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Urgente : Pré-campanha: o que pode, o que não pode e o que já deveria ter sido feito
Enviado por alexandre em 16/03/2018 22:07:27


José Armando BUENO

A cultura da campanha eleitoral no Brasil ainda está atrelada a modas antigas, e os candidatos têm enorme dificuldade em entender o que se denomina agora de pré-campanha, revigorada pelo TSE e tão mais importante quanto a campanha propriamente dita. Até recentemente os candidatos ficavam “escondidos”, aguardando a largada oficial da campanha a partir das convenções, mais timidamente, e depois na campanha do Rádio e TV, mais agressivamente. Dada a largada, inundavam as ruas com muito barulho e sujeira, militantes pagos, carros de som com jingles do tipo chiclete e no último volume e muito, muito papel. As mudanças fortes na legislação eleitoral com a reforma recentemente regulamentada pelo TSE, e o amplo domínio no uso de internet através das redes sociais, jogaram os candidatos numa situação adversa: as condições que antes favoreciam ou garantiam a vitória de um candidato, não mais existem. O cenário mudou, e a estratégia da esmagadora maioria dos candidatos não. Vamos ver isto?

O TEMPO | Antes, o bem mais precioso de uma campanha era dinheiro. Com ele quase tudo era possível e ele continua importante mas, hoje, o TUTU perdeu para o TEMPO, o insumo humano mais caro e mais raro do planeta. Os poucos segundos que você levou para ler o parágrafo anterior passaram e não voltam nunca mais! Dentro de seis meses o primeiro turno terá acabado e o resultado poderá ser uma festa ou um desastre. Pela própria natureza do processo eleitoral, dos quase 30 mil candidatos que se espera em 2018 em todo o país, apenas cerca de 5% terá o que comemorar. Sim, é um funil muito, muito estreito, e a realidade é que a maioria esmagadora dos candidatos não se prepara ou prepara-se muito mal, e o tempo voa e já foi. E seis meses não é nada amigos. Candidatos competitivos em 2018 estão em campo desde 2014 ou até antes, em especial os que não foram eleitos, com a faca na boca e no trecho faz é tempo. Por outro lado, a maioria não tem presença na internet, e quando tem não preenche os mínimos requisitos para competir no campo digital, o mais importante território da batalha eleitoral que já começou. Alguns compram likes no Facebook como se compra banana na feira, acreditando em milagres que não existem. Um desastre monumental. Eu conheço meia dúzia de deputados que compraram likes, emprenhados pelo ouvido de vendedores de ilusões e assessores. Baratinho: 100 mil likes por R$ 1.999,00. O pior é que a maioria tem assessores “cegos” que estão guiando outros cegos… para o buraco do desastre. E o auto-engano é o veneno para amaciar o ego.

PRÉ-CAMPANHA | Com as alterações trazidas pela reforma política, passou a ser legal a realização de uma série de ações de marketing, comunicação e divulgação do pré-candidato e de suas ideias e propostas, antes da campanha propriamente dita, por isso este período passou a ser denominado de pré-campanha. Assim, uma série de ações podem ser realizadas para que o pré-candidato crie visibilidade e aumente seu potencial eleitoral. Este período vai, oficialmente, de 15 de maio a 15 de agosto. Mas os pré-candidatos mais agressivos e rápidos, que têm objetivos claros, já colocaram seus nomes na rua. Seja através de adesivos em carros, casas e os locais mais diversos, pré-candidatos estão utilizando uma brecha na lei, que não proíbe este tipo de ação, inclusive reuniões, quermesses, bingos para arrecadação de fundos, mas sem mencionar a candidatura propriamente dita, o partido ou qualquer ligação expressa com uma candidatura. Pela legislação vigente, quando não há menção explícita à candidatura – como o cargo que o candidato disputará ou o número que será usado por ele na urna –, a lei eleitoral não considera propaganda antecipada. Mas, um alerta: é expressamente proibido pedir voto, mesmo de forma velada. O candidato pode sim falar sobre suas ideias e projetos, sua opinião sobre a política, sobre eleições, mas não pode haver menção clara e específica à candidatura com pedido de voto. Isto é fácil, basta saber administrar as emoções e o ego. De novo ele.

O QUE PODE ? | Diversas ações passaram a ser permitidas durante o período que antecede a campanha, mas é importante ficar atento à lista de ações autorizadas pela nova legislação, tanto para políticos em mandato quanto sem mandato:

1) Apresentação de propostas e discussão sobre as eleições a serem realizadas, desde que não haja referência a voto.

