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Mais Notícias : Bolsonaro leva pastor ao TSE e faz oração com ministros
Enviado por alexandre em 11/12/2018 09:51:11

Bolsonaro leva pastor ao TSE e faz oração com ministros



Bernardo Mello Fanco – O Globo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, levou um pastor evangélico à cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral.

A pedido dele, o religioso Josué Valandro Jr fez uma oração na sala reservada aos ministros da Corte, antes do início da solenidade.

Também estavam presentes os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Eunício Oliveira.

O pastor Josué celebra cultos na Igreja Batista Atitude, na Barra da Tijuca. O templo é frequentado pela futura primeira-dama Michelle Bolsonaro.

A oração constrangeu alguns dos presentes. Um ministro disse ao blog que o tribunal não é o local apropriado para manifestações religiosas.

Na semana passada, Bolsonaro indicou a pastora Damares Alves, da Igreja Quadrangular, como futura ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos.

A bancada evangélica também deu aval à escolha do novo ministro da Educação, Ricardo Vélez Rodríguez.

Niterói: novas eleições com prisão do prefeito



Artigo 61 da Lei Orgânica do Município (LOM) prevê que em caso de vacância do cargo de prefeito e inexistente vice-prefeito nos três primeiros anos do mandato, novas eleições serão feitas no prazo de 90 dias

O DIA - RAFAEL NASCIMENTO

Com a prisão do prefeito Rodrigo Neves (PDT), na manhã desta segunda-feira, na Operação Alameda, desdobramento da Lava-Jato, o município de Niterói poderá ter novas eleições nos próximos meses. É porque segundo a o artigo 61 da Lei Orgânica do Município (LOM) prevê que em caso de vacância do cargo de prefeito e inexistente vice-prefeito nos três primeiros anos do mandato, novas eleições serão feitas no prazo de 90 dias.

Só no decorrer do inquérito, que poderá classificar a prisão de Neves como "vacância do cargo" ou "impedimento temporário". Só após essa indefinição que será possível definir o que acontecerá com a prefeitura da cidade. Ou seja, se haverá ou não eleições.

Neves foi preso acusado de irregularidades no transporte público de Niterói. Agentes chegaram ao prédio em que ele mora, em Santa Rosa, por volta das 6h, e realizam buscas no local. Os policiais esperavam Neves tomar café e ele deixou o local às 8h26, indo até o carro da Polícia Civil acompanhado da esposa, que chorou muito após ele entrar no veículo. Ao todo, a operação busca cumprir cinco mandados de prisão e 19 de busca e apreensão.

Novo presidente: Rosa diploma Bolsonaro


...com defesa contundente de minorias e direitos humanos

Helena Chagas

Roubar a festa de um presidente da República eleito na cerimônia de sua diplomação é missão impossível, mas a presidente do TSE, Rosa Weber, esteve mais perto disso do que qualquer de seus antecessores ao diplomar Jair Bolsonaro com um forte discurso em defesa da democracia, dos direitos humanos e do respeito às minorias.

Já Rosa Weber, que diferentemente do que ocorreu em outras diplomações, falou depois do presidente diplomado, foi firme e contundente. Aproveitando os 70 anos de aniversário da Declaração dos Direitos Humanos, alertou que a vontade das maiorias não pode suprimir os direitos dos grupos minoritários, que não podem ser ameaçados “por instâncias de poder mais influentes em determinados momentos históricos”.

A presidente do TSE não citou nomes nem fatos específicos, mas não deixou margem a dúvidas de que o principal destinatário de seu recado estava sentado a seu lado na mesa que presidiu a sessão de diplomação – Bolsonaro, chefe de um governo que não demonstra grande apreço pelo tema dos Direitos Humanos. Weber fez questão de deixar claro ainda que o Poder ao qual pertence está vigilante: “a garantia à estabilidade dos direitos essenciais é uma das funções mais relevantes e irrenunciáveis do Poder Judiciário”.

Bolsonaro, bastante emocionado com a ocasião, não pareceu se importar muito com as advertências. Viveu seu momento de glória máxima.

