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Mais Notícias : Profissionais que fingirem aplicar vacinas podem ter registro cassado, diz Cofen
Enviado por alexandre em 17/02/2021 15:00:16

técnica de enfermagem suspeita de simular a vacinação contra Covid-19 de um idoso. O caso foi registrado em Niterói, região metropolitana do RJ.

Coordenadora da Câmara Técnica de Atenção à Saúde do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen), Viviane Camargo disse, em entrevista à CNN, que profissionais envolvidos em casos de falsas vacinações poderão ter o registro cassado.

"É importante ressaltar que essas pessoas vão responder tanto ética quanto criminalmente. A Polícia Civil investiga esses casos e nós vamos fazer a parte ética, inclusive com a cassação do direito de exercer a profissão, caso seja identificada que ela tenha feito isso de forma intencional", explicou Viviane.

A representante do Cofen destacou que a entidade tem orientado os profissionais a mostrarem as seringas com vacinas contra Covid-19 antes e depois da aplicação nas pessoas.

Se o próprio vacinado ou um acompanhante perceber que o conteúdo não foi aplicado, a orientação é que o caso seja denunciado.

"Deve-se fazer uma denúncia ao Conselho Regional de Enfermagem do estado, que pode encaminhar ao Ministério Público. [O MP] vai nos remeter casos que tenham envolvimento de profissionais de enfermagem", detalhou. 

Para Viviane, é pouco provável que técnicos de enfermagem apliquem de forma incorreta vacinas se perceberem o erro. "Por experiência, é muio difícil que a pessoa enxergue que não tem nada na seringue e 'aplique ar'", afirmou.

Ela destacou que os casos de falsa vacinação são raros e toda a classe profissional não deve ser desmerecida pelo trabalho no combate à pandemia de coronavírus.

"Estamos na linha de frente tanto na assistência aos pacientes quanto na vacinação em si. Essas questões precisam ser tratadas como exceção. Os profissionais de enfermagem estão lá para cuidar das pessoas."

Vacinação falsa
RJ: Além de Niterói, polícia também investiga caso de falsa vacinação em uma idosa no município de Petrópolis
Foto: Reprodução

 

(Publicado por Sinara Peixoto)

Mais

Mais Notícias : Menino de 9 anos sofre com síndrome rara após Covid-19 em SP; entenda o caso
Enviado por alexandre em 16/02/2021 08:52:42

O menino Arthur, de 9 anos, ficou 30 dias internado em um hospital de São Paulo por causa de sequelas da Covid-19. Ele foi diagnosticado com Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica, uma doença rara que tem relação com a contaminação pelo novo coronavírus.

No Brasil, segundo um levantamento feito pela CNN a partir de dados das secretarias estaduais de saúde de todo o país, já foram 574 casos da síndrome e 43 mortes causadas por ela até o dia 12 de fevereiro.

O problema começou quando os pais de Arthur foram infectados. Na época, o garoto não teve sintomas da doença, mas, duas semanas depois, começou a dar sinais que estava doente.

"O Arthur começou a sentir febre, dor de cabeça, e a gente levou ele no pronto-socorro. Fez exames normais de sangue, começaram a medicá-lo com dipirona e mandavam a gente embora. Ficou persistindo essa febre, dor de cabeça esse mal-estar nele. E foi aí que começaram as complicações", contou a mãe do menino, a autônoma Ellen Sousa do Nascimento.

"Ele foi piorando, piorando, ele ficava com uma máscara de oxigênio e, se tirasse a máscara, a saturação dele ia lá embaixo, muita dificuldade para respirar", completou o pai, Luís Felipe dos Santos. Arthur teve trombose, 10 paradas cardíacas e correu o risco de ter que amputar mãos e pés.

Síndrome rara atinge crianças após Covid-19; conheça o caso de Arthur (15.fev.21
Síndrome rara atinge crianças após Covid-19; conheça o caso de Arthur (15.fev.2021)
Foto: Reprodução/CNN

Com o tratamento, ele melhorou e já teve alta. O caso viralizou na internet e comoveu artistas e jogadores. O menino ganhou até uma camiseta autografada pelos jogadores do Corinthians.

