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Mais Notícias : Ministro do STJ aparece de cueca em sessão virtual da corte
Enviado por alexandre em 23/10/2020 08:58:42


Ministro do STJ aparece de cueca em sessão virtual da corte Foto: Reprodução

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Néfi Cordeiro, apareceu sem calças durante a transmissão de um julgamento virtual de uma sessão da Sexta Turma.

No meio da sessão, enquanto um de seus pares discorria sobre um julgamento, o ministro Néfi Cordeiro decidiu deixar a frente da tela do computador e foi até a estante de livros de sua casa, imagem tradicional da ostentação acadêmica e cultural em tempos de pandemia.

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Com um celular nas mãos, escrevendo mensagens, Cordeiro esqueceu-se de prestar atenção no que dizia o colega de turma. Esqueceu-se, também, que havia deixado ligada a câmera de seu computador. Na tela, durante a discussão, o ministro apareceu de cueca, com a sua toga até a cintura, como mostram os segundos divulgados pelo site jurídico Jota.

Apesar do caso, a sessão seguiu adiante. A assessoria do STJ informou que o gabinete de Néfi Cordeiro ‘tem ciência de que esse vídeo está circulando por redes sociais’. No entanto, declarou ‘não irá se manifestar a respeito’.

O STJ cortou o vídeo, de forma que os 14 segundos agora apagados da sessão passem a ter direito ao seu esquecimento. Durante a pandemia, todos os ministros do tribunal adotaram o ‘home office’ para seus trabalhos, com as sessões realizadas pela plataforma Zoom. Cabe aos magistrados escolherem se participam de casa ou de algum escritório.

*Estadão

Mais Notícias : Informe Legislativo da Câmara Municipal de Ouro Preto do Oeste
Enviado por alexandre em 21/10/2020 08:52:23

A 35ª Sessão Ordinária e a 30ª Sessão Extraordinária ocorreram na manhã desta segunda-feira (19)
 
Durante a 35ª Sessão Ordinária, que ocorreu na manhã de 19 de outubro de 2020, foi realizada a leitura, para conhecimento, do Projeto de Lei n° 2.607, bem como leitura, discussão e primeira votação dos Projetos de Lei de autoria do Poder Executivo n° 2.605 e 2.606. Na mesma sessão, foi realizada a leitura, para conhecimento, da Prestação de Contas da Câmara Municipal, referente ao mês de setembro de 2020.

Já no transcorrer da 30ª Sessão Extraordinária, foram aprovados em segunda votação os Projetos de Lei de autoria do Poder Executivo de n° 2.605 e 2.606.
 
Projetos
 
- Projeto de Lei nº 2.605, de 08 de outubro de 2020, que autoriza o Poder Executivo a abrir no orçamento vigente crédito adicional especial, por excesso de arrecadação. A solicitação, no valor de R$ 300.000,00, se faz necessária para atender às necessidades da Secretaria Municipal de Infraestrutura, Agricultura e Meio Ambiente - SEMINFRA, celebrado entre o Ministério da Defesa e o Município de Ouro Preto do Oeste, que será utilizado na pavimentação com bloquetes sextavados, com drenagem superficial, meio-fio e sarjeta;

- Projeto de Lei nº 2.606, de 08 de outubro de 2020, que autoriza a desafetação de área pública urbana localizada na avenida Duque de Caxias, pertencente à área de arruamento (área 381,40m2, quadra 252, setor 03, lotes 46 e 78). O Município de Ouro Preto do Oeste conta com um grande número de imóveis com ocupação irregular. Por isso, faz-se necessário o reconhecimento da posse administrativa de imóveis;
 
- Projeto de Lei n° 2.607, de 09 de outubro de 2020, que abre no orçamento vigente, crédito adicional especial por suplementação. A solicitação se faz necessária para atender às necessidades da Secretaria Municipal de Assistência Social, SEMAS, quanto à alteração na Lei 2757/2020, de setembro de 2020, em que ocorreu erro no memorando de pedido da abertura de crédito, onde a ficha n° 439 foi informada indevidamente.
 
