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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 22/08/2017 19:13:32

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





MUDANÇAS – O prefeito da capital Hildon Chaves perdeu de vez a paciência com os auxiliares que não estão conseguindo apresentar os resultados satisfatórios que a população espera da administração e decidiu mudar alguns secretários e assessores. As pastas da Saúde, Obras e Cultura são as primeiras que vão ser mudadas. Quem não mostrar resultados sai.



CONVITES – Hildon cogita convidar o Dr. Maiorquim, atual Secretário Adjunto de Saúde do Estado, para substituir Alexandre Porto, Mara Valverde para substituir Cândido Ocampo e, para a Secretaria de Obras, o prefeito avalia dois nomes da estrutura municipal para o lugar de Thiago Costa Beber. Orlando Ramires também é cogitado para assumir como adjunto na hipótese de Maiorquim aceitar a titularidade.



DESGASTE – Após o retorno das merecidas férias, o prefeito Hildon Chaves não gostou dos relatos feitos por colaboradores próximos sobre as ações políticas articuladas pelo vice-prefeito Edgard do Boi com vereadores, para derrubar secretários por razões nada republicanas. Como tem reiterado que não admitirá nenhuma conduta dos parceiros na administração pública que não seja republicana, o prefeito decidiu se afastar do vice até que os relatos fiquem claros. Portanto, as relações políticas com o vice e dois vereadores (Jair Montes e Marcelo Cruz) estão desgastadas e suspensas.



EXONERAÇÕES – Quem viu o Diário Oficial de ontem (segunda-feira) confirma que Hildon Chaves não está brincando ao suspender as relações políticas com os vereadores Jair Montes e Marcelo Cruz, pois a publicação consta de nomes exonerados ligados aos dois edis. Inclusive nomes indicados pelo vice-prefeito que também foram dispensados.



MOSQUETEIROS - A tríade vai tentar criar uma crise municipal com ações retaliatórias na Câmara Municipal. O prefeito mensurou todas as possibilidades e concluiu que é mais vantajoso para a administração municipal os dois edis infernizando na oposição do que conspirando na base governista. Nos bastidores são chamados de "três mosqueteiros às avessas": tudo para eles, é o lema!



MODELO – Uma das principais críticas observadas no âmbito das mudanças na Reforma Eleitoral é o sistema presidencialista que concentra muito poder na mão do executivo, favorecendo ao toma-la-dá-cá para que possa fazer a maioria e governar. Contudo, a proliferação dos partidos de aluguéis é tão maléfica quanto a forma pela qual os parlamentares são eleitos. Sem as cláusulas de barreiras para evitarem esta promiscuidade a reforma começa defeituosa. Qualquer outra mudança o resultado será pior do que está. É um modelo eleitoral ruim com resultado igualmente desastroso. Dr Hildon, na capital, hoje é vítima desta perversidade.



SEREIA – Pelo menos quatro pessoas que nunca disputaram as eleições e nem militam em partidos políticos instaram este escriba a avaliar as probabilidades de uma eventual eleição ao Senado de um outsider. É possível que apareça um nas eleições de 2018, embora o céu não está de brigadeiro para os políticos e aprendizes. O erro desses candidatos a outsider é deduzir que a eleição do Dr. Hildon Chaves é fruto tão somente do acaso e da revolta do eleitor com os políticos tradicionais. É também isto, mas ninguém se cria na política sem um grupo e um partido sólido para ancorá-lo. Duas variáveis políticas que Hildon contou nas eleições municipais passadas. Cuidado com o canto da sereia!



ODISSEIA – Recomendo aos postulantes a outsider de 2018 que leiam a Odisseia, obra de Homero. Em particular a passagem em que Ulisses, instado por Circe, mandou que seus marinheiros tapassem os ouvidos e se amarrassem ao mastro do navio para que não ouvissem o canto das sereias. Ao ouvir apenas os piratas da política, estes postulantes a timoneiro do Senado podem afundar a embarcação antes de começar a navegar. Pilotar uma campanha estadual não é tarefa para marinheiro de primeira viagem.



