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Mais Notícias : Aliados dão corda e Temer se enforca sozinho
Enviado por alexandre em 23/05/2017 08:29:17

Aliados dão corda e Temer se enforca sozinho

Postado por Magno Martins

Josias de Souza

Michel Temer não precisa mais de acusadores. O presidente se tornou um caso raro de autoincriminação. Ele se complica cada vez que tenta se defender. Espremendo-se tudo o que disse em pronunciamentos e entrevistas, Temer produziu as seguintes evidências contra si mesmo: admitiu o diálogo com Joesley Batista, que ele próprio diz ser um empresário desqualificado. Validou trechos vexatórios da conversa gravada pelo pilantra. Entre eles o pedaço do áudio que trata de Eduardo Cunha e da compra de um procurador e de juízes. Temer confirmou ter indicado como seu interlocutor um deputado que depois seria filmado recebendo mala de propina: R$ 500 mil.

Temer também declarou que recebeu o delator Joesley por “ingenuidade”. Afirmou que “não sabia” que o amigo era investigado. Disse que o ex-assessor pilhado com a mala de R$ 500 mil tem “boa índole, muito boa índole”. Já que não pode mais realizar os seus sonhos, Temer tenta pelo menos impedir a realização do pesadelo do surgimento de um novo delator.

Por tudo isso, Temer tornou-se um presidente precário. Até a semana passada, sua prioridade era salvar o país, aprovando reformas no Congresso. Hoje, seu objetivo estratégico é salvar o próprio pescoço. Enquanto tenta desqualificar no STF a delação do corrupto que recebeu com toda fidalguia, Temer pede aos aliados que retomem as votações no Congresso. Os partidos dão corda ao presidente. E vão esboçando um Plano B à medida em que ele se enforca.

Mais Notícias : Se quiserem me derrubem, desafia Temer
Enviado por alexandre em 22/05/2017 08:40:52

Se quiserem me derrubem, desafia Temer

Postado por Magno Martins

Gravado por Joesley Batista avalizando o pagamento pelo silêncio de Eduardo Cunha, Michel Temer nega o óbvio: que a crise se instalou em seu governo.

Em entrevista a Fabio Zanini, Daniela Lima e Marina Dias na Folha de S.Paulo, o peemedebista, rejeitado por 92% dos brasileiros, desafia a população e diz que não sai do cargo.

"Agora, mantenho a serenidade, especialmente na medida em que eu disse: eu não vou renunciar. Se quiserem, me derrubem, porque, se eu renuncio, é uma declaração de culpa."

Temer disse que desconhecia que o empresário Joesley Batista estivesse sendo investigado.

Apesar das várias décadas de articulação política, ele diz que agiu com ingenuidade ao receber Joesley na residência oficial, tarde da noite, e sem registro público da agenda, como manda a lei.

"Ingenuidade. Fui ingênuo ao receber uma pessoa naquele momento."

Temer demonstrou ainda que tem o PSDB como refém. Questionado sobre até quando dura o apoio dos tucanos, ele não titubeou: "Até 31/12 de 2018."

Sobre Rodrigo Rocha Loures, flagrado recebendo uma mala de R$ 500 mil em nome dele, Temer avaliou que ele é de "boa índole"

"Ele é um homem, coitado, ele é de boa índole, de muito boa índole. Eu o conheci como deputado, depois foi para o meu gabinete na Vice-Presidência, depois me acompanhou na Presidência, mas um homem de muito boa índole."

Quanto custou aos caciques não trocar Dilma por Aécio

Postado por Magno Martins

2014: quanto receberam caciques do PMDB para não trocarem Dilma por Aécio

Delator da JBS deu à Lava Jato detalhes e provas da divisão dos R$ 43 milhões pagos aos senadores Renan Calheiros, Jader Barbalho, Eunício Oliveira, Valdir Raupp, Eduardo Braga e Vital do Rego, a pedido de Mantega, da 'conta-corrente' do PT, para comprar apoio à reeleição

O Estado de S.Paulo - Ricardo Brandt, Julia Affonso e Leonêncio Nossa

O executivo da JBS que era responsável pelos pagamentos para políticos, Ricardo Saud, entregou em sua delação premiada com a Operação Lava Jato um roteiro dos pagamentos do grupo ao PMDB, em 2014, para evitar a debandada da bancada de apoio ao governo Dilma Rousseff (PT), para o candidato da oposição Aécio Neves (PSDB).

