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Mais Notícias : Moro supera Lula em um eventual 2º turno, diz pesquisa
Enviado por alexandre em 07/12/2019 00:35:40


Chico Peixoto/LeiaJáImagens/Arquivo

Apesar das eleições presidenciais estarem marcadas apenas para 2022, as articulações políticas para cacifar os nomes para a disputa já estão a todo vapor. Um nova pesquisa, divulgada pela revista Veja, nesta sexta-feira (06), aponta que em um cenário de primeiro turno o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão tecnicamente empatados na preferência dos eleitores. Já em um segundo turno, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, apresenta vantagens diante de Lula.

De acordo com os dados da Veja/FSB, no quadro de candidaturas aferidas, Bolsonaro teria 32% em um primeiro turno, contra 29% de Lula. Na margem de erro do levantamento, que é de 2 pontos percentuais para mais ou menos, eles configuram um empate. Além deles, Ciro Gomes (PDT) e Luciano Huck aparecem com 9% das intenções; João Amoêdo 5%; e o governador de São Paulo, João Doria (PSDB) 4%.

Já quando são aferidos possíveis cenários de segundo turno, o que mais chama a atenção é quando o candidato da situação aparece sendo Sergio Moro. Neste caso, Lula apresenta uma desvantagem, uma vez que Moro conquista 48% dos votos e o petista 39%. 

Quando o enfrentamento é entre Lula e Bolsonaro, o atual presidente sai em uma ligeira vantagem, com 45% das intenções e o petista conquista 40%. Enquanto em um eventual embate entre Moro e Bolsonaro, o quadro aparece de empate. Os dois recebem 39% da preferência do eleitorado entrevistado.

A pesquisa, que tem 95% de confiança, foi feita por telefone com 2 mil eleitores dos 26 Estados e o Distrito Federal. As entrevistas aconteceram entre os dias 29 de novembro e 2 de dezembro.



Impulsionado pelo aumento das exportações para a China, o preço da carne vermelha disparou nos açougues no mês de novembro no Brasil / Foto: Pixabay

A alta de 8,09% no preço das carnes foi o item que mais influenciou a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em novembro deste ano. Segundo dados divulgados hoje (06) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o IPCA ficou em 0,51% em novembro, maior taxa para o mês desde 2015 (1,01%).

Os alimentos e bebidas tiveram uma alta de preços de 0,72%. Além das carnes, também contribuíram para a inflação os cereais, leguminosas e oleaginosas (1,65%), óleos e gorduras (1,33%), os produtos panificados (0,71%) e as carnes industrializadas (0,69%). Com isso, se alimentar em casa ficou 1,01% mais caro em novembro.

A alimentação fora de casa teve alta de preços de 0,21% no período. Por outro lado, tiveram queda de preços alimentos como tubérculos, raízes e legumes (-12,15%), hortaliças (-2,20%) e leites e derivados (-0,93%).

Alguns itens não alimentícios também tiveram impacto importante sobre a inflação neste mês, como as loterias (24,35%), a energia elétrica (2,15%), o plano de saúde (0,59%) e o etanol (2,46%).

Grupos de despesas

Entre os grupos de despesas, os principais impactos vieram da alimentação (0,72%), despesas pessoais (1,24%) e habitação (0,71%). Também tiveram inflação os grupos transportes (0,30%), vestuário (0,35%), saúde e cuidados pessoais (0,21%) e educação (0,08%).  

Por outro lado, tiveram deflação (queda de preços) os grupos de despesas artigos de residência (-0,36%) e comunicação (-0,02%).

Mais Notícias : Direito de resposta extra judicial
Enviado por alexandre em 05/12/2019 08:19:19

Nota do Prof. Dr. José Juliano Cedaro à comunidade acadêmica e em geral, em resposta às ofensas perpetradas por Victória   ngelo Bacon

No dia 5/9/2019, recebi um e-mail de Victória   ngelo Bacon com a seguinte ameaça: “Você jamais será nomeado vice-reitor pelo senhor presidente. Isso te garanto!”

