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Jesus : “Se você quiser proteger seu coração, vai evitar muita dor. Mas também vai viver uma vida pela metade”
Enviado por alexandre em 12/07/2020 14:23:49

“Se você quiser proteger seu coração, vai evitar muita dor. Mas também vai viver uma vida pela metade”

Às vezes é preciso perder o equilíbrio por amor. A vida nos provoca o tempo todo, e em alguns momentos ela nos desafia a sair de nossa zona de conforto, ficar à flor da pele, e sermos corajosos o bastante para deixar sangrar um pouco mais o nosso coração
Rupi Kaur, uma das escritoras mais lidas da atualidade, em seu intenso livro “Outros jeitos de usar a boca”, diz:“Eu não sei o que é viver uma vida equilibrada. Quando fico triste eu não choro, eu derramo. Quando fico feliz, eu não sorrio, eu brilho. Quando fico com raiva, eu não grito, eu ardo. A vantagem dos sentidos extremos é que, quando eu amo, eu dou asas. Mas isso talvez não seja uma coisa tão boa, porque eles sempre vão embora. E você precisa ver, quando quebram meu coração eu não sofro, eu estilhaço…”
Muita gente se identifica com a escritora indiana, com seu jeito poderoso de se expressar e viver a vida. E confesso que carrego um tanto dessa intensidade também, talvez por tentar dar voz àquilo que me toca e sensibiliza, mas principalmente por desejar experimentar a vida em toda sua grandeza, com suor, saliva e lágrimas.
Na série “Virgin River”, há um episódio em que Annette O’Toole, atriz que interpreta Hope, diz: “Se você quiser proteger seu coração, vai evitar muita dor. Mas também vai viver uma vida pela metade”. Me lembro do momento em que ouvi essa frase na série, justamente saindo da boca de uma personagem que tentava, a muito custo, se blindar do sentimento que ainda nutria pelo ex marido. Ela havia passado uma vida tentando negar aquele amor e, naquele momento, aconselhava uma das jovens a não fazer o mesmo.
É vital proteger o próprio coração, mas não podemos passar uma vida inteira fugindo dos estilhaços que podem nos atingir quando experimentamos viver um grande amor.
Às vezes é preciso perder o equilíbrio por amor. A vida nos provoca o tempo todo, e em alguns momentos ela nos desafia a sair de nossa zona de conforto, ficar à flor da pele, e sermos corajosos o bastante para deixar sangrar um pouco mais o nosso coração. Tentar, arriscar e perceber que fomos modificados para sempre é algo que pode até nos fazer em pedaços, mas também nos mostra que fomos fortes o bastante para arder, brilhar, estilhaçar… e atravessar.
O silêncio, o autocontrole e a sensatez são características louváveis, que demonstram bom senso, equilíbrio e juízo. Porém, acreditar que o amor é um jogo e não ousar lançar os dados é o mesmo que escolher fugir e se despedaçar por não suportar ficar, se estilhaçar e finalmente avançar.
Viver uma vida pela metade, nos blindando da dor, é uma opção. Mas não sei se nos torna pessoas mais felizes. Fugir da intensidade, agindo de forma distante e fria, nos protege da ferida. Mas o risco… ah o risco nos aproxima da experiência de estarmos vivos, e mesmo que nos corte ao meio, nos ensina que somos capazes de nos erguer de novo. E, com sorte, de amarmos melhor.