PATUSCADA – Não fosse a reação instantânea das pessoas em reprovar pelas mídias sociais o malfadado auxílio “rango” que os nobres deputados estaduais se presentearam, a patuscada teria passado sorrateiramente. Tão inescrupuloso quanto o aumento foram as versões dadas posteriormente de suposta economia de nove para seis mil a mesada.



GRAVAÇÃO – Uma gravação que a coluna ouviu de uma conversa fechada entre meia dúzia de deputados estaduais, no auge da confusão, revela a falta de limite de nossos representantes. Um deles propõe atacar Judiciário e MP por receberem auxílio moradia e exige que se divulguem supostas incorporações imobiliárias dessas autoridades. O auxílio moradia, para este cabeça chata, é igualmente uma aberração, mas é legal e definido pelo STF. Infelizmente os deputados não copiam as coisas boas dos demais poderes. Bastava reconhecer que erraram, corrigirem o erro e papo encerrado. Optaram por dar de ombros.


CONCORDÂNCIA – Embora esta coluna tenha adiantado meses atrás, Maurão de Carvalho, eterno pré-candidato a governador, deve deixar o PMDB e buscar outra legenda que lhe dê guarida para disputar a sucessão de Confúcio Moura. Esta não é a primeira vez que o parlamentar se desfilia de um partido por não convencer os correligionários a o indicarem a vaga governamental. Na vez passada foi o PP que lhe negou a legenda nas vésperas das convenções. Prevendo o óbvio, com a possível rejeição dos peemedebistas, procura um partido de aluguel que concorde com a sua eterna postulação.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 08/08/2017 08:34:50

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

REFORMA - O presidente Michel Temer está otimista em colocar na pauta a Reforma da Previdência. O problema é verificar quais parlamentares vinculados aos partidos governistas dispostos a votar a favor, visto que é a reforma mais criticada pela população, em particular pelos servidores públicos. O otimismo cresceu depois que Temer conseguiu se safar da abertura de processo penal com a rejeição votada no plenário da Câmara Federal.

REFORMA II - Apenas o deputado federal Expedito Neto (PSD) tem declarado publicamente que é contra a Reforma Previdenciária. O parlamentar tem sistematicamente votado contra o governo nas propostas que tiram direitos dos servidores e trabalhadores em geral. Os demais membros da bancada federal rondoniense têm fugido do tema quando instados a falar para evitar o desgate natural com o eleitor. O otimismo do presidente Temer vai obrigar todos os parlamentares a tomarem posição e os sindicatos começam a se prepar para pressioná-los. A bancada rondoniense vai ter que sair do muro e tomar posição. Pelas pesquisas feitas por aí, quem ficar favorável à Reforma Previdenciária vai levar vaia e ralar para pedir votos em 2018.

PAUTANDO - Quem acompanha os bastidores da política no Congresso Nacional tem percebido um movimento silencioso que tem dado o tom das posições da bancada em relação às votações impopulares, a exemplo do arquivamento de abertura de processo contra Temer. É que o deputado federal Expedito Neto tem assumido posições publicamente firmes contra o governo e esta atitude tem pautado pelo menos dois colegas de bancada a seguir a mesma postura: Mariana Carvalho (PSDB) e Marco Rogério (DEM). Antes de decidirem votar, os dois deputados verificam de que forma Neto vota. Para evitar desgastes com o eleitor ambos tomam a mesma posição, mas evitam debater o tema abertamente para não desagradar o Palácio do Planalto. O que não ameniza a irritação do governo.

