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Mais Notícias : 'Não há proteção sem a segunda dose', alerta epidemiologista
Enviado por alexandre em 31/07/2021 22:19:08

Em entrevista à CNN na tarde deste sábado (31), a epidemiologista ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) entre 2011 e 2019, Carla Domingues, afirma que a principal preocupação em relação à vacinação no Brasil hoje está na quantidade de pessoas que não estão retornando para a segunda dose, que é o que garante a imunização completa. "Campanhas sobre a importância de se tomar as duas doses da vacina contra a Covid-19 deveriam ser prioridade no Brasil".

Apesar de estarmos avançando na vacinação, com a marca no Brasil de 100 milhões de pessoas que receberam a primeira dose, a grande preocupação é quantidade de pessoas que não retornou para a segunda dose. "Não há proteção sem o esquema completo, principalmente diante da variante Delta. A população precisa voltar para que a gente tenha o maior número de pessoas protegidas", alerta.

Carla defende que se tenha uma campanha publicitária forte para que as pessoas voltem aos postos de vacinação para terminar de se imunizar. "Precisa martelar na cabeça das pessoas a importância da segunda dose. Foi assim que a gente conseguiu erradicar a pólio e eliminar o sarampo. Muitas pessoas ainda não estão convencidas da importância da segunda dose, ou tiveram efeitos colaterais e estão com medo. Precisamos esclarecer que esses efeitos são comuns, leves, e não levam riscos à saúde", diz a epidemiologista.

Outro ponto citado por Carla é a desigualdade na faixa etária de quem está sendo imunizado, dependendo de onde vive. "Tem cidade que ainda está vacinando 40 anos e outras, adolescentes. O objetivo é diminuir gravidade, hospitalização e óbito, então precisamos garantir que a população de 40 anos esteja com as duas doses, para depois começa a baixar. Quando estamos vacinando adolescente e deixando de vacinar quem tem 40, estamos distribuindo a vacina de forma desigual, criando condições de ter mais pessoas adoecendo em um estado do que outro", avalia.

A epidemiologista Carla Domingues (31.Jul.2021)
A epidemiologista Carla Domingues (31.Jul.2021)
Foto: Reprodução/CNN

A epidemiologista acredita que a reabertura das atividades pode sim ser flexibilizada, mas precisa ser tratada com cautela. "A população precisa subsistir mas, se abrir de forma desordenada, teremos de fazer lockdown outra vez e hospitais podem ficar lotados de novo. Ainda não temos condições de fazermos uma abertura geral e irrestrita. Temos uma população ainda com baixa cobertura da segunda dose, 1000 pessoas morrendo por dia. É um risco grande".

Mais Notícias : Dados da Pfizer sugerem que 3ª dose aumenta proteção contra variante Delta
Enviado por alexandre em 29/07/2021 08:58:37

Uma terceira dose da vacina da Pfizer pode "fortemente" aumentar a proteção contra a variante Delta -- além da proteção oferecida pelas duas doses padrão --, sugerem novos dados divulgados pela Pfizer nesta quarta-feira (28).

Os dados, que foram divulgados online e devem ser discutidos em uma reunião sobre os lucros da empresa ainda hoje, sugerem que os níveis de anticorpos contra a variante Delta em pessoas de 18 a 55 anos que recebem uma terceira dose de vacina são mais de cinco vezes maiores do que depois da segunda dose.

Entre pessoas de 65 a 85 anos de idade, os dados da Pfizer sugerem que os níveis de anticorpos contra a variante Delta após uma terceira dose da vacina são 11 vezes maiores do que depois de uma segunda dose.

"Há um potencial estimado de até 100 vezes maior na neutralização do Delta após a terceira dose em comparação com as três doses anteriores", escreveram os pesquisadores nos slides de dados da Pfizer. Os dados ainda não foram revisados ou publicados.

As informações também mostram que os níveis de anticorpos são muito mais altos após uma terceira dose do que uma segunda dose contra a variante original do coronavírus e a variante Beta, identificada pela primeira vez na África do Sul.

Profissional de saúde prepara aplicação de vacina Pfizer
Profissional de saúde prepara aplicação de vacina Pfizer em Los Angeles, nos EUA
Foto: Lucy Nicholson/Reuters

Mais Notícias : Queiroga à CNN: Podemos ter que vacinar contra Covid-19 todos os anos
Enviado por alexandre em 28/07/2021 09:15:23

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu em entrevista exclusiva à CNN que a pasta já trabalha com a possibilidade de precisar repetir anualmente a vacinação contra a Covid-19. O ministro afirmou que as fábricas de vacinas veterinárias são uma aposta do governo para que o país seja autossuficiente em imunizantes contra a doença.

"É possível que se torne uma endemia e que tenhamos que vacinar a população brasileira anualmente. Por isso, temos que fortalecer o nosso complexo industrial da saúde, para que tenhamos condição de produzir vacinas suficientes no Brasil. Não só o IFA nacional, mas também o banco de células", disse Queiroga, entrevistado pelo âncora William Waack e pela analista de Economia Raquel Landim.

