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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 28/03/2017 12:45:14

RESENHA POLITICA

ROBSON OLIVEIRA

NITROGLICERINA - A acusação de sonegação previdenciária, entre outras supostas fraudes, feita pelo senador Ivo K-SOL (PP) contra a empresa União Cascavel de propriedade do senador Acir Gurgacz (PDT) exige no mínimo uma explicação da empresa e do senador pedetista, além de uma averiguação dos órgãos de controle. O teor da acusação feita por K-SOL durante um discurso onde servidores públicos exigiam o compromisso político da bancada federal rondoniense contra o projeto da reforma previdenciária é nitroglicerina pura.



BICUDOS - Esta não é a primeira vez que os dois senadores - e empresários afortunados - se bicam publicamente. Na época em que governou Rondônia, K-Sol e Gurgacz se estranharam algumas vezes. Embora a forma de agir e reagir aos adversários publicamente do senador pedetista é menos corrosiva do que a do senador pepista. Esta briga é um pequeno prenúncio de como pode ser acirrada a disputa pelo Governo de Rondônia em 2018, já que ambos anunciam reservadamente que são pré-candidatos.



FOGO AMIGO - Outro dia o deputado estadual Hermínio Coelho, ao criticar os apoios anunciados por parlamentares federais contra a Reforma da Previdência, citou a sonegação das empresas rondonienses como responsáveis pelo déficit previdenciário estadual, embora não tenha apontado quais sejam elas. O curioso é que o deputado estadual é do PDT, legenda presidida exatamente por Acir Gurgacz que, segundo K-Sol, possui empresas que fraudam o fisco. São contradições dessa natureza que fazem com que a população hoje tenha total repulsa aos nossos representantes legislativos, com ajuda do fogo amigo.



PÊNDULO - Com a anulação das eleições municipais passadas, a escolha para prefeito de Guajará-Mirim está marcada para o próximo domingo com uma disputa apertadíssima entre dois candidatos, Sérgio Bouez (PSB) e Cícero Noronha (DEM), conforme observadores políticos. Mas para onde o governador Confúcio Moura pender é possível que o candidato seja beneficiado já que é neste município a maior avaliação positiva do governador. Como o PMDB, partido de Confúcio Moura, não registrou candidatura e o governador não declinou publicamente qual das duas tem sua simpatia, caso se manifeste desequilibra a disputa.



INCLUSÃO - Em Guajará-Mirim as eleições municipais também são decididas com a ajuda das etnias indígenas. É o colégio eleitoral com mais índios inscritos na Justiça Eleitoral em Rondônia, o que exige dos candidatos "brancos" o mesmo tratamento dado a qualquer outro eleitor do município. Que, aliás, em regra, é ruim para todos.



DESASTRADOS - Os últimos prefeitos de Guajará-Mirim deixaram a prefeitura com índices baixíssimos de popularidade. O município não tem tido muita sorte na escolha dos seus alcaides e é de longe o que mais sente a falta de desenvolvimento. Guajará-Mirim, apesar do charme histórico que detém, é um município estagnado. Mas a maioria dos representantes não corresponderam aos votos recebidos. Um desastre!



REFORMA – Embora todos os pitaqueiros de plantão defendam a necessidade de uma reforma política para minimizar o lamaçal em que chafurdam os partidos políticos com as recentes descobertas policiais, criticam duramente a proposta da lista fechada sem ao menos conhecer em detalhes. Não há sistema imune aos malfeitos dos matreiros que dominam as nomenclaturas partidárias – seja pela via da proporcionalidade seja por lista fechada -, em qualquer situação os caciques donatários dos partidos vão armar as chapas de acordo com os seus interesses. E continuarão se elegendo.





CRETINOS - A única reforma possível na forma de representação é o voto do eleitor. Infelizmente, ao que parece, eles (eleitor) criticam em demasia os políticos salafrários mas continuam votando neles. Não há um único político exercendo mandato sem que tenha passado pelas urnas. Inclusive os suplentes de senadores, pois todos são registrados juntos com os respectivos titulares e aparecem no material de campanha (mesmo de forma escondida). Quem vota no principal, habilita também o acessório. Não adianta criticar e continuar votando errado. Portanto, o problema não está no sistema partidário e sim em quem o opera em desacordo com os bons costumes. O resto é cretinice!



