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Mais Notícias : Alvo de Receita e Supremo dá aulas a Bolsonaro
Enviado por alexandre em 22/04/2019 08:37:37

Alvo de Receita e Supremo dá aulas a Bolsonaro

Ministro Augusto Nardes foi chamado para palestras sobre boas práticas de governança

Camila Mattoso e Fábio Fabrini – Folha de S.Paulo

Investigado sob suspeita de envolvimento na compra de decisões no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) e cobrado pela Receita Federal por impostos de suposta propina, o ministro Augusto Nardes (Tribunal de Contas da União) tem sido chamado pelo governo de Jair Bolsonaro para dar aulas sobre boas práticas de governança. 

Autor de um livro sobre o assunto, Nardes deu palestra para o próprio presidente e seus ministros em 14 de março, no Palácio do Planalto. Em 26 do mesmo mês, esteve em evento em Brasília com os superintendentes da Polícia Federal, um dos órgãos que o investigam. 

Ligado ao ex-ministro Eliseu Padilha, ele já dava aulas para autoridades no governo de Michel Temer

Leia matéria na íntegra clicando ao lado:  Alvo de Receita e Supremo, ministro do TCU dá aulas a Bolsonaro ...


Imagens não revelam autor de fraude no Senado

Transcorridos dois meses e meio, o mistério sobre os 82 votos para a presidência do Senado ainda não está perto do fim. Em reunião na semana passada, o corregedor da Casa, Roberto Rocha (PSDB-MA), foi pressionado pelos colegas a apontar um responsável pelo voto a mais na urna, como forma de responder à opinião pública e evitar agravar o desgaste do Senado.

Mas, pelas imagens analisadas até o momento, não é possível identificar com clareza o autor. “Se não tiver 100% de certeza, não vou apontar o dedo para ninguém”, afirma Rocha.

Caso a apuração do episódio chegue a um nome, ele será levado ao Conselho de Ética. Se o autor da infração for um senador, o parlamentar está sujeito até à cassação.(Coluna do Estadão – Alberto Bombig)

Guerra atiçada por Bolsonaro divide militares

Marcos Augusto Gonçalves – Folha

O investimento incessante do governo Bolsonaro em desinteligência, provocação e cizânia não se volta apenas contra os inimigos externos –a esquerda e os defensores de direitos civis e princípios civilizatórios, vistos como feiticeiros macabros do marxismo cultural e do globalismo.

A luta é travada também dentro de casa, sem cerimônia, com a característica rudeza da direita das cavernas que está no poder.

É o que se vê nas disputas acaloradas entre os chamados olavistas, em referência aos seguidores do ideólogo Olavo de Carvalho, e o grupo de generais que integra a administração, a começar pelo vice Hamilton Mourão.

O confronto vem de longe e é atiçado pelos filhos de Bolsonaro os fiéis seguidores do santarrão da Virgínia. Steve Bannon, o estrategista alt-right demitido por Trump, mas paparicado pela família presidencial, já sugeriu que o vice renunciasse. E os arranca-rabos entre Olavo e generais tornaram-se rotineiros.

Mais Notícias : Qual é o déficit da Previdência?
Enviado por alexandre em 18/04/2019 08:29:34

Qual é o déficit da Previdência?

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados adiou, ontem, mais uma vez, a votação do parecer pela constitucionalidade da reforma da Previdência. A sessão durou a manhã inteira, houve muita discussão acirrada e a oposição acabou conseguindo o que queria, ou seja, a procrastinação da matéria.

Se esse ritmo lento predominar, a reforma, inicialmente prevista para junho, depois para setembro e agora dezembro, corre o risco de não entrar em pauta, o que redundará numa grande derrota para o Governo. A reforma previdenciária é uma necessidade urgente não de agora, mas desde o Governo Sarney.

Se não for feita levará o País a um caos, pois a Previdência não terá dinheiro para pagar os novos aposentados. Sem bem que, na verdade, o rombo da Previdência é uma verdadeira caixa preta. É bom lembrar também que em 2017 o Congresso instalou uma CPI para apurar o déficit previdenciário e no final, depois de seis meses, chegaram à conclusão de que não havia déficit.

