Mais Notícias - Coronavírus: fronteiras, portos e "fake news" preocupam governos - Notícias
(1) 2 3 4 ... 3745 »
Mais Notícias : Coronavírus: fronteiras, portos e "fake news" preocupam governos
Enviado por alexandre em 14/02/2020 08:31:13

Ministério da Saúde divulgou os planos de contingência locais para o enfrentamento à nova doença

Foto: Jorge William / Agência O Globo

O Globo - Por André Souza

Os planos de contingência elaborados pelos estados para enfrentar o novo coronavírus no Brasil trazem, em linhas gerais, muitas orientações e cuidados já apregoados pelo Ministério da Saúde, como a necessidade de isolar casos suspeitos, mas também abordam algumas peculiaridades regionais.

O de Mato Grosso do Sul, por exemplo, trata da necessidade de cooperação com o Paraguai, país com o qual faz fronteira. O do Amazonas destaca a saúde dos índios que vivem no estado. Os planos de oito estados mencionam seus portos, que podem servir de porta de entrada para o vírus, como o de Santos, o maior do país, localizado no litoral paulista.

Até o momento, 25 estados repassaram seus planos para o Ministério da Saúde. Apenas Tocantins e o Distrito Federal não fizeram isso. No caso do Tocantins, O GLOBO teve acesso ao documento por meio da Secretaria de Saúde estadual. Os planos trazem medidas para evitar a entrada do vírus no país, identificar casos suspeitos e tratar pessoas doentes.

O novo coronavírus provoca febre e sintomas respiratórios, já tendo matado 1.369 pessoas, quase todas na China. O grande potencial de "fake news", ou seja, notícias falsas, preocupa a maioria dos estados. Eles querem evitar o pânico e eventuais reações contra quem vier a contrair o vírus.

Em nota, a Secretaria Estadual de Saúde do Rio de Janeiro destacou, por exemplo, que as informações sobre a doença devem ser divulgadas o mais rapidamente possível à sociedade "para, entre outras coisas, combater a desinformação e as perigosas fake news". Já o plano de Goiás fala da necessidade de monitorar redes sociais, como Twitter e Facebook, para "esclarecer rumores, boatos e informações equivocadas".

O de Mato Grosso, por sua vez, destaca: "Diante da sociedade em rede, que tem acesso instantâneo e quase ilimitado a dados e informações, além das 'Fake News', é essencial o estabelecimento de comunicação com os diversos públicos em tempo adequado para impedir ou mitigar danos desencadeados por 'notícias virais' que causem pânico ou direcione movimentos de massa na busca por assistência à saúde por temores infundados."

Dos 11 estados fronteiriços, apenas o Pará e o Paraná não fazem menção a cuidados a serem seguidos na divisa com outros países. Os planos dos demais recomendam que, nos pontos de passagem, situações suspeitas devem ser informadas à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que é um órgão federal, mas as medidas posteriores de atendimento serão tomadas pelas equipes de saúde locais.

Dos planos analisados, os de Mato Grosso do Sul, de Rondônia e do Amazonas são os que falam em cooperação com outros países. Entre as medidas em Mato Grosso do Sul estão a articulação com as cidades da fronteira, o preparo do hospital de uma delas — Ponta Porã — com a presença de um médico infectologista, e ações em conjunto com o Paraguai.

O de Rondônia menciona a cidade de Guajará-Mirim, na fronteira com a Bolívia, e a necessidade de uma articulação junto às autoridades do país vizinho.

O do Amazonas fala em "articular com as autoridades e órgãos de saúde na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Colômbia e Peru)" e também com as de outros estados com os quais faz divisa. O estado também diz que é necessário ter cooperação com os Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs), ligados ao Ministério da Saúde, "para o fortalecimento de ações de vigilância e aprimoramento da detecção de possíveis casos suspeitos nos serviços de saúde".

Todos os 26 planos analisados lembram da importância de notificar as autoridades sanitárias municipais, estaduais e federais, em até 24 horas, todos os casos suspeitos que aparecerem. O plano do Distrito Federal, ao qual o GLOBO não teve acesso à íntegra, também faz essa recomendação.

No plano de contingência de Goiás, não há menção à base aérea de Anápolis, localizada no estado, onde ocorre a quarentena de 58 pessoas que passaram pela China. O de Roraima, embora cite a fronteira com a Venezuela, não prevê nenhuma ação específica voltada aos imigrantes do país vizinho, onde o sistema de saúde entrou em colapso e é fonte de preocupação como possível meio de entrada de doenças no Brasil.

Carnaval

Os planos do Rio de Janeiro e da Bahia não trazem ações específicas para o Carnaval, mas medidas que serão observadas tanto no período festivo como fora dele. No Rio de Janeiro, o plano aborda não apenas os hospitais estaduais e dos municípios, mas também os federais. O estado é onde há mais unidades de saúde mantidas pela União.

Os planos do Ceará, do Pará, da Paraíba, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, do Rio Grande do Sul, de Rondônia e de São Paulo mencinonam os portos localizados nesses estados. O de Pernambuco, por exemplo, destaca que os portos do Recife e de Suape já têm implementados planos de contingência para emergência em saúde pública.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Coronavírusfronteirasportos e 'fake news' preocupam ...