2) Realização de interações sociais diversas e contato com o eleitorado.

3) Pedido de apoio político, desde que não haja pedido de voto.

4) Divulgação de atos parlamentares e/ou debates legislativos, sempre sem pedido de voto.

5) Expressar publicamente a pretensão de concorrer a cargo público, por meio de redes sociais diversas e outros meios, desde que não mencione partido nem número.

6) Exaltar qualidades pessoais sob diversas formas de comunicação.

7) Falar de propostas partidárias sem referência expressa à candidatura, número ou referência a voto.

O QUE NÃO PODE? | Da mesma forma que as ações permitidas na pré-campanha estão exemplificadas na legislação eleitoral, como tipificado acima, algumas ações continuam proibidas nesse período. O que o pré-candidato não pode fazer:

1) Divulgar dados de candidatura, como número para votação, nome oficial de candidato, nome ou dados de coligação ou similares.

2) Pedido direto ou indireto de voto ou de convencimento de terceiros para votar, e nem utilizar terceiros para fazer isso.

3) Divulgação de qualquer material de campanha por qualquer meio e que tenha como foco o convencimento do eleitor a votar em determinado candidato ou partido político.

O QUE JÁ DEVERIA | Desde sempre o pré-candidato pode fazer campanha sobre seu nome, ideias, propostas, projetos, sem envolver partido. Para ser repetitivo: apenas no período específico de pré-campanha os pré-candidatos têm que tomar cuidados de acordo com a legislação. Mas uma série de ações já deveriam estar em curso, e que já teriam feito enorme diferença para o posicionamento do pré-candidato. A maioria tem um PERFIL no Facebook. Mas perfil é PESSOAL e não serve para posicionar pré-candidatura, mas um bom PERFIL, que tenha milhares de seguidores, pode ajudar a fortalecer uma PÁGINA e fazer migrar os amigos para ela. Posicionamento profissional exige PÁGINA no Facebook e Conta Profissional (denominada Comercial) no Instagram. Se o pré-candidato tem habilidades de escrita ou pode contratar quem faça, é muito importante ter um BLOG para geração de conteúdo especial, qualificado, sobre você enquanto candidato. E uma conta no Whatsapp Business é fundamental, porque as ferramentas que o novo aplicativo disponibiliza não existem no aplicativo original. Agora, o que é mais importante, fundamental e estratégico? A geração de conteúdos relevantes. Sem isso todo o trabalho pode ser jogado no lixo, não presta mesmo. Conteúdo relevante tem, essencialmente, três funções: educar (transmitir conhecimento), informar (fazer saber, dar notícia), formar (desenvolver conhecimento). Estas três funções devem ser utilizadas, muitas vezes simultaneamente, para gerar o fator mais importante para levar o pré-candidato à porta do resultado, o ENGAJAMENTO, que é o envolvimento do eleitor potencial com a sua mensagem, com o conteúdo, com o seu nome, com suas propostas, é buscar a interação ativa do eleitor para gerar o buzz (boca a boca). Isto é o mínimo para começar um bom trabalho de marketing e comunicação. E esqueça a mão de obra. O que conta agora são os cérebros de obra.

Nota importante: o impulsionamento no Facebook, que é pagar para que suas publicações alcancem mais pessoas, é uma armadilha letal para pré-candidatos que não geram conteúdo relevante e qualificado. De fato o tiro sai pela culatra e consertar isto é muito caro. Infelizmente, milhares de pré-candidatos estão impulsionando até foto da família, da pescaria, na igreja, no boteco, do post do Dia de São Nunca, porque acreditam em milagre.

A CONVERSÃO | Todo esse esforço de pré-campanha tem um único objetivo: converter o eleitor potencial engajado em eleitor de fato. A conversão é o que vai decidir sua eleição. Qualquer outra coisa perde importância, pois se o candidato seguiu uma estratégia e um bom roteiro, o eleitor já foi convencido ANTES mesmo da campanha propriamente dita ter começado, e que vai durar apenas 35 dias. Acredite, se você não fez isto até agora, sua candidatura já está em risco, mesmo que seja um político em mandato. Aliás, boa parte destes serão atirados no esquecimento porque acreditaram em milagres, alimentados por arrogância e falta de profissionalismo.