Rombos a parte, a reforma não anda porque o Governo se articula muito mal. Não existe interlocução com o Congresso, tanto que foi preciso expor a um grande vexame o ministro da Economia, Paulo Guedes, na CCJ. Ali, ele foi xingado, massacrado e comeu o pão que o diabo amassou. Não poderia ser diferente. Guedes não é do ramo da política e deveria cuidar especificamente da macroeconomia.

Os dos líderes do Governo na Câmara são duas antas, amadores, desarticulados, não sabem se expressar. No Senado, entretanto, o Governo escolheu um líder tarimbado e articulado, o senador Fernando Bezerra Coelho. Por isso, pela Casa Alta as coisas andam bem diferente, embora não tenha entrado ainda em pauta uma votação de projeto polêmico do Governo.

Mudanças – O secretário especial de Previdência do Ministério da Economia, Rogério Marinho, afirmou, ontem, que negocia alterações no texto da reforma da Previdência para facilitar a aprovação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. “Tivemos uma primeira conversa com membros de vários partidos, que têm algumas restrições ao projeto como ele se encontra. Iniciamos um diálogo. Mas não existe meio acordo. O acordo tem que ser feito por inteiro. Vamos continuar a conversar. Se o acordo for celebrado até sexta-feira, ou segunda-feira, na terça-feira a votação se dará sem obstrução e seguiremos para a comissão de mérito”, disse o secretário.


Garcia: suicídio caiu como uma bomba na Odebrecht

Jorge Barata, que dirigiu operações naquele país e foi um dos delatores, estava arrasado

Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

A notícia do suicídio do ex-presidente Alan García, do Peru, caiu como uma bomba na Odebrecht. Executivos da empresa delataram o político, que se matou antes de ser preso.

De acordo com pessoa próxima da empresa, Jorge Barata, que dirigiu as operações no Peru por cerca de 15 anos e foi um dos delatores, estava arrasado.

Executivos lembravam que as delações relatavam ilícitos do governo de García, além de contribuições para campanhas eleitorais —e não roubos pessoais dele.

O único benefício pessoal, ainda investigado pela procuradoria, seria o pagamento de US$ 100 mil por uma palestra que ele efetivamente deu na brasileira Fiesp. A ação foi delatada por um advogado terceirizado da Odebrecht.

García, que foi presidente do Peru em dois mandatos —de 1985 a 1990 e de 2006 a 2011— conviveu com o patriarca da empreiteira, Norberto, com o filho dele, Emílio, e enfim com Marcelo Odebrecht. 

A relação era simbólica: o Peru foi o primeiro país em que a empresa se instalou quando decidiu partir para a internacionalização.

Quando tomaram depoimento de Marcelo Odebrecht sobre a corrupção da empreiteira no Peru, os investigadores do país focaram em García. Chegaram a perguntar se a empresa tinha feito pagamentos ao ex-presidente.

Odebrecht foi vago. Respondeu que, mesmo sem saber “especificamente” de nada, achava possível pois “sempre” teria havido pagamentos não contabilizados para políticos do país.



Diretor da PF fala nos Estados Unidos: Lava Jato

O diretor geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, vai a Nova York falar na terça (23) sobre a condução da Lava Jato. Ele é um dos convidados do New York Experience, feito pelo Instituto New Law

João Doria (PSDB-SP) vai receber governadores de outros seis estados no palácio dos Bandeirantes no dia 27. O encontro é o segundo do Consórcio de Integração Sul-Sudeste —o primeiro ocorreu em março, em Minas Gerais. 

No evento serão abordados a reforma da Previdência, a união em torno de temas nacionais e a otimização de programas. (Mônica Bergamo – FSP)

Mais Notícias : Censura nunca mais
Enviado por alexandre em 17/04/2019 08:13:49

Censura nunca mais

A abertura de um inquérito pelo Supremo para apurar fakes news, redundando na suspensão de algumas figuras notáveis nas redes sociais, entre as quais um general da reserva, gerou um pandemônio em Brasília. Em consequência, o ministro Alexandre de Moraes censurou o site Crusoé, por trazer uma informação comprometendo o presidente da STF, Dias Toffoli, na operação Lava Jato.