Em depoimento à Procuradoria-Geral da República (PGR), o delator relatou que a JBS teria acertado com o então ministro da Fazenda, Guido Mantega, os repasses de R$ 43 milhões de “‘propinas dissimuladas” aos “coringas” do PMDB no Senado.

O objetivo, segundo o delator, era abafar uma rebelião deles contra a candidatura à vice-presidência de Michel Temer na chapa de Dilma. Saud contou que Temer, ao saber do acordo feito sem sua autorização, teria ficado “indignado” e acabou recebendo outros

O Brazil endoidou

Postado por Magno Martins

Red Bull – O touro vermelho te dá asas! Em seus sermões do alto das montanhas da Jaqueira, o Profeta Adalbertovsky afirma que nosso País endoidou e está invocado com a nova onda dos touros safadões e dos sapos vermelhos que anunciam o apocalipse para promover a venezualização do Brazil. “Que onda é essa, esses bichos decidem os destinos do nosso País!? Comandam as decisões do Congresso Nacional, do Supremo Tribunal de Justiça?! Da massa de bovinos de 200 milhões de brasileiros?!

“Logo agora, que começa a haver um refrigério na economia! Justo quando começamos a fazer a travessia do mar vermelho da recessão, os indicadores macroeconômicos da inflação e recuperação de empregos entravam em curva ascendente!

“Nem tudo são flores, mas nem tudo são as “flores do mal” de Baudelaire. Lembrai-vos da ameaça do profeta do caos: “Eles não sabem do que a gente somos capazes!” O conselheiro Aloísio Costa Rego, da Alameda Rosa e Silva, do empresarial ETC et Orbi, sugere uma receita de transição, para que o presidente Temer faça um pacto com o Congresso Nacional implante as reformas trabalhista e da Previdência e pacifique a Nação.

“É tudo tão estranho! Odebrecht deu bobeira e entrou em cana. O touro vermelho da Friboi abocanhou bilhões do BNDES, subornou e corrompeu até a mãe de pantanha, armou uma arapuca contra o presidente da República e desafiou os poderes constituídos, e foi tirar uma onda de bacana em Nova York. O Brazil endoidou. Esquerda, volver! Direita, volver! A conspiração dos sapos e dos touros vermelhos anestesiou a opinião pública bovina”. A crônica animalesca do Profeta Adalbertovsky está publicada na íntegra no menu Opinião.

Mais Notícias : Dilma: ante escalada da crise, prega eleição direta
Enviado por alexandre em 22/05/2017 08:38:55

Dilma: ante escalada da crise, prega eleição direta



A ex-presidente Dilma Rousseff não externou revanchismo ou deleite ao assistir à deterioração da governabilidade de Michel Temer, homem que a sucedeu no Palácio do Planalto após o impeachment e a quem credita boa parte da responsabilidade pelo “golpe” que julga ter sofrido. Com quem conversou, Dilma, em tom grave, manifestou preocupação com a escalada da crise política no país. “Tudo isso é muito ruim”, disse a um interlocutor. “Olha o que eles fizeram com o Brasil.”

Dilma ficou especialmente assustada com os termos da conversa entre Temer e Joesley Batista, da JBS. Aliados contam que a petista se espantou com a tranquilidade com que o empresário narrou crimes diante do presidente.

Com o agravamento da crise política, Dilma decidiu suspender viagem que faria esta semana para a Inglaterra. Ela prega a convocação de eleições diretas. (Painel - Daniela Lima, FSP)

Decisão da OAB agrava situação política de Temer

Postado por Magno Martins

A decisão da OAB de pedir o impeachment de Temer agravou a situação política do presidente, admitem aliados. Advogado do peemedebista, Gustavo Guedes criticou a velocidade com que a entidade tomou a decisão.

“Foram três dias desde a revelação dos fatos, dois dias de formação da comissão, um dia para o relator elaborar seu voto e nenhum dia para a defesa do presidente”, disse Guedes.