DETRAN – Os serviços prestados pelo Detran em Porto Velho vão ser concentrados num mesmo local. A atual diretoria adquiriu um terreno na Avenida Rio Madeira – sentido setor chacareiro – que vai concentrar toda a estrutura para oferecer os serviços à população com mais rapidez e qualidade num edifício a ser erguido com sete andares. É perceptível as boas mudanças implementadas nos dois últimos anos no órgão, em particular na informatização dos serviços prestados, apesar de problemas pontuais ainda existentes.



CONTRAMÃO – É compreensível parlamentares ligados ao setor dos taxistas manifestarem suas opiniões contra a entrada em nossa capital do UBER. Não é tolerável tentarem utilizar das prerrogativas para criarem leis que impeçam a exploração de uma atividade privada em detrimento ao interesse coletivo. O UBER é bom para a população em todos sentidos: propicia a boa concorrência e melhora o atendimento. Nossos deputados e vereadores estão na contramão das boas práticas. Ademais, caso tentem impedir a implantação do serviço na capital, o melhor caminho para desobstruir eventuais óbices é a justiça. Como ocorreu em outras cidades. UBER é irreversível aqui e alhures, bando de bobos.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 21/03/2017 17:47:56

Resenha política

Robson Oliveira



PREVIDÊNCIA – Há argumentos para todos os gostos e todas as alas ideológicas sobre a necessidade ou não de uma reforma previdenciária. Predomina a premissa governamental de que não reformando agora em poucos anos o sistema de financiamento das aposentadorias fica inviável e quebra. Com este argumento o governo cobra dos parlamentares da base de sustentação a lealdade para aprovar uma reforma que penaliza tão somente o contribuinte que financia com seu trabalho, suor e, não raro, lágrimas uma carteira que o governo alega estar quebrada.



ARGUMENTO - Há quem garanta que a previdência brasileira é superavitária e o que existe de errado é a gestão. No entanto, mesmo que os argumentos do governo estejam corretos e que a má gestão governamental projete um prejuízo que inviabilize a União honrar com os caraminguás dos aposentados, ainda assim é um argumento frágil para se exigir do trabalhador mais tempo de contribuição e mais aperto.



DOIS PESOS - Ora, quando o sistema financeiro esteve à beira do colapso, coube aos cofres da União socorrer o setor, embora não haja registros de que os causadores do rombo tenham sido penalizados. Contudo, quando é para aliviar a situação do barnabé, os argumentos mais cretinos são utilizados para que o governo cobre ainda mais do trabalhador sangue, suor e lágrimas. São dois pesos e duas medidas. A reação dos trabalhadores contra uma reforma que penaliza tão somente o mais fraco é justa e correta. Aliás, político só tem medo de povo na rua. Com pressão é possível reverter esse ímpeto reformista de um governo sem rumo.



BANCADA – Em conversa reservada com três membros da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional, esta coluna percebeu que a reunião promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação, ocorrida ontem, na capital, começa a surtir algum efeito e impressionou os congressistas presentes. Os três, da base do governo, saíram assustados com a reação dos barnabés e convictos de que é impossível votar a reforma da forma que está proposta. O que é um alento!



AFINANDO – O prefeito Hildon Chaves, da capital, tem que acertar o passo dos seus colaboradores de primeiro escalão para que trabalhem em cooperação antes que ecloda mais uma crise interna criada superficialmente pela própria administração. O tempo passa e as cobranças aumentam na medida em que a administração patina. É hora de afinar a equipe e mãos à obra!



