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Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 19/12/2018 18:13:59

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

UNGIDOS – Nem entre os cardeais do Vaticano que formam o colégio da escolha papal guarda-se tanto segredo sobre o nome do intermediário de Deus neste plano terrestre quanto guarda o coronel-governador diplomado, Marcos Rocha, em relação ao anúncio dos nomes dos seus secretários de Estado. Reza a lenda que o coronel ao convidar alguns para formar a tropa exige rigorosamente sigilo. Nem a esposa do ungido tem o direito de saber da convocação.

TROPA – Ao procrastinar o anúncio e reconhecer em entrevista que ainda não conseguiu compor toda a tropa, o coronel Marcos Rocha confirma as suspeitas lançadas nesta coluna de que está tão perdido quanto cego em tiroteio. O grupo que o acompanhou no primeiro turno era reduzidíssimo e, no segundo turno, reuniu mais alguns do staff do ex-governador Confúcio Moura. No grupo da transição, embora sejam pessoas corretas, não há nenhum nome tecnicamente falando que causa surpresas. Há especulação em torno das pastas de agricultura, Casa Civil, Fazenda e Planejamento. Aliás, devem ser os primeiros a serem divulgados.

LOROTA – Uma declaração dada pelo governador diplomado merece atenção, além de elogios, é que a demora do anúncio ocorre porque quer amadurecer melhor as escolhas e que os ungidos tenham no governo longevidade. Não sendo lorota, razão lhe assiste!

ALFINETADA – Ao alfinetar a imprensa quando divulga informações que não são do seu agrado, o coronel governador macaqueia o guru inspirador político, capitão presidente Jair Bolsonaro. Ambos, que saíram de uma eleição recente com bons percentuais de votos, optaram em escalar a tropa pelas redes sociais e ficam possessos quando os jornalistas criticam. Bolsonaro faz isto desde a pré-campanha, uma fórmula que tem sido exitosa, Rocha copiou após a eleição.

AREIA - Por enquanto, ainda em lua de mel com o eleitor, têm apoio da população. Contudo, a fórmula de cutucar insistentemente a mídia não é a mais adequada e já foi intentada por outros políticos com mais capilaridade política que prometiam caçar marajás e o final todos conhecem. Ademais, o coronel está saindo da sua zona de conforto (caixa de areia que treina os militares) e pisando em areia movediça que pavimenta o mundo político.

ERRO – O próprio Marcos Rogério reconheceu ao competente jornalista Sérgio Pires, em entrevista exclusiva, que não tem espaço para improvisar ou errar. E é verdade, visto que os dois senadores eleitos, Confúcio Moura e Marcos Rogério, vão surgir no noticiário dos próximos anos como prováveis sucessores à vaga do coronel. É lógico que os dois, hábeis na arte da esquiva, vão negar até quando puder. Mas nos quatros anos da administração do coronel os dois senadores estarão fazendo sombra ao governador e acompanhando de perto para onde vai marchar a tropa de Rocha. Mas uma razão para Marcos Rocha não continuar errando ao cutucar a mídia com vara curta.

RENOVAÇÃO – Apenas quatro dos onze membros que compõem a bancada federal rondoniense no Congresso Nacional foram diplomados e retornam para mais um mandato. Em particular o deputado federal Marcos Rogério (DEM) que em fevereiro assume as funções de Senador da República. A renovação foi enorme.

AVISO - A coluna cantou a bola na semana passada ao alertar a municipalidade que as coisas não iam normais na Secretaria de Trânsito da capital. Hoje, o que não é surpresa, foram presos o secretário, o adjunto e um empresário ligado à manutenção de semáforos Havia muito boato nos bastidores sobre malfeitos naquela secretaria e, tudo indica, o secretário supostamente mentia ao prefeito sobre as estripulias. Quando cobrado, apresentava planilhas de redução de custos em relação à administração anterior e sonegava as informações que agora estão sendo expostas. A coluna avisou, mas não foi ouvida. Está aí o resultado!