Sintomas

Normalmente, os sinais da doença começam a aparecer entre duas a três semanas depois que a criança teve o novo coronavírus, como dores na barriga, febre, vermelhidão na pele ou nos olhos (conjuntivite), náusea e mal-estar. A maior incidência de casos acontece em crianças a partir de 5 anos.

"É uma síndrome para os pais ficarem em alerta. A gente vê que os pais não tomam tanto cuidado com as crianças em relação à Covid-19", disse o intensivista pediátrico José Colleti Júnior.

Segundo a pediatra e professora da USP Ana Escobar, a síndrome acomete menos de 1% das crianças e o tratamento é feito com medicação. O grande problema é o diagnóstico tardio - se não tratada, a inflamação pode ser fatal.

Síndrome rara atinge crianças após Covid-19; conheça o caso de Arthur (15.fev.21
Síndrome rara atinge crianças após Covid-19; conheça o caso de Arthur (15.fev.2021)
Foto: Reprodução/CNN

(Publicado por Daniel Fernandes)

Mais Notícias : Fundo de combate à pandemia financiou envio de cloroquina a estados até janeiro
Enviado por alexandre em 15/02/2021 09:12:45


Comprimidos de cloroquina produzidos no Laboratório Químico Farmacêutico do Exér
Comprimidos de cloroquina produzidos no Laboratório Químico Farmacêutico do Exército
Foto: LQFex/Exército Brasileiro (31.mar.2020)

Entre setembro de 2020 e janeiro de 2021, o governo federal distribuiu 420 mil doses de hidroxicloroquina para tratar pacientes com Covid-19. A informação foi confirmada pelo Exército brasileiro à CNN

Até o momento, não há evidência científica de que o medicamento tenha qualquer eficácia no tratamento da doença.

Segundo documentos obtidos pela CNN, o recurso para a produção e distribuição desses medicamentos saiu do fundo emergencial para combate à pandemia.

O ministro Benjamin Zymler, do Tribunal de Contas da União (TCU), deu 15 dias para o Comando do Exército e o Ministério da Saúde prestarem esclarecimentos sobre a produção e distribuição de cloroquina no país. O pedido de informações foi remetido na segunda-feira (8), conforme informou a analista Renata Agostini.

O Exército também precisará esclarecer se ainda há estoque da hidroxicloroquina doada pelos Estados Unidos e a estimativa de produção de cloroquina 150 mg para o ano de 2021.

Tratamento precoce

Em maio do ano passado, o Ministério da Saúde recomendou a cloroquina para o tratamento precoce da Covid-19 e, em junho, estendeu a recomendação para crianças e mulheres grávidas, no mesmo dia em que a FDA (Food and Drug Administration, órgão americano equivalente à Anvisa) revogou a autorização de uso emergencial do medicamento nos Estados Unidos.

Dois dias depois, em 17 de junho, a Sociedade Brasileira de Doenças Infecciosas publicou carta aberta dizendo ser "urgente e necessário" suspender o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19. O Ministério da Saúde, no entanto, manteve as recomendações nos meses seguintes e médicos relataram terem sido pressionados a prescrevê-la.

Em setembro, a pasta confirmou à CNN que estava em processo de aquisição de mais cloroquina com recursos destinados ao combate à Covid-19, pois o estoque havia caído. O ministério não especificou a quantidade pedida nem o custo da mercadoria.

“Em 2020, o programa de malária teve um aumento no número de casos no Brasil e, como tem sido anunciado diariamente, o número de casos de Covid-19 no Brasil ainda é alto”, disse o Ministério da Saúde em resposta por escrito. “Portanto, a expectativa é que a demanda dos estados e municípios por esse medicamento continue alta no segundo semestre de 2020.”

O Ministério da Saúde não informou qual parte foi usada para o programa de malária e qual parte seria para o chamado tratamento precoce contra a Covid-19, mas, de acordo com dados obtidos pela CNN, 3,23 milhões de comprimidos foram produzidos pela unidade farmacêutica do Exército brasileiro em 2020. Em 2017, foram produzidos 220 mil comprimidos e em 2018 e 2019, nenhum.