Ontem, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, defendeu o arquivamento do inquérito e a anulação de todos os atos praticados no âmbito da investigação, como buscas e apreensões e a censura a sites. No documento divulgado pela Procuradoria Geral da República, o órgão informa sobre o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o inquérito, polêmico desde a instalação, foi aberto pelo Supremo sem participação da PGR. Por isso, a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF.

O corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público, Orlando Rochadel, determinou abertura de reclamação disciplinar para apurar o vazamento de trecho de delação do empresário Marcelo Odebrecht e que cita Dias Toffoli. Ele atendeu a pedido do conselheiro Luiz Fernando Bandeira de Mello, que solicitou que a Corregedoria verifique se algum integrante do MP está envolvido na divulgação de informações sigilosas.

Segundo reportagem publicada na quinta (11) pela revista Crusoé, a defesa do empresário Marcelo Odebrecht juntou em um dos processos contra ele na Justiça Federal em Curitiba um documento no qual esclareceu que um personagem mencionado em e-mail, o “amigo do amigo do meu pai”, era Dias Toffoli, que, na época, era advogado-geral da União.

Desde a ditadura militar não se via tamanho absurdo de censura. Os 11 ministros do Supremo se julgam deuses intocáveis, se acostumaram a meter a sua colher em tudo. Tiraram, por exemplo, várias atribuições do Congresso, interferindo em decisões polêmicas do parlamento. Se julga, igualmente, blindado. Tanto que interferiu e impediu a instalação de uma CPI no Senado para investigar o comportamento nada republicano de alguns dos ministros daquela corte.

Gilmar Mendes, por exemplo, é acusado pelo senador Jorge Kajuru (PSB-GO) de vender sentenças. Ofendido, o ministro abriu um processo criminal contra o político alagoano. Raquel Dodge não conseguiu arquivar o inquérito, sendo derrotada pelo próprio ministro Alexandre de Moraes. Não podemos permitir igual retrocesso no País. Censura nunca mais.

Cara de pau – Raquel Dodge pediu o arquivamento do inquérito por considerar a investigação ilegal. Mas o processo foi aberto pelo Supremo, sem participação da PGR, e a decisão sobre o arquivamento ou não caberá ao próprio STF. Na decisão de quatro páginas, o ministro Alexandre de Moraes, que negou o arquivamento, afirma que tal procedimento, como desejava a procuradoria, “não encontra qualquer respaldo legal, além de ser intempestivo, e, se baseando em premissas absolutamente equivocadas, pretender, inconstitucional e ilegalmente, interpretar o regimento da Corte”.

A voz das ruas – Vida de líder de Governo não é fácil. Na sexta-feira passada o senador Fernando Bezerra Coelho, líder no Senado, foi visto no aeroporto de Brasília pegando a fila de prioridades para embarcar com destino ao Recife. Ao ser reconhecido por três senhores que também iam no mesmo voo, teve que ouvir o sentimento de rejeição à proposta de reforma da Previdência. “Senador, cuide das nossas aposentadorias”, clamou os mesmos senhores em alto e bom som.




Dodge bateu, acertou o alvo, e o clã Bolsonaro gostou

 

 

 

 

 

 

 

Ao investir contra o inquérito em curso no STF, a procuradora Raquel Dodge falou diretamente ao coração de sua categoria. Segundo apurou a Coluna, quem também gostou do gesto foi o clã Bolsonaro, em atrito com o STF.  Dodge bateu, acertou, e o clã  Bolsonaro gostou

Internamente, até mesmo adversários de Raquel Dodge avaliam que a peça jurídica suspendendo o inquérito está tecnicamente correta, ao questionar, por exemplo, quem tem prerrogativa de foro.

Mas avaliam que a decisão coloca o MPF em situação de fragilidade ao abrir espaço para o questionamento das prerrogativas da instituição.

Agora, será preciso ter fôlego para ir até o fim.  (Coluna do Estadão – Alberto Bombig)


Renomeando: o novo nome para o PSDB

Carlos Brickmann

O governador de São Paulo, João Doria, hoje o comandante de fato do PSDB, anunciou uma pesquisa para avaliar vários pontos, que incluem a mudança de nome do partido.

