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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 11/04/2017 20:27:03

AVALIAÇÃO – Embora cem dias seja muito pouco para avaliar um gestor que acaba de assumir a administração de um município arrasado por prefeitos incompetentes, Dr. Hildon Chaves (PSDB), prefeito da Capital, tem se mostrado um gestor presente aos fatos e tentado imprimir na equipe um ritmo de trabalho que os antecessores não fizeram.



DIFERENÇAS - Com o pouco que fez nesses meses tem conseguido mais visibilidade positiva do que os quatro anos findos. Não há ainda uma obra com a marca do prefeito, mas é possível desenhar um cenário mais alvissareiro para os próximos quatros anos, bem mais proveitosos que os doze anos de gestões omissas, incompetentes e ineptas. A diferença entre o atual gestor e os antecessores, pelo menos por enquanto, é abissal.



LIMPEZA – A administração da capital optou em começar esses meses retirando as montanhas de entulhos dos bairros, da região central e das avenidas. De acordo com o prefeito, foram centenas de caçambas e caminhões com lixo recolhido. Além da desobstrução de canais e córregos que entupidos provocam alagações. Outra ação importante foi minimizar os desperdícios e os gastos perdulários.



PERDULÁRIA - Para se ter uma ideia do descalabro e desperdício, ao assumir, o prefeito foi surpreendido com uma licitação para a aquisição de mais de cem veículos sem nenhum critério ou necessidade, certame em fase final que o antecessor havia lançado no mercado, mas, felizmente, foi abortado por ordem direta de Hildon. O que intriga é que Porto Velho precisa urgentemente adquirir ambulâncias para atender as UPAS, entretanto, a gestão de Mauro Nazif optou por licitar, no apagar das luzes, veículos de passeio. Uma opção intrigante para quem é de formação médica. Os gastos desnecessários estão sendo contidos para que os recursos sejam melhor utilizados em favor do munícipe. Realmente um bom começo, embora as demandas da capital exijam mais velocidade.



MUDANÇAS – Uma das áreas mais cruciais em qualquer administração e que afeta diretamente e indistintamente a população é a da saúde. Um setor na atual gestão que está deixando a desejar, particularmente porque o prefeito por anos seguidos foi o responsável no Ministério Público por fiscalizar a área e os seus respectivos gestores. Os auxiliares que Dr. Hildon nomeou não corresponderam às expectativas e, em vez de apresentarem melhorias, ingenuamente escolheram o pior caminho que é bater de frente com os servidores desse sistema. É possível que as cobranças feitas pelo secretário e adjunto no cumprimento da carga horária sejam corretas e justas, - o contrato de trabalho tem que ser mesmo cumprido integralmente -, mas o enfrentamento não é o melhor caminho para nada. Com o desgaste, três meses se perderam. Cedo ou tarde não restará ao prefeito a alternativa senão substituir os auxiliares. A coluna apurou que o adjunto da Semsau foi defenestrado nesta terça-feira.



CAERD – A presidente da CAERD veio a público desmentir o prefeito da capital que revelou a perda de 700 milhões do PAC destinados ao saneamento básico de Porto Velho. Explicou que o processo está sob análise do Tribunal de Contas da União e ainda não foi julgado. É verdade, o ministro Bruno Dantas, relator do processo, ainda não anunciou publicamente o voto. No entanto, na reunião que a presidente da CAERD participou com ele (o relator), na companhia do senador Valdir Raupp (PMDB), ouviu de Bruno Dantas um relato minucioso sobre as irregularidades insanáveis neste certame. Portanto, cotejando as duas declarações tornadas públicas, é fácil deduzir que as do prefeito de Porto Velho são mais corretas do que as da presidente da CAERD.



