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Mais Notícias : Temer: “Sem reforma da Previdência, governo acaba”
Enviado por alexandre em 29/03/2017 08:52:08

Temer: “Sem reforma da Previdência, governo acaba”

Postado por Magno Martins
Josias de Souza

O Planalto elevou o tom nas negociações sobre a reforma da Previdência.

Incomodados com a resistência das bancadas governistas em avalizar as mudanças, operadores de Michel Temer afirmam aos aliados que, “sem essa reforma, o governo acaba.”

A frase ecoa um raciocínio exposto em privado pelo próprio Temer. O presidente se refere à aprovação dos ajustes previdenciários como uma questão de vida ou morte. E o governo se movimenta como se contasse com uma grande batalha.

O governo assustou-se com as traições que colecionou na votação do projeto que autoriza o trabalho terceirizado. Ciente de que ainda não dispõe de uma maioria sólida a favor da reforma da Previdência, o Planalto mobiliza os ministros que representam partidos políticos na Esplanada. Cobra deles reciprocidade, eufemismo para a contrapartida fisiológica embutida no modelo de coalizão — outro eufemismo para cooptação.

Mapeiam-se as “insatisfações” das bancadas. Identificam-se as “necessidades” dos parlamentares. Nas palavras de um ministro que conversou com o blog, o governo “utiliza todas as armas de que dispõe” para obter votos...

Cassação: Temer aposta no tempo "sem fim" do TSE

Postado por Magno Martins
Josias de Souza

Nelson Rodrigues ensinou que a dúvida é autora das insônias mais crueis. Ao passo que, inversamente, uma boa e sólida certeza vale como um barbitúrico irresistível.

Na noite passada, os repórteres cutucaram Michel Temer. Queriam arrancar dele um comentário sobre a decisão do Tribunal Superior Eleitoral de marcar para terça-feira o início do julgamento do processo que pode levar à cassação do mandato presidencial.

“Marcou já? Ótimo. Vamos aguardar”, disse Temer, sem franzir o cenho. Deve-se a calma do presidente à certeza que se disseminou no Planalto segundo a qual o julgamento pode até começar na semana que vem. Mas não terminará tão cedo.

Orçamento: o "buracão" aumentou, diz Meirelles

Postado por Magno Martins

Carlos Brickmann

Nos últimos dias de Dilma como presidente, a oposição anunciava que o déficit orçamentário seria de R$ 139 bilhões - um absurdo, considerando-se que o país precisa gerar superávits para reduzir a dívida e o pagamento de juros. Dilma caiu, e o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reafirmou que o rombo - o déficit primário, antes do pagamento dos juros) - seria de inacreditáveis R$ 139 bilhões. E ninguém poderia acusar Meirelles de adversário do petismo: ele foi presidente do Banco Central durante os dois mandatos de Lula, e Lula cansou de indicá-lo a Dilma para o Ministério da Fazenda. O tamanho do rombo, portanto, era aquele mesmo, e não algo inventado pela zelite galega, branca, de zóio azul.

Assim que assumiu, o presidente Michel Temer deu esplêndidos aumentos salariais a corporações de servidores. O dinheiro, explicou Meirelles, já fazia parte dos tais R$ 139 bilhões (e, sabe-se lá o motivo, não poderia ser usado para reduzir a cratera). Mas era tudo tão real quanto o espelho mágico de Temer ("escravo do espelho meu, dir-me-ás se há no mundo um presidente mais belo do que eu"). Agora, o ministro Meirelles diz que o buracão aumentou para R$ 197 bilhões - R$ 58 bilhões a mais, exatamente o que foi gasto na fabulosa farra dos aumentos.

Mais Notícias : Conta da Odebrecht: susto até de quem mamou no caixa 2
Enviado por alexandre em 29/03/2017 08:49:58

Conta da Odebrecht: susto até de quem mamou no caixa 2

Postado por Magno Martins

Andrei Meireles – Blog Os Divergentes

Dois anos atrás, em uma conversa com amigos que atuaram em quase todas as campanhas eleitorais relevantes desde o fim da ditadura, pedi uma avaliação sobre o tamanho do Caixa 2 nas eleições

Estavam ali quem participou de todas as campanhas vitoriosas para o Palácio do Planalto, governos estaduais relevantes etc. E também por quem perdeu em páreos acirrados mesmo tendo munição financeira suficiente para a disputa.