MEDIUNIDADE – É lamentável que o médium tão famoso e festejado pelos astros de todo o mundo, João de Deus, tenha feito tanta maldade. Do dia para noite saiu do céu para o inferno por denúncias de crimes sexuais. Crimes que são praticados às escondidas e que constrange as vítimas numa sociedade machista, e em tempos políticos complicados. O médium, ao que parece, conseguiu por anos esconder seu lado lascivo. Vai precisar de muita ajuda espiritual para aliviar a carga de tanta maldade que causou.


Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 11/12/2018 17:38:43

RETORNO – Depois de alguns dias curtindo férias na cidade maravilhosa (Rio de Janeiro), onde nasceu, o governador eleito Marcos Rocha se reúne com a trupe encarregada da transição para tomar ciência geral do pepino que herdará e finalizará os nomes que vão compor seu primeiro escalão. A expectativa é que anuncie os secretários no decorrer da próxima semana. Uma fonte revelou à coluna que usará as redes sociais para nominá-los, a exemplo do que fez Bolsonaro. Alguns nomes já são conhecidos, como Evandro Padovani, Fernando Máximo, Elias Rezende Oliveira. Nomes ligados à caserna também deverão aparecer na lista do primeiro escalão do governador eleito.


RESISTINDO – Uma fonte da coluna revelou que há uma pressão nos bastidores para que o governador abra espaço no governo à indicação de nomes pelos parlamentares no primeiro e segundo escalão. Rocha tem resistido, mas alguns dos seus mais próximos interlocutores têm orientado para que ceda e, por consequência, influencie na escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa. Quem conhece os meandros do Poder Legislativo sabe que dificilmente o governador eleito consegue governar sem compor com boa parte dos deputados estaduais. Composição naquele poder significa cargos.


ENXUGAMENTO – Com as contas do estado no amarelo, embora bem melhor que várias outras unidades da federação, o coronel vai ser obrigado a enxugar a máquina para manter as finanças sob controle. Ao cortas despesas correntes, necessariamente muitos cargos comissionados terão que ser extintos já que o discurso fulcral do PSL, partido que elegeu Marcos Rocha, é a diminuição da máquina estatal: estado mínimo. Contudo, do ponto de vista histórico, os militares brasileiros sempre foram adeptos ao modelo de um estado mais obeso, forte. Pela volúpia com que estão retornando ao poder político, os sinais são de que poucos mudaram de posição. A ver!


BOQUIRROTO – A fixação do presidente eleito Jair Bolsonaro em seguir a política externa estadunidense em relação ao Oriente Médio pode provocar prejuízos comerciais ao Brasil incomensuráveis, em particular às exportações de carne bovina em Rondônia. A Liga Árabe alertou a Bolsonaro, em carta, que a transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém pode prejudicar as relações com os países árabes, conforme agência Reuters. Tudo o que os membros do agronegócio rondoniense não precisam, visto que foram os principais cabos eleitorais do militar em Rondônia. Toda vez que Bolsonaro improvisa em política exterior cria o maior quiproquó.


SIM – Dependerá da Câmara Municipal dos Vereadores a solução para a manutenção dos transportes coletivos em Porto Velho. Está nas mãos dos edis um minucioso diagnóstico de mobilidade urbana da capital, patrocinado pelo SIM, que detalha amiúde os gargalos que inviabilizaram todo o sistema nos últimos anos e apresenta as saídas para que o usuário não seja o único prejudicado. Sim, o serviço oferecido não é uma maravilha, mas pode ficar terrível para a população de baixa renda caso nada seja feito de imediato. Com a palavra senhores vereadores, sem demagogia!


RECONHECEU – Em entrevista numa rádio em Candeias o prefeito da capital Hildon Chaves reconheceu que o sistema de transportes coletivos funciona precariamente e alertou que pode paralisar a qualquer momento caso nada seja feito imediatamente. A empresa que explora o setor já ingressou na justiça para que a empresa deixe de prestar os serviços em decorrência dos prejuízos acumulados. Da forma como está concebido o sistema não há como operar por ser deficitário. A licitação que está em andamento tem tudo para dar deserta.


