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Mais Notícias : Cientistas não descartam origem da Covid em laboratório
Enviado por alexandre em 14/05/2021 09:22:28

Grupo de pesquisadores divulgou carta na mais importante revista científica do planeta

Cientistas não descartam origem do vírus em laboratório Foto: Pexels

Uma equipe internacional de cientistas afirmou que “mais pesquisas” são necessárias para determinar a origem da pandemia de Covid-19 e que “as teorias de liberação acidental de um laboratório e propagação zoonótica continuam sendo viáveis”.

Jesse Bloom, Alina Chan, Ralph Baric, Akiko Iwasaki, David Relman e outros cientistas assinaram uma carta publicada na revista Science na qual pedem uma avaliação adequada, transparente, objetiva e baseada em dados sobre a origem da pandemia.

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– Saber como surgiu a Covid-19 é essencial para informar sobre as estratégias globais para mitigar o risco de futuros surtos – enfatizaram os autores.

Os 18 signatários referem-se a um relatório conjunto da China e da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre as origens do vírus Sars-CoV-2, alguns de cujos resultados foram publicados em novembro de 2020.

Eles mencionaram que a equipe da OMS avaliou como “provável ou muito provável” um hospedeiro intermediário como origem da pandemia e o incidente laboratorial como “extremamente improvável”. Além disso, ressaltaram que o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, comentou que as evidências sobre um eventual acidente de laboratório eram insuficientes.

No entanto, as duas teorias não foram consideradas de forma equilibrada. Os cientistas apontam que apenas 4 das 313 páginas do relatório e seus anexos abordaram a possibilidade de um acidente de laboratório.

– Como cientistas com experiência relevante, concordamos com o diretor-geral da OMS, com os Estados Unidos e 13 outros países, e com a União Europeia que é necessário e viável obter maior clareza sobre as origens desta pandemia. […] Neste momento de lamentável sentimento anti-asiático em alguns países, observamos que no início da pandemia foram médicos, cientistas, jornalistas e cidadãos chineses que compartilharam informações cruciais sobre a propagação do vírus com o mundo, muitas vezes com grandes custos pessoais – acrescentaram.

Os cientistas também pediram que seja mostrada agora “a mesma determinação em promover um discurso imparcial e baseado na ciência sobre esta questão difícil, mas importante”.

*Com informações da agência EFE

Mais Notícias : Grávidas podem tomar vacinas contra Covid-19? Especialistas respondem dúvidas
Enviado por alexandre em 13/05/2021 10:17:44

Decisão do Ministério da Saúde de suspender o imunizante da AstraZeneca suscitou dúvidas sobre a segurança das demais vacinas

Camila Neumam, da CNN, em São Paulo

Mulher grávida
Vacinação de gestantes contra a Covid-19 é alvo de dúvidas
Foto: Divulgação / Pixabay

Após recomendação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para suspensão imediata da vacina contra a Covid-19 da AstraZeneca/Oxford em gestantes, o Ministério da Saúde decidiu interromper temporariamente a vacinação de grávidas e puérperas (puerpério é o período que começa no parto e pode se estender por 45 dias ou mais).

Diversos estados acataram a decisão e paralisaram a vacinação desses grupos com o imunizante a partir desta quarta-feira (12). O Ministério da Saúde esclarece que a vacinação prossegue para grávidas e puérperas com comorbidades, com a administração da Coronavac (Sinovac/Instituto Butantan) e da vacina da Pfizer

Segundo a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Francieli Fantinato, a decisão é temporária e foi feita por “cautela” até que se comprove ou descarte o elo entre mortalidade materna e do feto com a administração da vacina.

No entanto, a decisão suscitou dúvidas sobre a segurança das demais vacinas para grávidas e puérperas. A seguir, os ginecologistas Agnaldo Lopes, presidente da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), e Fernanda Pepicelli, membro do Núcleo Brasileiro de Uroginecologia, respondem as principais:

Grávidas e puérperas sem comorbidade também são grupo de risco?