Passados mais de dois meses, a ameaça se começou a ser executada por meio de uma notícia falsa (fakenews) divulgada em seu Blog da Vick, Facebook, Instagram e WhatsApp. Ali, Victória divulga inverdades caluniosas, atribuindo a mim fatos criminosos que jamais foram praticados, conforme certidão negativa que ora veículo.

Segundo Victória Bacon, minha ex-esposa teria registrado ocorrência por tortura, fato absolutamente inverídico. Em alguns comentários, menciona a existência de processo criminal (queixa-crime), o que, repita-se, não é verdade.

A Ocorrência Policial mencionada foi registrada por minha ex-esposa, que não deu prosseguimento ao feito, levando-o ao Arquivamento; e não seria diferente, pois não pratiquei qualquer forma de violência, seja física ou psicológica.  Ademais disso, a Ocorrência deveria ser mantida em sigilo (Lei 13.882/2019 e art. 189, III do Código de Processo Civil), pois tratam de relações íntimas. É de se ponderar, ainda, que no intuito de vilipendiar minha imagem, Victória expôs meus filhos – menores em idade escolar - à situação vexatória perante colegas, professores e amigos, que os submetem a julgamentos e desmoralização.

Destaco, também, que a jornalista jamais me consultou a respeito dos fatos ali narrados, o que põe em xeque a credibilidade da notícia, uma vez que um jornalismo sério é pautado em investigações que ouçam ambas as partes e não omitem informações. Victória omitiu de seus leitores o fato de que a Ocorrência não foi levada adiante e mente ao dizer que contra mim existe processo criminal.

Em minha vida pública e privada, sempre me pautei pelo respeito à dignidade da pessoa humana em suas mais diversas vertentes: física, patrimonial e psicológica. Enquanto pai, sempre exigi que meus filhos fossem privados de eventuais problemas conjugais e não posso admitir que qualquer pessoa os exponha a situações alheias às suas próprias condutas.

Insisto que as publicações são decorrentes de vingança e perseguição política, uma vez que a Sra. Victória   Angelo Bacon, quando era servidora subordinada a mim, acabou se envolvendo em fatos que geraram sua demissão por insuficiente aproveitamento no estágio probatório e acumulação de cargos inacumuláveis mediante falsa declaração. Esses fatos são apurados em Ação Penal por falsidade ideológica (autos nº 1001913-24.2018.4.01.4100, em trâmite na 3ª Vara Federal da Seção Judiciária de Rondônia). Destaco, ainda, que não sou responsável pela demissão da servidora, sendo evidente que todo o processo se deu por comissões e órgãos colegiados, conforme exige o devido processo legal. Insatisfeita com essa situação, Victória se dedica a me difamar e caluniar, conforme e-mail enviado em ameaça.

Externalizo meu respeito à imprensa, acreditando que ela se revela um poder democrático sem igual, desde que exercida de maneira séria, honesta e justa. O abuso cometido por Victória   Angelo Bacon no exercício de seu direito de imprensa e liberdade de expressão está sendo apurado pelas autoridades judiciais e o resultado será comunicado aos leitores.

Por fim, reitero meu respeito à função pública para a qual fui eleito (Vice-Reitor da Fundação Universidade Federal de Rondônia) e, nomeado para o cargo, seguirei cumprindo meus deveres de maneira irrepreensível, como sempre o fiz em todos os cargos desempenhados até então. Na vida privada, seguirei honrando meu nome e meu respeito a toda e qualquer pessoa.


Atenciosamente,


Prof. Dr. José Juliano Cedaro

Mais Notícias : Banco do Brasil pode ser privatizado
Enviado por alexandre em 03/12/2019 08:23:48


Fachada do Banco do Brasil Foto: Reprodução

Banco do Brasil entra no radar das privatizações
 

Segundo fontes, tema já foi abordado em reunião do PPI. Primeiro passo seria convencer Bolsonaro a aceitar a venda


O Globo - Por Manoel Ventura

O ministro da Economia, Paulo Guedes, e sua equipe se preparam para iniciar um processo que pode levar à privatização do Banco do Brasil (BB), segundo fontes que acompanham de perto o programa de desestatizações do governo federal. O primeiro passo para essa medida será Guedes convencer o presidente Jair Bolsonaro a aceitar vender o banco público, de acordo com essas fontes.

