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Mais Notícias : Jovens de Rondônia passam a contar com Programa ID Jovem
Enviado por alexandre em 23/05/2017 17:23:19

Jovens de Rondônia passam a contar com Programa ID Jovem

Programa lançado em Porto Velho oferece desconto para atividades culturais e viagens

A deputada federal Marinha Raupp (PMDB) apoia o programa Identidade Jovem/ID Jovem, elaborado pelo Governo Federal e lançado nesta segunda-feira (18), na escola Major Guapindaia, em Porto Velho, pelo secretário nacional da Juventude, Assis Filho, que tem visitado todos os estados do País para apresentar o programa. O senador Valdir Raupp também é grande incentivador das ações em prol da juventude.

O ID Jovem disponibiliza meia entrada para shows, cinema, teatro e ventos esportivos, além de duas vagas em transporte interestadual para cada horário, caso as passagens sejam utilizadas e 50% para mais duas passagens.

Marinha Raupp destacou que o programa irá beneficiar cerca de 130 mil pessoas jovens somente em Rondônia. São quase 35 mil jovens aptos em Porto Velho. O ID Jovem está beneficiando pessoas com idade entre 15 e 29 anos, que tem renda familiar mensal até dois salários mínimos, inscritas no Cadastro Único (CadÚnico) para programas sociais do Governo Federal.

Na avaliação da deputada, este amparo aos jovens mostra o quanto o estatuto Nacional da Juventude está sendo respeitado. “É uma grande conquista que nos deixa muito felizes. Já participamos da Comissão Especial da Juventude na Câmara Federal, para elaboração do Plano Nacional de Juventude, além de incentivar as conferencias municipais, estadual e nacional, onde foram apresentadas as principais bandeiras da juventude brasileira”, disse a parlamentar.

Participaram do evento o superintendente de Esporte, Cultura e Lazer de Rondônia, Rodnei Paes; a coordenadora estadual de Juventude de Rondônia, Liliana Cláudia; o diretor do Departamento de Políticas Públicas para a Juventude da Prefeitura de Porto Velho, Raildo Sales; a vereadora Joelna Holder (PMDB); o vice-prefeito de Pimenta Bueno e presidente da juventude do PMDB, Henrique Sanches; entre outras autoridades.

Após o lançamento oficial pela manhã, os gestores de juventude estiveram com o governador Confúcio Moura para apresentar o programa. Para emitir o ID Jovem, basta usar o site do programa, com o número da Identificação Social (NIS) ou fazer o download e usar o aplicativo no celular e inserir os dados.



ASCOM

Mais Notícias : Ex-governadores alvos de operação da PF em Brasília
Enviado por alexandre em 23/05/2017 08:39:26

Ex-governadores alvos de operação da PF em Brasília

Postado por Magno Martins

Os ex-governadores do Distrito Federal José Roberto Arruda e Agnelo Queiroz e o ex-vice governador Tadeu Filippeli — também assessor especial do presidente Michel Temer — são alvos de uma operação da Polícia Federal deflagrada nesta terça-feira. Contra os dois foram expedidos mandados de prisão, informou a PF. Nomeada "Panatenaico", a ação deve cumprir, ao todo, 15 mandados de busca e apreensão, 10 mandados de prisão temporária e três conduções coercitivas.

A operação é baseada em delação premiada da Andrade Gutierrez sobre um esquema de corrupção nas obras do estádio Mané Garrincha. De acordo com as investigações, o superfaturamento na construção chega a quase R$ 900 milhões — com custo previsto de R$ 600 milhões, o estádio saiu a R$ 1.575 bilhão ao fim de 2014. Trata-se da arena mais cara de toda a competição.

A renovação da arena seguiu modelo diferente ao dos outros estádios da Copa do Mundo do Brasil, financiados por dinheiro público, com empréstimos do BNDES. Na arena de Brasília, os aportes vieram da Terracap — companhia estatal do DF com 49% de participação da União — embora a companhia não tivesse essa operação financeira prevista entre suas atividades.

Sem estudos prévios de viabilidade econômica do Mané Garrincha, a Terracap encontra-se em estado de iminente insolvência. Segundo a PF, a suspeita é de que com a intermediação dos operadores, os agentes públicos tenham realizado um conluio e simulado etapas das da licitação.