Liga Árabe alerta Brasil contra embaixada em Israel



Medida 'reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz mais ampla', diz secretário-geral da organização

Samy Adghirni, da Bloomberg – Nova York

A Liga Árabe aconselhou o presidente eleito Jair Bolsonaro a reconsiderar seus planos de transferir a embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. Uma carta do secretário-geral da Liga, Ahmad Abu Al Ghait, à Chancelaria brasileira destacou a “preocupação” da organização com uma possível mudança. Parte inferior do formulário

“Dar um passo como esse não apenas atingiria os interesses palestinos, mas também reduziria drasticamente as oportunidades de alcançar uma paz mais ampla”, diz a carta de Abu Al Ghait.

Uma cópia da correspondência foi independentemente confirmada por um representante da Liga Árabe em Brasília que pediu para não ser identificado, uma vez que não tem autorização para falar sobre o assunto. O atual governo brasileiro e o futuro ministro das Relações Exteriores não responderam aos pedidos para comentar o tema.

A carta da Liga Árabe é um dos alertas mais sérios à política externa de Bolsonaro até o momento. Trata-se de uma resposta aos repetidos comentários do presidente eleito, que afirma ter a intenção de seguir os passos de Washington e mover a embaixada brasileira para Jerusalém.

A Liga Árabe representa um importante mercado para os exportadores brasileiros. O Brasil registrou um superávit de US$ 7,1 bilhões nas negociações com as 22 nações do bloco, comparada com um déficit de US$ 419 milhões com Israel.

Mais Notícias : Agora vão bater nos meus filhos, diz Bolsonaro
Enviado por alexandre em 10/12/2018 09:44:35

Agora vão bater nos meus filhos, diz Bolsonaro


Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, comentou com parlamentares numa reunião na semana passada que “agora vão começar a bater nos meus filhos”, segundo um dos presentes.

A afirmação, feita dois dias antes da revelação de que um ex-assessor do deputado Flávio Bolsonaro (PSL-RJ) movimentou R$ 1,2 milhão de forma atípica, foi interpretada posteriormente como uma tentativa de “vacina” diante do que explodiria pouco depois.


O poder do ministro


No avião, antes da decolagem, um cidadão que reconheceu o ministro Ricardo Lewandowski disse que o Supremo era uma vergonha e que ele tinha vergonha de ser brasileiro.

O ministro o ameaçou de prisão, o cidadão insistiu.

Lewandowski chamou a Polícia Federal para prendê-lo.

Os federais entraram no avião, mas não prenderam ninguém: o cidadão prometeu não dizer mais nada ao ministro nem tumultuar o voo de forma alguma, e foi liberado para viajar.

A ordem de prisão – bem, deixa pra lá.

E agora capitão?



Após admitir que não informou à Receita Federal suas transações financeiras com um ex-assessor de seu filho, Jair Bolsonaro tem duas opções, dizem especialistas. A mais amarga é esperar o fisco agir. Ele pode ser obrigado a recolher imposto e multa por ter omitido os pagamentos que recebeu.

Ao falar sobre o caso no sábado (8), Bolsonaro afirmou que o empréstimo não foi declarado porque foi “se avolumando” com o tempo. “Não posso de um ano para o outro, ah, mais 10 mil, mais 15 mil”, disse. “Se eu errei, eu arco com a minha responsabilidade perante o fisco, sem problema nenhum.”

A outra possibilidade seria o presidente eleito retificar suas declarações à Receita, informando às autoridades o empréstimo de R$ 40 mil que afirma ter feito ao policial Fabrício José de Queiroz. Nesse cenário, Bolsonaro ficaria livre de punição, explica um advogado. (Folha Painel)

O ‘mensalão’ de Bolsonaro?


Leopodo Vieira - Blog Os Divergentes

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, tem sido bem sucedido na montagem do governo ao estabelecer uma nova governabilidade, pelo menos na opinião pública, a ver no Congresso Nacional, sobretudo em relação à Reforma da Previdência. Nomear Sergio Moro para a Justiça foi outro gol, sinalizando à sociedade que o combate à corrupção não será esquecido e, de relance, persuadindo o investigado sistema político acerca de como proceder nas negociações Executivo-Legislativo.

Mas, começam a surgir os primeiros grandes problemas da gestão.