O amor acabou, o orgulho ferido ficou


Há muita confusão entre a dor de amor verdadeira e a dor de ter sido trocado, substituído, ou, em outras palavras, dor de perceber que a vida do outro simplesmente seguiu sem você. Nos consideramos importantes demais. E perceber que alguém com quem construímos vínculos consegue seguir a vida tranquilamente sem a nossa companhia, pode machucar. Hoje, com a felicidade e o desapego expostos na vitrine do Instagram, essa dor advinda do fim incomoda ainda mais.
Adoro a música “Acima do Sol”, da banda mineira Skank. Nela, Samuel Rosa canta: “Assim ela já vai achar o cara que lhe queira como você não quis fazer…” e eu fico imaginando as inúmeras histórias que podem ser narradas com esse refrão, de relações que acabaram por falta ou não de amor, mas em que as pessoas só perceberam que havia um sentimento, tarde demais. Porém, muitas vezes esse sentimento não é genuinamente amor, e sim orgulho ferido. É claro que se houve afeto, conexão, sentimento e vínculo, não se trata exclusivamente de um sentimento de perda, mas há muita confusão entre a dor de amor verdadeira e a dor de ter sido trocado, substituído, ou, em outras palavras, dor de perceber que a vida do outro simplesmente seguiu sem você.
Nos consideramos importantes demais. E perceber que alguém com quem construímos vínculos consegue seguir a vida tranquilamente sem a nossa companhia, pode machucar. Hoje, com a felicidade e o desapego expostos na vitrine do Instagram, essa dor advinda do fim incomoda ainda mais. Pois, além de percebermos que a vida do outro seguiu, essa capacidade de virar a página se torna pública e, nesse caso, nossa “humilhação”, também. A sensação é a de que estamos sendo observados para saber qual dos dois supera mais rápido, qual dos dois sorri primeiro, qual dos dois consegue desapegar melhor, qual dos dois faz a fila andar num tempo menor. Porém, a vida não é uma corrida pra ver quem vira a página com mais facilidade, ou consegue encontrar graça no dia a dia sem a companhia do outro.
O orgulho, em certa medida, serve para nos proteger e blindar nossa autoestima. Quando nos sentimos vulneráveis na presença de alguém, é comum nos arriscarmos menos. É como se o orgulho nos resguardasse da dor; como se ele fosse o guardião da nossa autoestima, impedindo que nos machuquemos tanto ao sermos rejeitados por alguém especial.
É comum nos depararmos com pessoas que após um término de relacionamento, dá de ombros como se não tivesse perdido grande coisa. Ou alguém que comumente é confiante e atrevido, ficar cheio de medo e timidez ao abordar alguém que lhe é especial.No livro “Ensaios de amor”, de Alain de Botton, ele diz: “É uma das ironias do amor o fato de que é mais fácil seduzir com segurança aqueles por quem estamos menos atraídos”. Isso realmente é uma ironia, um paradoxo, mas com certeza uma verdade. Quando não estamos tão atraídos, não nos protegemos tanto. Assim, nos arriscamos mais. E, muitas vezes, somos muito mais bem sucedidos na conquista. Porém, quando há envolvimento emocional e sentimos o quanto poderemos ficar abalados com uma negativa ou um vácuo, nos blindamos. E acabamos caindo nos joguinhos do orgulho, que nada mais são que tentativas desesperadas de preservar nosso ego intacto.
Em outro livro: “Orgulho e Preconceito”, de Jane Austen, há uma passagem que diz: “A vaidade e o orgulho são coisas diferentes, embora as palavras sejam frequentemente usadas como sinônimos. Uma pessoa pode ser orgulhosa sem ser vaidosa. O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos, a vaidade com o que desejamos que os outros pensem de nós”.
Assim, o orgulho seria o guardião da sua auto estima. Porém, se por um lado ele é importante para impedir que você seja “trouxa” ou “capacho”; por outro lado, quando você tem uma autoestima muito frágil, ele te blinda de simplesmente viver e se arriscar. Assim, uma pessoa que constrói muros em torno de si e se blinda – muitas vezes passando a imagem de alguém auto suficiente e bem resolvida – pode ser uma pessoa com medo e com a autoestima frágil. “O orgulho se relaciona mais com a opinião que temos de nós mesmos”  
Se proteja a ponto de não permitir que pisem em você, mas não deixe que o orgulho o impeça de se arriscar e viver as coisas boas da vida. Viver carregando a eterna dúvida do “e se…” nos adoece e rouba nossa liberdade. E talvez um dia, tarde demais, possamos perceber que um “não” seria o pior que nos ocorreria, mas o “sim” teria mudado nossa vida.
Quanto ao orgulho ferido, ou a percepção de que a vida do outro seguiu muito bem sem você, meu conselho é: filtre seus sentimentos e reconstrua sua autoestima longe do binóculo alheio. Siga seu caminho e dome sua curiosidade: desista de fuçar, stalkear, acompanhar. Cuide de você e liberte seu coração dessa mágoa. Toque seu barco sem perder a fé em si mesmo e, quando a maré subir demais, apenas não desista. Um dia de cada vez, sem pressa, sem necessidade de mostrar ao mundo que superou. Apenas não desista… 
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Jesus : A morte veio ao mundo por inveja do diabo, diz Papa
Enviado por alexandre em 20/04/2020 09:35:51


