Resenha Política - Uma campanha atípica; Caiu como uma bomba a operação “Reciclagem” ; O desaparecimento de Fernando Máximo - Notícias
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Resenha Política : Uma campanha atípica; Caiu como uma bomba a operação “Reciclagem” ; O desaparecimento de Fernando Máximo
Enviado por alexandre em 30/09/2020 09:41:21

RESENHA POLÍTICA  ROBSON OLIVEIRA 

CAMPANHA 

Os candidatos das eleições municipais estrearam nas plataformas digitais as primeiras peças da campanha digitais, local onde boa parte dos candidatos vai dispor de um melhor tempo para expor as propostas. É também nessa seara que as críticas mais acerbas e ácidas vão fluir com mais intensidade. Embora a justiça eleitoral prometa combater com veemência conteúdos vedados por lei.  

REFORÇO 

Como é uma campanha atípica em razão da pandemia, os comitês eleitorais terão que reforçar a vigilância dos excessos dos adversários nas plataformas, o que significa reforçar também o corpo jurídico antes que a eleição vire um território sem lei. Nessas plataformas alguns  dos candidatos e seus seguidores fazem da ferramenta digital uma ferramenta do vale tudo. E não é assim. Quem abusou na eleição passada de robôs e do anonimato para atacar candidatos pode, nesta campanha, quebrar a cara e responder criminalmente pelos atos ilegítimos praticados. E na jurisdição eleitoral os processos são mais céleres e com penalidades rígidas.  

EFEITO 

Já começa a aparecer todo tipo de pesquisa com os resultados mais díspares na campanha da capital. No entanto, quem tem experiência com eleição em Porto Velho aprende que é um período eleitoral muito seletivo e um percentual mais denso decide por um dos candidatos dias antes da votação. E quando um dos candidatos tem empatia com este eleitor, o efeito eleitoral é de manada. Pesquisa registra tão somente o momento em que é apurada, o que explica reiterados erros nos resultados da capital em eleições pretéritas, embora nas ruas, os comitês  mais atentos e estruturados conseguem perceber esse efeito. As pesquisas iniciais servem apenas como guia para evitar erros e corrigir estratégias. 

RECICLAGEM 

Caiu como uma bomba a operação denominada “Reciclagem” que levou à enxovia quatro prefeitos de Rondônia, na semana passada, entre eles a prefeita de Cacoal, Glaucione Rodrigues, e Marcito Pinto, de Ji-Paraná. Esses dois prefeitos são candidatos à reeleição e pelo site do Tribunal Regional Eleitoral continuavam até o fechamento desta coluna com suas candidaturas aguardando registro definitivo.  

RENÚNCIA 

Dificilmente os dois prefeitos presos manterão as candidaturas por razões óbvias, mas a coluna apurou que o prefeito de Ji está sendo pressionado e sem sucesso pelo partido (PDT) para que antecipe imediatamente a renúncia. Não há como reciclar uma candidatura depois de uma operação policial daquela magnitude e com cenas da gravação do suposto malfeito expostas no Jornal Nacional. Qualquer aprendiz de política percebe que a situação é grave e que exige dos acusados submergir antes que a situação piore ainda mais, caso já não tenha ocorrido. Em relação à prefeita de Cacoal, além dela, o marido também seguiu o mesmo destino, com o agravante de ser reincidente.  

MUDANÇA 

Em Cacoal as articulações dos partidos buscam lançar o coronel Vasques (DEM) em substituição a Glaucione. O coronel havia assumido a secretaria de saúde do município de Ji-Paraná, mas voltou às pressas a Cacoal para assumir a candidatura. Em Jipa, apesar das resistências do prefeito, é colocar em seu lugar o jovem Afonso Madel, do Democratas. 

VERSÃO 

Há uma versão, supostamente de pessoas próximas à prefeita de Cacoal, de que o empresário que teria gravado os prefeitos pedindo propinas, em relação a Glaucione Rodrigues, com as imagens recebendo dinheiro, seria uma tentativa de flagrante forjado. Pela versão, o empresário que procurou espontaneamente a prefeita para fazer doações à campanha de reeleição sob o argumento de que a “boa” administração deveria continuar, estava com o intuito de armar uma cena de arrecadação de propina para que se safasse de outros processos a que responde em Vilhena. Mesmo que esta versão tenha alguma verossimilhança com os fatos, o que é difícil aceitar, a prefeita estaria cometendo crime eleitoral. Não é um crime qualquer receber de um fornecedor recursos destinados a um caixa dois. A emenda é pior que o soneto.  

PAIXÃO 

Com a prisão do prefeito Marcito Pinto, o deputado estadual Jhony Paixão, candidato a prefeito de Jipa que já possuía capilaridade política para bater nas urnas o atual prefeito, tem uma campanha daqui pra frente mais tranquila. Nas primeiras pesquisas divulgadas no período pré-eleitoral, antes dos registros das candidaturas e anterior à operação policial “Reciclagem”, as duas candidaturas apareciam com mais força para se rivalizarem. Com Marcito encalacrado na justiça, Paixão terá apenas que administrar a campanha sem cometer erros: os acontecimentos no município obrigam os candidatos a redobrarem a vigilância no que falam, no que fazem e no que prometem fazer. Para que não sejam colocados na mesma vale comum do atual prefeito.  