REVELAÇÃO - PSDB E DEMOCRATAS têm manifestado que são favoráveis às reformas previdenciária e política que vão começar a ser debatidas no Congresso Nacional. Como Mariana Carvalho é do PSDB e Marcos Rogério do DEMOCRATAS, os dois torcem para que as agremiações não fechem posição pela reformas, caso contrário vão ser compelidos a se insurgirem contra as orientações partidárias ou, então, ficarem expostos às críticas. Já Expedito Neto adiantou ao PSD que não vai ceder às pressões para acompanhar o governo. O jovem deputado tem desempenhado o seu primeiro mandato com muita competência e sendo uma boa revelação, embora poucas pessoas acreditassem, gostem dele ou não.

AMANTE - Eduardo Bezerra Cruz, ex-secretário de Saúde do município de Espigão do Oeste, teve a prisão decretada pela Justiça de Rondônia por ser o principal suspeito de ter contratado um pistoleiro para assassinar um biólogo do município que seria o seu suposto ex-amante.

NUDES - O motivo pelo qual o ex-amante foi executado, segundo as suspeitas, era a ameaça feita pelo biólogo em divulgar fotos "nudes" do casal após o ex-secretário dar por encerrado o caso amoroso. Bezerra Cruz também queria evitar que a esposa tomasse conhecimento do relacionamento. O assassinato foi manchete ontem (7) na mídia nacional. Tanto Eduardo Cruz quanto o pistoleiro estão recolhidos (em celas separadas) no xadrez no município de Cacoal onde aguardam julgamento. Nilton Caetano, prefeito de Espigão, exonerou o secretário.

LIXÃO - Por decisão da Justiça de São Miguel do Guaporé, a administração municipal terá que percorrer 180 km até o município de Cacoal para descartar o lixo recolhido na cidade. Como não possui aterro sanitário, o município de São Miguel terá que levar os resíduos para a cidade mais próxima que possua um local adequado para seu descarte. A falta de orçamento e recursos financeiros são os óbices que podem dificultar a prefeitura de São Miguel a cumprir imediatamente a decisão judicial. Não cumprindo, será multado. Este é um caso em que o prefeito se encaixa na máxima: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.

FUMACÊ - Havia algum tempo em que os céus de Rondônia não ficavam tão cinzentos com a fumaça das queimadas quanto agora. Os problemas provocados pelas queimadas são crimes ambientais de grande extensão, já que afetam a saúde da população, em especial as crianças que superlotam os postos de saúde com infecções respiratórias. Falta aos órgãos fiscalizadores da área uma atuação mais firme para combater este atraso.

INGRATO - Não passou despercebida a ausência do governador Confúcio Moura (PMDB) na festa de comemoração alusiva ao aniversário de Rolim de Moura, sábado passado. É que Moura foi o mais votado no segundo turno das eleições no município e não retornou para agradecer sequer os votos.

REGABOFE - O deputado federal Lindomar Garçon reuniu os principais caciques da política rondoniense num regabofe para comemorar o aniversário da filha na noite de domingo passado. No cardápio, além de um churrasco suculento, foi servido aos comensais graduados o 'pescoço' dos caciques ausentes. A lista é enorme...

SETENTÃO - Por falar em aniversário, o advogado Pedro Origa também reuniu amigos (dia 5) para comemorar os 70 anos de vida, a maior parte deles vividos em Rondônia. Fundador da Ordem dos Advogados de Rondônia, Origa é uma daqueles pioneiros que entraram para a história rondoniense com bons serviços prestados na mundo jurídico e político. Polêmico por vocação, é de uma amabilidade incomensurável por essência.

REGISTRO - A coluna também não pode se furtar de registrar o aniversário do jornalista Rubens Coutinho. Este ano o compadre optou por festejar com familiares, mas prepara um grande regabofe para inaugurar a nova sede do site tudorondonia e a expansão da empresa de comunicação, em breve.

CÉUS - Por hoje chega de canapés e borogodós. É Agosto, mês em que tradicionalmente os céus de Rondônia pegam fogo e o ambiente político esquenta. Durma-se com o barulho!!!

