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Mais Notícias : Reforma da Previdência foi 7 a 1 na esquerda
Enviado por alexandre em 11/07/2019 08:08:22

Partidos de esquerda sofrem derrota imensa, que não foi vitória do governo

Vinicius Torres Freire - Folha de S.Paulo

Não foi uma vitória política do governo, que pode vir a se beneficiar dessa e doutras mudanças que devem ocorrer na economia, caso Jair Bolsonaro não desarranje o país com seus desvarios.

Foi uma imensa derrota da oposição de esquerda, isolada não apenas no plenário da Câmara, de resto quase inteiramente favorável à reforma da Previdência, uma avalanche de 379 votos a 131; 510 dos 513 deputados votaram.

A oposição não teve voz na rua ou na política partidária. Não teve voz na reforma, pois se retirou para trincheiras perdidas nas montanhas do atraso. Não se prepara para outras avalanches de mudanças que devem revirar a ordem socioeconômica do país. Não faz mais do que esperar talvez uma revolta espontânea da população, pois, até ou quando funcionar o programa de reformas liberais, o país atravessará ainda um deserto de crescimento e precariedade.

Foi uma imensa vitória de Rodrigo Maia (DEM-RJ), presidente da Câmara e líder do coletivo do miolão do Câmara que aprovou a reforma. Esse líder da direita moderada, de um partido quase extinto no final dos anos petistas, acabou por ocupar quase todo o espaço político-parlamentar que não foi calcinado pela extrema direita.

Maia e o coletivo de líderes do miolão do Congresso acabaram por criar um arranjo talvez provisório, este semestre de “parlamentarismo branco” que aprovou a reforma previdenciária e conteve avanços piores do bolsonarismo. Em discurso no encerramento da votação da reforma, reafirmou seu programa, por assim dizer.

Leia artigo na íntegra clicando ao lado: Reforma da Previdência foi 7 a 1 na esquerda 


Tite e o drible em Bolsonaro. E em Lula?

A decisão de Tite de se manter afastado de Jair Bolsonaro na comemoração da Copa América levou o treinador a ser chamado de petista nas redes sociais –já que, em 2012, ele visitou Lula depois que o Corinthians, que comandava, venceu a Libertadores da América.

Tite, no entanto, já tinha admitido, em 2018, que a visita a Lula foi um erro. E que não pretendia mais misturar futebol com política. 

O técnico tem recusado até mesmo convites para receber título de cidadão de municípios brasileiros.  (Mônica Bergamo – FSP)



Coluna desta quinta na Folha

Rolo compressor deu certo

Antes de a Câmara aprovar o texto base da reforma da Previdência, ontem à noite, pela manhã o presidente Bolsonaro deu uma passadinha pela Casa para sentir o clima favorável à PEC que muda as regras de aposentadoria. A construção da vitória, por um placar bem mais elástico do que o Planalto esperava, é obra resultante da enorme capacidade de diálogo que o presidente Rodrigo Maia tem entre os mais diversos líderes partidários, na oposição, inclusive, que tentou sem sucesso obstruir a sessão.

O texto-base foi aprovado por volta das 20h, a sessão se encerrou às 21h e será retomada às 9h da manhã de hoje. Até sábado, a fatura estará liquidada e o projeto será encaminhado para apreciação e votação, também em dois turnos, ao Senado, onde o Governo tem chances de aprovar sem modificações, para não ter quer voltar à Câmara. “Até setembro teremos aprovado”, prevê o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho.

Henry no páreo – Na entrevista que concedeu ao Frente a Frente, o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho, elogiou bastante o deputado Raul Henry, presidente estadual do MDB, passando a impressão de que o partido pode construir uma alternativa desvinculada do PSB para a Prefeitura do Recife com o seu nome. Segundo ele, Henry, porém, tem que demonstrar interesse.

A janela – Dependendo da reação do comando do PSB, que ameaça expulsar quem votar a favor da reforma da Previdência, o deputado Felipe Carreras, se vier a ser punido, já tem a janela para ingressar no PSB. Conta com o aval dos principais líderes da legenda, como o senador Jarbas Vasconcelos, o senador Fernando Bezerra Coelho e presidente estadual, Raul Henry.

