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Mais Notícias : PF faz busca e apreensão na sede da Precisa a pedido da CPI da Pandemia
Enviado por alexandre em 17/09/2021 09:43:56 (26 leituras)

A Polícia Federal (PF) cumpre nesta sexta-feira (17) mandados de busca e apreensão na sede da Precisa Medicamentos, na cidade de Barueri (SP), a pedido da CPI da Pandemia. A operação se estende a outro endereço em Itapevi (SP), onde fica a empresa Luft Healthcare, que armazena os produtos da Precisa.

A operação foi revelada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, em sua conta no Twitter. Pouco depois, foi confirmada em nota assinada pela mesa diretora da Comissão (leia abaixo).


A Precisa é a empresa que intermediou as negociações entre o governo federal e a farmacêutica indiana Bharat Biotech para a aquisição da vacina Covaxin, um contrato que foi posteriormente cancelado depois que foi colocado sob investigação na comissão do Senado.

“A operação, que foi autorizada pelo [Supremo Tribunal Fedral] STF, destina-se à apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa e a Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados ao contrato”, escreveu Randolfe na rede social.

“A CPI tentou de todas as formas obter essas informações e não logrou êxito. Fez-se necessário, para prosseguimento das apurações, a utilização deste instrumento judicial”, completou o senador.

Também pelo Twitter, o senador Humberto Costa (PT-PE), outro membro da CPI, justificou a operação contra a Precisa dizendo que nem a empresa e nem o Ministério da Saúde “prestaram as informações necessárias”.

“A PF está fazendo uma visita à sede da Precisa Medicamentos, a pedido da CPI da Covid. Queremos o contrato entre ela e a indiana Bharat Biotech para saber em que termos foi negociada a bilionária compra da Covaxin”, escreveu o parlamentar na rede.

Em nota enviada à CNN, os advogados Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, que representam a Precisa Medicamentos, disseram que a operação da PF contra a empresa é “inadmissível, num estado que se diz democrático de direito”.

“A operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar com prisões arbitrárias quem não responder às perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais”, afirmaram os defensores.”

Posicionamento da CPI sobre a operação

“Desde às 6h de hoje (17), a Polícia Federal realiza operação de BUSCA E APREENSÃO na sede da PRECISA COMERCIALIZAÇÃO DE MEDICAMENTOS LTDA., nos endereços Avenida Tamboré, nº 267, 28º andar, Barueri – SP e Avenida Portugal, nº 1100, Bairro Itaqui, Itapevi – SP.

A operação é cumprimento de solicitação realizada pela Comissão Parlamentar de Inquérito do Senado Federal para apurar ações e omissões no enfrentamento da Pandemia da COVID-19 no Brasil (CPI da Pandemia), sob decisão proferida pelo Supremo Tribunal Federal, através de sua Excelência, o Ministro Dias Toffoli.

A operação destina-se à busca e apreensão de informações relativas ao contrato entre a Precisa Medicamentos e a Empresa Indiana Bharat Biotech, assim como todos os documentos relacionados a este contrato.

A CPI buscou de todas as formas obtenção dessas informações junto à Empresa e ao Ministério da Saúde, não obtendo êxito. Devido a isso, se fez necessária a utilização deste instrumento judicial.

Senador Omar Aziz (Presidente da CPI da Pandemia)
Senador Randolfe Rodrigues (vice-presidente)
Senador Renan Calheiros (Relator)”

Íntegra da nota dos advogados da Precisa:

É inadmissível, num estado que se diz democrático de direito, uma operação como essa de hoje. A empresa entregou todos os documentos à CPI, além de três representantes da empresa terem prestado depoimento à comissão. Francisco Maximiano, por exemplo, prestou depoimento e respondeu a quase 100 perguntas, enviou vídeo com esclarecimentos, termo por escrito registrado em cartório, além de ter sido dispensado de depor por duas vezes pela própria CPI, em 1° de julho e 14 de julho.