GRILO 

Uma curiosidade tem deixado parte da imprensa intrigada, é o desaparecimento do Secretário de Saúde do Estado, Fernando Máximo. No início da pandemia, quando o governo reunia a imprensa para divulgar os boletins do covid-19, Máximo era o mais falante, parecia um grilo de tanto falar. Após ser contaminado pelo vírus, além dos problemas que passam na pasta sob seu comando, o falante sumiu. Como diz a propaganda: tomou doril...

EMPULHAÇÃO 

Ninguém sabe ainda qual serventia científica tem, senão promover aglomeração no desembarque do aeroporto Jorge Teixeira, um cadastro que o passageiro é obrigado a preencher ao desembarcar. A coluna conversou com dois especialistas da área que acham o procedimento inócuo. Promove sim, é aglomeração e provoca irritação. Nenhum outro aeroporto faz tal empulhação. Obra do grilo falante...


Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 01/09/2020 21:44:37

RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA 

PROTOCOLOS 

A pandemia provocou várias mudanças no cotidiano das pessoas e, via de regra, obrigou as autoridades a se curvarem à nova realidade estabelecendo normas e protocolos de convivência. O distanciamento entre as pessoas, utilização obrigatória de máscara nos ambientes fechados e o uso de produtos de higiene pessoal foram algumas regras estatuídas como forma de prevenção ao Covid 19. Em geral a forma de fazer campanha, em particular nestas eleições, também foi afetada pela pandemia. 

FÓRMULAS 

Não há mais uma fórmula fechada de marketing para os candidatos e todos devem encontrar um caminho próprio para convencer os eleitores. Mas as mídias sociais, preponderantes nas eleições passadas, vão ser decisivas nas atuais. Usadas na medida certa e manejadas com as ferramentas adequadas. Os alquimistas dos programas disponíveis na TV e rádios são personagens superados e obrigados a se reinventarem. Conteúdo e candidato bem preparado para debater os mais variados temas serão ingredientes indispensáveis a esta nova realidade. Um bom debatedor não significa sucesso imediato, mas pode ser o diferencial para o eleitor da capital acostumado a decidir o voto nos últimos minutos que antecedem as eleições.  

MOMENTO 

As pesquisas são importantes a qualquer comitê eleitoral como bússola para pautar a campanha, embora poucos saibam decifrar os números apurados porque refletem tão somente aquele momento em que é apurado. Contudo, um questionário bem elaborado consegue captar percepções que dão indicações diversas daquelas reveladas nos percentuais concluídos e podem dar subsídios para redirecionar a campanha de mídia.  

FRIEZA 

Com uma campanha eleitoral sem o contato direto com as pessoas, visto que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) impôs restrições na campanha de rua em razão do Covid. Compreender esta percepção longe do contato direto com o eleitor faz da boa pesquisa interna um instrumento poderoso. Esta será uma eleição fria do ponto de vista do engajamento físico e muito quente no virtual. O que exigirá dos candidatos impor limites aos apoiadores já que a Justiça Eleitoral também está se preparando tecnologicamente para fiscalizar e por ordem aos excessos. Trocando em miúdos: as mesmas ferramentas indispensáveis à vitória podem ser igualmente ágeis para uma derrota.  

CAPITAL 

Embora o prefeito da capital tenha dado todos os sinais de que está fora da disputa e não tem intenção de carregar nenhum candidato nas costas, as especulações em torno do seu nome aumentam na medida que as obras em andamento aparecem. Hildon Chaves não é candidato e, sem querer fazer exercício de adivinhação, não será. Mas no segundo turno, quem o atacar no primeiro, vai se arrepender pelo que disse. Quem viver verá. O PSDB estuda outras opções eleitorais e, entre elas, dificilmente recairá sobre o nome da deputada federal Mariana Carvalho. Mais uma vez por razões simples: ela não quer nem dá sinais também de querer. Caso aceite por pressão, aí sim será uma surpresa para a coluna e baixas previsíveis que exigirão dela muita articulação.  

ARIQUEMES  

Diferente da capital, Ariquemes começa a definir os postulantes ao paço municipal com o retorno à disputa do atual prefeito Thiago Flores que, em abril passado, havia anunciado que estaria fora da reeleição. Mais dois nomes com apelo eleitoral concorrem: Tiziu Idálias e Lucas Folador. Nenhum deles vai ter vida fácil nas eleições com flores perfumando, especialmente o atual prefeito. Olhando de longe o cenário e desenhando perspectivas, o menino Lucas vai exigir do Thiago muita lábia nos debates para vencer outra vez. A tendência é Tiziu cantarolar em outra freguesia em razão do time que perdeu em sua brevíssima carreira parlamentar.  