DESAFINANDO – Li que a pasta da Cultura da capital vai liberar a bagatela de quase meio milhão de reais para as agremiações colocarem seus blocos nas ruas e comemorarem com um atraso de mais de um mês a festa momesca. Sou um carnavalesco por admiração, defendo a ajuda do poder público a todas as manifestações culturais ou populares. Entretanto, o momento é de tempo bicudos com poucos recursos públicos disponíveis para saúde, educação e infraestrutura. Me alio aos que, neste momento de crise, criticam a destinação dessa bagatela para uma festa fora de época. Todos têm que se preparar para quando o carnaval chegar, foliões e escolas, mas em 2018. Na véspera da data do fatídico golpe militar (31 de março), será outro golpe: ao erário!



TALIÃO – Chico Pernambuco, prefeito do Candeias assassinado no último sábado, mesmo tendo contra si uma enorme folha corrida de “estórias” de violência, não justifica que os órgãos de segurança pública permaneçam inertes com a escalada de violência que campeia leve, livre e solta em Rondônia. Nossa capital virou um território sem lei, ou melhor, da brutalidade. Se prefeito tomba na rua e nada acontece, imagine o “Zé Ruela” das vielas suburbanas. Estamos sob o Código de Talião.



HOSTILIDADE – Durante uma reunião entre senadores, deputados federais, o presidente da Federação da Indústria de Rondônia e o Ministro da Indústria e Comércio, um ato hostil do senador Ivo K-Sol (PP), ao tentar impedir a fala do presidente da FIERO, causou indignação aos demais parlamentares presentes. O pior é que a reunião era para tratar exatamente de um assunto afeto a setor industrial de Rondônia. Não fosse a insistência de uma parlamentar da bancada, o presidente da FIERO teria entrado calado e saído mudo. Quando falou, fez bonito. Já o senador fez feio ao hostilizar a representação do setor industrial de Rondônia.



DESMONTE – Desmontar a cadeia produtiva da pecuária brasileira com o um show pirotécnico ao colocar empresários salafrários na cadeia é uma insanidade desmensurada. As ações policiais sempre existiram e vão existir para combater os ilícitos, algo natural em qualquer democracia, mas expor um setor importante e sensível como foi exposto de forma espetaculosa é ajudar a jogar no lixo um trabalho comercial feito anos a fio em quinze minutos no Jornal Nacional. Não se combate fraude fraudando a opinião pública. A operação policial “Carne Franca” foi exagerada quanto à forma operacional, mas exitosa em relação ao conteúdo investigado.



APARELHAMENTO – Além dos malfeitos revelados, a operação “Carne Fraca” também revelou uma das práticas mais perversas da política nacional que é o aparelhamento dos cargos de confiança por membros do Congresso Nacional. São raríssimas as indicações políticas que não escondam interesses inconfessáveis, mesmo quando o indicado é de carreira. A direita criticou duramente os petistas por aparelhar o estado com indicações de militantes aos cargos comissionados. Ela (direita) sempre fez o mesmo, ou pior. É o sujo falando do mal lavado.


JUSTIÇA - O TRF1, em grau de recurso, determinou ao Ibama a revogação de licenciamento ambiental da Usina Santo Antonio Energia até que dê início das condicionantes relacionadas ao patrimônio Arqueológico, Histórico e pré-Histórico. Pela sentença da lavra do desembargador Souza Prudente, além de outras condicionantes, que a empresa apresente em sessenta dias três projetos, entre eles, da reativação do percurso da linha da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Sábia decisão já que a empresa explora as riquezas naturais rondoniense e tem obrigação de ajudar na preservação da memória do município de Porto Velho, embora os efeitos colaterais da obra tragam mais maléficos do que benefícios para Rondônia. Que a justiça seja satisfeita.


BRINDE – O Site eletrônico Rondoniadinamica tem nos brindado com entrevistas de figuras polêmicas de nossa política com um conteúdo de excelente qualidade. São entrevistas concisas, diretas e um texto enxuto. Recomendo aos leitores destas mal traças linhas dar uma leitura nas respostas dos três últimos entrevistados. No mínimo renderá umas boas gargalhadas. Um brinde aos editores.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 08/03/2017 21:44:06

Resenha política

Robson Oliveira



DENÚNCIA – Com o recebimento da denúncia, a partir de agora o senador Valdir Raupp (PMDB) terá a oportunidade processual para contraditar a tese do Ministério Público Federal de que os recursos arrecadados como doação eleitoral que irrigaram a sua campanha de 2010 não são oriundos de propinagem. A denúncia está ancorada nas delações dos réus na Lava Jato, Fernando Baiano e Paulo Roberto.