Além disso, seus representantes, sempre que intimados, prestaram depoimentos à PF, CGU, além de ter entregue toda documentação ao MPF e TCU.

Portanto, a operação de hoje é a prova mais clara dos abusos que a CPI vem cometendo, ao quebrar sigilo de testemunhas, ameaçar com prisões arbitrárias quem não responder as perguntas conforme os interesses de alguns senadores com ambições eleitorais e, agora, até ocupa o Judiciário com questões claramente políticas para provocar operações espalhafatosas e desnecessárias. A CPI, assim, repete o modus operandi da Lava Jato, com ações agressivas e midiáticas, e essa busca e apreensão deixará claro que a Precisa Medicamentos jamais ocultou qualquer documento.

Ticiano Figueiredo e Pedro Ivo Velloso, advogados da Precisa Medicamentos

Diretora negou tentativa de acelerar contrato

Ouvida pela CPI no começo de julho, Emanuela Medrades, diretora técnica da Precisa Medicamentos,negou que a empresa tenha feito pressão para tentar acelerar a compra de vacinas Covaxin pelo governo brasileiro.

“Não. Os únicos órgãos que tratamos foram o Ministério [da Saúde] e a [Agência Nacional de Vigilância Sanitária] Anvisa. Na Anvisa, quem falava conosco era Daniela Marreco, Daniel Cruz, e as pessoas da diretoria. Tínhamos reuniões com a Anvisa que tinham mais de 50 pessoas”, disse a depoente.

No fim de agosto, o relator da CPI da Pandemia afirmou à CNN que incluiria o nome de Emanuela na lista de investigados pela comissão em razão das suspeitas de irregularidades nas tratativas das vacinas.

(*Com informações de Danúbia Braga e Anthony Wells, da CNN, em São Paulo)

Mais Notícias : 96% dos brasileiros defendem vacinação contra Covid-19, aponta pesquisa
Enviado por alexandre em 16/09/2021 10:09:58 (41 leituras)

Uma pesquisa feita pelo Instituto Ipsos em treze países apontou que o Brasil é onde a população está mais disposta a se vacinar contra a Covid-19: 96% dos brasileiros entrevistados afirmaram que querem essa proteção.

O México aparece em segundo lugar, com 93%, e China, em terceiro, com 90%.

Ainda de acordo com a pesquisa, para 83% dos brasileiros será preciso tomar pelo menos um reforço anual da vacina para se manter protegido.

Só 23% dos entrevistados no país concordam que, com número de casos de Covid-19 em queda, não será necessário reforço.

A maioria dos brasileiros, 69%, também acredita que a prioridade é a aplicação da primeira dose para todos antes de iniciar o reforço.

A Ipsos entrevistou 9.500 pessoas online em 13 países, incluindo o Brasil, entre 26 e 30 de agosto. A margem de erro é de 3,5 pontos percentuais.

Mais Notícias : Ministério da Agricultura monitora casos da doença da ‘urina preta’
Enviado por alexandre em 15/09/2021 09:54:26 (38 leituras)

Segundo a pasta, consumidor deve adquirir peixes com selo de inspeção oficial; a doença de Haff é causada pelo consumo de pescados contaminados

Doença de Haff já foi notificada em diversos municípios do Amazonas
Doença de Haff já foi notificada em diversos municípios do Amazonas Foto: Reprodução/CNN Brasil

Rafaela Larada CNN

em São Paulo

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) informou nesta quarta-feira (15) que todos os casos notificados e em investigação sobre a doença de Haff – conhecida como “urina preta” – estão sendo acompanhados pelas equipes da pasta e de epidemiologia do Ministério da Saúde.

Os profissionais trabalham em cooperação com os Laboratórios Federais de Defesa Agropecuária e o Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC).

O Mapa orienta que a população fique atenta na hora de comprar pescados, de forma geral. Peixes, mariscos e crustáceos comercializados devem conter o selo dos órgãos de inspeção oficiais.

Os produtos identificados pelo carimbo de inspeção na rotulagem possibilitam a rastreabilidade de sua origem, o que os torna seguros.