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 26/07/2017 18:52:16



RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA




INCONGRUÊNCIA – Enquanto o Governo Federal aumenta o número de cargos comissionados para atender a uma base congressual ávida por cargos que contemplem os seus respectivos apaniguados, inchando a máquina pública com gastos perdulários, propõe ao servidor público concursado e por anos qualificado um programa de demissão voluntária (PDV), o que poderia provocar a precarização de alguns setores da administração pública que aderirem ao programa.


INTERESSES - O incongruente na proposta é que aumentam os gastos com custeio para atender a interesses fisiológicos e tentam, por outro lado, penalizar o servidor de carreira com a conta desses gastos. E ainda arriscam deixar vagos cargos de carreira imprescindíveis ao estado, porque somente os mais qualificados teriam bala na agulha para uma saída do serviço público na conjuntura de 14 milhões de desempregados.



TERCEIRIZAÇÃO – O novo PDV proposto pelo presidente Michel Temer esconde na verdade a intenção da administração federal em repassar ao setor privado funções públicas até então reservadas a servidores concursados. Com a aprovação recente da terceirização no Congresso Nacional no bojo da Reforma Trabalhista, o PDV abre caminho à precarização dos serviços com a contratação das empresas terceirizadas.



PIERRÔ – Embora o presidente Temer tenha vencido o primeiro round na votação ocorrida na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal que mudou o voto do relator ao rejeitar a denúncia de abertura de ação penal ofertada pelo MPF no âmbito da delação de Joesley Batista, a situação do presidente ainda não é cômoda e com ritmo carnavalesco.



ALVO - A Câmara volta a analisar o pedido para processar o presidente da república no plenário em agosto. Além da sangria que o caso provoca, o governo será obrigado a fazer as concessões esdrúxulas. Mesmo que Temer volte a vencer no plenário da Câmara, o MPF não vai dar trégua ao presidente e prepara uma nova denúncia com fatos ainda não totalmente conhecidos. Ele hoje é o alvo de todas as atenções, em particular do MPF.



INCONTINÊNCIA – Apesar de o presidente ter declarado que a população entenderia o aumento dos impostos sobre os combustíveis, a 20 ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar suspendendo o malfadado aumento, nesta terça-feira. Uma decisão perfeita para conter uma injusta majoração nos combustíveis e conter também a incontinência verbal do senhor excelentíssimo presidente da república. Mesmo que o governo federal derrube a liminar, o desgaste já está contabilizado e a língua contida.



MONITORAMENTO – Os partidos em Rondônia estão monitorando o humor do eleitor estadual e três deles (grandes legendas) estão encomendando uma nova rodada de pesquisa para verificar as chances dos caciques e avaliar as probabilidades de eventuais surpresas. O atual cenário indica uma descrença enorme do eleitor com a política e os políticos. A pesquisa mensura esse humor, a popularidade do cacique e aponta cenários possíveis de serem modificados. Com diz o adágio: é hora de ficar com um olho no padre e o outro na missa. Já que os humores não são bons.



REDE – O pastor Aluísio está propenso a voltar a disputar a eleição senatorial pela Rede Sustentabilidade, após se desligar do PSOL. Nas eleições estaduais passadas obteve uma boa votação ao cargo, errou no segundo turno das eleições para governador ao endossar a chapa do PMDB encabeçada por Confúcio Moura. Como a Rede é crítica hoje do PMDB, a fala do pastor no programa peemedebista em 2014 pode ser usada como vacina contra estas críticas em 2018. Tudo que cai na rede é peixe, diz o ditado.



INACREDITÁVEL – Nem Roberto Sobrinho acreditou numa pesquisa dando ele em primeiro lugar para governador no município de Jaru. O petista, mesmo sendo um dos maiores expoentes do partido por estas bandas, tem consciência que as resistências ao seu nome para governador são grandes, inclusive no âmbito do PT. Outro entrave que joga o nome para baixo é a lei da ficha limpa. Embora na política tudo pode acontecer e nada é definitivo.