ATAQUE – Na tentativa de confundir a opinião pública e esconder a própria incompetência administrativa, pessoas de comando da companhia partem para o ataque contra a disposição da municipalidade de investir no setor, na vã tentativa de desqualificar uma eventual Parceria Público Privada. As ilações já começaram a ser disseminadas de forma torta e maldosa. Não explicam, contudo, como deixaram se esvair no ralo da incompetência 700 milhões. Nem os motivos pelos quais a licitação foi embargada pelo TCU. Mexer em privilégios nesse país não é tarefa fácil, apesar de necessário.



LISTA – A novidade na nova lista de investigados no âmbito da Operação Lava Jato apresentada pelo Ministério Público Federal ao ministro Edson Fachin, do STF, é o nome do senador Ivo K-Sol (PP) e o seu ex-secretário de planejamento, João Carlos. Desde o início dessa investigação o senador pepebista não constava entre os investigados, mas agora se junta aos demais congressistas nesse rolo que abalou a política nacional. Nos últimos dias o senador percorria o estado anunciando a pretensão em disputar pela terceira vez o Governo de Rondônia e voltou a distribuir impropérios aos desafetos, com o nome na lista de Janot, passa a ficar exposto ao mesmo desgaste natural dos colegas de parlamento encrencados em malfeitos.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 05/04/2017 22:36:16

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA






PERDA – Caiu como uma bomba nas esferas estaduais a informação colhida pelo prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, relativa ao processo de licitação do saneamento básico que está pronto para entranhar na pauta de votação do Tribunal de Contas da União. Perdeu a validade por falta de renovação entre o estado de Rondônia e o Ministério das Cidades. De acordo com o prefeito, o relator do processo no TCU, Conselheiro Bruno Dantas, deu a triste notícia e disse que os 700 milhões disponíveis já não existem e retornaram para a União.



SUPERFATURAMENTO – Os técnicos do TCU já haviam apurado um suposto superfaturamento nesse processo licitatório, contaminando todos os atos processuais praticados no certame, o que exigia sua anulação. O executivo estadual vinha tentando esclarecer as planilhas de custos na tentativa de salvar o processo, mas, infelizmente, a simples falta de renovação do convênio selou o fim do litígio e causou um prejuízo enorme à população rondoniense.



SALVAÇÃO – Com os estragos provocados, o prefeito vai ser obrigado a correr para licitar as obras numa Parceria Público Privado (PPP) e assim dotar a capital de saneamento e expansão da rede de água potável, conforme prometeu na campanha. Os 700 milhões tão prometidos por nossos representantes tomaram Doril por desídia de nossas autoridades.



PRESSÃO – o Governo do Estado pressiona Hildon Chaves a renovar a concessão da gestão da água e saneamento - de competência municipal - para a CAERD, exatamente sobre o pretexto de investir os recursos orçados no processo que repousa no TCU e que perdeu a validade. A informação provocou indignação ao nosso alcaide.



CONVERSAÇÕES – Embora as eleições estaduais estejam ainda distantes e muitos fatos jurídicos em ebulição podem mudar os cenários a qualquer momento, os principais “caciques” das grandes agremiações partidárias rondonienses estão em plena conversação com vistas às chapas de Governo, Senado, Deputado Federal e Estadual. Qualquer acordo apalavrado agora perde validade conforme os fatos forem revelados, ou seja, estão jogando conversa fora. Só os birutas levam a sério esta lorota das conversações.



INGENUIDADE – O presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, por exemplo, tem tentado viabilizar uma eventual candidatura a governador pelo PMDB e conversa com todos os caciques. Nestas conversas, os caciques inflam o ego do deputado, fazem juras de apoio e, ao sair das reuniões, desdenham da pretensão. Apesar de ser uma pessoa de fino trato, Maurão é tratado em reservado como ingênuo. Aliás, pretenso candidato a cargo majoritário que não possua os convencionais do partido a que está filiado debaixo do sovaco e acredita que vai arregimentá-los na lábia ou com uma mera portaria, é ingênuo mesmo.



