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Jesus : A Palavra de Deus
Enviado por alexandre em 13/11/2013 00:55:36

Gostaria de considerar de como é que os homens de Deus escreveram os Cânones da Bíblia e também chamar a atenção para o facto de que nem todas as traduções da Bíblia correspondem à veracidade dos textos originais o que tem contribuido para erros de exegese.

Destacarei que os primeiros cinco livros da Bíblia, Torá ou Pentateuco, são os mais importantes de toda a Antiga Aliança. Também os quatro Evangelhos são a revelação de todo o cristianismo.

A Torá foi comunicada oralmente de geração após geração e foi escrita, provavelmente durante o exílio na Babilónia.

Dos quatro Evangelhos que constam da Nova Aliança, os primeiros três chamados de sinópticos, têm divergências consideráveis e o de João não discorre os factos e apresenta algumas inserções como é o  caso dos capítulos 15, 16 e 17.

Sabemos que os evangelistas a quem são atribuídos os Evangelhos, narraram os acontecimentos das palavras e dos atos do Cristo, segundo o que ouviram e viram. Seria um erro grosseiro admitir que Mateus, Marcos e João iam tirando apontamentos como qualquer um escritor ou jornalista prepara as suas reportagens.

Consideremos o que no Evangelho de Lucas está escrito: “Tendo pois muitos empreendido pôr em ordem a narração dos factos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio, e foram ministros da  palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelente Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio; para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado, Lc 1:1-4“.

A cristandade atribui a toda a Palavra escrita na Bíblia uma verdade absoluta  e isto por obra do Espírito Santo.

Este é um grande tabú e para que não haja a possibilidade de uma crítica aos textos sagrados, é atribuído o  dogma da fé.

Antes pelo contrário, é preciso admitir divergências dos factos pois são o resultado de provas orais que foram testemunhadas e como é o caso da aparição do Cristo após a Sua ressurreição.

O leitor encontrará fácilmente nos Evangelhos que as aparições do Cristo divergem de evangelista para evangelista. Paulo procuro resolver esta situação afirmando que foi Pedro o primeiro a presenciar o Cristo ressurrecto, Carta aos Coríntios.

As provas orais correm sempre o risco das discrepâncias e até mesmo as Escrituras só admitem quando houver mais que uma testemunha a confirmar os factos.

Encontramos, nas Escrituras, porém que a revelação foi mandada escrever como é, por exemplo, o Livro do Apocalipse e do profeta Daniel, Dn 12:4.

A Bíblia não é um livro histórico e nem científico. É a palavra da fé que se revela inequívocamente a todo aquele que busca o Senhor de todo o coração, porque só a este Deus se mostra, Mt 5:8.

Poderá parecer ao leitor que estou a desacreditar a Bíblia, mas, pelo contrário, ela é um livro selado e que só o autor, o Leão da Tribo de Judá é digno de revelar, Ap 5:5.

Nos púlpitos de muitas igrejas é costume ouvirem-se pregações e estudos  baseados em resultados de pesquisa. Por exemplo: Uma pessoa quer pregar sobre amor e então começa a  agrupar certos textos da Bíblia que falam de amor e acaba por fazer uma composição sobre o amor. Poderá parecer que falou o que está escrito na Bíblia mas talvez nunca tenha tido a experiência do amor. Este problema foi uma  das maiores preocupações no início da cristandade e que se chamou de gnose. O conhecimento da Palavra escrita não passa de letra que mata pois só o Espírito é que vivifica e disto depende ouvir um teórico a um homem comprometido com Deus.

Finalmente é de lamentar subtítulos que as sociedades bíblicas têm por hábito escrever para despertar a atenção. Nelas encontramos erros grosseiros como é por exemplo chamar os magos de reis magos e também Estêvão de diácono.

Muitas traduções da Bíblia têm textos mutilados como é o caso de Romanos 8:1, por exemplo. Outros versos foram inventados como é o caso de I João 5:7.

Graças a Deus que o Espírito Santo nos foi enviado para nos ensinar todas as coisas e firmar-nos em toda a verdade, Jo 14.

