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Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 26/05/2020 23:15:58

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

SINECURA

Depois de vinte anos o Governo de Rondônia decidiu recriar a Secretaria de Estado de Obras, que havia sido fundida há duas décadas ao Departamento de Estradas e Rodagens. Embora o governo tenha alegado uma lorota para aumentar a estrutura organizacional do estado, as razões que justificaram a junção entre as duas pastas, ao nosso ver, continuam as mesmas. No entanto, não é assim que compreende o coronel e governador Marcos Rocha que separou as estruturas com características de sinecuras.

 

ILHADO

Há um ano e meio na condição de chefe do executivo estadual Marcos Rocha ainda não disse para que veio. É hoje o governador mais isolado do país: não tem um lastro político substancial no parlamento estadual, é ignorado pelos membros da bancada federal e não tem uma única obra de relevância para imprimir uma marca governamental. Aliás, isolou-se antes da pandemia e, em razão disso, com o distanciamento social estabelecido pelos protocolos sanitários, virou um governante solitário. Segue governando sem nenhum brilho.  As poucas aparições que consegue fazer ocorrem por meio de suas mídias sociais em forma de monólogo.

 

SCRIPT

Quando instado a falar sobre ações relevantes de interesse estadual e que são relegadas ao senso comum, a exemplo do desmonte do sistema de saúde, o governador segue um script já desgastado de que tudo é invenção (fake) de uma mídia ávida por jabá – embora não aponte nenhum caso concreto de extorsão. A permanecer nesta linha da frase "fake" cunhada para jogar a culpa em supostas invencionices de um jornalismo tendencioso, o coronel Marcos Rocha vai passar pelo governo como se nunca tivesse passado.

 

OSTRACISMO

O script seguido por Rocha é o mesmo  que seguiu o professor Ângelo Angelim com perfeição ao governar o estado de Rondônia sem reconhecimento como líder da própria tropa política que o elegeu. Mesmo tendo sido um sujeito culto, doce e humano, o professor morreu no ostracismo. Já o coronel nem a verve ostentada pelo mestre tem para ser lembrado.

 

CRISE

Nos períodos de maior dificuldade, quando emergem as crises, é que os governantes revelam suas capacidades de liderança e de gestão. A pandemia está expondo a falta de capacidade dos nossos gestores em lidar com situações extremas, para que no dia seguinte possamos superar os traumas, as mortes e a carência pela subsistência. Qualquer previsão do que vai acontecer nos próximos meses é inútil, visto que as probabilidades não possuem elementos de certeza em nenhuma premissa.

 

EXTREMOS

Tudo é incerto, exceto uma guerra de extremados nas mídias sociais que somente aprofunda a crise e racha a unidade do país. Para piorar a situação, parte das nossas autoridades ajuda a espalhar o vírus do ódio ao invés de unir as pessoas para que possam superar todas dificuldades. O Brasil, hoje, enterra seus mortos, sem projetar seu futuro, mas, com isso, enterra as esperanças ao reviver um passado que também deixou muitos traumas.

 

PROJEÇÕES

Pelas projeções da curva de pico da contaminação pelo coronavírus em Rondônia, produzidas pelos competentes professores doutores Ana Escobar e Tomás Daniel Menendez, acontecerá entre os dias 8 e 10 de junho. Como são projeções que orientam e alertam as autoridades a adotar ações efetivas para que a curva seja achatada, minimizando os estragos, é preciso que a população faça a sua parte aumentando o distanciamento social para conter o contágio.

 

RECOMENDAÇÃO

Os pesquisadores recomendam que sejam mantidas as medidas de isolamento social com maior rigor em relação às que estão sendo observadas. Caso contrário, com o esgotamento do sistema de saúde, Rondônia, e em particular nossa capital, pode sofrer o mesmo caos sanitário que os manauaras estão passando. As zonas sul e leste, onde as pessoas descumprem os protocolos anunciados de distanciamento e cuidados pessoais, são as que mais preocupam, visto que as confirmações do Covid, nestas regiões, aumentaram exponencialmente. Abrir o comércio sem um planejamento bem elaborado atendendo as recomendações científicas pode ser nosso caos.