A privatização do Banco do Brasil, porém, não seria feita no curto prazo, podendo ocorrer até o fim do mandato, em 2022. Em nota, o Ministério da Economia informou que o governo Bolsonaro “não pretende privatizar Banco do Brasil, Caixa e Petrobras”. O banco não comentou.

Apesar da negativa, o tema já é alvo de discussões dentro do governo. A privatização do BB chegou a ser abordada durante reunião do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), o braço de privatizações do governo federal, há duas semanas.

Cheque especial : limitação dos juros pode afetar lucro dos bancos em 2020

— O ministro tenta convencer o presidente a já colocar o Banco do Brasil nas privatizações que serão enviadas ao Congresso no próximo ano, para deixar uma lista mais parruda — disse outra fonte que participa da interlocução com os parlamentares.

O presidente da instituição, Rubem Novaes, é um dos grandes defensores da medida dentro do governo. Ele já chegou a afirmar que a privatização do Banco do Brasil seria inevitável .

Em entrevista ao GLOBO, publicada no domingo, Guedes disse que uma privatização particularmente poderia render R$ 250 bilhões , sem especificar a qual estatal se referia. Duas empresas públicas, com ações negociadas na Bolsa de Valores, teriam potencial para superar as centenas de bilhões: BB e Petrobras.

Segundo a consultoria Economática, o BB tem hoje valor de mercado de R$ 133 bilhões. A parcela que pertence à União equivale a R$ 66 bilhões.

A economista Elena Landau avalia como positiva a eventual privatização do BB, mas defende que mais empresas sejam incluídas na lista.

Nos próximos 3 anos : Nova estratégia fará BNDES vender até 90% das ações que detém em empresas

— A privatização vai na linha do Banco Central de aumentar a competição do setor financeiro. A modelagem ter que ser nesse sentido. Tem que ter capital estrangeiro. Apesar de achar pouco, está no caminho certo — afirmou.

Para ela, o único problema político que poderia ser um entrave à privatização seria o crédito agrícola:

— O BB já mudou governança, fez desinvestimentos, está sendo preparado para venda. O único nicho de oposição no BB é o crédito agrícola.

Guedes tem o desejo de vender todas as empresas públicas, mas sabe das dificuldades políticas e burocráticas para atingir esse objetivo. Por isso, emissários do ministro começaram a sentir o clima do Congresso sobre como determinadas privatizações seriam recebidas pelos parlamentares.

É preciso lei específica para privatizar Petrobras, Eletrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. A avaliação inicial de integrantes da ala política do governo foi que haveria pouca resistência a uma eventual privatização do BB, gerando menos dificuldades ao governo, enquanto deputados e senadores não aceitariam vender a Caixa.

A equipe do ministro vê numa eventual privatização do Banco do Brasil uma maneira de baratear e diversificar o acesso ao crédito no país. O setor é considerado altamente concentrado e pouco competitivo por integrantes da equipe econômica. E essa concentração, dizem os integrantes do governo, pune consumidores e empresas. Por isso, a preferência seria que o banco fosse administrado por uma empresa estrangeira.

O banco já vendeu sua participação na resseguradora IRB, fez oferta secundária de ações, e vendeu fatia na BB Seguridade, na Neoenergia, na Cibrasec e na SBCE.



Anvisa vota regulação da maconha medicinal nesta terça

Medida não tem apoio do governo Bolsonaro, que nomeou diretor da agência que pediu vista do processo e travou análise da questão; outro diretor pediu exoneração na última sexta-feira.