Amilcar

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
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Amilcar Rodrigues foi ordenado pastor em 1978 na "Apostolic Faith Mission" na República da África do Sul, onde fez estudos teológicos. Como missionário em Portugal, fundou três igrejas e foi Presidente Nacional da Comissão de Programas da Aliança Evangélica Portuguesa, para a televisão, RTP2. Foi formado produtor de televisão "Broadcast" pela "Geoffrey Connway Broadcast Academy" Toronto, Canadá, é filiado do "Crossroads Christian Comunication". Em 1998 veio para o Brasil convidado pelo Ministério Fé Para Todos, Rio de Janeiro. No ano 2000 fundou em Cabo Frio uma congregação do mesmo Ministério e foi nomeado Vice-Presidente do Conselho de Pastores até ao ano de 2004. Em 2006 ficou cego. Escreveu o livro "Deus da Aliança" , Evangelho dos Sinais aos Hebreus" e "Contos do Apocalipse". Foi convidado pelo Gospel+ para participar como colunista em Maio de 2012.

Jesus : Feliciano no MIX Brasil: Pelo Reino de Deus, ou pelo reino “evangélico”?
Enviado por alexandre em 13/11/2013 00:52:43

A uns meses atrás, quando o convite feito pelo Mix Brasil ao deputado Marco Feliciano e a outros do cenário desta triste batalha enfadonha, que se arrasta, pus-me a pensar, qual o fim deste encontro…

Mas antes quero compartilhar algo que aconteceu bem antes disso:

 

Quando esta guerra era só um início tenso de uma conversa entre os dois lados, eu confesso, como boa parte dos Brasileiros, Cristãos ou não, que pensei serem estes lideres evangélicos como Malafaia e Feliciano, cada um com sua fala e forma, pela resistência a “pedradas”,  os que dariam o ponta-pé inicial ao que a igreja já deveria ter feito há tempos…

Não o fez, basicamente pelo preconceito e ignorância quanto a dogmas e à uma considerável distancia do evangelho(não sou eu, mas a própria história, é quem defende esta tese).

Pensei que embora tardio, fosse uma oportunidade em que, depois de muita “vara”,  fossemos ver o amor cristão sendo derramado, mesmo após muita discussão e ofensas desnecessárias, conduzindo o objeto desse amor com um “Cajado”.

Não foi isso o que aconteceu.

Em busca de um reino que parece ser “evangélico”, estes líderes chegaram, em suas atitudes de “defesa da igreja”, a lutar por leis que parecem visar um reino duvidoso, como a que protege a área de culto (poder que a igreja já tinha), dando o direito de expulsar qualquer que venha a “ferir” o culto ou sua liturgia…

Em busca do “reino evangélico” que luta “pela família”, não é admitido nada que lembre ou seja parecido com algo que lembre seu oponente; Lembra a bandeira da igreja Quadrangular sendo motivo de violência em um evento em Brasília??

Em busca do “reino evangélico”, Bolsonaro, o deputado desrespeitoso,  tornou-se, mesmo afirmando não ser evangélico, Persona grata à lideranças da igreja, fazendo e tomando parte em eventos chamados cristãos como a “Marcha para jesus”… É a lei dos “dois pesos e duas medidas” que também impera neste “reino”.

E aí (porque não precisa mais nada), me ponho a pensar… Hoje quando a imprensa divulga o estudo que Feliciano faz para comparecer ao fórum de diálogo (porque é isso, e não uma pregação num presídio), me pergunto: Qual o motivo de sua ida??

Qual é sua intenção depois de tanto “lixo” evangélico, ao invés de “pão” para quem tem fome??

Não me pergunto qual será a atitude de Bolsonaro(que também foi convidado e promete comparecer), ou do Malafaia que é certo, não perderá a oportunidade, se houver… Mas me pergunto: Qual a intenção do Deputado Feliciano, líder da comissão de Direitos humanos e “Representante” dos evangélicos?

O que pretende para não “terminar de esmagar o que já está quebrado”??

O que pensa poder fazer depois de fomentar tanta hostilidade, quando eu e a maior parte da igreja pensávamos que iria “fazer pontes” ao invés de declarar a “tomada do reino” bem ao estilo do povo de Israel no velho testamento??

O que fará diante da igreja que nunca mostrou tanto suas “garras” homofóbicas  aos que precisavam ver (e com urgência), a mão de Jesus trazendo-os com amor e não com reservas??

 

E você que é evangélico e zela por seu nome de cristão??

Vai cobrá-lo por sua postura cristã, ou deixar que ele e outros, continuem a  colocar as bases do ‘Reino evangélico” e a solidificar o que nada tem a ver com o reino de Deus??