A operação também mira agentes públicos, construtores e operadores de propina que atuaram durante três gestões do governo do Distrito Federal. O nome da operação, "Panatenaico", se refere ao Stadium Panatenaico, sede dos jogos panatenaicos, anteriores aos jogos olímpicos.

A arena dos helênicos, que tinha assentos de madeira, foi toda remodelada em mármore por Arconte Licurgo, no ano 329 a.C., e ampliado por Herodes Ático, no ano 140 d.C. Atingiu daí a capacidade para 50 mil pessoas. O estádio voltou a receber obras em 1895, para as Olimpíadas de 1896.

Mais Notícias : Uma República de cabeça para baixo
Enviado por alexandre em 23/05/2017 08:38:33

Uma República de cabeça para baixo



Por Machado Freire

O que essas quadrilhas que assumiram o poder no Brasil (imaginem, através do voto popular) fizeram contra a maioria do nosso povo é algo digno de uma profunda reflexão. E de uma resposta moral à altura da dignidade humana ! Eles fomentaram as falcatruas da forma mais cavilosa e enganadora que se pode imaginar: engordavam o patrimônio das empresas ( só para citar duas,JBS e Odebrechet) e passavam a exigir muito dinheiro para se manter no poder através de campanhas eleitorais milionárias. Na base do "é dando que se recebe" e o "crime compensa".

Os conluios (mostrados nos áudios e vídios dos delatores) se espalhavam pelo Brasil afora e atingiam vários países, onde eram "montadas" empresas - sucursais e filiais, dos conglomerados com origem no Brasil. A JBS era um simples açougue e se agigantou de forma estratosférica, com representação em vários países, inclusive Estados Unidos, onde moram os bandidos mais organizados do mundo que não irão presos nem usarão tornozeleiras. Vão pagar , apenas, R$225 milhões !

Já a Odebrechet, transformou-se na maior construtora do país e passou a demandar contratos internacionais, inclusive em Cuba, republiqueta das mais pobres do mundo. Tava lá o dedo do governo Lula sob o falso argumento de uma generosidade mais do que questionável. E passou-se a construir obras e executar projetos importantes na África.

O dinheiro roubado do nosso País , fruto do trabalho de pais e mães de família, serviu para manter de pé os projetos de algumas dezenas de canalhas travestidos de homens e mulheres com representação no Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Prefeituras, etc.. Aqui no Nordeste, os pobres se convenceram de que "nunca vivemos tão bem, pois recebemos o Bolsa Família e conseguimos comprar uma moto a prestação...".

As falsas lideranças nacionais e regionais faziam questão de ser chamados de esquerdistas comprometidas com o futuro da nossa juventude, cuja maioria, hoje, nunca leu um livro e não sabe quem foi Raquel de Queiroz, Castro Alves, José Lins do Rego. Nem mesmo o pernambucano Gilberto Freyre. Muitos continuam fazendo o percurso de casa para a escola (e vice-versa) em paus de arara, enquanto organizações bandidas consomem as verbas carimbadas do transporte escolar. Hoje, a violência se estende Brasil afora e é incrementada pelas drogas colocam a morte dos jovens em primeiro lugar.

Foram mais de 13 anos -do inicio da administração (nós, conosco) de Lula, até o final do desgoverno de sua sucessora, Dilma e, finalmente, do período tumultuado de Michel Temer. É muito tempo para preparação, organização e manutenção de quadrilhas que envolveram, inclusive, setores ligados aos mais diversos segmentos, principalmente os chamados agentes públicos, que são pagos com o suor do rosto dos contribuintes. É muito difícil não termos um "núcleo" bandido fazendo negócios escusos nas repartições oficiais, da pequenininha prefeitura no interior do Piaui até o salão verde -azul, amarelo ... do Congresso Nacional, salas e gabinetes de ministérios e do Palácio do Planalto. Tem bandido em todo lugar!

Nem precisa dizer que ministros de estado, deputados, senadores e governadores simplesmente deixaram de considerar o compromisso constitucional, ético e moral de trabalhar em defesa da Nação e passaram a dilapidar, de forma vergonhosa , o patrimônio nacional: A empresa tal vai ganhar esse contrato, mas tem que deixar R$10 milhões para o deputado fulano de tal, R$20 milhões para o senador beltrano e R$5 milhões para governador do Rio de Janeiro, etc, etc.

