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Mais Notícias : Após perder o Coaf, Moro falta responder se fica ou não
Enviado por alexandre em 10/05/2019 08:25:19

Após perder o Coaf, Moro falta responder se fica ou não

O comando do Coaf, que controla as atividades financeiras do país, foi uma das condições colocadas por Sergio Moro a Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça.

Questionado, via assessoria, se poderia deixar o cargo caso o órgão volte para o Ministério da Fazenda, Moro não respondeu até o fechamento da coluna.

Já o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, começará nos próximos dias a reestruturar o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima, coordenado hoje pelo ambientalista Alfredo Sirkis. (Mônica Bergamo – Folha de S.Paulo)



Moro derrotado

A comissão mista que analisa a reforma administrativa do presidente Jair Bolsonaro (PSL) aprovou, ontem, o destaque que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) da pasta da Justiça para retornar ao Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. Foi uma derrota para o ministro Sergio Moro, que passou os últimos dias em reuniões com parlamentares para manter o controle do Coaf. Vários parlamentares citaram Moro em seus discursos, ressaltando o empenho do ministro.

“O ministro Sergio Moro deveria fazer a articulação política do governo, porque ele virou uns dez votos aqui nessa comissão. Mas a mim ele não convenceu”, disse Elmar Nascimento (DEM-BA). “Tivemos uma boa conversa, mas eu expliquei a ele que seria uma decisão partidária”, completou Camilo Capiberibe (PSB-AP). Foram catorze votos “Sim” e onze “Não”. Uma abstenção.

Parlamentares do Centrão e da oposição se juntaram para tirar o Coaf das mãos de Moro e se articularam para impor uma derrota ao governo. Assinaram o requerimento que devolve o órgão para o Ministério da Economia líderes de PT, PRB, PTB, PP, MDB, Pode, PSC, DEM, PR, Solidariedade e Patriotas. O ministro da Justiça e Segurança Pública já disse mais de uma vez que deseja que o Coaf permaneça sob sua pasta.

Na última semana, afirmou que o conselho estava “esquecido” no Ministério da Fazenda e garantiu que o ministro Paulo Guedes, da Economia, não quer o Coaf.  “Guedes não quer o Coaf, ele tem uma série de preocupações, tem a reforma da Previdência. A tendência lá é ele (Coaf) ficar esquecido e na Justiça temos ele como essencial”, disse. Se Moro tivesse dignidade entregaria o cargo. Sem o Coaf, órgão que controla a movimentação de contas e combate à lavagem de dinheiro seu poder sofre um tremendo abalo.

Moro já errou, aliás, ao aceitar o convite de Bolsonaro. Como juiz que mandou Lula para o xadrez, era tratado e revenerado como herói nacional. Agora, virou subalterno de um desgoverno. Bolsonaro parece uma batata tonta, se elegeu na onda antipetista, revela despreparo e desconhece a chamada liturgia do cargo.

Bezerra sai arranhado – A comissão de deputados e senadores também aprovou a transferência da demarcação de terras indígenas para a Fundação Nacional do Índio (Funai), órgão que pelo relatório do senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) volta ao Ministério da Justiça e Segurança Pública, pasta comandada por Sergio Moro. A mudança foi aprovada por 15 votos a 9.O relator, porém, havia proposto que a demarcação continuasse com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), vinculado ao Ministério da Economia, o que foi rejeitado pelo colegiado. O relatório também precisa passar pelos plenários da Câmara e do Senado.



Pesquisa: desempenho do governo caindo mais

Nova rodada de pesquisa da XP Investimentos dá sinais de que a avaliação do governo segue em declínio.

O percentual que vê a gestão Bolsonaro como boa ou ótima ficou estável (35%), mas o índice dos que a classificam como ruim ou péssima oscilou quatro pontos, de 26% para 31%, de abril para cá.

A nota dos integrantes do governo que foram avaliados caiu –inclusive a de Sergio Moro, de 7,3 em janeiro para 6,5. A do presidente recuou de 6,7 para 5,7. Há só uma exceção: Hamilton Mourão. Tinha 5,5 e agora tem 5,6. (Daniela Lima – FSP)

Mais Notícias : Guru Bolsonaro deu um tiro no pé
Enviado por alexandre em 09/05/2019 08:20:47

Guru Bolsonaro deu um tiro no pé

O ex-comandante do Exército chamou para si a defesa dos militares e o embate com Olavo de Carvalho. Assessor especial do GSI, o general postou foto ao lado de Santos Cruz, nesta quarta. Um deputado da oposição viu a imagem e disse: “O guru do Bolsonaro deu um tiro no pé”.

