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Mais Notícias : Bolsonaro volta a falar em reeleição
Enviado por alexandre em 08/07/2019 08:35:51

Bolsonaro volta a falar em reeleição

Bolsonaro fala em reeleição para entregar "país melhor" em 2026. Intenção contraria discurso de campanha, quando o então candidato falou ser contra disputar um novo mandato.  

Presidente Jair Bolsonaro, durante coletiva de imprensa Foto: Marcos Correa / Agência O Globo

O Globo

 

Aos gritos de "mito", o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso no palco de uma festa junina no Clube Naval em Brasília, na noite deste sábado, em que voltou a falar de reeleição. Bolsonaro disse que deixará um país melhor a quem o suceder em 2026. O atual mandato do presidente termina em 2022.

A intenção de disputar novamente a Presidência, que ele já havia manifestado recentemente em agenda no interior de São Paulo, contraria discurso de campanha, quando o então candidato falou ser contra a reeleição. 

— Pegamos um país quebrado, moral, ética e economicamente, mas se Deus quiser conseguiremos entregá-lo muito melhor a quem nos suceder em 2026 — afirmou o presidente.

Bolsonaro disse que não há "nenhuma acusação de corrupção" em seu governo:  

- Aquilo que parece que estava fadado a fazer parte da nossa história, ficou para trás.



Votação da Previdência atropela MP 876

Votação da Previdência atropela medida provisória que aceleraria abertura de empresas.

Paulo Guedes, ministro da Economia

Folha de S. Paul - Coluna Painel
Por Daniela Lima

 

A equipe econômica já foi informada pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), de que a medida provisória 876, com iniciativas que reduzem o tempo de abertura de empresas, vai caducar.

A proposta vence na quinta (11) e ainda não foi votada nem na Câmara nem no Senado. A prioridade de Maia é a reforma da Previdência. A equipe de Paulo Guedes quer, então, que a medida seja convertida em projeto de lei.




Fake news do mercado de gás ronda o Planalto

A fake news do mercado de gás e o Planalto. Ministério de Bento Albuquerque precisou entrar em campo neste domingo para desmentir falso evento no Planalto.

Ministério de Minas e Energia (Divulgação/Divulgação)

Da Veja - Por Robson Bonin

 

Veja como o problema das fake news chega aos setores mais segmentados do governo. Em pleno domingo, o staff do ministro Bento Albuquerque, do Ministério de Minas e Energia, precisou entrar em campo para  desmentir um falso lançamento relacionado ao leilão de gás que supostamente ocorreria no Palácio do Planalto no dia 10.

A nota do Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil aos representantes do setor registra:

“Há pouco recebemos nas redes sociais uma mensagem na qual o Ministério de Minas e Energia (MME) convida empresas para participarem do lançamento do Novo Mercado de Gás (NMG), no dia 10 de julho, próxima quarta-feira, no Palácio do Planalto. No âmbito do Comitê de Promoção da Concorrência do Mercado de Gás Natural no Brasil, coordenado pelo Ministério de Minas e Energia e Ministério da Economia, informamos que tal mensagem é Fake News. Não há qualquer evento (relativo ao NMG) agendado para o próximo dia 10/7.”

Mais Notícias : Crise: novos componentes surgidos na sexta-feira
Enviado por alexandre em 06/07/2019 18:30:00

Crise: novos componentes surgidos na sexta-feira

Integrantes da elite acadêmica do direito sinalizam entendimento na mesma direção. Entre os políticos, é consenso que os diálogos publicados nesta sexta-feira (5) adicionam novo componente à crise.

A solução, eles afirmam, só virá do Supremo. Moro rechaça qualquer ilegalidade.

É crescente, portanto, a expectativa sobre a reação da corte. A avaliação, hoje, é a de que o presidente do STF, Dias Toffoli, mantém distanciamento do caso.

O que dirigentes partidários indagam é se permanecerá nessa atitude até agosto, na volta do recesso, com a possibilidade de mais revelações. 

