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Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 22/07/2020 08:49:37

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

FUNDEB

Todas as atenções políticas da semana estão voltadas para a discussão e aprovação dos recursos destinados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (FUNDEB) para financiar a educação, que começa a tramitar na Câmara Federal. Alguns membros da bancada federal de Rondônia estão anunciando as suas posições em relação à votação, mas ainda sem muita objetividade. Quando criado em 2007, provisoriamente, o fundo teria vigência até dezembro deste ano, razão pela qual precisa ser votado o mais rápido possível. E sem estes recursos, os professores serão os mais afetados.

 

CAOS

O FUNDEB é imprescindível para garantir o reforço de caixa de estados e municípios para investimentos da educação infantil e ensino médio, faixas educacionais essenciais para qualquer país que almeja entrar no clube dos desenvolvidos. Sem estes recursos para o financiamento, a educação pública, que anda capengando ainda, estaria fadada ao caos, porque não haveria garantia de dinheiro para custearem em geral todas as despesas, em particular os salários dos professores e transportes escolares.

 

ESCALONAMENTO

Pela proposta de Emenda à Constituição que está em tramitação no Parlamento brasileiro, de relatoria da professora Dorinha Seabra (DEM-TO), haveria um aumento escalonado de recursos federais ao FUNDEB que começaria em 12,5% em 2021, e chegaria a 20% em 2026. Atualmente a União completa o fundo em 10% sobre o valor aportado por estados e municípios. Vinte governadores estão subscrevendo a proposta que tramita no Congresso Nacional para que a educação básica e infantil não seja afetada com cortes, os sete restantes estão omissos sobre o assunto, entre eles o governador de Rondônia, Marcos Rocha.

 

DESVIO

O Governo Federal quer usar um percentual do fundo destinado ao financiamento da educação e desviá-lo ao financiamento do Bolsa Família que, pela proposta governamental, passará a ser denominado Renda Brasil.  Ademais, pela proposta do governo federal o fundo seria retomado somente em 2022, com percentual de 12,5%, alcançando 20% em 2027. Significa que, em tese, não haveria recursos do FUNDEB para a educação em 2021. Um problema que os deputados federais e senadores terão que enfrentar para resolver. Nesta proposta há indiscutivelmente um desvio de finalidade cuja justificativa deu origem ao FUNDEB.

 

PAPAGAIO PIRATA

Ao compartilhar em suas mídias sociais a participação de uma assessora num ato pro governo, em Brasília, em flagrante aglomeração e sem máscara, desrespeitando o decreto governamental do Distrito Federal, o coronel Marcos Rocha revela sua falta de empatia em plena pandemia que tem ceifado brasileiros de todas as regiões, inclusive rondonienses.

 

IMPROBIDADE

É possível também que ao compartilhar a assessora neste ato político o governador tenha exposto, diante do excesso de puxa-saquismo político, uma suposta irregularidade grave. Basta restar comprovado que a participação da auxiliar em ato dominical privado, e sem a finalidade de interesse público, hipoteticamente tenha sido custeada com recursos do tesouro estadual, ou seja, a viagem e permanência na capital federal tenham sido com passagens e diárias do governo de Rondônia.

 

CANDIDATURA

Com a proximidade do mês de agosto, quando os partidos deverão fazer as suas respectivas convenções para escolher seus candidatos a prefeitos, vice e vereadores, na capital começam a surgir os principais nomes que devem disputar a prefeitura municipal. Mas há uma expectativa enorme, entre os pré-candidatos, sobre a decisão do deputado federal Léo Moraes e do atual prefeito Hildon Chaves. Ambos ainda não declararam publicamente eventuais candidaturas.

 

DECISÃO

A coluna está segura em afirmar que em relação ao prefeito Hildon Chaves (PSDB), em razão das suas posições contrárias ao instituto da reeleição, não vai ser candidato ao segundo mandato. Embora esteja com um enorme pacote de obras de pavimentação e embelezamento em pleno vigor nas ruas da capital, inclusive nos distritos. Não é uma decisão fácil para um prefeito que assumiu o município com uma entrada em estado de ruínas (viadutos inacabados), ruas esburacadas, contratos sub judices, empresa de coleta de lixo ineficiente, transportes coletivos em caos. Nem tudo ainda foi resolvido, mas muito vem sendo feito de forma correta e competente.

 

MADEIRA MAMORÉ

Nos próximos meses, após conclusão das obras da Estrada de Ferrero Madeira Mamoré, Hildon Chaves entregará importante obra que resgata parte da história de Porto Velho. Um local onde as famílias poderão desfrutar como a principal área de lazer da capital. Assim como é o mercado cultural. São feitos que dão visibilidade e vigor a uma nova pretensão de candidatura, mas Hildon Chaves deve anunciar em breve que não é candidato. Quando anunciar, passará a ser um cabo eleitoral com um potencial robusto de transferir alguns votos. Quem trilhar ao seu lado tem chances de alcançar a estação dos votos com mais facilidade.