DESGASTE 

Em Guajará-Mirim, município conhecido como a pérola do Mamoré, o atual alcaide passa por um desgaste tão grande que é consenso entre os observadores políticos de que a reeleição é uma tarefa quase impossível. Mesmo política sendo como nuvem que muda conforme as circunstâncias, nem o prefeito acredita numa reviravolta. A disputa voto a voto começa a se desenhar entre os prováveis postulantes, Serginho e Caçador. O segundo, irmão do deputado federal Coronel Crisóstomo, terá o apoio dos bolsonaristas, embora sob oposição do governador Marcos Rocha. Um apoio que não interessa ao Caçador, visto que é o município em que o apoio do coronel atrapalha muito mais que ajuda em razão dos percentuais negativos sofridos pelo governo com o desgaste da pandemia.  

AUSÊNCIA 

É compreensível a preocupação do Secretário Estadual da Saúde, Fernando Máximo, com a recuperação dos seus familiares acometidos pelo coronavírus. Também é compreensível ele se ausentar do solo rondoniense por uns dias para acompanhar em Goiânia a recuperação do irmão famoso e dos pais. O que não é compreensível é o tempo longo da ausência em Rondônia onde todos os dias concidadãos têm suas vidas ceifadas pelo vírus. Principalmente depois que o chefe do secretário (governador) criticou a ausência do prefeito da capital que viajou para rever familiares. O pau que bate em Chico é o mesmo que bate em Francisco. Ausência é ausência em tempos de crise sanitária.  

TESTES 

Os testes comprados por alguns governadores para aferir  o Covid de forma rápida na população derrubaram as secretarias de saúde do Distrito Federal e do Rio de Janeiro. As investigações nos demais estados estão bem avançadas e quem adquiriu os mesmos insumos nas mesmas empresas investigadas – empresa goiana – vai ter muito o que explicar.  

RUMORES 

Em entrevista numa emissora de Porto Velho o médico Hiran Gallo, futuro presidente do Conselho Federal de Medicina, criticou o Governo de Rondônia pela compra do hospital Regina Pacci. Para Gallo, a aquisição não foi um bom negócio para os cofres públicos. Eis aí um gasto que vamos ouvir falar por muito tempo. Nos bastidores há muitos murmurinhos em torno do negócio e os órgãos de controle estão analisando todos os atos administrativos. Após as verificações veremos se as críticas são pertinentes.  Por enquanto os rumores são muitos, mas são só rumores. Aguardemos! 

RECESSÃO 

O Produto Interno bruto (PIB) sofreu a maior retração em comparação com o primeiro trimestre de 2020. Significa que a economia brasileira foi duramente afetada com a crise sanitária e pode voltar a uma recessão, o que afeta diretamente o emprego. É neste mar de incertezas que muitos prefeitos estão avaliando não disputar um segundo mandato para não afogarem seus currículos. Quem pensa que eleito vai navegar em mar de almirante vai morrer na praia. Sorte terá aquele prefeito que conseguir quitar a folha no mês trabalhado. A maré não está pra peixe. Até os candirus do Madeira perceberam.  

CANAà

Sem entrar no mérito das questões judiciais que envolvem a fazenda Canaã e nem nas condutas que levaram sem terras a ocupá-la, tudo que até agora foi publicado é parte de um conjunto de atos que não foram cumpridos fielmente pelos adquirentes da área. A outra face desta querela, propositalmente esquecida, é que era uma área dividida em várias, adquirida via licitação, que foram juntadas uma à outra formando um grande latifúndio. Sem falar nas cláusulas resolutivas que foram descumpridas. Criminalizar apenas uma face da moeda é muito fácil. O difícil é cumprir a Constituição que exige uma função social para a terra. 

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Robson Oliveira
Resenha Política, por Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Política
Enviado por alexandre em 18/08/2020 23:10:00

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



EXPECTATIVA

Ao utilizar todo o tempo disponível que possui para definir sobre a reeleição, antes da convenção do PSDB marcada para setembro, o prefeito de Porto Velho Hildon Chaves termina paralisando as demais pré-candidaturas e criando uma expectativa entre possíveis apoiadores. Por duas vezes o prefeito cancelou a coletiva em que anunciaria a desistência da reeleição. Mas, segundo fontes da coluna, não mudou da ideia e vai liberar a base para apoiar a candidatura que a cada um convier, desde que não atrapalhe a condução da administração.



CABO ELEITORAL

Como poderá estar fora da disputa eleitoral que se avizinha, o prefeito da capital vai poder continuar inaugurando obras presencialmente e divulgando nas suas redes sociais. Como não há impedimento legal por estar fora do pleito, terminará sendo um cabo eleitoral de luxo numa eleição atípica e com características próprias. Embora no bunker dos Chaves a tendência é manter-se longe da disputa.


PRESSÃO

Há uma pressão enorme no entorno do prefeito da capital para que reveja a posição e dispute mais um mandato. Duvido que mude de opinião, mudando será uma surpresa para coluna. Hildon nunca escondeu que é contra o instituto da reeleição e reafirma esta posição quando instado a falar sobre o assunto. Caso mude de ideia, é um forte candidato a mais um mandato em razão das obras que estão sendo executadas e dos gargalos administrativos que vêm conseguindo resolver. A pressão vem de quem ocupa cargo de assessoramento do que a própria vontade da reeleição.