Cultivo da cannabis para fins medicinais está sendo discutida na Anvisa desde 2014 Foto: MICHAELA REHLE / Reuters

O Globo

 

BRASÍLIA — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária  (Anvisa)  deve votar nesta terça-feira a regulamentação do uso medicinal de produtos à base de  cannabis.  A medida não tem apoio do governo Bolsonaro.

Na semana passada, o ministro da Cidadania, Osmar Terra , chegou a publicar em sua rede social um protesto contra o presidente da agência, William Dib .

Terra escreveu que Dib estava acelerando a tramitação do tema porque está no fim de seu mandato na Anvisa.

"Ele tenta apressar em sintonia com o lobby de grandes empresas brasileiras e canadenses que cobram essa liberação. É o lobby da maconha funcionando a todo vapor!", escreveu Terra.

Na semana passada,  William Dib  tentou colocar em pauta a votação do tema após os dois conselheiros que tinham pedido vista da questão , Antônio Barra Torres (indicado por Bolsonaro) e Fernando Mendes, afirmarem que já estavam com o voto pronto.

Dib, que é relator das medidas que propõem regulamentação da produção de produtos à base de  maconha,  como o  canabidiol,  e do plantio controlado de maconha, propôs uma inversão de pauta para que os votos fossem lidos há uma semana.

O diretor Antonio Barra argumentou, no entanto, que a votação deveria ficar para hoje para dar "trasparência" ao tema e proteger a diretoria colegiada de críticas.

— Devemos primar pelo rito para que não haja nenhum arranhão — defendeu Barra.

O diretor Fernando Mendes, que também tinha pedido vista, afirmou que seu voto estava pronto, mas também votou pela leitura apenas esta semana. O colegiado acabou decidindo deixar a discussão para esta terça-feira.

 

Diretor favorável à regulação deixa a agência

Às vésperas da reunião de hoje, um dos diretores da Anvisa, cujo voto esperava-se que fosse favorável à regulamentação, deixou a agência.

Renato Porto, que estava na agência desde 2005, anunciou na última sexta-feira sua renúncia ao cargo. Seu mandato terminaria neste mês, assim como o de Dib.

Porto escreveu uma carta de despedida aos servidores da Anvisa, mas não detalhou suas motivações. Em entrevista ao G1 disse, no entanto, que sai por compromissos pessoais e que seria “pura especulação” estabelecer uma relação entre sua renúncia e a possível votação de hoje.

A partir de janeiro de 2020, o presidente  Jair Bolsonaro  poderá ter maioria na  diretoria da agência  , que é composta de cinco integrantes. E já sinalizou que não deve indicar nomes entusiastas do cultivo da cannabis ou da venda de remédios derivados dela.

Mais Notícias : Parte das emendas parlamentares são destinadas apenas para promoção pessoal ou de grupos aponta TCU
Enviado por alexandre em 02/12/2019 08:29:18

Após analisar dados de 2014 a 2017, auditoria mostra que necessidades do povo são ignoradas na hora em que deputados e senadores decidem onde alocar dinheiro público.

Foto: Divulgação/TCU

Do Terra - Por Daniel Weterman e Felipe Frazão, do Estadão

 

Recursos destinados por deputados e senadores para financiar obras e programas nas suas bases eleitorais não contribuem para melhorar a vida das pessoas. Na hora em que se decide para onde parte das emendas parlamentares deve ser enviada, necessidades reais da população são ignoradas. Estas são algumas das conclusões de uma auditoria em emendas feitas entre 2014 e 2017 que o Tribunal de Contas da União (TCU) acaba de concluir.

Todos os anos, parlamentares podem decidir onde o governo deve colocar parte dos recursos públicos. Ao todo, cada um tem o direito de apresentar até 25 emendas individuais. O valor muda ano a ano. Em 2020, serão R$ 15,9 milhões por parlamentar, o que significa que o destino de R$ 9,5 bilhões será decidido pelos 513 deputados e 81 senadores do Congresso.