INDÍCIOS – Nesta fase bastam simples indícios para que a denúncia seja recebida, sem a necessidade de que as provas sejam robustas. Os ministros do STF decidiram então acatar as alegações do MPF já que os recursos foram realmente transferidos de uma empreiteira para a campanha do PMDB de Rondônia.



CONTRADITÓRIO - Em sua defesa o senador sustenta que não tinha conhecimento da suposta origem ilícita dessas doações já que ingressaram legalmente na campanha e foram declaradas na Justiça Eleitoral. A oportunidade de comprovar a versão é agora com a relação processual constituída. O recebimento em si, em geral, é desgastante para qualquer pessoa, em particular para um senador num ano que antecede as eleições para renovar o mandato.



ÍCARO – Valdir Raupp tem uma capacidade incomum de se reinventar na adversidade. Todas as vezes que enfrentou questionamentos judiciais conseguiu renascer das cinzas e vencer eleições difíceis. No caso em concreto, embora nunca tenha negado o recebimento das doações, o desgaste aumenta por estar na mesma vala que chafurdam os encalacrados na Lava Jato. Na hipótese de comprovar que não sabia da origem dos recursos, sai desse processo maior do que das outras vezes. Uma tarefa hercúlea para quem sobreviveu até hoje às adversidades.



CONTROVÉRSIA – Como os recursos ingressaram nas contas do PMDB de Rondônia com aparência lícita, o que levou a Justiça Eleitoral a aprovar as contas da campanha de Raupp em 2010, o MPF terá que comprovar daqui para frente que o senador sabia antecipadamente que as doações eram de origem ilícita. Do contrário, conforme reconheceu um ministro do STF no julgamento desta terça-feira, a denúncia vai às calendas.



TORCIDA - Há muita gente que torce para que o senador rondoniense seja alvejado nesse processo e fulminado da política. Como existem outras pessoas que torcem em sentido inverso, inclusive este cabeça chata. Gostem do Raupp ou não, a absolvição é também uma boa para Rondônia. Ao virar réu nesse processo o desgaste é inevitável, aliás, uma premissa elementar. Sobrevivendo, o que é uma possibilidade igualmente real, renasce mais uma vez das cinzas.



ENGABELAÇÃO – Há uma articulação nos bastidores envolvendo os principais caciques da política estadual com o objetivo de montar um “chapão” visando às eleições estaduais de 2018. Apesar das conversações, a articulação tende a não se concretizar pela simples razão de que dificilmente o eleitor engoliria a junção de velhos adversários no mesmo palanque. Eles (caciques) sentem de longe quando o cheiro da frigideira começa a esquentar para o lado deles todas as vezes que tentam engabelar o eleitor.



DESCARTÁVEL - Uma manobra espúria dessa natureza cria um ambiente propício para os oportunistas de ocasião que percebem a hora de assumir o protagonismo com um discurso fácil de ser assimilado. Ademais, o articulador é o presidente da Assembleia Legislativa, uma figura simpática pessoalmente, mas sem habilidade nem densidade eleitoral capaz de aglutinar no mesmo palanque a maioria dos caciques. Maurão vai dar com os burros n'água já que é um político fácil de ser descartado pelos caciques que comandam com mão de ferro os partidos. Quem viver verá!



SABÁTICO – Recolhido ao silêncio desde que sofreu uma fragorosa derrota nas eleições municipais da capital, o neossocialista Mauro Nazif, segundo amigos próximos, está disposto a retornar à ribalta política disputando outro mandado na Câmara Federal nas eleições 2018. Parlamentar competente e intransigente na defesa dos direitos e garantias dos eleitores, no executivo municipal foi um prefeito medíocre. O principal defeito de Nazif foi a teimosia em se assessorar com neófitos e fazer ouvidos de moucos às críticas da imprensa. Surpreendido com a sova, vive um período sabático. Merecido!



