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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 04/04/2018 10:39:30

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



DEFINIÇÃO – É papo furado que o governador Confúcio Moura esteja indefinido em relação à renúncia do mandato para disputar uma vaga senatorial. Ele definiu há tempo e despista para verificar os movimentos do vice. Aliás, numa entrevista a uma emissora de televisão de Ariquemes, ainda em setembro, Moura confirmou a pré-candidatura. Mudou a estratégia depois que Daniel Pereira meteu os pés pelas mãos e sentou na cadeira antes do titular desocupar.



VOLÚPIA - Foram as movimentações do vice-governador que teriam assustado o governador. É verdade que a patuleia não consegue desvendar a cabeça de Confúcio, o que reforça a indefinição sobre a renúncia, mas o governador conseguiu desvendar a tempo a volúpia de Daniel Pereira em relação ao poder.



ALDRABA – Quanto à mudança de partido, é provável que Confúcio permaneça no MDB. Pelo menos é o que revelou a pessoa muito próxima, inclusive tentou dissuadir o prefeito de União da Vitória, Luiz Gomes, a não se desfiliar da legenda – embora o prefeito tenha decidido largar a prefeitura e o MDB para se aventurar numa candidatura a deputado estadual pelo Avante. Ao permanecer no MDB acalma os velhos companheiros de militância e põe uma aldraba no focinho do vice para conter seus movimentos bruscos.



BELICISMO – Na hipótese da eventual posse de Daniel Pereira na titularidade do Executivo Estadual no dia 08 próximo, as relações com o Poder Legislativo vão ser belicosas. Pelo menos foi o que a coluna apurou junto a um parlamentar com muita experiência na casa legislativa. Para justificar estas relações bélicas, a fonte da coluna lembra que o vice-governador carrega consigo o ranço sindicalista – onde milita por mais de vinte anos – e a vocação natural para o confronto, além de uma linguagem política populista. Não é à toa que tem dito em reservado, para quem quiser ouvir, que acaba com a greve dos professores em 24 horas após assumir o governo. E tais ingredientes na atual realidade estadual são nitroglicerina pura.



NINHO – O ex-senador Expedito Junior decidiu permanecer no ninho tucano mesmo com as pressões do ministro Gilberto Cassab para que se desfiliasse do PSDB e assinasse a ficha de filiação com o PSD. De acordo com ele, não há motivos para deixar uma legenda que ajudou a estruturar em Rondônia e que as relações com a atual presidente regional, deputada federal Mariana Carvalho, são amistosas.



PODEMOS – O deputado estadual Léo Moraes assumiu a direção do PODEMOS em Rondônia e conseguiu filiar várias lideranças municipais, o que permitirá uma boa nominata nas vagas proporcionais. O ex-vereador petista da capital, Sid Orleans, e o ex-prefeito de Pimenta Bueno, Jean Mendonça, são dois que migraram para a legenda.



COMUNISTAS – Estão bem alinhavadas as conversas entre os deputados estaduais Hermínio Coelho e Anderson Singeperon para ingressarem nas hostes do PCdoB. Quem não está contente com o ingresso dos dois deputados é a vereadora comunista da capital Elis Regina. A edil é pré-candidata a deputada estadual e não quer no PCdoB concorrer internamente com os parlamentares recém-convertidos.



IGNOROU – Os principais cardeais emedebistas não gostaram da forma pela qual o prefeito de Ariquemes deixou o partido pelo PSL – de Bolsonaro - sem aviso prévio. Ao ignorar os ‘capas-pretas’ o alcaide sinaliza que não precisa deles para gerir o quarto maior colégio eleitoral do estado. E por tabela dá de ombros aos parlamentares federais ligados ao partido.