A favor – Numa conversa com este colunista no Salão Verde da Câmara, o deputado Júlio Delgado (MG), um dos expoentes do PSB no Congresso, também disse que estava propenso a votar a favor da reforma da Previdência. Na verdade, dos 32 parlamentares socialistas 11 tendiam votar a favor. Ninguém acredita que o PSB venha a abrir mão de mais de dez deputados.

Encaminhamento – Cinco pernambucanos ocupam lideranças na Câmara e encaminharam, ontem, as votações na sessão da Câmara: Tadeu Alencar (PSB), Sílvio Costa Filho (PRB), André Ferreira (PSC), Daniel Coelho (Cidadania) e André de Paula (PSD). De todos, só o PSB foi contra.

Aliança – Eleito deputado federal com uma boa votação em Caruaru, o deputado Fernando Rodolfo (PHS) está de olho numa aliança com o deputado Tony Gel. Sonha em ter Toninho, filho do parlamentar, na vice e assume o compromisso de eleger o federal do mesmo grupo de Tony.

CUBANOS – Em agosto, o Governo edita uma MP para alterar o programa Mais Médicos, pelo qual serão reincorporados profissionais cubanos da área, que atuaram nos Governos Lula e Dilma e que foram tão combatidos por Bolsonaro quando deputado e na campanha presidencial.

Perguntar não ofende: Raul Henry rompe aliança com o PSB e sai candidato a prefeito do Recife?

Mais Notícias : Reforma passa com toma lá dá cá
Enviado por alexandre em 10/07/2019 08:45:50


Reforma passa com toma lá dá cá

Para empurrar goela-abaixo a indigesta reforma da Previdência, o Governo não precisou apenas da liderança do presidente da Câmara, Rodrigo Maia. Teve que usar dos mesmos mecanismos que tanto combateu na era Lula: o fisiologismo. Liberou, na véspera da medida entrar em plenário, R$ 1,3 bilhão.

Somando este valor ao que já jorrou pelas torneiras, são R$ 2,5 bilhões para adoçar a boca dos deputados que resistiam à reforma. Cai por terra, assim, o carcomido discurso do presidente, de que não é recorrente à política do toma lá dá cá. No Congresso, mudou o clima em favor das mudanças nas regras de aposentadoria, mas não ao clima de desconfiança em relação à governabilidade.

Bolsonaro fez afagos, ontem, a Maia, tratando-o de general. Um grande número, porém, de parlamentares reclama do acesso ao Governo e ao tratamento indiferente que recebem circulando pela Esplanada dos Ministérios.

Expulsa ou não – Embora voto favorável à reforma da Previdência, o deputado Gonzaga Patriota (PSB) não acredita que o partido venha a expulsar os parlamentares que não respeitem a orientação da executiva nacional pelo voto contrário. “Não é uma tradição tamanha radicalização”, disse. Será? Com a palavra o senador Kajuru, degolado por ter votado a favor do decreto de armas.

Primeiro rebelde – Se Patriota tem razão veremos com a reação do comando socialista ao voto do deputado Felipe Carreras. Pelo menos até o fechamento desta coluna, ele tendia a votar a favor das mudanças nas regras de aposentadoria. Na segunda-feira passada, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, foi claro: quem votar a favor da reforma será expulso do partido.

Revolução – O presidente do Tribunal de Contas da União, José Mucio Monteiro, que abriu uma exceção para este colunista, ontem, concedendo a sua primeira entrevista depois de empossado, há seis meses, faz uma gestão que incomoda muita gente. Ele não quis tratar das mudanças que vem empreendendo, mas certamente vão gerar mídia nacional e muita polêmica.

Tesão de noivo – Vice-presidente estadual do PMDB, o primeiro suplente do senador Jarbas Vasconcelos, Fernando Duere, está com tesão de noivo para levar o partido a crescer no Estado. Já encomendou uma bota de sete léguas para o primeiro giro aos rincões do Estado.

Vaquejada – Tabira já pode festejar a manutenção de uma das maiores vaquejadas do Nordeste, organizada e promovida por Paulino Melo e filhos: a Câmara aprovou, ontem, a legalização do esporte. O evento de Tabira, que arrasta uma multidão, será neste fim de semana.

DEMAGOGIA – O vice-presidente Hamilton Mourão disse, ontem, ao deputado pernambucano Fernando Rodolfo (PL), que os governadores do Nordeste, contrários à reforma da Previdência, agiram com populismo e demagogia ao longo de todo o processo de discussão da matéria na Câmara.

