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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 17/07/2018 16:50:42

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





INSULTOS – Ex-colaboradores na administração de Confúcio Moura foram às redes sociais para protestar depois que viralizaram os áudios do ex-governador insultando o senador Valdir Raupp e o presidente do MDB, Tomás Correia, por supostamente orientarem os convencionais do partido a escolher apenas um candidato ao Senado e barrar a pretensão do ex-governador em disputar pelo MDB uma das vagas ao senado.



TRAQUE - Os vazamentos dos áudios teriam sido premeditadamente combinados entre o ex-governador e uma secretária de educação de um município da região da Mata, conforme apurou a coluna, no intuito de provocar reações tão fortes que garantissem os votos na convenção do partido que Confúcio Moura necessita para compor a chapa majoritária do MDB. A repercussão foi enorme entre emedebistas e militantes engajados nas pré-campanhas, mas os insultos foram tão acerbos para quem ostenta uma caricatura de monge que ecoaram de forma negativa e provocaram efeitos menos estrondosos do que o esperado pelo ex-governador.



SOLIDARIEDADE – Não houve um único deputado federal, estadual, prefeito ou vereador do MDB que viesse a público se compadecer com os impropérios ditos por Confúcio Moura contra seus supostos traidores. Sequer aqueles alcaides de outros partidos que nas eleições passadas optaram em apoiar o então governador. E a razão é simples: quando governador, Moura reiteradamente relatava em seu BLOG queixas em relação aos pedidos de emprego feitos por correligionários e passava pito em cada aliado que insistisse com os pedidos. Nas redes sociais as poucas solidariedades partiram dos ex-colaboradores e de quem não é convencional no MDB.



TRAIÇÃO – Enquanto Moura diz que foi traído pela cúpula do MDB que havia prometido a vaga senatorial, internamente convencionais lembram que o mesmo Confúcio que agora cobra lealdade, é o mesmo que conspira contra Maurão de Carvalho, candidato pré-lançado pelo MDB à sucessão estadual. Confúcio nunca escondeu a preferência por um candidato a governador com perfil totalmente diferente do Maurão. Aliás, em entrevista recente, Maurão também se queixou da traição de Moura em não declarar apoio ao candidato do partido.



LOROTA – Como não existem candidaturas natas, é natural que os partidos, na medida que se aproximam as convenções, refaçam as contas para projetar as perspectivas eleitorais. O MDB percebeu que a entrada em cena da pré-candidatura de Marcos Rogério (DEM) ao Senado Federal diminuiria as chances de uma única legenda eleger os dois senadores, razão pela qual, candidato à reeleição, Valdir Raupp passou a ter a preferência dos convencionais. É lorota dizer que haja uma revolta generalizada no MDB, caso houvesse, os convencionais teriam declarado apoio a Confúcio e não ao Raupp. Portanto, a suposta traição a Confúcio Moura seria especialmente dos convencionais: esses sim, responsáveis por escolher os candidatos do MDB. A lorota tem tão somente o fim de provocar constrangimento à cúpula emedebista.



RECIPROCIDADE – Quando lançou a candidatura a governador ainda em 2010, Confúcio Moura foi obrigado a disputar as prévias do PMDB contra Suely Aragão, ex-prefeita de Cacoal. Na época o ex-governador se queixou muito da oposição interna da ex-prefeita e pediu ajuda exatamente ao Raupp para que garantisse a maioria dos convencionais em seu favor. Pelos menos duas vezes Moura chegou a pensar em desistir da disputa e não o fez por contar com a reciprocidade do apoio do senador. O mesmo que hoje ele chama de malfeitor.



INCENDIÁRIOS – Não há como desconhecer que Moura possui capilaridade para disputar uma vaga senatorial com chances reais de sucesso. Mas uma campanha tem começo, meio e fim e duas candidaturas em pé de guerra no mesmo palanque é a fórmula certeira denominada de “abraço de afogados”. Os pré-candidatos ao mesmo cargo adorariam concorrer com um palanque nestas condições adversas e por este motivo Moura tem recebido apoio mais dos adversários do MDB do que dos convencionais do partido. Todos querem ver o circo pegando fogo. E Raupp ao perceber as labaredas atua nas coxias para evitar virar cinzas já que seus detratores fazem campanha nas mídias sociais pela sua cremação.



