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Mais Notícias : CPI da Covid vai investigar documento da Saúde com recomendação de cloroquina
Enviado por alexandre em 22/04/2021 08:29:40

Um dos temas a serem investigados da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 será a recomendação, por parte do Ministério da Saúde, do uso de hidroxicloroquina no tratamento da doença. Não há comprovação científica da eficácia do medicamento em pacientes com a Covid-19.

Em junho do ano passado, o Ministério enviou para a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) um documento que traz como "medidas essenciais a tomar e divulgar" a consideração da prescrição do remédio. O provável relator da comissão, o senador Renan Calheiros (MDB-AL), já teve acesso ao ofício.

A política do Ministério da Saúde em relação às recomendações de medicamentos e tratamentos para a Covid-19 está como uma das frentes da CPI nos rascunhos iniciais dos trabalhos. Além de Renan, são favoritos para compor a cúpula da comissão, como presidente e vice-presidente, respectivamente, os senadores Omar Aziz (PSD-AM) e Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Comprimidos de cloroquina produzidos pelo Exército brasileiro
Comprimidos de cloroquina produzidos no Laboratório Químico Farmacêutico do Exército brasileiro
Foto: LQFex/Exército Brasileiro (31.mar.2020)

Mais Notícias : Espanha vai doar 80 mil kits intubação ao Brasil, diz Ministério da Saúde
Enviado por alexandre em 21/04/2021 19:50:00

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse nesta quarta-feira (21) que a Espanha vai doar 80 mil itens do kit intubação para o Brasil. A previsão de chegada dos insumos é na próxima semana.

De acordo com o médico, a pasta também vai fazer um pregão nacional e internacional sem fixação de preços para tentar normalizar os estoques de medicamentos usados na intubação de pacientes nas unidades de terapia intensiva.

O ministro destacou também a doação de 2 milhões de kits feita pela Vale, e afirmou que o ministério “também espera uma execução contratual com a indústria nacional de 400 mil itens do kit intubação até o final do mês”.

“Estamos trabalhando na prospecção desses insumos, seja no Brasil ou no exterior, de tal sorte que não haja um desabastecimento no mercado. A minha opinião é que a fase mais crítica em relação a kits de intubação e oxigênio estamos muito próximos de vencer”, disse.

UTI Covid-19
Estrutura de hospitais com leitos de UTI e enfermaria para o tratamento da Covid-19
Foto: CNN Brasil

Novo coquetel

Durante a coletiva, Queiroga afirmou que o coquetel REGN-COV2 ainda precisa passar por outros testes antes de ser incluso no SUS.

“Os dados são preliminares. Ainda aguardamos por dados definitivos. Há cientistas que defendem que esse medicamento pode incentivar variantes novas do vírus. Isso deve ser feito com muita cautela”, ressaltou.

Por unanimidade, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta terça-feira (20) o uso emergencial, em caráter experimental, de um coquetel contra a Covid-19 composto por casirivimabe e imdevimabe – dois remédios experimentais já utilizados nos Estados Unidos, que a farmacêutica Roche pediu autorização para uso emergencial no Brasil.

Os remédios são uma combinação de dois anticorpos monoclonais que têm como alvo a proteína espicular S do SARS-CoV-2. O coquetel tem por objetivo o tratamento da Covid-19 em adultos e crianças acima dos 12 anos de idade, que pesem no mínimo 40 kg e que não necessitem de suplementação de oxigênio. 

A Anvisa destacou que os benefícios conhecidos do medicamento superam os riscos potenciais analisados e atendem a critérios mínimos de qualidade, segurança e eficácia para ser autorizado e permitido o uso emergencial no Brasil – REGN-COV2 é o nome comercial adotado para o coquetel.

Mais Notícias : Compra de vacinas por empresas não é furar fila, diz Carlos Wizard
Enviado por alexandre em 20/04/2021 08:52:39

O empresário Carlos Wizard defendeu, em entrevista à CNN neste domingo (18), o projeto de lei que permite a compra de vacinas por empresas para imunizar funcionários. Segundo Wizard, a medida não fará com que a fila de vacinação seja "furada". 

"Trata-se de criar mais filas para antecipar a imunização da população em grande massa", defendeu o empresário.

O projeto, cujo texto-base foi aprovado na Câmara e agora é analisado no Senado, estabelece que as empresas poderão comprar vacinas avalizadas por autoridades sanitárias de todo o mundo reconhecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e aplicar as doses em seus funcionários, seguindo a ordem de prioridade já estabelecida pelo Plano Nacional de Imunizações (PNI).

As empresas também terão de doar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a mesma quantidade de doses que aplicarem em seus colaboradores. 

A diferença deste projeto para a lei em vigor é que o primeiro projeto, aprovado pelo Senado e Câmara, tinha uma trava legislativa que só permitia a compra pelo privado depois de concluída a imunização do grupo prioritário.

Estima-se que o grupo prioritário englobe cerca de 70 milhões de brasileiros, sendo necessárias 140 milhões de doses para que o grupo fosse contemplado com as duas aplicações da vacina.