Novo coronavírus causa perdas bilionárias para empresas aéreas

GETTY IMAGES NORTH AMERICA/AFP/Arquivos

Por AFP

A epidemia do novo coronavírus causou “uma redução potencial entre quatro bilhões e cinco bilhões de dólares” em receitas para as companhias aéreas do mundo, anunciou na quinta-feira a Organização Internacional de Aviação Civil (ICAO).

A agência das Nações Unidas informou que “70 companhias aéreas cancelaram todos os voos internacionais de e para a China” e “50 outras companhias aéreas reduziram suas atividades”.

Isso provocou “uma redução de 80% na capacidade aérea estrangeira para viajantes de e para a China, bem como uma redução de 40% na capacidade aérea de companhias aéreas chinesas”, segundo estimativas preliminares da ICAO.

O primeiro trimestre de 2020 registrou uma “redução de 39 a 41% na capacidade de passageiros, ou seja, uma redução de 16,4 a 19,6 milhões de passageiros em relação às previsões de companhias aéreas”, destacou o comunicado da organização.

“Antes da epidemia (…) as companhias aéreas planejavam aumentar a capacidade em 9% nas conexões internacionais de e para a China no primeiro trimestre de 2020 em comparação a 2019”, de acordo com a ICAO.

A China isolou o acesso a várias cidades e proibiu as viagens organizadas de seus cidadãos ao interior do país e ao exterior para tentar conter a epidemia que surgiu em Wuhan, capital da província de Hubei, e que já matou 1.483 pessoas e contaminou outras 64.600 no país.

Países como Reino Unido, Alemanha e Estados Unidos desaconselham qualquer viagem à China.

Mais Notícias : OMS classifica coronavírus com "inimigo número um"
Enviado por alexandre em 12/02/2020 08:51:38

Funcionário mede temperatura de consumidres que deixam supermercado em Wuhan. Foto: China Daily via REUTERS

Do Terra
Por David Kirton e Stephanie Nebehay, do Estadão

A epidemia de coronavírus na China pode terminar até o mês de abril, afirmou ontem o principal conselheiro de Saúde do país , mas as mortes por causa da doença ultrapassaram o número de mil e a Organização Mundial de Saúde (OMS) alertou para uma ameaça global potencialmente pior que o terrorismo. 

O mundo deve "acordar e considerar esse vírus inimigo como o inimigo público número um", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, a jornalistas, acrescentando que a primeira vacina para o vírus deve levar ainda 18 meses para ficar pronta. 

Enquanto a epidemia assola a segunda maior economia do mundo, empresas chinesas tinham dificuldades para voltar ao trabalho após o feriado extendido do Ano Novo Lunar, centenas delas anunciaram que irão precisar de empréstimos que chegarão aos bilhões de dólares para continuarem em operação. 

Empresas estavam começando a fazer demissões apesar das garantias do presidente chinês, Xi Jinping, de que os cortes generalizados seriam evitados após as cadeias produtivas de montadoras automobilísticas e fabricantes de smartphones serem interrompidas. 

O principal conselheiro médico da China na epidemia, Zhong Nanshan, disse que os números de novos casos estavam em queda em algumas províncias e previu que a epidemia chegaria ao auge neste mês. 

"Espero que este surto ou evento esteja no fim em algum momento em abril", disse à Reuters Zhong, 83, um epidemiologista que desempenhou um papel no combate à epidemia da Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS) em 2003. 

A província chinesa de Hubei, epicentro de um surto de coronavírus, registrou 1.638 novos casos e 94 novas mortes na terça-feira, informou a autoridade de saúde local na quarta-feira (horário local).

Antes desses dados, a OMS havia informado na terça-feira que 1.017 pessoas haviam morrido na China, onde foram registrados 42.708 casos.

Apenas 319 casos foram confirmados em 24 outros países e territórios fora da China continental, com duas mortes: uma em Hong Kong e a outra nas Filipinas.

Os mercados globais, que viram inúmeras rodadas de vendas por conta do impacto do coronavírus na economia chinesa e seus efeitos decorrentes pelo mundo, tiveram altas recordes após os comentários de Zhong.

Estatísticas da China indicam que cerca de 2% das pessoas infectadas com o novo vírus morreram, e muitas delas tinham condições médicas pré-existentes ou eram idosas. Mas a propagação do vírus, que causa febre, tosse e dificuldades respiratórias, já causou distúrbios generalizados. 

O presidente do Federal Reserve de St. Louis, James Bullard, disse que a economia chinesa deverá "desacelerar visivelmente" no primeiro trimestre e que qualquer um que esteja precificando ativos agora deveria considerar o risco de que a epidemia pode piorar.

Mas o presidente do banco central britânico, Mark Carney, afirmou que a repercussão financeira da epidemia parecia controlável, embora ainda fosse cedo para julgar o impacto econômico.



Brasileiros em quarentena não apresentam o novo coronavírus

Na primeira análise dos exames, as 58 amostras deram negativo para o novo coronavírus e para outras 21 doenças respiratórias. Serão feitas mais duas análises.

Exames de brasileiros resgatados na China dão negativo para o novo coronavírus

Por TV Globo

No Brasil, exames mostraram que as pessoas em quarentena trazidas da China não estão infectadas pelo coronavírus.

Dentro de congeladores estão as 58 amostras colhidas assim que os repatriados e a equipe de resgate pisaram no Brasil. Todas deram negativo para o novo coronavírus e para outras 21 doenças respiratórias. A análise foi feita pelo Laboratório de Saúde Pública de Goiás. Mas esta é só a primeira de três análises. A próxima será na segunda-feira (17).