CONSPIRAÇÃO – Em conversa com a coluna o senador Acir Gurgacz (PDT) garantiu que mantém a pré-candidatura ao Governo de Rondônia e informou que discorda de quem o julga inelegível. Acir lamentou a postura do chefe da Casa Civil do Governo, Eurípedes Miranda, que, segundo o senador, tenta desconstruir sua candidatura e força a barra para que o governador Daniel Pereira seja seu substituto nas eleições. A conspiração de Miranda, para Acir, é um ato isolado já que o governador tem reiterado o apoio a sua postulação.



ANÚNCIO - Com a presença do ex-governador de São Paulo, o PSDB rondoniense, o DEM e o PSD vão anunciar no próximo sábado, em Ji-Paraná, os nomes dos pré-candidatos a governador, senador, deputados federais e estaduais. É um evento que começa a definir o cenário dos grupos políticos que vão se enfrenta em outubro. Aliás, esta coluna, meses atrás, previu tal cenário. Embora nem todos tenham concordado.



LUTO – Embora este colunista não fosse eleitor de nenhum dos dois políticos que recentemente faleceram, Chagas Neto e Moreira Mendes, foram parlamentares federais, cada um a seu tempo, de maior grandeza ao defender seus postulados no Congresso Nacional. Eram duas pessoas afáveis e de refinado trato mesmo com quem divergiam. Rondônia fica mais pobre na seara política com a passagem de ambos. Esta coluna lamenta e compartilha do luto.

Resenha Política : MICO – R$ 200 milhões que irão virar tema na campanha
Enviado por alexandre em 11/07/2018 00:38:50

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

PODEMOS – O deputado Léo Moraes, atualmente uma das maiores lideranças da capital, reuniu no sábado passado os filiados e demonstrou o poderio da nominata que a legenda reuniu para enfrentar as eleições de outubro. O auditório do Colégio Objetivo ficou pequeno para acomodar o número enorme de militantes e apoiadores de Léo Moraes que é pré-candidato a deputado federal.

PRESTÍGIO – Os principais dirigentes políticos do estado compareceram a encontro do PODEMOS para prestigiar sua principal liderança. Quem participou do evento verificou as mais diferentes correntes políticas representadas pelos seus respectivos dirigentes.

PRESTÍGIO II - A presença dessas lideranças, inclusive aquelas que deverão estar em palanques diferentes do Leo, revela um prestígio pessoal do deputado e dá um exemplo de civilidade numa época permeada com tanta incompreensão e intolerância. Não houve nenhum compromisso em relação a candidaturas majoritárias nem alianças, sequer o tema foi mencionado. Foi uma festa para exaltar a militância partidária e reforçar a força política que o partido conquistou. O deputado estadual é hoje o sonho de apoio de qualquer partido e é natural que seja tão festejado pelas mais variadas correntes ideológicas, o que não significa alinhamento automático aos visitantes. Pelo evento passaram dirigentes da Rede, PSDB, MDB, PDT, PT, PCdoB, PSB, entre outros.

REVELAÇÃO – No evento do PODEMOS o tucano Expedito Junior não confirmou que é pré-candidato a governador – nem desmentiu as especulações – mas revelou na presença de todos os dirigentes dos partidos que vem mantendo conversações com o PDT de Acir Gurgacz, PSB de Daniel Pereira e com setores do MDB de Maurão, com o DEM de Marcos Rogério e com o PP de Cassol. Excluiu apenas o PT pelas razões óbvias, embora tenha elogiado a pessoa do jornalista Dom Paulo Benito, pré-candidato do partido lulista.

ANÚNCIO – Junior tem dito em reserva que somente anuncia o cargo que disputará no final do mês e não adiantará as pressões para que antecipe esse anúncio. Tem avisado também que sua decisão vai ser tomada em grupo, mas vai avaliar com calma todo cenário e os dados que está coletando antes de bater o martelo. Embora seus seguidores achem que esta é a vez dele.