O Reino de Deus é PAZ, JUSTIÇA, e ALEGRIA.  Não, guerra.

O compromisso do cristão em relação ao Reino de Deus é estabelecer justiça.  Esta, só se faz com amor.

 

Agora, se você, como muitos, pensa que Amor é algo que flui através de nós com facilidade e é desnecessária, esta cobrança, então…

Esqueça tudo o que você leu acima…

 

Mesmo assim, Deus o abençoe.

 

 

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
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Teólogo, Cineasta e Escritor, Rogério Ribeiro é autor do Blog "edição de amanhã" www.ojornaldeamanha.blogspot.com.br , blog onde além da crítica para o nosso tempo em suas crônicas, escreve contos; Boa parte deles, "releituras" de diversos personagens bíblicos. Compromissado com o Reino, tem se disposto como "atalaia", a serviço do Senhor Jesus, somente.

Jesus : Os cristãos, o voto consciente e o perigo da alienação
Enviado por alexandre em 06/11/2013 02:03:31

Por Rubens Teixeira

Os cidadãos, de um modo geral, devem buscar informar-se, ler, desenvolver senso crítico para votar. Os cristãos, especialmente os mais fervorosos, não podem ser diferentes. Para criar um senso crítico, é importante ouvir diversas fontes e conhecer os temas do cotidiano.

Os discursos políticos centrados apenas na moral cristã, desprezando os demais temas relevantes para o país

Muitos cristãos só se informam com base no que se diz nas mídias ligadas à sua fé, deixando de lado muitos assuntos que afetam o seu dia-a-dia, da sua família e de toda a sociedade. Quando estamos atentos apenas a temas relacionados a nossa comunidade religiosa, ficamos desinformados sobre assuntos de alta relevância para o nosso país e que exigem das nossas autoridades posturas firmes e éticas na defesa de interesses dos cidadãos como um todo.

Alguns só se atentam a temas polêmicos relacionados à sua fé e põem de lado assuntos ligados à saúde, educação, segurança, transporte, economia, aos direitos trabalhistas, previdenciários, e tantos outros que podem deixá-los mais vulneráveis ao desemprego ou mesmo à falta de infraestrutura. O debate sobre esses e outros temas no meio cristão é praticamente inexistente, o que deixa a maioria dos cidadãos deste grupo desinformados e pouco preparados para debaterem, tornando-se vulneráveis a qualquer um que queira trazer-lhes uma ideia pronta.

Em épocas de debates eleitorais, os temas discutidos no ambiente cristão são sempre os mesmos e, normalmente, apenas os relacionados à sua fé. Embora os princípios cristãos devam ser defendidos por aqueles que são seguidores desta fé, os demais assuntos que causam maior impacto ao cotidiano de todos os cidadãos não podem ser desprezados da forma que vem acontecendo.

A implantação do pânico como estratégia

De propósito ou não, alguns veículos de comunicação trazem informações prontas, empacotadas, sem qualquer senso crítico e lançam sobre o público cristão. Em época de eleições, essa desinformação sistêmica, intencional ou não, torna as pessoas mais fervorosas reféns de oportunistas e mentirosos que levam pânico às igrejas, tentando fazer com que o voto cristão seja pautado apenas em dois ou três temas, e desprezam outros que representam a saúde, a segurança, o emprego e a dignidade de milhões de brasileiros, incluindo os cristãos.

Pior do que tudo isso, em épocas de eleição, cria-se o pânico de que o Congresso Nacional vai votar leis permissivas contra esse ou aquele assunto, mas que não reflete em ações tão firmes nas casas legislativas quanto a propaganda feita dentro dos templos. Enfim, um pânico orquestrado para tornar o povo, já desinformado, também desorientado e com menor capacidade de decisão.

Ser prudente como a serpente …

É dever dos eleitores cristãos, como cidadãos, ler todos os jornais, disponíveis na internet ou impressos, informando-se sobre temas relacionados aos assuntos do cotidiano. Se nós não cuidarmos da defesa dos nossos direitos e não soubermos opinar e nem cobrar sobre temas relacionados a educação, transporte, saúde, emprego, moradia, economia etc, continuaremos sendo reféns e manipulados por alguns que são “leões” em época de eleições e verdadeiros “gatinhos” quando estão no poder. Jesus nos ensinou a sermos suas ovelhas, não ovelhas de “lobos”. (João 10.12). Não se esqueça: Jesus também nos ensinou a sermos simples como a pomba, mas prudentes como as “serpentes”. (Mateus 10.16). Se fizermos o contrário, seremos cidadãos irresponsáveis e cristãos desobedientes aos ensinamentos do Mestre e, portanto, sofreremos as consequências.