Mas Moro mantém apoios valiosos no STF. Há na corte quem ainda defenda o ex-juiz –embora veja com preocupação sinais de ofensiva sobre jornalistas, como a investigação de Gleen Greenwald.  (Daniela Lima – FSP)



Jurista do impeachment de Dilma sobe tom no caso Moro

jurista Miguel Reale Júnior, um dos autores do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, subiu o tom de suas avaliações sobre o caso de vazamentos de Moro.

Ele, que antes dizia que era preciso aguardar os desdobramentos, agora afirma que “se vê efetivamente um pendor do juiz na orientação da acusação”.

Para Reale, as conversas registradas pela revista e pelo site apontam “um interesse do juiz em favor da acusação, tanto faz contra Lula, Cunha ou Cabral”.

“O que espanta é essa proximidade. Conspirando contra a defesa. Presumia-se que a 13ª Vara fosse um juízo rigoroso, mas não comprometido.”

Integrantes da elite acadêmica do direito sinalizam entendimento na mesma direção. Entre os políticos, é consenso que os diálogos publicados nesta sexta-feira (5) adicionam novo componente à crise. A solução, eles afirmam, só virá do Supremo. Moro rechaça qualquer ilegalidade.  (Painel – FSP)



Coluna deste sabadão na Folha

Trabalho infantil é massacre

Bolsonaro defendeu a legalização do trabalho infantil no País, mas recuou. Disse que não seria bem assim, diante da repercussão explosiva que a pisada de bola causou nas redes sociais. Com ele no poder, a cantiga da perua tem sido uma só: tropeços e trapalhadas. O presidente não tem sensibilidade para compreender que a escravidão infantil é um massacre humano, um genocídio.

No Brasil, segundo o IBGE, mais de 2,5 milhões de crianças e adolescentes, entre 5 e 17 anos, trabalham na agricultura, pecuária, no comércio, nas ruas, em construção civil, dentre outras atividades. Em Placas (PA), uma criança ficou cega numa fazenda de cacau após acidente de trabalho.

No Rio Grande do Norte, 25 crianças foram encontradas trabalhando em matadouros públicos. Casos mais alarmantes se repetem em todo o País, mas Bolsonaro, ao invés de prevenir e eliminar o trabalho infantil escravo, mente. Disse que trabalhou na infância, mas a própria família negou. Que papelada!

Casos em Ipubi – Em maio passado, 13 crianças e adolescentes, na faixa etária de três a 17 anos, foram encontradas trabalhando em três casas de produção de farinha de mandioca em Ipubi, no Sertão. Alguns operavam máquinas, muitas delas conhecidas por causar ferimentos graves. A lei proíbe quem tem menos de 18 anos de atuar em atividades na lista das piores formas de trabalho infantil.

Irmão nega – Depois de Bolsonaro fazer apologia ao trabalho infantil, internautas recuperaram uma entrevista da família dele, em 2015, na qual um dos irmãos do presidente nega que qualquer um deles tenha trabalhado na infância. A revista Crescer ouviu Renato Bolsonaro, que afirmou: “Meu pai era boêmio, mas nunca deixou um filho trabalhar, mas sim estudar”.

Unidos na frente – A Frente Parlamentar em Defesa de Furnas, que será lançada na próxima terça-feira, no Congresso, já tema adesão de 402 deputados e 50 senadores. A bancada pernambucana está presente no movimento e une adversários ferrenhos: o ex-ministro Fernando Filho, um dos mentores do plano de privatização da Eletrobrás, e João Campos (PSB).

Joga a toalha? – Depois de agredir seus eleitores de Goiás com palavrões, o senador Jorge Kajuru, expulso do PSB, pediu desculpas ontem pelas redes sociais e ameaçou renunciar na segunda-feira. Seu suplente, o advogado Benjamim Beze Júnior, está entre os dez mais ricos do Estado.