P.S.: TV e Rádio são muito importantes nas campanhas, como meios de difusão de massa das candidaturas em faixas de horário muito específicas, mas serão utilizados por apenas 35 dias. Já as redes sociais operam full com alta capilaridade e capacidade de difusão horizontal (determinada faixa do eleitorado) ou vertical (todas as faixas do eleitorado), através dos conteúdos relevantes desenhados para cada perfil de público ou nicho de eleitor. Não menciono aqui os perfis falsos, as fake news e os bots, que atingem cerca de 10% do eleitorado. Há mais marketing nisso do que danos frontais ou colaterais, bastante pontuais. Não se enquadra nesta categoria o escândalo do grampo dos deputados Maurão e Jesuíno, pois os fatos são concretos e a partir deles foram gerados desdobramentos incontroláveis, inclusive fake news. Há diferença entre uma fake news falsamente original e uma desdobrada de um fato, mas ambas são muito escaláveis nas eleições. Um apresentador de TV famoso, Nelson Rubens, criou uma expressão bastante apropriada para representar tais diferenças: “eu aumento , mas não invento”.

José Armando BUENO é empreendedor e jornalista, editor de A CAPITAL.

Urgente : Câmara dos Deputados pagou despesas de petistas que foram ao julgamento de Lula em Porto Alegre
Enviado por alexandre em 07/03/2018 10:32:47


Deputados do PT que foram a Porto Alegre em janeiro, durante o recesso parlamentar, para acompanhar o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região tiveram despesas como passagem aérea, hotel, transporte e alimentação pagas pela Câmara. Levantamento do Estadão/Broadcast mostra que 12 dos 57 deputados do partido pediram reembolso por despesas que, no total, somam ao menos R$ 21,6 mil.

Os custos com a viagem foram pagos com a cota parlamentar a que deputados têm direito mensalmente para custearem gastos com o mandato. Mais conhecido como “cotão”, o benefício varia entre R$ 39,5 mil e R$ 44,6 mil, dependendo do Estado do parlamentar.

A Câmara afirma que o uso dos recursos para atividades partidárias é permitido pelo regimento interno. A única proibição é ao uso da cota para fins eleitorais, o que não seria o caso da viagem a Porto Alegre.

Reunião: No dia 23 de janeiro, véspera do julgamento que confirmou a condenação de Lula na Lava Jato, o líder do PT na Câmara, Paulo Pimenta (RS), convocou reunião da bancada em Porto Alegre, para debater as “linhas gerais do plano de ação para o primeiro semestre”. Houve atos da militância da sigla na capital gaúcha nos dias que antecederam a sessão do tribunal.

A maioria dos deputados pediu ressarcimento apenas da passagem aérea, caso de Givaldo Vieira (ES), João Daniel (SE), Leonardo Monteiro (MG), Vicentinho (SP) e Zé Geraldo (PA). Houve quem teve só a hospedagem paga, como a deputada Benedita da Silva (RJ), e os que solicitaram ressarcimento da alimentação, entre eles, os deputados gaúchos Pepe Vargas e Bohn Gass, que almoçaram por conta da Câmara em 24 de janeiro.

Chocolates. Outros parlamentares, porém, pediram reembolso de praticamente todas as despesas. Foram os casos dos deputados Zé Carlos (MA) e Leo de Brito (AC), que tiveram os custos com passagem, alimentação e transporte pagos pela Câmara entre 22 e 24 de janeiro. Brito, que também teve a hospedagem paga, chegou a pedir reembolso de compra de R$ 48,36 em loja de chocolates no aeroporto da cidade.

O deputado Zeca Dirceu (PR), filho do ex-ministro José Dirceu, também foi a Porto Alegre com todas as despesas custeadas pela Câmara: passagens, alimentação e transporte. A Casa bancou até Uber que o levou do bairro São José a um restaurante na Rua Marquês de Pombal, onde chegou, segundo recibo apresentado, às 22h47 de 23 de janeiro.

Defesas. Os deputados João Daniel (SE), Benedita da Silva (RJ), Givaldo Vieira (ES), Zé Geraldo (PA), Pepe Vargas (RS) e Leonardo Monteiro (MG), todos do PT, disseram que pediram reembolso de seus gastos à Câmara porque estavam cumprindo atividade parlamentar em Porto Alegre, ao serem convocados para uma reunião da bancada realizada no dia 23 de janeiro – véspera do julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no TRF-4.

O deputado Léo de Brito (AC) admitiu que as atividades em que participou na capital gaúcha foram de caráter político e afirmou que entende que, ao participar de atos dessa natureza, está no exercício de seu mandato.