UNGIDO

Apesar de alguns secretários da administração municipal da capital terem se desvencilhado dos cargos visando disputar a sucessão do prédio do relógio, a exemplo de Thiago Tezzari, não significa que seja o candidato preferencial do atual prefeito. Como secretário recebeu elogios pelo desempenho técnico, mas não tem luz própria para uma candidatura a prefeito e depende de ser ungido por quem possui a força.



SONHADOR

Aliás, ninguém duvida da capacidade técnica do ex-secretário que conseguiu iluminar as ruas da capital, o que conspira contra sua pretensão é a competência política em agregar pessoas e administrar crises. Gordura é o que não falta para queimar na campanha; no entanto, Thiago Tezzari é carente de empatia e carisma: ingredientes essenciais numa campanha que será definida nas mídias digitais onde a linguagem e a expressão estética assumem grande importância. Como sonhar é saudável e livre a todos, Tezzari sonha com a cadeira de Hildon de olho aberto esperando a do Boi.



INFLUÊNCIA

Uma pesquisa estadual que este cabeça chata teve acesso revela que o capitão Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, ainda tem muita força em influenciar no resultado de muitos municípios de Rondônia. Exceto a capital que possui características próprias, usar esta campanha para atacar o capitão corona não é a melhor estratégia. É verdade que a pesquisa reflete uma realidade do momento que muda conforme as circunstâncias. Como cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém, fica o alerta!



MORTO VIVO

Quem pensar também que o coronel e governador Marcos Rocha, em lockdown desde que assumiu, é um morto vivo nas eleições municipais, pode tomar bola nas costas e dar com os burros n’agua. A avaliação do coronel, especialmente no interior, não está abaixo da média dos antecessores. Os índices computados e conferidos ao coronel são menores do que o resultado obtido pelo capitão. Contudo, ainda satisfatórios e capazes de ajudar aliados. Acredite quem quiser!



MEDIOCRIDADE

Pelo menos este cabeça chata tem avaliado o governo do coronel Marcos Rocha como medíocre ao utilizar critérios subjetivos para aferir seus resultados. Já escrevemos por diversas oportunidades sobre o tema. A pesquisa, no entanto, aplicada recentemente na maioria dos municípios, desmonta boa parte das críticas cravadas na coluna. Isto não significa que o escriba vá se agachar ao resultado, embora se curve aos fatos. Alguns secretários do governador torcem o nariz quando veem este colunista, o que reafirma minha convicção de mediocridade. Política também é feita de dissenso, mas com respeito. E o medíocre por inanição intelectual desconhece as especificidades da arte.



CACO

Os emedebistas não aprendem com os próprios erros e repetem nos períodos eleitorais as mesmas sandices. A última convenção estadual terminou nas vias de fato entre as duas alas que dominavam os diretórios da legenda. Quando todos acreditavam que nas eleições municipais o MDB juntaria os cacos para tentar eleger um número razoável de vereadores e prefeitos, eis que o erro da luta fraticida interna expõe mais uma vez as fraquezas do partido.



CONSENSO

Na capital, por exemplo, em fevereiro, uma comitiva do partido se reuniu com o então desembargador Walter Waltemberg, presidente do TJ na época, para convidá-lo a ser o candidato do MDB a prefeito de Porto Velho. Entusiasmado com a proposta, o desembargador largou a toga pelo projeto na esperança de ser o candidato de consenso. Ledo engano, embora naquela comitiva emedebista encarregada de fazer o convite ao então presidente do Tribunal de Justiça estivesse o ex-secretário estadual de saúde, Williams Pimentel, eis que agora o próprio Pimentel ensaia levar o nome à convenção para concorrer a vaga contra Waltemberg.



UNIR

Quem conhece o ex-desembargador Walter Waltembeg, como este escriba – em minha conclusão do curso de Direito tive a honra de ser orientado por ele no meu TCC -, sabe que não é uma pessoa apegada a cargo ou jogada suja de bastidor. É um constitucionalista da melhor cepa, tem um humor afinado e uma personalidade crítica que nem sempre agrada aos mais conservadores. Mas é um nome que poderia unir o MDB.



TROPEÇO

Como o MDB não aprende com os próprios erros, o erro de Walter Waltemberg foi acreditar na comissão capitaneada por Williams Pimentel quando o convidou para trocar o palácio da justiça pelo palácio da intriga. Um tropeço que o magistrado não estava acostumado, visto que na política apelar abaixo da cintura é a regra, não apenas um recurso.



BLEFE

Não há nenhum indicativo concreto de que Pimentel esteja decidido a disputar mais uma vez as eleições municipais. Recentemente passou por problemas doloridos e sabe que numa disputa eleitoral a vida pessoal de cada candidato vira material de campanha e o arsenal contra Pimentel não é pequeno. O que ninguém entende é o motivo pelo qual decidiu blefar que é candidato e esvaziar uma candidatura que poderia dar ao velho MDB uma feição diferente. Algo de novo que pode não ganhar as eleições, mas ganharia na qualidade da renovação e na qualidade do candidato.