Corajoso – Na entrevista, ontem, a Jota Batista, Renata Bezerra de Melo e este colunista, na Rádio Folha, o presidente da Alepe, Eriberto Medeiros, disse que está pronto para colocar em votação a reforma da Previdência. No texto aprovado em Brasília, Estados e Municípios ficam de fora.

GASTANÇA – No Cabo, os vereadores aprovaram uma resolução que dobrou o valor do auxílio-combustível. Com a medida, publicada no Diário Oficial do Município, terça-feira passada, a gastança com combustível passa dos atuais R$ 1 mil para R$ 2 mil. Quem não chora, não mama.

Perguntar não ofende: Qual vai ser a próxima pisada de bola de Bolsonaro?

Mais Notícias : Entre policiais federais sobrou também para Moro
Enviado por alexandre em 05/07/2019 08:03:50

Entre policiais federais sobrou também para Moro

A insatisfação dos agentes de segurança mantidos pela União não foi direcionada apenas a Bolsonaro e Paulo Guedes. O silêncio do ministro Sergio Moro (Justiça) foi alvo de críticas. “Não tivemos quem nos defendesse na nossa própria casa”, diz Flávio Werneck, diretor jurídico da Federação Nacional dos Policiais Federais.

Além disso, pedem que policiais que ingressaram na carreira até a aprovação da reforma possam se aposentar com o salário integral (integralidade) e receber as correções dadas a quem permanecer na ativa (paridade) 

O retrato final da votação do relatório da reforma na comissão especial marca uma quebra de confiança entre os policiais e o governo. “O presidente não tem força nessa reforma. Está demonstrando que não consegue controlar sua equipe no Congresso”, diz Werneck.  (FSP)



Quebra de confiança entre policiais e o governo

O retrato final da votação do relatório da reforma na comissão especial marca uma quebra de confiança entre os policiais e o governo.

“O presidente não tem força nessa reforma. Está demonstrando que não consegue controlar sua equipe no Congresso”, diz Werneck.

A Agência PT produziu relatório sobre o comportamento nas redes durante a oitiva de Moro na Câmara, nesta terça (2). O levantamento analisou 94,2 mil postagens. Elas foram dividas em três grupos: 48% de apoiadores do ex-juiz, 46,6% de críticos e 3% de “intermediários à polarização”.  (FSP – Painel)


Guedes egoísta, dizem deputados aliados de seguranças

A ação do ministro da Economia foi detectada por aliados de presidente que trabalhavam, no Parlamento, para atender os agentes de segurança, uma das bases do bolsonarismo.

Esse grupo de deputados diz que Guedes foi “egoísta” ao trabalhar contra a emenda dos policiais.

Aliados de Bolsonaro dizem que as divergências nesse “casamento hétero”, como o próprio presidente nomina sua aliança com Guedes, devem ficar ainda mais claras.

O fato de o ministro ter chamado o chefe de “ingênuo” e ainda assim ter sido ovacionado por agentes do mercado financeiro em evento da XP tende a favorecer o quadro de estranhamento. (Painel – FSP)

Mais Notícias : Agressor de Moro fez molecagem
Enviado por alexandre em 04/07/2019 08:28:49


Agressor de Moro fez molecagem

A Câmara dos Deputados registrou para o País, na noite da última terça-feira, na comissão da reforma da Previdência, cenas de um filme de horror. Em meio ao longo depoimento do ministro Sergio Moro, um deputado xingou outro de ‘veado’. Mais exaltado e certamente a procura dos holofotes, Glauber Agra, do PSol do Rio de Janeiro, agrediu o juiz.

Afirmou que a história não absolverá Moro, que, segundo ele, será lembrado como “o juiz que se corrompeu, como um juiz ladrão”. A Câmara tem que abrir urgentemente um processo no Conselho de Ética contra esse parlamentar sem decência, sem postura e de uma baixeza cavalar. Não pode ficar impune um desrespeito sem precedentes com uma autoridade do Governo.