“A última amostra será coletada no 14º dia. Após esse resultado, juntando com o primeiro, nós esperamos que todos deem negativo, porque estão todos saudáveis. Aí, cabe ao Ministério da Saúde e ao Ministério da Defesa fazerem essa avaliação”, disse Flúvia Pereira Amorim da Silva, superintendente de Vigilância em Saúde de Goiás.

A notícia de que o primeiro exame não registrou a presença do novo coronavírus animou os confinados. Com o resultado, doutora Ho Yeh Li, que acompanha o grupo desde a saída de Wuhan, e os outros médicos ficarão liberados da quarentena, mas os repatriados terão que cumprir os 18 dias determinados pelo Ministério da Saúde.

"Lembrando que o período de incubação é de 14 dias. Eles precisam continuar de quarentena para ter garantia de que, nos próximos 14 dias a partir do momento em que deixaram o território chinês, ninguém realmente veio infectado", disse a doutora Ho Yeh Li.

A Força Aérea Brasileira, responsável pela operação de resgate na China, informou o destino de cada um dos repatriados após o período de isolamento.

Onze pessoas devem ir para São Paulo, cinco para o Distrito Federal, quatro para Minas Gerais, quatro para o Paraná e quatro para Santa Catarina. Pará, Maranhão e Rio Grande do Norte devem receber um dos repatriados, cada.



Covid-19 é o nome da doença provocada pelo coronavírus

Organização Mundial da Saúde tenta conter o estigma envolvendo cidade chinesa. Sem identificação oficial, a doença chegou a ser chamada de "coronavírus de Wuhan".

Doença provocada pelo novo Coronavírus é batizada de COVID-19

Por TV Globo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) batizou a doença provocada pelo novo coronavírus de Covid-19. A doença já tem mais de dois meses, mas só agora recebeu um nome. Covid-19 é uma junção de co, de corona; vi, de vírus; e d, de disease, palavra inglesa que significa doença em português. O 19 indica o ano em que surgiu: 2019.

Assim, a Organização Mundial da Saúde espera conter o estigma: sem uma identificação oficial, a doença chegou a ser chamada de “coronavírus de Wuhan”, o epicentro da epidemia, na China.

Começou, ontem, o Fórum Global de Pesquisa e Inovação convocado pela OMS. Mais de 300 especialistas estão reunidos em Genebra, na Suíça. O objetivo é avançar no desenvolvimento de testes de diagnóstico, medicamentos e vacinas contra a Covid-19. O diretor-geral disse que a primeira vacina pode estar disponível em um ano e meio.

Tedros Adhanom também alertou que o mundo pode estar diante de uma ameaça global potencialmente maior que o terrorismo, e disse que o vírus deve ser encarado como inimigo público número um.

Já na China, o principal especialista no assunto parece otimista. Zhong Nanshan, um senhor de 83 anos que foi fundamental no combate à Sars, a Síndrome Respiratória Aguda Grave, em 2003, disse esperar que a epidemia do novo coronavírus atinja o pico em fevereiro e termine em abril. Ele se emocionou ao falar sobre o médico Li Wenliang, que foi repreendido pelas autoridades chinesas por ter alertado sobre a nova doença em dezembro e que morreu na semana passada infectado pelo vírus.


Diante de tantas críticas na resposta ao surto, o governo chinês anunciou a demissão do chefe de Saúde de Hubei e a maior autoridade do Partido Comunista na província. Enquanto a cidade de Wuhan segue isolada, médicos e enfermeiros com roupas de proteção resolveram dançar com dezenas pacientes — uma iniciativa para combater a depressão da quarentena.

Nesta terça-feira, morreram mais 94 pessoas pelo novo coronavírus na província de Hubei, na China. Antes desse anúncio do governo chinês, a Organização Mundial da Saúde contava 1.017 mortes na China continental e em Hong Kong e uma nas Filipinas. Os casos confirmados na China passam de 44.300. Em outros 24 países, há 395 casos, nenhum na América Latina e na África.

Mais Notícias : Investigação quer saber quem avisou Adriano sobre operações
Enviado por alexandre em 11/02/2020 08:40:00


Alvo agora é a rede de apoio ao ex-capitão do Bope, que liderou milícia na Zona Oeste; fazendeiro o o levou a um segundo esconderijo antes de ser morto.

Foto: Reprodução
De O Globo

RIO — “Perdeu, a gente sabe que você tá aí! Joga a arma pra fora”. Um PM do Batalhão de Operações Especiais (Bope) da Bahia afirmou, em depoimento, que foi assim que tentou fazer com que Adriano Magalhães da Nóbrega se rendesse, dentro de uma casa na área rural do município de Esplanada, a 170 quilômetros de Salvador. Atrás da parede de uma cozinha, o miliciano teria reagido com um tiro de pistola — e acabou levando dois, de fuzil. Para um grupo de autoridades que o monitorava, não se pode dizer que ele foi surpreendido pelo grito do policial. O objetivo, agora, é descobrir quem o avisou não só do cerco montado na manhã de domingo, mas das movimentações de investigadores para buscá-lo nas semanas que antecederam sua morte.