ABORTO

Instado a responder sobre a opinião do colunista em relação ao aborto, em razão do problema de um estupro de uma menor no Espírito Santo que provocou discussões nas mídias sociais, respondi ao meu interlocutor que não comungo com os que defendem a interrupção por motivos políticos nem com os que são contra devido aos dogmas religiosos. Minha opinião é que a mulher (no caso a vítima) tenha o livre arbítrio para escolher a forma menos traumática para superar a dor da violação sofrida. Não cabe a nenhum hipócrita dizer o que é melhor para quem tem o corpo violado e abusado. Ao invés de debater o aborto como fim de tudo, deveríamos nos debruçar sobre o combate ao crime de estupro e como criar politicas públicas eficazes para acolher as vítimas da violação.



DELAÇÃO

A deleção de Antonio Palloci no âmbito da operação Lava Jato, rejeitada por duas vezes pelo MPF por não esclarecer nada de novo, tem tudo para se voltar contra o próprio delator. Ademais, a efetividade de uma delação enquanto prova dentro de um processo é aferida diante da veracidade e comprovação dos elementos fornecidos pelo colaborador. Só com a obtenção da chamada "justa causa", a comprovação do que foi delatado, é que a delação teria algum sentido. O que ocorreu afronta todo o nosso sistema penal acusatório, colocando em risco a própria delação, deixando na esfera de interesse do colaborador o direcionamento de investigações e ações penais contra terceiros por ele delatados. Se não há elementos mínimos a comprovar o quanto foi delatado, a conclusão é a falta de efetividade da delação em relação aos fatos por carência de ‘justa causa’. Palocci não é apenas um alcaguete, é acima de tudo, um criminoso contumaz. O remédio seria regredir à condição constritiva anterior.


LEGITIMIDADE
Quem conhece os meandros internos da vida política universitária da nossa Unir compreende perfeitamente a dinâmica com que o Conselho Superior (CONSUN) escolheu os nomes para compor a lista tríplice para reitor. Como este cabeça chata já trabalhou por quatro longos anos na nossa Universidade Federal em tempos pretéritos, reconheçe a legitimidade da escolha da lista de reitor que representa a vontade livre de escolha dos docentes, discentes e corpo administrativo. Tentar desqualificar a forma da escolha do reitor que anos vem sendo utilizado pela Unir é negar a própria história. A universidade não pode e nem deve se curvar a nada senão ao debate e a produção da ciência. A autonomia administrativa, política e financeira é um tripé que forjou a Unir através de muita luta. O CONSUN formou a lista legitimando o que a consulta universitária consagrou nas urnas.

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Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 22/07/2020 08:49:37

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

FUNDEB

Todas as atenções políticas da semana estão voltadas para a discussão e aprovação dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) para financiar a educação, que começa a tramitar na Câmara Federal. Alguns membros da bancada federal de Rondônia estão anunciando as suas posições em relação à votação, mas ainda sem muita objetividade. Quando criado em 2007, provisoriamente, o fundo teria vigência até dezembro deste ano, razão pela qual precisa ser votado o mais rápido possível. E sem estes recursos, os professores serão os mais afetados.

 

CAOS

O FUNDEB é imprescindível para garantir o reforço de caixa de estados e municípios para investimentos da educação infantil e ensino médio, faixas educacionais essenciais para qualquer país que almeja entrar no clube dos desenvolvidos. Sem estes recursos para o financiamento, a educação pública, que anda capengando ainda, estaria fadada ao caos, porque não haveria garantia de dinheiro para custearem em geral todas as despesas, em particular os salários dos professores e transportes escolares.

 

ESCALONAMENTO

Pela proposta de Emenda à Constituição que está em tramitação no Parlamento brasileiro, de relatoria da professora Dorinha Seabra (DEM-TO), haveria um aumento escalonado de recursos federais ao FUNDEB que começaria em 12,5% em 2021, e chegaria a 20% em 2026. Atualmente a União completa o fundo em 10% sobre o valor aportado por estados e municípios. Vinte governadores estão subscrevendo a proposta que tramita no Congresso Nacional para que a educação básica e infantil não seja afetada com cortes, os sete restantes estão omissos sobre o assunto, entre eles o governador de Rondônia, Marcos Rocha.

 

DESVIO

O Governo Federal quer usar um percentual do fundo destinado ao financiamento da educação e desviá-lo ao financiamento do Bolsa Família que, pela proposta governamental, passará a ser denominado Renda Brasil.  Ademais, pela proposta do governo federal o fundo seria retomado somente em 2022, com percentual de 12,5%, alcançando 20% em 2027. Significa que, em tese, não haveria recursos do FUNDEB para a educação em 2021. Um problema que os deputados federais e senadores terão que enfrentar para resolver. Nesta proposta há indiscutivelmente um desvio de finalidade cuja justificativa deu origem ao FUNDEB.