 

CANDIDATURA II

O deputado Léo Moraes, campeão de votos individualmente nas eleições proporcionais passadas, ainda não tornou público sua decisão. Contudo, todas as vezes em que é abordado por este cabeça chata, sinaliza que dificilmente seja candidato a prefeito. Caso mude de ideia, é um fortíssimo candidato: com potencial para liderar do começo ao fim uma das vagas ao segundo turno.

 

GOVERNO

Quem esperava nestas eleições a reedição da disputa entre Hildon Chaves (PSDB) e Léo Moraes (PODEMOS), pela apuração da coluna, vai ter que aguardar as eleições estaduais de 2022. Certamente ambos vão estar em lados opostos e vão almejar o Governo de Rondônia. Uma probabilidade, mesmo distante, possível de ocorrer.

 

LISTA

É enorme a lista de pré-candidatos para substituir Hildon Chaves - com a desistência deste -, e novos nomes devem aparecer. Garçon (PRB), por exemplo, condicionou uma candidatura à decisão do Dr Hildon. Fiel aliado do prefeito, o ex-deputado sonha em ser ungido candidato oficial. É possível que não arranque oficialmente o apoio do prefeito, que, pela quantidade de aliados candidatos, deverá se resguardar e anunciar algum apoio num eventual segundo turno.

 

JUVENTUDE

Vinicius Miguel, campeão de votos em Porto Velho nas eleições que disputou para governador em 2018, é um forte pré-candidato. Professor universitário com uma bagagem cultural refinada, conseguiu avançar muito sobre a faixa do eleitor mais jovem e mais exigente. Cada eleição é uma eleição, é verdade, mas não é uma candidatura para ser subestimada, especialmente numa eleição atípica onde debates e plataformas sociais ditarão o ritmo das campanhas e cuja presença o professor é assíduo.

 

REVELAÇÃO

Quem também pode surpreender em virtude de uma boa presença nas mídias sociais é o advogado Breno Mendes, autointitulado fiscal do povo. Tem se notabilizado em denunciar eventuais abusos da concessionária de energia elétrica contra os consumidores, particularmente os mais humildes. Tem o atrevimento ideal para amplificar a pretensão, embora no confronto das ideias, especialmente nos debates televisivos, possa ratear por falta de objetividade sobre administração pública. Com passagem na chefia de gabinete da atual administração, recebeu muitas críticas que ainda estão registradas nas redes por agir na função com excesso de charme. É sedutor que exige dos concorrentes melhor atenção.

 

PASSADO

Mauro Nazif (PSB), eleito surpreendentemente deputado federal, não esconde a ninguém que sonhe em voltar a administrar Porto Velho. Na última vez que concorreu, na condição de prefeito, sequer obteve votos para alcançar uma das vagas no segundo turno. Como parlamentar é um legislador operante e compromissado com os interesses maiores, destacando-se especificamente na defesa do serviço e servidores públicos. Como prefeito não conseguiu repetir a mesma competência que exerce no Congresso Nacional. Foi um administrador mediano e sem nenhuma grande obra para convencer o eleitor da capital a repetir o voto que lhe conferiu um segundo mandato. Aliás, tem tudo para ser trucidado em qualquer debate. O material a ser explorado contra ele é farto. Mesmo sendo uma pessoa da melhor qualidade.

 

ANÁLISE

Na próxima coluna analisaremos as probabilidades dos demais pré-candidatos anunciados pelos partidos. Tempo suficiente para que nomes até então especulados sejam descartados pelos próprios interessados. Há uma movimentação oriunda da caserna querendo pegar carona na onda bolsonarista que merece uma avaliação específica até porque, como falamos acima, cada eleição é uma eleição. E nesta eleição temas mais ligados à municipalidade e saúde da população tendem a assumir maior importância do que segurança. Por razões óbvias...


   BOMBA

O servidor público estadual é sempre o mais penalizado em seus direitos, além não conseguir reposição inflacionário em seus      proventos, é obrigado a desembolsar do seu minguado salário mais tributos para financiar governos incompetentes. Tramita na   Assembleia Legislativa um projeto de lei com aumento de alíquota para cobrir o rombo do Iperon. Enquanto o barnabé é compelido a pagar mais impostos o governador de Rondônia quer anistiar empresas que sonegaram milhões impostos que foram parar nos bolsos de empresários desonestos. Nunca é demais lembrar que a alíquota previdenciária já foi majorada ainda na administração de Confúcio Moura. Quem sempre paga a conta é quem não concorreu para o rombo. O Iperon virou uma bomba com efeito retardado. 


Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 15/07/2020 09:18:35

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

MEIO AMBIENTE

Embora a pandemia seja a principal manchete nos veículos de comunicação, seja no Brasil, seja nos demais países, visto que tem ceifado um número assustador de vidas e sem uma vacina que imunize a população contra a Covid-19,  os problemas ambientais, em particular na Amazônia, começam a ganhar mais espaço nos noticiários. E assume este papel de importância muito em razão das irresponsabilidades do governo brasileiro no desmonte das estruturas do estado que combatem a depredação da floresta amazônica.

 

BOQUIRROTO

A fala do ministro do meio ambiente, Ricardo Salles, naquela fatídica e inesquecível reunião ministerial, apontada pelo ex-ministro Sérgio Moro como motivo de sua demissão do cargo do Ministério da Justiça, revela o desprezo governamental com as políticas ambientas. Pela ética de Salles, a pandemia seria uma ótima oportunidade para o governo mudar toda a legislação ambiental na Amazônia sem a mesma pressão exercida em tempos sem Covid, já que as manchetes dos veículos de comunicação, aqui e alhures, estão voltadas para a pandemia.

 

VESGO

Com uma visão distorcida da realidade mundial quanto as questões climáticas e ambientais, o ministro do Meio Ambiente brasileiro tem se especializado em puxar o caso da família bolsonarista ao enxergar a preservação da Amazônia como um atraso econômico. Por ele, e a família presidencial, tudo seria desmatado para que o agronegócio pudesse produzir mais alimentos. Esquece que não basta apenas produzir em grande escala para garantir que abasteça o mercador consumidor internacional. Hoje, basta verificar as barreiras comerciais postas, o mercado internacional exige produtos com origem de produção que atente para as compensações ambientais. Cada vez mais é um mercado exigente em relação a forma da produção, quem não percebe esta realidade ou é cego ou vesgo. Ao que parece nosso ministro é acometido por uma das duas deficiências.

 

FOGUEIRA

O agronegócio, parte essencial em nossa economia, percebeu o problema de visão de Ricardo Salles e tem emitido sinais de que prefere queimar o ministro do cargo do que tocar fogo na floresta amazônica. Outro fator de desgaste do ministro é o excesso de vaidade e, em razão disto, tem sido escanteado sobre os debates internacionais da área. No Brasil, para coordenar um programa menos incendiário destinado a preservação ambiental, o governo preferiu o vice-presidente General Mourão. Salles foi preterido da missão, em razão da vaidade e do alinhamento equivocado sobre a utilização da Amazônia na produção de comodities.  Com o período do verão, que coincide com o aumento das queimadas na região, é possível que o ministro vire cinzas na própria fogueira que tem ajudado a erguer. E as manchetes dos noticiosos já começam a relatar este desfecho. A Amazônia agradece.

 

LOCKDOWN

Duas semanas depois que decidiu incentivar setores empresariais a protestar contra o lockdown decretado pelo prefeito da capital Hildon Chaves – que o fez como forma eficaz de achatar a curva do avanço do coronavírus, o governador coronel Marcos Rocha anunciou que sua esposa Luana e Fernando Máximo, o seu Secretário de Saúde, testaram positivo no coronavírus.

 

DIFERENÇAS

Pelo boletim médico divulgado, Fernando Máximo encontra-se na UTI em razão do agravamento do quadro respiratório, e a primeira dama estaria se recuperando em casa: deduzimos sob os efeitos dos mesmos medicamentos que o governo distribui nas imediações do Palácio para a população em geral. Já o secretário - bem diferente do prefeito de Vilhena que testado positivo usou a própria rede pública municipal que administra - optou por ficar sob os cuidados de um hospital privado, em Porto Velho.

 

EXEMPLO

Nada contra a boa rede hospitalar privada da capital, mas seria uma oportunidade para o secretário Máximo testar os leitos públicos do hospital Regina Pacis que adquiriu recentemente, com uma inauguração pomposa que reuniu dezenas pessoas, seguindo o bom exemplo do alcaide de Vilhena. Os profissionais de saúde da rede estadual são tão bem preparados quanto os da rede privada. Já os equipamentos e insumos para o combate à Covid...

 

REAÇÃO

O prefeito da capital absorveu as críticas calado constatando que o isolamento mais rigoroso é o único meio disponível no momento para conter a escalada do vírus que atinge a todos, inclusive quem a despreza. A reação dos detratores era previsível porque a crise sanitária agravou a econômica e cabe a quem administra o caos optar pela melhor forma de enfrentá-las. O prefeito fez uma opção responsável pela vida, embora parte das pessoas somente entendem esta decisão quando um parente tomba com o vírus, mas a maioria compreende a responsabilidade de um administrador. Pode até sobrar lockdown, desde que falte irresponsabilidade. Infelizmente este substantivo feminino no comércio tem em abundância.  A reação ao ato da municipalidade pela vida comprova a vulgarização com as mortes em favor do lucro.