A emenda destinada a custear o 7.º Réveillon Popular de Nova Xavantina (MT), em 2018, ilustra o alerta do TCU para a utilização de investimento público em eventos que não são prioridade. O então deputado Ezequiel Fonseca (PP-MT) enviou R$ 100 mil para a prefeitura realizar a festa com show sertanejo. O Ministério do Turismo autorizou o empenho (promessa de pagamento), mas voltou atrás após a equipe de fiscalização flagrar a venda de espaços para ambulantes.

O TCU encontrou ainda um caso de verba pública que financiou atividades privadas. A Associação Fluminense de Reabilitação, instituição filantrópica que atua na saúde pública, adquiriu com dinheiro de emenda um baropodômetro (equipamento para estudo de pisada e postura) por R$ 20 mil. O equipamento foi usado para atendimento de quem poderia pagar por consulta particular a R$ 420.

A Corte de Contas tem entre suas responsabilidades fiscalizar o Legislativo e fazer recomendações para melhora no uso do dinheiro público. Para essa auditoria, os técnicos analisaram uma amostra de 42 emendas em 16 Estados, que englobam 25 obras do Ministério do Desenvolvimento Regional, estimadas em R$ 24 milhões, e compra de 43 equipamentos no valor de R$ 10,3 milhões pelo Ministério da Saúde.

Essas emendas foram apresentadas por deputados da legislatura anterior à atual e executadas até 2017, durante os governos Dilma Rousseff e Michel Temer. Os parlamentares que tomaram posse este ano apresentaram emendas para execução em 2020. O pente-fino alarmou os técnicos. "Há risco de ocorrência de situações indesejáveis, principalmente na grave situação fiscal pela qual passa o País, de haver destinação de recursos para objetos não prioritários ou que requeiram soluções estruturais prévias."

Parcela de culpa

O descompasso entre as propostas dos parlamentares e as necessidades reais do País também tem responsabilidade do governo federal. Pela análise da auditoria, a maior parte dos ministérios não orienta a alocação de recursos. Apenas as pastas de Saúde, Educação, Turismo, Cidadania, Infraestrutura, Ciência e Tecnologia e Mulheres recomendaram para onde os políticos deveriam destinar emendas. Eles podem aceitar ou não.

Por determinação legal, o Ministério da Saúde é o que mais recebe emendas individuais - 50% delas devem custear ações na Saúde. Ainda assim a pasta "não disponibiliza aos parlamentares informações sobre os Estados com maior carência financeira na área da saúde, sobre a dimensão epidemiológica e demográfica, sobre as necessidades ou sobre a capacidade dos serviços de saúde em cada localidade", anotou o TCU.

Os técnicos também concluíram que os governos têm sido pouco transparentes sobre os critérios utilizados para liberar o dinheiro das emendas. Embora sejam impositivas - o Executivo é obrigado a pagar -, a prioridade e o ritmo são fruto de negociação política e, segundo o TCU, sem "critérios objetivos".

Na gestão Bolsonaro, o processo é controlado pela Secretaria de Governo e costuma seguir um calendário conveniente a pautas de interesse do governo. O mês com maior liberação de recursos foi julho, em meio à aprovação da reforma da Previdência. No sábado, 30, o Estado mostrou que o governo liberou R$ 2,2 bilhões em emendas após um grupo de deputados ameaçar paralisar as votações.

Documentação

Problemas burocráticos também se tornam um entrave à aplicação eficaz da verba pública. Quando o governo dá aval para liberar o dinheiro, muitas vezes o valor acaba retido devido à dificuldade de prefeituras e Estados para formular projetos. Nesses casos, o parlamentar pode redirecionar a emenda, mas o processo recomeça do zero.

Em Águas Claras, cidade no entorno de Brasília, uma emenda do então deputado Vitor Paulo (Republicanos) destinava R$ 869 mil para construção de uma passarela de pedestres próxima a uma futura estação do metrô, que deve atender 15,5 mil passageiros. A verba não saiu por falhas na documentação.

No Estado de São Paulo, o Parque Gabriel Chucre, em Carapicuíba, na Região Metropolitana, ficou sem verbas para reforma. O contrato foi rescindido por falta de envio da documentação. Desde o ano passado, 64 convênios e contratos vinculados a emendas para obras foram anulados.