A PF divulgou que vai apurar denúncias contra o anunciado Ministro da Economia, Paulo Guedes, por supostas fraudes em negócios com fundos de pensão patrocinados por estatais. Onyx Lorenzoni, futuro chefe da Casa Civil, é alvo de inquérito, no Supremo Tribunal Federal, por caixa 2. Apesar de Moro ter aceito o perdão do demista, o capitão sacou a caneta Bic.

Tudo isto é um prato cheio para a paralisia de governo tão logo tome posse, pois é um flanco para pedidos de CPIs da oposição, com aval dos demais do sistema político chateados com a operação do outro filho, por exemplo, contra Maia, vazado do Whatsapp. Setores da PF poderão pressioná-lo a ser enfático e a eventual queda de ministros, destacadamente Paulo Guedes, pode fazer de Bolsonaro vítima de crise semelhante à do PT em 2005, com o escândalo do Mensalão. O depois todos conhecem. Só que o PSL ainda não é um PT em termos de força social na época.

O vetor que elegeu o capitão, a anticorrupção, é o seu calcanhar de Aquiles. E se ele se render ao “jogo de Brasília” e|ou for igualado aos outros políticos, não será mais o Mito, perante os seus 57 milhões de eleitores.


Mais Notícias : Cuidado pai: filhos, tensão da equipe do presidente
Enviado por alexandre em 07/12/2018 09:50:15

Cuidado pai: filhos, tensão da equipe do presidente

Atuação intensa dos filhos de Bolsonaro preocupa equipe do presidente eleito

O vereador Carlos Bolsonaro, do Rio, é o que mais causa apreensão, desde a campanha eleitoral

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

A atuação intensa dos filhos de Bolsonao preocupa integrantes da equipe do presidente eleito. O vereador Carlos Bolsonaro, do Rio, é o que mais causa apreensão, desde a campanha eleitoral.

O parlamentar é considerado o mais tempestuoso dos três filhos de Bolsonaro que seguiram carreira política. E o mais propenso a gerar crises, ainda que permaneça distante do núcleo do futuro governo.

Carlos Bolsonaro já se desentendeu com o futuro secretário-geral da Presidência, Gustavo Bebianno, e acaba de comprar briga com um dos parlamentares eleitos mais próximos do futuro presidente, Julian Lemos (PSL-PB).

No entrevero, o vereador pediu que Lemos pare de “aparecer atrás” do presidente eleito, “por algum motivo como faz sempre”.

Julian Lemos diz que não quer comentar os ataques. E afirmou: “Fui forjado acompanhando, por quatro anos, a vida política de Bolsonaro, vendo seu exemplo e ouvindo seus conselhos. Sou soldado de primeira hora. Respeito a família, mas só sigo as orientações do presidente. Ele me lidera e só aceito o seu comando”.

Numa postagem recente no Twitter, Carlos Bolsonaro chegou a declarar que a morte de Bolsonaro interessa a pessoas próximas.

FREIO 

Já o deputado federal eleito Eduardo Bolsonaro fala demais, na opinião de auxiliares do presidente. É dele a declaração de que bastariam um soldado e um cabo para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal), o que gerou uma crise com a corte.
O filho mais velho, Flávio Bolsonaro, que foi eleito senador pelo Rio, é considerado o mais maduro, ponderado e amistoso dos três. É definido como “um amor de pessoa” por um político do círculo íntimo do presidente eleito.
Na quinta (6), no entanto, ele foi envolvido na notícia de que um ex-assessor movimentou R$ 1,2 milhão, de forma atípica. E virou um dos assuntos mais comentados do Twitter.


Temer afirma que tentaram desgraçar a vida dele



Temer afirma que tentaram 'desgraçar' a vida dele e diz não se preocupar com investigações

Presidente deu declarações durante encontro com jornalistas de veículos estrangeiros. Na entrevista, disse que deixará o governo com a sensação de que foi 'injustiçado'.

Por João Cláudio Netto e Luiz Felipe Barbiéri, TV Globo e G1

O presidente Michel Temerdisse nesta quinta-feira (6) que "tentaram desgraçar" a vida dele desde que assumiu o Palácio do Planalto e afirmou não se preocupar com os processos que terá de enfrentar na Justiça após o fim do mandato.

Temer deu as declarações no Palácio da Alvorada, em Brasília, após participar de um encontro com jornalistas de veículos estrangeiros.