 

PAPAGAIO PIRATA

Ao compartilhar em suas mídias sociais a participação de uma assessora num ato pro governo, em Brasília, em flagrante aglomeração e sem máscara, desrespeitando o decreto governamental do Distrito Federal, o coronel Marcos Rocha revela sua falta de empatia em plena pandemia que tem ceifado brasileiros de todas as regiões, inclusive rondonienses.

 

IMPROBIDADE

É possível também que ao compartilhar a assessora neste ato político o governador tenha exposto, diante do excesso de puxa-saquismo político, uma suposta irregularidade grave. Basta restar comprovado que a participação da auxiliar em ato dominical privado, e sem a finalidade de interesse público, hipoteticamente tenha sido custeada com recursos do tesouro estadual, ou seja, a viagem e permanência na capital federal tenham sido com passagens e diárias do governo de Rondônia.

 

CANDIDATURA

Com a proximidade do mês de agosto, quando os partidos deverão fazer as suas respectivas convenções para escolher seus candidatos a prefeitos, vice e vereadores, na capital começam a surgir os principais nomes que devem disputar a prefeitura municipal. Mas há uma expectativa enorme, entre os pré-candidatos, sobre a decisão do deputado federal Léo Moraes e do atual prefeito Hildon Chaves. Ambos ainda não declararam publicamente eventuais candidaturas.

 

DECISÃO

A coluna está segura em afirmar que em relação ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), em razão das suas posições contrárias ao instituto da reeleição, não vai ser candidato ao segundo mandato. Embora esteja com um enorme pacote de obras de pavimentação e embelezamento em pleno vigor nas ruas da capital, inclusive nos distritos. Não é uma decisão fácil para um prefeito que assumiu o município com uma entrada em estado de ruínas (viadutos inacabados), ruas esburacadas, contratos sub judices, empresa de coleta de lixo ineficiente, transportes coletivos em caos. Nem tudo ainda foi resolvido, mas muito vem sendo feito de forma correta e competente.

 

MADEIRA MAMORÉ

Nos próximos meses, após conclusão das obras da Estrada de Ferrero Madeira Mamoré, Hildon Chaves entregará importante obra que resgata parte da história de Porto Velho. Um local onde as famílias poderão desfrutar como a principal área de lazer da capital. Assim como é o mercado cultural. São feitos que dão visibilidade e vigor a uma nova pretensão de candidatura, mas Hildon Chaves deve anunciar em breve que não é candidato. Quando anunciar, passará a ser um cabo eleitoral com um potencial robusto de transferir alguns votos. Quem trilhar ao seu lado tem chances de alcançar a estação dos votos com mais facilidade.

 

CANDIDATURA II

O deputado Léo Moraes, campeão de votos individualmente nas eleições proporcionais passadas, ainda não tornou público sua decisão. Contudo, todas as vezes em que é abordado por este cabeça chata, sinaliza que dificilmente seja candidato a prefeito. Caso mude de ideia, é um fortíssimo candidato: com potencial para liderar do começo ao fim uma das vagas ao segundo turno.

 

GOVERNO

Quem esperava nestas eleições a reedição da disputa entre Hildon Chaves (PSDB) e Léo Moraes (PODEMOS), pela apuração da coluna, vai ter que aguardar as eleições estaduais de 2022. Certamente ambos vão estar em lados opostos e vão almejar o Governo de Rondônia. Uma probabilidade, mesmo distante, possível de ocorrer.

 

LISTA

É enorme a lista de pré-candidatos para substituir Hildon Chaves - com a desistência deste -, e novos nomes devem aparecer. Garçon (PRB), por exemplo, condicionou uma candidatura à decisão do Dr Hildon. Fiel aliado do prefeito, o ex-deputado sonha em ser ungido candidato oficial. É possível que não arranque oficialmente o apoio do prefeito, que, pela quantidade de aliados candidatos, deverá se resguardar e anunciar algum apoio num eventual segundo turno.

 

JUVENTUDE

Vinicius Miguel, campeão de votos em Porto Velho nas eleições que disputou para governador em 2018, é um forte pré-candidato. Professor universitário com uma bagagem cultural refinada, conseguiu avançar muito sobre a faixa do eleitor mais jovem e mais exigente. Cada eleição é uma eleição, é verdade, mas não é uma candidatura para ser subestimada, especialmente numa eleição atípica onde debates e plataformas sociais ditarão o ritmo das campanhas e cuja presença o professor é assíduo.

 

REVELAÇÃO

Quem também pode surpreender em virtude de uma boa presença nas mídias sociais é o advogado Breno Mendes, autointitulado fiscal do povo. Tem se notabilizado em denunciar eventuais abusos da concessionária de energia elétrica contra os consumidores, particularmente os mais humildes. Tem o atrevimento ideal para amplificar a pretensão, embora no confronto das ideias, especialmente nos debates televisivos, possa ratear por falta de objetividade sobre administração pública. Com passagem na chefia de gabinete da atual administração, recebeu muitas críticas que ainda estão registradas nas redes por agir na função com excesso de charme. É sedutor que exige dos concorrentes melhor atenção.