TULHA – O prefeito Hildon Chaves (PSDB), diferente do antecessor, está com a tulha cheia de recursos e se prepara para gastá-los em obras estruturantes na capital e nos próximos meses pretende anunciar o asfaltamento de vários bairros. Enquanto isto continuará a tapar os buracos que atormentam os porto-velhenses. As ações implementadas nesses dois meses de administração, embora longe do prometido, são superiores às feitas pelos dois últimos prefeitos.



MARCA – A principal marca que o prefeito Hildon pretende deixar como legado é o saneamento básico e a expansão da rede de água potável da capital. A proposta foi o carro-chefe da campanha que levou o tucano a ser o mais votado nas eleições surpreendendo todos os prognósticos divulgados.



EMENDA – Uma emenda de bancada no orçamento da União destinada a Porto Velho num montante de R$ 130 milhões corre o risco de ser desviada para outros municípios. Pelo menos dois deputados federais tentam fatiar a rubrica da capital para fazer graça em seus redutos eleitorais.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 21/02/2017 17:23:47

Resenha política

Robson Oliveira



Hostilidade – Acostumado a tratar de forma hostil as pessoas com as quais se indispõe, o vereador ariquemense, Ernandes Amorim, será obrigado a procurar um outro partido para conseguir registrar uma candidatura à Câmara Federal depois que gritou com o presidente regional do PTB, Nilton Capixaba, numa reunião em Ariquemes. Em conversa com a coluna, Capixaba adiantou que Amorim não terá vaga na nominata do PTB a deputado federal nas eleições de 2018.



SENADO – Embora seja prematuro falar em candidaturas para as eleições 2018, os grupos políticos já estão se mexendo para construir suas alternativas eleitorais. O PSB, por exemplo, espera que o governador Confúcio Moura (PMDB) ingresse na legenda para ser o candidato a senador.



GRUPO - O prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires (PSB), sinaliza que tem intenção de colocar o nome na disputa à vaga senatorial. Uma tarefa nada fácil, visto que não possui um grupo consistente que seja capaz de projetá-lo em nível estadual. Ademais, outras lideranças de Ji com as quais este cabeça-chata conversou não veem com bons olhos esta postulação. O quadro se complicaria para o alcaide na hipótese de o governador ingressar no partido neossocialista.



PERFIL – O deputado federal Marcos Rogério (DEM), com base eleitoral em Ji, revelou à coluna que Jesualdo Pires não tem o perfil para senador. Reconhece que é um bom prefeito e, na opinião do parlamentar, um excelente vice-governador. A coluna deduz, desse diálogo, que o deputado está de olho na vaga: basta encontrar o cavalo encilhado no terreiro do DEM para subir e pedir votos.



APOSTA – Quem apostar na possibilidade de o senador Valdir Raupp (PMDB) ficar inabilitado judicialmente para a disputa de um novo mandato, devido a envolvimento na lava jato, pode tirar o cavalo da chuva porque estará fadado a perder as fichas.



DENÚNCIA - É simples concluir que o STF não conseguirá dar cabo aos processos dos réus com foro especial em tempo hábil para inabilitá-los às eleições de 2018, por razões que até os bagres do Madeira conhecem. O inquérito do senador rondoniense, liberado pelo ministro Fachin para julgamento, avaliará nesse momento apenas o recebimento ou não da denúncia. Sendo acolhido, dar-se-á a relação processual propriamente dita, com todos os prazos da ampla defesa e contraditório. A possibilidade de Raupp ficar imediatamente inabilitado é ínfima. Goste dele ou não!



PAPAGAIO – O deputado federal Lindomar Garçon (PRB), parlamentar que tem se notabilizado mais pela quantidade de fotos e imagens de TV em que aparece feito papagaio de pirata do que pela produção legislativa, está se regozijando do sucesso carnavalesco que as máscaras com seu rosto estão fazendo nas festas momescas da capital. Garçon insiste num marketing que tem tudo para torná-lo um folclore político. Uma brincadeira que pode lhe custar a reeleição já que a população está irritada com as palhaçadas dos nossos representantes.