A morte veio ao mundo por inveja do diabo, diz Papa | Imagem: Reprodução

Papa recordou o pedido de Deus “Tenham fé! ainda que pareça que a morte tenha vencido”

Durante a oração do Ângelis no último domingo (29), o Papa recordou que Deus é vida. Na ocasião, diante de tanto sofrimento no mundo, devido a pandemia de coronavírus, o Santo padre afirmou que a morte entrou no mundo por inveja do diabo.

“Deus não nos criou para o túmulo, nos criou para a vida, bela, boa, alegre”

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Na ocasião, Francisco refletiu sobre a ressurreição de Lázaro e como a fé do homem e o amor de Deus estão inteiramente ligados. De acordo com o pontífice:

“A resposta de Deus não é um discurso, não, a resposta de Deus ao problema da morte é Jesus: ‘Eu sou a ressurreição e a vida… Tenham fé! Em meio ao choro continuem a ter fé, ainda que pareça que a morte tenha vencido. Removam a pedra de seus corações! Deixem que a Palavra de Deus leve de novo a vida onde há morte’”.

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Por fim, finalizou pedindo orações para a Virgem Maria, para que a humanidade seja compassiva e próxima dos que sofre:

“a Virgem Maria nos ajude a sermos compassivos como o seu Filho Jesus, que fez sua a nossa dor. Que cada um de nós seja próximo daqueles que estão sofrendo, tornando-se para eles um reflexo do amor e da ternura de Deus, que liberta da morte e faz vencer a vida”.

Fonte: ACI Digital

Jesus : Padre Assis: O impacto histórico trágico da morte de Cristo e da pandemia
Enviado por alexandre em 05/04/2020 02:29:21

Padre José Assis Pereira.

Neste Domingo iniciamos a Semana Santa nessa situação peculiar, por estarmos num tempo tão incerto no nosso país e no mundo devido à pandemia do “Covid-19” que afeta toda humanidade. Nesta Semana Santa não teremos grandes celebrações ela será celebrada nas nossas casas, com as ruas das grandes cidades quase desertas, uma população em casa.

Quantas vezes podemos dizer que vivemos um momento histórico que será lembrado pelos próximos anos? O impacto histórico e trágico desta pandemia é também oportunidade para refletirmos sobre o impacto histórico e trágico da morte de Cristo, mas que sabemos que não termina na tragicidade da morte, mas na certeza da vida eterna.

Quem somos nós diante das tragédias que assolam a humanidade? Ficamos paralisados no desespero ou agimos confiantes na esperança da nossa fé? Como nós cristãos, nos posicionamos e agimos em situações críticas e desafiadoras? Este momento único na nossa história pode transformar-se numa ocasião privilegiada para aproximar-nos mais de Jesus.

O Evangelho da procissão de ramos, (cf. Mt 21,1-11) recorda a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém logo antes de sua Paixão e Ressurreição. Já o relato da paixão de Cristo segundo Mateus (cf. Mt 26,14 -27,66) nos leva passo a passo pelo caminho que faremos mais profundamente durante esta semana, desde a traição de Judas, os preparativos e a celebração da ceia pascal, a passagem pelo Getsêmani e pelo Sinédrio, até a discussão de Pilatos com Jesus, sua Paixão, Morte e sepultamento.

A leitura da Paixão sempre nos deixa comovidos. É um chamado à conversão. Na Paixão de Jesus o Pai é que nos disse todo seu amor, nos mostra até onde está disposto a chegar em seu amor à humanidade: até dar-nos o mais querido, seu próprio Filho.

Deus quer persuadir-nos com este fato a que nos deixemos convencer de que só respondendo com amor ao seu amor assim expressado, poderemos alcançar o que sonhamos no fundo de nosso coração e que com frequência buscamos por outros caminhos: vida plena e felicidade completa.