 

PASSADO

Mauro Nazif (PSB), eleito surpreendentemente deputado federal, não esconde a ninguém que sonhe em voltar a administrar Porto Velho. Na última vez que concorreu, na condição de prefeito, sequer obteve votos para alcançar uma das vagas no segundo turno. Como parlamentar é um legislador operante e compromissado com os interesses maiores, destacando-se especificamente na defesa do serviço e servidores públicos. Como prefeito não conseguiu repetir a mesma competência que exerce no Congresso Nacional. Foi um administrador mediano e sem nenhuma grande obra para convencer o eleitor da capital a repetir o voto que lhe conferiu um segundo mandato. Aliás, tem tudo para ser trucidado em qualquer debate. O material a ser explorado contra ele é farto. Mesmo sendo uma pessoa da melhor qualidade.

 

ANÁLISE

Na próxima coluna analisaremos as probabilidades dos demais pré-candidatos anunciados pelos partidos. Tempo suficiente para que nomes até então especulados sejam descartados pelos próprios interessados. Há uma movimentação oriunda da caserna querendo pegar carona na onda bolsonarista que merece uma avaliação específica até porque, como falamos acima, cada eleição é uma eleição. E nesta eleição temas mais ligados à municipalidade e saúde da população tendem a assumir maior importância do que segurança. Por razões óbvias...


   BOMBA

O servidor público estadual é sempre o mais penalizado em seus direitos, além não conseguir reposição inflacionário em seus      proventos, é obrigado a desembolsar do seu minguado salário mais tributos para financiar governos incompetentes. Tramita na   Assembleia Legislativa um projeto de lei com aumento de alíquota para cobrir o rombo do Iperon. Enquanto o barnabé é compelido a pagar mais impostos o governador de Rondônia quer anistiar empresas que sonegaram milhões impostos que foram parar nos bolsos de empresários desonestos. Nunca é demais lembrar que a alíquota previdenciária já foi majorada ainda na administração de Confúcio Moura. Quem sempre paga a conta é quem não concorreu para o rombo. O Iperon virou uma bomba com efeito retardado. 


Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 15/07/2020 09:18:35

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

MEIO AMBIENTE

Embora a pandemia seja a principal manchete nos veículos de comunicação, seja no Brasil, seja nos demais países, visto que tem ceifado um número assustador de vidas e sem uma vacina que imunize a população contra a Covid-19,  os problemas ambientais, em particular na Amazônia, começam a ganhar mais espaço nos noticiários. E assume este papel de importância muito em razão das irresponsabilidades do governo brasileiro no desmonte das estruturas do estado que combatem a depredação da floresta amazônica.

 

BOQUIRROTO

A fala do ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, naquela fatídica e inesquecível reunião ministerial, apontada pelo ex-ministro Sérgio Moro como motivo de sua demissão do cargo do Ministério da Justiça, revela o desprezo governamental com as políticas ambientas. Pela ética de Salles, a pandemia seria uma ótima oportunidade para o governo mudar toda a legislação ambiental na Amazônia sem a mesma pressão exercida em tempos sem Covid, já que as manchetes dos veículos de comunicação, aqui e alhures, estão voltadas para a pandemia.

 

VESGO

Com uma visão distorcida da realidade mundial quanto as questões climáticas e ambientais, o ministro do Meio Ambiente brasileiro tem se especializado em puxar o caso da família bolsonarista ao enxergar a preservação da Amazônia como um atraso econômico. Por ele, e a família presidencial, tudo seria desmatado para que o agronegócio pudesse produzir mais alimentos. Esquece que não basta apenas produzir em grande escala para garantir que abasteça o mercador consumidor internacional. Hoje, basta verificar as barreiras comerciais postas, o mercado internacional exige produtos com origem de produção que atente para as compensações ambientais. Cada vez mais é um mercado exigente em relação a forma da produção, quem não percebe esta realidade ou é cego ou vesgo. Ao que parece nosso ministro é acometido por uma das duas deficiências.

 

FOGUEIRA

O agronegócio, parte essencial em nossa economia, percebeu o problema de visão de Ricardo Salles e tem emitido sinais de que prefere queimar o ministro do cargo do que tocar fogo na floresta amazônica. Outro fator de desgaste do ministro é o excesso de vaidade e, em razão disto, tem sido escanteado sobre os debates internacionais da área. No Brasil, para coordenar um programa menos incendiário destinado a preservação ambiental, o governo preferiu o vice-presidente General Mourão. Salles foi preterido da missão, em razão da vaidade e do alinhamento equivocado sobre a utilização da Amazônia na produção de comodities.  Com o período do verão, que coincide com o aumento das queimadas na região, é possível que o ministro vire cinzas na própria fogueira que tem ajudado a erguer. E as manchetes dos noticiosos já começam a relatar este desfecho. A Amazônia agradece.

 

LOCKDOWN

Duas semanas depois que decidiu incentivar setores empresariais a protestar contra o lockdown decretado pelo prefeito da capital Hildon Chaves – que o fez como forma eficaz de achatar a curva do avanço do coronavírus, o governador coronel Marcos Rocha anunciou que sua esposa Luana e Fernando Máximo, o seu Secretário de Saúde, testaram positivo no coronavírus.

