Mais Notícias : Evitando a má fama do balcão de negócios
Enviado por alexandre em 05/04/2016 10:08:08

Evitando a má fama do balcão de negócios

Postado por Magno Martins

A expectativa é que o novo desenho da Esplanada seja decidido até quinta (7). Mas há uma proposta de que as nomeações sejam feitas só depois da votação do impeachment, a fim de tentar reduzir as críticas de que os partidos se entregaram ao balcão de negócios para barrar o afastamento de Dilma. O risco de a presidente Dilma não cumprir os acordos, como já fez em outras oportunidades, é visto como quase inexistente desta vez porque a petista vai precisar destes partidos para evitar novos pedidos de impedimento.

Além de ministérios, PP e PR devem ganhar também o comando e diretorias de bancos públicos e estatais.

Nas negociações, o governo está colocando na mesa postos no Banco do Brasil, Caixa e BNB (Banco do Nordeste do Brasil). O PR deve ganhar um vice-presidência do Banco do Brasil. O PP pode ficar até com a presidência da Caixa. (Folha de S.Paulo)

Não vai ter mais poste

Postado por Magno Martins

Em conversa recente, já com a crise política pegando fogo e a popularidade de Dilma Rousseff em frangalhos, o ex-presidente Lula perguntou a opinião de um cientista político com quem mantém boa relação sobre cenários eleitorais.
— Olha, o senhor teria grandes chances de se eleger caso decidisse se lançar. Mas sabe que nunca mais vão votar em quem o senhor indicar, não é?! — disse o interlocutor, em tom descontraído, mas indicando que se tratava de uma análise genuína.
Lula apenas riu.

Petistas próximos a Lula insistem que, se Dilma passar pelo impeachment, será preciso embicar o governo à esquerda. A sigla está animadíssima com a proposta de redução do preço da gasolina. Natuza Nery – Folha de S.Paulo

Mais Notícias : Processo corta salário de Pedro Corrêa
Enviado por alexandre em 05/04/2016 10:06:52

Processo corta salário de Pedro Corrêa

Postado por Magno Martins

Desde 1976, ex-deputado tinha cargo no governo do estado. Em 2013, após sua condenação, SDS instaurou ação para cancelar os R$ 3,3 mil que recebia

Do Diario de Pernambuco - Wagner Oliveira

O ex-deputado federal Pedro Corrêa (PP), condenado no processo do mensalão e na Operação Lava-Jato, teve sua demissão do cargo de analista em gestão pública da Secretaria de Defesa Social (SDS) publicada no Diário Oficial do estado no dia 9 do mês passado. Lotado no Instituto de Medicina Legal (IML) desde junho de 1976, durante o governo de Moura Cavalcanti, o médico Pedro da Silva Corrêa de Oliveira Andrade Neto já estaria aposentado e seguia recebendo o salário mensal líquido de R$ 3.347,86.

Apesar de estar preso desde o ano de 2013, recebeu o pagamento no mês de fevereiro passado, conforme o Portal da Transparência. Quando foi nomeado, através da portaria 386, de 4 de junho de 1976, o cargo que deveria ser ocupado pelo ex-deputado era o de médico radiologista auxiliar. A publicação saiu no Diário Oficial do dia 10 de junho de 1976.

A demissão de Pedro Corrêa, segundo publicação do Diário Oficial, foi decorrente da prática da transgressão disciplinar, tendo em vista a solicitação da Secretaria de Defesa Social fundamentada no Processo Administrativo Disciplinar Especial nº 10.107.1020.00064/2013.1.1, aberto em janeiro de 2013, após a condenação de Pedro Corrêa no mensalão. No ano de 2006, outro processo já havia sido aberto contra o ex-deputado por abandono de trabalho, já que ele não teria justificado a ausência por vários meses. No entanto, o processo acabou sendo arquivado por prescrição.