Este colunista gostaria de colaborar com algumas sugestões: seguindo o exemplo do Podemos (o partido de Álvaro Dias), o PSDB poderia se chamar Hesitemos.

Ou, seguindo Marina Silva e sua Rede, que tal o PSDB passar a chamar-se Muro? Haveria um nome mais popular, claro: o tucano, símbolo do partido, é uma ave de bico grande, voo curto, e que se caracteriza por, a cada passo, exigir que o chão seja lavado. Que tal essa característica denominar o partido que lança um Picolé de Chuchu a presidente da República?

Mais Notícias : Parlamentares: quem mais gosta de gastar do erário
Enviado por alexandre em 16/04/2019 08:55:39

Depois da eleição e até o fim da legislatura passada, sete dos dez deputados que mais gastaram cota parlamentar já sabiam que não estavam reeleitos.

No topo da lista, está Fernando Torres (PSD-BA), que, depois de dois mandatos consecutivos, não conseguiu se manter na Câmara. Seu gasto foi superior a R$ 348 mil, entre 8 de outubro e 31 de dezembro do ano passado.

No grito. Questionado por que o PSL não votou contra inversão de prioridades (contra orçamento antes da Previdência), mesmo que fosse para marcar posição, Delegado Waldir (GO) foi explícito: para não parecer derrota do governo.

A entrevista do líder do PSL ao Estado, na qual ele afirmou que Rodrigo Maia é o “primeiro-ministro” do País, também ajudou a azedar o leite na articulação do governo.

Um deputado encontrou Waldir e brincou: “Você quer roubar o lugar do José Guimarães (PT-CE) na oposição?”.  (Estadão – Coluna)



Trapalhada aumenta pressão sobre líderes

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

trapalhada governista na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), além de atrasar a tramitação da reforma da Previdência, fez crescer a sensação na Câmara de que a articulação política pró-Jair Bolsonaro só vai andar na Casa quando, não apenas um, mas os dois líderes, Major Vitor Hugo (o do governo) e Delegado Waldir (o do PSL), deixarem seus postos.

 

Parlamentares reclamam ainda da falta de um sinal claro do Planalto. Ninguém sabe definir ou diferenciar qual é o papel de Onyx Lorenzoni e o de Santos Cruz na articulação.

Governistas tiveram todo o desgaste de insistir em manter a Previdência à frente dos trabalhos na CCJ. Depois, contudo, votaram a favor da inversão da pauta, com o orçamento impositivo antes.

O que poderia ter sido rápido, votar o orçamento impositivo e seguir com Previdência, acabou durando o dia inteiro. Major Vitor Hugo demorou a entender a estratégia.

Os dois líderes, do PSL e do governo, não se gostam (não é de hoje) e não traçam estratégias conjuntas. Resultado: derrotas



Mais festival Lula Livre

Uma reedição do Festival Lula Livre está sendo organizada para o dia 5 de maio, no vale do Anhangabaú.

Entre os artistas já confirmados estão Ana Cañas, Marcelo Jeneci, Chico César e Otto.

Na ocasião será lançado um manifesto pela liberdade do ex-presidente. Já assinaram o documento, entre outros, Chico Buarque, José de Abreu, Arnaldo Antunes, Raduan Nassar e Gilberto Gil.  (Mônica Bergamo – FSP)

Mais Notícias : Sérgio Moro já sabe quem mandou matar Marielle
Enviado por alexandre em 15/04/2019 08:05:18

Sérgio Moro já sabe quem mandou matar Marielle

A investigação por fora da PF, com a ajuda de promotores estaduais, finaliza os detalhes para anunciar o desfecho do Caso Marielle. Os federais não revelam o nome do mandante, mas o ex-deputado Domingos Brazão é tido como pule de dez

Andrei Meireles - Blog Os Divergentes

Sérgio Moro esteve muito próximo de poder anunciar entre as realizações dos 100 dias de sua gestão no Ministério da Justiça e Segurança Pública a elucidação do assassinato da vereadora Marielle Franco. Desde março, ele sabe que a investigação da investigação, aquela tocada pela Polícia Federal em parceria com os promotores estaduais do Gaeco, havia identificado, além dos executores, quem mandou matar.