O parlamentar Bohn Gass (RS) afirmou que estava trabalhando em seu escritório parlamentar em Porto Alegre no dia do julgamento do ex-presidente Lula. De acordo com Gass, nessa data, o parlamentar pediu o reembolso de R$ 24 referente ao almoço em um restaurante localizado a 50 metros de seu escritório e a 1,9 quilômetros da sede do tribunal.
Leia Também: Suplente ficha-suja toma posse na Câmara no lugar de Maluf

Já o deputado Pedro Uczai (SC) informou que pagou todas as despesas da viagem e que o único pedido de ressarcimento, de um almoço de R$ 39,40 em 24 de janeiro, foi um engano de seus assessores. Ele enviou comprovante de transferência do valor para os cofres da Casa.

Os demais deputados petistas não responderam ao contato do Estado até a conclusão desta edição. O deputado Zeca Dirceu (PR) e sua assessoria não foram localizados pela reportagem.

Fonte: MSN

Créditos: Estadão

Urgente : STF marca data para julgar pagamento de auxílio-moradia a juízes
Enviado por alexandre em 22/02/2018 08:56:36


O Supremo Tribunal Federal (STF) marcou para o próximo dia 22 de março o julgamento da liminar do ministro Luiz Fux, de 2014, que autorizou o pagamento do auxílio-moradia, no valor de R$ 4.378, a todos os juízes do país. A expectativa é que o alcance do benefício, hoje pago a magistrados de todo o país, seja restringido.

A pauta já aparece como agendada para o dia 23 de março deste ano. A ministra Cármen Lúcia já havia adiantado que colocaria o assunto em pauta no próximo mês. A decisão de 2014, tomada por Fux, incluiu no pagamento inclusive aqueles com casa própria nas cidades onde trabalham. Cogita-se que uma solução intermediária deve ser tomada, já que a pauta é polêmica. Cármen Lúcia tem sido cobrada pela base da magistratura, que tenta evitar a perda do benefício. Há alguns dias, a Associação dos Juízes Federais do Brasil (Ajufe) havia pedido ao STF para retirar a ação da pauta.

Na petição, argumenta que o processo não está pronto para ser julgado porque falta uma manifestação da entidade. Ainda há um impasse que, se o benefício for restringido, os magistrados teriam que devolver o dinheiro. O entendimento é de que, como o pagamento foi autorizado pelo STF e pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), quem recebeu o fez de boa-fé. Um levantamento feito pela ONG Contas Abertas calculou que pagamento de auxílio-moradia a juízes e membros do Ministério Público custou à União e aos Estados, até junho de 2017, R$ 4,5 bilhões. Atualizado até dezembro, o valor atinge R$ 5 bilhões.

(Com informações da Folha de S. Paulo)

Urgente : Saiba como será a aposentadoria automática por tempo de contribuição
Enviado por alexandre em 02/02/2018 21:44:16


Cerca de 200 mil pessoas que aguardam a aposentadoria por tempo de contribuição poderão ganhar o benefício automaticamente. Uma portaria autorizando a mudança deve ser publicada ainda neste mês, e cenas como a dessa foto acima serão menos frequentes. Confira, o passo a passo publicado pelo Portal Brasil que explica como vai funcionar o sistema:


Passo 1: junte os documentos

João Brasileiro contribuiu por 35 anos com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e agora quer se aposentar. Para conseguir o benefício, ele reúne os documentos pessoais, a carteira de trabalho, o carnê de contribuição e envia junto ao seu pedido de aposentadoria pelo site www.inss.gov.br. Se João fosse uma mulher, ela poderia entrar com esse mesmo pedido ao completar 30 anos de contribuição.


Passo 2: conferência de dados

Os funcionários do INSS conferem os dados enviados por João. Está tudo certo. Ele não tem nenhuma pendência, não precisa realizar nenhuma perícia e já pode se aposentar.


Passo 3: aguarde a resposta

Em casa, João recebe uma carta com a informação de que a sua aposentadoria já está disponível. O comunicado também chega por e-mail.


Passo 4: confirme o interesse

João não precisará sair de casa e ir até uma agência do INSS para confirmar que deseja começar a receber a aposentadoria. Para isso, ele deverá apenas ligar para o número 135 ou acessar novamente o site do INSS.