O cristão consciente é exigente com seus parlamentares

Se formos sinceros conosco e com a sociedade que fazemos parte, devemos estar prontos para discutir temas que afetam a todos e, por fim, sabermos votar e também fiscalizar o mandato daqueles que votamos. Quem não sabe em quem votou, quem não sabe explicar porque votou, quem não cobra posturas dos seus representantes não contribui para o desenvolvimento do Brasil, mas colabora com os que querem um país desigual, desinformado para ser mais fácil manipular, mais fácil corromper, mais fácil dirigir a opinião pública fazendo-a insensível ao sofrimento dos que morrem nos corredores de hospitais se contorcendo de dor. Paralelamente a isto, crianças pobres não têm perspectivas de alcançarem melhores oportunidades no futuro, enquanto muitos enriquecem ilicitamente. Voto é livre arbítrio: um direito seu. Não delegue-o. Vote pensando em construir um Brasil melhor para você e para todos.

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do Gospel+ e demais colaboradores."
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Pastor evangélico da igreja Assembleia de Deus • Doutor em Economia pela UFF • Mestre em Engenharia Nuclear pelo IME • Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil pela UNESA • Engenheiro de Fortificação e Construção (civil) pelo IME • Bacharel em Direito pela UFRJ (aprovado na prova da OAB-RJ) • Bacharel em Ciências Militares pela Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN)

Jesus : Feliciano e Malafaia: sim, eles representam os evangélicos!
Enviado por alexandre em 06/11/2013 02:01:31


Feliciano e Malafaia: sim, eles representam os evangélicos!

É claro que representam os evangélicos brasileiros!

Não defendo em absoluto todas as coisas que Pastor Marco Feliciano pregou, admito que foi infeliz em algumas de suas colocações. Não me coaduno com a nova posição teológica da prosperidade que pastor Silas Malafaia passou a expor em seu programa e pregações (inclusive denuncio os perigos de algumas publicações de sua editora em difundir ensinos do evangelho da prosperidade que sempre carregam fragmentos da confissão positiva). Esses homens são falhos, devem ter lá os seus pecados, terão contas a prestar acerca do que falam e fazem – afinal, ninguém é perfeito. Mas, também não posso me conformar com essa desunião evangélica por conta dos dois em torno de temas que à luz da Bíblia deveriam ser de entendimento harmonioso entre todos os seguidores de Jesus Cristo.

Temos nos desviado do foco da reflexão principal quando tão somente nos ocupamos em esculachar o “homofóbico político” Feliciano e a condenar o “homofóbico pastor” Malafaia. O centro da discussão não pode continuar sendo a figura particular, isolada e polêmica dos dois. Já passou da hora de considerarmos a representatividade evangélica que detiveram – ainda que eu e você não aceitemos – isso é verdade, são esses pastores que o Brasil lê, assiste e acompanha na mídia – e querendo ou não, falando bem ou mal, protestando ou não – eles nos representam nos meios de comunicação para a sociedade. Destacaram-se cada um ao seu modo em suas plataformas como evangélicos e inegavelmente como formadores de opinião – hoje, são as pessoas mais públicas da igreja evangélica nacional.

Precisamos parar com essa pirraça esquerdista injustificável de que Feliciano não nos representa. Escrevo a pessoas esclarecidas e bem informadas, então conclamo ao senso da consciência cristã quanto ao posicionamento social da igreja neste país. Pela via direta dos votos que Feliciano recebeu, até que você pode dizer que não te representa politicamente; mas pela dimensão dos clamores sociais (nada cristãos) e das posições políticas (nada democráticas) em Brasília, é inegável que sim, ele te representou lá como cristão! Fico a pensar se não existisse um deputado de primeira viagem como Feliciano, que num partido pequeno e de pouca influencia foi corajoso e procedeu como crente de verdade naquela até então inexpressiva comissão da casa de leis.