"Quando eu cheguei à Presidência, tentaram desgraçar a minha vida. E foi uma campanha feroz , uma campanha das pessoas se dedicarem, assim, 18 horas por dia. 'Vamos derrubar esse sujeito aí'. Não conseguiram. Nesse sentido me sinto injustiçado", afirmou.

Tentativa de derrubá-lo

Ainda na entrevista desta quinta-feira, Temer afirmou que "fizeram e aconteceram" para tentar "derrubá-lo" da Presidência da República.

Na opinião dele, a tentativa não foi derrubá-lo politicamente, mas, sim, moralmente.

"Fizeram e aconteceram para tentar me derrubar. E não me derrubar politicamente, porque na política eu tenho muita estrada e não tenho problema. O que mais me chateou foi a história do plano moral", afirmou.

Árvore de Natal enfeitada à espera de Eduardo Cunha



Claudia Cruz está esperançosa de que o marido, o ex-deputado Eduardo Cunha, preso na Lava Jato, volte para casa logo.

Ela instalou em sua sala uma imensa árvore de Natal, com enfeites dourados.

“Montada apenas para te esperar, meu amor...”, escreveu no Instagram. (Mônica Bergamo)

General Mourão baixa um pouco mais a bola


Um dia depois de dizer que Onyx terá que deixar o governo Bolsonaro se ficar comprovado que recebeu doações ilegais no passado, o vice-presidente eleito Hamilton Mourão conversou a sós com o futuro chefe da Casa Civil (Onix) nesta quinta-feira (6).

Já o novo ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), disse a secretários estaduais que seu secretário-executivo na pasta será o gaúcho João Gabbardo, que administrou a área no governo José Sartori (MDB). (Painel)

PSL se divide e acena a Maia e rival pela Câmara



Painel – Folha de S.Paulo

Integrantes do partido de Jair Bolsonaro (PSL) estão se movimentando em direções opostas na tentativa de assegurar posições influentes na Câmara dos Deputados a partir de fevereiro, quando os eleitos neste ano assumirão seus mandatos e a direção da Casa será renovada. Uma ala do partido buscou aproximação com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), que deseja a reeleição. Outra tenta viabilizar a candidatura de João Campos (PRB-GO) como alternativa a Maia.

Liderado pelo presidente do PSL, Luciano Bivar (PE), o grupo que procurou Maia indicou nesta semana que gostaria de garantir uma das vice-presidências da Casa e o comando da Comissão de Constituição e Justiça, a mais importante da Câmara.

A outra ala, que inclui um dos filhos do presidente eleito, Eduardo Bolsonaro (SP), tenta articular um bloco de oposição a Maia, atraindo integrantes de outras siglas para fortalecer a candidatura de Campos. Dirigentes do PSL, do PRB e do Podemos se reuniram no início da semana para avaliar suas chances.


Mais Notícias : Te cuida, Bolsonaro, porque a lua-de-mel será curta
Enviado por alexandre em 06/12/2018 10:19:34

Te cuida, Bolsonaro, porque a lua-de-mel será curta

Postado por Magno Martins

Helena Chagas

Te cuida, Bolsonaro, porque a lua-de-mel pode acabar antes de o governo começar. O presidente eleito conseguiu desagradar a gregos e goianos com suas afirmações sobre a Previdência. Antes, pela denotada falta de pressa, corroborada pelo futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, na linha de que temos quatro anos para votar a reforma, que não pode “matar os idosos”. Agora, porque – talvez para acalmar os ânimos de quem se escandalizou com as primeiras afirmações e sinalizar que pelo menos uma parte será votada logo – disse que vai fatiar a Previdência.

A começar pelos editoriais dos grandes jornais, o establishment econômico amanheceu atirando, assim como o mercado havia reagido ontem. O Estadão, só para citar um exemplo, aponta “espantosa alienação” do novo governo em relação ao principal problema das contas públicas e aconselha Bolsonaro a “começar a estudar melhor os temas mais importantes com os quais terá de lidar”.

Como dissemos aqui ontem, o mercado e setores do PIB só apoiaram a candidatura Bolsonaro por acreditar que, com ele, seria mais fácil aprovar suas reformas. Ao ratear, o presidente eleito deixa esse povo todo em pânico. Agora, como se vê, é tarde demais para as elites voltarem atrás. Temos um presidente eleito democraticamente e ele vai ter que assumir.