“É muito importante que a população esteja atenta aos informes, evitando assim informações especulativas que venham a ocasionar confusão a respeito do tema”, disse a diretora do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal (Dipoa), Ana Lúcia Viana.

Pesquisas sobre os possíveis agentes causadores estão sendo realizadas pelos laboratórios, a partir das amostras coletadas dos alimentos consumidos, bem como de material biológico dos próprios pacientes acometidos pela doença.

Por ter sido registrada em diversos biomas (rios, lagos, mares etc.) e espécies, não é possível, até o momento, determinar, com base nos casos analisados, os ambientes e animais envolvidos.

Com base nas análises preliminares, as equipes laboratoriais realizaram uma ampla pesquisa de amostras em busca de moléculas suspeitas, especialmente dos grupos das palytoxinas e ovatoxinas, apontadas como as mais prováveis toxinas causadoras doença de Haff.

Estas moléculas são análogas – podem ser produzidas por microalgas tóxicas – e estão presentes na maioria dos aquários marinhos.

O que é a doença de Haff

A doença de Haff ainda não tem causa definida e se caracteriza por ser uma síndrome em que ocorre uma rabdomiólise (ruptura de fibras musculares), com início súbito, apresentando rigidez, dores musculares e alterações de enzimas.

Os primeiros sinais e sintomas podem se manifestar nas primeiras 24 horas após o consumo de peixe cozido, lagostins e outros frutos do mar contaminados.

A enfermidade é considerada emergente e, por ter origem desconhecida, enquadra-se como evento de saúde pública, sendo necessária sua notificação compulsória.

No Brasil, foram registrados casos da doença em 2008 com algumas espécies peixeis de água doce como o Pacu (Mylossoma spp), tambaqui (Colossoma macropomum) e pirapitinga (Piaractus brachypomus), bem como peixes de água salgada, como a arabaiana/olho-de-boi (Seriola spp.) e badejo (Mycteroperca spp), além de novos casos em 2016 e, agora, em 2021.


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Mais Notícias : Covid: o que está por trás da decisão de usar vacina da Pfizer em quem tomou 1ª dose de AstraZeneca
Enviado por alexandre em 14/09/2021 08:45:34 (62 leituras)

  • André Biernath - @andre_biernath
  • Da BBC News Brasil em São Paulo
Fila para vacinação contra covid-19 no Rio de Janeiro

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Pelo menos cinco capitais registraram falta de doses de AstraZeneca nos últimos dias

Nesta segunda-feira (13/9), algumas cidades brasileiras começaram a oferecer a vacina da Pfizer às pessoas que tomaram a primeira dose do imunizante da AstraZeneca e estão com a segunda dose que protege contra a covid-19 atrasada.

Essa decisão acontece após algumas capitais, como São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG), Palmas (TO), Porto Velho (RO) e Rio de Janeiro (RJ) registrarem falta de estoques do produto da AstraZeneca durante as primeiras semanas de setembro.

De um lado, representantes de Estados e municípios alegam que o Ministério da Saúde deixou de enviar vacinas que foram prometidas para o mês — o governo de São Paulo, por exemplo, afirmou ter recebido quase 1 milhão de doses a menos que o previsto.

"O não envio destas doses pelo Ministério da Saúde descumpre uma obrigação do órgão federal em disponibilizar vacinas necessárias à imunização complementar das pessoas que já tomaram a primeira dose da vacina", acusam os dirigentes paulistas, em nota publicada no site do Estado.

Do outro, representantes do governo federal criticam os governadores e prefeitos que fizeram planos próprios de vacinação e não seguem as diretrizes estabelecidas no Programa Nacional de Imunização, o PNI.

Em entrevista coletiva realizada nesta segunda-feira (13/9), o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, classificou a situação como uma "Torre de Babel vacinal", numa alusão bíblica à falta de diálogo entre as diferentes esferas de poder.