O nível do Congresso rasteja. Certa vez, um deputado foi reclamar a Ulysses Guimarães da qualidade do parlamento. Ele olhou para o interlocutor e sapecou: “Está achando ruim? Espere o próximo”. Que seria muito pior, como está sendo, claro, eleição após eleição. Quanta sabedoria do velho!

Representação, já! – Os partidos já reagiram à molecagem do deputado Glauber Agra (PSol-RJ). Vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, Carlos Jordy (PSL-TJ) anunciou, ontem mesmo, que o seu partido entrará com uma representação (denúncia) no Conselho de Ética contra o parlamentar carioca. “Nunca vi uma autoridade sofrer tamanha agressão no Congresso”, lamentou Jordy.

CPI em Jaboatão – Embora o Tribunal de Contas do Estado tenha determinado uma medida cautelar para o prefeito de Jaboatão, Anderson Ferreira (PR), reduzir o valor do aluguel do Complexo Administrativo de R$ 410 mil para R$ 200 mil, o gestor não se curvou. Corre o risco agora de enfrentar uma CPI na Câmara, cobrada, ontem, por uma juíza, ao presidente da Casa.

Depoimentos – O deputado Felipe Carreras (PSB) abraçou uma causa nobre que está surtindo efeito: acabar com a liberação indiscriminada de agrotóxicos. Uma semana depois de fazer a denúncia na tribuna, os ministros da Agricultura, Teresa Cristina, e da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, vão ser sabatinados sobre o assunto no dia 7 de agosto na Comissão de Defesa do Consumidor.

Legitimidade – Em entrevista ao programa do jornalista Heron Cid, de João Pessoa, o secretário de Segurança Pública da Paraíba, Jean Nunes, disse que os policiais pernambucanos agiram de maneira legítima ao matarem oito bandidos envolvidos na morte do PM morto em Santa Cruz do Capibaribe.

Campus – A Câmara de Educação Superior aprovou, por unanimidade, o voto do relator Francisco César de Sá Barreto favorável à criação de um campus universitário da UNINASSAU em Serra Talhada com os cursos de graduação em Administração, Ciências Contábeis e Direito.

REFORMA – O líder do Cidadania na Câmara dos Deputados, Daniel Coelho, é o convidado, hoje, da terceira mesa de debates sobre a Previdência promovida pela Associação Comercial. O evento está marcado para às 19 horas, na sede da ACP. O último convidado foi a deputada Joice Hasselmann.

Perguntar não ofende: A polícia agiu certo ao matar oito pessoas envolvidas na morte de um PM em Santa Cruz do Capibaribe?



General solta os cachorros em filho de Bolsonaro

“Pau-mandado, idiota inútil”

General Luiz Eduardo Rocha Paiva disparou mensagens e pediu: 'Pode repassar'

Época - Guilherme Amado

Carlos Bolsonaro plantou, e agora vai começar a colher. A última estocada do Zero Dois nos militares de alta patente com assento no governo — ontem, contra o ministro Augusto Heleno, do GSI — já teve a primeira reação.

O general Luiz Eduardo Rocha Paiva, integrante da Comissão de Anistia do governo federal, disparou hoje uma mensagem de WhatsApp em que chama Carlos de "pau-mandado do Olavo", referindo-se ao escritor Olavo de Carvalho.

"Pau-mandado de Olavo. Se o pai chama os estudantes vermelhinhos de idiotas úteis, e eu concordo, para mim, o filhinho dele é um 'idiota inútil', ou útil para os esquerdistas", dizia a mensagem, acrescida de uma assinatura do general e um "Pode repassar".

A estocada em Heleno foi numa página página bolsonarista, a @snapnaro, que havia publicado o vídeo de uma pessoa que se diz jornalista e, sem provas, acusa o GSI e a FAB de cúmplice do sargento Manoel Silva Rodrigues, preso na semana passada na Espanha com cocaína.



