Resenha Política - RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA - Notícias
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Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 20/07/2021 14:59:12

ESCÁRNIO 

Não caiu bem para os senhores parlamentares do Congresso Nacional o aumento vergonhoso de dois bilhões para quase seis nos recursos do “Fundão” que vão engordar as contas bancárias dos partidos políticos e irrigar as campanhas eleitorais de 2022. Com os rolos expostos por operações policiais entre políticos e empresas, em 2017, optou-se em proibir o financiamento privados das campanhas eleitorais que passaram a ser financiadas por recursos públicos. No ano passado foram destinados dois bilhões e, para 2022, o Congresso colocou no orçamento da União três vezes mais. Recursos que poderiam ser melhor utilizados na saúde, educação ou na infraestrutura do país. Um escárnio aos olhos da população.  

 

ENCENAÇÃO 

O presidente Jair Bolsonaro sinalizou que pretende vetar o aumento do fundão, mas deveria reprovar publicamente o filho deputado federal que votou a favor desta excrescência orçamentária. Não puxou as orelhas publicamente do rebento nem dos aliados que seguiram o mesmo voto, embora tenha reagido com dureza contra o deputado federal que presidiu a sessão e sinalizado que vai vetar. Vão ajustar para patamares aparentemente menores como forma de engabelar a população. Tudo encenação.  

 

VOTOS DE RO 

Os deputados Lúcio Mosquini (MDB), Mariana Carvalho (PSDB), Sílvia Cristina (PDT) e Jaqueline Cassol (PP) votaram pela aprovação do “Fundão”. Por coincidência são dirigentes regionais dos seus respectivos partidos e devem colocar a mão numa quantia milionária dos recursos públicos nas eleições do ano que vem. Já Léo Moraes (Podemos), Expedito Neto (PDS), Coronel Crisóstomo (PSL) e Mauro Nazif (PSB) foram contra a esta vergonhosa sangria aos cofres públicos.  

 

SENADO 

A maioria dos senadores de Rondônia também apoiou o aumento dos recursos públicos para a campanha eleitoral de 2022, Marcos Rogério (DEM), principal escudeiro de Jair Bolsonaro na CPI do Covid e parlamentar que mais critica malfeitos votou a favor. Confúcio Moura (MDB) também votou Sim. Acir Gurgacz do PDT preferiu ausentar-se, mas sua pupila na Câmara Federal, Sílvia Cristina, votou pela aprovação.  

ROLEXEANDO  

Não passou despercebida da imprensa nacional a ostentação do senador Marcos Rogério (DEM) que desfilava na sessão da CPI com um luxuoso relógio Rolex. É a joia mais cobiçada pelos novos ricos com preço médio acima dos vencimentos líquidos da maioria dos parlamentares. Quem visita o gabinete do senador rondoniense diz: “fui dar um Rolex (entenda como passeio) ali no gabinete de Marcos”. Esta é a piada do momento nos corredores senatoriais. 

 

ZÉ DO GORRO  

“Fazer graça com o chapéu alheio”, este é um provérbio português que se enquadra no gorro que ornamenta a cabeça do Secretário de Estado de Saúde, Fernando Máximo. No esforço concentrado promovido pela prefeitura de Porto Velho, quando montou uma super estrutura de drive thru para vacinar a população da capital, o secretário apareceu de surpresa, com o indefectível gorro, para tirar uma “casquinha” política. Ao verificar a empulhação, o prefeito Hildon Chaves reagiu e pôs Máximo do gorro pra correr do local. O gracejo não lhe caiu bem na foto. Nem o gorro.  

 

HEURO 

Após o tão comemorado leilão para a construção do novo Hospital Heuro na capital, começaram a aparecer suspeições sobre a empresa de corretagem que participou do processo. Quem colocar o nome no Google verificará que há no interior do Rio de Janeiro, entre outras localidades, várias condutas empresariais supostamente questionáveis. É uma obra fundamental para a população de Rondônia, em particular da capital, que exige dos agentes públicos toda transparência possível uma vez que possui cláusulas contratuais que transcendem décadas e com cifras milionárias.  

 

OPