Resenha Política - RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA - Notícias
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Resenha Política : RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 22/07/2014 17:00:57

Resenha política

Robson Oliveira

 

Mordaça

Inúmeros jornalistas e veículos de comunicação estão sendo notificados para se defender junto à justiça eleitoral por supostos ilícitos que a rigor não cometeram. Ao publicar as movimentações das pré-candidaturas que antecederam as convenções, o MPF entendeu que os repórteres políticos e os veículos cometeram irregularidade e está requerendo pesadas multas a quem apenas narrou os fatos políticos.

 

Excedendo

A proponderar o entendimento ministerial local, os profissionais que cobrem a área estarão amordaçados e deveriam mudar de profissão ou publicar receita de bolo, conforme ocorria nos tempos de chumbo quando várias instituições se curvaram inertes ao poder central. Nunca os veículos deixaram de abrir seus espaços para que as instituições responsáveis pelas eleições falassem com a população, mas tentam garrotear quem trabalha com afinco e correção ao apurar fatos para levá-los aos seus leitores. Eventuais desvios devem mesmo ser combatidos. O que não pode é excesso no depenho do seu mister: nem de um nem do outro.

 

Transparência

Uma eleição transparente só é possível com a imprensa livre. Não há nas notificações emitidas aos jornalistas até o momento, a nosso ver, nenhuma campanha direta ou dissimulada em favor ou contrária a alguém. Há críticas às condutas de alguns postulantes, o que é perfeitamente normal e fundamental para um processo transparente. Particularmente num estado onde a classe política é habitué das crônicas policiais.  Muitos deles estão tentando a chancela judicial para impedir que suas fichas sejam expostas nas manchetes.

 

Barrigada

Numa coluna passada erramos de forma amadora quando trocamos os nomes das candidatas a deputada estadual Rosana Donadon e Rosana Cipriano. São pessoas distintas e disputam uma vaga na Assembleia Legislativa por coligações concorrentes. Informamos que a Cipriano havia trocado o nome para evitar o Donadon. Errado, dei uma boba barrigada e as duas disputam com os respectivos nomes de RG. Razão pela qual  somos obrigados a pedirmos escusas.

 

Geni

Os partidos políticos, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo Datafolha, são as instituições mais desmoralizadas junto aos eleitores brasileiros. A pesquisa comprova que as repetições dos malfeitos envolvendo políticos e o 'Caso Mensalão' contribuem para que partidos e dirigentes sejam apontados como os principais responsáveis pela desmoralização política e pela incredulidade das pessoas nas instituições. Uma pena para a democracia que depende muito de instituições sólidas e fortes. Embora não seja o fim do desenho do cenário político brasileiro. 

 

DNA

Deduções feitas na imprensa local sobre eventuais operações policiais provocaram um congestionamento na minha caixa postal perguntando detalhes mais concretos do que está para acontecer. Claro que a coluna não sabe nem tem como saber detalhes de supostas investigações sigilosas em andamento. No entanto, para qualquer profissional acostumando lidar com fatos políticos de natureza complexa, basta juntar uma informação solta com um verbo mal conjugado de um agente público mais afoito para concluir que algo está para explodir. Nenhum articulista precisa possuir dons premonitórios para deduzir que a cada legislatura as criaturas eleitas conseguem ser pior àquelas que sucederam. Está no DNA. Portanto, Bummmmmm!!!!

 

Capitania

Falando em DNA, o senador Ivo K-Sol foi a tribuna do Senado Federal para anunciar o afastamento das funções para coordenar a campanha eleitoral da irmã caçula ao Governo de Rondônia. Deu a entender que para administrar o estado o  governante necessita impreterivelmente possuir o DNA K-SOL. Quem estava presenta ao plenário da Casa Maior do Congresso Nacional caiu nas gargalhadas. Da última vez que um membro da família (Reditário) discursou no mesmo plenário, ao defender açoitamento público em 'ladão de galinha', os senadores fizeram piadas dos eleitores rondonienses. Embora não sejamos uma capitania hereditária.

 

TRE

O Tribunal Regional Eleitoral deverá começar a pautar na próxima semana os pedidos dos registros dos candidatos ao Governo de Rondônia. Não há justificativa para procrastinar processos prontos para entrar na pauta independente da complexidade ou natureza. A corte tem sinalizado que pretende dar celeridade aos julgamentos e as movimentações processuais comprovam o sinal.

 

Pindaíba

Pelas queixas dos candidatos, cabos eleitorais e prestadores de serviços das campanhas, esta tem tudo para ser 'franciscana'. Poucos comitês foram abertos e quase ninguém está conseguindo arrecadar recursos para as respectivas campanhas. Reflexos das recentes operações policiais que expuseram as principais empresas patrocinadoras ao alcance da lei. A pindaíba é enorme. Muita gente vai ficar de mãos vazias já que as operações vão continuar.

 

Manobra

Mesmo com os desabrigados abandonados a própria sorte e sem uma assistência digna para minimizar os prejuízos sofridos com as enchentes, o Governo do Estado requereu ao Tribunal Regional Eleitoral autorização para contratar propaganda. Melhor seria destinar o dinheirama aos desabrigados que necessitam ajuda. Ademais, a melhor propaganda é aquela da rádio corredor (boca em boca), e uma ação afirmativa do governo, renderia melhores frutos. O pedido esconde em sua gênese o objetivo de driblar a lei.

 

UNIR

Na última coluna narrei os transtorno sofridos por um jovem que conseguiu se classificar através do exame do ENEM para cursar Direito na UNIR, mas foi obrigado a ingressar na justiça para garantir a matrícula porque apareceu um dia depois do novo calendário modificado sem que tenha sido dada a ampla divulgação. Com o Mandato de Segurança em mãos, o jovem pegou um ônibus da capital (onde reside) com destino a Cacoal para confirmar a matrícula - já que passou para o campus do interior. Depois de viajar uma noite inteira foi impedido de fazê-la porque o burocrata informou que não havia sido notificado. O jovem argumentou que estava com uma cópia do MS e pediu para que ele próprio (servidor da universidade) acessasse o site da Justiça Federal para que confirmasse. Intransigente o servidor da UNIR disse não. Um problema fácil de resolver administrativamente que dispensava mover o aparelho judicial para que um direito líquido e certo fosse respeitado.

 

Intolerante

Há um equívoco nas gestões das IFES quando acham que autonomia universitária está acima das garantias constitucionais. Não satisfeito com os transtornos provocados ao jovem ainda debochou da decisão judicial. Não é de hoje que a Unir frequenta as páginas policiais por debochar com a lei.  Não adiantou sequer a intervenção de um assessor da reitora que gentilmente entrou em contato com o campus cacoalense para resolver o impasse. Como a direção daquele campus não é alinhada com as diretrizes políticas da reitoria, sobrou para o rapaz a intolerância do burocrata. Autonomia não é sinônimo de autoritarismo.

 

Anão

Quando a gente pensa que o que está ruim, pior não pode ficar. Aí é que fica mesmo. É o caso do retorno de Dunga para dirigir a seleção brasileira. Como a copa é de quatro em quatro anos, haverá tempo para Dunga ser dispensado mais uma vez e voltar aos braços de Branca de Neve. Graças a Deus que não foi contratado pelo meu Flamengo que anda ruim das pernas e não tem como ficar pior.

 


Resenha Política : RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 17/07/2014 23:26:15

Resenha política

Robson Oliveira

 

Emendas

Nos bastidores da política local é fácil ouvir relatos escabrosos em relação à utilização irregular da emendas parlamentares. Meses atrás o Ministério Público Estadual desvendou no município de Ouro Preto do Oeste o fio condutor dos malfeitos com os recursos estaduais oriundos de emendas previamente combinadas com parlamentares. Ao aprofundar as investigações o MP descobriu que a farra das emendas era muito maior do que se imaginava e com as digitais dos respectivos subscritores da verba.

 

Farra

Muitos dos responsáveis por eventos no estado mancomunados com políticos, agentes públicos e empresários de artistas famosos desviavam recursos estaduais, por emenda parlamentar, para pagamento de cachê de shows. No papel a grana saía como forma de patrocínio de evento cultural, meio pelo qual maquiavam a liberação, mas eram eventos privados e com o claro objetivo de lucrar. Há casos em que o artista emitia nota fiscal de show por cento e vinte e cinco mil reais, no entanto quando se pesquisa no site oficial do contratado o show não ultrapassava aos setenta mil reais. Uma farra com os parcos recursos estaduais.

 

Investigação

As investigações iniciadas pelo MP em Ouro Preto estão em fase de conclusão, mas foi possíveis descobrir que o esquema era feito é vários municípios e com a participação de alguns políticos. Milhões saíram pelo ralo. A coluna verificou que um dos processos há tanta irregularidade que o ordenador de despesa sequer tentou arrumar os papeis. Vai sobrar pra muita gente.

 

Manobra

Quando o MP começou a requisitar a papelada com as liberações da grana os mentores do malfeito percebeu que o esquema estava sendo desvendado e nem por isto ficaram intimidados. Os primeiros processos com as liberações financeiras eram montados no âmbito da Secel, quando descoberto, desviaram a manobra para outras secretarias, a exemplo da Seagri. Na investigação resta comprovado que, além dos show, a grana irrigava as contas de uma única empresa que alugava palco, iluminação, translado, entre outros serviços. Ao arrepio da legislação vigente.

 

Recomendação

Ao descobrir a tramoia o MP foi obrigado a emitir uma recomendação ao governo estadual, com cópia a Confúcio Moura, para que nenhuma emenda parlamentar destinada aos shows, eventos esportivos ou entidades ‘pilantrópicas’ seja liberada. A recomendação atingiu também os eventos culturais decentes que fazem parte do calendário cultural de Rondônia e não estão ligados aos malfeitos acima descritos. Como a lei é para todos, não restou ao MP alternativa e baixá-la para evitar a sangria ao erário.

 

Pachorra

Embora o MP tenha conseguido impedir que novas emendas parlamentares fossem liberadas e processos fajutos montados, os responsáveis pela área cultural podem ficar em maus lençóis e serem compelidas a responder pelas condutas eventualmente irregulares praticadas. Para se ter uma ideia da pachorra que o grupo praticava, um parlamentar carimbou suas digitais numa emenda de cento e vinte mil reais para um evento em Vilhena de mister e misse da terceira idade. Não é piada não, essa dinheirama era destinado para um evento dessa natureza. Não foi liberado porque o Procurador Geral Heverton Aguiar foi rápido e conseguiu impedir.

 

Fortuna

O pagamento de um show do cantor Luan Santana, no interior rondoniense, destinaram cento e sessenta mil reais dos cofres públicos. Recursos oriundos de outra emenda de um parlamentar estadual. A festa era privada e ainda assim recebeu ajuda do erário.

 

Abandono

Enquanto o caixa estadual servia para quitar a conta da farra com os shows, milhares de desabrigados com as cheias estão abandonados pelo poder público e passando privações ao longo do baixo Madeira.  O governo destinou míseros mil reais para cada desabrigado retornar a seus lares destruídos pelas águas do madeira. Já os recursos destinados pela decretação de estado de calamidade para alimentação foram suspensos e o governo estadual reluta em assumir os gastos com as cestas básicas. Centenas de famílias estão passando privações e aquelas que sobrevivam com a agricultura famíliar estão abandonadonadas e sem assistência. Não podem sequer plantar seus roçados devido uma erosão que afetou o leito do madeira.  Grana pra shows e saciar a farra dos políticos.

 

Barulho

A coluna apurou também que outra operação policial poderá ocorrer para desvendar malfeitos em outros setores da administração pública. Convênios e empréstimos destinados à melhoria da qualidade de vida da população estão na mira dos investigadores. O barulho vai ser enorme. Quem viver verá.

 

Limpeza

Muito deputado estadual que está na disputa para a renovação do mandato vai ser surpreendido durante a campanha que sagrará até definhar. O eleitor terá uma oportunidade de avaliar com cautela os fatos e fazer a assepsia que muitos almejam.

 

Tosco

O prefeito da capital Mauro Nazif fez um périplo pela mídia eletrônica nos últimos dois dias para rasgar elogios à própria administração. Das duas uma: ou este cabeça chata é jumento, tosco, obtuso e cego ao criticar injustamente a administração de Nazif, ou Mauro perdeu o juízo.

 

Gênios

Dr. Mauro aproveitou as entrevistas para defender a nomeação na equipe de auxiliares o irmão e o cunhado. Sobre Gilson Nazif disse: é um grande engenheiro, competente e que fez um revolucionário trabalho na Semob durante a administração de José Guedes. Esqueceu de lembrar que Guedes nunca mais conseguiu se eleger a um cargo desde aquela administração.

 

Mudança

O ex-deputado estadual Miguel Sena é o novo controlador do jornal Estadão do Norte. Ontem ele reuniu a redação e começou a dar as novas diretrizes editoriais. O Estadão vinha passando por problemas financeiros e ficou um dia sem condições de rodar. Com a revigoração no caixa não vai mais haver problema no prelo. É possível que esta seja a última coluna republicada no jornal. Boa sorte a novo empresário da comunicação escrita.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 15/07/2014 22:57:56

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Robson Oliveira



Engodo
Apesar de o tema ser interessante eleitoralmente, quem usar a
transposição como mote de campanha pensando que vai engabelar mais uma vez os
servidores públicos estaduais pode se dar mal. Inquietos e irritados com as
promessas feitas pelos sindicatos, políticos e advogados, os servidores já
perceberam que tudo não passou de engodo.



Luta
A decisão sobre quem tem o direito para ser transposto dos
quadros estaduais ao da união será da justiça. As decisões recentes não foram
nada alentadoras para quem ingressou no serviço público estadual após o ano de
1987. A tendência é que seja confirmado em segunda instância o mesmo
entendimento. Isto não significa que os interessados desistam de lutar porque
também há argumentos favoráveis.



Diferença
Depois que os petistas administraram o município de Porto
Velho não restou nada de bom ao legado da ficha partidária na capital. Quem
acompanha o andamento forense percebe a quantidade de ações ajuizadas contra o
ex-prefeito Roberto Sobrinho e seus auxiliares. Embora no ato do registro da
candidatura, Sobrinho esteja tecnicamente apto a disputar as eleições, é
possível que no decorrer da campanha eleitoral tenha um revés jurídico que o
impeça de assumir o cargo numa eventual vitória. Na mesma situação estão
Claudio Carvalho e Epifania Barbosa. O curioso é que o PT adora apontar o dedo para
os adversários e esconde a mão quanto à sujeira dos companheiros. Nestas
eleições, ainda querem fazer a diferença.



Coincidência
Pode ser coincidência, mas todas as demais coligações ao
Governo de Rondônia intentaram junto ao Tribunal Regional Eleitoral, após ação
da Procuradoria Regional Eleitoral, pedido para impedir o registro da
candidatura de Expedito Junior (PSDB). No período que antecedeu às convenções,
também por coincidência, foram os mesmo partidos que tentaram formar um
 “chapão” para enfrentar o tucano. Num eventual segundo turno pactuaram caminhar
juntos. Haja coincidência.

 

 

Tapetão

É impressionante (para não dizer coisa mais grave) o murmurinho entre os comitês eleitorais sobre os questionamentos judiciais dos candidatos ao governo. Tem gente falando além da conta e apostando convicto no tapetão para limpar a área. Falta combinar com os alemães. Quem fala demais dá bom dia a cavalo! 



Coragem
Há uma parcela enorme de pessoas aquinhoadas que adoraram as
vaias e os insultos que os torcedores deram ontem no maracanã, em todas as vezes que a presidente Dilma Rousseff aparecia no telão do estádio. Pela segunda vez a
presidente foi hostilizada no mesmo evento. As vaias e os impropérios eram
previsíveis, o que não impediu da presidente participar da festa. Ela não
hesitou em entregar a taça ao campeão ao lado de outros chefes de estado e
mostrou que possui brio no exercício do cargo. Os demais presidenciáveis
fugiram dos holofotes da copa feito o diabo correndo da cruz. Coragem não é pra
qualquer pessoa.



Espólio
Embora os irmãos Donadon, Marcos Natan e Melki não estejam disputando
as eleições deste ano - pois os dois primeiros estão presos e, o segundo, inabilitado
pela lei da ficha limpa - mulher, irmã e sobrinhos estão concorrendo aos cargos
de deputado federal e estadual. A esposa de Marco, por exemplo, optou por fazer
campanha omitindo o sobrenome do marido famoso e se apresentará ao eleitor como
Rosângela Cipriano. Residente na capital, onde foi derrotada na disputa por uma
cadeira na Câmara Municipal, a candidata retornou a Vilhena na tentativa de
colher o que ainda restou do espólio político do cônjuge.



Farra
O Ministério Público Estadual, através do seu procurador
geral, Héverton Aguiar, recomendou que o estado não repasse recurso financeiro
de nenhuma natureza para o patrocínio de festas populares ou atividades ligadas
a associações, ong’s, clubes, sindicatos, ou outras do gênero. A recomendação
lembra que o estado passa por uma crise econômica e financeira devido às
enchentes que alagaram vários municípios. Muitas dessas festas, com raras exceções,
são verdadeiras farras com o erário. O Tribunal de Contas do Estado tem
apontado muitas irregularidades de convênios anteriormente firmados para
eventos sem a devida prestação de contas. Aguiar, como de costume, sempre
vigilante.

 

 

Unir

Uma mudança no calendário escolar da Universidade Federal de Rondônia (UNIR) provocou prejuízos irreparáveis aos vestibulandos que se esforçam arduamente para conseguir a classificação e ingressar em nossa universidade pública. A UNIR havia divulgado antecipadamente um calendário de atividades anual, além de cronograma do processo seletivo, onde os classificados para o segundo semestre de 2014 seriam conhecidos no mês de julho. Porém, decidiu antecipar o calendário sem dar ampla divulgação. Convocou para matrícula em junho os candidatos aprovados na primeira chamada e na segunda chamada para o início de julho (quando deveriam no máximo ter sido convocados os da primeira chamada). Tal iniciativa requer uma divulgação adequada, não só na imprensa mas também com correspondência enviada ao endereço dos inscritos, tamanha a sua implicância para a vida acadêmica dos mesmos.

A mudança no calendário das matrículas revela a falta de um planejamento adequado e de comprometimento com as aspirações de jovens que se esmeram para ingressar numa instituição pública. Para resolver a situação, quem procura a administração da Unir é orientado a ingressar na justiça para resolver a pendenga criada por eles. A despesa com um advogado vai pro aluno, claro!

 

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 10/07/2014 22:21:23

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Robson Oliveira

 

Dois pesos

Ontem a Procuradoria Federal Eleitoral (PRE) encaminhou ao relator do processo que requer o pedido de registro da candidatura de Expedito Junior (PSDB) ao Governo de Rondônia, parecer com posição contrária ao registro. A posição ministerial já era aguardada pela assessoria jurídica do tucano rondoniense, visto que o entendimento do PRE em Rondônia é realmente contrário ao que vem decidindo o Tribunal Superior Eleitoral em casos da mesma similaridade.

 

Serenidade

Em contato com a coluna, Expedito Junior explicou que não fará nenhum comentário de ordem política sobre a questão e revelou que não foi surpresa o parecer do PRE rondoniense, mas encara com naturalidade. Adiantou que confia na justiça e aguarda com serenidade a decisão dos juízes do Tribunal Regional Eleitoral. Lembrou que na própria petição do PRE a procuradora ressalta que é uma posição do órgão, embora o TSE venha decidindo favorável a sua pretensão.

 

Entendimento

A coluna teve acesso ao parecer do PRE e na quarta página a procuradora expressa que o PRE tem uma posição fechada contra o registro das candidaturas com problemas da natureza abordada, apesar de reconhecer que a posição adotada pelo Superior Tribunal Eleitoral é favorável. Em relação ao fato concreto, escreveu: “Embora haja entendimento de que o transcurso do prazo de inelegibilidade antes da realização das eleições constitui alteração fática ou jurídica superveniente, este não é o posicionamento desta Procuradoria Regional Eleitoral”. Faz o destaque em negrito. Trocando em miúdos: mesmo o TSE tendo pacificado a questão ao deferir os registros dos candidatos com óbices similares ao de Expedito Junior, a procuradora mantém-se inexoravelmente contra. Agora é aguardar qual posição os magistrados locais adotarão.

 

Comemoração

Assim que o parecer do PRE pugnando pelo indeferimento da candidatura tucana ao governo de Rondônia foi conhecido, os internautas contratados por adversários foram às redes sociais para comemorar e atacar ferozmente Jr. Na madrugada desta quinta-feira (10), a sede do PSDB foi misteriosamente arrombada e gavetas remexidas. Isto indica que a campanha eleitoral vai ser violenta. Uma preocupação adicional para os órgãos fiscalizadores, pois há registros de eleições pretéritas onde o candidato foi metralhado em via pública.

 

Chacota

Um cidadão que se apresenta por aí como jurista e especialista em Direito Tributário foi ao protocolo do Tribunal Regional Eleitoral registrar um pedido de candidatura ao Governo de Rondônia sem observar sequer os critérios mais comezinhos da legislação eleitoral. Após protocolizar o pleito percorreu algumas redações de veículos de comunicação para conceder entrevistas como candidato. Não era para ser levado a sério, mas obteve pequenos espaços para anunciar a aberração. A coluna consultou a OAB-RO e verificou que não há registro do cidadão como inscrito na ordem, em nenhuma seccional. O que ele fez foi chacota com o TRE e com os editores que lhe deram espaço. Vai responder pela presepada.

 

Antecedentes

A coluna apurou também que a OAB-RO já havia sido notificada de que o cidadão acima se passava por advogado sem inscrição na seccional e curiosamente não se conhece nenhum procedimento para preservar a instituição de um rábula. O PSDB decidiu agir e cobrar uma ação para evitar novas chacotas.

 

Desprezo

Não é segredo o ódio alimentado pelo senador Ivo K-Sol (PP) contra Expedito Junior (PSDB) desde que o tucano decidiu seguir carreira política longe da influência do senador. O comitê eleitoral tucano já percebeu que a tática engendrada pelos adversários é criar polêmica pública entre os dois ex-correligionários e decidiu que Junior não vai responder aos eventuais ataques de K-Sol. Até porque não se ataca nem se responde a quem está barrado das eleições.

 

Fanfarrão

O prefeito de Vilhena, José Hover, teria declaro que conseguiria para o candidato Luisinho Goebel 45 mil votos. Uma declaração típica de um fanfarrão que acredita piamente que o eleitor seja um vassalo da sua vontade. Mesmo que Hover seja um administrador bem avaliado e acima da mediocridade que costuma imperar na maioria dos municípios brasileiros, ainda assim, para conseguir o feito, terá que combinar com os “alemães”. Verificando os votos que obteve para prefeito, é melhor Luisinho não levar a sério a fanfarronice de José Hover.

 

Troca

Ainda é possível que apareça um novo candidato ao Senado após os pedidos dos registros protocolizados junto a Justiça Eleitoral. Há uma expectativa entre os tucanos que o ex-promotor de justiça Hildon Chaves seja convocado pelo partido para assumir a vaga numa eventual vacância na coligação. Uma boa alternativa.