Estamos falando de campanhas profissionais.

Nas milionárias eleições brasileiras, jornalistas e publicitários aos montes se tornaram marqueteiros.

Todos eles sabiam e haviam sido remunerados pelo Caixa 2. Alguns receberam e pagaram sua equipe com dinheiro vivo. Às vezes, até em dólar.

Sem exceção, todos responderam que o Caixa 2 correspondia a 70% dos gastos nas mais variadas campanhas eleitorais.

Escrevi sobre isso em outro site. Teve gente que achou um exagero.

Descubro agora que meus amigos subestimaram essa absurda porcentagem.

Quem pagou a maior parte da conta, com base em rigorosa contabilidade, cravou outra porcentagem.

Marcelo Odebrecht, no badalado depoimento à justiça eleitoral, afirma que nada menos que 75% da grana que bancou todas as campanhas vitoriosas no país saiu do Caixa 2 das empresas que investem em políticos para melhorar seus negócios.

Simples assim. Preciso assim.

Deselegante

Postado por Magno Martins
Enrolado em uma reunião, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), deixou Rodrigo Janot esperando em seu gabinete. O PGR foi até lá entregar sua proposta para o projeto que pune abuso de autoridade.

Maia recebeu o texto, mas não leu. Saiu correndo para almoço na CNI.

Enquanto isso, pela primeira vez em mais de uma década, o presidente Michel Temer não vai falar no programa nacional do PMDB, que vai ao ar na noite desta quinta-feira (30).

Ele aparece em uma série de imagens. “O trabalho dele fala por si”, diz o publicitário Elsinho Mouco. (Painel - Folha de S.Paulo)

A rua esfriou

Postado por Magno Martins

Bernardo Mello Franco - Folha de S.Paulo

À esquerda ou à direita, é difícil encontrar um veredicto diferente. Os protestos verde-amarelos convocados para o último domingo (26) foram um fracasso retumbante. Depois de dois anos de ebulição, a rua esfriou. Era o que se ouvia no retorno dos parlamentares a Brasília.

O esvaziamento foi visível em todo o país, da avenida Paulista à orla de Copacabana. Na capital federal, a Esplanada dos Ministérios ficou quase deserta. O número de policiais quase empatou com o de manifestantes. Os organizadores esperavam 100 mil pessoas, mas só compareceram 630, de acordo com a PM.

Apesar de convergirem no diagnóstico, petistas e tucanos apontam razões diferentes para o encolhimento dos protestos. O secretário-geral do PSDB, deputado Sílvio Torres, culpa a dispersão dos movimentos que lideraram os atos pelo impeachment de Dilma Rousseff. Sem um inimigo forte a ser combatido, cada tribo aderiu a uma causa, do apoio à Lava Jato à revogação do Estatuto do Desarmamento.

"Faltou foco. Ficou uma coisa sem definição, que não sensibilizou ninguém. As pessoas ficaram desinteressadas e não saíram de casa", diz o tucano. Ele afirma que os movimentos pareceram "inseguros": demoraram a se acertar e chegaram a cogitar o cancelamento dos protestos.

O líder da oposição no Senado, Humberto Costa, atribui o encolhimento das manifestações à insatisfação com o governo Temer. O petista afirma que a maioria dos brasileiros que pediram a saída de Dilma não está feliz com quem a substituiu.

"As pessoas começaram a sentir que foram ludibriadas. Tiraram a Dilma com a ilusão de que tudo ia melhorar da noite para o dia, mas isso não aconteceu", afirma.

Para o governo, a rua vazia foi uma boa notícia. Apesar dos nove ministros na lista de Janot, os movimentos verde-amarelos não se animaram a encampar o "Fora, Temer". A indignação dos seus líderes murchou, a exemplo do pato da Fiesp.

Mais Notícias : Suspeitos abusam de autoridade que não têm
Enviado por alexandre em 29/03/2017 08:47:28

Suspeitos abusam de autoridade que não têm

Postado por Magno Martins

Josias de Souza

Acomodados pela Lava Jato no fundo do poço, os congressistas decidiram cavar um pouco mais o buraco em que se encontram. Pela segunda vez, o Congresso atribuiu prioridade máxima à aprovação de um projeto sobre abuso de autoridades. A proposta visa imprensar juízes e procuradores e delegados.