Mais Notícias : O mais grato dos meses
Enviado por alexandre em 05/04/2016 10:04:17

O mais grato dos meses

Postado por Magno Martins
Por Luiz Alfredo Raposo

O governo atual semeou ventos. Inventou de gerir uma economia de mercado por um modo ofensivo às regras básicas de uma economia de mercado. Não adiantaram advertências. O grupo governante sempre as recebeu, bem ao estilo petista: não como sugestões de caminhos mais sensatos, mas como vozes de inimigos do governo e do Brasil. O resultado é que o investimento privado desabou, abriu-se um buraco nas contas públicas e o país colhe, agora, a tempestade: uma crise econômica cruel, inteiramente made in Brazil. Vai no seu sétimo trimestre consecutivo e, a cada dia, se agrava, produz um estrago novo. Já desempregou quase dois milhões de trabalhadores, já fechou milhares de fábricas, lojas, negócios privados. E bate de volta nas contas públicas, levando-as a um estado de calamidade.

E, se plantou o desapreço aberto aos oponentes, agora colhe, com os resultados que entregou, um desapreço mais fundo: "nós bem que avisamos"... Na campanha de 2014, a resposta à denúncia das dificuldades já evidentes foi sempre a mesma: invencionice da oposição, o paraíso estava por um triz. O que a oposição apontava traía uma intenção de "maldades" que o governo não iria fazer "nem que a vaca tossisse". Começou a desmentir-se, já na semana seguinte à eleição. E veio a descoberta do mar de lama: as evidências claríssimas da roubalheira metódica nas estatais (que beneficiou os partidos da "base" e fez podres de ricos alguns próceres). E, enfim, o escancaramento recente das tentativas suas de ludibriar a Justiça para proteger figurões. O resultado foi a perda total de legitimidade. Temos, hoje, um governo incapaz de governar, emparedado num palácio. Justo no momento em que mais se precisa de governo. Donde o sentimento geral: não dá mais. Já não se trata de desavença ideológica, nem de paixão partidária ou coisa do gênero, mas de algo muito mais elementar e poderoso: o instinto de sobrevivência, que acordou e ligou suas sirenes.

A cena final será sem grandeza, podemos ter certeza. Cena de reintegração de posse, com a gritaria das alegações e o choro vão de sempre do grupo desapossado. E, sobretudo, com o esperneio dos 25 mil cupinchas arranchados no serviço público, e dos pelegos dos "movimentos sociais", de repente sem suas boquinhas. E a inquietação no exército de 35 mil cabos eleitorais, a soldo dos homens do generalíssimo Lula. Mas isso passará, o Brasil é maior.

Assentada a urgência da substituição, qual a melhor maneira de operá-la? O sentimento quase unânime, hoje, é de que é o impeachment. A solução política, obra do corpo de representantes eleitos. E há várias razões para isso. Crime é o que não falta, acabo de ouvir da adv. Janaína Paschoal, uma das coautoras do pedido em tramitação. E o impeachment é mais rápido e de improbabilíssima reversão pelo Judiciário. Depois, é um serviço prestado pelo Congresso, uma solução que lhe devolve um grão de protagonismo e de legitimidade, de que ele anda carente. Mais importante, o impeachment cria para o novo governo as melhores condições políticas iniciais. Com efeito, ele só se dá, como é sabido, por decisão de 2/3 dos congressistas mais um. O quórum para a aprovação de uma emenda constitucional. E é uma decisão dupla: o afastamento do titular implica a automática instalação de seu vice. Logo, o dever moral de começar dando-lhe um maciço apoio. E o Congresso agirá assim também por instinto de autopreservação.

E aqui principiam as perguntas. Não seria melhor que o TSE impugnasse a chapa toda e convocasse novas eleições? Pessoalmente, acho que não e torço para que essa não seja a saída. O vazio criado pelas eleições antecipadas em época de crise abre espaço ao aparecimento de figuras, digamos, pouco republicanas. Expressões da antipolítica. Os magros, por exemplo. Eles que me perdoem, mas política, no Brasil, não é para magros. E não é de biotipo, mas de temperamento e métodos que falo: daqueles de alma gótica, que acham que política é a continuação da guerra por outros meios e ao diálogo paciente preferem as "ações enérgicas". São reconhecíveis pelo tipo valentão, a língua desabrida. E por darem a entender dispor de uma arma simbólica (vassoura, ippon, chicote, espada) para "fazer o serviço": enxotar corruptos, derrotar dragões e marajás, impor aos congressistas e aos concidadãos uma certa ideia (sempre pobre) de ordem social. No Brasil, não é de hoje, terminam mal, em ópera bufa, esses farsantes.