Deputados articulam derrubar na Câmara a condecoraçãoconcedida por Bolsonaro a Olavo de Carvalho.

A líder do governo no Congresso, Joice Hasselmann (PSL-SP), diz que vai colocar Villas Bôas e Olavo de Carvalho em contato nesta quinta (9). “Passou da hora de pacificar. Olavo e os militares são muito importantes para o governo. Ninguém ganha com essa briga”, afirma.  (Daniela Lima – Folha)



Porta-voz rouco

O papel do porta-voz, general Otávio Rêgo Barros, também pode ser reduzido .

Estuda-se algo mais burocrático, diminuindo as atribuições que ele tem hoje e são típicas de um secretário de imprensa.

Já a passagem do general Villas Bôas pelo Congresso, nesta quarta (8), foi marcada por atos de desagravo.

Além do ministro Sergio Moro (Justiça), parlamentares de diversas siglas fizeram questão de dirigir deferências a ele.(Painel – Folha)



Cidades: centro e centro-direita insatisfeitos

Presidentes de siglas de centro e centro-direita dizem que a decisão de Bolsonaro de recriar o Ministério das Cidades e entregar a articulação política ao Congresso melhora a relação, “mas não resolve”. “É só o começo do processo”, adverte um deles.

Esses dirigentes dizem que “até que se conclua a reforma da Previdência, o presidente vai perceber que um ministério só não atende a quatro ou cinco partidos”.

O Planalto de fato avisou que Bolsonaro não topa desalojar o ministro Gustavo Canuto quando o Ministério do Desenvolvimento Regional for diluído. Já o nome de Alexandre Baldy (PP-GO) para o de Cidades foi chancelado pelo presidente. 

Mas o governo apresentou um pacote completo aos dirigentes partidários. A Casa Civil abriu programas em seis ministérios —Educação, Saúde, Agricultura, Cidades, Integração Nacional e Cidadania— para escoar verbas demandadas por políticos.   (Folha)

Mais Notícias : Palavra de Bolsonaro não vale nada
Enviado por alexandre em 08/05/2019 08:02:49

Palavra de Bolsonaro não vale nada

Mais uma promessa de campanha do presidente Bolsonaro subiu no telhado: a redução do número de ministérios pela metade. Ontem, após reunião com o ministro da Economia, Paulo Guedes, o líder do Governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB), anunciou que o Ministério do Desenvolvimento Regional será dividido em dois e serão recriados os ministérios das Cidades e da Integração Nacional.

O Governo já tem 22 ministérios, sete a mais do que o prometido inicialmente pelo presidente. Dezesseis pastas ficam na Esplanada, quatro no Palácio do Planalto e outros dois são transitórios. A Advocacia-Geral da União (AGU) e o Banco Central (BC), mais na frente, devem perder o status após mudanças legislativas. Ao fundir ministérios, a intenção anunciada pelo presidente foi reduzir custos.

Em alguns casos, porém, a unificação redundou em perda de protagonismo. Na pré-campanha, Bolsonaro disse que transformaria o Ministério da Cultura em uma secretaria, porque a pasta seria “apenas centro de negociações da Lei Rouanet”. A Cultura acabou sendo integrada ao Desenvolvimento Social e a Esportes no novo Ministério da Cidadania.

A escalação do Ministério foi marcada por idas e vindas e indefinições quanto ao novo organograma. O destino da Fundação Nacional do Índio (Funai), por exemplo, foi um impasse. Alvo de críticas de Bolsonaro e área constante de entraves que costumam resultar em protestos, a fundação virou pivô de um jogo de empurra. Atualmente ligada ao Ministério da Justiça, a Funai esteve cotada para ser transferida para as pastas da Cidadania, da Agricultura e acabou nos Direitos Humanos.