SINAL - São fortes os indícios de barulho que podem ocorrer na Secretaria Municipal de Trânsito da capital. Outro dia fizeram uma busca e apreensão e a análise do material pode revelar mais do que se sabe. Também podem ser apenas boatos maledicentes do que se ouve pelo entorno, mas na dúvida é melhor o alcaide ligar o sinal amarelo.


RECONDUÇÃO – O desembargador Alexandre Miguel foi reconduzido à presidência da Associação dos Magistrados de Rondônia, no último final de semana, por 98,6% dos associados. Com foco primordialmente na defesa das prerrogativas, o magistrado terá uma enorme missão nesse biênio 2019/2020, principalmente quando há na opinião pública críticas em relação aos penduricalhos nos holerites das vossas excelências. Miguel, além de um magistrado da maior grandeza intelectual, é uma pessoa da melhor qualidade pessoal. A magistratura está bem representada.


ACUSADO – Ao ser perguntado pelos jornalistas sobre as movimentações atípicas de um assessor do futuro senador Eduardo Bolsonaro – sobrenome dispensa indicar o nome do pai – Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, optou por evasivas. A estreia do ex-juiz da lava jato no mundo da política sinaliza que o justiceiro global não terá vida fácil.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 21/11/2018 17:30:05

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

DISPUTA – Embora os deputados estaduais eleitos tomem posse somente em fevereiro com uma formação diferente da atual, nos bastidores os nomes dos deputados Laerte Gomes (PSDB) e José Clemente (MDB), conhecido pelo epíteto de Lebrão, são especulados para disputar a presidência do legislativo estadual. O primeiro tem reunido um número razoável de parlamentares em torno do seu projeto, mas ainda insuficiente para estufar o peito e garantir a vitória. O segundo, igualmente hábil nos bastidores como o primeiro, é o preferido do governador eleito Marcos Rocha e não tem hesitado em usar o prestígio do coronel para empinar sua pretensão. Quem também alimenta a possibilidade de entrar na briga é o deputado estadual Jean Oliveira (MDB), rebento do ex-presidente Carlão de Oliveira – figura que dispensa comentários. Na medida que a posse se aproxima os bastidores fervilham. Como nem sempre o favorito para este cargo é o vencedor, nomes que sequer são especulados no momento podem surgir com força total.


PAPAGAIO – O presidente do Superior Tribunal de Justiça João Otávio de Noronha provocou o maior quiproquó ao declarar que o aumento de 16,35%, concedido ao Judiciário pelo Congresso Nacional, não é vinculante. De acordo com o ministro, apenas os ministros dos Tribunais Superiores têm direito ao reajuste automático e, o efeito vinculante, é uma “papagaiada”. Ao inovar sobre esta matéria a pergunta que emerge da papagaiada é se o princípio da isonomia virou uma piada de papagaio. O aumento depende ainda da sanção presidencial para vigorar: seja tão somente para o andar de cima, seja para todos os andares da Casa Grande.


IDEOLOGIZANDO – Enquanto as autoridades políticas brasileiras travam uma briga ideológica com as autoridades cubanas em relação ao projeto “Mais Médicos”, as pessoas mais humildes que necessitam do atendimento preventivo e curativo nos cafundós do país ficam sem médicos. Não será uma tarefa fácil para o Ministério da Saúde preencher as oito mil e quinhentas vagas abertas pelos profissionais caribenhos com a rapidez que o dissenso se impôs após as desavenças ideológicas entre as autoridades cubanas e o futuro presidente do Brasil. Os médicos brasileiros sempre criticaram o programa, com a ruptura é hora de os profissionais brasileiros trocar as críticas por ações práticas e assumirem os postos nos cafundós do país. Nas UPAS, a maioria localizada nas periferias das grandes cidades, o atendimento dos médicos brasileiros é bem conhecido.


CARREIRA – As associações médicas cobram dos governos a valorização profissional com a transformação em carreira de Estado. As representações médicas têm suas razões, visto que é uma profissão diferenciada e que trata diretamente de vidas. Transformar o profissional da medicina concursado em carreira de Estado, conforme proposta de Emenda Constitucional que tramita no Senado Federal (PEC 140/2015), seria uma excelente saída porque o Brasil ainda sofre com uma grande desigualdade na distribuição de médicos entre regiões, estados, capitais e municípios do interior. E o principal fator é porque não existe uma carreira de médico de Estado no Brasil, que permita ao profissional se deslocar para regiões mais afastadas com suas famílias.