Passo 5: aproveite o benefício



Depois de passar por todas essas etapas, João se juntará a outros 200 mil aposentados que começaram a receber o benefício automaticamente em setembro do ano passado. É que essa novidade começou a valer antes para aquelas pessoas que já atingiram a idade mínima para se aposentar. Ou seja, os homens com idade mínima de 65 anos e as mulheres acima de 60 não precisam mais comparecer a um posto de atendimento para pedir a aposentadoria por idade. Com informações do Portal Brasil.





Notícias ao Minuto

Urgente : Petistas demonstram que não sabem perder e apelam para a “bagunça”
Enviado por alexandre em 26/01/2018 23:12:55


Preparem-se, brasileiros e brasileiras: a atmosfera que o Partido dos Trabalhadores, com a concordância do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (condenado por duas vezes), busca colocar em prática é a da bagunça institucionalizada, operada por arruaceiros contumazes que se escondem em siglas de movimentos classistas e sociais. A reafirmação da condenação de Lula pelos juízes de Porto Alegre acirrou os ânimos e forneceu o caldo de cultura que o lulopetismo mais ambicionava – o cenário para o caos, o tumulto. A Justiça está sendo claramente desafiada a decretar a prisão de Lula – até aqui ela foi indulgente demais, tratando Lula como uma “entidade superior”, um “intocável”, a despeito de todo o corolário de acusações contra ele, desde os tempos do mensalão petista em 2005, que foi denunciado para todo o mundo pelo petebista Roberto Jefferson.

O PT nunca teve Plano“B” para as eleições de 2018. O único Plano concebido dentro da agremiação é o Plano ”L”, de Lula, da volta ao poder do único que é considerado “o cara”, talhado para reconduzir a legenda aos tempos áureos da falcatrua e da impunidade. Cabe à Polícia Federal cumprir a ordem de prisão – aliás, são vários os juristas que afirmam que a sentença poderia ter sido cumprida imediatamente à publicização do resultado. O problema é que magistrados se intimidaram com a onda midiática para tornar Lula o grande líder do país, mas agora está em jogo a ordem pública diante da ameaça cristalina de convulsão que está sendo propagandeada pelos militantes petistas com uma naturalidade espantosa. Os petistas abusam da liberdade reinante no Brasil e conquistada a duras penas em 85 com o fim da ditadura civil-militar instaurada em 64. Isto está expresso na seguinte frase de Lula nas últimas horas: “A minha candidatura só tem sentido se vocês (petistas e agregados) forem capazes de fazê-la, mesmo que aconteça o indesejável”.
Afirmação mais do que grave, gravíssima! Lula recomenda que se faça “o indesejável”. Não explica o que seria isto, mas não é difícil adivinhar. Sigamos o raciocínio da senadora Gleisi Hoffmann, depois de ter dito que “vai morrer gente se Lula for condenado”: – O partido não tem Plano B e vai com Lula até o final. Foi dito, também, que não há razão para respeitar a decisão da Justiça. O trunfo ée “paus” – aliás, sempre foi, desde que o PT foi apeado do poder com o impeachment de Dilmaa Rousseff por causa das pedaladas fiscais descobertas pelo Tribunal de Contas da União. Em qualquer país democrático do mundo Lula já estaria cumprindo pena e o PT já teria sido extinto por rasgar o estatuto e passar a pregar a confrontação fora da Lei, com o incitamento manifesto ao ódio, à conflagração, à violência, como exortaram xiitas como Gleisi Hofffmann e o ex-ccara-pintada Lindbergh Farias.

O PT não é treinado para jogar no campo democrático, nem no tapetão, como se diz quando há referência a juízes e Cortes judiciais. O PT é treinado para o enfrentamento, que gera a intranquilidade, que assusta a sociedade como um todo e que desestabiliza de certo modo o processo democrático, além de abalar o processo político-institucional. O PT não quer a extensão do cumprimento da Lei para integrantes de escol como Lula porque massifica a mentira, a falácia de que Lula está acima da Lei. O partido mistura elementos de misticismo com mistificação de fatos. Lula, já se sabe, é o escalado para o papel de vítima. Chegou a se comparar a Cristo, “condenado à morte sem dizer uma palavra, recém-nascido”. E ainda acrescentou: “Se o José não corre, ele tinha sido morto”. Lula não tem apreço por ninguém nem o PT respeita liberdades políticas. É uma empulhação tudo o que ocorre e a máscara começa a cair até para segmentos que demonstravam simpatia para com Lula.

O Brasil precisa de presidente, não de arruaceiro no comando da suprema magistratura da Nação. Não vamos brigar com fatos nem insultar a inteligência alheia, por favor!

Por Nonato Guedes

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