Autoridades estão convencidas de que Adriano, ex-capitão do Bope do Rio que era acusado de chefiar um grupo de matadores de aluguel, recebia informações privilegiadas da polícia do Rio. Essa hipótese ganhou força com um depoimento prestado no domingo à Delegacia de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco) da Bahia por Leandro Abreu Guimarães, dono de uma fazenda na qual o suspeito ficou escondido. Ele revelou que, na véspera da operação em Esplanada, Adriano apresentou sinais de muito nervosismo enquanto recebia e enviava mensagens por um celular. Além disso, abandonou, às pressas, o local onde se abrigou por cinco dias.

Até o último sábado, o miliciano estava em uma das 12 casas da fazenda de Leandro. O fazendeiro, que foi preso porque policiais encontraram armas em sua propriedade, alegou ter sido obrigado a levá-lo para um sítio, localizado a aproximadamente oito quilômetros de distância. Ele contou ter sido ameaçado de morte por Adriano.

Confira a íntegra da reportagem aqui: Investigadores tentam descobrir quem avisou Adriano sobre ...


Circunstâncias da morte de ex-PM Adriano são investigadas

Ex-PM Adriano da Nóbrega era um dos milicianos mais procurados do país. Segundo o Bope da Bahia, ele estava num sítio sozinho, resistiu à prisão e atirou com uma pistola.

TV Globo

A Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia abriu investigação sobre as circunstâncias da morte do ex-PM Adriano da Nóbrega. Ele era tido como chefe de uma milícia do Rio.

O endereço onde a polícia afirma ter encontrado o ex-PM Adriano da Nóbrega, um dos milicianos mais procurados do país, é um sítio que fica em Esplanada, a 170 quilômetros de Salvador.

A Secretaria de Segurança da Bahia informou que chegou primeiro a um outro imóvel usado como esconderijo com informações do Serviço de Inteligência da Polícia Civil do Rio. No local, prenderam um homem identificado como Leandro que estava com um revólver e duas espingardas. Segundo a secretaria, foi Leandro que levou os polícias do Batalhão de Operações Especiais até o sítio onde houve o confronto.

Segundo o Bope da Bahia, mesmo sozinho e cercado por oito homens, Adriano resistiu à prisão e atirou com uma pistola. Com ele, a polícia diz ter apreendido 13 celulares. Numa foto recente na região, Adriano aparecia com um fuzil nas costas, que não foi encontrado pelos agentes.

O sítio onde o miliciano estava escondido pertence ao vereador Gilsinho de Dedé, do PSL. O vereador diz que estava viajando, que o imóvel foi invadido e que não conhecia Adriano.

“Na realidade, assim como todo mundo, eu fui tomado pela notícia por um vizinho”, afirmou.

Há dez dias, Adriano conseguiu escapar de uma ação organizada por agentes da Bahia e do Rio. Ele estava num condomínio de luxo, na Costa do Sauípe, litoral da Bahia. Ele estava foragido havia um ano, desde a Operação Intocáveis, do Ministério Público do Rio, que tem como alvo a milícia na Zona Oeste do Rio. Adriano é apontado como um dos chefes da milícia.

O advogado de Adriano, Paulo Emílio Catta Preta, disse que ele temia ser assassinado.

“Ele falou que estava temendo pela vida dele, porque ele tinha certeza, segundo ele me disse, que essa operação para prendê-lo não era para prendê-lo verdadeiramente, mas era para matá-lo. Ele falou em queima de arquivo. Ele falou: eu temo por ser uma queima de arquivo”.

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, rejeita essa versão.

“Ele foi socorrido e levado a um hospital, mas acabou chegando morto. A gente não tem motivo algum para esconder nenhum detalhe da diligência da operação, nós temos total transparência dos nossos atos, até para, inclusive, acabar com essa estapafúrdia teoria de que houve qualquer tipo de tentativa de se ocultar uma prova de interesse das investigações do estado do Rio de Janeiro”, disse.

A Corregedoria-Geral da Secretaria de Segurança Pública da Bahia investiga se houve resistência. Os corregedores querem saber se os agentes atiraram em legítima defesa ou se houve execução.

Mais Notícias : "Parasita" é o grande vencedor do Oscar 2020
Enviado por alexandre em 10/02/2020 08:56:04


Produção sul-coreana se tornou a 1ª não falada em língua inglesa a vencer como Melhor Filme. Joaquin Phoenix, Renee Zellweger, Brad Pitt e Laura Dern venceram. Veja vídeos da premiação.

Do G1

"Parasita" foi o grande vencedor do Oscar neste domingo (9). A cerimônia dos melhores do cinema aconteceu em Los Angeles.

A dramédia sul-coreana sobre diferença de classes recebeu quatro estatuetas e se tornou o primeiro não falado em língua inglesa a vencer como Melhor Filme.

Leia mais aqui: 'Parasita' é o grande vencedor do Oscar 2020, com quatro ...


Prefeito de Fortaleza é o melhor do País

O G-1, portal de informação do Grupo Globo, fez um levantamento recente sobre promessas cumpridas pelos prefeitos de capitais e Roberto Cláudio (PDT), de Fortaleza, onde passei uma semana vendo experiências de gestão, foi apontado em primeiro lugar. A capital cearense exibe para o País o troféu de ser a única sem nenhuma promessa pendente. O pedetista , no final do seu segundo mandato, já entregou seis das 18 promessas de campanha e cumpriu parcialmente as outras 12 que fez.