LIMITES – A decisão do Supremo Tribunal Federal de colocar limites às greves das polícias ao declará-las inconstitucionais, pode ter posto também limites a muitas candidaturas de policiais a cargos públicos. São dezenas de militares, bombeiros e policiais civis eleitos depois de participarem de vários movimentos paredistas. A amotinação a partir de agora está vedada.





BOMBA – No país da deduragem institucionalizada uma delação de um marqueteiro é nitroglicerina pura. Em geral é impossível um candidato a cargo político desconhecer os trâmites contratuais do profissional que escreverá dos textos às falas de sua campanha, mesmo que as tratativas financeiras tenham sido feitas por terceiros. Durante toda a campanha, em particular, o contato entre marqueteiro e candidato é diário, com papos que transcendem as estratégias e programas da campanha. Portanto, as delações de João Santana e Mônica Moura têm tudo para explodir os argumentos dos petistas sobre pagamentos por caixa 2 da campanha de Dilma Rousseff. Os estragos vão ser enormes.



PREOCUPAÇÃO – Mesmo que não ocorra a ameaça de greve no Idaron – órgão que fiscaliza o controle da febre aftosa – é preocupante a situação de desmonte que se encontra o instituto, pois uma greve causará prejuízos a uma das principais atividades comerciais de Rondônia que é a agropecuária. Foram anos de trabalho árduo no controle da doença que permitiu que nossa carne seja comercializada nos maiores mercados consumidores do mundo.

COMPETÊNCIA – O advogado e professor universitário Diego de Paiva Vasconcelos, como membro do Instituto de Estudos de Risco na Itália, recebeu o advogado Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça do Brasil, para um ciclo de debates promovido pela universidade italiana Del Salento. Na ocasião, Diego Paiva foi convidado para atuar como moderador dos debates. Trata-se de um dos mais brilhantes advogados de Rondônia.

INOVAÇÃO – O presidente da Associação dos Magistrados de Rondônia, desembargador Alexandre Miguel, está inovando em sua gestão e lançou uma plataforma virtual (Ameron da rede) com vários produtos tecnológicos de interesse da magistratura. Antenado com as novas ferramentas, prepara outros produtos para disponibilizar pelas mídias sociais.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 28/03/2017 12:45:14

RESENHA POLITICA

ROBSON OLIVEIRA

NITROGLICERINA - A acusação de sonegação previdenciária, entre outras supostas fraudes, feita pelo senador Ivo K-SOL (PP) contra a empresa União Cascavel de propriedade do senador Acir Gurgacz (PDT) exige no mínimo uma explicação da empresa e do senador pedetista, além de uma averiguação dos órgãos de controle. O teor da acusação feita por K-SOL durante um discurso onde servidores públicos exigiam o compromisso político da bancada federal rondoniense contra o projeto da reforma previdenciária é nitroglicerina pura.



BICUDOS - Esta não é a primeira vez que os dois senadores - e empresários afortunados - se bicam publicamente. Na época em que governou Rondônia, K-Sol e Gurgacz se estranharam algumas vezes. Embora a forma de agir e reagir aos adversários publicamente do senador pedetista é menos corrosiva do que a do senador pepista. Esta briga é um pequeno prenúncio de como pode ser acirrada a disputa pelo Governo de Rondônia em 2018, já que ambos anunciam reservadamente que são pré-candidatos.



FOGO AMIGO - Outro dia o deputado estadual Hermínio Coelho, ao criticar os apoios anunciados por parlamentares federais contra a Reforma da Previdência, citou a sonegação das empresas rondonienses como responsáveis pelo déficit previdenciário estadual, embora não tenha apontado quais sejam elas. O curioso é que o deputado estadual é do PDT, legenda presidida exatamente por Acir Gurgacz que, segundo K-Sol, possui empresas que fraudam o fisco. São contradições dessa natureza que fazem com que a população hoje tenha total repulsa aos nossos representantes legislativos, com ajuda do fogo amigo.