Segundo números do próprio Ministério da Saúde, foram registrados 60.713 casos de malária nos primeiros seis meses de 2020, 16% abaixo do primeiro semestre de 2019.

Documentos obtidos pela CNN por meio da Lei de Acesso à Informação mostram também que, entre abril e agosto, o ministério solicitou 1,5 milhão de comprimidos de cloroquina para serem distribuídos às Secretarias Estaduais de Saúde pelo Exército.

De acordo com os documentos, a distribuição teve como objetivo "combater a pandemia Covid-19" com base no número de casos suspeitos em cada estado.

Em setembro de 2020, a CNN teve acesso a um contrato que mostra que o Exército gastou R$ 782,4 mil com a matéria-prima necessária para a produção da cloroquina, pagando 167% acima do valor de mercado - uma compra que foi sinalizada como suspeita pelo Escritório de Contabilidade Geral Federal. 

Em nota à CNN, o Exército disse que os preços subiram por causa das oscilações da taxa de câmbio e do aumento da demanda internacional.

Mais Notícias : Covid-19: Vacina de Oxford será testada em crianças pela primeira vez
Enviado por alexandre em 13/02/2021 23:08:01

A Universidade de Oxford informou neste sábado, 13, que lançou um estudo para avaliar a segurança e a resposta imune da vacina Covid-19 que desenvolveu com AstraZeneca em crianças pela primeira vez.

O novo teste intermediário determinará se a vacina é eficaz em pessoas entre 6 e 17 anos, de acordo com um comunicado enviado por e-mail da universidade.

 

Cerca de 300 voluntários serão inscritos e as primeiras vacinações são esperadas para este mês, disse Oxford.

A vacina Oxford / AstraZeneca de duas doses foi aclamada como uma 'vacina para o mundo' porque é mais barata e mais fácil de distribuir do que algumas rivais.

A AstraZeneca tem uma meta de produzir 3 bilhões de doses este ano e mais de 200 milhões de doses por mês até abril. 

Mais Notícias : Após mãe ser vacinada, bebê nasce com anticorpos contra a Covid-19
Enviado por alexandre em 12/02/2021 09:11:58


Tubo contendo anticorpos que podem ser usados em tratamento contra COVID-19
Tubo contendo anticorpos que podem ser usados em tratamento contra novo coronavírus
Foto: Thomas Peter/Reuters (30.mar.2020)

Pesquisadores da Universidade Atlântica da Flórida encontraram anticorpos contra a Covid-19 em um recém-nascido de uma mãe que recebeu a primeira dose da vacina durante a gravidez. O caso é o primeiro registrado no mundo e está relatado em um estudo publicado na medRvix na última sexta-feira (5).

A pesquisa acompanhou uma profissional de saúde que atuava na linha de frente de combate ao coronavírus. Ao completar 36 semanas e três dias de gravidez, ela foi imunizada com a vacina fabricada pela Moderna. Três semanas depois, a mulher deu à luz uma menina em um parto normal e espontâneo.

Ao analisarem o sangue do cordão umbilical, os cientistas encontraram anticorpos que ajudam o organismo a se defender do coronavírus.

“Demonstramos que os anticorpos anti-SARS-CoV-2 IgG são detectáveis em uma amostra de sangue do cordão umbilical de recém-nascidos após uma única dose da vacina. Portanto, há potencial para proteção e redução do risco de infecção do SARS-CoV-2 com a vacinação materna”, diz o estudo.

Apesar de o resultado ser animador, os cientistas alertam que o estudo é preliminar e ainda não foi revisado.

“Mais estudos serão necessários para quantificar a quantidade de anticorpos neutralizantes virais presentes em bebês nascidos de mães que são vacinadas antes do parto. Além disso, instamos outros pesquisadores a criar registros de gravidez e amamentação, bem como conduzir estudos de eficácia e segurança das vacinas contra a Covid-19 em mulheres grávidas e lactantes e seus filhos”, afirmam.

 

 

 

 

 

 

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