Há também a grei freirática e santarrona, perigosa pela inocência. Parece saída de um convento ou de jejuns num deserto, e está sempre a pregar a regeneração política pela eliminação da política e pela reforma da natureza humana. É melhor nem tentar, qualquer um, aí, terminaria fagocitado pela "sabidoria" ambiente. Engolido pelos sabidos circundantes. Rei ou Rainha da Inglaterra de seu próprio êxito.

Não, política não é um departamento das Santas Missões. Nem a continuação da guerra: é uma alternativa a ela, aos meios truculentos de ação. E por isso, requer gente gorda e cordial, que sabe cativar e ser cativada. Gente constitucionalmente propensa à negociação, à arte de selar acordos, conciliar interesses vários e atender a um interesse mais geral. Que consegue não aumentar o tamanho de um problema, ao tocá-lo. Que compreende que o nível da política, em geral, apenas segue o da sociedade. Mas que, às vezes, a política puxa para cima a sociedade, quando a parte mais esclarecida desta se convence de que, se política não é o caminho ideal para a santidade, até hoje não se encontrou sucedâneo melhor para ela. E sua moralização passa, não por desistir dela, e, sim, pela criação de instituições ou regras protetoras que resistam bem ao tranco, ao jogo bruto.

Voltando ao impeachment, falei de apoio ao novo governante. Apoio para que? Para um governo de união nacional, com a missão de encaminhar a saída da crise econômica e ética. Encaminhar como? Construindo com as forças que o escolheram um conjunto de propostas consensuais que possam ser implementadas no horizonte de governo. O rumo já está definido e o discurso inicial já está pronto: dirá da missão de começar a reparar os estragos feitos pelo antecessor, sobretudo no que tange à despesa pública e às estatais. E reformar o sistema de representação e a economia interna do Legislativo. Com isso e com uma equipe séria, de reconhecidos craques gerenciais, se dará uma resposta à demanda de moralidade das ruas. E a confiança do empresariado e dos investidores externos começará a voltar. Devagarinho, a poeira vai baixar.

E Temer, terá ele estatura pessoal para tamanha missão? Os "puristas" acham que não e invocam a conivência de seu partido com os desmantelos reais ou imaginários da nossa politica. Manifestação recente nesse sentido veio do ministro Barroso, do STF. Estranhamente, nunca se ouviu dele palavra de indignação ou sequer de desconforto com o PT, o criador do roubo em quadrilha, em escala industrial e planetária... Esquece-se de que o PMDB, após a redemocratização, virou um partido tão grande, num universo partidário tão fragmentado, que não pode não apoiar governo algum, sob pena de não haver governo. O que fez dele sócio de tudo de ruim e de bom que ocorreu com o país, desde então. E, agora, ele não quererá governar sozinho. Nem poderia, também não é grande a esse ponto. De Temer, o tempo dirá. Acredito que dar-lhe, agora, um crédito de confiança é dar-se o país uma chance. Por enquanto, o que posso é olhar o passado e nele tentar vislumbrar alguma semente do futuro. E a biografia política do homem é longa, já dura 30 anos e sete disputas eleitorais vitoriosas. O que mostra seu gosto pelo métier, que é a condição primeira do sucesso. Sem gosto, sem queda, não se faz nada bem feito, na política como na cozinha, remember Dilma. Sua capacidade de liderança ficou demonstrada, quando ele se fez primus inter pares, escolhido pelos colegas para presidir a Câmara dos Deputados por três vezes, em 1997-2001 (dois mandatos) e 2009-2010. E ele está, há 15 anos seguidos, no comando do seu partido. O que será uma força extra, dadas as circunstâncias.

