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Regionais : Profissionais de áreas diversas fazem parte do desenvolvimento da extensão rural em Rondônia
Enviado por alexandre em 05/12/2018 19:24:59

Antes de adotar o nome de Entidade Autárquica de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Emater-RO), o serviço de extensão rural teve os nomes de Associação de Credito e Assistência rural (ACAR-RO) e Associação de Assistência Técnica e Extensão Rural de Rondônia (Aster-RO). Os documentos que relatavam os trabalhos daquela época, já se perderam nos arquivos, mas inúmeros relatos dos colegas que trabalharam na ACAR ou Aster mantêm a história viva pela transmissão oral.
Capacitar mulheres e jovens rurais sempre foi prioridade para consolidar o desenvolvimento econômico e social da população rural.

Alguns desses pioneiros estão aposentados e outros já deixaram este mundo. Entre eles Paulinho (Paulo Maia), que trabalhou nos escritórios de Porto Velho e Guajará-Mirim, doutor Tabosa (veterinário), seu Mesquita (piloto de barco), e Lucia Matsuno extensionista social, que nos deixou nesta último dia 2. Todos deixaram saudades e muitas histórias vividas por eles no início da extensão rural de Rondônia.

No tempo da ACAR-RO as principais atividades dos extensionistas era a elaboração de planos de crédito rural, fomentar a produção de culturas anuais, nos projetos de colonização do Incra e orientar práticas sustentáveis no extrativismo; extração do látex da seringueira, da sova ou a coleta da ipepacuanha, também chamada de poaia. Para quem não tem idéia do que seja poaia – cabe explicação, trata-se de planta arbustiva do sub-bosque amazônico de grande interesse farmacêutico, especialmente, antes da sinterização dos seus componentes ativos.

O trabalho da extensão rural nos anos 70, era: assistência aos projetos de colonização e práticas extrativistas; elaboração de planos de crédito para agricultura de subsistência, chamadas lavouras brancas. Elaborar e orientar os projetos de investimento para aquisição de motosserras, carrinhos de tração animal, e os primeiros tratores, além do financiamento das primeiras lavouras perenes do estado como café e seringueira.

Os veículos eram jipes tração nas quatro rodas e barcos, um colaborador importante da extensão era o piloto de barco, entre eles o saudoso seu Mesquita.

Final da década houve uma crise de recursos e os extensionistas da Aster foram transferidos para o quadro do governo do território federal de Rondônia, foi extinto o quadro de extensionistas sociais, tendo permanecido apenas algumas colegas no escritório central, em Porto Velho.
Extensionistas foram fundamentais na implantação dos projetos de desenvolvimento do Estado.

Nos anos 80 o foco eram os projetos Probor 2 e 3 e projeto Polonoroeste, que fizeram explodir o desenvolvimento na primeira metade da década, coincidindo com criação do Estado, e o asfaltamento da BR 364.

Nessa época foram implantados os Nucleos Urbanos de Apoio Rural (NUAR), que vieram a tornar-se novos municípios fora do eixo da BR( neste período houve a primeira grande onda de interiorização de extensionistas da Emater-RO . Foi recriado o serviço de extensão social com a chegada das extensionistas contratadas pelo Probor em 83( Irisvone, Antonia, Cida, Bethe e Rita).

No final da década tivemos outra crise na extensão, com a extinção da Embrater, foram cortados 90% dos recursos federais destinados à extensão rural, houve forte mobilização dos extensionistas contra a operação desmonte do Governo Collor, resultando no acolhimento da Emater-RO pelo governo estadual.

Anos 90: nesta década foi o auge do programa Planafloro, que substituiu o Polonoroeste, neste período o estado de Rondônia incumbiu a Emater-RO de implantar um programa de pólos agrícolas, com instalação do pólo de fruticultura na região central do estado, com incentivo a produção de acerola, iniciativa frustrada por falta da agroindústria. Incentivo a piscicultura e outro modelos produtivos.

Na segunda metade da década foram criados novos programas de incentivo a produção destacando-se o fundo de incentivo a produção do leite ( Proleite), houveram muitas capacitações para extensionistas nesse período.

Anos 2000: nesta década a extensão deu uma guinada para a pecuária, com grande crescimento da atividade leiteira e os extensionistas foram convocados a dar suporte ao programa de controle e irradicaçao da brucelose, independentemente da formação profissional. Foi criado e executado o programa de mecanização rural do governo do estado(Promec), orientado pelos extensionistas da Emater-RO, inclusive a escavação de tanques para piscicultura.

Depois de 2010, a ênfase foi dada a agroindústria e a renovação das lavouras cafeeiras com ênfase na multiplicação de lavouras clonais, trabalho que está colocando a cafeicultura rondoniense no circuito dos melhores cafés do país e do mundo.

secom

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