O despreparo político de Feliciano foi suprido pela ousadia e destemor frente às conseqüências assumidas pelo fato de defender as convicções de quem o elegeu; e penso no que teria acontecido de ainda mais nefasto naquela CDHM, com inclusões de favorecimentos às minorias (GLBTT) em detrimento dos direitos da maioria, se um Feliciano da vida não estivesse por lá? Não estou misturando religião com política, estou citando um caso que envolveu um sujeito que foi eleito se dizendo crente (e o Feliciano se diz servo de Deus), e que a exemplo do profeta Daniel em um cargo político em que sua fé foi testada, assim foi Marco Feliciano em Brasília. Esse Pastor me representou num ato de postura cristã, que nem eu sei se teria coragem de praticá-lo como Feliciano o fez, admito.

A igreja evangélica brasileira passa por sua maior crise existencial e representativa – uma crise marcada pela desarmonia bíblica de sua posição contra o pecado, de sua apresentação igual das verdades absolutadas. Será que neste país, algum crente ainda tem dúvidas quanto à distinção bíblica da natureza humana e sua identidade sexual: macho e fêmea (homem e mulher). Ainda será possível que pastores, apóstolos, doutores e teólogos tenham dúvidas abissais quanto ao que a Bíblia diz sobre práticas sexuais ilícitas tais como: fornicação, adultério, homossexualismo, lesbianismo e sodomismo? Porventura algum de nós colunistas de grandes portais de informação cristã, ainda temos dificuldade de entender a posição bíblica da constituição e modelo da família; do papel do cristão na sociedade e no trato com seus direitos e deveres civis; creio que não. Então porque essa briga, esses debates que não nos levarão a lugar algum, a não ser para tornar mais evidente de que estamos ainda mais desunidos do que nunca? Por acaso Feliciano e Malafaia estão falando contra esses princípios que todos aceitamos comumente? Claro que não; então como podemos dizer que não nos representam?

Como afirmar que Malafaia não é a exemplificação da fé evangélica na TV em algumas de suas posições? Para surpresa e desagrado de muitos, esse sujeito imperfeito, sanguíneo, quase milionário (se já não o for) e mais recente pregador da prosperidade é um dos poucos que tem se levantando nesse país como voz evangélica a favor dos direitos iguais declarados na constituição federal de 1988, não só para evangélicos – mas para todos os brasileiros. É este pastor que alguns dizem ser metido a psicólogo (ele realmente tem formação) que com a Bíblia em punho – quando perguntado em determinado programa de TV, qual era sua fala como cristão acerca da prática homossexual, citou Romanos 1.18-32 e deixou insatisfeitos os proponentes da teologia inclusiva.

Como posso dizer que esse “camarada Malafaia” (é ele que usa esse termo), não me representou? Foi um dos poucos que em rede nacional de TV a reafirmar a veracidade absoluta de um dos textos mais claros e incisivos das Escrituras contra a prática homossexual! Como posso dizer que Malafaia não me representou quando organizou um necessário movimento pró-família em tempos de destruição da mesma por essa política anticristã e liberal, apoiada sutilmente por um Estado influenciado por correntes comunistas e esquerdistas ? Foi Malafaia muito antes de Feliciano, uma das poucas vozes cristãs deste país a manifestar-se pelo vigor dos direitos legais de liberdade de opinião, fé e culto; sem restrições vexatórias e supressões de leis antidemocráticas.

Na verdade meus irmãos, as Escrituras deixaram de ser nosso ponto de referência, mesmo que nossos credos doutrinários confessem crenças históricas da fé e legado cristãos, parece que elas (as Escrituras) em sua inspiração plenária, inerrância e infalibilidade, perderam autoridade para muitos de nós, frente às cosmovisões desta era pós-moderna. Realmente as verdades salutares da Palavra, deixaram de ser o nosso ponto de encontro no comum do corpo de Cristo – comunhão na confissão das verdades atemporais e sem quaisquer aculturações relativizadas, pois mesmo sendo membros de igrejas evangélicas diferentes, a luz delas (das Escrituras), como corpo místico de Cristo, deveríamos estar unidos em torno de suas sentenças inegociáveis e nada redefinidas pela vontade dos homens.

Bom, se Feliciano e Malafaia me representam como evangélico, em algumas de suas ações, também sei daqueles que que me representam negativamente na fé e na confissão cristã evangélica. Aqueles que disseram que se fossem Deus, ressuscitariam Hugo Chávez e amaldiçoariam com um câncer maligno o Feliciano – esses representam o desequilíbrio e a falta de amor cristão entre evangélicos. Aqueles que dizem que a bíblia não é inerrante e infalível  - representam um cristianismo oco e cético em sua aceitação parcial e deturpante da inspiração da Palavra de Deus; aqueles que em suas revistas e publicações (do que parece  uma esquerda evangélica) descrevem apenas o lado negativo de evangélicos como Feliciano e Malafaia e que só vendem polêmicas e mais dissensões para a já desmembrada igreja nacional – esses representam os que se renderam aos encantos e apelos do humanismo secular.