Para conhecimento
 
-Prestação de Contas da Câmara Municipal de Ouro Preto do Oeste referente ao mês de setembro de 2020.

ASCOM

Mais Notícias : Menina de 14 anos faz descoberta que pode levar à cura da Covid-19
Enviado por alexandre em 20/10/2020 14:40:15


Anika Chebrolu com seu projeto

Anika Chebrolu, de 14 anos, venceu o Desafio Jovem Cientista 3M por descobertas relacionadas ao novo coronavírus

Foto: Cortesia do Desafio Jovem Cientista 3M

Enquanto cientistas de todo o mundo estão correndo contra o tempo para encontrar um tratamento eficiente contra o novo coronavírus, uma adolescente se destaca entre eles.

Anika Chebrolu, uma menina de 14 anos de Frisco, no estado americano do Texas, venceu o Desafio Jovem Cientista 3M – e recebeu um prêmio de 25 mil dólares – por uma descoberta que pode auxiliar no desenvolvimento de uma terapia potencial para a Covid-19.

A invenção premiada de Anika usa a metodologia “in silico”, ou seja, uma simulação em computador, para revelar uma molécula que pode se conectar à espícula proteica (também conhecida como “spike protein”) do vírus SARS-CoV-2. 

“Nos últimos dois dias, eu percebi que houve uma comoção da mídia ao redor do meu projeto, principalmente porque envolve o vírus SARS-CoV-2 e reflete nossas esperanças coletivas de acabar com essa pandemia, e eu, como todas as pessoas, gostaria de voltar à vida normal logo”, disse Anika à CNN.

O novo coronavírus já causou mais de 1 milhão de mortes globalmente desde que a China reportou o primeiro caso da doença à Organização Mundial da Saúde (OMS) em dezembro.

Anika, que é uma americana de origem indiana, enviou seu projeto quando estava na 8ª série – mas ainda não era focado em encontrar uma cura para a Covid-19

Inicialmente, o objetivo era usar as simulações em computadores para identificar um componente que pudesse se conectar à proteínas do vírus influenza.

“Depois de passar tanto tempo pesquisando sobre pandemias, vírus e descoberta de medicamentos, foi insano perceber que eu estava vivendo algo assim”, disse ela.

“Por causa da gravidade imensa da pandemia da Covid-19 e os impactos drásticos que teve no mundo em tão pouco tempo, eu, com a ajuda do meu mentor, mudamos a direção do projeto para mirar o vírus SARS-CoV-2”.

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Anika disse que foi inspirada a buscar curas em potencial para vírus depois de aprender sobre a pandemia da gripe espanhola –1918 – e fazer descobertas sobre quantas pessoas ainda morrem anualmente pela doença nos Estados Unidos, apesar das vacinações anuais e das medicações anti-influenza no mercado.

“A Anika tem uma mente questionadora e usou sua curiosidade para fazer perguntas sobre uma vacina para a Covid-19”, disse Cindy Moss, uma jurada do Desafio Jovem Cientista 3M, à CNN.

“O trabalho dela foi extenso e examinou bancos de dados numerosos. Ela também desenvolveu um entendimento do processo de inovação e é uma comunicadora talentosa. Sua disposição em usar seu tempo e talento para ajudar a fazer do mundo um lugar melhor dá esperança à todos nós”.

Anika afirmou que vencer o prêmio e o título de melhor cientista jovem é uma honra, mas seu trabalho ainda não acabou.

O próximo objetivo, ela diz, é trabalhar ao lado de cientistas e pesquisadores que estão lutando para “controlar a morbidade e a mortalidade” da pandemia, desenvolvendo suas descobertas em uma cura eficiente para o vírus.

“Meu esforço para encontrar um componente principal de ligação da proteína spike do SARS-CoV-2 neste verão pode parecer apenas uma gota em um oceano, mas colabora com os esforços de todos”, diz.

“A forma como eu vou desenvolver essa molécula ainda mais, com a ajuda de virologistas e especialistas no desenvolvimento de medicamentos vai determinar o sucesso desses esforços”.