Carlos Wizard
O empresário Carlos WIzard
Foto: Sforza Holding/Divulgação

"Será que nós empresários vamos ficar de braços cruzados aguardando essa fila única do Sistema Único de Saúde (SUS) andar, até que o restante da população tenha alcance à vacina?", questionou Wizard em entrevista à CNN.

O empresário afirmou também que considera a lei que determina a doação integral das doses ao SUS "inconstitucional", e defendeu a entrega de apenas 50% dos imunizantes adquiridos pelas empresas. 

"Entendemos que o SUS vai continuar o trabalho prioritário aos grupos de risco e nós, paralelamente, de forma solidária, vamos imunizar os nossos trabalhadores."

Mais Notícias : Insumos para produção de 5 milhões de doses da Coronavac chegam a São Paulo
Enviado por alexandre em 19/04/2021 08:26:38

 Quase três dias após a decolagem, o voo que traz 3 mil litros de Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) da China para o Brasil chegou ao aeroporto de Guarulhos, em São Paulo, às 6h31 desta segunda-feira (19). O insumo será utilizado pelo Instituto Butantan para a produção local de mais de 5 milhões de doses contra a Covid-19.

De acordo com o governo de São Paulo, a aeronave que transporta o material decolou de Pequim às 14h (horário de Brasília) da última sexta-feira (16) e traz o terceiro carregamento de 2021 da matéria-prima fornecida pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional do Butantan.

Em abril foram 4,5 milhões doses da vacina Coronavac. No mês de março foram disponibilizadas 22,7 milhões de doses. Em fevereiro, 4,85 milhões e, em janeiro, 8,7 milhões de unidades.

Até setembro, está prevista a entrega de mais 54 milhões de doses do imunizante, segundo o governo do estado de São Paulo. 

Avião com 3 mil litros de insumos para fabricação de vacinas pousou nesta manhã
Avião com 3 mil litros de insumos para fabricação de vacinas pousou nesta manhã (19), em São Paulo
Foto: CNN Brasil (19;abr.2021)

 

Mais Notícias : O que impede o avanço da produção das vacinas contra a Covid-19 no Brasil
Enviado por alexandre em 17/04/2021 22:21:21

Entenda os desafios enfrentados pela Fiocruz e pelo Instituto Butantan para a manutenção da produção e entrega das doses

Lucas Rocha, da CNN, em São Paulo
17 de abril de 2021 às 05:00
Frascos com a vacina CoronaVac
Frascos com a vacina CoronaVac
Foto: Amanda Perobelli/Reuters (22.jan.2021)

Únicas produtoras das vacinas contra a Covid-19 no Brasil, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Instituto Butantan estão enfrentando dificuldades para cumprir os cronogramas de produção dos imunizantes.

Esses obstáculos, de acordo com as instituições, se devem ao fato de que a manutenção e o avanço no ritmo de produção estão relacionados a fatores externos, como a dependência de importação do Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA), que vem da China.

 Para o professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antônio Stephano, um dos caminhos para acelerar o processo de produção das vacinas no Brasil é a fabricação do IFA pelas instituições brasileiras.

“Os países de origem do insumo vão imunizar primeiro sua população, para depois permitir uma exportação maior. Nós ainda vamos depender da importação do IFA até agosto ou setembro. A partir daí, o insumo poderá ser liberado de forma mais expressiva pelos países produtores”, explica Stephano.

O pesquisador destaca que o processo de adaptação para a produção do IFA nacional é demorado e deve passar por etapas rigorosas de aprovação, operação que pode levar de um a seis meses. O processo inclui etapas de qualificação e validação das operações e equipamentos e a submissão à análise para certificação pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Tanto o Instituto Butantan quanto a Fiocruz dizem que já vêm se preparando para realizar essa produção, a partir da construção e adaptação de espaços físicos nas suas fábricas.

Segundo a Fiocruz, especialistas do Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) estão em contínua troca de informações com a AstraZeneca para a transferência de tecnologia que permitirá a autonomia nacional na produção da vacina.

O vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, disse, em entrevista exclusiva ao CNN Prime Time, que a Fiocruz já conseguiu finalizar toda a infraestrutura que permite iniciar a produção do IFA nacional.

No final de abril, técnicos da Anvisa vão realizar uma inspeção nas instalações da fábrica da Fiocruz, no Rio de Janeiro, para emissão do Certificado Técnico Operacional, que autoriza a produção do IFA. Caso seja aprovada, a produção do IFA brasileiro pode já começar em maio.

De acordo com Krieger, além desse processo, a produção deve passar por outros testes. Segundo as estimativas da Fiocruz, a vacina feita com IFA nacional deverá estar disponível a partir do segundo semestre deste ano.

Já o Instituto Butantan informou que as obras da fábrica estão previstas para serem concluídas no dia 30 setembro. A produção integral da vacina na nova fábrica deve ocorrer entre o final do ano e o início de 2022, após a instalação de equipamentos, capacitação dos profissionais e a certificação pela Anvisa.