Deve-se lembrar, a propósito, que o Brasil foi empurrado a sediar a Copa do Mundo. Tinha porque tinha que realizar o maior certame internacional de todos os tempos, para dizer aos países do primeiro mundo que este é o "país do futebol" e da modernidade, que levou de 7 a 1, foi humilhado e continua endividado e envergonhado perante o mundo. Se existe castigo, este fui um do tipo de "azar da cabrinha preta" !

Nesse período de "apagão moral e ético", aconteceu a maior roubalheira de todos os tempos, com o envolvimento de empresas, agentes públicos em vários estados, surrupiado o erário (o nosso dinheiro ) e muitas obras/projetos apelidadas de "Arena" passaram a ser subutilizadas, mais parecendo elefantes brancos. Deixaram despesas enormes para sua manutenção por parte dos governos estaduais, como é o caso da Arena Pernambuco.

Foram viabilizados muitos negócios imorais e atos praticados por bandidos travestidos de "homens públicos", deles que se encontram presos e outros que se valem das fortunas (é o caso dos donos da JBS, por exemplo) para fazer uma tal "delação premiada" onde apresentam em depoimento ao Ministério Público, políticos apontados como seus "achacadores". Os caras da JBS afirmam ter financiado campanhas de quase 2 mil políticos com um aporte de R$ 400 milhões, dinheiro que lhes garantiriam vantagens futuras avaliadas em alguns bilhões. Eles nasceram pobres e hoje são bilionários, "sem medo de ser felizes", graças a um BNDES e amizades com os poderosos que se tornaram gestores com o voto popular, a exemplo de Michel Temer, entre tantos outras figuras importantes da política nacional. Neste caso, o voto teve o efeito e consequências invertidas.

Para concluir "este vale de lágrimas", coloco abaixo o final de um belo artigo da lavra do ex-presidente da Câmara Municipal de Vereadores e da OAB de Arcoverde, Edilson Xavier publicado recentemene no Blogdomagno:

"Observem o que nos restará para o voto para presidente: uma evangélica fanática, como Marina Silva, um desajustado como Ciro Gomes, um riquinho de São Paulo, João Dória, e agora pelas pesquisas aquele sempre gostou de golpe militar, o Jair Bolsonaro. Pelo jeito, salve-se quem puder porque com a classe política que temos hoje o país permanecerá nesse imenso atoleiro moral."

* Jornalista

A Lava Jato e o ritmo da reforma da Previdência



* Por Adriano Oliveira

A Lava Jato é meritória. Ela dará a sua contribuição pedagógica para a política e o setor produtivo. A Lava Jato provoca crises. Os diversos eventos criados por ela revelam que as premissas apresentadas são verdadeiras. E em razão destas premissas, devo apontar saídas para o Brasil da Lava Jato.

Quando a Lava Jato revelou que na floresta existiam apenas maçãs vermelhas, muitos aplaudiram. Analistas diversos defendiam o império da Lei e o impeachment da então presidente da República, Dilma Rousseff. Neste instante, eu refletia sobre as consequências da Lava Jato para o futuro do Brasil.

Ao desvendar o sistema produtivo da política, a Lava Jato mostrou a necessidade da reforma política. Ao prender empresários e políticos, ela revelou que não só de pobres viverá a cadeia. Porém, a Lava Jato também produziu e produz crises política e econômica.

A diversidade de atores e agremiações partidárias envolvidas com supostas atos de corrupção enfraquece a Lava Jato. Um dia ela terá que findar. E quando isto ocorrer, alguém sugerirá que ela foi seletiva ou que foi vítima de um acordão. E o Brasil poderá estar em estados econômico e político desesperadores. Portanto, qual é a saída?

Pesquisas revelam que a maioria dos brasileiros é contrária a reforma da Previdência. Desde a era FHC, reformas da Previdência são propostas, e em nome da governabilidade, os presidentes não são ágeis na realização delas. Apesar da extrema necessidade da reforma da Previdência.