 

NEGAÇÃO

É verdade que há uma onda de grupos negacionistas que emergiu em meio a uma guerra ideológica, mas quando vidas estão sendo ceifadas, o melhor é colocar as barbas de molho e ficar em casa, em especial quem preza pela própria e de seus familiares. Toda onda vem e vai. A vida quando vai, independente das crenças, nunca mais volta.

 

ABSURDO

Há uma articulação política na capital para conceder uma produtividade aos médicos que forem ao front do combate ao Covid-19. Os enfermeiros, técnicos e auxiliares, por exemplo, são os que mais trabalham nesta guerra e os que mais tombaram. Em qualquer reportagem sobre a pandemia, são os trabalhadores da enfermagem os mais procurados, haja vista serem os que ficam ao lado dos pacientes do início ao fim da internação e, em razão disto, os mais expostos à contaminação. É um absurdo não ampliar a concessão da produtividade para quem é protagonista desta luta e que mais tomba em consequência da guerra. Em tempo de crise e eleição, erro político é um bom caminho para se enterrar.

Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 28/04/2020 22:43:16

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

ROLETA RUSSA

A decisão de prefeitos e governadores de flexibilizar o isolamento na maioria das cidades do país pode custar ainda à população em geral muita tristeza, em particular aos mais pobres. Os números de infectados aumentam exponencialmente desde a retomada, mesmo paulatinamente. Os percentuais de mortes também seguem a mesma curva ascendente.

 

PRESSÃO

Embora haja uma pressão para a reabertura das atividades comerciais, nossas autoridades, com os dados científicos que dispõem deveriam aguardar mais um pouco antes de flexibilizar. É inerente às atividades políticas a pressão e mandatário incapaz de aguentar é incapaz igualmente de liderar. Nada for feito, Rondônia, especialmente a capital, pode repetir a mesma tragédia manauara.

 

LERO LERO

A quantidade absurda de profissionais da saúde de Rondônia contaminados pelo coronavírus revela que a nossa principal autoridade sanitária, Dr. Fernando Máximo, não fez um planejamento adequado para que fosse evitado um número tão alto de profissionais doentes. Há também muitas críticas em razão da falta de EPIs, equipamentos obrigatórios destinados a proteger os profissionais que estão no front atendendo à população. Nas entrevistas Máximo articula bem o verbo, mas suas palavras não passam de um lero lero sem um resultado prático.

 

SHOPPING

A informação de que shoppings de Porto Velho poderão reabrir ao público a partir da próxima semana é uma temeridade (para não dizer irresponsabilidade) sem que as autoridades sanitárias exponham publicamente qual argumento técnico-sanitário que fundamenta a decisão. A rede hospitalar estadual, especialmente da capital, é uma tragédia. Nos últimos anos há constatação de enfermos jogados pelo chão da unidade hospitalar do João Paulo, falta de profissionais no CEMETRON e nas UPAs. Liberar atividades que propiciam aglomerações no momento em que os números de infectados aumentam é invocar o caos.

 

EXEMPLO

Em Blumenau, Santa Catarina, houve um aumento enorme de casos de Covid 19, após o governo editar um decreto autorizando a abertura de shoppings. Existe uma cena que as televisões mostraram com centenas de pessoas entrando num shopping, após a flexibilização do isolamento social. Era previsível, agora o prefeito foi obrigado a tomar medidas mais duras para tentar minimizar os estragos.

 

COINCIDÊNCIA

“A vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”, a frase, embalou, em 14 de julho de 1992, a estreia da minissérie “Anos Rebelde”, em plena ebulição política com o governo do presidente Fernando Collor de Melo mergulhado em uma crise política que culminou com o seu impeachment. A minissérie fez um sucesso estrondoso ao retratar a luta de jovens contra a Ditadura Militar e estimulou os jovens no dia 7 de setembro daquele ano a tomar as ruas para pedir a deposição do presidente.

 

COINCIDÊNCIA

Hoje, na mesma emissora, estreia a minissérie “Aruanda”. Com o país mergulhado em mais uma crise política, dividido entre esquerda e direita, e com duas dezenas de pedido de impeachment, a trama é protagonizada por jovens e belas atrizes e trata sobre ativistas que enfrentam destruidores da Floresta Amazônica. É um tema que tem provocado irritação ao governo de Jair Bolsonaro que, ao contrário das administrações anteriores, defende abertamente a utilização do solo da Amazônia para pecuária e agronegócio e demoniza os ambientalistas. Aruanda, em meio a uma pandemia, e à crise política, tem combustão suficiente para turbinar protestos com o fez “Anos Rebelde”.

