlos Terceiro, tem informado antecipadamente sobre a agenda do governador quando o mesmo se encontra em Brasília. Bem diferente da antecessora que desdenhava a bancada federal e sequer aparecia nos gabinetes. Na equipe de Pereira, Carlos é o primeiro a receber elogios.



FORA – O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa decidiu não disputar as eleições presidenciais. Um alento aos pré-candidatos de centro-direita que tremeram com os números apurados nas pesquisas divulgadas nos meios de comunicação nacionais dando bons índices ao ex-ministro. Independente do caráter e honra de Barbosa, em se tratando de política ele é um neófito e não tinha uma fala dele que merecesse atenção quando o assunto é proposta nacional. Fez bem em cair fora, visto que a inapetência para militância partidária era visível.



TEMPERAMENTO – Não há um analista político isento que consiga desconstruir as propostas que Ciro Gomes anda apregoando por aí nesta pré-campanha eleitoral. Sabe o que diz e está sintonizado com o que está acontecendo no mundo. A única crítica que fazem neste mar de político encrencado com malfeitos é de que o ex-governador cearense é um destemperado. É verdade que Ciro tem um temperamento esquentado e mete os pés pelas mãos quando provocado. No entanto, em comparação aos concorrentes que metem os pés e as mãos na “viúva” sem pejo, o temperamento de Ciro é um bálsamo. Ademais, dizem que o mercado anda estressado e nem por isso pregam seu fim. Foi um ótimo prefeito e um excelente governador. Para se tornar viável presidencialmente tem que controlar o pavio, ser duro com os malfeitos e dialogar melhor com os jovens.


FAKE - Embora ainda estejamos há mais de dois meses das eleições o pau anda quebrando nas mídias sociais, em especial facebook. É o prenúncio de que a campanha eleitoral vai abaixo da linha da cintura. Precisa que os órgãos fiscalizadores ficarem atentos para evitar as baixarias que devem ocorrer daqui pra diante. Políticos tarimbados sabem que vão ser alvos fácies e vão investir seus recursos contra os fake news.


ROTA - No último final de semana os motociclistas rondonienses se reuniram em Espigão do Oeste ( 560 KM da capital) num evento que marcou o primeiro encontro da rota 387. O próximo encontro será dia 1 a 3 de junho, em Cacoal.

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 17/04/2018 19:44:47

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

PROJETO – Mesmo reiterando que seu projeto inicial é a reeleição para a Câmara Federal, o deputado Marcos Rogério (DEM) não descarta mudar de ideia e colocar o nome na convenção para uma vaga ao Senado Federal. Em contato com a coluna o parlamentar revelou que a direção nacional dos Democratas tem insistido nesse projeto eleitoral e o momento é avaliar os cenários para tomar uma decisão. Embora reafirme que a vontade pessoal é a reeleição, mas ressaltou que é um militante partidário disciplinado.

INCERTEZAS – Na hipótese de Marcos Rogério optar em disputar uma vaga senatorial, o pré-candidato mais prejudicado será o ex-prefeito Jesualdo Pires (PSB), visto que ambos são do mesmo domicílio eleitoral e o deputado neste momento é mais bem conhecido no estado que o ex-prefeito. Nestas eleições, pelo menos em Rondônia, há mais incertezas em relação as candidaturas majoritárias do que em outros estados. Quem diz que é, não vai ser. Quem diz que não vai ser, poderá ser.

TITANIC – Já há quem defenda abertamente um chapão reunindo PDT, PSB, MDB, PRB, PTB, Rede, Podemos e PT, entre outras dezenas de legendas nanicas, com Daniel Pereira pilotando a candidatura a governador. É muito prematuro avaliar as probabilidades de um projeto dessa magnitude dar certo, apesar de que em política tudo é possível. O difícil será compatibilizar tanto interesse antagônico no mesmo palanque e conter a volúpia pelo poder do atual mandatário.

COMEÇO – Estreando como pré-candidato ao Senado e ex-governador, Confúcio Moura (MDB) aproveitou a estada em Cacoal e participou de um evento na condição de pré-candidato da Secretaria Estadual de Educação que ocorria no município. A lei não proíbe a visita de ninguém aos órgãos públicos, inclusive pré-candidatos, exceto quando pedem votos. A coluna não tem como afirmar que a regra tenha sido quebrada, mas não é bom começo iniciar a caminhada eleitoral em órgãos públicos. Este lembrete serve a todos!

INCÓGNITA – A filiação inesperada do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao PSB despertou desconfiança nos atuais pré-candidatos a presidente da república. O que era uma incógnita eleitoral, com a pesquisa Datafolha recentemente divulgada nos principais veículos de comunicação, revela que o ex-ministro tem capilaridade eleitoral para disputar a presidência. Ainda mais com Lula fora do páreo.

APELAÇÃO – Os percentuais conferidos nesta pesquisa a Joaquim Barbosa são expressivos para quem ainda não anunciou nacionalmente que é pré-candidato. Que os concorrentes ponham as barbas de molho porque o ex-ministro tem um currículo impecável a oferecer na campanha, embora o discurso seja apelativo, oportunista e de conteúdo populista. “Quincas” vai causar furor!

FÍSICA – Como esta coluna previu há mais de um mês, a turma ligada ao ex-governador anda se desentendendo com os novos colaboradores nomeados pelo atual governador. Era previsível o choque porque a cadeira governamental não tem espaço para duas bandas anatômicas traseiras de dois mandatários. Só cabe um bumbum. A lei da física explica.

CONVOCADOS – Daniel convocou para o primeiro escalão do governo a maioria dos titulares que compunha a equipe do ex-prefeito Mauro Nazif. Para quem almeja um segundo mandato é bom ficar esperto porque foram estes colaboradores que ajudaram na derrota do ex-alcaide nas eleições da capital. Com diz o adágio: não se mexe em time que está ganhando. Embora a convocação seja uma discricionariedade do técnico.

RICHELIEU – Nos corredores das secretarias estaduais e nos corredores da Assembleia Legislativa pipocam críticas contra a forma com que um capitão da PM blinda Daniel Pereira das pessoas que querem ter acesso ao chefe do executivo. O militar recebeu a alcunha de Richelieu, o primeiro-ministro informal do governo. Ninguém fala com Pereira sem passar pela peneira do cardeal.

PESAR – É com pesar que a coluna presta homenagem ao colega jornalista e advogado Maurício Calixtro que fez a passagem para o andar de cima. Tivemos a felicidade de ser convidado por várias oportunidades para ser sabatinado pelo colega e constatamos a inteligência e a sagacidade como Maurício abordava os diversos temas, especialmente da política. O jornalismo rondoniense ficou mais modesto com a sua partida.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

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