O combate à corrupção pública tem extrema necessidade, pois a Lava Jato sugere que todos os políticos estão envolvidos com algum ato ilícito. A cada delação premiada, mais atores, mais partidos. As crises não cessam. Então, indago: Caso a reforma da Previdência fosse realizada intensamente, de uma só vez, provocaria crises política e econômica?

Diante de tantos atores envolvidos com supostos atos ilícitos, a Lava Jato deveria ter o ritmo das reformas da Previdência? Se sim, o combate à corrupção pública continuaria a existir. Mas com precauções necessárias para que presidentes adquirissem condições de governabilidade com o objetivo de realizar as reformas que o Brasil precisa, inclusive a da Previdência. E com isto, superasse as crises política e econômica.

Doutor em Ciência Política

Mais Notícias : Supremo decidirá sobre prisões de Aécio e Loures
Enviado por alexandre em 23/05/2017 08:35:55

Supremo decidirá sobre prisões de Aécio e Loures



O Globo - Jailton de Carvalho

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta segunda-feira que plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) determine as prisões do senador afastado Aécio Neves (PSDB-MG) e do deputado afastado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR). Os dois são acusados de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, obstrução de justiça e organização criminosa. Janot pede que o plenário do STF reconsidere a decisão do ministro Edson Fachin, que rejeitou o pedido, e decrete a prisão do preventiva do senador e do deputado.

Primeiro, Janot pede que Fachin revise a a própria decisão. Como considera que o ministro pode não acolher o pedido, o procurador solicita que o caso seja levado em caráter de urgência a apreciação dos 11 ministros do tribunal. Para o procurador-geral, a prisão de Aécio e de Loures é "imprescindível para a garantia da ordem pública e da instrução criminal".

Janot argumenta que os crimes atribuídos aos dois parlamentares são "gravíssimos" e que, até o início da fase pública das investigações na quinta-feira passada, os dois estavam em situação de flagrante por crime inafiançável. O procurador-geral acrescentou ainda como agravante o fato de que os investigados “vem adotando, constante e reiteradamente, estratégias de obstrução de investigações da Operação Lava Jato”.

O procurador-geral também sustenta que os dois, Aécio e Loures, só não foram presos em flagrantes ao longo das investigações porque estava em curso ação controlada da Polícia Federal. Durante a ação, autorizada por Fachin, a polícia filmou um emissário do empresário Joesley Batista repassando malas com R$ 500 mil cada a Frederico Pacheco Medeiros, primo de Aécio, também a Loures, homem de confiança do presidente Michel Temer.

Áudio é válido como prova, dizem peritos

Postado por Magno Martins

George Sanguinetti e Nelson Massini disseram que interferências da gravação entre Joesley e Temer não impedem seu uso em julgamentos

O Globo - Jefferson Ribeiro

O áudio da gravação feita pelo empresário Joesley Batista do diálogo com o presidente Michel Temer no porão do Palácio do Jaburu tem ruídos e interferências, mas pode ser usado como prova em qualquer julgamento na avaliação do professor da Universidade Federal de Alagoas George Sanguinetti e do perito forense e professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, Nelson Massini.

Os dois já haviam se posicionado sobre essa gravação e mantiveram suas avaliações depois da apresentação do laudo contratado pela defesa de Temer, apresentado nesta segunda-feira pelo perito Ricardo Molina. Ele chegou a dizer que o áudio é uma "prova imprestável" e "inteiramente contaminado por inúmeras descontinuidades, mascaramentos por ruídos, longos trechos ininteligíveis ou de inteligibilidade duvidosa e várias outras incertezas".

- A fita (o áudio) é boa e serve como prova - disse Sanguinetti ao GLOBO.

- Dá ate para notar o estado emotivo na fala de Joesley, que parece nervoso, e do presidente, mais comedido. Dá para ouvir todos os vocábulos - acrescentou o professor, que evitou polemizar com o laudo do perito contratado por Temer.

OAB vai arrastar Temer

A pior da notícia para o presidente Temer, que tenta resistir sem aparentar forças suficientes, veio com a conformação do pedido de impeachment pela Ordem dos Advogados do Brasil, a OAB, a mesma que puxou o tapete de Collor e de Dilma. Ontem, o presidente da instituição, Claudio Lamachia, informou que apresentará, ainda nesta semana, à Câmara dos Deputados, um pedido de impeachment do presidente Michel Temer.