VESPEIRO – Um pouco mais de um mês de mandato e o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves (PSDB), mexeu com vespeiros da administração municipal que invariavelmente o político experiente evita cutucar.



CAPITAL - Retirar dos servidores regalias consolidadas sem antes dialogar com os interessados e com uma boa explicação aos munícipes, nunca rendeu aos políticos rondonienses boas recordações. O ex-governador José Bianco, por exemplo, iniciou o governo demitindo dez mil servidores ao dar ouvidos a tecnocrata que não enxergava um palmo além do nariz, num custo político devastador. O ex-governador Valdir Raupp perdeu a reeleição depois que negligenciou com a folha de pagamento por conceder aumentos sem um estudo técnico correto. Voltou à ribalta política pela capacidade incomum de saber se reinventar. Hildon representa ainda uma enorme esperança dos eleitores da capital ávidos por um gestor competente e honesto, virtudes que lhe abundam, mas ao dar ouvidos a incompetente jogou sobre si um vespeiro que queima qualquer capital político. Aliás, brigar com servidor e imprensa não é aconselhado.



INTRIGAS – Como não conseguiu montar uma equipe de notáveis com privilégios à meritocracia, Hildon Chaves compôs uma equipe com o que dispunha nos partidos e na praça. Há nomes bons, mas empossou alguns que estão se especializando na intriga e na futrica. São esses últimos que estão ajudando a queimar o capital político do prefeito. Olho vivo!



PERSEGUIÇÃO – Inúmeras são as queixas contra secretários municipais que, em vez de mostrarem trabalho, perseguem servidores para abrir espaços aos apaniguados. A pasta da educação é a campeã de queixas e de insatisfação, particularmente de quem colaborou com a vitória do prefeito. O secretário de educação invariavelmente presta contas a um inexpressivo vereador mais do que ao prefeito. Quando abordado opta por saídas efusivas. Qual a novidade da área? Quais as mudanças pedagógicas e capacitações? Quais escolas em reformas? Quantas creches estão com projetos em andamento? Apesar de poucos dias de administração, a produção desse auxiliar é nula, exceto o excesso de perseguições. Saindo, não fará falta!


Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 07/02/2017 17:45:31

Resenha política

Robson Oliveira



CONVERSAÇÕES – Embora tenham mantido conversas sobre as eleições de 2018, como ocorreu na semana passada em Brasília, Expedito Junior (PSDB) e Acir Gurgacz (PDT) não firmaram nenhum acordo político sobre candidaturas. Ainda!



FILIAÇÃO – Momentaneamente não passa de especulação o ingresso do senador Acir Gurgacz (PDT) aos quadros do PSDB. Na conversa que entabulou com Expedito Junior, o senador de Jipa reafirmou que pretende manter-se filiado ao PDT, colocar o nome na disputa para governador e espera contar com o apoio do PSDB. No entanto, assessores do senador pedetista dizem em “off” que há sim uma predisposição dele migrar para o PSDB ou PSD.



SEM PRESSA – À coluna, o tucano Expedito Júnior disse que é muito cedo para decidir sobre as eleições 2018, mas que está conversando com todos os líderes partidários rondonienses que o procuraram, a exemplo de Acir, Ivo K-Sol e Valdir Raupp. Adiantou também que não tem pressa em definir neste momento qual cargo pretende disputar (Senado ou Governo). “É muito cedo. Estou ouvindo todos os atores políticos e observando os movimentos. Não tenho pressa e nem sei ainda o cargo que vou disputar. Vou aproveitar os próximos meses livres para retomar estudos e fazer uma reciclagem teórica”, revelou Jr.