A previsão na cúpula da PF em Brasília é, com todas as pontas amarradas, fechar o caso até o final de abril, no máximo em meados de maio.

Moro de fato tem mérito nesse desfecho. Desde que assumiu o Ministério manteve a prioridade nessa investigação, fruto de uma parceria da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, com o ex-ministro da Segurança Pública Raul Jungmann, quando tiveram certeza de estava havendo sabotagem na investigação conduzida pela Delegacia de Homicídios do Rio de Janeiro.

Leia artigo na íntegra cllcando ao lado: Sérgio Moro já sabe quem foi o mandante do assassinato de Marielle ...


“Lula Livre” e Ciro Gomes barrados de conversas

A esquerda tenta estar mais unificada, pelo menos na pauta da Previdência. Presidentes de partidos e seus líderes jantaram em Brasília na semana passada. Dois tópicos foram banidos da conversa: “Lula Livre” e Ciro Gomes.

A oposição pretende usar a estratégia do segundo turno da campanha eleitoral do ano passado, o fracassado “vira voto”, na batalha pelo convencimento dos brasileiros contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo Bolsonaro.

A decisão do governo de não inverter a pauta na CCJ para votar o orçamento impositivo antes da Previdência contrariou líderes. O gesto foi visto como (mais) uma provocação. O bate-cabeça pode atrasar em uma semana a Previdência.

O presidente do colegiado, Filipe Francischini, saiu com filme queimado. Havia sinalizado que toparia acordo, mas acabou mandando mensagem no grupo de coordenadores da CCJ para avisar que não o faria porque o regimento interno não permitia. Ninguém respondeu.

 Até o BC brincou com a estreia da nova temporada de Game of Thrones, que foi ao ar ontem à noite. “Um sistema financeiro forte é importante em qualquer sociedade, mesmo Westeros”, diz a postagem.  (Estadão)



Frustração dos antipetistas

O baque do Governo Bolsonaro na avaliação do Datafolha tem uma leitura que parece óbvia, mas não vi ninguém abordar: os que se mostram insatisfeitos são em sua grande maioria eleitores que votaram não por convicção, apenas com a intenção de derrotar o PT. Estes, também frustrados com a roubalheira que reinou na era Lula-Dilma, sabiam certamente das fragilidades do presidente eleito do ponto de vista de embasamento cultural e da falta de um projeto para o País

Como Bolsonaro não sonhava em se transformar no azarão que colocou a pedra no caminho do PT não teve tempo – ou faltou fé – de preparar um programa de governo consistente. Quer um exemplo disso? O único propósito de Governo é aprovar a reforma da Previdência. Os bolsonaristas dizem que se a reforma da Previdência passar já será um grande feito. O problema é que o texto original será tão mutilado que no final o Congresso aprovará um arremedo de reforma.

Mas, voltando à pesquisa de avaliação dos 100 dias de Bolsonaro, o Governo tem que receber como um alerta. Cem dias são muito pouco para a população fazer um julgamento do Governo. Serve, entretanto, para o Governo corrigir rumos. Bolsonaro tem se comunicado pelas redes sociais e ignorado a grande mídia, leia-se especialmente os três grandes jornais e a Rede Globo.

Quanto a esta, diz que tem má vontade com o seu Governo e ameaça cortar verba de publicidade. Não conheço um só político que tenha se dado bem brigando com a Imprensa. A vítima histórica da Globo foi Leonel Brizola, ex-governador do Rio. Na briga, como contraponto, Brizola comprou espaço nos jornais do Rio e uma vez por semana assinava um tijolaço de prestação de contas do seu Governo. Deu certo? Evidentemente que não.

Bolsonaro, por fim, tem que delimitar o espaço dos seus filhos no Governo. Na viagem aos Estados Unidos, Carlos Bolsonaro tomou o lugar do chanceler no encontro reservado com Donald Trump deixando o ministro Ernesto em maus lençóis. Parece que o presidente governa mais com os filhos do que seu principal ministro, Paulo Guedes da Economia, que pagou o mico nos Estados Unidos de não ter sido consultado sobre a intervenção de Bolsonaro na Petrobras, freando o aumento do diesel.