No último fim de semana, a OAB aprovou, por 25 votos a 1, entrar com o pedido de impeachment após se tornar público o conteúdo das delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, no âmbito da Operação Lava Jato. Segundo Lamachia, mesmo que a gravação de uma conversa entre Joesley e Temer (em 7 de março deste ano), entregue ao Ministério Público, tenha passado por algum tipo de edição, como argumenta a defesa do presidente, as declarações públicas de Temer sobre o episódio confirmam o teor do diálogo e "isso que é indiscutível".

"Não há definição sobre a data. Estamos elaborando a peça, com responsabilidade, isso tem que ser feito com calma. Asseguro a vocês que ainda no curso dessa semana estaremos protocolando", disse Lamachia, em entrevista à imprensa. Ao falar sobre o pedido de impeachment, Lamachia explicou que a peça em elaboração não leva em conta eventuais edições ou montagens na gravação da conversa entre Joesley Batista e Michel Temer, mas, sim, a atitude do presidente após o encontro, ocorrido no dia 7 de março.

"Mesmo que o áudio tivesse alguma edição, as duas declarações públicas de Temer confirmam o teor do diálogo. E isso que é indiscutível. A decisão da OAB levou mais em consideração o fato de o presidente ter escutado tudo que escutou e não ter feito nada em relação a isso, do que propriamente o conteúdo integral", afirmou o presidente da OAB.

MAIA RESISTE– O presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), evitou responder, ontem, sobre se dará andamento a pedidos de impeachment do presidente Michel Temer. Ao ser questionado sobre o assunto, respondeu que a Casa "não será instrumento para desestabilização do Governo". Até à tarde de ontem, a Câmara já havia recebido 14 pedidos de impeachment de Temer. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) deve entrar com mais um pedido ainda nesta semana. Do total de pedidos, nove foram protocolados desde a divulgação de informações da delação premiada dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista. Outros cinco já tramitavam na Casa anteriormente.

Firme com o chefe– Tão logo tomou conhecimento, ontem, de uma notícia infundada, segundo ele, dada pelo Estadão, dando conta de que teria entregado o cargo, o ministro da Educação, Mendonça Filho, que tem tido uma postura de lealdade ao presidente Temer, informou que permanece firme no Governo. “Qualquer posicionamento meu será precedido de conversa com o meu partido e com o próprio presidente Temer, com quem tenho e sempre tive respeito mútuo”, afirmou. O DEM, partido do ministro, tem reunião convocada para amanhã, em Brasília, na qual avaliará o cenário e a decisão de permanecer ou não no Governo.

Meirelles foge de especulações – O ministro Henrique Meirelles passou a manhã e o início da tarde de ontem em "conference call" (conferência por telefone) com investidores nacionais e estrangeiros. A principal dessas conferências foi organizada pelo banco J.P. Morgan, de Nova York. Cerca de 900 investidores acessaram a conferência. No decorrer da conversa, a pergunta inevitável foi feita por um dos participantes: o presidente Michel Temer fica no cargo? Meirelles disse aos investidores que trabalha com a hipótese de permanência do presidente. Mas e se ele deixar o cargo, aceitaria substitui-lo?, quis saber outro investidor. Meirelles disse ser “um homem prático”, que trabalha com a realidade e que, na sua avaliação, o presidente segue no cargo.

Tucano fala em gravidade – O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), disse, ontem, que as delações da JBS contêm “denúncias gravíssimas”, com desdobramentos imprevisíveis. Tasso evitou ser taxativo quanto à permanência do PSDB na base aliada do presidente Michel Temer, mas afirmou ser preciso afastar uma “aventura” no País. “Num momento como este, não podemos jogar o País numa aventura”, insistiu o tucano. Antes de ser informado de que Temer havia mudado sua estratégia jurídica, desistindo do pedido de suspensão do inquérito contra ele no Supremo Tribunal Federal (STF), Tasso mostrou desapontamento ao saber que a Corte não iria mais julgar o caso amanhã.