Ação contra jornalista parece intimidação

Pedido da PF ao Coaf

Se não houver fundamento, é ataque à liberdade de imprensa

Blog de Kennedy

O pedido da Polícia Federal para que o Coaf investigue Glenn Greenwald parece ser uma tentativa de intimidar o jornalista do “The Intercept Brasil”. A PF precisa mostrar as fundamentações e suspeitas levadas ao Conselho de Controle de Atividades Financeiras para justificar a investigação.

Vencedor do prêmio jornalístico de maior prestígio dos Estados Unidos, o Pulitzer, Greenwald é um repórter respeitado, bem como o site de notícias que fundou no Brasil. O “The Intercept Brasil” publicou uma série de reportagens com interesse público que expõe o modus operandi dos principais atores da Operação Lava Jato.

As revelações incomodaram estrelas da investigação, como o ex-juiz Sergio Moro, hoje ministro da Justiça e chefe da PF. O procurador Deltan Dallagnol também aparece em conversas reveladas pelo site e outros veículos de imprensa que fizeram parceria com o “The Intercept Brasil”.

Há trechos que advogados consideram que podem ser configurados como crimes de prevaricação e obstrução de justiça. A imparcialidade de Moro como juiz desaparece com a leitura do material publicado até agora. Para que se justifique o pedido ao Coaf, a polícia necessita ter algo muito consistente. Se for uma investigação para retaliar e incomodar Greenwald, é um ataque à liberdade de imprensa. Por isso, são necessárias explicações sobre os fundamentos para uma investigação direcionada contra o jornalista americano que vive e trabalha no Brasil.

Mais Notícias : Kajuru sai do PSB e ficará sem partido
Enviado por alexandre em 03/07/2019 08:13:35

Época

O senador Jorge Kajuru deixou o PSB e pretende ficar sem sigla até o fim do mandato. A decisão foi comunicada, há pouco, por Kajuru ao presidente do partido, Carlos Siqueira, em reunião.

No último dia 21, Siqueira telefonou a Kajuru duas vezes para reclamar de uma visita que o senador havia feito a Jair Bolsonaro.

Kajuru apoiou os decretos das armas de Bolsonaro, enquanto o PSB havia ido ao STF contra as medidas.

Contudo, as rusgas começaram em março. O PSB não gostou de Kajuru ter assinado documento pedindo o impeachment de Gilmar Mendes.




Estados farão as suas reformas

Os governadores saíram, ontem, da casa do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com a certeza de que seus estados ficarão de fora do texto do relator da reforma da Previdência em votação na comissão especial. O relator Samuel Moreira (PSDB-SP) deixou o encontro pregando a tese de que seria melhor deixar para o plenário da Câmara o debate sobre incluir estados e municípios nas novas regras de aposentadoria.

No caso de os Estados ficarem de fora, os governadores terão que enviar uma MP às assembleias legislativas para uma reforma exclusiva. Em medidas provisórias, o mínimo exigido para aprovação é de 3/5 dos deputados em plenário, ou seja, 30 votos.

Mas o presidente da Câmara propõe que os Estados apenas ratifiquem nas assembleias o que for votado no Congresso, isso, claro, coma inclusão de Estados e Municípios. Neste caso, seriam necessários apenas maioria simples – 14 votos.

Câmara de fora – Dos nove governadores do Nordeste, apenas Wellington Dias (PT), do Piauí, Camilo Santana (PT), do Ceará, João Azevedo (PSB), da Paraíba, e Renan Filho (MDB), de Alagoas, bateram ponto, ontem, na casa de Rodrigo Maia, para discutir a reinclusão dos Estados e Municípios na reforma da Previdência. O governador Paulo Câmara preferiu cumprir agenda no Recife.