Perguntar não ofende: Felipe Carreras vai ser expulso por não se curvar à direção do PSB?



Governo: R$ 5,6 bi em emendas; deputados pedem mais

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Folha de S.Paulo

Análise do texto teve início às 20h48 e entrou pela noite; votação deverá ser iniciada nesta quarta

Na tentativa de iniciar a votação da reforma da Previdêncianesta terça-feira (9), o governo federal aprovou medidas para afagar a bancada ruralista e impulsionou o envio de recursos às bases eleitorais de deputados. 

O Executivo acelerou a liberação de emendas orçamentárias e ofereceu um lote extra aos congressistas. Já foram prometidos ao menos R$ 5,6 bilhões a deputados.

Ainda assim, os partidos ampliaram a lista de exigências, atrasando o início da votação da reforma no plenário.

Com isso, a análise do texto, que é a prioridade legislativa do presidente Jair Bolsonaro, só começou às 20h48 desta terça. Enquanto negociações eram feitas, deputados discutiam, no lugar, a regulamentação da vaquejada.

O plenário encerrou à 0h43 da madrugada desta quarta a fase de debates da reforma. A expectativa dos parlamentares é que às 10h30 haja quórum para a retomada dos trabalhos no plenário da Câmara.

Embora tenha adotado na campanha o discurso de que colocaria fim ao toma lá dá cá na relação com o Congresso, o governo ofereceu a cada parlamentar fiel um lote extra de R$ 20 milhões de emendas (em um total de mais de R$ 3 bilhões), que é o direcionamento de verbas do Orçamento para o reduto eleitoral dos políticos.

Além disso, acelerou o empenho —o registro oficial de que pretende executar aquele gasto— das emendas ordinárias, conforme mostrou a coluna Painel nesta terça.

O governo liberou quase R$ 1 bilhão na véspera da votação —um total de R$ 2,6 bilhões nos seus primeiros dias úteis de julho, segundo levantamento do gabinete do líder da oposição, Alessandro Molon (PSB-RJ).

Presente no plenário da Câmara, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou ao site Jota que a liberação de verbas de sua pasta foi um esforço para a aprovação da reforma.

A declaração difere da do presidente da República, que em entrevista e nas redes sociais disse que a medida é uma ação normal da administração pública, sem relacioná-la à Previdência.



Bolsonaro ora hoje com irmãos evangélicos na Câmara

Jair Bolsonaro deve orar ao lado de seis ministros nesta quarta (10), no culto da bancada evangélica na Câmara dos Deputados.

De acordo com o deputado Pastor Marco Feliciano (Pode-SP), vão à celebração os ministros Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia), Damares Alves (Mulher e Direitos Humanos), Onyx Lorenzoni (Casa Civil), o general Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), Ernesto Araújo (Relações Exteriores), André Mendonça (AGU) e Marcelo Álvaro Antônio (Turismo).

 “Estarão conosco por serem nossos irmãos e atenderem a nosso convite”, disse Feliciano numa mensagem a outros parlamentares. (Mônica Bergamo – FSP)

Mais Notícias : Maia insulta Bolsonaro
Enviado por alexandre em 09/07/2019 08:35:14

Coluna desta terça na Folha

Maia insulta Bolsonaro

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nunca engoliu Bolsonaro. A briga é antiga, vem desde o tempo em que disputavam eleições proporcionais no Rio de Janeiro, onde ambos têm domicílio eleitoral. Enquanto Bolsonaro tinha votações cada vez maiores, Maia crescia feito rabo de cavalo, para baixo.

Maia nunca engoliu a chegada de Bolsonaro ao poder. Isso ficou mais que evidente nos arranca-rabos entre eles durante a tramitação da reforma da Previdência. Prestes ao texto ser votado no plenário da Casa, Maia disse, ontem, que o mérito era do parlamento e não do executivo uma eventual aprovação em primeiro turno do texto básico da reforma previdenciária.

Para o presidente da Câmara, o Governo atrapalhou mais do que ajudou. “O resultado desta semana será o resultado do esforço, do trabalho e dedicação de cada deputado”, destacou. Traduzindo: se a Câmara fosse depender do Governo não tinha reforma.