BORDÃO – Alguns sindicalistas e colaboradores dos diversos escalões do governo organizaram uma reunião em um hotel da capital para pressionar que o governador Daniel Pereira (PSB) assumisse a candidatura a pré-governador, visto que tem reiterado publicamente que não é candidato e que apoia o senador Acir Gurgacz do PDT. Os esforços dos sindicalistas, a maioria do Sintero e ligados ao Partido dos Trabalhadores, foram inúteis e Daniel repetiu o mesmo bordão de que empenhou a palavra de apoio a pré-candidatura de Acir. Voltou também a sinalizar que está confortável com a posição de “plano B” das esquerdas na hipótese do pedetista não conseguir registrar a candidatura, embora o tempo conspire contra esta hipótese.

RECICLADO - Não é novidade para ninguém do mundo político que os sindicalistas torcem para que Acir Gurgacz desista em favor do socialista Daniel Pereira, haja vista ser ele (Pereira) um quadro oriundo do Sintero e ex-deputado do PT. O que foi novidade no encontro majoritariamente de expoentes da esquerda foi a presença bem festejada do deputado federal Nilton Capixaba (PTB), assumidamente de direita e com problemas judiciais mais devastadores dos que pesam sobre o pré-candidato do PDT. Reciclaram Capixaba em nome de um candidato a governador que os sindicalistas tentam impor.

POLVOROSA – Entraram em parafuso alguns pré-candidatos ao Senado Federal depois que surgiu o nome do deputado federal Marcos Rogério (DEM) como opção para Câmara Alta. As reações vieram de todos os lados e o parlamentar já previa cada uma delas. Não falta “amigo” para dizer que ele tem uma reeleição tranquila e que não deveria entrar numa candidatura incerta como se as demais candidaturas lançadas fossem certas. Como o discurso que tem, o mandato exercido e um perfil conservador do eleitor rondoniense são ingredientes que podem levar o parlamentar ao sucesso e provocar o pavor que provocou aos adversários. A tática em marcha para que desista é inútil, segundo apurou a coluna com o próprio, e não causará o efeito desejado já que todos monitoram os percentuais e sabem o tamanho de cada um.

MICO – Antes de renunciar o governo, Confúcio Moura prometeu aos prefeitos a liberação de 200 milhões para serem investidos em obras asfálticas. A promessa levou os prefeitos a fazer anúncios pomposos dessas obras sem que os órgãos do estado tivessem providenciado o convênio. Os prefeitos agora penam com o desgaste devido a malha viária dos municípios estragada e depois que perceberam que a promessa era um mico. Um mico que vai virar tema na campanha que se avizinha.

EM BAIXA – Quem monitora a popularidade dos prefeitos sabe que os nobres alcaides estão em baixa com os munícipes. Dos 51 municípios, 32 estão em situação de penúria. Outros 10 a caminho do mesmo buraco.

DESGASTE – É difícil intuir sem uma pesquisa séria se o mais desgastante para o Poder Judiciário foram as decisões antagônicas dos juízes do TRF-4, a intromissão de Moro, a arbitragem do presidente do TRF – 4 ou as notas das associações de magistrados contra adjudicara de um dos seus membros. Nunca antes na história do país um poder ficou tanto as escancaras por ato típico próprio. Por estas e outras razões que as mídias sociais ficaram tão repugnantes.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 03/07/2018 22:20:21

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



DEFINIÇÃO – Está definida a pré-candidatura a governador pelo PSDB do ex-senador Expedito Junior. Embora os partidos PSDB, PRB, DEM, PP, PR e PSD ainda estejam conversando para caminharem juntos, é unânime o nome do Junior para encabeçar a chapa. Este quadro afunilou depois que o STF confirmou a decisão que retirou da disputa ex-senador Ivo Cassol. Após a copa, o anúncio será tornado público. As especulações em sentido contrário não passam de bobagens pré-eleitorais.



INABILITADO – Quem insiste em manter a pré-candidatura a governador é o senador do PDT Acir Gurgacz, mesmo com as dúvidas que pairam sobre sua elegibilidade, visto que também foi condenado recentemente no STF. Ele garante que a condenação sofrida não retirou sua condição de elegibilidade e continua disposto a permanecer na disputa. Apesar da alegação de que está elegível, dificilmente o Tribunal Regional Eleitoral vai conceder ao senador o registro de governador pela simples razão de que todos os candidatos com condenações em segunda instância caem inexoravelmente na malha da lei da ficha limpa. Os exemplos são fartos.