Fala mansa – Metido a cavalo de cão, o senador Jorge Kajuru (GO), que trocou o PRP pelo PSB, chegou um cordeirinho, ontem, na sede do partido em Brasília, para comunicar sua saída da legenda socialista. Na verdade, ele foi forçado a jogar a toalha depois de um puxão de orelha do presidente Carlos Siqueira. O estopim foi o voto dele favorável ao decreto do porte de armas.

Cega – Na audiência de Sérgio Moro, ontem, na CCJ da Câmara, rolou de tudo. Tensos, os deputados que queriam comer o fígado do ex-juiz só gargalharam no momento em que o presidente da comissão, Felipe Franceschini (PSL-PR), anunciou o sumiço dos óculos de fundo de garrafa da deputada Perpétua Almeida (PCdoB-AC). “Pessoal, ela não está enxergando nada”, apelou.

Coelho da vez – O senador Fernando Bezerra Coelho, líder do Governo no Senado, arquivou seu projeto majoritário em Pernambuco. O candidato a governador da família é o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, nas eleições de 2026. Para se firmar até lá, Miguel tem que se reeleger.

Bloqueio – O Governo bloqueou 30% do orçamento de custeio da Universidade Federal de Pernambuco. O percentual estava destinado a cobrir despesa com serviços de limpeza e fornecimento de energia. Cerca de R$ 50 milhões foram liberados em 11 de junho, mas bloqueados em seguida.

FUROU – O ministro Sérgio Moro foi informado por líderes do Senado de que não há chances de seu pacote anticrime ser aprovado na Casa antes de passar pela Câmara. Fracassou, assim, a estratégia de tentar fazer o projeto andar no Senado diante dos obstáculos de tramitação na Câmara.

Perguntar não ofende: Ao rejeitar a reforma da Previdência, os governadores estão de fato com medo do desgaste político em 2020?


Vereador está entre os mortos em ação da PM na PB

Do JC Online

Um vereador do município de Betânia, no Sertão de Pernambuco, está entre os sete mortos de um confronto entre criminosos e a Polícia Militar na cidade de Barra de São Miguel, na Paraíba, na manhã de hoje. Segundo a PM, os suspeitos teriam participado do assalto e perseguição que deixou um soldado morto na cidade vizinha, Santa Cruz do Capibaribe, ontem.

Ainda de acordo com a PM, Andson Berigue de Lima, 29 anos, conhecido como "Nanaca" (PP), estava armado e efetuou disparos contra as autoridades. Nanaca foi eleito em 2016 com 482 votos, na cidade de 12 mil habitantes.

Segundo o site do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Andson foi autuado por porte ilegal de arma em 2017


O barco pirata de Verdevaldo

Por José Nêumanne*

Reagi a divulgação pelo site The Intercept Brasil de mensagens atribuídas a agentes da lei contra a corrupção – principalmente Sergio Moro e Deltan Dallagnol – com a afirmação de que não produziriam efeito jurídico enquanto não fosse comprovada sua autenticidade. Como até agora não veio à tona nenhum indício de que algo do gênero ocorrerá, resta a conclusão de que as vítimas do vexame, causado pelo tom de eventuais conversas entre elas, poderiam sofrer arranhões em sua reputação. Mas nenhuma punição judicial ou funcional seria cabível a partir do que tinha sido divulgado. Três semanas depois, o panorama pode até ter mudado, mas nada há que possa levar ao cancelamento da sentença de Lula no processo do triplex do Guarujá, ao afastamento do ex-juiz da Lava Jato do Ministério da Justiça ou à punição por mau comportamento do coordenador da força-tarefa da operação em Curitiba.