"Eu peço que os gestores de saúde sigam o PNI para nós, juntos, conseguirmos fazer uma campanha [de vacinação contra a covid-19] mais eficiente", disse Queiroga.

"No final de semana eu estive no Amazonas, visitei uma unidade de saúde ribeirinha e lá tinha CoronaVac, vacina da Pfizer e da AstraZeneca. Por que lá tem vacina e no principal Estado do país não tem?", perguntou o ministro, numa alusão aos protestos do governo de São Paulo.

Em meio às discussões, o Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos), vinculado à Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e responsável por finalizar a produção da vacina da AstraZeneca no Brasil, informa que vai liberar novos lotes, com cerca de 15 milhões de doses, a partir da terça-feira (14/9).

Cabo de guerra

Não é segredo para ninguém que a campanha de vacinação contra a covid-19 no Brasil é marcada por desavenças e pela falta de coordenação entre governo federal, Estados e municípios.

"O que fez o PNI ser um sucesso nas últimas décadas foi uma política unificada, com decisões que serviam para todo o país", contextualiza a epidemiologista Carla Domingues, que coordenou esse programa no Ministério da Saúde entre 2011 e 2019.

O problema é que, durante a atual pandemia, os critérios ficaram bagunçados e os governadores e prefeitos passaram a seguir regras próprias.

"Isso só demonstra a desorganização da nossa campanha. O Ministério da Saúde faz um plano e Estados e municípios buscam uma independência que vai gerar o desabastecimento", entende a especialista.

O ministro da Saúde Marcelo Queiroga

Crédito, Walterson Rosa/MS

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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, criticou os Estados que não seguem o Programa Nacional de Imunizações

São vários os exemplos desse desajuste — um dos mais recentes é o início da vacinação contra a covid-19 de adolescentes em algumas cidades, à revelia do que foi estabelecido como prioridade pelo governo federal.

O descompasso traz consequências práticas. Isso porque o Ministério da Saúde compra, distribui e indica a aplicação das doses em determinados grupos seguindo um cronograma, que está alinhado aos contratos assinados e aos prazos de entrega dos fabricantes.

Portanto, se um prefeito ou governador decide modificar algo na campanha de vacinação local, como a inclusão de mais pessoas no público-alvo, por exemplo, os estoques podem se esgotar antes do previsto.

É preciso considerar um segundo fator para a falta de doses em algumas cidades: a FioCruz só recebeu uma nova remessa de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), os ingredientes que vêm da China e são necessários para finalizar a fabricação da vacina no Brasil, nos últimos dias de agosto.

Acontece que o processo de produção, envase e controle de qualidade necessário para liberar os lotes costuma levar cerca de três semanas.

Ou seja: as 15 milhões de doses prometidas para setembro, que garantiriam a continuidade da campanha de vacinação, inclusive com a aplicação da segunda dose numa parcela da população brasileira, só começaram a ficar prontas nos últimos dias.

Procurada pela BBC News Brasil, a FioCruz reafirmou que não há escassez e nem atraso na entrega: os novos lotes serão liberados ainda nesta semana, conforme anunciado num comunicado do dia 2 de setembro.

"A partir de terça-feira (14/9) está previsto o início da liberação de lotes de vacinas, que estão na etapa de controle de qualidade, para as entregas desta semana. Os quantitativos e as datas de entrega serão informados à medida que ocorrerem as liberações", afirmou a fundação, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa.

Profissional carrega uma bandeja de vacinas contra a covid-19 na FioCruz

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

O processo de fabricação, envase e controle de qualidade costuma demorar cerca de três semanas no Instituto Bio-Manguinhos, da FioCruz

O pediatra Juarez Cunha, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), teme que o descompasso entre governo federal, Estados e municípios possa alimentar futuras crises de desabastecimento na campanha contra a covid-19.

"É preciso lembrar que a vacina da Pfizer está sendo utilizada como terceira dose em idosos e imunossuprimidos, é a única aprovada para adolescentes de 12 a 17 anos e agora também é usada naqueles que tomaram a primeira de AstraZeneca em algumas cidades", conta.