DESASTRE – No primeiro mandato Roberto Sobrinho fez uma administração bem avaliada, razão pela qual, na reeleição, venceu ainda no primeiro turno com folga. O segundo mandato foi considerado pela maioria dos portovelhenses um desastre por brigar com os companheiros, arrumar confusão com a mídia e deixar que o ego aumentasse o seu apetite pelo poder. Restaram as denúncias que pesam sobre si. Caso esteja verdadeiramente bem avaliado para governador, vira um fenômeno a ser estudado pelos cientistas políticos de plantão. Ou piada de salão.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 20/06/2017 19:38:21

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



JBS – Enquanto o dono da JBS – maior conglomerado de processamento de proteína animal – Joesley Batista,continua provocando estragos irremediáveis ao presidente Michel Temer e ao senador Aécio Neves, nos bastidores, em Rondônia, as investigações sobre a propinagem do grupo começam a alcançar os calcanhares de ex-gestores estaduais. Em particular o calcanhar de um em plena atividade.



EXPECTATIVAS - Há uma expectativa no meio político rondoniense de que a operação lava jato atinja muita gente por aqui. A coluna apurou que esta expectativa é verossímil e o alcance é bem maior do que imagina nossos representantes. Entre fevereiro e março passado muito material foi coletado sobre estes fatos, in loco.



MORALISMO - A situação política está tão confusa devido à crise que colocou o país à beira do precipício que o deputado federal Jair Bolsonaro começa a despontar como forte candidato a Presidente da República, embora poucas pessoas que o apontam como alternativa saibam que é um parlamentar do baixo clero do Congresso Nacional que tem se notabilizado pelos discursos ásperos contra minorias e recheado de um conteúdo moralista em desuso num mundo pós-moderno.



BOLHA - Bolsonaro é aquela bolha moralista que surge no epicentro de uma crise que se desfaz quando a racionalidade volta à normalidade. Assim que a campanha começar para valer o Boça (l) não terá fôlego para manter os atuais índices. Para alívio de todos, em especial dos desavisados. Quem viver verá!



PESQUISA – Uma pesquisa coordenada por este cabeça chata em 20 municípios de Rondônia, a pedido da direção de um partido local, indicou Bolsonaro em primeiro lugar, seguido do petista Lula e do tucano João Dória. Contudo, os índices de reprovação a todos os nomes ofertados ao eleitor são tão altos que um resultado hoje da soma de votos nulos e branco suplantaria os votos válidos. 2018 é a eleição mais difícil da história do país, independente do nome que aparecer: sejam os carimbados sejam os noviços.



APROVAÇÃO – A pesquisa revelou também que um número razoável de prefeitos rondonienses ainda está de lua de mel com os eleitores. A tolerância tem sentido porque os ex-prefeitos, em geral, foram desastrados e deixaram os cargos com índices de rejeição altíssimos. A exemplo da capital.



ACIRRAMENTO – Caso o cenário político atual não modifique – algo quase impossível hoje – as duas vagas ao Senado vão ter a disputa mais acirrada em 2018. Vai ser uma eleição voto a voto, sem favoritos. Se houver pulverização de candidaturas, os pequenos colégios serão o diferencial. Esta é uma eleição para profissional devido às restrições e às reações.



UBER – Há muita lorota em torno do UBER em Porto velho, assim como em outras cidades onde o serviço foi implantado. Anteontem, por exemplo, taxistas fizeram uma gigantesca manifestação no Recife para tentar impedir que o aplicativo seja implantado. Foi assim em Nova Iorque, Paris, enfim, em todas as cidades. É justo os taxistas reagirem dentro das regras civilizatórias contra a concorrência, como é legítimo parlamentares oriundos da categoria dos taxistas defenderem suas bases eleitorais. No entanto, superada a resistência, os dois serviços terminam convivendo lado a lado normalmente. Hoje o UBER em Porto velho está funcionando a todo vapor, apesar das lorotas. Para o bem do usuário que dispõe de dois serviços e pode escolher aquele que melhor oferecer preço ou comodidade.