Mesmo assim, Anika ainda encontra tempo para ser uma menina comum de 14 anos. Quando ela não está no laboratório ou trabalhando pela meta de se tornar uma pesquisadora, pratica a dança clássica indiana Bharatanatyam, que estuda há oito anos.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês)

Mais Notícias : Sangrias e fumaça curativa: o que já foi usado para tentar combater pandemias
Enviado por alexandre em 19/10/2020 08:38:39


durante a pandemia de gripe espanhola, homens fazem gargarejo

Em setembro de 1918, durante a pandemia de gripe espanhola, homens fazem gargarejo com água salgada após um dia de trabalho em Camp Dix, em Nova Jersey. Essa foi uma das medidas preventivas contra a pandemia, que se espalhou para os acampamentos

Foto: US Arm
 
 

Se a ideia de beber álcool em gel, absorver luz ultravioleta pela pele e fazer gargarejos com água salgada para prevenir ou tratar a Covid-19 parece bizarra para você, saiba que esta não é a primeira vez que os humanos se colocam em situações perigosas para afastar seus medos.

Diante da ameaça de uma nova doença infecciosa, as pessoas ficam desesperadas, como disse o doutor Jeremy Brown, médico de emergência e autor de "Influenza: The Hundred-Year Hunt to Cure the Deadliest Disease in History” (“Gripe: a caça de cem anos para curar a doença mais mortal da história”, sem edição no Brasil).

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Esse desespero e uma ameaça semelhante fizeram com que aqueles que viveram durante a pandemia de gripe de 1918 (que matou de 50 a 100 milhões de pessoas em todo o mundo) procurassem o charlatanismo e tratamentos perigosos, caindo feito patinhos em promessas milagrosas. Até médicos caíam.

No início do século 20, embora os doutores convencionais fossem mais respeitados (um conquista recente, inclusive) do que os médicos alternativos, os convencionais ainda “não tinham quase nada a oferecer” para a gripe, disse Laura Spinney, jornalista científica e autora do livro "Pale Rider: The Spanish Flu of 1918 and How It Changed the World (“Cavaleiro pálido: A gripe espanhola de 1918 e como ela mudou o mundo”, sem edição no Brasil).

Segundo a autora, como eles pensavam que a gripe de 1918 era uma doença bacteriana em vez de virótica, seu conhecimento e esforços de tratamento foram insuficientes.

“Durante o curso da pandemia, as pessoas se afastam gradualmente da medicina convencional à medida que perceberam que ela não pode ajudar e acabaram buscando as alternativas, os remédios populares, as curas de charlatães e assim por diante”, relatou Spinney. “Que, é claro, até muito recentemente (no início do século 20), eram igualmente respeitáveis e acessíveis”.

Os médicos também “não tinham noção realmente de quando um medicamento se torna um veneno, como os medicamentos interagem com os tecidos humanos e qual é a dosagem certa dele”, acrescentou a historiadora. São as perguntas que “fazemos hoje nos nossos ensaios clínicos, que custam muito, demoram bastante e tentam medir a segurança e a eficácia” dos tratamentos.

Além disso, durante a pandemia da Covid-19 “conversamos muito sobre a importância da confiança entre as pessoas e os médicos e especialistas em saúde pública”, disse Spinney. “Mas a confiança também faz a mediação do tipo de relacionamento íntimo entre um paciente e seu médico”, continuou. E molda, de forma definitiva, o efeito placebo e, portanto, a eficácia de qualquer tratamento.

“Uma das coisas interessantes que notamos em 1918 é que a confiança foi quebrada porque as pessoas viram que seus médicos não tinham esperança. Daí, buscando controlar os sintomas, elas se voltaram para sistemas alternativos que acharam que poderiam oferecer mais esperança e tratamentos mais eficazes naquele momento”, acrescentou.

“De maneiras diferentes, essas duas pandemias nos mostraram como a confiança é absolutamente essencial para tantos aspectos dos cuidados de saúde. Isso inclui se as pessoas participam de campanhas de vacinação (algo que, no fundo, é uma questão de confiança) e na confiança que depositam em seus médicos e governos”.