 

Boga

Depois da perplexidade com a peia dada pelo alemães o que alenta a dor é torcer contra os vizinhos argentinos. Os portenhos não perdem a oportunidade de sacanear os brasileiros e sabem que a maioria dos brasileiros vai torcer pela Alemanha. A notícia de que o zagueiro portenho Masquerano rasgou o boga foi a única informação que minimizou a humilhação que passamos. Embora os alemães tenham dado uma sova com um uniforme igual ao do Flamengo, o Brasil não precisava ter jogado igual ao Vasco.

 

 

 

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA POR ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 08/07/2014 00:48:41

Resenha política

Robson Oliveira

 

Largada

Começou ontem a propaganda eleitoral nas ruas e internet para os candidatos que tiveram seus nomes homologados nas convenções, com os respectivos pedidos de registro. Aumenta, portanto, a fiscalização contra os candidatos que tentam driblar as vedações legais. Nas redes sociais, Expedito Junior (PSDB) e Confúcio Moura (PMDB) postaram ontem suas primeiras propagandas.

 

Cartazes

A colagem de cartazes próximos uns dos outros costuma ser uma das transgressões mais frequentes durante a campanha eleitoral. Outdoors, por exemplo, não são permitidos desde as eleições anteriores. Há cartazes fora do padrão permitido e alguns candidatos põem uns ao lado do outro para dar maior visibilidade o que é proibido. Outra irregularidade corriqueira é o uso de carros plotados formando uma fila.

 

Dimensões

Nos carros a propaganda é permitida com adesivos microperfurados até a extensão total do para-brisa traseiro. Nas demais posições do veículo e em outros locais fica permitido o uso de adesivos com dimensão de até 40X50 centímetros. A utilização de propaganda em bens públicos, como postes e viadutos (inclusive naqueles inacabados), e em locais como praças e parques é expressamente proibida pela lei. Liberado, no entanto, cavaletes ao longo das vias públicas desde que não obstruam a passagem de veículos e pessoas.

 

Comícios

O uso do som é permitido entre as oito horas e vinte e quatro horas. A apresentação de artistas é vedada, ainda que não seja remunerada. Autofalantes, nas sedes dos partidos, estão liberados, mas somente até as vinte e duas horas.

 

Internet

É autorizada a propaganda no site do candidato ou do partido, desde que a Justiça Eleitoral seja comunicada, ou por meio de encaminhamento de mensagem eletrônica, em blogs ou rede sociais. Entretanto, propaganda paga na internet é absolutamente proibida. Em site de pessoas jurídicas ou de órgãos púbicos é igualmente vedado.

 

Liberdade

É livre a manifestação do pensamento pela internet, o que autoriza a liberdade para publicações em redes sociais. Fica assegurado o direito de resposta e proibido o anonimato das publicações. Condutas que gerem injúrias, calúnias e difamações também são proibidas e os culpados vão ser duramente penalizados, visto que nas redes sociais são constantes postagens de opiniões claramente criminosas.

Imprensa

Na imprensa escrita é permitida a propaganda eleitoral com até dez anúncios, em datas diferentes, para cada candidato. O espaço ocupado pela propaganda não pode ultrapassar 1\8 da página de jornal ou 1\4 da página da revista. Os jornalistas são livres para expressarem suas opiniões e suas preferências.

 

Inaugurações

Os candidatos são proibidos de participar da inauguração de obras públicas, norma que vale desde sábado passado (5). Também é vedada a contratação de shows artísticos pagos com recursos públicos. Além disso, ficam proibidas a nomeação, contratação, demissão sem justa causa, transferência ou exoneração de servidor público, exceto em casos de cargos comissionados ou de confiança. Nomeações daqui pra frente apenas dos aprovados em concursos públicos homologados até o último sábado.

 

Passivo

A candidata pepista ao Governo de Rondônia, irmã do senador Ivo K-Sol, Jaqueline, possui um longo histórico de processar jornalistas. Embora nestas eleições tenha percorrido as redações dos veículos de comunicação ostentando um sorriso sem graça e distribuindo afagos aos profissionais, nunca perdoa uma crítica mais acerba. Quando instada a falar das propostas governamentais, o faz com superficialidade e muda o assunto para divagar sobre os feitos da administração do irmão ainda senador. É uma candidata por imposição sanguínea.