Nos representam negativamente aqueles que ignorando a verdade escancarada da bíblia contra práticas imorais, através de seus doutorados acadêmicos tentam sistematizar a teologia inclusiva – que incoerência! Pergunto-lhes, qual é a nossa posição contra esses discrepantes pensadores cristãos? Porque ninguém os questiona? Será que é porque concordamos com suas posições anti cristãs? Será mais edificante tentar destruir aos que de alguma forma se levantam contra erro, do que combater os que querem arrancam as raízes doutrinárias da Igreja Evangélica verde e amarela e sua posição contra o pecado?

Se amanhã, Feliciano e Malafaia pisarem na bola e comprometerem ainda mais o testemunho evangélico nesta nação com pecados explícitos (e não com julgamentos dos outros como percebemos hoje), também nos representarão mais negativamente, nem que seja por momentos. Porquanto oremos por todos esses homens para que continuem ao menos, tendo a coragem de nos representar nas reafirmações de algumas verdades que acreditamos e que muitos parecem ter esquecido!

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Silvio se define como crente pela compaixão de Jesus, estudante de teologia por paixão e administrador de empresas por profissão. Mora na belíssima cidade de Guarapari no ES; estudou teologia no Seminário SEET e na Faculdade FAIFA. Textos de sua autoria frequentemente são publicados em portais cristãos do país por focarem questões do cotidiano da igreja evangélica brasileira. Ele ainda mantém o blog Cristão Capixaba, iniciou o portal Litoral Gospel e está engajado numa campanha para conscientização cristã para as eleições de 2014 conheça e participe!

Jesus : Evangelhos da TV. Suas confusões, desvios e objetivos!
Enviado por alexandre em 06/11/2013 02:00:00

Verdade é que também alguns pregam a Cristo por inveja e porfia, mas outros de boa vontade; Mas que importa? Contanto que Cristo seja anunciado de toda a maneira, ou com fingimento ou em verdade, nisto me regozijo, e me regozijarei ainda (Fp 1.15,18).

Sinceramente, o que temos assistido na maioria das vezes como produções de igreja evangélica na televisão não são programações que parecem se dedicar em levar a mensagem de salvação aos perdidos (como objetivo maior); ou de proporcionar instrução e edificação aos crentes. As mensagens anunciadas quase sempre estão carregadas de apelos ao proselitismo denominacional, incentivos a sectarização religiosa e absolutamente ao que parece ser o principal motivo de evangélicos na TV: pedir ofertas, oferecer carnês de contribuições mensais e vender bençãos objetizadas com o discurso de captar volumosos recursos financeiros para inúmeros outros projetos da dita igreja mantenedora da atração televisionada.

Pode até parecer incoerência, mas os programas religiosos na TV que são menos apelativos e mais consistentes no que se propuseram a passar quanto à suas crenças, sem levantar críticas; são de grupos que consideramos como seitas heréticas ou desviados do Evangelho de Cristo. Nisso, eles são muito mais eficientes e razoáveis que a gente.

Quais são os evangelhos pregados na TV?

Não há dúvidas de que se as igrejas souberem se utilizar dos meios de comunicação para anunciarem a Palavra de Deus e visando o reino de Deus (e não os interesses próprios), conforme determinou Jesus, cumprirão a grande comissão em menos tempo (2 Co 10.16; Mc 16.15; Mt 28.18-20). Só existe um evangelho de Jesus Cristo, mas na TV existem variantes, derivações, extrapolações e até heresias (Gl 1.6-9). Os mais populares tele evangelistas através de seus programas de cobertura nacional, têm de modo geral apresentado um “evangelho de auto-ajuda”, carregado de confissão positiva e acentuado pelas vantagens de uma vida cristã adepta da teologia da prosperidade. Esse não é o Evangelho de Cristo (2 Co 11.4), que deixa claro aos seus seguidores que antes da coroa de vencedores que os abnegados crentes em Jesus receberão na glória, haverá uma cruz a ser carregada todos os dias, com muita renúncia e provações (Mt 16.24).