A articulação política, por sua vez, foi disputada entre a área militar e o futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, que ganhou a disputa. Com o aumento de pastas, o Governo, na verdade, se rende à velha política de loteamento de cargos para tentar aprovar a reforma da Previdência que tramita na Comissão Especial da Câmara dos Deputados. O Centrão, o MDB e PP estão travando uma batalha no Congresso pelo arrebate dos novos ministérios.

O nó do COAF – Integração Nacional e Cidades tinham sido extintos na reestruturação feita pelo governo Jair Bolsonaro, que reduziu de 29 para 22 o número de ministérios. Parlamentares de partidos como MDB, DEM e do bloco chamado "Centrão" estavam pressionando o Planalto pelo aumento do número de ministérios a fim de atender às demandas por indicações políticas. Em troca, o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) permaneceria subordinado ao Ministério da Justiça e Segurança, de Sérgio Moro – grupos de parlamentares pretendiam que o órgão fosse para o Ministério da Economia. Não é certo, entretanto, que o órgão permaneça com Moro porque depende de votação no plenário da Câmara e Senado.


Militares vão perder?

Aviso aos navegantes militares: Olavo Bolsonaro não vai perder

Helena Chagas

Dificilmente esse jogo terminará num empate, ou seja, numa composição, ou acomodação, duradoura entre os militares e os olavistas no governo Bolsonaro. Afinal, é uma briga desigual, na qual, por incrível que pareça, as Forças Armadas perdem para o guru Olavo de Carvalho – cujo outro nome é Eduardo Flavio Carlos de Carvalho, ou Olavo Bolsonaro. O presidente da República mostrou que está com os filhos e não abre.

Ontem, depois do twitter do ex-comandante do Exército Eduardo Villas Boas, uma espécie de aviso de que os militares têm limites para o desrespeito, o navegante Bolsonaro deu declarações contemporizadoras. Mas não duraram uma noite.

Já de manhãzinha, lá estava o presidente postando no Twitter  que continua “admirando o Olavo”, chamando-o de “ícone”  e repetindo que sua obra colaborou muito para que ele chegasse ao governo. Mesmo depois de o guru ter tuitado novas mensagens grosseiras contra os militares, fazendo alusão inclusive à doença que prende hoje Villas Boas a uma cadeira de rodas.

E assim as coisas devem prosseguir. Bolsonaro vai e vem, dá declarações apaziguadoras e depois assina embaixo das ofensas de Olavo. Não vai mudar, porque Olavo é seu filho, ou seus filhos…

Os militares estão perdendo a parada, e é grande a apreensão no meio político. Irá Santos Cruz tolerar os xingamentos diários? Vai aceitar perder a Secom, como quer a ala olavista, e ficar na Secretaria de Governo? E a guerra na Apex, cujo último movimento foi a demissão dos olavistas pelo Almirante Segovia? Isso não vai ficar assim.

Todo mundo se indaga o que os militares vão fazer. Continuar no governo sendo desmoralizados um dia sim, outro também? Sair do governo, o que seria um desastre maior ainda, de consequências imprevisíveis? Não ficar nem sair, deixando a decisão a cargo de cada um, mas arcar com o ônus de um fracasso do governo, desgaste que recairia sobre as Forças Armadas?

Ninguém sabe responder isso hoje, e cresce a sensação de que não há solução confortável à vista para esse impasse. Só a desconfiança de que não haverá desfecho bom, e mais perguntas.

Uma delas é o que acontecerá com o governo e sua capacidade de criar crises – e nunca soluções – quando a conjuntura das ruas, até agora favorável a Bolsonaro, mudar? Isso pode estar mais próximo do que se pensava, se levarmos em conta as manifestações de estudantes do início desta semana.


Novos ministérios: saíram a fórceps

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

O acordo entre governo e presidentes da Câmara e do Senado para o desmembramento do Ministério do Desenvolvimento Regional em duas pastas, Cidades e Integração Nacional, começou a ser costurado pelos relator da MP 870, Fernando Bezerra, no domingo, e foi selado na manhã de ontem, em reunião entre Jair BolsonaroDavi Alcolumbre e Rodrigo Maia.

Além de ter sinalizado sinergia e celeridade, algo raro até agora na gestão Bolsonaro, ele é uma demonstração do Planalto de que começa a jogar o jogo da chamada política tradicional.