 

TRAGÉDIA

Os fatos atuais também coincidem com os passados: a denúncia que culminou com o impeachment de Collor foi feita pelo irmão Pedro, portanto, fogo amigo. A crise que assola o governo do capitão Bolsonaro foi aprofundada por denúncias feitas pelo ex-ministro da Justiça Sérgio Fernando Moro, alguém que dias atrás era a referência moral dos bolsonaristas. Os dois fatos revelam a tragédia que tem transformado a atividade política do país em caso de polícia.

 

EPÍLOGO

Ainda é muito cedo para prever se o final do atual governo será igual àquele que afundou o presidente eleito com fama de caçador de marajá, embora os dois exemplos familiares estão no epicentro do tsunami. Uma coisa é certa: “a vida imita a arte muito mais do que a arte imita a vida”, conforme profetizou Oscar Wilde.

 

CURIOSO

É no mínimo curioso constatar os bolsonaristas utilizarem as redes sociais para atacar o ex-juiz e ministro Sérgio Moro. Exatamente o algoz dos petistas que decretou o isolamento carcerário das principais lideranças do PT, em particular Lula. É cômico verificar que os ataques condenam visceralmente a conduta do ex-ministro por delatar em horário nobre do JN o presidente Bolsonaro, além de exigirem provas. Esquecem que os petistas atacavam o ex-juiz com os mesmos argumentos de falta de provas para condenar Lula e por favorecer a poderosa Globo com vazamentos de áudios tecnicamente sigilosos. Uma curiosidade que desnuda a parvulez desses soldados das guerras virtuais.


OBRIGAÇÃO
Embora o governador Marcos Rocha tenha saído do isolamento em que se meteu desde que assumiu a administração estadual para rechaçar qualquer malfeito em sua administração relativo a compras sem licitação visando o combate do covid 19, os órgãos de fiscalização estão no encalço averiguando as denúncias feitas pelos deputados estaduais. Rocha culpou a imprensa que, na sua opinião, inventa fake news para desgastar o governo. Não é o primeiro, nem será o último, que ao invés de explicar as supostas denúncias ataca quem cobra explicações. É uma obrigação prestar esclarecimentos quando instado a fazê-lo, conforme a legislação que trata da transparência pública.

Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 22/04/2020 09:28:32

Mais uma vez o presidente Jair Bolsonaro testa os limites constitucionais ao incitar seus seguidores no último domingo a ganhar as ruas e protestar contra a democracia pedindo fechamento do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal, embora no dia seguinte (20), algo que tem se repetido, negue que queira dar um autogolpe.

LIMITE

Não é de hoje que o presidente faz apologia ao Ato Institucional nº 5 (AI5), período em que os militares, usurpadores da Presidência da República, dissolveram o Congresso Nacional, solaparam a tortura e impuseram a censura prévia. Mesmo ascendendo à presidência pelas urnas (democracia) Bolsonaro, no íntimo, quer governar acima de tudo e por cima de todos, razão pela qual tem estimulado os seguidores para este fim. Para ele, o limite não se aplica.

REAÇÃO

Os demais poderes atacados (Congresso e Supremo), reagiram com notas e declarações dos seus presidentes reprovando com veemência as provocações de Bolsonaro. O problema é que tais reações passaram a ser corriqueiras, visto que o presidente é uma pessoa incontrolável e adota a tática de ‘morde e assopra’ com o objetivo claro de desgastar ainda mais os dois poderes ao ponto de consumar o seu autogolpe. O desprezo pela democracia não é de hoje, haja vista que há registros de declarações como deputado federal defendendo o fechamento do Congresso Nacional, onde exerceu mandato nos últimos vinte e nove anos.

GARROTEAR

As declarações e atitudes contra a democracia de Bolsonaro são bem medidas e bem articuladas de forma que as notas e as declarações do presidente do STF e do Congresso não sejam mais ouvidas pela maioria. Diz o adágio: água mole e pedra dura, tanto bate até que fura. Não será fácil colocar um cabresto nas ventas do golpista, apesar de necessário: ou se faz isto urgentemente, ou o golpe será fatal.