O lanterninha é o prefeito de Teresina, Firmino Filho (PSDB). Das 55 promessas feitas na campanha de 2016, somente 11( 20% do total) foram cumpridas integralmente. Outras 11 foram atendidas parcialmente e 33 (60%) ainda estão pendentes. Dividem o “pódium da inoperância” com o piauiense, o prefeito de Belém, Zenaldo Coutinho (PSDB), com 54,6% das promessas não cumpridas e o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), com 50% das promessas pendentes.

Nacionalmente, os gestores que assumiram há três anos cumpriram apenas 39% das promessas feitas na campanha de 2016. Das 1.040 propostas contabilizadas, 406 foram cumpridas integralmente, o que representa 39% do total. As parcialmente cumpridas somam 254, ou 25%, e as que não foram cumpridas sequer parcialmente são 378, o que corresponde a 36%.

O levantamento leva em conta as propostas formalizadas pelos então candidatos junto à Justiça Eleitoral. As promessas são divididas em três grupos: as cumpridas integralmente, as realizadas parcialmente e as não realizadas. Entre as capitais, duas ficaram de fora, Goiânia (GO) e João Pessoa (PB).

No caso do Recife, o prefeito Geraldo Júlio (PSB ) fez 33 promessas, mas só cumpriu integralmente seis e 16 em parte, enquanto deixou de cumprir 11, estando entre os últimos avaliados nesse levantamento. Há uma diferença muito grande no fazer entre Fortaleza e Recife. Enquanto Geraldo há oito anos patina para reativar o Geraldão, Roberto Cláudio elencou 700 obras, avaliadas em R$ 1,5 bilhões, com data para iniciar e acabar, com um detalhe: todo o dinheiro em caixa.

“Não corremos nenhum risco financeiro de alguma obra atrasar ou não ser finalizada por falta de recurso. Todas elas têm seu recurso garantido via parceria com o Governo do Estado, Federal, mas, principalmente, através de novos financiamentos internacionais, nacionais, que já foram efetivados”, diz o prefeito cearense.

Oxalá Recife fosse assim, a população estaria, hoje, com outra feição e não vendo equipamentos de grande utilidade social, como o ginásio de esportes Geraldão e o Teatro do Parque com obras devagar quase parando, há dez anos. Em Fortaleza, o prefeito só anuncia e licita a obra quando o dinheiro já está no caixa, porque estabelece o prazo para a entrega sem risco de faltar recurso.

É por isso que Roberto Cláudio é, disparado, o melhor do Pais!

MELHOR DO QUE GERALDO - Já o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), onde também estive, se situa numa posição mais confortável do que Geraldo Júlio. Cumpriu 41% das promessas feitas durante a campanha de 2016. Segundo o mesmo levantamento, o democrata concluiu 28 das 68 promessas  até o terceiro ano do segundo mandato. De acordo com a análise, Neto também cumpriu, em parte, 16 das 68 promessas, o equivalente a 24%. E 24 (o que corresponde a 35%) ainda não foram concluídas. O mandato do prefeito baiano, também já em seu segundo mandato, encerra no dia 31 de dezembro deste ano.

SESSÃO TERNURA – Os paparicos socialistas ao presidente nacional do PDT, Carlos Lupi, na última sexta-feira, no Recife, foram exagerados. Além de receber o pedetista para um café da manhã no Palácio das Princesas, o governador Paulo Câmara foi ao lançamento do livro dele na livraria Jaqueira do Paço, abraçado ao prefeito Geraldo Júlio. As longas sessões de ternuram têm um só objetivo: fritar junto ao comando nacional do PDT a pré-candidatura de Túlio Gadelha no Recife, praticamente oficializada por Lupi no ato no qual o deputado assumiu a presidência do diretório municipal.

TEOBALDO ENGOLIDO – O presidente estadual do Podemos, Ricardo Teobaldo, não é menino nem nasceu ontem na política. Sabe que o propósito da direção nacional da legenda é entregar o comando do partido no Recife à delegada Patrícia Domingos. “O perfil de Teobaldo desfoca de longe do da delegada, pontilhado pelo combate à corrupção e um discurso centrado no fim da velha política”, diz um aliado do senador Álvaro Dias, líder do Podemos no Senado, hoje um dos maiores entusiastas do projeto Patrícia Domingos.

O SILÊNCIO DE JARBAS – O senador Jarbas Vasconcelos (MDB) voltou à rotina dos almoços às sextas-feiras no restaurante Leite, point da fauna política do Estado, mas sempre acompanhado de fiéis escudeiros, como Paulo Sérgio Macedo e Fernando Dueire, seu suplente no Senado. Antes protagonista da cena nacional, Jarbas anda muito calado, distanciado das questões do País e de Pernambuco, particularmente. Um bom sinal, entretanto, é que já voltou a degustar bons vinhos chilenos, mas mesmo assim não se anima para tratar de politica. Os mais próximos dizem que está esperando a arrumação do quadro sucessório no Recife para entrar em cena.

QUEIMA DE ARQUIVO? – A executiva nacional do Psol desconfia das circunstâncias em que Adriano da Nóbrega, miliciano ligado ao senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, apareceu morto, ontem, no interior da Bahia. “O PSOL exige esclarecimentos e solicitará uma audiência com a Secretaria de Segurança Pública daquele Estado para obter maiores informações, uma vez que Adriano da Nóbrega era peça chave para revelar os mandantes do assassinato de Marielle e Anderson. Avaliaremos medidas que envolvam autoridades nacionais. Seguimos exigindo respostas e transparência para pôr fim à impunidade”, diz nota do partido.