Sim. Um estudo publicado na revista científica da Associação Médica Americana (JAMA) em abril acompanhou mulheres grávidas com diagnóstico de Covid-19 em 18 países. Descobriu que elas tinham maior risco de sofrer efeitos adversos, como pré-eclâmpsia, infecções, internação em unidades de terapia intensiva e morte do que grávidas não infectadas. Bebês nascidos de mães contaminadas com o novo coronavírus também tinham mais chance de nascer de prematuramente e com baixo peso.

A ginecologista e obstetra Fernanda Pepicelli explica que as alterações fisiológicas típicas da gravidez, como diminuição da caixa toráxica por causa do aumento do útero, comprometem a capacidade respiratória das gestantes, principalmente no final da gravidez.

Por isso, é importante evitar que a gestante contraia uma doença, como a Covid-19, sobretudo próximo ao fim da gestação. “Doenças respiratórias no terceiro trimestre tendem a ser mais graves pelas alterações fisiológicas e pelo fato da gestante estar com mais processos inflamatórios vigentes”. 

As puérperas se encaixam no mesmo grupo que as grávidas porque dois meses após darem à luz ainda estão sob o efeito das mudanças fisiológicas causadas pela gravidez e, portanto, sob o mesmo risco de sofrerem as consequências da Covid-19. 

Todas as gestantes e puérperas podem se vacinar contra a Covid-19 no Brasil?

Não. Apenas as que tenham comorbidade e que se encaixem em outros grupos já prioritários. Para receber a vacina contra a Covid-19, essas mulheres devem comprovar sua condição de risco, por meio de exame e receita médica, orienta o Ministério da Saúde. Se encaixam nestes perfis, mulheres com doenças crônicas ou problemas recorrentes de saúde, como hipertensão, diabetes, hepatites C e B, HIV, obesidade e problemas cardíacos, de tireoide e de circulação sanguínea. 

Por que a vacinação é indicada para grávidas e puérperas com comorbidades? 

Gestantes com comorbidades correm risco ainda maior por já terem o sistema imunológico mais comprometido. Além de sofrerem todas as alterações fisiológicas da gravidez, as doenças crônicas aumentam a fragilidade do sistema imunológico. 

Estudos demostram que grávidas com comorbidades correm mais risco de ser internadas e intubadas por causa da Covid-19. Este estado aumenta a probabilidade de o feto nascer prematuro ou vir a óbito, assim como a gestante.

Os riscos das gestantes são considerados os mesmos nas puérperas pelo fato de elas ainda estarem vivenciando as mudanças fisiológicas da gestação.

A vacinação contra Covid-19 é indicada para grávidas e puérperas sem comorbidades?

Sim, apesar de nenhuma das vacinas disponíveis contra o novo coronavírus no mundo terem sido testadas em grávidas. Por questões éticas, geralmente não se testa medicamentos nem vacinas em gestantes, por haver risco de afetar de forma desconhecida o feto. 

Somente depois que se comprovou que as gestantes têm maior risco de desenvolver a forma grave da Covid-19, de ter bebês prematuros e de morrer por complicações da doença, é que se chegou à conclusão de que o benefício da vacina era maior que o risco de contrair o coronavírus na gestação, explicam os médicos. 

Com a suspensão da vacina da AstraZeneca, fica indicado para estes grupos a Coronavac e a vacina da Pfizer, ambas disponíveis noPrograma Nacional de Imunizações. No entanto, em um contexto de escassez de vacinas, é indicado dar prioridade para grávidas e puérperas com comorbidades. 

A vacina contra a Covid-19 pode causar algum dano ao feto?

Pouco provável. Um estudo feito por pesquisadores da Northwestern Medicine, nos Estados Unidos, mostrou que a vacinação não causa danos à placenta (órgão onde o feto cresce e por onde recebe alimento) nem ao feto.