Ao contrário. A distância cada vez maior entre as promessas de comprovação da parcialidade do juiz e o conta-gotas metódico, mas ineficaz, do blogueiro ianque pode nos levar à conclusão de que inimigos de Moro e Dallagnol, sejam financiadores da operação de quebra de sigilo do aplicativo telefônico unilateral de procuradores e juízes de operações de combate a crimes de colarinho-branco, sejam parasitas aproveitadores de uma eventual fragilização ética destes, só dispararam contra os próprios pés. A conclusão é de uma lógica ululante: como só há mensagens com objetivo de combater o que dona Dilma chamaria de “malfeitos” dos ilustres maganões, não de se terem deixado corromper por eles ou coisa que o valha, o Zé Mané da esquina só tem encontrado mesmo mais motivos para desprezar os maledicentes e aplaudir os pretensamente denunciados.

Trata-se de uma operação similar a atentados suicidas de terroristas retóricos. Ao tentarem imolar os inimigos que podem investigá-los, denunciá-los, processá-los e até condená-los, os beneficiários das denúncias de Intercept, BandNews, Folha de S.Paulo e UOL, pelo menos até este instante, só geraram um efeito que, se não os prejudicar já, não os poupará no futuro. O raciocínio é claro e simples: se alcançarem o máximo que pretendem – anular a condenação de Lula, arrancar a fórceps Moro do Ministério da Justiça e impedir Bolsonaro de mandar o ex-juiz para o Supremo Tribunal Federal (STF) –, não deixarão alternativa a Moro que não seja a chamada política: velha ou nova, não importa, no caso a real. Eles estão batendo bolo: quanto mais o espancam, mais ele cresce. E o que é pior para a grei: só lhe deixam à vista o caminho da disputa do voto. Falta muito para a próxima disputa eleitoral, mas não há perspectiva de virada.

Produzem três conclusões básicas as manifestações nas ruas das cidades brasileiras de adeptos de Moro e do combate à corrupção, que podem incluir, ou não, Bolsonaro, cuja atitude em relação aos projetos patrocinados por seu ministro da Justiça deve ser considerada, no mínimo, dúbia. A primeira é que foram volumosas. Se os meios de comunicação e as Polícias Militares estaduais abdicaram de vez de cumprir dever de ofício de fornecerem números minimamente isentos e exatos dos atos, seja por que motivos forem – economia, preguiça ou desídia -, resta-nos o palpite. Milhares foram às ruas em ao menos 88 cidades dos 27 Estados e Distrito Federal, como registrou o Estado. “Ah, mas levaram muito menos gente do que as de 26 de maio”, regozijam-se adversários de bancadas, redações, bancas de advogados ricos e bancos, vulgo mercado. A comparação invejosa tropeça na lógica: a anterior, citada como padrão, já era a favor dos mesmos temas – combate à corrupção, projeto contra crime e reforma da Previdência. E os alvos, os mesmos: Congresso Nacional e STF. Algum leitor, por mais que torça o nariz para esse argumento, apostaria um centavo no sucesso de atos similares a favor dessas duas instituições atacadas nestes últimos?

Da vez anterior, o governo fingiu que ficou de fora. E agora o presidente Bolsonaro, cujos adeptos não compareceram em 30 de junho em número suficiente para assustar os militantes apartidários que não avalizaram o movimento de 26 de maio, não se jactou de nenhuma delas ter sido “governista”. Mas corretamente elogiou o comportamento pacífico e ordeiro dos manifestantes; A ausência de predadores da militância de extrema esquerda ou do crime desorganizado é, de fato, a segunda característica dos dois últimos movimentos coletivos que saíram às ruas para dizer que não foram às urnas eleger um presidente para congressistas – eleitos pelo critério da proporcionalidade e por decisões majoritárias de unidades federativas em separado – o fazerem de bobo de treino recreativo.