INFLADO – Na última coluna falamos de um prefeito que estreia entrando no “canto da sereia” para se aventurar a uma candidatura majoritária nas eleições 2018. Trata-se do prefeito de Ji-Paraná, Jesualdo Pires. Apesar dos confortáveis percentuais de aprovação da administração municipal, eleição estadual é outro papo. Quem hoje infla o alcaide nas aventuras é o mesmo que amanhã vai alfinetar o balão. Quem viver verá!



RAIO – Há um ditado que diz: “raio não cai duas vezes no mesmo lugar”. Até cai, conheço um único caso. Mas na política é dificílimo uma novidade saída das urnas municipais, a exemplo do que ocorreu na capital (Dr. Hildon), se repetir a nível estadual. São eleições com peculiaridades diversas e estruturas opostas. Contudo, há uma turma interessada em animar o empresário Eugênio Ribeiro, proprietário de uma fábrica de bicicletas em Pimenta Bueno, a pedalar em direção à disputa ao Governo de Rondônia. Caso entre nessa esparrela, vai ter que turbinar a bicicleta, arrumar um partido estruturado no estado e montar uma estratégia totalmente diferente da estabelecida pelo Dr Hildon para virar competitivo. Antes que seja alvejado por um raio e leve um tombo pelo meio do caminho. Ainda assim, as probabilidades de sucesso são pequenas.



PÓS-MODERNIDADE – Falando em prefeito da capital, a forma competente com que Dr Hildon Chaves se comunica com a população, em tempo real, utilizando as mídias sociais, tem ajudado a elevar os índices de aprovação. Na medida que utiliza as ferramentas virtuais para falar diretamente com os munícipes o prefeito tucano obriga os demais políticos do estado também a se reinventarem na linguagem da comunicação, senão ficarão na berlinda. Textos longos e desconexos, assim como releases repetitivos, perderam o sentido político. As novas ferramentas virtuais aproximam a autoridade do cidadão comum, sem intermediários e sem firulas. É a pós-modernidade na política.



TRAIÇÃO – Um relato feito por um parlamentar a este cabeça chata sobre os verdadeiros fatos que levaram o executivo estadual a exonerar a ex-secretária de educação, Fátima Gavioli, é de arrepiar os pelos do corpo. Sendo verdade (não foram apresentadas as provas ao colunista), são fatos escabrosos arquitetados de forma traiçoeira para tirar do caminho a secretária que, pelo relato, é uma pessoa correta. Infelizmente, impublicáveis neste momento.



PRECATÓRIO – Por força de uma lei aprovada no apagar das luzes pela Câmara dos Deputados no final de ano, precatórios milionários terão que ser quitados até 2020. Porto Velho, afetada pela lei, está compelida a destinar um pouco mais de meio bilhão de reais do contribuinte para quitar débitos com uma única empresa familiar. São débitos dos prefeitos passados que não adotaram as providências necessárias para que evitassem as cifras astronômicas que a empresa cobra. Aliás, na reunião dos prefeitos da capital com a presidente do STF, Dr. Hildon abordou o tema e alertou para os problemas com o financiamento da saúde, educação, infraestrutura etc., caso não haja outra forma mais elástica para solver o problema. Meio bilhão é a cota de mais de um terço do que arrecada anualmente a prefeitura da capital.



TRÂNSITO – Com o início das aulas o trânsito da capital entra literalmente em colapso nos horários de ‘pico’. É preciso que a Secretaria de Trânsito agilize as ações imediatas, como a sincronização dos semáforos com o fluxo, embora o pouco tempo de administração, porque é uma pasta que provocou muito desgaste na administração passada. Com as chuvas as vias ficam pior ainda de trafegabilidade e quem leva a culpa é o prefeito. Portanto, mãos à obra!


OPORTUNISMO - Um grupo de barnabés do município de Porto Velho, instado por uma vereadora que tenta a qualquer custo manter as sinecuras de apadrinhados, foi à Câmara Vereadores reivindicar aumento salarial um mês após a posse do novo prefeito. A vereadora fiel aliada ao prefeito derrotado passou quatro anos quieta devido as bondades auferidas naquela administração, manipula os incautos na tentativa de resolver as próprias demandas. Se rolar também um aumento, melhor ainda!

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