Os autores examinaram placentas de 84 mulheres vacinadas e de 116 não vacinadas que deram à luz em um hospital de Chicago. Além de procurar anormalidades na placenta, a equipe também investigou indícios de fluxo sanguíneo anormal, relatados anteriormente em pacientes grávidas com teste positivo para Covid-19. Não foi observado "nenhum aumento na incidência" de problemas de fluxo sanguíneo, lesões placentárias ou malformações nas grávidas vacinadas.

Grávidas vacinadas contra a Covid-19 produzem e transferem anticorpos para seus bebês durante a gestação?

Provavelmente. O mesmo grupo de pesquisadores da Northwestern Medicine, nos Estados Unidos, descobriu que as mulheres vacinadas no início do terceiro trimestre tiveram uma chance maior de transmitir anticorpospara seus recém-nascidos do que as que foram vacinadas mais perto da data do parto. "Estamos começando a nos mover para uma estrutura de proteção dos fetos por meio da vacinação das mães", disse a ginecologista Emily Miller, uma das autoras do estudo.

É seguro para as grávidas tomar vacina contra a Covid-19?

Sim. Apesar de nenhuma ter sido testada em gestantes, conclui-se que o risco de contrair o vírus causa mais danos à grávida e ao bebê do que os potenciais riscos da vacinação, explica o ginecologista Agnaldo Lopes.

“Há evidências científicas comprovando que as gestantes têm mais risco de complicações se tiverem Covid-19, sobretudo uma necessidade maior de suporte respiratório, e maior risco de prematuridade”. O ginecologista ressalta que mais de mil gestantes morreram no Brasil de Covid-19, um “número bastante alto”. O que mostra o risco e a necessidade delas se vacinarem, segundo o médico.

Grávidas e puérperas podem tomar a Coronavac e vacina da Pfizer?

Sim. Apesar de não ter sido testada em gestantes, a Coronavac é composta de vírus inativado (morto), que, em tese, traz mais segurança para este grupo, segundo os especialistas. “Vacinas de vírus atenuados não são contraindicadas para gestantes e tradicionalmente são administradas nestes grupos, como a vacina da Influenza”, diz Fernanda. 

Estudos com vacinas de RNA mensageiro, como a vacina da Pfizer, já demonstraram que os anticorpos produzidos pelo organismo da mãe são capazes de ultrapassar a placenta e chegar ao feto, o que poderia garantir imunidade contra o coronavírus ao bebê. 

Se isso se confirmar, a vacina não somente é segura como eficaz também para a criança, explica Lopes. No entanto, ele diz que são necessários mais estudos para se comprovar este dado. De acordo o ginecologista, não há relatos de efeitos adversos graves entre gestantes e puérperas que tomaram a vacina da Pfizer.

Na categoria de medicamentos e vacinas para gestantes indicados pelo FDA – a agência reguladora dos Estados Unidos – a vacina da AstraZeneca/Oxford tem o padrão C, impróprio para gestantes. A Coronavac e a vacina da Pfizer têm o padrão B, considerado aceitável. O padrão ouro é a letra A, e nenhuma vacina se encaixa nele por não terem sido testadas diretamente nas gestantes, explica Lopes.

Qual momento da gravidez é mais seguro para tomar a vacina?

Não há estudos com estes dados. O importante é garantir a imunização contra a Covid-19 para evitar a doença na gravidez. No entanto, segundo Fernanda, seria interessante tomar a vacina, se possível, até o segundo trimestre para dar tempo de estar imunizada contra o coronavírus até o terceiro trimestre. 

Nesta última fase da gestação, o corpo da mulher já está se preparando para o parto, e é importante evitar quaisquer problemas de saúde, sobretudo a Covid-19, que aumenta a chance de um parto prematuro e de insuficiência respiratória da gestante.

A suspensão da vacina da AstraZeneca para gestantes é válida? Por quê?