Última tentativa – Os governadores foram chamados a Brasília, hoje, para uma última tentativa de acordo em cima da proposta de inclusão de estados e municípios na reforma da Previdência. Mas dificilmente darão um passo adiante. Enquanto governadores de peso, como João Dória (PSDB), apresentam posturas dúbias, Paulo Câmara prefere não atender ao convite da Casa Civil.

Na contramão – O PSB deu, ontem, mais uma pisada de bola ao fechar questão contra a reforma da Previdência no plenário da Câmara. Já havia se posicionado contrariamente na comissão especial. Prevaleceu a vontade dos governadores e o desejo do presidente da legenda, Carlos Siqueira. Na comissão especial, os deputados socialistas votaram contra.

Buscando o voto – Para evitar surpresas de última hora, o governador Paulo Câmara ligou para todos os deputados da sua base na Assembleia pedindo o apoio para aprovação do advogado Carlos Neves, indicado por ele para o Conselho do Tribunal de Contas. Seguro, mandou o presidente da Casa, Eriberto Medeiros, fazer a votação em plenário quinta próxima.

Em Brasília – O prefeito Geraldo Júlio embarcou, ontem, bem cedo, para Brasília, ao lado do presidente do PSB, Sileno Guedes, e do chefe de gabinete do governador, Milton Coelho. Na agenda, a reunião da executiva nacional socialista para fechar questão contra a reforma da Previdência.

Com João – O deputado federal Felipe Carreiras, que vinha mantendo uma postura de certa independência em relação ao seu partido, o PSB, vai votar contra a reforma da Previdência. E para 2020, já se acertou com João Campos, abandonando a ideia de disputar a Prefeitura do Recife.

VERGONHA – Enquanto Paraty, no litoral fluminense, foi incluída na lista de patrimônio mundial da humanidade pela Unesco, e no último final de semana sediou a tradicional festa literária, Olinda capenga. Uma das suas principais vias de acesso, a Avenida Presidente Kennedy, virou uma pocilga.

Perguntar não ofende: Rodrigo Maia quer entrar na disputa pela Presidência em cima dos erros de Bolsonaro?



Delação ilegal na Venezuela; risco a delatores

Investigação sobre vazamento de delação da Odebrecht na Venezuela expede dois ofícios em nove meses

Divulgação de informações foi ilegal e colocou em risco delatores e advogados na Venezuela

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

Polícia Federal informou na semana passada ao ministro EdsonFachin, do STF (Supremo Tribunal Federal), que apenas dois ofícios burocráticos foram expedidos até agora no inquérito aberto há nove meses para investigar o vazamento de informações da delação da Odebrecht na Venezuela. Não houve diligências nem oitiva de testemunhas.

SIGILO TOTAL

No Brasil, as informações eram de conhecimento de poucas autoridades, como os procuradores da Lava Jato e o juiz Sergio Moro.

Em 2017, quando os dados sigilosos vieram a público, a Odebrecht apresentou notícia-crime a Fachin —que passou o caso à PGR (Procuradoria-Geral da República).

Nada andou e, em março deste ano, a Odebrecht voltou a provocar o Supremo.

A procuradora-geral, Raquel Dodge, informou então a Fachin que um inquérito sigiloso foi aberto em 2018 para investigar o caso.

Já a PF, também questionada, disse a Fachin que, até agora, dois ofícios foram despachados —um ao STF e outro à PGR—para comunicar que a investigação havia começado. E nada mais.

VAZA JATO 

No domingo (7), a Folha, em parceria com o site The Intercept Brasil, revelou mensagens trocadas em 2017 entre Moro, o procurador Deltan Dallagnol e outros integrantes da Lava Jato em que eles discutem como tornar pública a delação da Odebrecht.

 Nos diálogos, Dallagnol dizia que era preciso “contribuir com os venezuelanos”. E discorria sobre pagamentos feitos ao governo chavista de Nicolás Maduro.

A oposição da Venezuela, no entanto, também acabou investigada por receber propina da Odebrecht.

Moro e os procuradores afirmam não reconhecer a autenticidade das mensagens e dizem que elas podem ter sido adulteradas.