PÊNDULO - Com a anulação das eleições municipais passadas, a escolha para prefeito de Guajará-Mirim está marcada para o próximo domingo com uma disputa apertadíssima entre dois candidatos, Sérgio Bouez (PSB) e Cícero Noronha (DEM), conforme observadores políticos. Mas para onde o governador Confúcio Moura pender é possível que o candidato seja beneficiado já que é neste município a maior avaliação positiva do governador. Como o PMDB, partido de Confúcio Moura, não registrou candidatura e o governador não declinou publicamente qual das duas tem sua simpatia, caso se manifeste desequilibra a disputa.



INCLUSÃO - Em Guajará-Mirim as eleições municipais também são decididas com a ajuda das etnias indígenas. É o colégio eleitoral com mais índios inscritos na Justiça Eleitoral em Rondônia, o que exige dos candidatos "brancos" o mesmo tratamento dado a qualquer outro eleitor do município. Que, aliás, em regra, é ruim para todos.



DESASTRADOS - Os últimos prefeitos de Guajará-Mirim deixaram a prefeitura com índices baixíssimos de popularidade. O município não tem tido muita sorte na escolha dos seus alcaides e é de longe o que mais sente a falta de desenvolvimento. Guajará-Mirim, apesar do charme histórico que detém, é um município estagnado. Mas a maioria dos representantes não corresponderam aos votos recebidos. Um desastre!



REFORMA – Embora todos os pitaqueiros de plantão defendam a necessidade de uma reforma política para minimizar o lamaçal em que chafurdam os partidos políticos com as recentes descobertas policiais, criticam duramente a proposta da lista fechada sem ao menos conhecer em detalhes. Não há sistema imune aos malfeitos dos matreiros que dominam as nomenclaturas partidárias – seja pela via da proporcionalidade seja por lista fechada -, em qualquer situação os caciques donatários dos partidos vão armar as chapas de acordo com os seus interesses. E continuarão se elegendo.





CRETINOS - A única reforma possível na forma de representação é o voto do eleitor. Infelizmente, ao que parece, eles (eleitor) criticam em demasia os políticos salafrários mas continuam votando neles. Não há um único político exercendo mandato sem que tenha passado pelas urnas. Inclusive os suplentes de senadores, pois todos são registrados juntos com os respectivos titulares e aparecem no material de campanha (mesmo de forma escondida). Quem vota no principal, habilita também o acessório. Não adianta criticar e continuar votando errado. Portanto, o problema não está no sistema partidário e sim em quem o opera em desacordo com os bons costumes. O resto é cretinice!



DETRAN – Os serviços prestados pelo Detran em Porto Velho vão ser concentrados num mesmo local. A atual diretoria adquiriu um terreno na Avenida Rio Madeira – sentido setor chacareiro – que vai concentrar toda a estrutura para oferecer os serviços à população com mais rapidez e qualidade num edifício a ser erguido com sete andares. É perceptível as boas mudanças implementadas nos dois últimos anos no órgão, em particular na informatização dos serviços prestados, apesar de problemas pontuais ainda existentes.



CONTRAMÃO – É compreensível parlamentares ligados ao setor dos taxistas manifestarem suas opiniões contra a entrada em nossa capital do UBER. Não é tolerável tentarem utilizar das prerrogativas para criarem leis que impeçam a exploração de uma atividade privada em detrimento ao interesse coletivo. O UBER é bom para a população em todos sentidos: propicia a boa concorrência e melhora o atendimento. Nossos deputados e vereadores estão na contramão das boas práticas. Ademais, caso tentem impedir a implantação do serviço na capital, o melhor caminho para desobstruir eventuais óbices é a justiça. Como ocorreu em outras cidades. UBER é irreversível aqui e alhures, bando de bobos.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 21/03/2017 17:47:56

Resenha política

Robson Oliveira



PREVIDÊNCIA – Há argumentos para todos os gostos e todas as alas ideológicas sobre a necessidade ou não de uma reforma previdenciária. Predomina a premissa governamental de que não reformando agora em poucos anos o sistema de financiamento das aposentadorias fica inviável e quebra. Com este argumento o governo cobra dos parlamentares da base de sustentação a lealdade para aprovar uma reforma que penaliza tão somente o contribuinte que financia com seu trabalho, suor e, não raro, lágrimas uma carteira que o governo alega estar quebrada.