"Atleta" doente sem dar bola ao que médicos recomendam



Bolsonaro assistiu ao jogo Palmeiras x Vitória, no estádio palmeirense, entregou as medalhas aos campeões, abraçou os jogadores de seu time. Que terão dito seus médicos?

Ele ainda está com os intestinos ligados a uma bolsa externa e a cirurgia que deveria realizar no dia 12 foi adiada por falta de condições.

O presidente eleito não terá abusado de sua saúde? E comer cachorro-quente, por melhor que seja a salsicha, é adequado para ele?

Bolsonaro aproveitou bem a conquista do Brasileirão pelo Palmeiras.

Apareceu bem, sorridente, foi homenageado por torcedores aos gritos de Mito, vestiu a camisa do seu time.

Mas fica bem um presidente eleito usar camiseta com propaganda comercial? Poderia ter usado camiseta apenas com os símbolos do clube. Para sua imagem, seria bom do mesmo jeito.(Carlos Brickmann)

Não temos mesmo poder que EUA, diz Temer


Sobre política externa de Bolsonaro

Estadão Conteúdo

No último mês de seu mandato, o presidente Michel Temer disse, em entrevista na noite desta quarta-feira, 5, acreditar que o seu sucessor, Jair Bolsonaro, vai acabar adotando uma política externa multilateral, diferente do que vem indicando nas últimas semanas. “Não temos o mesmo poder que os Estados Unidos”, disse.

Bolsonaro nomeou um diplomata admirador do presidente americano, Donald Trump, e crítico da globalização, Ernesto Araújo, para o ministério de Relações Exteriores. Ele já indicou que deve priorizar as relações bilaterais com os Estados Unidos e Israel.

“Em face da globalização, você não tem como lançar uma política isolacionista. Eu não sei se os Estados Unidos podem, porque são um País poderoso. Nós não temos o mesmo poder nem econômico, nem político, nem internacional dos Estados Unidos. Então não podemos, temos que adotar o multilateralismo”, defendeu o presidente, em entrevista à jornalista Roseann Kenedy, na TV Brasil.

“Eu penso que o presidente Bolsonaro vai acabar adotando essa fórmula, digamos, universal. De universalizar as relações com os vários países”, completou Temer.

Malta: meu compromisso com Bolsonaro foi até outubro



Estadão Conteúdo

Preterido pelo governo de Jair Bolsonaro, o senador Magno Malta (PR-ES) tentou minimizar nesta quarta-feira, 5, qualquer sentimento de frustração. Ao voltar para o Senado, após o futuro governo escolher quase todos seus ministros, Malta disse que o compromisso dele com o presidente eleito se encerrou no dia 28 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais. “Não sou homem de frustração.”

“Meu compromisso com o Bolsonaro foi até dia 28, às 19h30. Nós tínhamos um projeto de tirar o Brasil do viés ideológico e nosso compromisso acabou no dia 28. Bolsonaro não tem nenhum compromisso comigo”, afirmou ao deixar o Plenário do Senado, após o encerramento da sessão.

Magno não quis parar para responder as perguntas da imprensa sobre o assunto, caminhou em direção ao gabinete pessoal enquanto era questionado e, por isso, falou por apenas três minutos, aproximadamente. Gesticulando bastante, ele negou qualquer tipo de arrependimento.

“De jeito nenhum me arrependo de ter me dedicado. Continuo lutando por ele, defendendo ele, acredito nele, acredito no caráter dele. É o homem para o Brasil. Não me arrependo de nada. Faria tudo de novo”, afirmou. “Não sou homem de frustração. Sou homem de luta e luto por aquilo que acredito. Eu sou homem que depende de Deus, acredito nas coisas de Deus. Deus levantou Bolsonaro e pronto”, resumiu.

Mais Notícias : Lula tem razão ao questionar no STF ações de Moro
Enviado por alexandre em 05/12/2018 09:25:06

Lula tem razão ao questionar no STF ações de Moro



Convite para ministro, porém, serve a debate político

O ministro Gilmar Mendes pediu vista no julgamento que se realizava hoje na Segunda Turma do STF. Tratava-se de habeas corpus apresentado pela defesa de Lula com questionamento à conduta de Sergio Moro, que deixou a magistratura para ser ministro da Justiça de Bolsonaro. A defesa do ex-presidente avalia que, ao aceitar o convite, Moro confirmou parcialidade. E enumerou também outras ocasiões em que o então juiz teria agido de modo a prejudicar Lula.