Existe um triunfalismo absoluto notado nessas pregações televisivas que não é bíblico em sua natureza, não é cristão na experiência que propõe aos outros e não se preocupa em resolver o maior problema do pecador – sua condição de perdido e sem a vida eterna. Não se fala de pecado e de arrependimento como enfocados pela Palavra de Deus (Mt 4.17; Mc 1.15; At 3.19) – se fala de contribuições que resolvem tudo. Não se prega o céu (para alguns desses pregadores até parece que o porvir glorioso dos salvos nem existe mais) e não se revela a eternidade em suas duas únicas realidades: vida ou morte eternas (Jo 3.15; Jo 6.47; Rm 6.23), ao invés disso, se anuncia riquezas, sucesso, prazeres, regalos e todas as vantagens deste tempo presente - o destino eterno é ignorado!

Quais são as semelhanças dos evangelhos da TV?

As similaridades mais comuns nestes evangelhos da TV são: exclusivismo denominacional e a veneração a personalidade dos líderes que através de suas igrejas bancam os programas no ar. As mensagens defendem e promovem igrejas geralmente sectárias e que se auto proclamam como o único lugar da benção ou de solução definitiva dos problemas que afligem os telespectadores. Existe um cultivo (é claro que não admitido) misturado à programação que endeusa bispos, diviniza apóstolos e dão super poderes a pastores. Existe uma ramificada idolatria que passa pelos altares de algumas denominações ao deturparem o sentido bíblico da função dos dons espirituais de poder no contexto da evangelização e que verticalizam por demais a função do ministro do Evangelho, colocando-o como um semi-deus disfarçadamente cultuado entre seus adeptos. Esse singularismo ministerial é um laço para seguidores e um problema para o portador.

A principal distorção que os evangelhos da TV espalham.

Os evangelhos da TV, em sua maioria tem promovido o mercantilismo da fé; e quase todos fazem negócio sobre a fé alheia (2 Pe 2.3). A mensagem é sintetizada assim: você dá (contribui financeiramente) e Deus te dá o dobro. Para uns, as boas novas da TV iludem os homens desesperados do século XXI, com suas promessas de sucesso, triunfos sobre doenças e problemas, sua criação e destruição de inimigos, suas revelações sobre maldições e suas recriações de bênçãos que restauram tudo. Para outros, os evangelhos da TV são grandes pedras de tropeços para a verdadeira igreja evangelizar; são motivos de escândalos e resistências para aqueles que atestam que as igrejas evangélicas foram criadas, apenas para arrancar dinheiro de pessoas incautas.

Todos os evangelistas da TV estão pregando distorções da Palavra de Deus?

Existem evangelistas sinceros na televisão (a maioria em programas locais), que primam pelo anúncio das boas novas aos pecadores (Sl 126.6; Rm 10.15), que zelam pelo anúncio sadio do Evangelho de Cristo. Por esses glorifico a Deus e abro esta exceção na exposição que fiz. O problema é que programa em TV custa caro e quase sempre igrejas não têm recursos para bancar essa frente por muito tempo, e daí se tem duas alternativas:

1) Comprometer boa parte do tempo contratado para a venda de anúncios para levantar recursos e manter o programa (e ficará evidente a presença comercial no espaço); ou,

2) Apelar para a venda das indulgências modernas e se cria por isso, um mecanismo de arrecadação de contribuições  (e aqui ficará evidente o mercado da fé). É claro que a primeira opção é a honesta e coerente.

Mesmo assim, há alguma penetração da Palavra na vida de alguns que assistem essas pregações distorcidas na televisão, e mesmo entendendo essa possibilidade; não podemos aceitar esses desvios como normais e aceitáveis pela igreja de Cristo, e como Paulo fez (Gl 2.11-14), devemos combater contra esse comportamento doutrinário e público dos tele evangelistas em seus programas.

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Silvio se define como crente pela compaixão de Jesus, estudante de teologia por paixão e administrador de empresas por profissão. Mora na belíssima cidade de Guarapari no ES; estudou teologia no Seminário SEET e na Faculdade FAIFA. Textos de sua autoria frequentemente são publicados em portais cristãos do país por focarem questões do cotidiano da igreja evangélica brasileira. Ele ainda mantém o blog Cristão Capixaba, iniciou o portal Litoral Gospel e está engajado numa campanha para conscientização cristã para as eleições de 2014 conheça e participe!

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