AMBIVALÊNCIA – Não é de hoje que o Poder Legislativo estadual demonstra o soberano desprezo às questões ambientais que tanto são caras para a humanidade. Outro dia fizeram uma lei de forma atabalhoada liberando o garimpo do rio Madeira, lei derrubada liminarmente pelo Supremo Tribunal. Na semana passada de uma só vez mandou às favas um decreto governamental que criou onze áreas de preservação ambiental, embora alguns discursos relativos ao meio ambiente sejam ambivalentes quando o tema é produção de energia.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 20/02/2018 18:02:28

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



CONFIRMAÇÃO – O anúncio feito pelo Governo Federal de suspender a votação do projeto da Reforma da Previdência confirma o que a coluna antecipou em novembro do ano passado: que não havia clima para o Congresso Nacional votar uma proposta tão rejeitada pela população. Especialmente em ano pré-eleitoral.



MANOBRA - Os votos que o governo dizia possuir no Congresso Nacional para aprovar a Reforma Previdenciária eram lorota, mas o eleitor tem que ficar atento com uma possível manobra do presidente Michel Temer em colocar a proposta em votação assim que as urnas forem apuradas. Parlamentar que perder as eleições vai querer se vingar e a manobra tem tudo para obter sucesso.



FATURA – Com a decisão do governo em suspender a tramitação da reforma da Previdência muito parlamentar oportunista vai querer faturar dizendo que era contra. Os que se opunham ao projeto explicitaram nas reuniões com os sindicatos suas posições sem medo de retaliação do Palácio do Planalto. Os que mantinham silêncio sobre o tema até ontem serão os primeiros a sair dos casulos pensando em faturar eleitoralmente com a suspensão. Olho vivo!



RASTEIRA – Os membros da bancada federal de Rondônia vão escolher o novo coordenador da bancada que ficará responsável pela interlocução com o Palácio do Planalto no trato sobre as emendas parlamentares destinadas a Rondônia. Nos últimos anos o deputado federal Nilton Capixaba (PTB) mantinha as funções com mão de ferro, o que desagradou alguns dos seus pares. Ontem (segunda-feira) os insatisfeitos decidiram passar uma rasteira em Capixaba e articulam o nome de Lindomar Garçon para ser o substituto. A qualquer momento deve ser o anunciado como novo coordenador para uma função que caiu em suas mãos como uma bandeja. Isto caso não haja uma nova rasteira que lhe retire a bandeja das mãos.



FIRME – Em contato com a coluna o deputado estadual Maurão de Carvalho (MDB) confirmou que continua firme na sua pré-candidatura a governador de Rondônia. Instado a falar sobre as movimentações do vice-governador Daniel Pereira (assume as funções de titular em abril) visando a reeleição, Maurão explicou que não está preocupado e que o vice tem reafirmado em solenidades públicas que não é candidato. Informou ainda que no próximo sábado, durante um evento que o MDB vai promover em Jaru, Daniel vai reafirmar que não é candidato. O problema é que o evento foi adiando antes da convocação. Como é um homem firme em suas crenças é possível que Maurão espere dos céus um milagre e seja ungido candidato único do atual grupo ligado a Confúcio Moura. Embora a coluna não creia!


REVOADA - A coluna apurou que o governador Confúcio Moura ainda não descartou a saída do MDB para disputar as eleições ao Senado Federal por outra legenda. Prova disse é que deu sinal verde para auxiliares próximos ingressar em outra legenda e nos próximos dias esta revoada deverá acontecer. PDT e PSB, sob o comando de Moura, se reúnem neste final de semana para traçar estratégias e o caminho a seguir. A ordem é desidratar o MDB.



DIVISÃO – Nas últimas eleições estaduais o grupo de Acir, Confúcio, Maurão, Raupp e quase a totalidade dos prefeitos apoiaram a chapa governista à reeleição contra os tucanos. Ainda assim não foi um passeio e as eleições foram duríssimas exigindo dos governistas muito suor e articulação. Nestas eleições os grupos ‘chapa branca’ estão divididos em três postulações à sucessão de Moura e na medida que o processo eleitoral se aproximar a tendência é dividir cada vez mais porque os interesses dos principais caciques estão se colidindo. Quem viver verá o clima de beligerância!