Desolação, desespero e uma área médica inexperiente e não regulamentada alimentaram a crença em vários tratamentos não comprovados - e às vezes bárbaros.

Aspirina fora de controle

Feita a partir da casca de salgueiro, a aspirina sempre foi usada para tratar a dor. Como ela também era indicada para reduzir a febre, a droga se tornou o tratamento internacional de primeira linha para a gripe, às vezes administrada em doses seis vezes maiores do que o que agora se sabe ser seguro.

O problema era não entender que a aspirina tem uma “janela terapêutica estreita, o que significa que se você der muito pouco, não funciona, mas, se der muito, pode causar algumas reações muito, muito perigosas". Eles incluem “suor, zumbido nos ouvidos, respiração rápida e, em seguida, inchaço cerebral e coma, convulsões e morte”, enumerou Brown. Alguns estudos têm sugerido que, dadas as doses exorbitantes e os efeitos colaterais fatais, muitas mortes por gripe podem ter ocorrido por overdoses de aspirina, e não apenas pelo vírus.

No entanto, alguns países com mortes na casa dos milhões (como a Índia) não tinham fácil acesso à aspirina, o que mostra que ela provavelmente não teve um grande impacto no número global de mortes, de acordo com uma pesquisa.

Medicamentos antimaláricos: quinino x hidroxicloroquina

O quinino, outra droga centenária, feita da casca da cinchona, tem sido usado principalmente no tratamento da malária, doença causada pela infecção pelo parasita Plasmodium. Como na gripe, um sintoma presente na malária é a febre.

“Quando uma pessoa tem malária, o quinino ataca o parasita", disse Brown. “Quando uma pessoa não entende que a febre passa porque o parasita é morto pelo quinino, ela perde esse passo da compreensão e acha que a febre passou por causa do quinino, e conclui que o quinino deve ser bom para todas as febres”.

O quinino não era tóxico para o vírus da gripe, pois o agente infeccioso que causava a gripe (um vírus) era diferente do agente infeccioso que induz a malária (um parasita). De acordo com o doutor Brown, é razoável e comum que a medicina moderna teste terapias para sintomas semelhantes. “O problema é tomar apenas um medicamento usado para uma determinada doença e não testá-lo para ver se melhora uma segunda enfermidade, simplesmente dando o remédio na crença de que ele deve, deveria ou irá melhorar o paciente”, adicionou.

Essa é a história da sugestão de que a hidroxicloroquina pode tratar os sintomas da Covid-19, acrescentou Brown. Trata-se de outro medicamento antimalárico que já foi elogiado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, e que teve uma autorização de uso de emergência pela FDA, a agência responsável por remédios e alimentos nos EUA.

“No início, a pergunta era perfeitamente razoável: este medicamento ajuda nesta doença?”, lembrou Brown. “Não se começa com a afirmação ‘vai ajudar’ sem passar por todas as formas lentas e metódicas com as quais testamos drogas. Há muitos medicamentos que pensamos que ajudariam e que tinham efeitos colaterais tão horríveis ou desconhecidos que nem nos preocupamos em testá-los”.

Drene seu sangue, livre-se da doença

Por mais de 2.500 anos, os médicos removeram cirurgicamente sangue de pacientes para tratar doenças às cegas. Parcialmente baseado na filosofia grega dos quatro humores (bile negra, catarro, bile amarela e sangue) como base das emoções, temperamento e saúde, a sangria era usada para curar doenças causadas por humores desequilibrados.

“Algumas pessoas acreditavam que, mesmo se você estivesse bem, tirar um pouco de sangue era uma espécie de boa medida preventiva, como, talvez hoje, poderíamos tomar algumas vitaminas ou praticar corrida”, disse Brown.

No século 19, os médicos usavam a sangria para tratar febres, dores de cabeça e dificuldade para respirar. Em 1918, “tendo observado que alguns pacientes pareciam melhorar após uma intensa hemorragia nasal, menstruação e até, de forma traumática, de um aborto espontâneo, alguns médicos reviveram a antiga prática da sangria”, escreveu Spinney em seu livro.