INCOMPATIBILIDADE - Na hipótese da adoção desta proposta da PEC 140, indispensável que nela conste a vedação pra que esses médicos não atuem concomitantemente na inciativa privada. Hoje, vários médicos que deveriam estar nas unidades públicas optam por substitutos nos seus respectivos plantões para se dedicarem as clinicas privadas. Um problema que os governantes não conseguem resolver em razão do forte corporativismo que estes profissionais possuem. Embora não seja uma regra, mas em geral no Brasil a profissão médica é vista como um nicho de ascensão social e uma escolha segura para uma conta bancária polpuda.


DISPARIDADE - Não é por outra razão que uma mensalidade numa Faculdade de Medicina ultrapassa as cifras de sete salários mínimos o que reserva as vagas aos filhos dos abastados. Nas universidades federais esta regra não é muito diferente porque aluno oriundo da rede pública de ensino dificilmente consegue uma vaga no curso ao disputar com aquele (aluno) da rede privada do ensino médio. A disparidade é abissal.


OPERAÇÃO – Há dois meses já havia um burburinho em torno de supostos malfeitos no âmbito da administração municipal de Ji-Paraná. Nos meios políticos não foram surpreendidos com a operação policial desencadeada a partir de relatórios técnicos produzidos pelo Tribunal de Contas da União que subsidia a investigação policial. Todos os fatos ainda não são conhecidos publicamente, no entanto, os burburinhos ouvidos meses atrás dão uma dimensão do alcance que esta operação pode desvendar.


OAB – A seccional da OAB de Rondônia elegeu pra o próximo triênio do advogado trabalhista Elton Assis, como seu novo presidente. O novo presidente da OAB-RO é um profissional de bom trato e tem como principal característica o diálogo. Os destinos da seccional estão em boas mãos e tem tudo para retomar o protagonismo político que a entidade perdeu nos últimos anos.

PERDA – Foi uma perda enorme para a Polícia Militar de Rondônia e para os amigos o falecimento da coronel Maltez. Era uma pessoa afável e de uma verve contagiante. A passagem de Maltez para o andar de cima deixa uma lacuna imensa aqui no andar de baixo. Todas as homenagens feitas são merecedoras.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 13/11/2018 19:15:05

Resenha Política

Robson Oliveira

CAPILARIDADE – Ninguém que tenha votado em Bolsonaro pode se queixar de eventuais perdas nos direitos sociais que o futuro presidente está preparando em forma de projeto de lei para ser encaminhado ao Congresso Nacional, em fevereiro do ano que entra. Durante toda a campanha Bolsonaro avisou que ia mexer em áreas controvertidas que provocam debates acalorados, a exemplo da Previdência Social, meio ambiente e direitos trabalhistas.

LONGEVIDADE - A capilaridade política do presidente é alta e mudanças normativas antes impensáveis pelos governos anteriores possuem hoje apoio da maioria dos eleitores do capitão. A ordem que emanar ao novo Congresso dificilmente deixará de ser cumprida. A dúvida é saber até quando esta capilaridade resistirá às queixas eleitorais. Durante o lançamento da autobiografia lançada ontem, em São Paulo, Zé Dirceu (ex-presidente do PT) previu longevidade na popularidade do futuro presidente.

FALÊNCIA – Os caciques dos principais partidos perceberam que o resultado das urnas decretou em geral a falência dos partidos políticos, em particular a descrença nos velhos caciques. Em 1982, quando Fernando Collor surgiu como a salvação nacional, ancorado por um obscuro PRN, o sistema político nacional emitia sinais de concordata. Em 2018, após as turbulências econômicas e os escândalos nacionalmente conhecidos, a falência resultou consumada. Os novos personagens catapultados pelas urnas como novos comandantes não terão espaço para vacilo. Do contrário, retornarão das tumbas o velho sistema o que confirmará a tese dos partidários da tragédia anunciada.