ESQUERDA – Os órfãos da (pseuda) esquerda rondoniense estão manifestando nas redes sociais preferência por uma suposta candidatura ao governo de Daniel Pereira (PSB). Há manifestações de militantes da Rede, Psol, PCdoB e PT. São manifestações ainda pessoais, mas é um indicativo para as convenções.



PREFERÊNCIA - Embora o PT tenha compromisso com o pedetista Acir Gurgacz, há quem defenda no partido o nome do vice-governador como candidato único do campo popular. Aliás, adesão revelada por um dirigente petista que almeja também ser o candidato a governador e que denunciou recentemente que o PT teria aderido (usou uma palavra mais ácida) à candidatura do donatário da União Cascavel. No entanto, a preferência de militantes da esquerda pelo atual vice-governador tem raízes pretéritas já que Daniel Pereira por muitos anos foi do PT e ainda defende muito dos postulados, inclusive exerceu pelo partido um mandato de deputado estadual.



UNÇÃO – Daniel Pereira espertamente, jura publicamente que não é candidato a nada e, em reservado, conspira para ser o ungido pela base que dá apoio a Confúcio Moura como candidato único do PSB, PDT, PCdoB, MDB, PT e uma constelação de outros partidos nanicos, inclusive os de direita, para suceder a si próprio. Só os tolos pensam o contrário.


RENÚNCIA - Na hipótese do prefeito Jesualdo Pires renunciar para disputar as eleições outubro quem perde é a população de Ji-Paraná que perde um dos melhores gestores municipais. O eleitor de Jipa conhece esses filme quando Acir Gurgacz renunciou ao mandato para disputar o governo e deixou na administração municipal um sucessor que é lembrado até hoje como o maior mico político do município. Se depender apenas da vontade do eleitor de Ji-Paraná, Jesualdo cumpre o mandato até o final e evita outra tragédia administrativa.



INTERVENÇÃO – Este cabeça-chata não é simpático que as forças armadas assumam as funções constitucionalmente destinadas à Polícia Militar e à Polícia Civil porque não possuem o preparo exigido para agir em relação ao enfrentamento com civis. Mas o problema de (falta) segurança do Rio de Janeiro tomou dimensões tão agudas que a intervenção das forças armadas é a única solução imediata, seja do ponto de vista da repressão seja psicológica, já que acumularam experiência em manter a paz em outros países, a exemplo do Haiti. Não é inteligente ser contra esta intervenção tão somente por razões ideológicas ou outro argumento vazio. A população carioca sofre com a violência que assola a cidade maravilhosa e os prejuízos são para toda população brasileira, visto que o Rio de Janeiro é a cidade que mais atrai o turismo internacional. É hora de pacificar a cidade e as forças armadas, de forma excepcional, saberão cumprir este papel. Já fez o mesmo na ECO 92, na Copa do Mundo, entre outros eventos. Bobagem ser contra agora. Embora a intervenção na Segurança Pública por si só não seja a solução para os problemas carioca. Os políticos fluminense possuem pés grandes e metem eles pelas mãos.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 09/01/2018 21:18:40

RETORNO – Depois de quase um mês longe do teclado, voltamos revigorados por um ano que promete muito na área política já que o eleitor será convocado para escolher nas urnas presidente, governador, senador, deputado federal e estadual. É também o ano em que a Força Tarefa do Ministério Público Federal promete ser a “batalha final” da operação Lava Jato. Portanto, serão meses para nervos fortes.



CUM GRANU SALIS – O ano começa com o julgamento do Recurso de Apelação do ex-presidente Lula contra a decisão do juiz Sérgio Moro que o condenou a mais de nove anos em regime fechado. O recurso está pautado para o próximo dia 24, no Tribunal Federal da 4ª Região, em Porto Alegre. Há uma expectativa enorme em torno do julgamento pelos apoiadores de Lula e pelos detratores do ex-presidente, visto que lidera todos os cenários para presidente da República. O que se espera é uma decisão justa: bem fundamentada, com ponderação, parcimônia e moderação. Independente das paixões e ódios que o caso provoca.