 

SHOPPING

É um escárnio à população a abertura do shopping neste momento em que se agrava o número de infectados com o corona na capital. É um segmento que tem um consumidor mais abastado e pode muito bem sobreviver à pandemia com vendas on line, drive-thru, delivery etc.. Estamos em um momento atípico com a decretação de calamidade sanitária, algo inimaginável meses atrás, e não adianta justificativas econômicas quando vidas estão sendo expostas à contaminação. São estabelecimentos que possuem capilaridade e seguros contra adversidades. Só a justiça para impedir mais esta irresponsabilidade social.

 

RAPINAGEM

Mesmo com o adiamento das eleições e com um calendário mais adiante, em respeito à crise sanitária, os pré-candidatos estão com seus respectivos blocos nas ruas anunciando suas candidaturas. Não respeitam nem o momento de dor de dezenas de famílias que perderam seus entes. Cada coisa a seu tempo, e o momento não é favorável à política. Quem não respeita as pessoas não tem condições de administrar uma crise da atual proporção. São aves de rapina.

 

MEIA BOCA

Os estabelecimentos particulares de ensino de Rondônia alardeiam que fizeram muitos investimentos para realiza aulas remotas, não vêm cumprindo a legislação estadual sobre descontos durante a pandemia e alegam inconstitucionalidade da lei.  Os alunos afirmam que não há investimentos, professores estão despreparados, dão aulas em suas próprias casas, cheias de interrupções em seus celulares. Enquanto o aluno teve gastos extras com internet e energia e recebe uma prestação de serviço “meia boca” em um contrato que estabelece aula presencial, laboratórios etc.

 

TRANCAMENTO

As instituições tiveram redução de gastos com energia, limpeza, segurança, demitiram terceirizados, entre outros cortes.  Se não negociarem vão perder muitos alunos nesse segundo semestre porque certamente a pandemia vai perdurar até o ano que vem. Melhor negociar e oferecer descontos se quiserem sobreviver. Nem precisaria do Poder Público movimentar tantos profissionais e recursos com promulgação de leis, ações do MP, Defensoria, Procon etc. Aguardem agosto para ver a chuva de promoções. Serão muitos trancamentos ou transferências para aquelas que oferecerem as melhores vantagens.

 

DOIS PESOS, DUAS MEDIDAS

A lei aprovada pelo legislativo estadual é tecnicamente obscura na sua eficácia, mas caberia ao judiciário preencher esta lacuna quando instado a se pronunciar. Todos sabemos que o espírito da norma que moveu os deputados estaduais é descontar das anuidades pelos novos gastos dos universitários com o ensino a distância e, igualmente, pela quebra do contrato presencial. Compartilhar prejuízos, o que é justo. No entanto, pelas decisões oriundas de quem deveria esclarecer as eventuais obscuridades dos parlamentares, as universidades particulares estão ganhando todas, embora em outros estados as próprias universidades se anteciparam a qualquer norma e concederam descontos.

 

HUMOR PVH

Um site da capital denominado humor em pvh, muito gostoso de ser acessado, tascou esta: “O governador Marcos Rocha informou que ficará 14 dias de quarentena com a esposa, com isso, já serão 572 dias no total de quarentena’. Pensando bem, humor está absolutamente correto.

Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 08/07/2020 09:34:38

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

 

LIBERAÇÃO

Embora boa parte dos empresários e empregadores não esteja atenta aos reflexos jurídicos da abertura geral das atividades laborais em razão do coronavírus – os empresários pressionam para abrir tudo -, a Suprema Corte reconheceu que a Covid é uma doença ocupacional. Significa firmar que alguém contaminado no ambiente de trabalho e, dependendo da extensão do dano, pode requerer indenização. Um garçom, hipoteticamente, contaminado no exercício profissional pode ser indenizado.

 

PREVENÇÃO

Aquele estabelecimento que relaxa com os protocolos sanitários instituídos para seu retorno ao funcionamento e não segue fielmente, as consequências de não agir preventivamente podem ser onerosas, inclusive para empregadores pessoa física. Portanto, a própria pressão utilizada pelo empresário em geral, com manifestações públicas pelo retorno das atividades, mesmo com recomendações contrárias dos especialistas da saúde, pode servir de prova numa ação de indenização de danos morais e materiais.

 

INVERSÃO

Na posição firmada pelo STF, interpretando o artigo 29 da Medida Provisória 927/20, na realidade, alterou o ônus de comprovar o nexo causalidade entre a enfermidade adquirida e o exercício da atividade laboral. Antes, conforme artigo da professora Gabriella Medeiros, considerava-se que o empregado acometido pela Covid-19 não portava doença ocupacional, exceto se ele comprovasse que adquiriu em razão da atividade laboral. Agora, como o novo entendimento, o encargo probatório não é mais do empregado.