O TCU também aponta que, em média, o primeiro repasse de dinheiro - o pagamento é parcelado - demora dois anos para ocorrer, o que faz com que a conclusão dos projetos atrase. Atualmente, as obras de infraestrutura urbana demoram em média oito anos.



Política ambiental desmantelada atrapalha pedidos do Brasil

Desmantelamento das políticas ambientais atrapalha pedido do Brasil por mais verbas na COP-25. País tem posição frágil para reivindicar recursos junto ao fundo de mudanças climáticas da ONU.

Foto: Gabriel Monteiro / Agência O Globo

O Globo - Por Henrique Gomes Batista

 

SÃO PAULO — Tão ou mais complexa do que as metas de redução de emissão de gases do efeito estufa, a forma de pagar para que o mundo se adapte à nova realidade com baixo carbono vive fase decisiva. Os fundos de financiamento ambientais definidos no Acordo de Paris estão em momento final de regulamentação, que deve ser alcançada justamente na COP-25.

E, no momento em que haverá mais pressões para que os países ricos de fato doem os US$ 100 bilhões anuais que prometeram, o Brasil pode se beneficiar pouco. Os motivos são o aumento das queimadas, o desmantelamento de políticas ambientais e as mudanças diplomáticas.

O Itamaraty emitiu nota em setembro indicando que os países ricos não cumpriram a meta de doação para mitigações e adaptações climáticas de nações em desenvolvimento, como o Brasil.

ENTENDA: O que é a COP-25?

Mas não há um órgão da ONU que contabilize as contribuições — o mais perto disso são as doações enviadas ao Fundo Verde para o Clima (GCF), que já somou US$ 10,3 bilhões vindos de 48 países, estados e cidades.

Países prometeram fluxo de mais US$ 9,8 bilhões ao longo de quatro anos. Da verba existente, US$ 5,6 bilhões foram alocados para projetos de emissão de redução de gases estufa e para o aumento da proteção contra o aquecimento.

O Brasil já teve três projetos aprovados no GCF, que somam US$ 556,5 milhões de financiamento do fundo — para redução do desmatamento na Amazônia; apoio à eficiência energética nas cidades; e criação de um fundo de investimento de energias renováveis.

Agora, o país reivindica US$ 30 bilhões, com base no corte de emissões realizado desde 2006. Mas o pedido, feito pelo Itamaraty, ainda deve passar por averiguação.

— O financiamento, quem pagará pela adequação às mudanças ambientais, é a mãe de toda a discussão sobre o clima — explica André Guimarães, diretor-executivo do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam). — A COP terminará de regulamentar estes pontos financeiros, quando se espera que, até por pressão, os países ricos comecem a doar mais, para chegar assim aos US$ 100 bilhões prometidos. Mas o problema é que, neste momento, o Brasil está dando sinais ruins para receber esses recursos, diferente do que havia até a mudança do governo.

Vanessa Pinsky, coordenadora adjunta e professora da Fundação Instituto de Administração, acredita que o Brasil não demonstra estratégia e compromisso para obter novos investimentos.

— Há uma desgovernança ambiental nesta gestão, que desmantela órgãos e mostra falta de compromisso.

Presidente do Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável, Marina Grossi diz que estados e empresas devem manter seu compromisso com o clima, independentemente do momento político, buscando oportunidades de negócios na bioeconomia.

Mais Notícias : Ministra: carne estava muito barata e não voltará ao que era
Enviado por alexandre em 29/11/2019 09:00:51

Ministra: carne estava muito barata e não voltará ao que era

Carne estava muito barata e patamar não voltará ao que era, diz ministra. Tereza Cristina considera que produto chegou a novo preço médio após "três anos de valor muito baixo".

Por Da Redação da Veja

 

A alta do preço da carne – que chega a até 26% desde janeiro, dependendo o corte – indica um novo padrão, segundo avaliação da ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em entrevista ao portal Poder 360, Cristina declarou que o produto “ficou por três anos com valor muito baixo” e em 2019 chegou a um novo patamar que não deve voltar à média anterior.