MASSACRE – Individualmente Lula é de longe a maior liderança política do país, quer queiram ou não. Ninguém sobrevive com tanta força aos fatos que emergiram dos tapetes palacianos nem ao massacre das centenas de manchetes com denúncias tão arrasadoras. Ele sobreviveu. Sem adentrar ao mérito de culpado ou inocente (caberá ao Judiciário), caso Lula registre a candidatura, vai ao segundo turno. O grande desafio é conseguir resistir ao novo massacre que virá com a “batalha final” da Lava Jato. A coluna, pela experiência em campanha, duvida que o ex-presidente tenha tanto fôlego para resistir a um segundo turno que promete ser nitroglicerina pura. Mesmo sendo a liderança carismática que é. Um lembrete aos petistas chatos de plantão: duvidar não significa adivinhar.



REUNIÃO – Deu muito o que falar nos bastidores do tucanato uma reunião ocorrida entre o governador Confúcio Moura (PMDB) e o clã dos Carvalhos, ocorrida na semana natalina na residência de Aparício Carvalho (PSDB). Publicamente os anfitriões divulgaram como sendo uma visita de cortesia, mas nas coxias tucanas comenta-se que a deputada federal Mariana Carvalho, presidente do PSDB, teria convidado o governador para se aninhar no PSDB. Como há uma enorme expectativa em torno de uma suposta candidatura ao Senado, Moura precisará mudar de partido para conseguir registrar a candidatura, haja vista que no PMDB dificilmente o senador Valdir Raupp permitirá um concorrente. O clã dos Carvalhos sempre torceu o nariz para os caciques de Rolim de Moura. Do menu servido na reunião restou o cheiro de gordura no ar...



ABRIL – Quem conhece Confúcio Moura sabe que ele é um mestre em despistar os passos a seguir na política para evitar ser fritado no meio do caminho. Mas na hora exata ele define sempre no sentido do óbvio. Todos vão ter que esperar abril para que ele anuncie que é candidatíssimo a senador. Até lá muita especulação e conjecturas vão surgir na mídia. Inclusive aqui. Embora o final todos intimamente saibam qual é.



DISPUTA – Apesar dos prognósticos apontarem o governador como um forte a se eleger a senador, a campanha deste ano não vai ser um passeio como todos acham que será. Vai ser bem disputada com golpes abaixo da cintura. Não há candidato eleito antes da apuração das urnas. Quando K-Sol renunciou o governo para disputar uma vaga senatorial ele cantarolava por onde passava que se elegeria fácil e levaria com ele um Tiziu. Tomou uma sova de Valdir Raupp e piou baixo nesses oito anos de Senado Federal. Já Tiziu retornou para Ariquemes sem ninguém ouvir os seus grunhidos. Quem achar que as eleições vão ser um passeio poderá ser surpreendido. Vai ter disputa duríssima. Em todos os níveis.



APOSTA - Outra campanha que tende a ser bem disputada é para a vaga de deputado federal. Seja pelos nomes novos que estão aparecendo, seja pelo desgaste que parte da bancada acumulou nesses últimos quatro anos. A tendência é que metade dessa bancada seja barrada nas urnas. O que não é pouco coisa.



PESQUISA – A partir de agora até as eleições a coluna comentará somente as pesquisas legalmente registradas junto ao Tribunal Regional Eleitoral. Ainda assim com a parcimônia pela experiência de eventuais dados manipulados de outros pleitos. Em particular de prefeito da capital. Conheço todos os institutos que todas as eleições apuram pesquisas em Rondônia e aprendi nesses anos sequer perder tempo com os dados colhidos por alguns deles, embora haja muita gente boa nessa área aqui. Não esqueçamos que o IBOPE também registra as suas em Rondônia: e invariavelmente errou a maioria.