SANGRAMENTO - Os seguidores do pedetista vão discordar da coluna, o que, aliás, é algo absolutamente normal, mas é melhor guardar as energias para discordar em juízo. Uma coisa é certa: na hipótese do PDT homologar a candidatura do senador Acir, a dúvida vai gerar muito debate na mídia e na justiça eleitoral, o que enfraquece qualquer campanha eleitoral. Este filme o final todos conhecem em Rondônia.



FÊNIX – Quem subestimava ou torcia o nariz para a pré-candidatura da petista Fátima Cleide ao Senado Federal, começa a levar a sério o projeto petista de Rondônia em resgatar a imagem da ex-senadora e lutar para que vença outra vez. Fátima e os petistas sabem que não é uma tarefa fácil entrar numa disputa com a carga de desgaste provocada pelas administrações municipais dos petistas em Rondônia, a exemplo de Porto Velho, Cacoal, Jaru, Guajará e Médici, onde os prefeitos do partido saíram queimados com administrações medíocres. Mas ela está revigorada e disposta a debater em pé de igualdade com os adversários. Coragem e audácia são os oxigênios que movem a ex-senadora, embora ressurgindo das cinzas. Não é para subestimar, quem avisa amigo é!



NOVIDADE – Apesar de ser uma novidade para alguns observadores políticos de plantão, a pré-candidatura a senador do deputado federal Marcos Rogério foi tema há dois meses nessa coluna. Depois de um longo bate papo com este cabeça-chata, numa viagem entre Porto Velho e Brasília, o parlamentar confidenciou na época que avaliava com a direção nacional do Democratas a postulação de uma vaga senatorial. Não deu outra: Marcos Rogério é pré-candidato a senador numa aliança com Expedito Junior. Uma aliança que tem chances de redesenhar o quadro estadual que estava sendo pintado.



AMEAÇA – Quem está incomodado com o afunilamento das candidaturas é o ex-governador Confúcio Moura do MDB. Anteontem ele (ex-governador) foi às redes sociais para fazer uma ameaça velada aos dirigentes do MDB que, segundo ele, estariam manobrando para impedir que o partido homologue duas candidaturas ao senado. Moura percebeu que, na hipótese do MDB rifar uma das pré-candidaturas à Câmara Alta, decerto o descarte recairá sobre si próprio, já que o senador Valdir Raupp possui votos para garantir a sua.



LOROTA – Ao ameaçar os convencionais do MDB e anunciar uma reação explosiva, Confúcio Moura joga com a tática de atacar para inibir o ataque. Tudo lorota! Mesmo ostentando percentuais melhores que os concorrentes nas pesquisas sérias divulgadas por aí, não é uma unanimidade e os percentuais tornados públicos não são tão avantajados que permitam explodir os supostos carrascos da sua pretensão eventualmente frustrada.



EXIGÊNCIA – De nada adiante o ex-governador exigir dos correligionários do partido uma reciprocidade que nunca existiu quando esteve administrando o estado. Por várias vezes usou o blog para se queixar dos pedintes do partido que exigiam nomeações diariamente. Além de se queixar, dava sucessivos puxões de orelhas públicos que terminavam constrangendo os correligionários. Certo ou errado são esses mesmos emedebistas que agora vão à convenção escolher seus candidatos e que estão sob ameaças.



EXPLOSÃO – Com o novo cenário eleitoral e os partidos apresentando os seus pré-candidatos, dificilmente o MDB homologará dois candidatos a senador já que precisa ampliar o número de deputados federais. Certamente entre Raupp e Confúcio, o primeiro, hoje, leva uma vantagem enorme sobre o segundo em qualquer escrutínio do MDB. Os convencionais, os emedebistas, sabem quem são e sabem a tendência de cada um deles. A tendência é que a explosão que o ex-governador insinuou atinja tão somente sua candidatura a senador. Embora uma vaga a deputado federal para Confúcio Moura seja o caminho mais ameno para evitar que o palanque do partido seja afetado.