LOROTA

Quando a mídia critica Bolsonaro, os bolsonaristas vão às mídias sociais atacar os profissionais da imprensa acusando-os de golpistas ou esquerdistas. Guardadas as devidas proporções, usam as mesmíssimas lorotas que os petistas utilizavam no poder ao creditar na época à imprensa a culpa pelos malfeitos que causaram. Havia, porém, uma diferença abissal: os petistas nunca flertaram com a insanidade de fechar o Congresso Nacional nem o Supremo Tribunal, embora ambos tivessem sido implacáveis ao examinarem processos que ajudaram decisivamente na queda dos petistas do poder.  

FORÇAS ARMADAS

Para baixar a temperatura da guerra verbal contra a normalidade democrática, coube ao ministro da Defesa, General Fernando Azevedo e Silva, emitir um comunicado oficial no qual afirma que as Forças Armadas trabalham com o propósito de “manter a paz e a estabilidade do país”, obedecendo à Constituição Federal. O tom do comunicado dos militares é um alívio contra as manifestações com alusão a autogolpe. No âmbito das Forças Armadas não há clima para aventura e a postura dos comandantes tem sido de lealdade à Constituição e respeito às instituições. Como deve ser nos países civilizados.

CAOS

O bordão, imprimido pelos adversários, de Fora Bolsonaro, é outra bobagem que a esquerda enverada e que serve apenas para nutrir esta polarização interminável que afasta as pessoas da política e fortalece a posição daqueles que apostam no caos. O bordão vem sendo usado desde Sarney, mas apenas com Dilma conseguiu emplacar provocando fissuras jurídicas ainda abertas.

DEPOSIÇÃO

As bobagens ditas pelo presidente são tão insanas que na medida que o tempo passa mais gente começa a questionar sua capacidade de governar o país. Não podemos permanecer nesta dicotomia ideológica que acomete o país e que efetivamente conspira contra todos. Qualquer deposição do cargo deverá atender às regras jurídicas sem espaço para novos golpes. A urna ainda é a melhor forma de corrigir erros eleitorais, mesmo que novos erros sejam cometidos. Um dia, quem sabe, acertamos!

COVID

Em meio à pandemia do coronavírus, eis que surge uma denúncia oriunda da Assembleia Legislativa de que o Secretário da Saúde, Fernando Máximo, estaria metendo as mãos pelos pés. Mais as mãos que os pés. Em resposta, Máximo rechaçou as denúncias, mas, para afastar qualquer suspeitas, deveria abrir todos os processos de compras para que o Legislativo fiscalize cada item adquirido após a decretação do estado de calamidade. Sair atirando em quem ataca nem sempre é a melhor tática. Até porque há enfermidades que destroem muito mais que o Covid 19.

ISOLAMENTO

Nos próximos dez dias constataremos a curva das pessoas infectadas pelo covid já que houve um afrouxamento do isolamento. A responsabilidade para a retomada das atividades mercantis, das escolas, academias, entre outras atividades do dia a dia, caberá aos prefeitos. É preciso, no entanto, muita responsabilidade dos seus assessores da área da saúde para que a liberação do isolamento seja feita a partir de dados científicos concretos. Ao que parece, prefeitos têm afrouxado de olho nas eleições em desfavor das vidas. Não percebem que o risco do sistema de saúde cair é enorme e tende a levar junto suas reputações.

CORONAFEST

O vereador Maurício Carvalho (PSDB) apanhou feito vascaíno nas redes sociais por supostamente ter participado de uma festa em Porto Velho e que nacionalmente ficou conhecida como coronafest. Por coincidência, no mesmo tempo em que várias pessoas que compareceram à festa eram testados positivo no covid 19, o vereador anunciava pelo Facebook que havia se contaminado. A associação entre os dois fatos foi imediata e o vereador foi acusado nas redes sociais de responsável pela organização da mórbida farra. Ele negou que tenha sequer participado, mas o estrago já havia ocorrido. Ademais, esqueceu de informar onde teria se contaminado para evitar eventuais dúvidas. Além das dores com o vírus, Maurício sentiu na pele as dores das redes.