PEDALADA – Duas pedalas ficais foram dadas pelo presidente Michel Temer para maquiar as contas públicas. A primeira foi mexer no fundo do FGTS para capitalizar a Caixa Econômica que usou seu lastro para salvar governos perdulários que quebraram seus estados. A segunda, a chama “Regra de Ouro”, um dos pilares da estabilidade fiscal. O governo quer mudar a constituição para gastar mais do que arrecada. Por algo parecido Dilma Rousseff perdeu o cargo. O Congresso, nesse momento, não vê nada demais nestas pedalas. Por essas e outras razões os defenestrados da presidência falam que houve um golpe. E podem estar cobertos de razões.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 12/12/2017 18:44:34

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



LOROTA – Não passa de lorota para acalmar o mercado financeiro as declarações governamentais de que terá força para aprovar a Reforma Previdenciária ainda este ano. Em 2018, antes das eleições, também não haverá clima para colocar a proposta em votação, mas entre a apuração das urnas e o final e posse da próxima legislatura é bom o trabalhador ficar atento porque o golpe está sendo engendrado para este período.



REAÇÃO – Os congressistas têm em mãos pesquisas nacionais indicando que a proposta da Reforma da Previdência é rejeitada por mais de sessenta e cinco por cento da população. Embora todos saibam que esta área precisa de ajustes para que não quebre nos próximos anos, a proposta defendida pelo Governo Federal é dissenso dentro do próprio governo, o que revela um descompasso entre o que os governistas falam para o mercado com o que discutem internamente. Percebendo que a conta da reforma recairia tão somente nas costas do trabalhador, a reação contrária é justificável.



LEÃO - A reforma tributária, igualmente importante para o país, sequer está na pauta dos congressistas por afetar privilégios empresariais e a fome atávica por recursos da União. O leão estatal ruge feroz para tributar quem trabalha e produz no país e silencia quanto à distribuição equânime dos recursos entre as administrações para que o mesmo tributo retorne ao contribuinte em forma de serviços públicos.



CANDIDATO – Apesar das diversas declarações públicas feitas pelo governador Confúcio Moura de que não é pré-candidato a senador nas eleições de 2018, um ato público promovido por colaboradores e correligionários do PMDB de Ariquemes, sábado passado, lançou oficialmente a postulação do governador ao Senado Federal com direito a faixa. Já há quem diga que o adereço (faixa) possa ser caracterizado como crime eleitoral antecipado.



SURPRESA – Não é surpresa para nenhum jornalista político que Moura seja candidato a candidato ao Senado Federal, mesmo negando. Todas as vezes que se aproximavam as eleições seja de prefeito seja de governador, Confúcio declarava publicamente que não disputaria, mas reservadamente inflava os correligionários a defender tais candidaturas. Dessa vez não é diferente. A única diferença é que a versão dissimulada não consegue enganar nenhum incauto. Quem se surpreende é porque não é do ramo.



PROJETO – Também não será surpresa a hipótese de Confúcio Moura deixar o PMDB em direção ao PSB e apoiar uma eventual candidatura a sucessão do vice-governador Daniel Pereira. Ao assumir a titularidade do cargo é pule de dez que o vice queira virar titular por mais quatro anos e há conversas no interior do palácio sobre a possibilidade de Pereira vir a ser oficialmente o candidato de Confúcio Moura. Um projeto que o vice está levando a sério e já entabula conversas com outros partidos neste sentido.



PERFIL - Confúcio Moura tem defendido internamente um sucessor com perfil diferente dos candidatos cogitados pela mídia e chegou a especular os nomes do atual secretário de fazenda (Vagner Garcia) e do planejamento (George Alessandro Gonçalves Braga). Como ambos não empolgaram os caciques do PMDB nas consultas feitas a governador, passou a estimular o vice para que se lance na disputa.



MODELO - Isto significa dizer que não passa pela cabeça do governador apoiar o presidente da Assembleia Legislativa, Maurão de Carvalho, conforme declarou num regabofe recente promovido pelo PMDB. O perfil de Governo defendido por Confúcio Moura se enquadra no modelo do atual vice. Totalmente diferente do modelito de Maurão. Apesar de que Maurão tem se esforçado para melhorar sua apresentação em público com um comedimento pouco usual.



