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Mais Notícias : Proteção de vacinas contra a variante Delta cai depois de três meses, diz estudo
Enviado por alexandre em 06/10/2021 09:49:06

Pessoas completamente vacinadas têm menor probabilidade de infectar outras, mas efeito protetor diminui após 12 semanas

Pesquisa aponta a importância da vacinação e indica que dose de reforço pode ser necessária
Pesquisa aponta a importância da vacinação e indica que dose de reforço pode ser necessária Cristine Rochol/PMPA

Camila Neumamda CNN

Pesquisadores britânicos descobriram que pessoas infectadas com a variante Delta têm menos probabilidade de transmitir o vírus se já tiverem sido completamente imunizadas com a vacina contra Covid-19. Mas esse efeito protetor é relativamente pequeno e diminui de forma alarmante três meses após o recebimento da segunda dose.

O estudo publicado na plataforma MedRix ainda não foi revisado por pares, mas um artigo sobre estas descobertas foi publicado na revista Nature nesta terça-feira (5).

Em pessoas infectadas duas semanas após receberem a segunda dose da vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e pela AstraZeneca, ambas no Reino Unido, a chance de contrair Covid-19 após o contato próximo com um não vacinado era de 57%. Mas três meses depois, essa chance subiu para 67%.

“Este último valor está no mesmo nível da probabilidade de uma pessoa não vacinada espalhar o vírus”, aponta o estudo.

Também foi observada essa redução entre imunizados com as vacinas da norte-americana Pfizer e da alemã BioNTech. O risco de espalhar a infecção pela Delta logo após a vacinação com este imunizante era de 42%, mas aumentou para 58% com o tempo, apontam os pesquisadores.

“Os resultados possivelmente explicam por que temos visto tanta transmissão progressiva de Delta, apesar da vacinação generalizada”, diz o coautor David Eyre, epidemiologista da Universidade de Oxford, no Reino Unido, à Nature.

Estudos anteriores descobriram que as pessoas infectadas pela Delta têm aproximadamente os mesmos níveis de material genético viral em seus narizes, independentemente de terem sido vacinadas anteriormente, sugerindo que pessoas vacinadas e não vacinadas poderiam ser igualmente transmissoras.

Delta atenua proteção da vacina

Mas este estudo britânico mais recente também sugere que as pessoas vacinadas têm menos probabilidade de espalhar o vírus se subsequentemente contraírem Delta: seus níveis de vírus nasais caem mais rápido do que os de pessoas infectadas não vacinadas e seus swabs nasais contêm quantidades menores de vírus infecciosos, descreve a pesquisa.

Os cientistas analisaram dados de exames de 139.164 contatos próximos de 95.716 pessoas infectadas com SARS-CoV-2 entre janeiro e agosto de 2021 no Reino Unido, quando as variantes Alfa e Delta estavam competindo entre si para serem dominantes.

Os autores descobriram que, embora as vacinas oferecessem alguma proteção contra a infecção e a transmissão progressiva, a Delta atenuou esse efeito.

Uma pessoa que foi totalmente vacinada e, em seguida, teve uma infecção pela Delta tinha quase duas vezes mais probabilidade de transmitir o vírus do que alguém que foi infectado pela Alfa. E isso se somava ao risco mais alto de uma infecção invasiva causada pela Delta do que pela Alfa, aponta o estudo.

Mas os resultados também oferecem a possibilidade de que uma campanha de reforço de vacinação “também pode ter o efeito de reduzir a transmissão”, diz Eyre.

As campanhas de reforço, no entanto, ainda deixam incerto “se a mesma diminuição da proteção contra a infecciosidade ocorrerá após a terceira dose”, analisa Stephen Riley, pesquisador de doenças infecciosas do Imperial College London à Nature.


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Mais Notícias : Vacinação contra Covid-19 e queda de casos permitem retomada, diz infectologista
Enviado por alexandre em 05/10/2021 09:53:25

A infectologista Raquel Stucchi, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), afirmou, em entrevista à CNN nesta segunda-feira (4), que a evolução da vacinação contra a Covid-19 e a queda de casos da doença no país permitem a retomada das atividades como no pré-pandemia.

“Há a aceleração da vacinação, com 41% da população brasileira completamente vacinada, além de termos há semanas uma queda importante no número de casos, na taxa de ocupação de leitos e na queda da mortalidade. Manter a mortalidade em 500 óbitos por dia é muito, mas sabemos que ela demora um pouco mais para diminuir. Vacinação e flexibilização podem caminhar juntos, porque nossos números há semanas nos permitem isso”, explicou a infectologista.

Contudo, mesmo com a melhora nos índices da pandemia no país, Stucchi reitera a importância de não abrirmos mão das medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, o distanciamento social e a higienização frequente das mãos, para evitar a propagação do vírus.

Ela lembra ainda que é preciso completar a imunização com a aplicação da segunda dose, e as pessoas que já estão escaladas para receber a dose de reforço devem comparecer aos postos.

“Isso porque quem precisa [da dose reforço] são indivíduos que estão novamente sob o risco de adoecer de forma grave e poder vir a óbito por Covid-19.”