"Temos que avaliar muito bem as decisões porque, com a indicação desse imunizante para propósitos que não estavam no plano original, corremos o risco de também sofrermos com a falta de estoque dele no futuro", alerta.

A combinação de vacinas é segura e efetiva?

Segundo as informações oficiais, tudo indica que a política de usar o produto da Pfizer como segunda dose em quem tomou a primeira da AstraZeneca vai durar poucos dias.

A cidade de São Paulo, por exemplo, anunciou que os cidadãos que deveriam receber a segunda dose de AstraZeneca entre 1º e 15 de setembro e estão atrasados tomarão a da Pfizer nos próximos dias.

Mas, como as entregas da FioCruz devem ser iniciadas em breve, as doses de AstraZeneca voltarão a ficar disponíveis nos postos de saúde nos municípios onde elas estavam em falta.

Mesmo assim, vale esclarecer que o esquema heterólogo (com vacinas de dois produtores diferentes) já é realidade para alguns públicos da atual campanha de vacinação.

É o caso das gestantes, que tomaram a primeira dose da AstraZeneca e devem receber a segunda da Pfizer, e dos idosos com mais de 70 anos, que tiveram acesso a duas doses da CoronaVac no início de 2021 e agora poderão levar uma terceira aplicação, preferencialmente de Pfizer, AstraZeneca ou Janssen.

Cunha diz que a combinação de vacinas de mais de um fabricante não deve ser a estratégia principal, mas também não prejudica a saúde.

"Nós continuamos a defender que as pessoas tomem o mesmo tipo de vacina duas vezes. Mas é preciso reconhecer que o esquema heterólogo, com AstraZeneca e Pfizer, trouxe resultados iguais ou até melhores em comparação com o esquema homólogo [com as mesmas duas doses]", interpreta.

Ampolas das vacinas de Pfizer e AstraZeneca

Crédito, Getty ImagesLegenda da foto,

Combinar doses de AstraZeneca e Pfizer teve bons resultados em pesquisas, mas estratégia só é recomendada por enquanto em momento de falta do produto de algum fabricante

Uma das pesquisas a avaliar a possibilidade de combinar as vacinas foi realizada na Universidade de Saarland, na Alemanha.

Os resultados, publicados em julho no periódico científico Nature Medicine, apontam que o esquema heterólogo (AstraZeneca + Pfizer) levou a uma melhor resposta do sistema imunológico em comparação com os regimes homólogos, que se valeram apenas de um tipo de imunizante.

Outro estudo, feito na Universidade de Oxford, no Reino Unido, apontou que aplicar uma vacina diferente como segunda dose pode levar a um aumento em alguns efeitos colaterais mais leves, especialmente a febre.

A investigação também utilizou os produtos de Pfizer ou AstraZeneca.

Mas a boa notícia é que esse incômodo pode ser controlado com a prescrição de remédios que regulam a temperatura corporal.

Por ora, não foram publicados trabalhos sobre a combinação da CoronaVac com os outros imunizantes disponíveis no Brasil ou no mundo. Portanto, ela não é considerada como uma opção para os regimes heterólogos no momento.

As experiências recentes fizeram com que entidades nacionais e internacionais, como o próprio Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS), admitissem a possibilidade do esquema heterólogo em situações específicas, como a escassez momentânea de doses de algum fabricante num país ou numa região.

Os especialistas ouvidos pela BBC News Brasil também reforçam a necessidade de ir ao posto de saúde e tomar a segunda dose para garantir um bom nível de proteção contra a covid-19.

"A eficácia da vacina depende do esquema completo, com as duas doses. Se tomar só a primeira, você não vai ter todo o efeito esperado, ainda mais num cenário marcado pelo avanço da variante Delta do coronavírus", diz Domingues.

E, embora o ideal seja receber a segunda vacina na data estipulada, respeitando o intervalo preconizado, não há nenhum problema em completar o esquema de imunização alguns dias depois.