No início, Jair Bolsonaro demonstrou resistência à recriação dos ministérios. Onyx Lorenzoni ajudou a dobrá-lo.

Líderes no Congresso ainda estão ressabiados, apesar da sinalização positiva do Planalto. Acham que até agora só os presidentes das Casas foram contemplados.

A MP recebeu mais de 500 emendas e muitas queriam recriar pastas, como Cultura e Esporte. Davi Alcolumbre, aliás, sempre disse ser favorável à volta de Cidades. Foi uma contenção de danos diante de derrota iminente.

Mais Notícias : Carlos Bolsonaro se vangloria por ataques a Santos Cruz
Enviado por alexandre em 07/05/2019 08:32:31


A um interlocutor, o filho do presidente disse ter 'explodido' o ministro

Jussara Soares e Gustavo Maia - O Globo

O vereador Carlos Bolsonaro (PSC-RJ)tem se vangloriado a aliados de atuar diretamente no processo de "fritura" do ministro Carlos Alberto dos Santos Cruz, chefe da Secretaria de Governo (Segov), que se tornou alvo de um ataque virtual nos últimos dias. A um interlocutor, o filho do presidente Jair Bolsonaro disse ter "explodido" o ministro, referindo-se a uma publicação na semana passada no Twitter no qual criticou a comunicação do Palácio do Planalto , área subordinada à pasta de Santos Cruz.

Em outra conversa, Carlos, que é alinhado ao ideólogo de direita Olavo de Carvalho, disse não se importar com a opinião de integrantes do Executivo, que o criticam por desencadear crises no governo. Ele se defende afirmando que está "fazendo o que é certo", sairá limpo deste processo e conta com o apoio da militância bolsonarista. Procurado para comentar, o vereador não respondeu.

Nessa segunda-feira, a ala militar reagiu. O ex-comandante do Exército, general Villas Bôas, atacou Olavo de Carvalho diretamente. E com o comando da Agência de Promoção de Exportações tendo caído nas mãos dos militares foram exonerados dois diretores ligados ao ideólogo. O presidente, por sua vez, minimizou os conflitos internos e disse que são todos de um time só.




Resposta de general traça a linha amarela

Coluna do Estadão – Alberto Bombig

A reação do general Villas Bôas aos comentários de Olavo Carvalho veio após se consolidar na caserna a avaliação de que Jair Bolsonaro tem concedido um tratamento ao ministro e também general Santos Cruz em muito semelhante ao dispensado a Gustavo Bebianno, demitido da Secretaria de Governo pelo presidente ainda em fevereiro.

O tranco público de Villas Bôas no escritor foi entendido ainda como uma linha amarela assinalando o limite entre o que é aceitável e o que é inadmissível na relação entre os núcleos de poder do Planalto.

Tradução. Quem conhece Villas Bôas comparou o episódio ao tuíte dele na véspera do julgamento do habeas corpus de Lula no STF, quando ele disse que o Exército se mantinha “atento às suas missões institucionais”. Falou o que estava entalado nos quartéis.

Bolsonaro prometeu à bancada da bala que editará a MP do recadastramento de armas ainda no primeiro semestre. Hoje deve assinar decreto que permite atiradores esportivos a andar com o artefato municiado.
Acabou… O entrevero domingo na convenção PSDB-SP (porque um grupo queria impedir a votação da ala Mulher do partido) acabou em representação na Comissão de Ética e até em boletim de ocorrência.


Farinha pouca: corrida dos governadores ao cofre

A expectativa de que o governo apresente ainda nesta semana o chamado “plano Mansueto”, que vai avalizar financiamentos para os estados, provocou uma corrida informal entre governadores

Eles querem entrar logo na fila de autorizações para empréstimos.

Meu pirão primeiro - Como o governo federal avisou que só poderá avalizar R$ 10 bilhões por ano, há o temor de que a verba acabe antes de atender a todo mundo que precisa.