Eleição: PT quer avançar e crescer número de prefeitos

O PTB vai fazer um mutirão de filiações na Grande SP. Segundo o presidente da sigla, Campos Machado, “a meta é dobrar o número de filiados e lançar candidatos a prefeito em todas as 39 cidades da região”.

TIROTEIO

Do deputado estadual José Américo (PT-SP), sobre a decisão do Cade contra 11 empresas, por cartel e superfaturamento em obras em SP:

Que a punição do cartel no metrô marque o início do combate a este crime também no Rodoanel e nas concessões   (Folha Painel)

Mais Notícias : Bolsonaro volta a falar em reeleição
Enviado por alexandre em 08/07/2019 08:35:51

Bolsonaro volta a falar em reeleição

Bolsonaro fala em reeleição para entregar "país melhor" em 2026. Intenção contraria discurso de campanha, quando o então candidato falou ser contra disputar um novo mandato.  

Presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa Foto: Marcos Correa / Agência O Globo

O Globo

 

Aos gritos de "mito", o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso no palco de uma festa junina no Clube Naval em Brasília, na noite deste sábado, em que voltou a falar de reeleição. Bolsonaro disse que deixará um país melhor a quem o suceder em 2026. O atual mandato do presidente termina em 2022.

A intenção de disputar novamente a Presidência, que ele já havia manifestado recentemente em agenda no interior de São Paulo, contraria discurso de campanha, quando o então candidato falou ser contra a reeleição. 

— Pegamos um país quebrado, moral, ética e economicamente, mas se Deus quiser conseguiremos entregá-lo muito melhor a quem nos suceder em 2026 — afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que não há "nenhuma acusação de corrupção" em seu governo:  

- Aquilo que parece que estava fadado a fazer parte da nossa história, ficou para trás.



Votação da Previdência atropela MP 876

Votação da Previdência atropela medida provisória que aceleraria abertura de empresas.

Paulo Guedes, ministro da Economia

Folha de S. Paul - Coluna Painel
Por Daniela Lima

 

A equipe econômica já foi informada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que a medida provisória 876, com iniciativas que reduzem o tempo de abertura de empresas, vai caducar.

A proposta vence na quinta (11) e ainda não foi votada nem na Câmara nem no Senado. A prioridade de Maia é a reforma da Previdência. A equipe de Paulo Guedes quer, então, que a medida seja convertida em projeto de lei.




Fake news do mercado de gás ronda o Planalto

A fake news do mercado de gás e o Planalto. Ministério de Bento Albuquerque precisou entrar em campo neste domingo para desmentir falso evento no Planalto.

Ministério de Minas e Energia (Divulgação/Divulgação)

Da Veja - Por Robson Bonin

 

Veja como o problema das fake news chega aos setores mais segmentados do governo. Em pleno domingo, o staff do ministro Bento Albuquerque, do Ministério de Minas e Energia, precisou entrar em campo para  desmentir um falso lançamento relacionado ao leilão de gás que supostamente ocorreria no Palácio do Planalto no dia 10.

A nota do Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil aos representantes do setor registra:

“Há pouco recebemos nas redes sociais uma mensagem na qual o Ministério de Minas e Energia (MME) convida empresas para participarem do lançamento do Novo Mercado de Gás (NMG), no dia 10 de julho, próxima quarta-feira, no Palácio do Planalto. No âmbito do Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e Ministério da Economia, informamos que tal mensagem é Fake News. Não há qualquer evento (relativo ao NMG) agendado para o próximo dia 10/7.”

Mais Notícias : Crise: novos componentes surgidos na sexta-feira
Enviado por alexandre em 06/07/2019 18:30:00

Crise: novos componentes surgidos na sexta-feira

Integrantes da elite acadêmica do direito sinalizam entendimento na mesma direção. Entre os políticos, é consenso que os diálogos publicados nesta sexta-feira (5) adicionam novo componente à crise.

A solução, eles afirmam, só virá do Supremo. Moro rechaça qualquer ilegalidade.

É crescente, portanto, a expectativa sobre a reação da corte. A avaliação, hoje, é a de que o presidente do STF, Dias Toffoli, mantém distanciamento do caso.

O que dirigentes partidários indagam é se permanecerá nessa atitude até agosto, na volta do recesso, com a possibilidade de mais revelações. 