 

ÔNUS

A modificação de interpretação dispõe pelo ônus probatório invertido ao empregador, e se considera que o empregado infectado porta doença ocupacional. Caberá ao empregador provar que a contaminação não fora contraída no ambiente do trabalho. Pressionar as autoridades políticas é algo muito fácil, particularmente em momento de dificuldades e histeria para todos, queremos ver daqui em diante o comportamento dos empresários com eventuais pressões dos sindicatos dos trabalhadores na defesa da saúde dos filiados.

 

TALIÃO

É marca do governador Marcos Rocha em suas perorações citar a palavra de Deus. Usa e abusa das exaltações éticas religiosas, mas quando contrariado em seu trono governamental, reage duro com a mesma língua dos provérbios para atacar os desafetos. Ao que parece a lei sagrada com melhor sonoridade para o governador é a de Talião.

 

LÍNGUA DE FOGO

Primeiro, Rocha atacou o ex-aliado de campanha, deputado federal Coronel Crisóstomo, depois o deputado federal Leó Moraes, e, em seguida, o prefeito Hildon Chaves. Agora foi a vez de abrir o verbo contra o senador Marcos Rogério. Como diria o apóstolo Tiago: “a língua é um pequeno órgão do corpo, mas se vangloria de grandes coisas. Vejam como um grande bosque é incendiado por uma simples fagulha. Assim também, a língua é fogo; é um mundo de iniquidade”. Portanto, não basta citar a palavra sagrada quando na verdade o íntimo é belicoso.

 

MENTIRA

A coluna tem sido crítica em relação ao atual mandato do senador Marcos Rogério, principalmente em razão da falta de mais empenho com pautas dos interesses rondonienses, a exemplo da transposição, das posições políticas adotadas em votações de temas controversos, enfim, de um mandato senatorial pouco operoso. Contudo, a troca de farpas entre ele e o governador, sejamos corretos, o senador comprovou que Marcos Rocha mentiu ao afirmar que ele, Marcos Rogério,  não teria destinado nenhuma emenda para o combate à Covid.

 

INERTES

Os recursos federais de bancada, da lavra do senador, não foram alocados para o estado porque o secretário de saúde e o chefe da Casa Civil, instados a se posicionar quanto aos recursos oferecidos, optaram em ficar inertes. O que obrigou o senador Marcos Rogério a destiná-los para os municípios. Aliás, não há um membro da atual bancada federal que lance uma única palavra elogiosa ao governador e a inércia que assola as inações dos seus auxiliares. Nem por reza forte este governo decola.

 

CANADÁ

Uma curiosidade tem tomado conta das rodas (virtuais) políticas da capital, conforme a boca miúda. Embora estejamos a léguas de distância do território canadense, uma bela fazenda com tais digitais fora comercializada com preços acima dos padrões usuais. Em razão dos gastos perdulários, é que despertou tanta curiosidade em tempos de crise. Há quem diga que o Canadá é ali, bem perto de um rio em que as garças voam livres dos olhos curiosos. Intrigante!


REGISTRO

A coluna abre parênteses para se solidarizar com o ex-governador Daniel Pereira pela passagem do genitor para o andar de cima. As desavenças entre este cabeça chata e o ex-governador não afetam os sentimentos humanos e civilizatórios que devem permear o respeito entre as pessoas. Portanto, fazemos o registro da passagem de um cidadão que tanto dignificou com bons exemplos os seus familiares.


PONTE

Depois de dezesseis anos e muito empenho político concluíram a ponte sobre o reservatório da Usina de Samuel, no Rio Jamari, em Itapuã do Oeste. Uma obra conclusa a passos de tartaruga, mas resgata uma demanda enorme com a população daquele município que utilizava de uma balsa para cruzar o rio. Na ocasião da inauguração, o esforço do casal Raupp para alocação dos recursos foi lembrado por autoridades. Podem falar o que quiserem de ambos, menos dizer que não foram operosos com as demandas municipais, apesar do final político conturbado. 

INCOERÊNCIA 
Não se justificam os memes nas redes sociais com alusão a morte do presidente Jair Bolsonaro, embora ele mesmo tenha desejado a morte de uma ex-presidente. Nem as sandices da família Bolsonaro ( que são enormes) e a irresponsabilidade com que trata a pandemia do coronavírus justificam torcer para que ele sucumba à doença.  É uma incoerência chamar o presidente de fascistode quando a mesma pessoa que critica faz apologia a sua morte. Vivemos uma crise civilizatória com manifestações cada vez mais agressivas de intolerância. Bolsonaro é responsável em boa parte por todas estas crises, mas nem assim, e apesar dele, devemos torcer pelo seu infortúnio. Teremos em breve as urnas para abreviarmos sua vida política. Isto na hipótese de ele sobreviver politicamente no cargo até as próximas eleições presidenciais. O que a coluna duvida muito! Vida longa ao Jair, é o que deseja a coluna. 

Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 01/07/2020 22:35:50


LOCKDOWN

Foi preciso a prefeitura da capital ingressar na justiça para que o governo de Rondônia reconhecesse que a reabertura do comércio mesmo gradualmente era um equívoco, visto que o pico da pandemia do covid-19, particularmente em Porto Velho, ainda está por vir. Em juízo, o governo, além de reconhecer o erro em relação à capital, decidiu retornar à fase 1 (fase mais restritiva do isolamento) em mais 19 municípios.

UMBIGO

Como era de se esperar, as representações patronais criticaram, mas seja em Porto Velho, seja Nova Iorque, e seja em outra cidade mais desenvolvida, a única forma para enfrentar a pandemia é o isolamento restritivo. Quem berra em sentido contrário são os negacionistas que, nestes tempos, são tão letais quanto o covid. Os reflexos negativos da pandemia são globais, não é apenas na capital rondoniense, como querem que todos creiam. As representações patronais pensam tão somente no próprio umbigo.

COLAPSO

Como qualquer pandemia que se alastra feito fogo em capim seco, o covid-19 colapsou todos os sistemas de saúde mundo afora. Quem tentou estruturar seus sistemas no momento em que a pandemia estava circunscrita à Ásia e Europa, caso não tenha amnésia, deparou-se com a escassez dos insumos e equipamentos. Como o sistema de saúde, o mercado produtor desses insumos e equipamentos entrou em colapso em suas produções em razão da demanda. A incompetência, quanto ao bom combate ao vírus, foi daqueles gestores que nada fizeram e optaram por ignorar a letalidade do vírus. Não é demais lembrar que o colapso no sistema saúde alcançou também o privado.

CORREÇÕES

Embora a capital tenha decretado o isolamento restritivo em maio, como estratégia de achatar a curva ascendeste, o governo não fez a parte dele. Explico: não adianta decretar nada restritivo sem que o próprio estado exija o cumprimento, compelindo a população a respeitar a norma em vigência. Foi o que ocorreu. Há um péssimo exemplo ainda na memória de um coronel tentando impor a ordem e, após o fato ganhar as redes sociais, o governador desautorizou. Fatos desta natureza desmoralizam o isolamento e estimulam parte da população, a exemplo dos jovens, a descumprir a norma. Sem que o poder público exija o cumprimento do decreto de isolamento restritivo, usando seu poder de polícia, chegaremos em setembro com o mesmo problema. É preciso aprender com os erros, fazer as correções, e não se acovardar em adotar medidas impopulares de olho no calendário eleitoral. Governante é eleito pra governar. E aguentar pressão.

ECONOMIA

O principal argumento dos defensores da liberalidade com a abertura do comércio é a crise na economia que vamos enfrentar. É verdade. Embora a economia brasileira esteja em retração desde o governo Dilma Rousseff, a pandemia tem corroído ainda mais as atividades econômicas com reflexos danosos e ainda imprevisíveis. Porém, será ainda mais desastrosa para a economia à medida em que se arrastar seu controle.

LOROTA

A taxa de desemprego aumentou, a quebradeira dos pequenos negócios tem sido enorme e as atividades da informalidade praticamente entraram em coma. É um problema de escala mundial que exigirá dos governos esmero para que o paciente não sucumba pós-pandemia. Mas o momento exige cuidados com a saúde das pessoas para que aquelas com saúde possam criar os mecanismos objetivos a fim de que a economia retome o seu curso e volte a pulsar. Achar que se resolve as duas chagas concomitantemente é mentir para a plateia de olho na política. Nenhum país mais avançado tecnologicamente que o nosso conseguiu tal capacidade. Temos que aprender com esta crise para corrigir os erros. Em tempos de cólera abundam os profetas (negacionistas) da lorota!

BAJULAÇÃO

O Secretário de Estado da Saúde, Fernando Máximo, deveria liderar o enfrentamento da pandemia ouvindo as opiniões das cabeças pensantes da saúde, ao invés de se deixar influenciar por opiniões de pessoas que não possuem formação na área. Um exemplo ruim é o chamado grupo “Pensando Rondônia”, que, aliás, nas coletivas promovidas pelo estado, tem lugar cativo com falas desconexas. O momento exige dar voz a quem tem o que falar sobre Covid: os infectologistas, sanitaristas e especialistas da saúde. Máximo não lidera nada e ainda atrapalha aqueles que falam algo de útil. Quem conversa com os médicos, os representantes dos conselhos, como esta coluna faz, ouve tão somente críticas ao secretário. Embora, no aquartelamento que vive, as vozes que escuta são com loas. E ele retribui com continência da bajulação sem nunca pensar em Rondônia.