A confiança e o respeito por este método histórico fizeram com que muitos profissionais, incluindo médicos militares de primeira linha, apoiassem a sangria mesmo depois que outros a consideraram inútil.

Vapores de gás para sintomas

Alguns pais britânicos levaram seus filhos doentes para a fábrica de gás de cloro local para ele se sentassem e inalassem a fumaça para reduzir os sintomas da gripe.

Um sanitarista que foi investigar essa alegação “viu que havia de fato uma relação de que enquanto muitas pessoas morriam de gripe na área local, nessas fábricas de gás onde as pessoas trabalhavam, a taxa de gripe era muito, muito mais baixa do que a da população em geral”, disse Brown. "Isso levou as pessoas a achar que inalar o gás de cloro seria bom”.

Embora o cloro seja um desinfetante eficaz que, em altas doses, pode matar bactérias e vírus, ele também é venenoso. O fato de os pais começarem a levar seus filhos para fábricas de gás antes de suas ideias serem comprovadas pode ter começado com o aumento de boatos.

Laxantes, enemas e óleo de rícino

“Evacuar as coisas ruins do paciente” era a mentalidade dos médicos que tratavam as febres de seus pacientes com óleo de rícino, enemas e laxantes feitos de magnésia ou cloreto de mercúrio.

"Havia essa crença de que um enema seria bom para você, independentemente de qual era a sua doença específica", acrescentou Brown. “Há livros de medicina que foram publicados até 1913 ou 1914 nos quais laxantes eram recomendados como tratamento para as febres que acompanhavam a gripe."

Expulsando maus espíritos e elementos

Como a medicina ocidental ainda não havia se espalhado totalmente nos países orientais, como China e Índia, alguns recorreram a suas formas tradicionais de cura. “Feiticeiros nas colinas da Índia moldavam figuras humanas em farinha e água e agitavam-nas sobre os doentes para atrair os espíritos malignos”, escreveu Spinney em seu livro. “Na China, além de fazer um desfile das figuras dos reis dragões pelas cidades, as pessoas iam aos banhos públicos para suar os ventos do mal, fumar ópio e tomar yin qiao san, uma mistura em pó de madressilva e forsítia desenvolvida durante a dinastia Qing para a ‘doença do inverno’”.

Gerações de culturas e tradições locais moldaram os remédios que as pessoas buscavam para aliviar seus sintomas. “Os seres humanos, em geral, precisam ter uma sensação de controle sobre tudo o que os está afligindo. Essa é apenas uma verdade perene”, disse Spinney.

Lições de 1918

Em 1918, não havia vacina contra a gripe amplamente disponível (que só veio em 1940), nenhum Centro dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (a partir de 1946), nenhuma Organização Mundial da Saúde (a partir de 1948) e nenhuma vacina contra a poliomielite (a partir de 1954).

Os médicos e o povo em geral sabem hoje muito mais do que sabiam em 1918. Sendo assim, embora os médicos de um século atrás não soubessem mais, “não podemos alegar ignorância” sobre essa pandemia, disse Brown. “As pessoas precisam de tempo para investigar o que exatamente vão usar e só tomar medicamentos que tenham sido aprovados por nossas autoridades regulatórias e prescritos por médicos”, acrescentou.

“Não precisamos ser ignorantes sobre os efeitos colaterais e o fato de que algumas dessas drogas são completamente inúteis”.

(Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

Mais Notícias : Você pode ser infectado com Covid-19 duas vezes? A resposta não é simples
Enviado por alexandre em 18/10/2020 12:21:28


Coronavírus

Cientistas investigam como as pessoas podem ser reinfectadas pela Covid-19

Foto: Pixabay

Depois de vencer uma luta contra a Covid-19, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que estava imune ao vírus.

Já os especialistas dizem que é possível ser reinfectado. Mas é raro.

“São 38 milhões de casos em todo o mundo e algumas dezenas de casos de reinfecção relatados até agora”, disse a doutora Soumya Swaminathan, cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde, à CNN nesta semana.

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O doutor Anthony Fauci, diretor do Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas, afirmou dias atrás que as autoridades de saúde estão começando a ver “uma série de casos” relatados como reinfecções.