Os quatro evangelistas coincidem no essencial à hora de narrar a Paixão do Senhor; mas cada um deles se fixou em certos detalhes que não contam os outros, pondo assim seu próprio acento. Em todos estes relatos chama a atenção o silêncio de Jesus; Ele fala pouco; são os outros que dizem e fazem. Jesus cala.

Como não podemos comentar todo o texto da Paixão, nos centraremos somente nos episódios que só se encontram na versão de são Mateus. Ele é o único que nos diz o preço que os Sumos Sacerdotes pagaram a Judas em troca de sua traição: “trinta moedas de prata”. Este detalhe tem uma grande importância, pois esse era o preço fixado por Lei para a compra de um escravo.

Esse preço mostra o “desprezo” tanto dos Sumos Sacerdotes como de Judas para Jesus. Esse dinheiro serviu para comprar o “Campo do Oleiro, para aí fazer o cemitério dos estrangeiros” (27,7). Este “Oleiro” é Deus, que na criação modelou o homem do barro. Por esta compra os estrangeiros que morriam em Jerusalém obtiveram um lugar onde ser enterrados.

O preço de Jesus nos faz refletir hoje sobre o preço ou apreço que nós sentimos por Ele. Que valor damos a Jesus em nossas vidas?

Outro detalhe é que durante o interrogatório de Jesus diante de Pilatos, a sua mulher enviou alguém para lhe dizer: “Não se envolva com esse justo, porque esta noite, em sonhos, sofri muito por causa dele” (27,19). Fica claro que este julgamento incomodava muito a Pilatos, mas ele não teve a coragem de fazer justiça, pois sabia que Jesus era inocente e que os lideres religiosos só o haviam entregado por inveja.

Mesmo assim lavou suas mãos, mas aquela água não pode apagar a grave responsabilidade que ele tem neste assunto. Seu comportamento mostra a perversidade de uma justiça que chega ao ponto de condenar à morte um inocente, por medo do poder.

A atitude de Pilatos ante Jesus é um exemplo de como não podemos esperar de quem está no poder. Segue tendo toda sua atualidade. Optar pela justiça supõe sempre coragem. Para isso é preciso educar constantemente nosso espírito no Espírito da Verdade do Evangelho.

Outro detalhe narrado na Paixão de Cristo segundo Mateus é a menção das mulheres: “o grande número de mulheres que estavam ali, olhando de longe. Elas haviam acompanhado Jesus desde a Galiléia, prestando-lhe serviços.

Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José, e a mãe dos filhos de Zebedeu” (27,55-56). Pode parecer à primeira vista até irrelevante. No entanto, podemos reconhecer nestas mulheres a convicção profunda do seguimento a Cristo: não abandoná-lo mesmo diante do horror da violência e da morte.

Diante da pandemia, das calamidades e sofrimentos que o mundo enfrenta hoje, nos omitimos, nos deixamos levar pelo medo, ou nos mantemos de pé com os olhos fixos em Jesus assim como aquelas mulheres?

O Papa Francisco na sua oração solitária na Praça de São Pedro disse diante do crucificado:“Na cruz dele fomos resgatados. Temos esperança: em sua cruz, fomos curados e abraçados, para que ninguém ou nada nos separe do seu amor redentor”. Peçamos ao Senhor que no meio do isolamento em que estamos sofrendo a falta de afetos e encontros, a falta de tantas coisas, até do que comer, saibamos ouvir mais uma vez o anúncio que nos salva: Ele ressuscitou e vive.

No momento da morte de Jesus nos três primeiros evangelhos contam que o véu do templo se rasgou de cima abaixo, em duas partes, mas Mateus é o único que diz: “a terra tremeu e as pedras se partiram.

Os túmulos se abriram e muitos corpos dos santos falecidos ressuscitaram! Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas” (27,52-53). A morte de Jesus revolve a história, o presente e o futuro da humanidade. Sua morte desemboca na ressurreição que restaura todas as coisas.