Dividido, o PSDB vai aguardar alguns dias para decidir sobre possível desembarque do governo. Se deixar Temer, dirá que ele perdeu as condições de conduzir as reformas.

Interlocutores da JBS tentam rebater a versão de que os irmãos Batista estão se divertindo em Nova York após abrirem crise política no Brasil. Ressaltam que Wesley Batista não saiu do país desde a homologação da delação e que mantém expediente no escritório do grupo.

Quanto a Joesley, dizem que viajou para o exterior depois de receber ameaças diretas à sua família. O empresário passou três dias em Nova York, mas deixou a cidade há uma semana com filha, neto e outros parentes. (Painel - Folha de S.Paulo)

Bruno, o mais vacilante

O Governo Temer entra para a história como o que mais abriu espaços para Pernambuco. O Estado tem quatro ocupantes de cadeiras na Esplanada dos Ministérios: Educação, com Mendonça Filho; Defesa, entregue a Raul Jungmann; Minas e Energia, ao deputado Fernando Bezerra Coelho Filho; e, por fim, Cidades, comandado pelo tucano Bruno Araújo. Atuando hoje na política de São Paulo, Roberto Freire, que abandonou a Cultura na explosão da crise, poderia ser o quinto.

Como se comportam diante da maior crise da República dos últimos 30 anos? Embora já com sotaque e DNA paulista, Roberto Freire teve uma recaída de esquerdista e foi o primeiro a cair fora. Entregou o Ministério da Cultura antes mesmo de saber que diabos havia nos áudios gravados pelo moleque e pilantra do frigorífico JBS. O PPS de Roberto Freire sofre dificuldades de crescer porque não é imune a chiliques moralistas.

Antes de Roberto Freire jogar a toalha, o tucano Bruno Araújo se precipitou, não ouviu o PSDB e revelou que estava saindo no dia seguinte ao estouro da boiada. Voltou atrás, diferentemente de Freire. O que se diz em Brasília, entretanto, é que Araújo resolveu abandonar Temer, a quem vivia elogiando e servindo como ministro, porque é acusado pelo Ministério Público Federal. Seu inquérito, dentro da operação Lava-Jato, de corrupção ativa, passiva e lavagem de dinheiro, já foi aceito.

Dois delatores da Odebrecht deixaram claro que lhe repassaram dinheiro de caixa dois, mas que não houve contrapartida. “Bruno deveria ser mais cuidadoso e menos ligeiro nessas matérias. Se pensa em abandonar o Governo contribui para a sua reputação, está cometendo um erro adicional. Isso vale, aliás, para o conjunto dos tucanos”, escreveu em seu blog o jornalista Reinaldo Azevedo.

Fernando Filho não se manifestou até o momento. Como está em Minas e Energia por indicação da corrente minoritária do PSB, liderada pelo seu pai, o senador Fernando Bezerra Coelho, não depende da manifestação da executiva do seu partido, que em reunião, sábado passado, em Brasília, rompeu com o Governo. Na verdade, isso nem pode ser considerado um rompimento, porque 16 dos 30 deputados socialistas já vinham votando contra as reformas de Temer.

Por fim, restam Raul Jungmann e Mendonça Filho, que ocupam áreas poderosas e estratégicas do Governo. O primeiro, numa decisão corajosa e louvável, enfrentou o próprio partido, o PPS, mantendo-se no Governo. Deixar à deriva os comandos do Exército, da Marinha e da Aeronáutica, num momento em que se especula até a possibilidade de um golpe militar, seria uma tremenda covardia.

Mendonça Filho, por sua vez, se manteve no Governo, mas calado. Até que saia a manifestação pública do seu partido, o DEM, que estava com encontro agendado ontem em Brasília, não abriu o bico. Foi visto despachando normalmente no seu gabinete e há noticias de que agiu com absoluta firmeza e lealdade a Temer, diferentemente de Freire e Bruno Araújo.