JOGO SUJO – O superintendente da Sudene, Douglas Cintra, tem o respaldo da bancada federal da base de Bolsonaro na Câmara dos Deputados para continuar implementando políticas de fortalecimento do Nordeste à frente da instituição. Mas houve quem usou de má-fé querendo queimar Cintra com o presidente por este ter militado com o PT numa fase da sua trajetória política. O fato verdadeiro, porém, é que o arrojado empresário caruaruense votou em Bolsonaro e trabalhou pela eleição do presidente em jornadas eleitorais em sua Caruaru e no Agreste em geral.

SERIA INJUSTIÇA – Degolar Douglas Cintra por mera politicagem seria um pecado imperdoável do presidente. Afinal, nenhum superintendente da Sudene fez mais do que ele em menos de dois meses no cargo. Até então esvaziada, a instituição com ele no comando ganhou força e respeito. Já trouxe vários ministros a Pernambuco no pouco tempo na função e seu trabalho tem uma única finalidade: fortalecer a imagem do presidente e do Governo Federal na região, com programas voltados para os mais necessitados e desamparados.

Perguntar não ofende: Qual é a bomba, final, que este colunista trará, hoje, na edição zero do jornal O Poder, o primeiro no País em plataforma do Whatsapp?



Rede Cuca, a proteção social de Fortaleza

Fortaleza ganhou destaque nacional também por criar programas sociais em áreas de vulnerabilidade. Com 2,7  milhões de habitantes, a capital cearense já liderou o ranking de jovens que se envolvem com drogas e acabam engordando as estatísticas do mundo do crime.

Mas na gestão do prefeito Roberto Cláudio (PDT), o melhor do País, segundo levantamento do portal G-1 do Grupo Globo, a face cruel dos inferninhos está mudando em cima de um projeto que acompanha de perto o desenvolvimento do jovem.

Trata-se de uma verdadeira malha de proteção social batizada de Rede Cuca, que gera  oportunidades para o mercado de trabalho na aplicação de cursos e treinamentos.

A rede é formada por três Centros Urbanos de Cultura, Arte, Ciência e Esporte, mantidos pela Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria Especial de Políticas Públicas de Juventude. Geridos pelo Instituto Cuca, os Cucas Barra, Mondubim e Jangurussu atendem, prioritariamente, jovens de 15 a 29 anos, oferecendo cursos, práticas esportivas, difusão cultural, formações e produções na área de comunicação e atividades que fortalecem o protagonismo juvenil e realizam a promoção e garantia de direitos humanos. 

Além disso, a Rede Cuca injeta na periferia de Fortaleza possibilidades e alternativas de fruição cultural por meio da realização de eventos estratégicos, festivais, mostras, exposições e programação permanente de shows, espetáculos e cinema.

Seis mil vagas são abertas na Rede Cuca, em diversos cursos. Cada Cuca movimenta cerca de dois mil jovens diariamente, fazendo da Rede um dos maiores programas culturais do Estado do Ceará.

A Rede Cuca iniciou o ano com vagas para cursos e oficinas de formação continuada e práticas esportivas. As oportunidades são gratuitas e  disponibilizadas nos três Cucas (Barra, Jangurussu e Mondubim) de Fortaleza.

No Cuca Barra, as vagas são para cursos de Inglês, Atendimento Turístico, Informática Aplicada, Produção Cultural, Modelagem, entre outros. Além das oportunidades para os cursos de formação, os jovens também poderão aproveitar uma das  vagas para aulas de natação, pilates, rugby, triathlon, futebol de areia, entre outros.

Já no Mondubim, são vagas para cursos de Inglês Básico, Grupo de Teatro, Redação para Concurso, Fotografia para Iniciantes, entre outras oportunidades. Nos cursos de práticas esportivas, são incluídas aulas de futsal, jiu-jitsu, hidroginástica e outros.

No Cuca Jangurussu, os jovens contam com os cursos de Criação de Jingles e Vinhetas Musicais, Língua Portuguesa e Redação no Dia-a-dia, Produção de Filmes para Internet, Iniciação a Libras, entre outros. Além de tais oportunidades, também estão sendo disponibilizadas 1.365 vagas para aulas em modalidades esportivas, tais como: basquete, handebol, capoeira, muay thai, treinamento funcional, entre outros.

As matrículas são feitas no próprio local e para garantir a vaga  é preciso ter entre 15 a 29 anos, considerando que para os jovens abaixo dos 18 são necessárias cópias de documento de identificação pessoal; comprovante de residência; termo de responsabilidade assinado pelos pais ou responsáveis (disponível pela internet ou na ala de matrícula); e de documento de identificação pessoal do pai, mãe ou responsável.

 Os demais devem apresentar no ato da matrícula as cópias de documento de identificação pessoal e do comprovante de residência.

"A rede Cuca mudou minha vida, abriu o mundo para mim", diz o estudante Manoel José Marques Silva, 19 anos. Antes de entrar numa das Cucas, Manoel vivia na periferia envolvido com grupos violentos.