BELINGERÂNCIA

O momento é juntar esforços políticos e científicos para que possamos minimizar a crise, replanejar o futuro e estabelecer metas governamentais. Infelizmente o que vemos nas redes sociais é o inverso, há um clima de beligerância política entre as autoridades. Em Guajará-Mirim, por exemplo, o governador Marcos Rocha optou por abrir sua artilharia contra o deputado federal Coronel Crisóstomo. Em Porto Velho, coube ao secretário Fernando Máximo criar um clima belicoso com o prefeito Hildon Chaves, da capital, e atirar farpas em direção ao deputado federal Léo Moraes. A crise não é apenas sanitária, Rondônia está imersa numa crise política sem precedentes. Isto cria um terreno fértil para novos aventureiros da rapina. As redes sociais dão azo a esta gente que afina o bico de olho na carcaça.

ARROBA

Apesar das atividades comerciais estarem em crise em razão do coronavírus, a atividade de compra e venda de gado está em alta no mercado da capital. Uma boiada, além de uma boa fazenda sentido Guajará, segundo fontes da coluna, foram comercializadas de forma atípica. Para dar os nomes aos bois, a coluna aguarda ainda algumas confirmações a fim de evitar barrigada com consequências de dano moral. Mas a arroba bovina está em alta, independentemente da crise.

ANUIDADES

A Assembleia Legislativa do Estado aprovou uma lei que enquadraria as anuidades dos estabelecimentos de ensino privado que mudaram a forma contratual das aulas presenciais para o meio remoto.

DESCONTOS

Pela regra aprovada, as escolas e as universidades privadas teriam que conceder descontos nas anuidades já que mudaram a forma de oferecer as aulas. O problema é que os estabelecimentos não estão concedendo os descontos, alegando uma suposta lacuna na lei aprovada pelos deputados estaduais.

CHICANA

Ora, a lei foi aprovada em razão da mudança contratual das aulas presenciais para remotas– nesta segunda modalidade, as famílias arcam com todos os custos mesmo tendo sido alterado o serviço prestado. A lacuna utilizada pelas universidades é fazer chicana com a lei e zombar com a inteligência humana. Nas aulas remotas, feitas precariamente do celular e internet dos próprios professores, os gastos das universidades são infinitamente menores do que montar a estrutura para atender turmas com as aulas presenciais. Caberia aos deputados uma reação mais efetiva para impedir que a norma legislativa não seja desmoralizada e a Assembleia Legislativa não seja achincalhada mais do que já foi. Até aí Inês é morta!

CENSURA

É muito engraçado testemunhar a gritaria da maioria dos internautas nas mídias sociais protestando contra a lei aprovada no Senado Federal que impõe limites aos conteúdos denominados 'fake news' e virilizados pelas plataformas. A lei em si, que depende ainda de duas votações da Câmara Federal para entrar em vigência, é capenga do ponto de vista legislativa devido excessos, mas no geral é necessária para estabelecer regras civilizatórias aos usuários que utilizam dessas ferramentas para difundir ódio, calúnia, injúria, discriminação e, não raro, atentam contra o próprio estado de direito. Não há censura contra o exercício da imprensa. A gritaria não passa de lorota daqueles que usam as redes para disseminar fake. Como dizia Umberto Eco, são idiotas!

Resenha Política : Resenha Política, por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 24/06/2020 09:34:24

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

 

ENGALFINHANDO

Embora a população de Guajará-Mirim, assustada com o número de infectados e de óbitos em razão do coronavírus, exija que as autoridades estaduais, em particular o governo, resolvam definitivamente, apesar de tardiamente, os impasses burocráticos e financeiros da obra do hospital,o governador e coronel Marcos Rocha e o deputado federal Coronel Crisóstomo trocam farpas publicamente se esquivando das responsabilidades. Enquanto um desmente o outro, o número de óbitos no município aumenta por falta de uma unidade hospitalar para socorrer os pacientes.

 

LIVE DA MENTIRA

Os impropérios trocados entre os coronéis ocorreram depois de uma live feita pelo coronel Crisóstomo garantindo que havia colocado uma emenda parlamentar no orçamento federal destinada à conclusão do hospital de Guajará. Segundo o coronel Rocha, a verba nunca chegou e que a informação da liberação dada pela live era mentirosa. Numa live anterior o parlamentar – único do PSL eleito na chapa do governador -, já havia feito ilações colocando em dúvida a boa aplicação dos recursos destinados ao combate do covid-19 pela Secretaria de Estado da Saúde. Com a desavença, cheia de desmentidos, resta sabermos aquele que fala a verdade. Apesar de que o que importa são os recursos.