O calvário de Lula– A força-tarefa da Operação Lava Jato denunciou, ontem, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do Sítio de Atibaia, interior de São Paulo. Além do ex-presidente, também foram denunciados outros 12 investigados. A denúncia refere-se à propina de pelo menos R$ 128.146.515,33 pagas pela Odebrecht, em quatro contratos firmados com a Petrobrás, bem como a vantagens indevidas de R$ 27.081.186,71, pagas pela OAS, em três contratos firmados com a estatal.

CURTAS

CANDIDATO– Em Belo Jardim, cujas eleições suplementares foram marcadas para o dia 2 de julho, o prefeito afastado João Mendonça (PSB) já escolheu seu candidato: o vice-prefeito Luiz Carlos. Já o grupo do ministro da Educação, Mendonça Filho, que faz oposição ao ex-prefeito, trabalha para unir a oposição em torno de um nome, que será posto em discussão com o grupo do ex-deputado Cintra Galvão.

CRISE DO LEITE– A Comissão de Desenvolvimento Econômico da Assembleia Legislativa de Pernambuco, presidida pelo deputado Aluísio Lessa (PSB), realiza audiência pública na próxima sexta-feira, em Garanhuns, na Codeam, para discutir a crise do leite. A produção de leite está em queda de quase 50% desde 2011, quando eram mais de 900 milhões de litros produzidos no Agreste (responsável por 75% de toda a produção do Estado). Hoje, não passa de 480 milhões de litros.

Perguntar não ofende: Temer já está sendo embalsamado para o seu funeral?

Mais Notícias : Delcídio reafirma a Moro: Duque arrecadava para o PT
Enviado por alexandre em 23/05/2017 08:33:54

Delcídio reafirma a Moro: Duque arrecadava para o PT



O ex-senador Delcídio do Amaral reafirmou ao juiz Sergio Moro que o ex-diretor da Petrobras Renato Duque atuava como o “grande arrecadador” do PT na Petrobras. Ao ser ouvido como testemunha de acusação contra Lula na tarde desta segunda-feira, Delcídio também reiterou que o empresário José Carlos Bumlai, amigo pessoal do ex-presidente, procurou o empreiteiro Marcelo Odebrecht para que ambos estruturassem o Instituto Lula.

— O Bumlai me disse assim: ‘estou cuidando da implementação do Instituto Lula’. E que ele procurou o Marcelo Odebrecht. O Bumlai era um conselheiro da família do Lula. Uma pessoa que estava lá a disposição para resolver os problemas do dia a dia de Lula — disse o ex-delator.

Na ação, o MPF diz que Lula recebeu propina da Odebrecht na compra de um terreno para a construção de uma nova sede para o Instituto Lula e também num apartamento vizinho à cobertura onde o ex-presidente mora em São Bernardo do Campo (SP). No processo, Lula é réu junto com o ex-ministro Antônio Palocci, Marcelo Odebrecht, e outras cinco pessoas. A defesa de Lula diz que o terreno jamais foi entregue ao instituto e alega ainda que o apartamento é alugado. Duque admitiu ter recebido propina em depoimento a Moro no dia 5. Ele está em tratativas com o Ministério Público Federal para fechar acordo de delação premiada.

Delcídio também voltou a dizer que os contatos com Duque eram feitos pelo então tesoureiro do PT, João Vaccari Neto. O ex-senador afirmou que Palocci atuava junto aos grandes empresários e tinha relação de proximidade com o empreiteiro Marcelo Odebrecht.

— As discussões das doações com grandes empresários, grandes empresas e projetos eram feitas por Palocci. Os tesoureiros atuavam para arrecadar recursos para as campanhas — disse o delator.

Conforme consta em sua colaboração premiada, Delcídio lembrou entre 2005 e 2006, quando presidiu a CPI dos Correios, que Marcos Valério, o então operador do mensalão, o procurou e pediu uma “indenização” para manter-se calado. Em sua delação, o ex-senador havia dito que a negociação envolveu entre R$ 110 milhões e R$ 220 milhões pagos pelas empreiteiras alvos da Lava-Jato.

— Ele (Marcos Valério) disse que queria receber uma indenização para não se calar. Eu presidia a CPI dos correios. E mencionei a Lula que ouvi coisas de Minas Gerais que são complicadas. O Palocci então me ligou e disse que ia cuidar daquele assunto pessoalmente.

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