Neste momento sim. Para os especialistas consultados, até que se prove se a administração da vacina da AstraZeneca/Oxford tem ou não relação com os casos fatais ocorridos no Rio de Janeiro, o mais prudente é suspender o uso

Estudos feitos com o imunizante demonstraram a incidência de casos de trombose após o uso, embora bastante raros. Como as gestantes já têm mais predisposição do que outras pessoas a desenvolver problemas circulatórios, a vacina poderia ser um fator de maior risco para trombose. Mas essa hipótese ainda não foi confirmada. 

Grávidas têm mais risco de desenvolver trombose por causa das vacinas contra a Covid-19? 

Não há dados que comprovem essa tese. Por questões fisiológicas da gestação, grávidas têm mais risco de desenvolver trombose, mas não há comprovação que qualquer vacina contra Covid-19 aumente este risco. Os sintomas indicativos de trombose são: inchaço nas pernas, dificuldade para respirar, dor no peito e visão embaçada. Ao sentir algum desses sintomas, é necessário procurar ajuda médica.

As gestantes que já tomaram a primeira dose da AstraZeneca devem se preocupar?

Não. Os relatos de efeitos adversos graves são muito raros. O importante é ficar atenta a sintomas diferentes do habitual e fora do contexto da gravidez, como falta de ar, febre, e dor de cabeça. Se isso acontecer, avise o obstetra.

É importante o obstetra observar com mais regularidade o estado de saúde da gestante, especialmente se estiver no fim da gravidez. Não há necessidade de procurar outros especialistas. Sobre a segunda dose, o correto é aguardar o posicionamento do Ministério da Saúde.

Mais Notícias : “Temos que continuar lutando”, diz primeira brasileira vacinada contra a Covid
Enviado por alexandre em 12/05/2021 09:23:06

No Dia Internacional da Enfermagem (12 de maio), a enfermeira Monica Calazans comemora sua força para continuar a cuidar das pessoas

Camila Neumam, da CNN, em São Paulo

A enfermeira Monica Calazans recebe a segunda dose da vacina contra Covid-19
A enfermeira Monica Calazans recebe a segunda dose da vacina contra Covid-19
Foto: Divulgação/Governo de São Paulo (12.fev.2021)

Mesmo depois de tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19, Monica Calazans, 55, a primeira brasileira a receber o imunizante contra o novo coronavírus no país, no dia 17 de janeiro, continua a seguir todas as medidas de proteção.

A enfermeira contou à CNN que todos os dias, ao chegar em casa após o trabalho, só abraça o filho depois de tomar banho. E que ambos só saem de casa para ir ao mercado e visitar a mãe de Monica. “É uma questão de consciência coletiva. Temos que continuar lutando e dizendo para as pessoas o quanto essa doença é avassaladora e que precisamos nos cuidar”.

Consciência de quem trabalha há 33 anos na área da saúde, mas diz nunca ter visto tantas mortes e tanto sofrimento como os que tem presenciado diariamente desde o início da pandemia. Há um ano, a enfermeira atua na linha de frente de dois hospitais de São Paulo: na Unidade de Terapia Intensiva do Emilio Ribas e no Pronto Atendimento do São Mateus, hospital municipal de baixa e média complexidade.

Mesmo diante de todas as dificuldades, na data em que se comemora o Dia Internacional da Enfermagem (12 de maio) Monica diz que tem muitos motivos para comemorar. “Estou na linha de frente desde o início, cuidando de pacientes com Covid-19 ou com suspeita, mas não tive absolutamente nada, nunca precisei me afastar das minhas atividades. Só tenho a agradecer por ter força para cuidar dos pacientes e da minha família”.

Quando não está cumprindo as exaustivas jornadas de trabalho, que incluem plantões de até 12 horas, Monica, que é viúva, aproveita a companhia do filho, Felipe Calazans, 30, com quem mora, e da mãe Maria Aldenize Calazans, 72, que vive sozinha em outra casa, no bairro de Itaquera, na zona leste da capital paulista. Conheça mais sobre a trajetória pessoal e profissional da enfermeira mais famosa do Brasil:

Emoção ao ser vacinada

Monica foi auxiliar de enfermagem por 25 anos e se graduou em Enfermagem aos 47 anos, “por querer crescer profissionalmente”. Mas nunca imaginou que viraria uma espécie de celebridade da enfermagem. 