“São casos bem documentados de pessoas que foram infectadas e após um período relativamente curto de tempo medido de semanas a vários meses, elas ficaram expostas e foram infectadas novamente.

Portanto, você precisa ter cuidado pois não está completamente ‘imune’”, afirmou Fauci. Em agosto, os médicos relataram que um homem de Nevada de 25 anos poderia ser o primeiro caso documentado de reinfecção de Covid-19 nos EUA. O paciente foi diagnosticado com Covid-19 pela primeira vez em abril e depois de melhorar (e ter dois testes negativos), ele teve o teste positivo para o vírus um pouco mais de um mês depois.

Outra equipe de pesquisadores relatou em agosto que um homem de 33 anos que mora em Hong Kong teve Covid-19 duas vezes este ano: em março e agosto. E, no início desta semana, foi revelado que uma holandesa de 89 anos (que também tinha um câncer raro no sangue) morreu depois de pegar Covid-19 duas vezes, disseram os especialistas. Ela se tornou a primeira e única pessoa conhecida a morrer após ser infectada novamente.

Embora seja possível se infectar novamente com o vírus, ainda há questões que os cientistas estão trabalhando para responder, incluindo quem tem maior probabilidade de ser infectado novamente e por quanto tempo os anticorpos protegem as pessoas de uma nova infecção.

Duração dos anticorpos
Vários novos registros publicados recentemente mostram que a imunidade à Covid-19 pode durar meses.
Pesquisadores da Universidade do Arizona descobriram que os anticorpos que protegem contra a infecção podem se manter por pelo menos cinco a sete meses após a infecção por Covid-19.

Como a pandemia é recente, surgida há menos de um ano, provavelmente levará algum tempo até que os cientistas possam obter uma imagem clara da imunidade.

“Dito isso, sabemos que as pessoas que foram infectadas com o primeiro coronavírus, causador da SARS, que é o vírus mais semelhante ao SARS-CoV-2, ainda estão com imunidade 17 anos após a infecção. Se o SARS-CoV-2 for parecido com o primeiro, esperamos que os anticorpos durem pelo menos dois anos, e seria improvável algo muito mais curto”, disse o doutor Deepta Bhattacharya, imunobiologista da faculdade de medicina da Universidade do Arizona.

Outros estudos, um em Massachusetts e outro no Canadá, apoiaram a ideia de imunidade duradoura.
Isso sugere que “se uma vacina for projetada corretamente, terá o potencial de induzir uma resposta de anticorpos durável que pode ajudar a proteger a pessoa vacinada contra o vírus que causa a Covid-19”, escreveu Jennifer Gommerman, professora de imunologia da Universidade de Toronto, em um comunicado.

O que não está claro é como uma segunda infecção pode impactar qualquer vacina em estudo para a Covid-19. O paciente de Nevada apresentou sintomas mais críticos durante sua segunda infecção; já o de Hong Kong não apresentou nenhum sintoma evidente durante sua reinfecção.

“As implicações das reinfecções podem ser relevantes para o desenvolvimento e aplicação da vacina”, de acordo com os autores de um estudo recente publicado no “The Lancet”.

A gravidade pode afetar os anticorpos
Há outra coisa que os pesquisadores começaram a notar: pessoas que têm um desenvolvimento mais grave da doença tendem a ter uma resposta imunológica mais forte.

“Há uma diferença entre as pessoas assintomáticas, que tiveram uma infecção muito leve, com aquelas que não têm anticorpos detectáveis”, disse a doutora Swaminathan, da OMS. “Mas quase todo mundo que tem doença moderada a grave tem anticorpos”.

O doutor Bhattacharya, do Arizona, concordou com essa descoberta.

“Os pacientes da UTI tinham níveis mais altos de anticorpos do que as pessoas com doença mais branda”, relatou, acrescentando que ainda não sabe o que isso significará para a imunidade de longo prazo.

Maggie Fox, da CNN, contribuiu para esta reportagem. (Texto traduzido, clique aqui para ler o original em inglês).

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