ERIÇADO – Quem está abespinhado com as movimentações de Confúcio Moura em direção à Câmara Alta é o senador Valdir Raupp. Por diversas ocasiões públicas e privadas, Moura jurava apoio ao senador peemedebista e anunciava que não disputaria com ele o mesmo cargo. Raupp chegou a acreditar no governador e agora está com os pelos da cara eriçados com o anúncio da candidatura ao Senado de Confúcio Moura.


CANDIDATO - O prefeito Jesualdo Pires (PSB), de Ji-Paraná, em conversa com a coluna avisou que está propenso a colocar o nome por uma vaga no Congresso Nacional. Confirmou que deixa a prefeitura início de abril para disputar as eleições e é um nome cobiçado por várias legenda para vice-governador. Jesualdo é hoje o prefeito mais bem avaliado e administra o segundo maior colégio eleitoral do estado o que aumenta o cacife para 2018. Além de bom gestor, conhece como ninguém os meandros da política e, portanto, avalia o cenário e os atores na disputa para decidir o destino eleitoral.


LEVEZA – Foi um deleite para as mentes felizes o discurso de posse do novo presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Walter Waltemberg Silva Júnior. Em sua fala percebeu-se a leveza com que a corte deverá ser conduzida pelos próximos dois anos. Historicamente com ares medievais e dissociada do povo, Waltemberg – constitucionalista garantista da melhor qualidade – deverá estreitar a relação do Poder com os jurisdicionados com a mesma autoridade de quem fez uma brilhante carreira togada sem perder o espírito humanista que lhe é peculiar. Este cabeça-chata teve a honra de tê-lo como orientador na conclusão do curso de Direito e percebeu que quase duas décadas depois o desembargador continua ministrando aula melhor ainda, em particular, de simplicidade. Se as vaquinhas dele são felizes, imagine os jurisdicionados!


RECOMENDAÇÃO – William Haverly Martins – fundador da Academia Rondoniense de Letras – lançou mais uma obra ficcionista que tem provocado muito debate nos meios acadêmicos. Intitulada o “Réu do Sexo”, a obra é prefaciada pelo juiz federal Dimis Braga e apresentada pelo ex-reitor José Dettoni. Embora a obra seja instigante desde o início e que leva o leitor a colocar outros personagens à história original, é um livro de ficção ambientado em Rondônia, e que poderia sê-lo em qualquer estado da federação. Recomendo como boa leitura neste final do ano. Aliás, adquiri alguns exemplares para ofertar como presente de Natal a amigos leitores.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 05/12/2017 19:02:39

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





BERLINDA – Depois de percorrer os municípios rondonienses anunciando precocemente sua candidatura ao Governo de Rondônia e sendo recebido em algumas cidades de forma festiva, eis que o Ministério Público Federal cobra do Supremo Tribunal Federal que julgue imediatamente os embargos (procrastinatórios) do senador Ivo K-Sol. A procuradora geral Raquel Dodge enviou no final da semana passada ofício ao STF requerendo o fim do julgamento do senador rondoniense. No mesmo dia, de forma inusitada, a ministra Carmem Lúcia, presidente do STF, determinou a inclusão dos embargos na pauta de quinta-feira (7). Especialistas da área jurídica apostam num revés contra o senador, embora seus (K-SOL) advogados propaguem o contrário. Os fatos dos últimos dias, inclusive uma tremenda vaia que ganhou numa casa de espetáculos na capital, colocaram o senador na berlinda.



ADIAMENTO – Independente do desfecho final do processo que condena K-Sol ao regime semiaberto, nos bastidores políticos é consenso que não haverá um novo adiamento. Há quem aposte que o senador escape do regime de cumprimento mais severo com uma eventual diminuição da pena, algo absolutamente possível. No entanto, a questão de fundo estará circunscrita em relação aos efeitos da sentença, ou seja, se ela (sentença) terá condão de inabilitar K-Sol por oito anos, após o cumprimento da sanção que sobrevier ao julgamento. Sobre esta última questão ninguém se arrisca a perder as fichas.