Outra coisa: Temer é ficha-limpa. Não tem escândalos no currículo (lembra de algum?) e não foi indiciado na Lava Jato, mas apenas citado em duas ou três delações, a propósito de contribuições de campanha. Algo legal, até prova em contrário. E sua isenção nesse ponto terá de ser provada. De resto, oferece-se a ele uma oportunidade preciosa de desarmar os espíritos, logo na chegada: declarar solenemente sua intenção de não se candidatar a um novo mandato. E com ele, virá de presente para os brasileiros a volta do discurso civilizado. A linguagem educada, com começo, meio e fim. Sem divisionismos, sem o "nós contra eles". O discurso próprio à liturgia do cargo, com que um presidente mostra seu respeito à nação e dela se faz respeitar.

Estamos no olho da tormenta. E na Páscoa, começando abril. O mais cruel dos meses, diz o verso de T.S. Eliot. Curiosamente, o inverso do que averbou, encantado, o escrivão Caminha, na certidão de nascimento do país: mês de ventos favoráveis. E isso acende em mim uma esperança: o mais cruel para uns talvez seja o mais grato para outros... Aproveito, então, para desejar a todos feliz abril, Brasil!

* Economista. Bancário aposentado

lanr2929@gmail.com

Mais Notícias : Oposição contabiliza 352 votos pró-impeachment
Enviado por alexandre em 05/04/2016 10:03:35

Oposição contabiliza 352 votos pró-impeachment

Postado por Magno Martins

Gabriel Garcia

De Brasília

A oposição realizou na noite dessa segunda-feira (4), na Câmara, uma reunião de balanço dos votos favoráveis ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, em discussão em comissão especial.

Participaram do encontro 20 deputados de variados partidos – até de aliados do governo. De acordo com o levantamento, há 352 deputados que votam, em plenário, pelo impedimento de Dilma, 122 contrários e 39 indecisos. São necessários 342 para abrir o processo, que precisa passar também pelo Senado – caso a oposição consiga a aprovação na Câmara.

De acordo com o deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), o número ainda não garante o impeachment. "O governo tem atuado de forma pesada para barrar o impeachment", alerta.

Enquanto não assume o cargo de ministro da Casa Civil, o ex-presidente Lula vem se reunindo com parlamentares aliados e indecisos no luxuoso hotel Royal Tulip, em Brasília. Sua função é basicamente convencer os indecisos a votarem com o governo.

Regionais : Para evitar amputação, homem ficará com mão dentro do abdômen por 42 dias
Enviado por alexandre em 04/04/2016 23:42:34


Para evitar amputação, homem ficará com mão dentro do abdômen por 42 dias


Por Redação Bocão News (Twitter: @bocaonews) | Fotos: Divulgação e Analuze Goulart

Após sofrer um acidente em uma máquina de trabalho, um homem ficará com a mão dentro do abdômen por 42 dias, na cidade de Orleans, em Santa Catarina. De acordo com informações do G1, ao acordar da cirurgia, o auxiliar de produção Carlos Mariotti, de 42 anos, descobriu que não perdeu a mão, mas que teria que ficar com ela colada ao corpo. "O médico disse: tua mão vai ficar dentro do 'bolso'”, contou.
Na sexta (1), ainda hospitalizado, ele se mostrou aliviado depois da dor indescritível que sentiu ao ter a mão puxada por uma máquina de fabricar bobinas.

“Fui passar o filme, quando vi a máquina estava puxando minha mão. Gritei duas vezes, ninguém ouviu. Na terceira, eu puxei”, explicou.
Ele estava sozinho naquele momento, mas foi socorrido por colegas. “Uma menina que trabalha lá na frente tinha uma atadura na bolsa, eles amarraram com força, foram os primeiros socorros.” Atendido pelos bombeiros, Carlos foi levado para o hospital.



De acordo com o médico ortopedista e traumatologista, Bóris Bento Brandão, ele sofreu uma lesão que é chamada de desenluvamento. O acidente removeu a pele, mas ossos e tensões foram preservados.

Segundo o especialista, a mão de Mariotti deve ficar por aproximadamente 42 dias “dentro do bolso” para garantir o desenvolvimento de um novo tecido capaz de receber enxerto de pele. Durante essas seis semanas, Carlos será acompanhado por médicos semanalmente.

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