De acordo com o ministro da Saúde, o governo se baseia em uma lei aprovada pelo Congresso que permitiu aos parques industriais que produzem vacinas contra doenças em animais possam iniciar a produção de imunizantes contra o novo coronavírus.

Para Queiroga, a expertise do agronegócio brasileiro permitirá que essa produção ocorra em larga escala e o país se converta em "líder global". "Que nós possamos participar do Covax Facility [consórcio da OMS para a compra de vacinas] não para adquirir vacinas, mas para fornecer", afirmou o ministro.

A íntegra da entrevista exclusiva do ministro Marcelo Queiroga será exibida neste domingo, a partir das 22h15, na CNN.

Vacinação de adolescentes

De acordo com o ministro Marcelo Queiroga, o Brasil mantém a meta de vacinar 100% das pessoas com 18 anos ou mais com ao menos uma dose de imunizante contra a Covid-19 até setembro deste ano. De forma complementar, que 50% dessa parcela da população esteja com o ciclo vacinal completo, seja com uma dose da Janssen ou com duas doses das demais vacinas.

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga em entrevista à CNN
Ministro da Saúde Marcelo Queiroga em entrevista à CNN (27.jul.2021)
Foto: Reprodução / CNN

É neste momento que o país espera iniciar a vacinação dos adolescentes. No primeiro momento, já está no horizonte a vacinação de quem tem entre 13 e 17 anos e possui comorbidades identificadas como grupo de risco. De acordo com a estimativa de Queiroga, são 4,5 milhões de jovens. 

O ministro da Saúde afirmou que a pasta também vai incluir os jovens dessa faixa etária sem doenças pré-existentes, mas que isso só acontecerá em um segundo momento. Além da falta de doses, há um segundo fator limitante. Das vacinas em uso no Brasil, apenas o imunizante da Pfizer já tem autorização da Anvisa para aplicação em pessoas dessa faixa etária.

Mais Notícias : Vacina a Sério: Imunizantes contra Covid-19 não provocam alterações genéticas
Enviado por alexandre em 27/07/2021 10:00:00

No quadro Vacina a Sério desta terça-feira (27), a CNN perguntou ao diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Renato Kfouri, se as vacinas contra o novo coronavírus podem causar alterações genéticas ou câncer. Veja a resposta:

"Muito tem se falado com essas novas vacinas genéticas que elas seriam capazes de causar alterações genéticas às vezes nos fetos, nas reproduções, nas gerações futuras, ou até câncer. Isso é uma enorme bobagem porque não há nenhuma incorporação do material genético do coronavírus presente nessas vacinas no nosso genoma", disse Kfouri.

"Isso é impossível de acontecer. A ação da vacina é no local. Essa informação genética faz com que nós produzimos nossos anticorpos e ficamos protegidos, mas não trazem nenhum efeito na nossa produção de espermatozoides, de óvulos, de futuras gerações, de câncer ou nenhum problema genético."

Objetivo do quadro é combater as fake news que circulam nas redes sociais.

Mais Notícias : Queiroga diz que intervalo da Pfizer deve cair para 3 semanas
Enviado por alexandre em 26/07/2021 09:35:29

Ministro afirmou que a medida deve ser tomada por que a pasta agora tem segurança na entrega das doses


Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta segunda-feira (26) ser “muito provável” que, em breve, seja anunciada uma redução do intervalo entre a aplicação da primeira e da segunda dose da vacina da Pfizer contra a Covid-19 no Brasil. A declaração foi dada pelo chefe da pasta federal à colunista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.

Com a mudança, o tempo de espera entre as duas aplicações deve cair dos três meses atuais para apenas três semanas. O tempo menor já é previsto na bula da vacina da Pfizer, mas o Ministério da Saúde decidiu, no passado, ampliá-lo para três meses para conseguir imunizar mais rápido um maior número de pessoas com a primeira dose.

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– Naquele momento, não tínhamos certeza da quantidade de doses de Pfizer que teríamos neste ano e optamos por ampliar o número de vacinados com a primeira dose. Mas agora temos segurança nas entregas e dependemos apenas da finalização do estudo sobre a logística de distribuição interna dos imunizantes para bater o martelo sobre a redução do intervalo – disse.

Ou seja, mesmo mantido o cronograma de entregas da Pfizer, sem antecipação, será possível a redução, desde que confirmada a capacidade logística da distribuição das ampolas. Ele ressalta que a palavra final será dos técnicos e dos coordenadores do Programa Nacional de Vacinação (PNI), que estariam já em debate avançado sobre a possibilidade.

De acordo com Queiroga, a Pfizer “é muito pontual na entrega das vacinas”, e até dezembro vai cumprir o contrato e entregar mais 100 milhões de doses ao Brasil.

Já a vacina de Oxford/ AstraZeneca, produzida no Brasil pela Fiocruz, deve seguir com o intervalo de três meses, que é o previsto pela farmacêutica como ideal para o produto.

“Ainda faltam estudos para comprovar que a redução desse intervalo poderia ser feita”, afirma o ministro Queiroga.

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