Resenha Política : Coluna RESENHA
Enviado por alexandre em 07/04/2020 22:25:10

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

COVID 19

A pandemia mundial provocada pelo coronavírus pôs em quarentena a maioria das divergências entre as correntes políticas dos país onde há um acirramento político. Mês passado, nos Estados Unidos, por exemplo, as principais manchetes noticiavam as prévias presidenciais do Partido Democrata para a escolha do candidato do partido a enfrentar Donald Trump, do partido Republicano.

 

INFECTADOS

Hoje, com o surto do COVID 19 em vários estados dos USA, a disputa eleitoral rumo à Casa Branca entrou em quarentena e o vírus assumiu as manchetes. No Brasil, ao que parece, o vírus da intolerância política disputa todos os espaços com o combate ao COVID 19, infectando, pelas redes sociais, uma parte considerável da população que aproveita esta insana disputa para disseminar mentiras e contaminar incautos. Chegamos a um grau de intolerância tão alto que até recomendação científica é questionada por comentaristas (patifes) de botequim, colocando em risco vidas. Enquanto o resto do mundo, por recomendação médica, receita o isolamento.

 

SENSAÇÃO

Qualquer cidadão lúcido, desapaixonado pelos grupos políticos (direita ou esquerda), quem tem um mínimo de visão crítica, percebe que as recomendações do Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, pela manutenção do isolamento como a prevenção mais eficaz ao COVID 19, são as mais sensatas e corretas. Embora o chefe, Jair Bolsonaro, todos os dias, conspire contra as recomendações ministeriais. A sensação, para uma boa parte da população, é que o mandatário da nação escapou da contaminação do coronavírus, mas perdeu a lucidez e está infectado pelo ódio ideológico.  

 

DESPREPARO

Desde quando o Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, começou a conceder, quase diariamente, entrevistas para explicar as ações governamentais para enfrentar a crise sanitária, esta coluna fez críticas ao perceber que o secretário articulava bem as palavras, mas, de concreto, não explicava nada em relação às ações administrativas adotadas pela pasta que administra. Agora, eis que surge a informação, para desespero geral, de que a Sesau não se preparou para enfrentar o COVID 19. Faltam insumos e materiais básicos para aferir o número de testes solicitados. O número anunciado pela Sesau, conforme informações colhidas junto a especialistas, não reflete a realidade. Aliás, ninguém da Sesau sabe quantos são. Tempo houve para nos preparar já que assistimos a China, desde janeiro, enterrar seus mortos.

 

FLEXIBILIZAÇÃO

Há uma pressão enorme do setor produtivo, particularmente do informal, para que as autoridades flexibilizem a quarentena. É compreensiva tal pressão. O que as autoridades não podem é ceder a cada uma delas sem mensurar as consequências que hão de emergir na hipótese da reabertura de todo o comércio. Nem precisamos ser especialistas em infectologia para deduzirmos que a liberação de todas as atividades mercantis agora é a decretação do caos sanitário da capital: com prejuízo material e humano sem chance de recuperação. Autoridade que não aguenta pressão, em momento de crise aguda, não honra o cargo para o qual foi escolhido.

 

VAIDADE

Uma missiva escrita pelo médico Odair Ferrari, professor doutor da Universidade Federal de Rondônia, e endereçada ao colega Fernando Máximo, revelou que entre eles (médicos), especialistas ou não, o vírus da vaidade é uma praga tão letal quanto o coronavírus. Por mera vaidade o Secretário de Estado da Saúde optou pelo isolamento profissional para desprezar sugestões ou ajuda de colegas médicos para o combate ao COVID 19.

 

CARTA

Na carta, Ferrari se ressente da falta de interlocução com o secretário ao se recursar a responder uma proposta feita pela Departamento de Medicina da Unir, onde Ferrari responde como Diretor, que coloca quarenta alunos em estágio supervisionado e que vão se graduar nos próximos três meses à disposição da Sesau para atender à população em UTIs no CEMETRON,  a custo zero e com o acompanhamento de quatro médicos especialistas da Unir, inclusive ele (Ferrari).