“[O preço da carne] vai ter uma estabilização, não vai ter mais essas puxadas. Mas não tem perigo de voltar ao que era. Mudou o patamar. Já tinha mudado o da soja, do milho. A carne ficou por três anos com valor muito baixo. Isso faz com que o mercado sinta mais essa subida”, afirmou a ministra.

Na mesma entrevista, Cristina nega qualquer possibilidade de que falte carne para venda no país: “o risco de desabastecimento é zero”, declarou.

Além de fatores conhecidos como o aumento da demanda dos chineses, a ministra aponta fatores climáticas para justificar a inflação.

“Tivemos uma seca um pouco prolongada neste ano, com pastos não de muita qualidade para fazer o acabamento do gado. Geralmente,  o que o produtor faz é dar ração para o gado para fazer o acabamento. Neste ano, com o valor da arroba, não fechava a conta, então a maioria não conseguiu fazer isso e houve um retardamento da oferta de boi gordo”, disse.

A médio prazo, porém, a ministra acredita em reação do setor e benefícios aos consumidores com aumento de produção. “O produtor vinha tendo muitos problemas, querendo até trocar de atividade, porque estava tendo prejuízo. A produção vai aumentar. Podemos diminuir o tempo de abate, tendo animais mais jovens no peso ideal”, disse.



Black Friday começa com expectativa de aumento nas vendas

Black Friday acontece nesta sexta com expectativa de aumento nas vendas. Estimativa da Boa Vista SCPC aponta que, neste ano, as vendas devem crescer cerca de 4% na comparação com 2018.

E foto de 2018, consumidores disputam televisores em hipermercado de SP durante a Black Friday — Foto: Celso Tavares/G1

Por G1

 

A Black Friday deste ano acontece nesta sexta-feira (29), e marca a 10ª edição da data de descontos no Brasil. A expectativa do comércio é que o evento movimente as vendas, com projeções de desempenho melhor que o do ano passado.

Estimativa da Boa Vista SCPC aponta que, neste ano, as vendas na Black Friday devem crescer cerca de 4% na comparação com 2018. Se a projeção se confirmar, será um avanço parecido com os 4,7% do ano anterior. Segundo a instituição, o avanço deve ser puxado por fatores como expansão das concessões de crédito e pela liberação dos recursos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pelo governo.

Em 2018, a Black Friday ajudou a puxar um aumento de 2,9% nas vendas do comércio em novembro. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), esse avanço marcou o melhor resultado para um mês de novembro na comparação com outubro desde o início da série histórica do levantamento, em 2000.

Para este ano, pesquisas mostram que os consumidores que pretendem comprar algum produto na Black Friday estão dispostos a consumir mais. Segundo estudo da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), entre quem comprou na edição do ano passado, 35% esperam adquirir mais produtos em 2019. Enquanto isso, 23% planejam comprar menos e 20%, a mesma quantidade.

O levantamento ouviu 1.230 consumidores, entre os quais 50% disseram que pretendem comprar algum item na Black Friday. Outros 39% dizem que vão fazer compras apenas se considerarem que os descontos estejam valendo apena, e apenas 11% não pretendem comprar nada.

Ainda de acordo com a pesquisa, em média, os consumidores devem comprar cerca de três produtos e desembolsar R$ 1.132. Na lista de itens mais procurados, as roupas lideram com 36% das menções. Os eletrodomésticos aparecem em segundo lugar com 31%, calçados com 29% e celulares e smartphones com 28%.

A Black Friday foi "importada" dos Estados Unidos para o Brasil em 2010. Mais conhecida no Brasil pelas promoções na internet, passou a ganhar nos últimos anos uma maior adesão do comércio de rua e shoppings. Em 2019, pela primeira vez, o número de compradores nas lojas físicas deverá se igualar ao do comércio eletrônico, segundo uma pesquisa feita pelo Google em parceria com a consultoria Provokers.

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