 

SINECURAS

Não bastassem as críticas da letargia política em tempos de pandemia em que está envolto o governo, há críticas do terceiro setor quanto à Secretaria de Assistência e do Desenvolvimento Social Estadual (SAES), administrada pela primeira dama Luana Nunes de Oliveira Santos. Na semana passada, representantes de entidades não governamentais requereram uma inspeção ao Tribunal de Contas para averiguar a quantidade exagerada de cargos comissionados na estrutura funcional, além da qualificação (ou falta) dos nomeados para exercerem as funções técnicas, eventualmente não possuindo as habilitações adequadas. Pela denúncia, a SAES teria virado uma sinecura entre amigos do rei, ou, como se comentam a boca miúda, da rainha.


INDAGAÇÕES

Não tenho dúvidas que o TCE será diligente na inspeção em relação estas sinecuras, em especial no âmbito da SAES. Algumas indagações vão ter que restar esclarecidas, por exemplo: quantos servidores de livre nomeação são filiados ao partido de sustentação governamental (evita aparelhamento), qual percentual de funções e cargos comissionados em relação aos efetivos (para verificar se está dentro dos parâmetros da proporção com os servidores carreira), quais os controles intrínsecos na escolha para nomeação e, portanto, estão aptos para desempenharem as funções correspondentes. 

 

LOCKDOWN

O prefeito de Porto Velho, Dr. Hildon Chaves (PSDB), está absolutamente correto ao declarar que é a favor de um isolamento mais rigoroso como estratégia de achatar a curva ascendente do corona. É a única estratégia utilizada com sucesso por todas as cidades que conseguiram domar a pandemia e começam a abrir as atividades comerciais e de entretenimento. Tanto em Porto Velho como na maioria das cidades brasileiras, houve uma pressão forte do empresariado em sentido contrário. Entretanto, os alcaides que deram ouvidos aos especialistas da saúde – únicos capazes de avaliar a situação – e optaram por um lockdown de verdade, colhem agora os louros. Manaus, Fortaleza e São Luiz são exemplos exitosos que comprovam que o caminho a ser adotado é o isolamento rigoroso. Hildon está correto por seguir as recomendações dos especialistas da saúde.

 

INFECÇÃO

Quem defende a liberação das atividades econômicas sob a alegação de que o desemprego vai ser proporcional à pandemia, não revela totalmente a verdade porque os índices do desemprego já são altos e vão se agravar de qualquer forma em 2021 em razão da retração da economia mundial que, de acordo os especialistas da área, chegarão aos seis pontos percentuais negativos.  

 

ECONOMIA

Assim como a população foi surpreendida pela pandemia, o coronavírus afetou também as eleições municipais e quase ninguém tem mais um roteiro fechado a seguir como fórmula política para apresentar à sociedade, embora a saúde pública seja a princípio um tema a dominar todos os debates. Vários pré-candidatos estão repensando as estratégias e, muitos deles, as próprias candidaturas. Em qualquer cenário que se desenhe é pule de dez acertar que 2021 a economia estará na UTI entubada e exigirá das autoridades políticas muita habilidade e coragem para que os sinais de vitalidade retornem o mais breve possível.

 

REELEIÇÃO

O prefeito de Ariquemes, Thiago Flores, por exemplo, antecipou-se à crise sanitária e anunciou que não é candidato à reeleição, mesmo com uma boa avaliação administrativa. O prefeito da capital, Hildon Chaves, ainda não revelou se é candidato à reeleição. É possível que já tenha tomado a decisão, mas avalia ainda o melhor momento para anunciar. Hildon tem repetido aos amigos próximos que o compromisso atual é reunir as energias para combater o Covid e que qualquer decisão sobre reeleição ficará para depois.

 

AVALIAÇÃO

Este cabeça chata aposta pelo cenário atual – política é como nuvem que muda conforme o vento – avalia que é grande a chance de Chaves desistir de disputar a reeleição. Perguntado, ele desconversa. Como intuição é intuição, nesta cabeça nordestina a aposta é que não. E não sendo, são por razões exclusivamente de exaustão pessoal, visto que as probabilidades seriam alvissareiras.

 

HIPÓTESE

A confirmar em breve que o prefeito da capital opte em não disputar a reeleição, o nome que volta à evidência e com boas chances de viabilidade é do ex-governador Daniel Pereira. As acusações que envolviam o nome do ex-governador com malfeitos na secretaria de meio ambiente foram ao limbo após uma série de reportagens com o vazamento de áudios de um grupo fechado de autoridades policiais revelando supostamente que as investigações visavam atingir efetivamente Pereira sem que restasse claro o nexo causalidade entre os malfeitos investigados e o ex-governador.

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