 

SILÊNCIO

 O conteúdo da missiva rodou vários grupos hoje no estado, não apenas dos médicos. Diante do silêncio de Fernando Máximo, Ferrari desabafa: “ Perdi o respeito e a paciência com o senhor e seu apetite politiqueiro! Temos 40 quase médicos (internos) que devem cumprir mais três meses do estágio obrigatório para receberem seus diplomas! Todos foram afastados das atividades curriculares por conta das recomendações da OMS para “ficar em casa”. Já disse e reitero: podemos trazer estes quase médicos para o front e, após um breve treinamento, ajudar a salvar vidas! Podemos, inclusive, superar, rapidamente, algumas dificuldades e implantar aqui em nossa capital, protocolos de tratamento como soro de indivíduos sabiamente imunizados o que parece bastante promissor no combate à doença. Já ofereci, como Diretor do Departamento de Medicina da Unir, para auxiliar no enfrentamento desta pandemia que aterroriza e ceifa milhares de vidas em todo planeta! A doença avança impiedosa! Recebo como retorno suas respostas lacônicas, quase irresponsáveis! O senhor se tornou uma estrelinha midiática! O preço a pagar pode ser elevado e irreversível! Repense suas atitudes juvenis! Não seja um secretário dente de leite! Estamos lidando com o Bem Maior que é a Vida das pessoas que escolheram este canto de mundo para viver, criar a família e seus filhos! ....” O desabafo do professor revela o compromisso de nossa autoridade numa das áreas mais críticas do governo.

 

QUARENTENA

A coluna tentou ouvir o secretário de saúde Fernando Máximo, mas foi inútil e ao que tudo indica, ele optou pelo isolamento, assim como seu comandante. Tem sido assim desde que assumiram os destinos políticos de Rondônia. A marca até agora dos governantes da esfera estadual é evitar mídia e se comunicar pelas próprias redes sociais. E seguir esta turma em tempo real é como se fosse uma dose excessiva prescrita da droga.

 

Resenha Política : A população de Rondônia estará sozinha; Secretário de olho nas eleições; Para o desagrado dos oportunistas
Enviado por alexandre em 24/03/2020 18:25:21


A população de Rondônia estará sozinha; Secretário de olho nas eleições; Para o desagrado dos oportunistas

 PLANO CONTINGÊNCIA

A pandemia que assola o mundo e tem exigido dos governantes muita capacidade para evitar que o coronavírus se alastre colocando o sistema de saúde em colapso, revelou também a falta de competência da maioria dos prefeitos brasileiros e alguns governadores – além do presidente – em lidar com a crise. Os governadores do Nordeste, Rio e São Paulo perceberam o tamanho do problema e se anteciparam baixando ações restritivas de ir e vir. Ampliaram a oferta de leitos e criaram um plano de atendimento em massa (caso necessite) em estádios, prédios vazios e hospitais desativados.

DESCASO

Em contramão às ações dos governadores, a bem da verdade, e do prefeito de São Paulo, a maioria dos alcaides não está sabendo enfrentar a pandemia. Exceto atos administrativos óbvios: fechamento do comércio, parques, escolas, entre outras, os prefeitos, particularmente os rondonienses, não anunciaram uma única medida concreta para atender à população caso a pandemia se espalhe por aqui. O descaso é tão brutal que não é raro verificar pacientes jogados ao chão nas unidades hospitalares públicas. A população de Rondônia estará sozinha na hipótese do número de infectados aumentar exponencialmente.

LEITOS

Sequer a possibilidade de hospitais de campana fora especulada pelos prefeitos e nem pelo governo de Rondônia. Não há novos leitos para casos menos graves nem unidades de terapia intensiva para os mais graves. As poucas UTIs existentes estão ocupadas por pacientes com outros diagnósticos. A vagas são pouquíssimas.

ROLANDO LERO

O Secretário de Estado da Saúde – que fala pelos cotovelos – é um bom comunicador e tem dado bem o recado sobre prevenção, mas não apresenta um plano de contingência com novos leitos. Todas as aparições nos meios de comunicação são de olho nas eleições. Embora este cabeça chata não tenha ouvido um único profissional de comunicação perguntar ao secretário sobre novos leitos, é preciso que haja um plano emergencial nesse sentido. Os secretários municipais também têm demonstrado que estão despreparados para encarar o problema, eventualmente para os cargos que ocupam.