Hoje, ele já fala razoavelmente o inglês e está em fase de treinamento para o mercado turístico da cidade. Ele sonha em ser guia turístico. Além de se preparar para o trabalho, Manoel faz atividades físicas, como handebol e basquete

Mais Notícias : Aviões da FAB poderão trazer da China cidadãos de outros países
Enviado por alexandre em 07/02/2020 08:37:12

 Presidente Bolsonaro durante a transmissão ao vivo realizada ontem (6.fev.2020)

Por Agência Brasil

As aeronaves enviadas pelo governo federal para resgatar brasileiros em Wuhan, na China, poderão trazer cidadãos de outros países, caso haja disponibilidade de espaço nos voos. A informação foi dada pelo presidente Jair Bolsonaro durante live semanal transmitida na noite de ontem. Um pedido de carona, segundo o presidente, já foi solicitado pelo governo da Polônia.  

“Talvez, se tivermos apenas em torno de 40 brasileiros para trazer para cá, como sobrariam em torno de 10 vagas, eu já autorizei a trazer nacionais de outros países. Se for da América do Sul, pousa aqui. Parece que entrou um pedido da Polônia agora e, obviamente, como vai pousar em Varsóvia [capital polonesa], eles foram gentis para conosco, e têm poloneses lá [em Wuhan], se quiserem retornar, [eles] vêm e desembarcam em Varsóvia e tudo bem”, disse o presidente.

As duas aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) decolaram quarta-feira (5) de Brasília com destino a Wuhan . A expectativa é que eles tragam de volta ao Brasil as 34 pessoas (brasileiros e parentes) que se encontram na cidade epicentro do surto de coronavírus. Na volta, as aeronaves farão cinco escalas: Urumqi (China), Varsóvia (Polônia), Las Palmas (Espanha) e Fortaleza (CE), até o pouso final em Anápolis (GO). 

Só poderão embarcar na China pessoas que não apresentarem sintomas da doença. Uma equipe de médicos militares fará exames preliminares ainda em solo chinês. A previsão é que os aviões cheguem ao Brasil no sábado (8), com desembarque na Base Aérea de Anápolis, em Goiás. Todos os resgatados, bem como a tripulação de militares, equipe médica e o cinegrafista da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) que estão a bordo, passarão por uma quarentena de 18 dias nas instalações da base, seguindo protocolos e instruções oficiais visando à segurança de todos envolvidos. Os cidadãos isolados terão tratamento gratuito e o direito de serem informados permanentemente sobre seu estado de saúde.

Durante a live, o diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, informou que as instalações na Base Aérea de Anápolis estão prontas para receber os resgatados com toda a estrutura de saúde e segurança para evitar contaminação. Ele buscou tranquilizar os moradores da região.

“Se vai ter um lugar no Brasil muito difícil desse vírus se disseminar será Anápolis, porque toda a estrutura de segurança sanitária, todas as medidas estão sendo tomadas para acolher os nossos cidadãos brasileiros que estavam em situação difícil na China”, afirmou.



Mais de 630 mortos por novo coronavírus

Um médico com um paciente em quarentena em Wuhan, na China - AFP

Da ISTOÉ - Por AFP

As medidas para enfrentar a epidemia viral do novo coronavírus aumentam em todo o mundo, principalmente depois do novo balanço de 636 mortos divulgado nesta sexta-feira (7), pelas autoridades chinesas, incluindo um dos primeiros médicos que alertou sobre a doença.

Nas últimas 24 horas, foram 73 vítimas fatais, sendo que 69 faleceram na província de Hubei, epicentro do surto, segundo a atualização diária do balanço da Comissão Nacional de Saúde.

De acordo com o relatório, também foram diagnosticados 3.143 novos casos da doença, elevando a 31.161 a quantidade de portadores do vírus no país.

Entre os contaminados no território chinês, mais de 4.800 estão em estado grave.

As autoridades locais acreditam que o número de diagnósticos positivos deve crescer significativamente, pois há mais de 26.000 pessoas com suspeita de terem contraído o vírus.

Um médico chinês que foi um dos primeiros a alertar publicamente sobre o novo coronavírus morreu em decorrência da doença nesta sexta-feira, segundo o anúncio do hospital em ele estava internado.

O oftalmologista Li Wenliang morreu da infecção às 2h58 da manhã (horário local), informou o Hospital Central de Wuhan. Após atender pacientes com sintomas similares aos da Síndrome Respiratória Aguda Severo (Sars), Li enviou uma mensagem a seus colegas advertindo que usassem máscaras para se protegerem.

Mais tarde, as autoridades o acusaram, junto com outras oito pessoas, de “propagação de rumores”.

Fora da China continental, foram confirmados mais de 240 casos da doença em cerca de 30 países. Milhares de turistas e tripulantes estão presos em cruzeiros na Ásia.

No Japão, 3.700 pessoas de dezenas de nacionalidades devem ficar em quarentena por 14 dias no cruzeiro “Diamond Princess” depois que foram confirmados 61 casos a bordo.

Em Hong Kong, 3.600 pessoas também passam pela mesma situação no cruzeiro “World Dream”, depois que três passageiros tiveram resultado positivo para o novo coronavírus.

Segundo as autoridades japonesas, um outro caso foi detectado a bordo de outro navio, o “Westerdam”, que navegava rumo ao Japão.

– Voos suspensos –

Várias companhias aéreas suspenderam os voos para a China continental. United Airlines e American Airlines também cancelaram os voos para Hong Kong e a Indonésia bloqueou milhares de turistas chineses em Bali ao suspender as conexões aéreas.