ORDEM É VOTAR – Em reunião, ontem, no Palácio da Alvorada com os principais aliados, presidentes de partidos e líderes, o presidente Temer pediu que o Congresso retome, amanhã, a votação das medidas econômicas que estão pendentes, antes do julgamento de quarta-feira no Supremo Tribunal Federal que vai analisar a perícia nos áudios da JBS. A ideia de Temer é dar uma resposta nas votações para mostrar que seu trunfo ainda existe em meio à crise política: fazer o Congresso andar. Temer pediu a Maia que vote o PLC da convalidação dos incentivos fiscais e as MPs do Refis e do INSS. Em outra ponta, Temer avalia como retaliar a JBS economicamente. O presidente discutiu o assunto com auxiliares.

Temer continua– Do marqueteiro Marcelo Teixeira, da Makplan, ontem, em artigo neste blog: “A saída de Collor tinha uma grande articulação para Itamar. A de Dilma também para Temer. E, agora, para quem ser Presidente? Falar em Carmem Lúcia ou Gilmar é a prova da ausência de quadros políticos para a sucessão e ainda assim, um grande desconhecimento da Constituição. Eles não podem ser candidatos. Falar em diretas remete a mesma questão: e a Constituição? Trabalhei na campanha das "Diretas Já", num palanque cheio de lideranças, artistas e a imprensa presente contra a ditadura, as ruas cheias de entusiasmo. Diversos nomes de peso para a disputa da Presidência: Ulisses, Brizola, Covas e não passou no Congresso. Imagine agora, com que liderança? Temer continuará na Presidência da República, aprovará as reformas. Os Tribunais tanto o eleitoral como o da justiça preservarão o Brasil”.

TSE seria a saída – Aliados já avaliam que a solução de julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral pode ser a mais rápida para a crise política instalada no País diante dos sinais de resistência do presidente Michel Temer em renunciar, depois da divulgação do conteúdo da delação premiada dos donos da JBS. A percepção entre lideranças de partidos que dão sustentação ao governo é que, depois do pronunciamento de sábado, Temer transmitiu todos os sinais de que pretende resistir no cargo. Mas há o reconhecimento de que a fala do presidente não estancou a sangria.

OAB surpreende – O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse, ontem, que a decisão da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de protocolar na Câmara pedido de impeachment do presidente Michel Temer, diante da gravidade das delações da JBS, surpreendeu o Governo. “É algo que surpreende porque a OAB, tradicionalmente, é uma entidade que tem sido sustentáculo da institucionalidade e da legalidade no exercício do poder no Brasil”, afirmou. Na busca de um contraponto, o Palácio do Planalto também tenta arregimentar a adesão de outras entidades favoráveis à permanência do presidente. “Temos recebido muitos telefonemas de apoio de várias organizações da sociedade civil, especialmente empresariais”, acrescentou.

Em ação no Agreste– O mundo não acabou e a vida continua. Pensando assim, o deputado federal Zeca Cavalcanti (PTB) passou o fim de semana em articulações em suas bases políticas. Em Arcoverde, teve uma reunião com vereadores e agricultores sobre o perímetro irrigado de Itaparica, contando também com a participação da presidente da Codevasf, Kênia Marcelino, e o superintendente da 3ª Regional, Aurivalter Cordeiro. Em Garanhuns, esteve com a ex-candidata a prefeita de Terezinha, Nadir Ferro, e seu grupo político, quando acertou uma visita em breve ao município para uma reunião sobre as demandas mais urgentes do município.

CURTAS

EM PAULISTA– Enquanto o País atravessa uma profunda crise política, ética e financeira, em Paulista o prefeito Júnior Matuto (PSB) segue trabalhando normalmente e até entregando obras. Sábado passado, entregou as chaves de 196 apartamentos no Conjunto Habitacional Nossa Prata, em Maranguape II. “O País está parado, mas Paulista anda”, disse, em discurso para os familiares contemplados pelas habitações.

BRAGA SÁ– O procurador Braga Sá, embaixador de Caruaru no Recife, recebe mais uma justa homenagem: a medalha Eduardo Campos, em reconhecimento ao elevado espírito público prestado, através de apoios às causas da Defensoria Pública de Pernambuco. A solenidade está marcada para a próxima quinta-feira, às 19h30m, no Teatro Santa Isabel.