 ERRO

Esta pandemia não pode ser encarada como se fosse uma doença letal apenas sobre a faixa etária dos mais velhos, o que é um erro, embora sejam os mais vulneráveis.  A Aids, por exemplo, foi, no início, chamada de "peste gay". Os homossexuais, além de sofrerem com a epidemia, ainda passaram por preconceitos horríveis por causa da doença. Hoje sabemos que todos podem ser contaminados por HIV. Vamos repetir o erro?

PROTEÇÃO

Os profissionais da saúde, na maioria das unidades, estão expostos ao vírus como outra pessoa qualquer. O problema é que é uma exposição maior porque são as pessoas que atendem à população infectada e necessitam de equipamentos de proteção adequados para que permaneçam nos seus postos de trabalho atendendo todos nós. Sem os equipamentos de proteção individual (EPIs), o que é um absurdo, ficam mais expostos do que qualquer outra pessoa. Colocando em risco quem busca tratamento.

PROMESSA

É uma ótima notícia a fala feita pelo senhor governador pelo Facebook que baixará uma medida impedindo a cobrança das taxas de água e energia durante este período de calamidade pública. A medida em face às taxas de água são aparentemente fáceis, basta o governador determinar à CAERD, empresa estadual, que se abstenha de mensurar os aparelhos. Quanto à energia elétrica, não sabemos ainda qual medida jurídica governamental a ser editada e qual competência possui nesta área. Como é uma promessa, torçamos para que seja efetivada. Todavia, promessa de político é bom não contar antes que seja cumprida. Mas é uma ótima esperança.

EMPULHAÇÃO

No meio desta crise sanitária, eis que surge a péssima notícia de que o coronel Marcos Rocha, governador, teria nomeado uma advogada para responder pelo principal laboratório de análise do estado em substituição a um técnico com especialidade na área. Parece uma empulhação, mas não é. A nova diretora do Lacen não possui qualificação técnica para o cargo e, segundo informações passadas nas redes sociais, a nomeação é em função do parentesco com um deputado estadual. No momento tenso como agora o desprezo do governador com a área contraria todas as suas falas desde as eleições, visto que prometeu nomear pelo critério técnico os cargos de assessoramento. Além de colocar em risco o funcionamento de um setor vital no combate à pandemia, mentiu para o eleitor.  

SUS

O momento da crise sanitária é fundamental que a população avalie a importância para toda população do Sistema Único de Saúde (SUS). É o SUS que está sozinho sendo acionado pela população – pobres e ricos -  no enfrentamento do coronavírus. Não há registro, pelo menos em Porto Velho, de um único hospital da rede privada abrindo seus leitos para atender às pessoas gratuitamente como ato de solidariedade. O SUS, tão vilipendiado pelas nossas autoridades, tem dado conta do recado. Mesmo assoberbado e sem recursos. É preciso que após a quarentena a população exija mais recursos para saúde pública e lembre-se que sem o SUS a catástrofe seria inevitável.

BOBO

Quanto ao presidente Jair Bolsonaro, responsável por trazer para o país um avião repleto de infectados, após viagem a Miami, faria um bem sanitário em se recolher à quarentena verbal e deixar o Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, continuar anunciando as medidas governamentais e as ações federais no enfrentamento à crise. Mandetta tem prestado um grande serviço ao país com a serenidade e firmeza necessárias para informar à população. Jair tem feito papel de bobo, seja pela forma como aparece nas coletivas, seja pelas grosserias contra os profissionais de imprensa que não se curvam às suas idiossincrasias.

 DIAMENTO

 Para o desagrado dos oportunistas de plantão é possível que as eleições de outubro sejam adiadas em razão do coronavírus. Tais oportunistas usam a quarentena para ficarem                     mentindo nas mídias sociais alardeando ações governamentais que nada tem a ver com eles. O mesmo vírus que eles (oportunistas) usam pra mentir visando o calendário eleitoral é o mesmo que pode retirar dos respiradores os prefeitos mal avaliados hoje que, após a pandemia, podem ganhar fôlego para se recuperar eleitoralmente. Lugar de doido não é na prefei- tura, é no hospício.

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