Variante Delta

Sobre a variante Delta no Brasil, Stucchi afirmou que os profissionais de saúde ainda estão receosos com sua ação.

“A impressão que temos é que a Delta está esperando o momento para poder eventualmente causar a mesma maldade que causou nos Estados Unidos, no Reino Unido e em Israel, aumentando muito o número de casos e hospitalizações. Mas talvez isso não aconteça aqui, porque temos uma população que está sendo rapidamente vacinada e que foi vacinada recentemente, coincidindo com a chegada da Delta”, argumentou.

De acordo com a especialista, estes fatores favorecem que a Delta encontre uma população com uma proteção maior do que aconteceu em outros países.

(Publicado por Daniel Fernandes)

Mais Notícias : Globo contrata Fábio de Melo para dar um “reforço” a Huck
Enviado por alexandre em 04/10/2021 13:57:31

Emissora está reformulando o Domingão com Huck para 2022

Fábio de Melo ganhará um quadro fixo no programa de Luciano Huck Foto: Reprodução

Fábio de Melo é o mais novo contratado da Globo. De acordo com informações do Notícias da TV, o padre irá atuar como repórter especial no Domingão com Huck, estrelando um quadro que deverá se chamar Fé na Estrada.

No respectivo quadro, Fábio viajará pelo Brasil contando histórias de fé e boas ações. O roteiro está sendo escrito por Luciano Huck a partir de histórias pesquisadas por uma equipe montada especialmente para a atração.

Leia também1 Em nova gafe, Globo troca Huck por Faustão no fim do Domingão
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Huck e Fábio são grandes amigos, e, em abril deste ano, o religioso ficou entre os assuntos mais comentados da web ao revelar que o apresentador se encarregou de todas as burocracias para o enterro de sua mãe, Ana Maria de Melo Silva, que faleceu em março, em decorrência das complicações da Covid-19.

– Meu irmão querido, nunca poderei esquecer aquela cena… Você entrando no quarto, me abraçando e dizendo: “Chora tudo o que você precisa”. Eu chorei – escreveu o padre na época em rede social.

O novo Domingão com Huck ainda está sendo formatado. A atração estreou de forma “apressada” devido a Fausto Silva ter assinado com a Band em abril. Por isso, o programa entrou no ar com quadros que deveriam ser apresentados por Faustão, como o Show dos Famosos, ou que comporiam o Caldeirão do Huck até dezembro, como o Quem Quer Ser Um Milionário?

A Globo vem fazendo pesquisas de tendências e formatos, além de sondar produtoras independentes para renovar o formato. Padre Fábio de Melo foi o primeiro reforço confirmado.

Mais Notícias : Pílula contra a covid do laboratório Merck reduz risco de morte em 50%, diz estudo
Enviado por alexandre em 02/10/2021 21:22:53


Molnupuravir é a mais nova esperança no tratamento contra a covid (Foto Divulgação)

A fabricante de medicamentos Merck anunciou nesta sexta-feira (1) que a pílula produzida por eles reduz o risco de mortes e hospitalizações por covid-19. O medicamento seria mais uma arma na luta contra o vírus.

A Merck vai enviar os resultados do estudo feito com o medicamento experimental molnupiravir para o US Food and Drug Administration (FDA), que deve dar um parecer nas próximas semanas.

Se autorizada a pílula seria a primeira medicação oral para o combate ao vírus da coronavírus.

Rivais como a Pfizer e o grupo farmacêutico suíço Roche Holding estão correndo para desenvolver uma pílula antiviral fácil de ministrar para a Covid-19, mas até agora apenas coquetéis de anticorpos — que precisam ser aplicados de forma intravenosa — foram aprovados para o tratamento de pacientes não hospitalizados de covid-19.

“Tratamentos antivirais que possam ser feitos em casa para manter as pessoas portadoras de Covid-19 fora dos hospitais são extremamente necessários”, afirmou Wendy Holman, presidente-executiva da Ridgeback, laboratório parceiro no estudo.

No teste, que envolveu pacientes de todo o mundo, o molnupiravir foi usado a intervalos de 12 horas por cinco dias.

O estudo envolveu pacientes com covid-19 entre amena e moderada confirmada em exames de laboratório, que apresentavam sintomas havia no máximo cinco dias. Todos os pacientes tinham pelo menos um fator de risco associado a desfechos negativos para a doença, como obesidade ou idade mais elevada. (Com informações da Reuters)

Mais Notícias : Estudo encontra vírus semelhantes ao da Covid e sugere origem natural da doença
Enviado por alexandre em 01/10/2021 09:35:24

Estudos com morcegos na China e no Laos mostram que eles carregam vírus mais de 95% idênticos ao SARS-CoV-2, o que sugere a origem do novo coronavírus

Os pesquisadores encontraram vírus que são mais de 95% idênticos ao SARS-CoV-2 em três espécies de morcegos ferradura (Rhinolophus)
Os pesquisadores encontraram vírus que são mais de 95% idênticos ao SARS-CoV-2 em três espécies de morcegos ferradura (Rhinolophus) Foto: Reprodução

Camila Neumamda CNN

em São Paulo

Cientistas descobriram três vírus em morcegos no Laos que são mais semelhantes ao SARS-CoV-2 do que qualquer vírus conhecido.