APERTADINHO – Contra K-Sol, segundo a mídia nacional, é possível que a delação do doleiro Lúcio Funaro, preso na Papuda, o atinja devido a supostas relações que ambos mantinham no setor elétrico. Funaro controlava a Cebel, proprietária da usina de Apertadinho, que se rompeu durante a construção e provocou danos ambientais avassaladores em Vilhena. Ocorre que a Cebel contratou a Schahin – ambas enroladas até a medula na operação lava jato – para a realização da obra. Com o rompimento da usina uma briga fratricida entre as empresas emergiu, o que culminou com a interferência política de pesos pesados com propinas, a exemplo de Eduardo Cunha. Ainda não estão claras quais as relações entre Funaro e Ksol, mas a mídia nacional anda fazendo especulações que, dependendo da delação, podem complicar a situação do senado rondoniense, embora ele (K-Sol) esteja dando de ombros às denúncias e anunciando a candidatura a governador.



PREVIDÊNCIA – O presidente Michel Temer (PMDB) insiste que o Congresso Nacional vote a Reforma da Previdência Social mesmo sabendo que há uma reação enorme da sociedade contra a proposta em debate entre os congressistas. A última pesquisa divulgada do Ibope mostra que a popularidade negativa do presidente é a maior já medida desde Sarney. Ainda assim quer que os congressistas votem numa reforma com rejeição na população tão grande quanto a sua.



RISCOS – Os congressistas que capitularem aos apelos do presidente e embarcarem na defesa de Reforma da Previdência, ainda que suavizada com modificações a serem introduzidas no texto original, vão sofrer desgastes enormes. Em ano pré-eleitoral reza a lenda que parlamentar que vota em proposta altamente impopular tende a ser rejeitado nas urnas. Fábula ou não, o deputado federal ou senador rondoniense que ficar ao lado da proposta presidencial vai estar escolhendo o lado contrário ao eleitor. Os riscos de refletir nas eleições todos sabem. Não adianta chorar no dia seguinte nem tentar explicar o inexplicável porque a proposta, independente do conteúdo, perdeu na origem quando foi lançada sem uma estratégia de marketing que a ancorasse. Votar favorável hoje é correr um risco fatal amanhã.



PREÇO – Em Brasília dizem que a Reforma da Previdência é uma exigência do ministro da Fazenda Henrique Meireles para que seja candidato a presidente. Daí a insistência em votar uma proposta tão impopular ao presidente quanto aos congressistas. Esta precondição que Meireles impôs para que seja candidato, tem empolgado no momento apenas o setor empresarial e aos banqueiros ávidos em ganhar mais dinheiro. O problema é que as alternativas ao nome dele, a exemplo do governador paulista Geraldo Alkmin, não têm empolgado o eleitor. Ao apostar no ministro, os partidos da base do governo esperam que a estabilidade econômica e a retomada do crescimento sejam capazes por si só de alavancar a candidatura. É cedo para mensurar se esta aposta terá futuro nas urnas, mas a precondição imposta por Meireles tende a levar os congressistas a uma derrota eleitoral. Quem viver, verá!


INDÚSTRIA - Em geral tem chamado muito a atenção das instituições, em particular dos órgãos de fiscalização, a quantidade exagerada de pedidos de indenizações de áreas alagadas pelas usinas. Tais áreas devem e são indenizadas por supostamente afetarem propriedades de ribeirinhos que residem nesses locais e foram atingidos com a construção das usinas. O problema é que nem todos os pedidos são de ribeirinhos, mas também de pessoas oportunistas que investem na especulação com pedidos exagerados em relação àquilo que realmente valem. Curiosas também são as perícias, todas passíveis de contestações, numa análise perfunctória, muito além daquilo que o mercado indica. Pelo menos é o que este cabeça-chata pode deduzir de algumas que teve acesso. Eis aí uma questão que merecerá da coluna uma análise mais acurada. Voltaremos oportunamente ao assunto.

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