 

DIFERENÇAS

Pelo boletim médico divulgado, Fernando Máximo encontra-se na UTI em razão do agravamento do quadro respiratório, e a primeira dama estaria se recuperando em casa: deduzimos sob os efeitos dos mesmos medicamentos que o governo distribui nas imediações do Palácio para a população em geral. Já o secretário - bem diferente do prefeito de Vilhena que testado positivo usou a própria rede pública municipal que administra - optou por ficar sob os cuidados de um hospital privado, em Porto Velho.

 

EXEMPLO

Nada contra a boa rede hospitalar privada da capital, mas seria uma oportunidade para o secretário Máximo testar os leitos públicos do hospital Regina Pacis que adquiriu recentemente, com uma inauguração pomposa que reuniu dezenas pessoas, seguindo o bom exemplo do alcaide de Vilhena. Os profissionais de saúde da rede estadual são tão bem preparados quanto os da rede privada. Já os equipamentos e insumos para o combate à Covid...

 

REAÇÃO

O prefeito da capital absorveu as críticas calado constatando que o isolamento mais rigoroso é o único meio disponível no momento para conter a escalada do vírus que atinge a todos, inclusive quem a despreza. A reação dos detratores era previsível porque a crise sanitária agravou a econômica e cabe a quem administra o caos optar pela melhor forma de enfrentá-las. O prefeito fez uma opção responsável pela vida, embora parte das pessoas somente entendem esta decisão quando um parente tomba com o vírus, mas a maioria compreende a responsabilidade de um administrador. Pode até sobrar lockdown, desde que falte irresponsabilidade. Infelizmente este substantivo feminino no comércio tem em abundância.  A reação ao ato da municipalidade pela vida comprova a vulgarização com as mortes em favor do lucro.

 

SHOPPING

É um escárnio à população a abertura do shopping neste momento em que se agrava o número de infectados com o corona na capital. É um segmento que tem um consumidor mais abastado e pode muito bem sobreviver à pandemia com vendas on line, drive-thru, delivery etc.. Estamos em um momento atípico com a decretação de calamidade sanitária, algo inimaginável meses atrás, e não adianta justificativas econômicas quando vidas estão sendo expostas à contaminação. São estabelecimentos que possuem capilaridade e seguros contra adversidades. Só a justiça para impedir mais esta irresponsabilidade social.

 

RAPINAGEM

Mesmo com o adiamento das eleições e com um calendário mais adiante, em respeito à crise sanitária, os pré-candidatos estão com seus respectivos blocos nas ruas anunciando suas candidaturas. Não respeitam nem o momento de dor de dezenas de famílias que perderam seus entes. Cada coisa a seu tempo, e o momento não é favorável à política. Quem não respeita as pessoas não tem condições de administrar uma crise da atual proporção. São aves de rapina.

 

MEIA BOCA

Os estabelecimentos particulares de ensino de Rondônia alardeiam que fizeram muitos investimentos para realiza aulas remotas, não vêm cumprindo a legislação estadual sobre descontos durante a pandemia e alegam inconstitucionalidade da lei.  Os alunos afirmam que não há investimentos, professores estão despreparados, dão aulas em suas próprias casas, cheias de interrupções em seus celulares. Enquanto o aluno teve gastos extras com internet e energia e recebe uma prestação de serviço “meia boca” em um contrato que estabelece aula presencial, laboratórios etc.

 

TRANCAMENTO

As instituições tiveram redução de gastos com energia, limpeza, segurança, demitiram terceirizados, entre outros cortes.  Se não negociarem vão perder muitos alunos nesse segundo semestre porque certamente a pandemia vai perdurar até o ano que vem. Melhor negociar e oferecer descontos se quiserem sobreviver. Nem precisaria do Poder Público movimentar tantos profissionais e recursos com promulgação de leis, ações do MP, Defensoria, Procon etc. Aguardem agosto para ver a chuva de promoções. Serão muitos trancamentos ou transferências para aquelas que oferecerem as melhores vantagens.

 

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

A lei aprovada pelo legislativo estadual é tecnicamente obscura na sua eficácia, mas caberia ao judiciário preencher esta lacuna quando instado a se pronunciar. Todos sabemos que o espírito da norma que moveu os deputados estaduais é descontar das anuidades pelos novos gastos dos universitários com o ensino a distância e, igualmente, pela quebra do contrato presencial. Compartilhar prejuízos, o que é justo. No entanto, pelas decisões oriundas de quem deveria esclarecer as eventuais obscuridades dos parlamentares, as universidades particulares estão ganhando todas, embora em outros estados as próprias universidades se anteciparam a qualquer norma e concederam descontos.

 

HUMOR PVH

Um site da capital denominado humor em pvh, muito gostoso de ser acessado, tascou esta: “O governador Marcos Rocha informou que ficará 14 dias de quarentena com a esposa, com isso, já serão 572 dias no total de quarentena’. Pensando bem, humor está absolutamente correto.

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