Achando que receberia a vacina junto com colegas, no dia 17 de janeiro, ela só descobriu que seria recebida pelo governador de São Paulo, João Dória, poucos minutos antes de subir ao palco. Por volta das 12h30 daquele dia, recebeu uma ligação da diretoria do hospital, solicitando sua ida ao Auditório Rebouças, próximo ao Emílio Ribas, para receber a vacina. “Achei que fosse entrar em uma fila. A ficha só caiu quando eu vesti o avental, subi ao palco e vi o governador”, lembrou. 

Monica foi avisada que depois da vacinação teria que encarar perguntas de jornalistas. A novidade não a deixou nervosa, embora tivesse ciência da responsabilidade. “Eu sabia que não podia falar besteira, tinha que representar muito bem a categoria, mas todas as minhas palavras foram muito espontâneas e verdadeiras. Foi uma emoção tamanha”. 

Fama e haters

Com a projeção, também vieram os haters e as ofensas nas redes sociais, o que, segundo ela, não afeta seu dia a dia. “Essas pessoas não conhecem minha trajetória. Eu penso assim: faça metade do que eu faço e tire suas conclusões”.

Afinal, quantas pessoas podem ostentar o título de “heroína”? Monica pode. Em dezembro de 2020, ela recebeu o prêmio "Heroína do Ano" na premiação Notáveis CNN. "Eu não sei nem se essa palavra, heroína, cabe a mim. Falo por mim, por todos os profissionais de saúde que ainda estão na linha de frente e aqueles que não estão mais com a gente, que tentaram fazer um trabalho perfeito e foram arrebatados pela doença".

Famílias separadas

Monica conta que os vários dramas vividos por pacientes a impactaram, especialmente a separação de familiares no momento da internação. Nos casos mais graves da doenças, nos quais há necessidade de medicação intravenosa ou suporte respiratório, o infectado precisa ser encaminhado com urgência ao hospital, tendo que permanecer internado sem poder ter um acompanhante ou receber visitas. “Imagina você ter que separar familiares que não sabem se vão voltar a se ver?”, questiona. 

Ela precisou fazer isso diversas vezes. Um destes casos a marcou de maneira positiva. Ela lembra que precisou levar um paciente já fragilizado para um hospital de campanha no dia 31 de dezembro. Avisou ao filho que seu pai deveria seguir sozinho, e vendo os olhos marejados do rapaz, deu seu próprio número de celular para ele.

No dia 17 de janeiro, ela recebeu uma mensagem dele dizendo tê-la visto na televisão. Contou que seu pai tinha recebido alta cinco dias depois e a agradeceu pela forma como tratou seu pai e ele mesmo naquele dia. “Não é sempre temos esse desfecho. Essas situações a gente guarda”.

Perda de amigos

A enfermeira conta que logo no começo da pandemia, em março de 2020, perdeu três amigos de infância para o coronavírus em duas semanas. Todos jovens, com 34, 38 e 42 anos. Na mesma época, seu irmão mais novo contraiu a forma leve da doença aos 45 anos. No mesmo ano, viu ao menos sete colegas de profissão morrerem de Covid-19. “Eu fiquei muito reflexiva após a morte dos colegas, mas entendi que isso só reforça a necessidade das medidas de proteção até todos serem vacinados”. 

Equilíbrio emocional

Apesar de testemunhar dramas diários, ela consegue falar com serenidade sobre o atual momento. Quando questionada sobre como vê seu trabalho após um ano de pandemia, afirma que o define pela ausência de medo e pela busca de harmonia. Diz que nunca teve medo de se infectar e infectar pessoas, justamente por estar “muito segura” do que está fazendo.