Air France e KLM anunciaram nesta quinta-feira a prorrogação até 15 de março da suspensão de seus voos à China continental, prevista a princípio até 9 de fevereiro.

As autoridades de Hong Kong fecharam na prática todas as passagens de fronteira com o restante do país. A partir de sábado, o território colocará em isolamento por duas semanas todas as pessoas procedentes da China continental.

As operações de repatriação também prosseguem: dois aviões militares brasileiros decolaram com destino a Wuhan para resgatar cidadãos do país, assim como outros dois aviões americanos devem fazer o mesmo na sexta-feira.

Embora os organizadores dos Jogos Olímpicos de Tóquio 2020 tenham demonstrado preocupação quanto a doença na última quarta, o grupo informou na quinta que o evento esportivo acontecerá normalmente.

O balanço da epidemia subiu para 636 mortos na China continental, sem contar com Hong Kong e Macau, depois que a província de Hubei informou que mais 69 pessoas morreram, além de 3.143 novos casos registrados. Fora da China, a doença deixou uma vítima nas Filipinas e outra em Hong Kong.

A taxa de mortalidade do novo coronavírus, de aproximadamente 2%, ainda é considerada mais branda que a Sars, que matou 774 pessoas em todo o mundo entre 2002 e 2003.

– Hospitais construídos contra o tempo –

Duas semanas depois do início da quarentena na cidade de Wuhan e de uma parte de sua província, Hubei (centro), onde a epidemia se propaga rapidamente, o sistema de saúde local está totalmente saturado.

Em Wuhan, um hospital com 1.000 leitos construído em apenas 10 dias, começou a receber os primeiros pacientes na terça-feira. Um segundo centro médico, com capacidade para 1.600 camas, deve entrar em funcionamento nas próximas horas.

Após a quarentena em toda a cidade de Wuhan e na província de Hubei, que afeta quase 56 milhões de pessoas, várias cidades do leste da China começaram a impor restrições aos deslocamentos a dezenas de milhões de pessoas mais.

Para enfrentar o fluxo de pacientes, as autoridades de Wuhan anunciaram a transformação de uma dezena de edifícios públicos (centros culturais, ginásios, etc) em clínicas.

A metrópole, de 11 milhões de habitantes e coração da epidemia, registra uma “severa” falta de camas e de “equipes e material”, afirmou Hu Lishan, alto funcionário do governo da cidade.

O grupo chinês de biotecnologia BGI anunciou na quinta-feira a instalação nesta cidade de um laboratório que pode fazer a cada dia mais de 10.000 exames de detecção do vírus.

Na China, onde as medidas de confinamento estão se intensificando, muitas cidades da província de Zhejiang (leste), a várias centenas de quilômetros de Wuhan, decretaram novas restrições ao deslocamento.

Em Hangzhou, uma metrópole tecnológica e turística, a 150 km de Xangai, que registrou quase 200 casos, bloqueios nas ruas impedem a aproximação da sede do gigante do comércio virtual Alibaba. A cidade autoriza a saída de apenas uma pessoa por residência a cada dois dias para a compra de produtos de primeira necessidade.

Em Zhumadian, Henan, província limítrofe com Hubei, apenas uma pessoa por casa pode sair a cada cinco dias e compensações econômicas foram oferecidas para quem denunciar pessoas procedentes de Hubei.

Paralisada pelas restrições e o virtual isolamento do mundo, a economia chinesa pode sofrer as consequências durante muito tempo.



Planalto: Bolsonaro sanciona lei com regras sobre quarentena

Na lei sancionada pelo presidente, também consta medidas contra coronavírus. Projeto foi enviado pelo governo e aprovado pelo Congresso nesta semana. Brasileiros em Wuhan (China) deverão chegar a Anápolis (GO) no fim.

Brasileiros que estão em Wuhan devem ficar de quarentena em Goiás

Por G1 — Brasília

A Secretaria-Geral da Presidência informou ontem) que o presidente Jair Bolsonaro sancionou a lei que prevê regras para quarentena e medidas de enfrentamento ao coronavírus.

De acordo com a secretaria, a lei será publicada na edição desta sexta (7) do "Diário Oficial da União". O órgão não informou, contudo, se Bolsonaro sancionou algum trecho do texto aprovado pelo Congresso Nacional.

A proposta foi enviada pelo governo ao Legislativo na terça (4). No mesmo dia, os deputados aprovaram o projeto com algumas modificações na redação. Um dia depois, na quarta (5), o Senado aprovou o texto enviado pela Câmara.

"O presente projeto de lei visa regulamentar o atual quadro de emergência de saúde pública de importância internacional decorrente do coronavírus no Brasil, articulando a proteção aos direitos humanos à adequação dos instrumentos de vigilância e atenção à saúde e aos requisitos do mundo atual, mostrando-se, portanto, fundamental a atuação do Estado no seu dever constitucional de garantir do direito à saúde", afirmou a Secretaria-Geral em texto enviado à imprensa.

Desde que os brasileiros em Wuhan (China) pediram ajuda para retornar ao país, o governo argumentou que precisava criar uma nova lei para trazer as pessoas e submetê-las a um período de quarentena.

Conforme o Ministério da Defesa, o grupo chegará ao Brasil neste fim de semana e ficará de quarentena na Base Aérea de Anápolis (GO).

Confira a íntegra da reportagem aqui: Bolsonaro sanciona lei com regras sobre quarentena e ...

(1) 2 3 4 ... 3745 »