LEI – Pode a Câmara dos Vereadores votar uma lei contra a implantação do serviço. Faz parte do jogo legislativo, mas dificilmente uma lei restritiva que afeta a população se sustente numa corte judicial. Em outras cidades, onde os legislativos andaram na contramão da opinião pública, a restrição foi fulminada a bem do interesse público. UBER veio para ficar. O resto é lorota!



MURO – A juventude tucana decidiu abraçar a proposta das eleições diretas, os senadores tucanos querem permanecer no governo Temer e parte da bancada na Câmara Federal quer o desembarque do governo. Os tucanos finalmente retornaram à origem: subiram ao muro. É o que dá escolher como símbolo uma ave pomposa, de bico longo, mas cabeça pequena.


NATIMORTO - O governo de Michel Temer acabou no mesmo dia que começou. Além de legitimidade, é um governo que padece de todos os requisitos essenciais a boa condução da instituição da República. Nesta terça somou mais uma derrota no campo político quando a Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou a Reforma Trabalhista. Temer é um morto vivo!



PISANDO NA BOLA – O Secretário Municipal de Transporte da capital, Marden Negrão, errou mesmo ao utilizar uma viatura do município para um passeio particular, independente de ser dia normal ou feriado. As viaturas devem servir ao agente público somente em trabalho. Ao invés de uma indefectível nota (aliás, desnecessária), bastaria reconhecer o erro e informar que não vai repeti-lo, ponto final na polêmica. O engraçado nessa história é verificar o mesmo preconceito ao secretário, por ser natural de São Paulo, por migrantes que também foram hostilizados quando atracaram aqui anos atrás

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 07/06/2017 08:31:00

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA




VIOLÊNCIA – A capital rondoniense está cada vez mais violenta com a banalização dos crimes contra o patrimônio e incolumidade pessoal. No último sábado o amigo Hiran Gallo foi mais uma vítima desta escalada da violência que, é bom que se diga, é global. Quem assistiu ao vídeo dos meliantes espancando Gallo – embora tenha erradamente encarado os bandidos – percebe a ousadia com que praticam crimes à luz do dia sem temer nada. A violência se tornou em geral um dos maiores problemas para os governos, em particular para o cidadão desprotegido.



PORTE – Toda vez que os índices de violência sobem setores da população passam a defender a liberação do porte de arma como meio para as pessoas se defenderem da bandidagem. É uma visão equivocada tentar armar os cidadãos para que façam aquilo que é obrigação dos governos. Ademais, a liberação do porte de armas comprovadamente aumenta os índices de óbitos, já que a reação ao criminoso invariavelmente termina com a morte da vítima da violência.



CASSAÇÃO – Minutos antes de começar o histórico julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa presidencial Dilma-Temer, feito pelo PSDB hoje principal fiador do governo, ninguém apostava o placar final. No entanto, o material probatório colhido pelo relator do processo, Ministro Herman Benjamin, é robusto e, analisado ao pé da lei, a cassação é inescapável. Na hipótese de fatiar as condutas para supostamente salvar Temer o TSE vira alvo de críticas acerbas, apesar de que, em se tratando de uma corte superior, a pressão popular deveria ser encarada como algo natural sem que esta influencie o veredito.



PLACAR – Embora seja difícil afirmar peremptoriamente qual placar vai ser o julgamento, advogados do presidente Michel Temer esperam cinco votos a dois em favor da tese que salva o presidente. Observadores políticos diziam o contrário, porém pelo mesmo placar.