Só que o recado vale para os três lados da República dos birrentos: deputados e senadores acusados, denunciados, condenados e apenados por corrupção e lavagem de dinheiro; ministros das altas Cortes que se consideram acima de qualquer cobrança; e o próprio chefe do Executivo. A queda da popularidade registrada pelos institutos de pesquisa não tira de Bolsonaro um milímetro de legitimidade, obtida no voto direto. Mas noções básicas de aritmética elementar do professor Ary Quintella bastariam para persuadi-lo de que, como advertiu Fernando Gabeira no artigo “Um governo que namora com a morte” (O Globo, 1.º/7), “as pesquisas já indicam como o capital político de Bolsonaro escorre pelos dedos. Ele está longe de perceber como a extrema direita é minoritária”. As multidões que foram às ruas em 26 de maio e 30 de junho são formadas majoritariamente por antipetistas, que não aceitam a volta da roubalheira da aliança do PT com a nossa cleptocracia ancestral, e pela maioria a favor do combate à corrupção, do tipo Lava Jato.

Diante disso, Bolsonaro pode espremer esses limões para fazer uma limonada, que depende de dois fatores. O primeiro é que, depois de seis meses brincando de armamentismo e criacionismo bárbaro, presidente se lembre do compromisso institucional que assumiu de, fiel à Constituição, governar para todos os brasileiros, e não apenas para a minoria extremista da direita, manipulada pelo fervoroso combate ideológico de seus filhos.

A assinatura do acordo comercial da União Europeia com o Mercosul pode ajudá-lo a conviver com a diplomacia tradicional, o que lhe deve ser vantajoso. E oxalá ele perceba que há vida real na economia além dos limites da reforma da Previdência. Se não o fizer, correrá o risco de se tornar mais refém do Congresso do que já é, ainda que mantenha a média de uma manifestação nas ruas por mês, que pode cansar os manifestantes antes de assustar os parlamentares.

Agora o povo voltou para casa, o Congresso ainda não entrou no recesso e convém anotar que o conta-gotas de Greenwald, vulgo Verdevaldo, tem ministrado doses cada vez mais inócuas do veneno para paralisar Moro e Dallagnol. Assim, aproxima-se cada vez mais da narrativa monotemática do “Lula livre” a que se limitou a esquerda. No sábado, 29, o blogueiro ianque meteu os pés pelas mãos e atribuiu a uma das mensagens “reveladas” data que ainda não havia transcorrido, lembrando recibos do aluguel do apartamento de Bumlai, teoricamente pagos por Lula, datados de 30 de fevereiro, 31 de junho e 31 de novembro. Também atribuiu críticas ao ex-juiz feitas por certa “Monique Cheker” dirigidas a “Ângelo Vilela”, que, depois de ter recebido outro sobrenome, na certa para evitar novas explicações ridículas, tornou-se simplesmente Ângelo, como aquela Simplesmente Maria, novela da extinta TV Tupi.

Ao meter os pés pelas mãos, e não tendo descoberto desculpa melhor para sua série de “erros de edição” do que o batido “jornalistas também erram” (ah, não diga!), o pretenso carrasco da Lava Jato, Verdevaldo, ainda não ofereceu ao público uma única autenticação de mensagem “hackeada” e oferecida. E está para virar estrela da Feira Literária Pirata das Editoras Independentes (Flipei) da Flip de Parati. Segundo Maria Fernanda Rodrigues, da Cultura do Estado, “ele fala, agora, sobre Lava Jato, conversas vazadas, Sérgio Moro e muito mais. A programação flutuante inclui ainda nomes como Anielle Franco, Zé Celso Martinez Corrêa, Vladimir Safatle, Gregório Duvivier, Realidade Negra (rap quilombola), Slam da Guilhermina, Luiz Eduardo Soares, Conceição Evaristo, Cabaré Feminista e muitos outros. Entre os temas dos debates, um lado pouco conhecido de Euclides da Cunha e que originou o livro Euclides Socialista: Obras Esquecidas”. Fica a dica, então: estaria certo o professor Carvalhosa, que, desde o início do escândalo do Interceptgate, previu que a chuva ácida anunciada cairia em capítulos do folhetim de cordel da violação de sigilo telefônico das vítimas, em vez de “hackeamento”?

*Jornalista, poeta e escritor

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