O projeto é de autoria de Renan Calheiros, investigado em nove inquéritos da Lava Jato. No momento, tramita numa comissão presidida por Edison Lobão, freguês da Lava Jato. Integram essa comissão dez senadores encrencados na Lava Jato. O Brasil já dispõe de uma lei para coibir abusos de autoridades. Essa lei talvez precise ser reformada. Mas os reformadores atuais são inconfiáveis.

Produziram-se em Brasília, nesta terça-feira, cenas inusitadas. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi ao Congresso para negociar melhorias na redação do projeto apresentado pelo réu Renan Calheiros. Janot reuniu-se com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, o ‘Botafogo’ das planilhas da Odebrechet. Esteve também com o presidente do Senado, Eunício Oliveira, chamado de ‘Índio’ nas planilhas do departamento de propinas da Odebrecht.

A presença de Rodrigo Janot, chefe do Minsitério Público, em reuniões desse tipo mostra que os congressistas delatados, investigados, denunciados e réus atingiram o ponto máximo da eficiência: eles mesmos aprovam as leis, eles mesmos violam as leis e eles mesmos criam novas leis para inibir a ação daqueles que tentam fazer valer a máxima segundo a qual as leis valem para todos, sobretudo para aqueles que não têm a menor autoridade para reclamar de abuso de autoridade.

Mais Notícias : Carne Fraca: Justiça solta diretor da BRF
Enviado por alexandre em 29/03/2017 08:46:27

Carne Fraca: Justiça solta diretor da BRF

Postado por Magno Martins

Folha de S.Paulo

A Justiça Federal mandou soltar nesta terça-feira (28) André Luis Baldissera, o diretor da BRF para o centro-oeste, preso no dia 17 de março na Operação Carne Fraca, que investigava irregularidades em frigoríficos. A liberdade dele está condicionada ao pagamento de fiança de R$ 300 mil.

Às vésperas da operação, foram interceptadas conversas do executivo que indicavam que um carregamento de carnes do frigorífico em Mineiros (GO) foi barrado em um porto da Itália por conter indícios de Salmonella, bactéria que causa infecção com vômitos e fortes diarreias.

A bactéria foi identificada em pelo menos quatro contêineres. A planta da empresa, porém, continuava em operação -segundo a PF, por interferência ilícita de fiscais do Ministério da Agricultura, que recebiam propina da empresa.

Na conversa, Baldissera e seu interlocutor afirmavam que as autoridades italianas identificaram "infrações repetitivas", e que, no caso de mais um alerta, a planta de Mineiros poderia ser suspensa em definitivo das exportações ao mercado europeu.

Mais Notícias : Dormir, talvez sonhar
Enviado por alexandre em 29/03/2017 08:44:57

Dormir, talvez sonhar

Postado por Magno Martins

Carlos Brickmann

O PSDB tenta convencer o Tribunal Superior Eleitoral de que Dilma usou dinheiro sujo para se eleger em 2014; mas Temer, seu vice, eleito na mesma chapa, com os mesmos eleitores, já que o voto era em ambos, é inocente. Invertendo a frase do apóstolo Mateus, é como se, ao receber o dinheiro ilegal, a mão direita não soubesse o que faz a esquerda.

O senador Romero Jucá, amigo de Temer, se queixa, referindo-se à Lava Jato, de que vivemos uma caça às bruxas, uma Inquisição. Imagine a ousadia, querem pegar corruptos!

Enquanto os políticos procuram encobrir como trabalham, coube a um não político, o empresário Marcelo Odebrecht, contar como se faz uma campanha eleitoral: "o Governo sabia, a população sabia, eu sabia que o empresário, para atuar na Petrobras, de alguma maneira tinha de atender os interesses políticos daquela diretoria. Eu fazia vista grossa, a sociedade fazia vista grossa, todo mundo fazia vista grossa".

Ele sabe das coisas; costumamos ignorar os sinais exteriores de riqueza de quem não tem renda legal para pagá-los.

Depois criticam os corruptos e esperam que o país melhore. Mas, em vez de apontar a corrupção, preferem o clássico discurso de Hamlet: "Dormir! Talvez sonhar".

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