CHATEAÇÃO – Pelos áudios captados pelos delatores da JBS e amplamente divulgados nos meios de comunicação, o tucano Aécio Neves revela que o PSDB ingressou na justiça eleitoral contra a chapa de Dilma-Temer sem muitas pretensões da cassação. Segundo o senador Tucano, a ação tinha como principal finalidade encher o saco dos petistas, mas tomou desdobramentos que ninguém mensurou os resultados e pode atingir inexoravelmente o aliado Michel Temer, visto que Dilma Rousseff perdeu o cargo pelo impeachment.



FICHA SUJA – É quase certo que os ministros do TSE decidam agravar a situação política da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ampliando as penalidades, além da perda da função pública, com a inabilitação política por oito anos. No julgamento do impeachment os senadores pouparam a ex-presidente da lei da ficha suja, embora a legislação utilizada no caso concreto apontasse em sentido contrário. No TSE é pule de dez que a ex-presidente vire ficha suja.



PARALISIA – Apesar dos esforços para que o Congresso Nacional mantenha o funcionamento dentro de uma suposta normalidade com comissões em funcionamento e pautas de votações nos plenários das duas casas, a verdade é que a crise paralisou a política e tem confinado os políticos.



CERCO – Desde se juntou aos insurretos do Congresso Nacional para apear do poder Dilma Rousseff, cassada por fatos ainda controversos e por tratar as partes anatômicas traseiras dos parlamentares a botinadas, o presidente Michel Temer não tem sossego depois que vieram à tona os supostos malfeitos de assessores e dele próprio. Dos seis homens do núcleo duro do presidente (Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Alves, Geddel Vieira, Sandro Mabel e Rocha Loures) quatro já caíram por envolvimento com a Lava Jato, os dois outros sobreviventes se seguram nos cargos, mas de forma trôpega. A cada dia o cerco se fecha e a situação do presidente fica pior, mesmo se safando no TSE.



BANCADA – Num país em que a população clama por justiça e setores da sociedade alegam que somos um país da impunidade, na verdade a população carcerária oriunda das castas políticas, até então inatingível, tem aumentado consideravelmente. Não há uma semana em que um parlamentar não seja manchete nas matérias política/criminal. Não raro, algum deles é recambiado ao xilindró. A bancada parlamentar nas unidades prisionais, país afora, é expressiva e desfaz a ideia de impunidade das castas dirigentes.



REVOADA – Historicamente considerado um partido que adora subir ao muro a decidir o lado que fique em terra firme, os tucanos estão envolvidos em outro dilema entre os que querem desembarcar do governo Temer e os que querem permanecer nos cargos que foram agraciados após o impeachment. A tucanada paulista, mais pomposa e mais encalacrada com as delações, quer sair imediatamente como forma de se afastar do epicentro da corrupção. Embora as penas estejam chamuscadas.



EFEITO ORLOFF – Desde que foram fisgados nos áudios dos delatores, tucanos mais graduados enveredaram para o mesmo discurso dos desafetos petistas de que são vítimas de uma conspiração da mídia. Um discurso que outrora era combatido duramente pelos sociais-democratas e que virou agora a tábua para justificação. É o que chamamos o efeito orloff.


TRÂNSITO - A prefeitura de Porto Velho precisa urgentemente instalar um sistema inteligente de sincronização dos sinais de trânsito, com um plano para os horários de pico da manhã e da tarde. Na avenida Calama, por exemplo, no sentido bairro-centro, instala-se o caos do cruzamento com a avenida Rio Madeira até o cruzamento com a Salgado Filho. Além de um engarrafamento descabido, inúmeros acidentes acontecem quando os moradores do bairro Embratel tentam entrar na avenida. É preciso que os sinais fiquem abertos nesses cruzamentos por um tempo bem maior para quem trafega pela Calama, e é preciso também colocar um sinal para que os moradores do bairro possam acessar a via. O trânsito tem sido um problema para os alcaides de plantão, a atual gestão melhorou, contudo, precisa melhorar muito mais. O responsável pela área precisa entender que nossos problemas não têm necessariamente as mesmas soluções de São Paulo. E precisa ser menos teimoso e mais flexível. O contribuinte agradece.

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