Moro divulgou ilegalmente um grampo de conversa entre Lula e Dilma. O então ministro do STF Teori Zavascki, relator da Lava Jato, considerou o ato ilegal. Moro nunca foi julgado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) a respeito disso. O episódio da condução coercitiva de Lula também é abusivo, já que o ex-presidente nunca recusou convite para depor nas vezes em que foi chamado. A condução coercitiva foi desnecessária.

Nesse processo, Lula foi condenado de forma injusta. Ao olhar o caso, há evidências e motivos para condenação e absolvição. Nessas hipóteses, tem de valer o princípio do “in dubio pro reo”. Por mais que o ex-juiz negue, não há dúvida de que, quando julgou Lula, Moro agiu de forma parcial.

O ex-presidente da República foi condenado a 9 anos e meio de prisão por Moro. Essa sentença subiu para 12 anos quando o caso foi apreciado pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal) da 4ª Região, com sede em Porto Alegre. Tantos anos são descabidos mesmo considerando válidas as provas do processo. Quando Gilmar Mendes devolver o caso à turma, é provável que o voto decisivo seja o do decano Celso de Mello. (Kennedy Alencar)


Nova ministra quer Funai no Panalto e PCR na Justiça


Painel – Folha de S.Paulo

A futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina (DEM-MS), sugeriu a criação de uma secretaria especial vinculada à Presidência da República para cuidar dos direitos dos indígenas no próximo governo. O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), decidiu tirar a Funai (Fundação Nacional do Índio) do Ministério da Justiça, mas o destino do órgão permanece incerto.

A ideia de transferi-lo para a pasta da Agricultura foi recebida com críticas em toda parte. Tereza indicou que não quer.

Para Tereza, seria muito difícil administrar no mesmo ministério o conflito entre os interesses dos produtores rurais e dos povos indígenas, foco de atritos constantes nos últimos anos.

Palocci chia por R$ 66 milhões pela não volta à cadeia



A defesa do ex-ministro Antonio Palocci se prepara para questionar o pedido feito pelos procuradores da Lava Jato para que ele volte à cadeia se não pagar multa de US$ 20 milhões. O valor representa o dobro da penalidade definida por Sergio Moro ao condená-lo, em 2017.

A petição dos procuradores ainda será analisada pelo juiz Danilo Pereira Junior, que na quinta (29) autorizou a soltura de Palocci para cumprimento de pena em regime domiciliar. O ex-ministro conquistou o benefício após fechar acordo de delação premiada com a Polícia Federal.

Palocci aceitou pagar R$ 37,5 milhões para deixar a cadeia, mas a Justiça vetou esse item do acordo. A multa sugerida pela Procuradoria equivale a R$ 66 milhões. Estima-se que o patrimônio do ex-ministro, incluindo investimentos e imóveis, ultrapasse R$ 85 milhões. Está tudo bloqueado pela Justiça. (Painel)

FHC: tucanos não sabem onde ficar



Quem ainda vai brigar muito para decidir onde fica é o PSDB. Fernando Henrique disse que cabe ao partido a posição de “centro radical”, afastado tanto de Lula quanto de Bolsonaro e mantendo posição crítica diante do governo, embora podendo apoiar medidas específicas com que concorde. O governador paulista João Doria, estrela ascendente no tucanato, não apenas deu apoio a Bolsonaro no segundo turno (e assistiu tranquilo à campanha do “Bolsodoria” no primeiro) como, logo após as eleições, viajou para um encontro com o presidente eleito – a propósito, não foi atendido.

Alckmin, que lançou João Doria na política mas hoje não o vê com bons olhos, deve ficar com Fernando Henrique – mas é um candidato derrotado, sem o peso político que já teve. Aécio, hoje, não conta. Mas Tasso Jereissati conta: se conquistar a Presidência do Senado, dirá para onde vai o partido. Mas sua chance de manter a união tucana é mínima: o PSDB deve se dividir. (Carlos Brickmann)

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