Enquanto isso, deputados do PSL que estão na comissão especial da reforma da Previdência dizem que até agora não receberam qualquer orientação do Planalto ou do líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), sobre como conduzir a ida do ministro Paulo Guedes (Economia) ao colegiado nesta quarta (8). (Folha Painel)

Mais Notícias : Ataque de Bolsonaro a general: menos poder a militares
Enviado por alexandre em 06/05/2019 08:16:50

Ataque de Bolsonaro a general: menos poder a militares

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Ataque indireto de Bolsonaro a Santos Cruz inflama ala do governo que quer reduzir poder dos militares

Daniela Lima – Painel – Folha de S.Paulo

Quem precisa de inimigo? - Ao desautorizar indiretamente em seu Twitter uma fala do ministro Santos Cruz (Secretaria de Governo), Jair Bolsonaro inflamou a ala que age para reduzir o espaço dos militares em sua gestão. O texto do presidente foi distribuído por simpatizantes de Olavo de Carvalho que pedem a demissão do general. A reação dos fardados veio num lamento: “Não é construtivo para ninguém. É tudo que a esquerda deseja, nossa desunião e o desajuste de ideias”, resumiu um dos que atuam no Planalto.

O estopim para a farpa lançada pelo  presidente contra o ministro foi uma entrevista concedida por Santos Cruz à jornalista Vera Magalhães há um mês. Na ocasião, ele fez um chamado ao comedimento nas redes e disse que seu uso deveria ser “disciplinado” para evitar distorções do debate por extremistas.

O general mencionou na entrevista uma “melhoria” da legislação, sem falar em regulamentação, mas o uso da palavra “disciplinado” foi pinçado por integrantes do governo, provocando a reação de Bolsonaro. 

Trecho da fala de Santos Cruz foi distribuído em grupos de WhatsApp por simpatizantes de Olavo de Carvalho na manhã deste domingo (5). Depois, no início da tarde, a resposta em que o presidente rechaçou qualquer regulação de mídias foi anexada aos destinatários para que não restasse dúvida sobre seu alvo.

Santos Cruz atua em duas pontas sensíveis do governo: a articulação política e a publicidade. Há tempos sua atuação é questionada por olavistas que veem nele um entrave a manifestações mais incisivas de Bolsonaro nas redes. 

Jogada casada - Mais recentemente, integrantes da equipe econômica e outros técnicos reclamaram da mão firme com que o general  segura a publicidade. Nas redes bolsonaristas, a campanha “Carlos Bolsonaro ministro” foi acoplada aos ataques a Santos Cruz.



Novo pacto federativo de Bolsonaro vai ao Senado

O governo e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), fazem os últimos ajustes no pacote de medidas que vai formar o chamado “novo pacto federativo” para mostrá-lo a governadores em reunião na quarta (8). Hoje, o conjunto de medidas prevê a apresentação de três projetos de lei complementar que dariam mais recursos aos estados. O socorro aos governadores virá acompanhado de pedido de apoio explícito de todos eles à reforma da Previdência. 

Com mudanças, as novas regras de aposentadoria já teriam cerca de 270 votos na Câmara. A equipe econômica crê que cada governador conseguiria agregar de dois a três votos a favor da medida. O pacote pró-estados será apresentado pelo senador  Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Dividir e conquistar - Os projetos que compõem o pacto preveem: 1) partilha de ao menos 20% da cessão onerosa do pré-sal; 2) divisão do fundo social das reservas para gastos com saúde e educação; e 3) o chamado plano Mansueto, que define novos critérios para os estados conseguirem financiamento. (Painel – Folha de S.Paulo)



Ex-embaixador quer sair do país. Síndrome dos “zucas”

Ascânio Seleme – O Globo

O embaixador Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa dos governos Lula e Dilma, respectivamente, quer deixar o Brasil. Já disse a amigos que não suporta acompanhar tão de perto os muitos equívocos da nova administração. O que mais irrita Amorim é o “messianismo” que tomou conta do Itamaraty. Na sua época era diferente, garante Amorim, apesar do conhecido xiitismo do seu secretário-geral, Samuel Pinheiro Guimarães.

A CASA DOS ZUCAS

Se Celso Amorim for para Portugal, poderá morar num dos muitos imóveis que estão sendo construídos ou reformados para brasileiros em Lisboa e outras cidades portuguesas. Para atender nossos patrícios, esses imóveis estão ganhando um cômodo extra, o quarto de empregada. A novidade que espanta os lusitanos já foi vista há alguns anos em Miami, quando a cidade americana virou o principal destino dos brazucas que “fugiam” do Brasil por causa dos

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