ARGUMENTO - Há quem garanta que a previdência brasileira é superavitária e o que existe de errado é a gestão. No entanto, mesmo que os argumentos do governo estejam corretos e que a má gestão governamental projete um prejuízo que inviabilize a União honrar com os caraminguás dos aposentados, ainda assim é um argumento frágil para se exigir do trabalhador mais tempo de contribuição e mais aperto.



DOIS PESOS - Ora, quando o sistema financeiro esteve à beira do colapso, coube aos cofres da União socorrer o setor, embora não haja registros de que os causadores do rombo tenham sido penalizados. Contudo, quando é para aliviar a situação do barnabé, os argumentos mais cretinos são utilizados para que o governo cobre ainda mais do trabalhador sangue, suor e lágrimas. São dois pesos e duas medidas. A reação dos trabalhadores contra uma reforma que penaliza tão somente o mais fraco é justa e correta. Aliás, político só tem medo de povo na rua. Com pressão é possível reverter esse ímpeto reformista de um governo sem rumo.



BANCADA – Em conversa reservada com três membros da bancada federal de Rondônia no Congresso Nacional, esta coluna percebeu que a reunião promovida pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação, ocorrida ontem, na capital, começa a surtir algum efeito e impressionou os congressistas presentes. Os três, da base do governo, saíram assustados com a reação dos barnabés e convictos de que é impossível votar a reforma da forma que está proposta. O que é um alento!



AFINANDO – O prefeito Hildon Chaves, da capital, tem que acertar o passo dos seus colaboradores de primeiro escalão para que trabalhem em cooperação antes que ecloda mais uma crise interna criada superficialmente pela própria administração. O tempo passa e as cobranças aumentam na medida em que a administração patina. É hora de afinar a equipe e mãos à obra!



DESAFINANDO – Li que a pasta da Cultura da capital vai liberar a bagatela de quase meio milhão de reais para as agremiações colocarem seus blocos nas ruas e comemorarem com um atraso de mais de um mês a festa momesca. Sou um carnavalesco por admiração, defendo a ajuda do poder público a todas as manifestações culturais ou populares. Entretanto, o momento é de tempo bicudos com poucos recursos públicos disponíveis para saúde, educação e infraestrutura. Me alio aos que, neste momento de crise, criticam a destinação dessa bagatela para uma festa fora de época. Todos têm que se preparar para quando o carnaval chegar, foliões e escolas, mas em 2018. Na véspera da data do fatídico golpe militar (31 de março), será outro golpe: ao erário!



TALIÃO – Chico Pernambuco, prefeito do Candeias assassinado no último sábado, mesmo tendo contra si uma enorme folha corrida de “estórias” de violência, não justifica que os órgãos de segurança pública permaneçam inertes com a escalada de violência que campeia leve, livre e solta em Rondônia. Nossa capital virou um território sem lei, ou melhor, da brutalidade. Se prefeito tomba na rua e nada acontece, imagine o “Zé Ruela” das vielas suburbanas. Estamos sob o Código de Talião.



HOSTILIDADE – Durante uma reunião entre senadores, deputados federais, o presidente da Federação da Indústria de Rondônia e o Ministro da Indústria e Comércio, um ato hostil do senador Ivo K-Sol (PP), ao tentar impedir a fala do presidente da FIERO, causou indignação aos demais parlamentares presentes. O pior é que a reunião era para tratar exatamente de um assunto afeto a setor industrial de Rondônia. Não fosse a insistência de uma parlamentar da bancada, o presidente da FIERO teria entrado calado e saído mudo. Quando falou, fez bonito. Já o senador fez feio ao hostilizar a representação do setor industrial de Rondônia.