RESERVA – O PT anunciou um pré-candidato próprio a governador. Os petistas estão divididos entre apoiar o candidato do PDT Acir Gurgacz e o governador Daniel Pereira do PSB. O problema é que Daniel condiciona uma eventual candidatura à desistência do pré-candidato Acir. O governador está conformado com a condição de reserva, mas nos últimos dias voltaram as especulações de que o governador quer na verdade a titularidade na corte estadual de contas. Uma engenharia extremamente complexa a ser operada que envolveria os três poderes. Tudo em política é possível, mas é bom combinar com os russos para evitar a zebra.

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 26/06/2018 19:53:11

BIRUTA – Notabilizado por aparecer em qualquer fotografia como papagaio de pirata, o deputado federal Lindomar Garçon (PRB) começa a provocar irritação nos dirigentes partidários pela forma inconstante pela qual tem se comportado nas conversas sobre coligações. Já fez juras de amor ao MDB, PSDB, PP, PDT e ao DEM. Está como biruta de aeroporto, ora está de um jeito e momentos depois muda repentinamente. A continuar com esta indecisão vai ficar mal na foto e se isolar, podendo lhe custar um novo mandato sem direito a fazer parte do retrato dos diplomados em dezembro.

PRECAVIDO – Depois de ficar fora de um mandato por mais de dez anos, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) demonstrou maturidade ao adiar o anúncio de qual cargo disputará em outubro, o que obrigou os demais candidatos lançados a suspender os acordos para aguardar a decisão do tucano. Júnior percebeu que o processo eleitoral não estava depurado devido às incertezas judiciais envolvendo os pré-candidatos e tomou a precaução de aguardar as definições.

AVALIAÇÕES - Embora houvesse conjecturas de que Expedito Júnior sequer disputaria estas eleições, avaliações feitas apressadas que esta coluna informava meses atrás em sentido contrário, Jr havia decido ainda ano passado entrar na disputa por uma vaga majoritária. A princípio pensou em uma vaga ao senado, mas com a depuração do processo devido às encrencas dos pré-candidatos com a Justiça Eleitoral, o tucano começa a ser procurado para encabeçar uma chapa à sucessão estadual. Nada ainda está definido, contudo, as pressões para que seja o candidato a governador aumentam à medida que chegam as datas das convenções.

AVENTURA – Em conversa com a coluna alguns dirigentes de partidos demonstraram preocupação com as incertezas que geram um candidato que possa ter o registro da candidatura indeferida. A esta altura quem não conseguiu se desvencilhar das amarras da lei da ficha limpa dificilmente convencerá outros dirigentes partidários a entrar numa aventura de uma candidatura que pode ficar fora da disputa, razão pela qual o provável candidato do tucanato tenha sido procurado por outros dirigentes para que anuncie imediatamente a candidatura a governador. Expedito Júnior, cauteloso, discorda da pressa e optou em procrastinar até o final da copa o cargo que vai disputar.

TIRO – No início do ano o nome do governador de plantão Daniel Pereira (PSB) apareceu como um furacão capaz de desbancar nomes experimentados nas urnas para a sucessão estadual. Chegaram a gritar “que tiro foi esse”. Hoje, ao contrário do início do ano, Daniel Pereira não empolga e nem consegue reunir em torno de si um projeto eleitoral com as principais lideranças rondonienses. Aliás, ainda em fevereiro, esta coluna previu que o estrondo do nome de Daniel não passaria de um traque. Uma previsão que causou desdém em muitos setores, inclusive na mídia.

PAIOL - Os fatos políticos atuais são convergentes e estão comprovando que este cabeça-chata estava certo, haja vista que o tiro começa a sair pela culatra. Para mudar o cenário, só um tiro de canhão para abrir um caminho seguro que permita Daniel renovar o mandato. Mas nas atuais circunstâncias políticas desconfio que está faltando pólvora no paiol do governador.

HIPÓTESE – É tão instável o atual momento eleitoral de Rondônia que, na hipótese de Expedito Junior anunciar uma chapa fechada com candidatos a governo (ele no cargo), ao senado, deputados federais e estaduais, muda todo o processo de conversações dos demais pré-candidatos. No MDB, por exemplo, com um candidato consistente a senador na coligação tucana, a tendência é que não saiam dois candidatos ao Senado. Isto implicaria em Raupp limar as pretensões de Confúcio. Uma hipótese que confirmaria mais uma previsão feita pela coluna meses atrás e que poucos levaram a sério. Como diria Magalhães Pinto: política é como nuvem...