 

Sumiu

Depois de aprovar em convenção apoio à coligação com o PSDB nas eleições estaduais, registrar ata no Tribunal Regional Eleitoral e participar da festa de homologação da candidatura a governador de Expedito Junior, o presidente do Diretório Regional do Solidariedade, Francisco de Assis Pinto, sumiu sem antes enviar um emissário ao Tribunal Regional Eleitoral para registrar outra ata adulterando a decisão anterior para se coligar com a candidata a governadora pelo PP, irmã de Ivo K-Sol. Candidatos a deputados estaduais e federais registrados pelo Solidariedade estão revoltados com a manipulação e pediram ao Diretório Nacional intervenção no partido em Rondônia.

 

 Suum cuique

Paulinho da Força Sindical, presidente Nacional do Solidariedade, em nota, informou que interviu e afastou Francisco Pinto da direção regional e exigiu que a nova diretoria honrasse a vontade dos convencionais em manter a coligação com o PSDB. O caso agora será decido pela Justiça Eleitoral, visto que existem duas atas registradas pelo Solidariedade em coligações distintas. Embora todos saibam nos bastidores que a segunda ata apoiando o PP tenha ocorrido depois de uma longa conversa ao pé do ouvido entre K-Sol e Pinto. A rigor, vale a primeira ata. Suum cuique (A cada o que é seu).

 

Similaridade

O TSE tem um entendimento claro, em caso similar ao que está ocorrendo em Rondônia, que é favorável à instância nacional, há poucos dias, o ministro Dias Toffoli vetou a deputada distrital Eliana Pedrosa, do PPS, como vice na chapa do ex-governador José Eduardo Arruda, do PR, por se confrontar com uma decisão da direção nacional do seu partido, que era contra essa aliança. No Tocantins, outro caso da mesma natureza, envolvendo a senadora Kátia Abreu (PMDB), prevaleceu a decisão da executiva nacional do partido. Portanto, em Rondônia não deverá ser diferente e o Solidariedade vai ser compelido a respeitar a vontade da executiva nacional e dos convencionais locais. Já Pinto, defenestrado, vai piar noutra freguesia ou animar os comícios do clã "k-solista".

 

Pacto

Não deixa de ser uma proposta interessante o pacto proposto pelo atual governador Confúcio Moura ao servidores públicos numa eventual reeleição. O problema é que a proposta formulada durante uma campanha de reeleição soa como oportunista e falsa, haja vista que no primeiro mandato a relação entre o governador e os servidores públicos não foi amistosa e alguns pactos firmados foram descumpridos por Confúcio Moura. Residem nesta categoria os maiores percentuais de queixas contra o candidato. Aceitar pacto por quem não cumpre compromissos é temerário e não tem nada de interessante.

 

Luz

Quando pensávamos que não apareceria uma boa alternativa aos nomes lançados ao Senado Federal, eis que o PSOL registra a candidatura do psicólogo Aluísio Vidal. Trata-se de uma pessoa equilibrada, preparada e capaz de dignificar as funções senatoriais. Nas redes sociais é um nome que começa a campanha bastante festejado. Não o subestimem, tendo espaço para falar, será ouvido e aplaudido. Uma luz no fim do túnel eleitoral.

 

Brutalidade

Por estar num restaurante durante uma blitz da lei seca, ocorrida na avenida Pinheiro Machado, sábado passado, assisti de camarote às cenas de brutalidade protagonizadas num confronto entre policiais militares e jovens boêmios. Vi que os policiais foram desacatados por transeuntes e por jovens bêbados, o que exigiu por parte da PM uma reação contundente para cessar as provocações. O que não é tolerável é um policial apontar a esmo uma arma de grosso calibre e atirar em direção às pessoas sem um alvo exato. Mesmo que as balas sejam de borracha. Foi o que vi. Prova que falta um melhor treinamento para ações mais fortes em confrontos com populares. De um lado e outro a brutalidade era arsenal que sobrava. 

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