DESMONTE – Desmontar a cadeia produtiva da pecuária brasileira com o um show pirotécnico ao colocar empresários salafrários na cadeia é uma insanidade desmensurada. As ações policiais sempre existiram e vão existir para combater os ilícitos, algo natural em qualquer democracia, mas expor um setor importante e sensível como foi exposto de forma espetaculosa é ajudar a jogar no lixo um trabalho comercial feito anos a fio em quinze minutos no Jornal Nacional. Não se combate fraude fraudando a opinião pública. A operação policial “Carne Franca” foi exagerada quanto à forma operacional, mas exitosa em relação ao conteúdo investigado.



APARELHAMENTO – Além dos malfeitos revelados, a operação “Carne Fraca” também revelou uma das práticas mais perversas da política nacional que é o aparelhamento dos cargos de confiança por membros do Congresso Nacional. São raríssimas as indicações políticas que não escondam interesses inconfessáveis, mesmo quando o indicado é de carreira. A direita criticou duramente os petistas por aparelhar o estado com indicações de militantes aos cargos comissionados. Ela (direita) sempre fez o mesmo, ou pior. É o sujo falando do mal lavado.


JUSTIÇA - O TRF1, em grau de recurso, determinou ao Ibama a revogação de licenciamento ambiental da Usina Santo Antonio Energia até que dê início das condicionantes relacionadas ao patrimônio Arqueológico, Histórico e pré-Histórico. Pela sentença da lavra do desembargador Souza Prudente, além de outras condicionantes, que a empresa apresente em sessenta dias três projetos, entre eles, da reativação do percurso da linha da Estrada de Ferro Madeira Mamoré. Sábia decisão já que a empresa explora as riquezas naturais rondoniense e tem obrigação de ajudar na preservação da memória do município de Porto Velho, embora os efeitos colaterais da obra tragam mais maléficos do que benefícios para Rondônia. Que a justiça seja satisfeita.


BRINDE – O Site eletrônico Rondoniadinamica tem nos brindado com entrevistas de figuras polêmicas de nossa política com um conteúdo de excelente qualidade. São entrevistas concisas, diretas e um texto enxuto. Recomendo aos leitores destas mal traças linhas dar uma leitura nas respostas dos três últimos entrevistados. No mínimo renderá umas boas gargalhadas. Um brinde aos editores.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 08/03/2017 21:44:06

Resenha política

Robson Oliveira



DENÚNCIA – Com o recebimento da denúncia, a partir de agora o senador Valdir Raupp (PMDB) terá a oportunidade processual para contraditar a tese do Ministério Público Federal de que os recursos arrecadados como doação eleitoral que irrigaram a sua campanha de 2010 não são oriundos de propinagem. A denúncia está ancorada nas delações dos réus na Lava Jato, Fernando Baiano e Paulo Roberto.



INDÍCIOS – Nesta fase bastam simples indícios para que a denúncia seja recebida, sem a necessidade de que as provas sejam robustas. Os ministros do STF decidiram então acatar as alegações do MPF já que os recursos foram realmente transferidos de uma empreiteira para a campanha do PMDB de Rondônia.



CONTRADITÓRIO - Em sua defesa o senador sustenta que não tinha conhecimento da suposta origem ilícita dessas doações já que ingressaram legalmente na campanha e foram declaradas na Justiça Eleitoral. A oportunidade de comprovar a versão é agora com a relação processual constituída. O recebimento em si, em geral, é desgastante para qualquer pessoa, em particular para um senador num ano que antecede as eleições para renovar o mandato.