"O atraso de uma ou duas semanas não vai interferir em nada na resposta vacinal", garante Cunha.

"A segunda dose, mesmo com um pequeno atraso, é fundamental para melhorar a resposta imune e prolongar a proteção contra as formas graves de covid-19", completa o pediatra.

Mais Notícias : Saiba quais capitais já aplicam a 3ª dose e veja a previsão para outras cidades, Porto Velho tá fora da lista
Enviado por alexandre em 13/09/2021 09:25:34 (61 leituras)

Dezoito capitais brasileiras já começaram a aplicar o reforço vacinal contra a Covid-19, de acordo com um levantamento da Agência CNN

Vacinação drive-thru contra a Covid-19 no Parque da Cidade, em Brasília
Vacinação drive-thru contra a Covid-19 no Parque da Cidade, em Brasília Marcelo Camargo/Agência Brasil

Rafaela LaraJulyanne Jucáda CNN

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Dezoito capitais brasileiras já começaram a aplicar a terceira dose da vacina contra a Covid-19 em sua população, segundo um levantamento feito pela Agência CNN nesta segunda-feira (13).

A aplicação deste reforço se destina às pessoas que fizeram algum tipo de transplante ou que tomaram a segunda dose (ou dose única) há pelo menos 28 dias, de acordo com o Ministério da Saúde.

Além disso, idosos acima de 70 anos, que completaram o ciclo vacinal há 6 meses, também devem receber mais uma dose das vacinas contra a Covid-19.

Segundo a pasta, a necessidade de uma dose de reforço foi amplamente discutida por especialistas na Câmara Técnica Assessora de Imunização Covid-19 (CTAI) e considera o aumento da resposta imune do organismo após a aplicação de uma nova dose – principalmente na população mais vulnerável aos sintomas mais graves da doença.

De acordo com a recomendação do Ministério da Saúde, o reforço vacinal vale para quem tomou qualquer vacina e será realizado, preferencialmente, com uma dose da Pfizer.

Na falta deste imunizante, a alternativa deverá ser feita com as vacinas de vetor viral, Janssen ou AstraZeneca.

Veja quais são as capitais que já iniciaram a aplicação da terceira dose:

São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), São Luís (MA), Campo Grande (MS), Curitiba (PR), Goiânia (Go), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Rio Branco (AC), Vitória (ES), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Rio Branco (AC), Boa Vista (RR), Palmas (TO), Aracaju (SE)

Duas capitais: Florianópolis e Boa Vista iniciam a aplicação do reforço vacinal nesta segunda-feira (13). Já Macapá (AP) começa esta fase da imunização nesta quinta-feira (16) para maiores de 85 anos, imunodeprimidos e transplantados.

Porto Velho, capital de Rondônia, começa a aplicar a terceira dose nesta quarta-feira (15) para maiores de 70 anos.

Demais capitais

As demais capitais não divulgaram a previsão para iniciar a aplicação da terceira dose. O Distrito Federal informou que ainda não recebeu o documento com a diretriz sobre a terceira dose.

Cuiabá, no Mato Grosso, informou à Agência CNN que ainda não recebeu as doses necessárias para esta etapa da vacinação.

Em Manaus, no Amazonas, a secretaria municipal de Saúde de Manaus informou em nota que “somente após avançar na segunda dose é que se poderá planejar um reforço com uma terceira dose, não antes.”

No Pará, Belém ainda não tem previsão de iniciar a aplicação da terceira dose e aguarda a chegada de mais imunizantes. João Pessoa, na Paraíba, ainda não definiu a aplicação da terceira dose da vacina contra a Covid-19 para idosos

Teresina, no Piauí, informou que aguarda o Ministério da Saúde definir e mandar as doses para esta fase da imunização e que segue o PNI na íntegra. No Rio Grande do Norte, Natal também aguarda doses.

Maceió, capital de Alagoas, informou que aguarda normatização do Ministério da Saúde para iniciar o reforço vacinal.


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