Os pesquisadores dizem que partes de seu código genético reforçam as afirmações de que o vírus da Covid-19 tem uma origem natural, o que refutaria a suspeita de que o novo coronavírus foi criado em laboratório.

Por outro lado, a descoberta também aumenta o temor de que existam outros vários coronavírus com potencial para infectar pessoas.

Para se chegar a essa descoberta, Marc Eloit, virologista do Instituto Pasteur em Paris e seus colegas na França e no Laos, coletaram amostras de saliva, fezes e urina de 645 morcegos em cavernas no norte do país asiático.

Em três espécies de morcegos ferradura (Rhinolophus), eles encontraram vírus que são mais de 95% idênticos ao SARS-CoV-2, que eles chamaram de BANAL-52, BANAL-103 e BANAL-236.

Os resultados do estudo, ainda não revisado por pares, foram publicados na Research Square.

Vírus teria origem natural

Para os pesquisadores a descoberta preocupa porque se descobriu que os novos vírus contêm domínios de ligação ao receptor que são quase idênticos aos do SARS-CoV-2 e, portanto, podem infectar células humanas. O domínio de ligação ao receptor permite que o SARS-CoV-2 se ligue a um receptor chamado ACE2 na superfície das células humanas.

“Quando o SARS-CoV-2 foi sequenciado pela primeira vez, o domínio de ligação ao receptor não se parecia com nada que tínhamos visto antes”, disse Edward Holmes, virologista da Universidade de Sydney, na Austrália, à Nature Magazine. Isso fez com que algumas pessoas especulassem que o vírus havia sido criado em um laboratório. Mas os vírus do Laos confirmam que essas partes do SARS-CoV-2 existem na natureza, argumentou o cientista.

“Estou mais convencido do que nunca de que o SARS-CoV-2 tem uma origem natural”, afirmou Linfa Wang, virologista da Duke – NUS Medical School em Cingapura, para a mesma publicação.

Junto com parentes do SARS-CoV-2 descobertos na Tailândia, Camboja e Yunnan, no sul da China, o estudo demonstra que o sudeste da Ásia é um “hotspot de diversidade para vírus relacionados ao SARS-CoV-2”, apontou Alice Latinne, bióloga evolucionista na Wildlife Conservation Society Vietnam em Hanói, à Nature Magazine

Em uma etapa extra em seu estudo, Eloit e equipe mostraram em laboratório que os domínios de ligação ao receptor desses vírus poderiam se ligar ao receptor ACE2 em células humanas de forma tão eficiente quanto algumas variantes iniciais do SARS-CoV-2.

Os pesquisadores também passaram a cultivar o BANAL-236 em células humanas em laboratório para estudar o quão patogênico o vírus é em modelos animais.

Parentes do coronavírus

No ano passado, os pesquisadores descreveram outro parente próximo do SARS-CoV-2, chamado RaTG13, que foi encontrado em morcegos em Yunnan, na China. Ele é 96,1% idêntico ao SARS-CoV-2 em geral, e os dois vírus provavelmente compartilharam um ancestral comum há 40-70 anos, segundo os pesquisadores.

O BANAL-52 é 96,8% idêntico ao SARS-CoV-2, diz Eloit — e todos os três vírus recém-descobertos têm seções individuais que são mais semelhantes às seções do SARS-CoV-2 do que qualquer outro vírus.

O estudo do Laos oferece uma visão sobre as origens da pandemia, mas ainda faltam dados que comprovem que têm a mesma origem, dizem os pesquisadores. Por exemplo, os vírus do Laos não contêm o chamado local de clivagem da proteína spike, que auxilia ainda mais na entrada do SARS-CoV-2 e de outros coronavírus nas células humanas.

O estudo também não esclarece como um progenitor do vírus pode ter viajado para Wuhan, na China central, onde os primeiros casos conhecidos de Covid-19 foram identificados — ou se o vírus pegou uma carona em um animal intermediário.

As respostas podem vir da amostragem de mais morcegos e outros animais selvagens no sudeste da Ásia, o que muitos grupos de pesquisadores já estão fazendo.

Outra pré-impressão, também postada no Research Square e ainda não revisada por pares, lança luz sobre o trabalho em andamento na China.

Um outro estudo, em pré-print e sem revisão por pares, estudou uma amostragem com cerca de 13 mil morcegos entre 2016 e 2021 em toda a China. Mas eles não encontraram nenhum parente próximo do SARS-CoV-2 e concluíram que eles são “extremamente raros em morcegos na China”. Mas a informação foi contestada pelos cientistas que estudam os morcegos no país.

“Discordo veementemente da sugestão de que parentes do SARS-CoV-2 possam não estar circulando em morcegos chineses, pois esses vírus já foram descritos em Yunnan”, disse Holmes, da Universidade de Sydney.


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