RECIPROCIDADE – Quando Confúcio Moura ainda mantinha a indecisão de disputar a reeleição, coube ao senador Valdir Raupp a missão de animá-lo para a disputa e garantir parte dos recursos partidários para a campanha. No diálogo entre os dois, Confúcio prometeu que não disputaria uma vaga senatorial e que apoiaria Raupp incondicionalmente. Quatro anos depois, Raupp percebeu que a reciprocidade prometida não seria mantida e montou uma estratégia para garantir a permanência do então governador no MDB. Com a permanência no partido dominado pelo senador, o destino do ex-governador dependerá das circunstâncias eleitorais. Uma vez em cheque a reeleição, limar o concorrente é questão de sobrevivência: eu ou ele. Uma semana depois das convenções ninguém nem lembrará do ato. Simples assim!

ESFORÇO - Já o senador Acir Gurgacz (PDT) faz todos os esforços para garantir acesa a chama da pré-candidatura a governador mesmo pairando sobre ele as dúvidas judiciais devido a recente condenação sofrida no STF. Assim como os lulistas, o senador repete a mesma ladainha de que é candidato mesmo que seja através de uma liminar na Justiça Eleitoral. Quem conhece a atual composição do TSE e suas decisões sabe que uma liminar para quem tem condenação em segundo grau é próximo de zero. Um exemplo concreto é o caso recente da ex-prefeita de Vilhena que anunciava o registro da candidatura e perdeu em todas instâncias, inclusive nas urnas! Quem já disputou eleição sangrando no campo judicial sabe da insegurança que gera na campanha e que termina contaminando a escolha do eleitor na hora de depositar o voto.

ABSTENÇÃO E NULIDADE - O resultado das eleições suplementares ocorridas no Tocantins que elegeu o governador tampão revelou um índice de abstenção e voto nulos próximo dos cinquenta por centos. Se essa tendência repetir em outubro próximo a possibilidade de renovação dos nossos representantes será ínfima. Os atuais mandatários vão agradecer esta manifestação burra de inconformismo. Depois não venham com aquela ignominia de ditadura, já!

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 30/05/2018 00:29:38

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



OPERAÇÃO – O prefeito da Capital foi surpreendido com uma operação policial que identificou na Secretaria de Educação várias ilegalidades no processo licitatório do transporte escolar fluvial com preços supostamente acima dos praticados no mercado. É uma licitação feita por administrações anteriores, mas que culminou atingindo os gestores da Semad porque optaram em prorrogar o contrato por mais dez meses para evitar que os serviços fossem suspensos. O problema é que a Controladoria Geral da União havia alertado sobre as ilegalidades e a renovação teria caracterizado, ao ver dos órgãos de controle, a perpetuação do suposto superfaturamento.



DISCRICIONARIEDADE – Em coletiva à imprensa a polícia adiantou que o prefeito Hildon Chaves não é investigado neste inquérito e sequer foi intimado a depor. No entanto, a requisição das medidas de constrição do secretário e adjunto teria sido necessária diante da discricionariedade em prorrogar o contrato. Uma decisão exclusiva do secretário.



FATOS - Em contraponto, a prefeitura disse que a CGU somente avisou os fatos em 15 de dezembro passado e, em ato contínuo, abriu uma Tomada de Contas Especial para apurar os danos e aguardava as conclusões para requerer em justiça os supostos sobrepreços havidos. Embora a renovação contratual não fosse a melhor escolha, os técnicos da prefeitura ouvidos pela coluna e que conhecem os fatos garantem que a interrupção abrupta dos serviços causaria sérios problemas às crianças que dependem destes transportes para frequentar as aulas.



COLETIVA – O prefeito Hildon Chaves convocou uma coletiva para explicar o que ocorreu, reafirmou a lisura da administração e facilitou o acesso dos órgãos de fiscalização a todos os documentos e processos relativos à contratação de transportes coletivos. Segundo Chaves, coibir ilegalidade na administração e combater a prática de cartel das empresas que prestam serviços públicos é uma obrigação dos agentes públicos probos. Respondeu a todas as perguntas formuladas pela imprensa e voltou a lembrar que foi eleito prometendo combater atos de corrupção, e assim se manterá, disse ele. Lamentou, entretanto, que a operação tenha ocorrido antes que a prefeitura concluísse a Tomada de Contas Especial que avaliaria as suspeitas apontadas pela CGU.