Produção da vacina com a tecnologia de Oxford/AstraZeneca

A Fiocruz, por meio do Bio-Manguinhos, produz a vacina com a tecnologia da Universidade de Oxford, no Reino Unido, e da farmacêutica britânica AstraZeneca.

Em janeiro, foram entregues para o Ministério da Saúde 2 milhões de doses da vacina da Oxford/AstraZeneca importadas do Instituto Serum, na Índia. No dia 23 de fevereiro, mais 2 milhões de doses prontas chegaram à Fiocruz vindas da Índia.

As 4 milhões de doses prontas são fruto da negociação da Fiocruz com a AstraZeneca e o Instituto Serum, que inclui a aquisição de mais oito milhões de doses ao longo dos próximos dois meses, em cronograma ainda a se confirmar.

Após a liberação de exportação pelas autoridades chinesas, a primeira remessa do IFA, que permitiu o início da produção no Brasil, chegou à fundação no dia 06 de fevereiro. Uma nova remessa dos insumos foi entregue no dia 28 de fevereiro, em quantidade suficiente para a produção de cerca de 12,2 milhões de doses.

O cronograma inicial previa a entrega de 15 milhões de doses ao final de março. A meta, no entanto, não foi atingida. No dia 17 de março, a Fiocruz entregou ao Programa Nacional de Imunizações (PNI) o primeiro lote de vacinas produzidas na instituição, foram 500 mil doses. Até o dia 31 de março, Bio-Manguinhos entregou apenas 2,8 milhões de doses ao PNI.

Esta não é a primeira vez que a Fundação realiza ajustes no cronograma de entregas. Em março, a Fiocruz anunciou por meio de nota oficial a redução no número de doses em razão da complexidade de implantação da nova tecnologia para a produção da vacina contra a Covid-19.

Segundo a Fiocruz, o processo de produção da vacina está suscetível a variações, que perpassam o funcionamento de um extenso maquinário, e à dependência de uma gama de insumos e prestações de serviços técnicos.

Nesta conta, ainda entra um rigoroso controle de qualidade ao qual cada lote produzido é submetido. O que pode demandar um prazo maior para conclusão para garantir a qualidade do produto. (Veja no quadro abaixo como é produzida a vacina da Fiocruz).

A mesma justificativa foi dada pela Instituição nesta semana em resposta a questionamentos do Ministério Público Federal sobre o porquê de mudanças no planejamento e atrasos.

Até o momento, foram entregues 14,8 milhões de doses da vacina pela Fiocruz, sendo 10,8 milhões da produção nacional e 4 milhões das doses importadas da Índia.

Recentemente, a Instituição passou a adotar um esquema de previsão semanal para as próximas entregas. No período de 05 a 10 de abril estava prevista a entrega de 2 milhões de doses.

Desse total, foram entregues 1,7 milhão. De acordo com nota enviada à CNN pela Fiocruz, as 300 mil doses que não foram entregues ficaram retidas no processo de controle de qualidade e serão liberadas nas próximas remessas.

Nesta semana, a Instituição realizou duas remessas, totalizando 5 milhões de vacinas entregues ao PNI. 

80% das vacinas disponíveis no país são do Butantan

No dia 14 de abril, o Instituto Butantan liberou um novo lote com 1 milhão de doses da Coronavac ao PNI, alcançando um total de 40,7 milhões de vacinas entregues ao Ministério da Saúde até o momento. O número representa mais de 80% das doses disponíveis no país.

O maior desafio para a continuidade da produção pelo Butantan é o envio de um novo carregamento de IFA pela farmacêutica chinesa Sinovac. Estão previstas duas entregas para o mês de abril.

Uma nova remessa de 3 mil litros de IFA deve chegar no dia 19. Segundo o Butantan, a quantidade é suficiente para a produção de 5 milhões de vacinas e vai permitir a retomada da entrega das doses a partir de 03 de maio.

O instituto prevê o encerramento do contrato de 46 milhões de doses com o Ministério da Saúde até 10 de maio. Dando início, na sequência, à entrega das próximas 54 milhões de doses, cuja produção depende de outro carregamento de 3 mil litros do IFA, que aguarda autorização para liberação pela China.

Sobre a paralisação na produção das vacinas em razão do fim dos insumos vindos da China, o Instituto Butantan informou em nota à CNN Brasil que “a Fábrica do Envase do Instituto Butantan não está paralisada. Todo o IFA proveniente da China já teve sua etapa de envase, rotulagem e embalagem concluída e aguarda o recebimento de novos insumos”.

Doses entregues pelo Instituto Butantan

  • Janeiro: 8,7 milhões de doses 
  • Fevereiro: 4,8 milhões 
  • Março: 22,7 milhões
  • Abril: 4,5 milhões de doses até o momento
  • Total: 40,7 milhões de doses
Passo a passo para a fabricação da vacina contra a Covid-19 pela Fiocruz
Passo a passo para a fabricação da vacina contra a Covid-19 pela Fiocruz
Foto: Arte/ CNN Brasil

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