Por encarar a enfermagem como um importante pilar no cuidado do paciente, ela crê na importância de estar equilibrada emocionalmente para exercer sua função. Equilíbrio que ela busca na família, na religião evangélica, nos cuidados com suas plantas, na leitura e, sobretudo, nos pensamentos positivos que lhe permitem trabalhar com a mente tranquila.

O advento da vacina contra a Covid-19 é visto como um momento importante e de otimismo no combate ao coronavírus para Monica. “Como profissional da saúde, preciso acreditar na ciência. De uma forma ou de outra vamos passar por tudo isso, porque o mais importante nós já temos: a vacina”.

Mais Notícias : Terceira onda pode se tornar um tsunami, diz presidente do Conass
Enviado por alexandre em 11/05/2021 09:17:56

Em entrevista à CNN nesta segunda-feira (10) o presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass) e secretário de Saúde do Maranhão, Carlos Lula, afirmou que o Brasil pode ter uma nova e ainda mais grave aceleração da Covid-19 no país.

“Estamos falando de uma terceira onda no Brasil, que pode ser um tsunami. Ainda que tenhamos uma desaceleração, a melhora foi bem mais tênue do que a gente acreditava porque o cenário ficou pior que o esperado,” disse Carlos Lula, que alertou para o rejuvenescimento do perfil dos atingidos pela doença, com mais jovens sendo internados e morrendo de Covid-19.

“A projeção que tínhamos no final do ano levava em conta a aceleração da vacinação contando do que a população jovem resistisse a Covid-19 como no ano passado. Porém, hoje a doença se rejuvenesceu, temos jovens entre a maioria dos internados e daqui a pouco eles serão a maioria dos óbitos pela Covid-19 no Brasil.”

O presidente do Conass ainda faz a ressalva que a “melhora” na situação da pandemia atualmente está sendo ter números piores que o pior cenário registrado em 2020, chamando a atenção para um cenário que ainda não está sob controle no Brasil.

Carlos Lula, presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão
Carlos Lula, presidente do Conass e secretário de Saúde do Maranhão, durante pronunciamento do Ministério da Saúde
Foto: CNN (25.fev.2021)

 

Mais Notícias : Governo distribui 1,1 mi de doses da vacina da Pfizer nesta segunda (10)
Enviado por alexandre em 10/05/2021 09:40:56

O lote com 1,1 milhão de doses da vacina da Pfizer contra a Covid-19 será distribuído nesta segunda-feira (10) para todas as capitais brasileiras. As vacinas vão sair de Guarulhos, em São Paulo, e, segundo o Ministério da Saúde, serão distribuídas entre os 26 estados da federação e o Distrito Federal de forma "proporcional e igualitária". 

Por enquanto, as capitais estão sendo priorizadas por causa das dificuldades de armazenamento da vacina, que exige temperaturas muito mais baixas que as demais. 

As doses devem ser aplicadas em pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas e pessoas com deficiências permanentes. 

A distribuição das doses exige dos governos e dos estados uma operação logística específica, já que as vacinas da Pfizer precisam ser armazenadas em temperaturas mais baixas do que as da AstraZeneca e a Coronavac, as outras vacinas atualmente em uso no país. 

De acordo com o Ministério da Saúde, as doses sairão do centro de distribuição em Guarulhos (SP), onde estão conservadas entre -90ºC e -60ºC, e irão para refrigeradores dos estados, expostas a temperaturas de -20ºC. Nas salas de vacinação, onde as doses ficarão armazenadas entre 2ºC e 8ºC, a aplicação deve acontecer em, no máximo, cinco dias.

 

(Com informações de Gregory Prudenciano, da CNN, em São Paulo)

Vacina da Pfizer começa a ser aplicada em Porto Alegre
Vacina da Pfizer começa a ser aplicada em Porto Alegre (06.mai.2021)
Foto: Reprodução / CNN

 

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