EGOS – Podemos até questionar se Sérgio Moro fez a coisa certa ao aceitar o cargo de Ministro da Justiça sem antes requerer a exoneração da magistratura. Mas Jair Bolsonaro deu um tiro certeiro no coração petista ao conseguir atrair para o seu primeiro escalão o mais famoso magistrado do país que mandou aos cárceres Lula, maior liderança política de esquerda da América Latina. O gesto de Bolsonaro com o convite tem um significado enorme para os seus eleitores, assim como um sinal de alerta aos aliados que ficarão sob a vigilância do implacável ministro. Moro é uma solução para as promessas feitas por Bolsonaro contra os malfeitos, mas pode ser um problema em relação ao ego superlativo que ambos ostentam. A ver!

EXPECTATIVA – Já o futuro governador de Rondônia, Coronel Marcos Braga, estuda amiúde os nomes que vão compor o primeiro escalão. Ele tem dito aos interlocutores que prefere um perfil técnico e nomes que não sejam carimbados na política estadual. Embora ainda desconhecido da maioria do mundo político, o novo governador saiu das urnas forte o suficiente para impor o colaborador que convier. Nunca antes no estado alguém obteve nas urnas uma votação tão expressiva para governar o estado. O eleitor rondoniense lhe confiou um cheque em branco e caberá a ele corresponder com as expectativas. Deve a vitória tão somente ao eleitor. Não há outra alternativa aos adversários senão se curvar à vontade popular e torcer para que dê certo.

INGENUIDADE – Não sei se foi por inexperiência ou ingenuidade ao declarar que o projeto político inicial era disputar uma vaga na Câmara Federal e não o Governo, o coronel Marcos Rocha, ao que parece, está feito cego em tiroteio com o tamanho da máquina governamental e não tem conseguido montar a equipe para auxiliá-lo na complexa missão de administrar um estado com as peculiaridades de Rondônia. Os dois nomes que especulam para a Sefin, membros do governo que conclui o ciclo, são pessoas de carreira. Profissionais de Estado e capacitados para a pasta. Não erra caso opte por um deles, independente dos rótulos emedebistas ou das críticas que por ventura ocorrerem.

BOQUINHA – Embora a coluna não possa confirmar categoricamente, mas uma fonte privilegiada relatou que o deputado estadual Maurão de Carvalho (MDB), derrotado ainda no primeiro turno das eleições estaduais, estaria se escalando para assumir o Departamento de Estradas e Rodagens do futuro governo. Abordado sobre o assunto, segundo a mesma fonte, o coronel não teria sido convencido ainda a ceder a boca para o ex-adversário.

DIFICULDADES – Marcos Rocha receberá um estado com vários problemas de ordem econômica para serem resolvidos a curto prazo. Não pensem os eleitores que o novo mandatário será capaz de solucionar tudo num passo de mágica, o que exigirá um tempo para que ele coloque a casa em ordem. Uma coisa é certa: receberá uma administração mesmo desarrumada da que recebeu Daniel Pereira. O atual governador não hesitou em enfrentar problemas econômicos crônicos que dificilmente teriam sido enfrentados com tanta competência por outro governante. Ao coronel caberá indicar comandados capazes de manter o estado nos trilhos, apesar das enormes dificuldades que lhe aguardam.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 11/09/2018 23:39:23

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



PESQUISA – Toda divulgação de pesquisa de opinião que mensura o desempenho dos candidatos é um suplício para quem verifica que seu candidato não está bem avaliado. A primeira reação é desqualificar os percentuais e o instituto, embora todos, literalmente todos raivosos, não dispenseM a leitura dos números e a torcida para que na pesquisa seguinte o candidato em que se engaja na campanha reaja positivamente. Quando sobe, a pesquisa está certa. Quando patina, é manipulada. O problema é que pesquisa não muda em nada a opinião do eleitor e reflete apenas a realidade daquele momento em que são colhidos os dados. Mas o suplício é geral.