De pires nas mãos – Os prefeitos que participaram de mais uma marcha à Brasília voltaram de bolsos vazios. Peregrinaram nos Ministérios de pires nas mãos e saíram desiludidos com o liseu. “Vai ser difícil arrancar dinheiro neste governo”, constata José Patriota, prefeito de Afogados da Ingazeira e presidente da Amupe – a Associação Municipalista de Pernambuco. Os prefeitos só se convencem da mudança deste cenário quando o Congresso tirar do papel o Pacto Federativo.

Poder e influência – Há quem enxergue que a popularidade da apresentadora global Fátima Bernardes é de tamanha magnitude que pode ser um fator decisivo nas eleições municipais do ano que vem. Seu ibope cresceu particularmente no Recife depois que passou a namorar com o deputado Túlio Gadelha, que não esconde de ninguém que sonha acordado em disputar a Prefeitura do Recife sem abrir mão do potencial da sua amada, que bomba nas redes sociais nas idas e vindas ao Recife.

Pedra no caminho – Túlio Gadelha tem se aproximado da executiva nacional do PDT para arrebatar de Wolney Queiroz o controle do partido no Estado. Wolney conduz o partido para apoiar um candidato a prefeito do Recife alinhado ao PSB, que já tem um nome se movimentando bastante, o deputado federal João Campos. Gadelha já sinalizou que se não tiver o apoio do PDT pode mudar de legenda. Mas vai insistir até o último minuto da prorrogação para assumira presidência do partido no Estado.

O que é a política – Quem assistiu a briga travada entre Jarbas Vasconcelos e Fernando Bezerra Coelho pelo controle do PMDB no Estado fica de queixo caído quando ver o senador FBC e o presidente estadual, Raul Henry, de braços dados em público. Assim foi no jantar que o presidente da Amupe, José Patriota, promoveu em Brasília durante a Marcha dos Prefeitos. Resta saber se Bezerra apoia Henry na corrida pela Prefeitura do Recife.

De volta – O senador Jarbas Vasconcelos está de volta ao Brasil depois de participar em Doha, no Catar, da 140º Assembleia da União Interparlamentar. Amanhã, compartilha sua experiência na Comissão de Relações Exteriores do Senado, da qual é membro. Em Doha, a pauta principal foi sobre políticas de incentivo à participação da mulher na política, desenvolvimento sustentável, boas e atuais práticas educacionais, além das políticas de comércio exterior.

Minha ausência – Por motivo de saúde, fiquei por mais de um ano sem atualizar este blog e a coluna, além do programa Frente a Frente. Na minha ausência, minha equipe não deixou a peteca cair. Por isso, quero agradecer a Ítala Alves, editora do blog, Geiza Souza, minha secretária, incansáveis colaboradoras no blog. Estendo meus agradecimentos ao jornalista Arthur Cunha, que assinou a coluna, e ao velho guardião Nivaldo Araújo. No Frente a Frente, sou grato a Mônica Moraes, Fernando Dourado e Aldir Júnior. Sem eles, tudo teria ido água abaixo.

CURTAS

PROXIMIDADE – O presidente do Solidariedade, deputado federal Augusto Coutinho, e o filho Rodrigo, vereador no Recife, estão cada vez mais próximos do pré-candidato do PSB a prefeito do Recife, João Campos. Em Brasília, eles têm conversado bastante sobre a sucessão na capital pernambucana. Há quem aposta que tudo isso possa dar numa aliança.

PETROLINA – Influente líder do Governo no Senado, o senador Fernando Bezerra Coelho está fazendo a cabeça do presidente para lançar oficialmente o projeto do pagamento do 13º salário do Bolsa Família em Petrolina e não em Campina Grande, como já está encaminhado. Bezerra quer que o presidente visite a área irrigada da região do São Francisco que produz frutas tipo exportação, como manga e uva.

LADRÃO – Num artigo na revista Veja, onde tem seu espaço cativo de página inteira, o jornalista J.R. Guzzo analisou o primeiro aniversário do ex-presidente Lula e fez a seguinte observação: “Lula não está preso por ser uma figura histórica. Está preso porque é ladrão”. 

Perguntar não ofende: Bolsonaro, como ele próprio confessou, não nasceu para ser presidente?

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