Perguntar não ofende: Teremos a semana mais quente de Brasília dos últimos anos?

Mais Notícias : Renan: "Se falar de propina comigo mando prender”
Enviado por alexandre em 22/05/2017 08:36:26

Renan: "Se falar de propina comigo mando prender”

Postado por Magno Martins

Senador diz que citação de delator a ele é 'fantasiosa", mas não perde a oportunidade de alfinetar novamente o presidente da República também citado

Veja Online - Guilherme Venaglia

Um dos muitos políticos citados na delação premiada do grupo JBS, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) não perdeu a oportunidade de mais uma vez se mostrar o aliado menos fiel do presidente Michel Temer (PMDB). Em nota enviada à imprensa, ele afirmou que, se Ricardo Saud “ou qualquer outro delator” lhe relatasse pagamentos de propina ou caixa 2, ele “mandaria prendê-lo”.

Ao falar sobre isso, o senador toca em um dos pontos mais sensíveis da crise política: o fato de uma gravação entregue por Joesley Batista à Procuradoria-Geral da República (PGR) mostrar o empresário relatar pagamentos de propina ao presidente, sem que este tenha reagido negativamente ou sequer informado às autoridades competentes. Michel Temer nega e justifica que apenas ouviu as “lamúrias” de um “fanfarrão” e que não acreditou que o empresário pudesse estar dizendo a verdade, ao explicar o porquê não o denunciou.

Mais Notícias : Gravações selam o obituário político de Aécio
Enviado por alexandre em 22/05/2017 08:34:51

Gravações selam o obituário político de Aécio

Postado por Magno Martins

Flagrado em negociações cabeludas, tucano perde o comando do partido, é afastado do mandato de senador e sela seu obituário político

Veja - Ana Clara Costa

Trinta e um meses transcorreram entre o dia em que Aécio Neves saiu consagrado com 51 milhões de votos da disputa perdida para Dilma Rousseff e a tarde em que, pela tela do ce­lular, enxergou o começo do seu fim. Ex-candidato à Presidência da República, governador de Minas duas vezes, ex-deputado federal e ex-secretário de Tancredo Neves, Aécio encerrou a pior semana de sua vida política na condição de senador afastado por ordem do Supremo Tribunal Federal, presidente de partido licenciado por seus pares, parlamentar ameaçado de ter o mandato cassado e cidadão impedido pela Justiça de deixar o país. Mais: teve o primo preso, viu a irmã sendo levada à cadeia e soube que ele próprio só não foi para trás das grades por obra e graça do sacrossanto foro privilegiado.

Ao determinar o afastamento de Aécio da atividade parlamentar, o ministro do STF Edson Fachin deixou claro que, se o tucano não fosse senador, ele deveria ser preso por tentar embaraçar a Lava-Jato. Escreveu Fachin: “Embora considere, como mencionado, imprescindível a decretação de sua prisão preventiva para garantir a ordem pública e instrução criminal, reconheço que o disposto da Constituição impõe, ao menos em juízo monocrático, necessidade de contenção”. Na visão do ministro, só o plenário da Corte poderia decretar a prisão do mineiro.

Desde o minuto em que soube das gravações até a noite de quinta-feira, Aécio alternou crises de choro, goles de uísque e conversas com advogados. Atendeu a poucas ligações e ignorou até mesmo telefonemas de assessores próximos. Recebeu em sua casa no Lago Sul apenas alguns senadores, como Tasso Jereissati (agora presidente interino do PSDB), e ministros de seu partido, como Aloysio Nunes. Aos que o visitaram, disse que seu único alento era o fato de a mulher, Letícia, e os filhos gêmeos não estarem em casa, no momento das buscas feitas pela PF. Eles haviam viajado para o Rio Grande do Sul, onde vivem os pais de Letícia. Segundo os interlocutores do senador, sua principal angústia nesses dias era a prisão da irmã. Aécio mobilizou advogados e amigos em busca de um meio de libertá-la. No telefonema que deu ao ex-ministro do STF Carlos Velloso, chorou. “Ela é quase uma mãe para mim”, disse. Com reportagem de Renato Onofre e Bruna Narcizo

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