ACHISMO – Campanha eleitoral não tem espaço para improvisações nem achismos. Hoje as candidaturas de ponta monitoram o humor do eleitor para redirecionar os programas eleitorais e as respectivas peças publicitárias. Todo candidato que possui os dados corretos do que está ocorrendo na campanha erra menos. Numa eleição atípica e desapaixonada (exceto a dos engajados) pela maioria dos eleitores, a vitória fica mais perto de quem erra menos. O eleitor não é bobo e na hora de escolher sabe distinguir entre os concorrentes quem está pronto para governar. Bobo é quem acha de forma contrária.



DESCONEXÃO – Meses atrás em que as principais manchetes dos noticiários eram tomadas pelas notícias policiais que ruíram as principais estruturas partidárias do país e desvendaram os malfeitos das lideranças dos partidos, havia uma lógica teórica em intuir que o eleitor iria fazer uma varredura no Congresso Nacional com a eleição de pessoas diferentes das velhas raposas regionais. Os números divulgados nacionalmente têm surpreendido os analistas e indicam o retorno dos caciques ou dos próprios filhos com um Congresso Nacional tão conservador e desconexo com os anseios populares quanto o atual.



OUTSIDER - Nos governos estaduais também não há muitas novidades e as disputas estão circunscritas em nomes conhecidos dos eleitores. Não surgiu um outsider, a exemplo das eleições municipais, que despertasse o interesse do eleitor incrédulo. Como todos falam as mesmas coisas, o eleitor observa desconfiado, tende a evitar escolher uma aventura e termina se rendendo ao velho discurso.



FACADA – Mesmo com o ambiente beligerante que invadiu as mídias sociais a partir da polarização entre os partidários de Jair Bolsonaro (PSL) e os petistas, numa democracia plena todos deveriam por obrigação repudiar atos de violência como o que culminou com a facada no candidato do PSL. Depois do reprovável episódio esperava-se que os ânimos arrefecessem, mas o que testemunhamos é um clima de tensão e provocação mútuas. Bolsonaro, mesmo moribundo num leito hospitalar, divulga uma foto com pantomimas indicando sacar uma arma. É uma conduta igualmente reprovável.



SURPRESA – A candidata da Rede Sustentabilidade Marina Silva foi ultrapassada pelo candidato do PDT Ciro Gomes, segundo pesquisa divulgada anteontem pelo DATAFOLHA. Alguns analistas políticos ficaram surpresos, mas verificando as duas últimas campanhas nacionais em que a candidata da Rede chegou a liderar as pesquisas não há nenhuma surpresa já que Marina larga bem e perde fôlego na medida que os demais candidatos vão sendo conhecidos. A forma de fragilidade com que os marqueteiros expõem a candidata tem sido um erro que a cada quatro anos voltam a cometer.



REGISTRO – Era previsível que o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia negasse o registro da candidatura de Acir Gurgacz (PDT) ao Governo de Rondônia. O que não era previsível era o tribunal retirar imediatamente toda a propaganda do candidato já que houve recurso contra a decisão e o instrumento manejado pela defesa do pedetista tem força de efeito suspensivo. Este caráter instrumental dos efeitos foi a razão pela qual a decisão não foi unânime, visto que a jurisprudência majoritária no Tribunal Superior Eleitoral é nesse sentido. A decisão de afastar o candidato da TV e Rádio é um prejuízo enorme à campanha, mas as consequências da decisão somente a próxima pesquisa estadual será capaz de mensurar.


PRECEDENTE - Uma decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira (11), num caso análogo ao de Acir Gurgacz, onde uma candidata a deputada estadual que teve o registro impugnado pelo corte rondoniense retornou à campanha, abriu o precedente para que o pedetista consiga o mesmo tratamento e mantenha seguindo a campanha naturalmente até que o mérito do processo seja definitivamente julgado. O precedente é o gás que Acir precisava para conter o ímpeto dos palacianos que sonhavam com a substituição imediata.



MANTRA – Há um mantra repetido desde as convenções por palacianos e militantes do PSB para substituir Acir Gurgacz por Daniel Pereira ou Jesualdo Pires. Um mantra que tende a aumenta até o dia 17, data fatal para substituições de candidatos. O fogo amigo tem causado tanto estrago quanto a decisão do TRE. Dizem que o pedetista não anda de bom humor com os dois neossocialista e tem reagido com rispidez ao mantra.

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