Um último detalhe próprio da Paixão de Mateus é que “os Sumos Sacerdotes e os fariseus foram ter com Pilatos, e disseram: ‘Senhor, nós nos lembramos de que quando este impostor ainda estava vivo disse:

‘Depois de três dias ressuscitarei!’ Portanto, manda guardar o sepulcro até o terceiro dia, para não acontecer que os discípulos venham roubar o corpo e digam ao povo: ‘Ele ressuscitou dos mortos!’ Pois essa última impostura seria pior do que a primeira” (27,62-64). Porém nem a vigilância mais estrita seria capaz de reter Jesus no sepulcro. Nenhum túmulo retém o Autor da Vida.

Neste Domingo de Ramos e da Paixão contemplamos Jesus Crucificado, nele somos chamados a colocar nossa confiança, nossa vida e a vida de todas as pessoas que amamos. Acolhamos esta Semana Santa assim como Jesus Cristo foi acolhido com ramos, sinal da vitória, em sua entrada messiânica em Jerusalém, de maneira simples, mas com total entrega.

Mergulhar na celebração pascal da Paixão e Morte do Senhor neste momento já tão sofrido em nosso mundo será um exercício desafiador, mas caminho único para uma verdadeira e profunda celebração de sua Páscoa, de sua Ressurreição, vitória sobre a calamidade.

Que esta semana seja uma oportunidade de crescimento na intimidade da escuta da Palavra de Deus, o Cristo vivo, Aquele que é o Messias ontem, hoje e sempre, mesmo em tempos de pandemia!

Jesus : Amigos de Cristo
Enviado por alexandre em 11/11/2019 08:43:44


Como orar a Deus de maneira correta e eficaz
Como orar a Deus de maneira correta e eficaz
Para os cristãos, a oração é uma ferramenta poderosa para fazer isso todos os dias. Desde orações de gratidão a pedidos de ajuda, orar a Deus nos permitem pedir que Ele nos guie e a outros através de nossas lutas e vitórias.
Talvez você esteja se perguntando como orar. Talvez sua vida de oração esteja estagnada e você esteja procurando ajuda e orientação para revigorar sua vida espiritual. Se você estiver no passando por um momento difícil – ou se estiver apenas querendo aprender; como orar a Deus de forma correta para sua rotina diária -, você veio ao lugar certo.
Aqui está um guia de oração para lhe dar dicas eficaz, ideias e exemplos de tipos específicos de orações, você também pode ler sobre o Poder da Oração aqui.

Orações ao longo do dia

Separamos está lista de maneiras de oração que podem ajudá-lo em vários momentos ao longo do dia. De manhã à noite, para auxiliar em sua rotina diária de oração.
Tempo necessário para cada oração 20 minutos.
Como orar a Deus de forma correta, confira cinco passos:
  • Orações da manhã:
    Para ajudar você a começar o dia, resumimos algumas dicas em potencial que o ajudará buscar a Deus enquanto se prepara para o dia seguinte. Confira.
  • Mude sua perspectiva:
    Ao refletirmos sobre a importância das orações da manhã, vamos explorar as maneiras pelas quais elas podem transformar seu dia – e sua vida. Além disso, a leitura diária da Bíblia pode ajudar a elevar sua vida espiritual.
  • Orar pela proteção de Deus:
    É importante orar pela proteção e guarda de Deus para você e sua família. Essas orações ajudam você a se concentrar no amor, na orientação e na proteção de Deus.
  • Oração pelo Perdão:
    O perdão é uma parte importante de nossas vidas diárias. Essa oração nos ajuda a focar na necessidade de pedir perdão a Deus, enquanto também pedimos Seu poder e força ao perdoarmos as pessoas que nos machucaram.
  • Oração para dormir:
    Orar antes de dormir é reconhecer e agradecer a Deus, tudo de bom que aconteceu durante o dia, bênçãos recebidas, livramento ou vitórias. E dedicar parte de seu dia a Deus, e se preparar para o dia seguinte.

Jesus : A Reforma Protestante e sua trajetória brasileira
Enviado por alexandre em 09/11/2019 21:50:22

A Reforma representou uma nova autoridade e a libertação do indivíduo

Luiz Sayão


O panorama religioso brasileiro mudou radicalmente nas últimas décadas. A tradicional religião dominante, o Catolicismo Romano perdeu espaço para as minorias religiosas do país como os sem-religião, os espíritas e os evangélicos. Nesse cenário, as igrejas evangélicas têm crescido de modo impressionante no Brasil.