ÍCARO – Valdir Raupp tem uma capacidade incomum de se reinventar na adversidade. Todas as vezes que enfrentou questionamentos judiciais conseguiu renascer das cinzas e vencer eleições difíceis. No caso em concreto, embora nunca tenha negado o recebimento das doações, o desgaste aumenta por estar na mesma vala que chafurdam os encalacrados na Lava Jato. Na hipótese de comprovar que não sabia da origem dos recursos, sai desse processo maior do que das outras vezes. Uma tarefa hercúlea para quem sobreviveu até hoje às adversidades.



CONTROVÉRSIA – Como os recursos ingressaram nas contas do PMDB de Rondônia com aparência lícita, o que levou a Justiça Eleitoral a aprovar as contas da campanha de Raupp em 2010, o MPF terá que comprovar daqui para frente que o senador sabia antecipadamente que as doações eram de origem ilícita. Do contrário, conforme reconheceu um ministro do STF no julgamento desta terça-feira, a denúncia vai às calendas.



TORCIDA - Há muita gente que torce para que o senador rondoniense seja alvejado nesse processo e fulminado da política. Como existem outras pessoas que torcem em sentido inverso, inclusive este cabeça chata. Gostem do Raupp ou não, a absolvição é também uma boa para Rondônia. Ao virar réu nesse processo o desgaste é inevitável, aliás, uma premissa elementar. Sobrevivendo, o que é uma possibilidade igualmente real, renasce mais uma vez das cinzas.



ENGABELAÇÃO – Há uma articulação nos bastidores envolvendo os principais caciques da política estadual com o objetivo de montar um “chapão” visando às eleições estaduais de 2018. Apesar das conversações, a articulação tende a não se concretizar pela simples razão de que dificilmente o eleitor engoliria a junção de velhos adversários no mesmo palanque. Eles (caciques) sentem de longe quando o cheiro da frigideira começa a esquentar para o lado deles todas as vezes que tentam engabelar o eleitor.



DESCARTÁVEL - Uma manobra espúria dessa natureza cria um ambiente propício para os oportunistas de ocasião que percebem a hora de assumir o protagonismo com um discurso fácil de ser assimilado. Ademais, o articulador é o presidente da Assembleia Legislativa, uma figura simpática pessoalmente, mas sem habilidade nem densidade eleitoral capaz de aglutinar no mesmo palanque a maioria dos caciques. Maurão vai dar com os burros n'água já que é um político fácil de ser descartado pelos caciques que comandam com mão de ferro os partidos. Quem viver verá!



SABÁTICO – Recolhido ao silêncio desde que sofreu uma fragorosa derrota nas eleições municipais da capital, o neossocialista Mauro Nazif, segundo amigos próximos, está disposto a retornar à ribalta política disputando outro mandado na Câmara Federal nas eleições 2018. Parlamentar competente e intransigente na defesa dos direitos e garantias dos eleitores, no executivo municipal foi um prefeito medíocre. O principal defeito de Nazif foi a teimosia em se assessorar com neófitos e fazer ouvidos de moucos às críticas da imprensa. Surpreendido com a sova, vive um período sabático. Merecido!



TULHA – O prefeito Hildon Chaves (PSDB), diferente do antecessor, está com a tulha cheia de recursos e se prepara para gastá-los em obras estruturantes na capital e nos próximos meses pretende anunciar o asfaltamento de vários bairros. Enquanto isto continuará a tapar os buracos que atormentam os porto-velhenses. As ações implementadas nesses dois meses de administração, embora longe do prometido, são superiores às feitas pelos dois últimos prefeitos.



MARCA – A principal marca que o prefeito Hildon pretende deixar como legado é o saneamento básico e a expansão da rede de água potável da capital. A proposta foi o carro-chefe da campanha que levou o tucano a ser o mais votado nas eleições surpreendendo todos os prognósticos divulgados.



EMENDA – Uma emenda de bancada no orçamento da União destinada a Porto Velho num montante de R$ 130 milhões corre o risco de ser desviada para outros municípios. Pelo menos dois deputados federais tentam fatiar a rubrica da capital para fazer graça em seus redutos eleitorais.

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