CPI – Os vereadores de oposição ao prefeito aproveitaram a crise e anunciaram a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar os contratos na Semad. Como tem reafirmado que nada tem a esconder, Hildon Chaves orientou os vereadores aliados a não se oporem à criação já que todos os contratos investigados foram licitados pelos prefeitos anteriores. Aliás, época em que alguns dos edis já exerciam mandatos e nunca fiscalizaram esses contratos.



MANOBRA - A CPI é um instrumento político e serve neste momento tão somente de palanque eleitoral, visto que a PF, CGU e MPF descobriram as ilegalidades e estão apurando a extensão. A situação percebeu a manobra política e decidiu não se opor porque é possível que atinja os ex-prefeitos onde muitos dos opositores estão alinhados, já que o atual prefeito garante que não tem o que esconder.



DESGASTE – Independentemente da transparência com que tratou a crise, a operação policial em si desgasta a imagem de Hildon Chaves, razão pela qual reagiu veementemente e não se acuou diante do problema. Ele (prefeito) vai precisar trabalhar dobrado e reorganizar seus auxiliares para evitar outros vexames na esperança de dar a volta por cima. Tempo há. É preciso agir com pressa e cautela.



BARRADO – Evandro Padovani, ex-secretário estadual de agricultura e idealizador da Rondônia Show Rural, pré-candidato a deputado federal pelo PSL do Bolsonaro, pode ficar fora das eleições de outubro porque há um movimento no âmbito do PSL para barrar a sua pretensão. A coluna apurou que as relações entre o ex-secretário e a direção do partido azedaram porque ele (Padovani) tem confidenciado que não apoia o pré-candidato do partido ao governo de Rondônia, empresário Zé Jordan.



STF – O processo que condenou o senador Ivo K-Sol e que aguarda o último recurso no Supremo Tribunal Federal deverá entrar em pauta nesta quarta-feira (30). O senador depende da definição desse recurso para manter viva a candidatura em outubro. Confirmando-se a condenação, o senador fica inabilitado para a atividade política por oito anos por incidir na lei da ficha limpa. O relator é o ministro Dias Tóffoli, por abrir a divergência da dosimetria da pena com o relator original.



DIVERGÊNCIA – Todos os cinco ministros da segunda turma do STF votaram pela condenação do deputado federal Nelson Meurer (PP-PR), no primeiro processo da lava jato julgado na turma. Três deles divergiram quanto ao crime de suposta propina que ingressou ao caixa legalmente na prestação de contas dos partidos. Esse entendimento abre precedente para os demais processos da mesma natureza.



BARBAS – A decisão acima foi um alento para o senador Valdir Raupp (MDB), haja vista que é a única denúncia na turma contra ele (as demais estão em fase de inquérito) pronta para julgamento e trata exatamente de recursos declarados à justiça eleitoral que o MPF alega serem oriundos de propinas. A decisão desta terça-feira retira do molho as barbas do senador. Ainda não formou uma jurisprudência, o alento é que é um indicativo que pode repetir em votações a casos iguais.



CEGO – A aparição do presidente Michel Temer nas TVs, em particular nos momentos de crise, é um desafio para quem trabalha com marketing político. Ela fala e se comporta da forma mais inadequada para um político com os percentuais negativos que aferem as pesquisas. Nada que diga ressoa bem. Nada que ofereça alguém aceita. Nada que faça muda o quadro fantasmagórico do governo. Helinho Mouco, marqueteiro do presidente, deveria esconder o presidente para tentar salvar a governabilidade e evitar expô-lo ao ridículo. Além de mouco, parece que o marqueteiro é cego.



CHAPÉU – O jornalista multimídia Arimar de Sá pediu exoneração ao governador Daniel Pereira da equipe de auxiliar do primeiro escalão do governo. Na medida em que suas posições se confrontaram com outros colaboradores do governador o jornalista percebeu que dificilmente colocaria em prática seu método de trabalho e pegou o chapéu para voltar às atividades privadas. Durante uma hora ele relatou em “off” à coluna outros motivos pelos quais encheu o saco e caiu fora.

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