Os pentecostais e neopentecostais foram os grupos religiosos que mais cresceram. Foi um avanço mais do que surpreendente. Esses herdeiros da Reforma Protestante, os chamados evangélicos, eram cerca de 13% da população brasileira em 1991, chegaram a 22% em 2010 e já alcançam a cifra de 32% dos brasileiros em 2018. São mais de 60 milhões de pessoas. É a população da Itália! Seria o quarto país mais populoso das Américas e o quinto da Europa!

A Reforma Protestante, que mudou a história da Europa, em resumo, foi um movimento de retorno à Bíblia. Sola Scriptura foi o grito de Lutero, acompanhado de Calvino, de Zuínglio e de muitos outros reformadores. As mudanças sócio-culturais, econômicas e teológicas decorrentes do Protestantismo europeu do século 16 reescreveram a trajetória de diversos povos e lhes deu também nova identidade.

Os contornos teológicos desgastados do fim da Idade Média exigiam uma releitura da cristandade europeia a partir de suas origens bíblicas. Os reformadores, luteranos, anglicanos, calvinistas e anabatistas, esboçaram uma caminhada em direção ao cristianismo primitivo, à busca da exegese bíblica, à compreensão da graça divina e da salvação e à liberdade de consciência. De fato, esse retorno à Bíblia teve significado muito além do universo religioso.

Na verdade, a Reforma representou uma nova autoridade (o texto no lugar da instituição) e a libertação do indivíduo. A Bíblia tornou-se livro aberto a ser examinado por todos e entendido agora pelo estudo sistemático. A autoridade do Livro mudou “o foco da verdade”, que já não estava mais na instituição religiosa dominante, e esse enfoque abriu caminho para a hermenêutica, para o livre-exame do texto bíblico, para a educação de todos e para a ciência e o progresso.

Além disso, o conceito do sacerdócio universal de todos os crentes definiu a igualdade entre as pessoas, consagrou valores que impulsionaram a democracia na história do mundo ocidental. Entre tantas razões, essas foram sementes que contribuíram para o progresso dos países protestantes na história recente.

Essa herança fez história inicialmente na Europa Central e Setentrional, depois na América do Norte, e mais recentemente no Brasil. Invasores franceses e holandeses protestantes marcaram presença no Brasil colonial, mas não tiveram continuidade histórica. Pouca gente tem conhecimento, mas o primeiro culto protestante das Américas aconteceu no Rio de Janeiro, dirigido pelos pastores huguenotes franceses Pierre Richier e Guillaume Chartier, no dia 7 de março de 1557.

Mas, foi somente no século 19 que a presença protestante voltou a marcar a história brasileira. Com a maior liberdade religiosa da Constituição de 1824 e com a entrada de imigrantes alemães e suíços, luteranos e reformados, que chegaram ao país, o protestantismo de imigração se estabeleceu aqui para ficar. Todavia, esses protestantes só tiveram influência decisiva na formação religiosa dos imigrantes e seus descendentes.

Vale ressaltar que, paralelamente, os ingleses que viviam no Brasil também tiveram liberdade culto para praticarem a fé anglicana. Mas, o protestantismo missionário só chegaria mais tarde, a partir do movimento de missões modernas, que despontava no mundo evangélico anglo-saxão desde o fim do século 18. As denominações históricas marcaram a sua chegada em terras brasileiras: os congregacionais (1855), os presbiterianos (1859), os metodistas (1867), os batistas (1871) e os pentecostais (1910).