Mas Moro mantém apoios valiosos no STF. Há na corte quem ainda defenda o ex-juiz –embora veja com preocupação sinais de ofensiva sobre jornalistas, como a investigação de Gleen Greenwald.  (Daniela Lima – FSP)



Jurista do impeachment de Dilma sobe tom no caso Moro

jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, subiu o tom de suas avaliações sobre o caso de vazamentos de Moro.

Ele, que antes dizia que era preciso aguardar os desdobramentos, agora afirma que “se vê efetivamente um pendor do juiz na orientação da acusação”.

Para Reale, as conversas registradas pela revista e pelo site apontam “um interesse do juiz em favor da acusação, tanto faz contra Lula, Cunha ou Cabral”.

“O que espanta é essa proximidade. Conspirando contra a defesa. Presumia-se que a 13ª Vara fosse um juízo rigoroso, mas não comprometido.”

Integrantes da elite acadêmica do direito sinalizam entendimento na mesma direção. Entre os políticos, é consenso que os diálogos publicados nesta sexta-feira (5) adicionam novo componente à crise. A solução, eles afirmam, só virá do Supremo. Moro rechaça qualquer ilegalidade.  (Painel – FSP)



Coluna deste sabadão na Folha

Trabalho infantil é massacre

Bolsonaro defendeu a legalização do trabalho infantil no País, mas recuou. Disse que não seria bem assim, diante da repercussão explosiva que a pisada de bola causou nas redes sociais. Com ele no poder, a cantiga da perua tem sido uma só: tropeços e trapalhadas. O presidente não tem sensibilidade para compreender que a escravidão infantil é um massacre humano, um genocídio.

No Brasil, segundo o IBGE, mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham na agricultura, pecuária, no comércio, nas ruas, em construção civil, dentre outras atividades. Em Placas (PA), uma criança ficou cega numa fazenda de cacau após acidente de trabalho.

No Rio Grande do Norte, 25 crianças foram encontradas trabalhando em matadouros públicos. Casos mais alarmantes se repetem em todo o País, mas Bolsonaro, ao invés de prevenir e eliminar o trabalho infantil escravo, mente. Disse que trabalhou na infância, mas a própria família negou. Que papelada!

Casos em Ipubi – Em maio passado, 13 crianças e adolescentes, na faixa etária de três a 17 anos, foram encontradas trabalhando em três casas de produção de farinha de mandioca em Ipubi, no Sertão. Alguns operavam máquinas, muitas delas conhecidas por causar ferimentos graves. A lei proíbe quem tem menos de 18 anos de atuar em atividades na lista das piores formas de trabalho infantil.

Irmão nega – Depois de Bolsonaro fazer apologia ao trabalho infantil, internautas recuperaram uma entrevista da família dele, em 2015, na qual um dos irmãos do presidente nega que qualquer um deles tenha trabalhado na infância. A revista Crescer ouviu Renato Bolsonaro, que afirmou: “Meu pai era boêmio, mas nunca deixou um filho trabalhar, mas sim estudar”.

Unidos na frente – A Frente Parlamentar em Defesa de Furnas, que será lançada na próxima terça-feira, no Congresso, já tema adesão de 402 deputados e 50 senadores. A bancada pernambucana está presente no movimento e une adversários ferrenhos: o ex-ministro Fernando Filho, um dos mentores do plano de privatização da Eletrobrás, e João Campos (PSB).

Joga a toalha? – Depois de agredir seus eleitores de Goiás com palavrões, o senador Jorge Kajuru, expulso do PSB, pediu desculpas ontem pelas redes sociais e ameaçou renunciar na segunda-feira. Seu suplente, o advogado Benjamim Beze Júnior, está entre os dez mais ricos do Estado.

Corajoso – Na entrevista, ontem, a Jota Batista, Renata Bezerra de Melo e este colunista, na Rádio Folha, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, disse que está pronto para colocar em votação a reforma da Previdência. No texto aprovado em Brasília, Estados e Municípios ficam de fora.

GASTANÇA – No Cabo, os vereadores aprovaram uma resolução que dobrou o valor do auxílio-combustível. Com a medida, publicada no Diário Oficial do Município, terça-feira passada, a gastança com combustível passa dos atuais R$ 1 mil para R$ 2 mil. Quem não chora, não mama.

Perguntar não ofende: Qual vai ser a próxima pisada de bola de Bolsonaro?

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