Tradicionalmente vistos como agentes da modernidade e do progresso social, os nossos primeiros protestantes não puderam alinhar-se facilmente com a cultura brasileira da época. Sob uma forte herança puritana, uma espiritualidade concreta e uma ênfase no indivíduo, a nova fé via a tradição católica como sinônimo de atraso e pobreza. Afinal, a fé protestante sempre valorizou o trabalho, a repressão das paixões, a intelectualidade produtiva e a tranquilidade econômica da posteridade. As características desse protestantismo missionário podem ser assim resumidas:

Doutrinária. Ênfase na autoridade da Bíblia em oposição à tradição, crença na salvação individual pela graça e pela fé e não em obras e sacramentos, intermediação única de Cristo entre Deus e o homem em oposição à intercessão de Maria, dos santos etc.
Culto. Abolição de ícones no culto, centralidade da pregação, valorização da atuação dos leigos, proselitismo (conversão), negação do mundo e repressão das paixões (santificação), maior participação dos membros no culto e na vida da comunidade da fé.

Esse protestantismo missionário foi fundamental na construção do contexto evangélico brasileiro. Todavia, sua trajetória foi peculiar. A excessiva negação do mundo (de inspiração platônica), a alienação política e social e um certo fundamentalismo definiram um protestantismo distinto do modelo progressista analisado por Max Weber.

No entanto, devemos perguntar: como foi que esse modelo prosperou no Brasil? A enorme extensão do país e a falta de sacerdotes católico marcaram a dificuldade da igreja romana de cuidar de seus fiéis, membros de uma fé já diversificada e sincrética. Como bem observou Gilberto Freyre, os portugueses costumavam mostrar uma certa divisão de personalidade, e estavam acostumados com diferenças raciais e religiosas que marcaram sua história. Isso semeou um perfil peculiar no mundo lusófono.

No caso do Brasil, caboclo e mulato, a flexibilidade e convivência com a contradição se tornaram uma realidade. As ideias liberais e positivistas, aliadas à influência maçônica, presentes na elite nacional permitiram maior liberdade religiosa no país. Nesse ambiente fértil, os protestantes começaram a evangelização com o intuito de converter os católicos à nova fé. Distribuindo Bíblias, realizando cultos vivos, usando leigos nas pregações, nas escolas dominicais e construindo uma estrutura de igreja marcada pela ampla participação dos fiéis, a fé protestante iniciou com sucesso sua empreitada na realidade brasileira.

A tropicalização nacional desse protestantismo é uma experiência única. A igreja evangélica brasileira é de fato uma experiência cristã muito recente, que ainda está em busca de sua identidade e de seu caminho. Da perspectiva sociológica, em parte, mostra-se como expressão de progresso e desenvolvimento, como se verifica nas mudanças sociais positivas de tantas denominações evangélicas; mas, em parte, é também retrógrada e obscurantista, tendo contornos quase sectários em certos contextos específicos.

O perfil mais popular desse protestantismo tupiniquim se afastou bastante de suas raízes e mostrou-se delineado por forte misticismo, marcados por experiências existenciais e espirituais frágeis e até mesmo pré-modernas. O que será do Protestantismo Brasileiro, o movimento evangélico? Se não é fácil entender nosso Brasil, mais difícil será compreender nossa igreja evangélica. Qualquer previsão sobre o futuro é temerária.

Todavia, é muito importante que esse protestantismo brasileiro siga na direção de algumas propostas práticas e favoráveis.

1. Voltar-se de modo consciente e responsável para a fonte da fé, as Escrituras Sagradas, valorizando o estudo bíblico e teológico consistente, sem abrir mão da sã doutrina.

2. Transformar e encaminhar a efervescência efusiva dessa fé em benefício social e cultural da realidade brasileira.

3. Saber inserir-se na vida política e cultural brasileira sem perder o sabor, o “sal” do evangelho, não se permitindo tornar-se massa de manobra de qualquer viés ideológico.

4. Caminhar na direção de uma tolerância sem abrir mão de convicções. A maior fragilidade da fé evangélica é a facilidade de multiplicar divisões. O desafio é grande.

5. Mostrar à sociedade a graça bendita de Cristo Jesus não somente pela pregação da verdade do Evangelho, mas também por uma postura de “graça concreta” que mostre o amor de Deus aos que sofrem com realidade do mal neste mundo. Sejamos uma comunidade misericordiosa e amorosa.

Luiz Sayão é professor em seminários no Brasil e nos Estados Unidos, escritor, linguista e mestre em Língua Hebraica, Literatura e Cultura Judaica pela Universidade de São Paulo (USP).

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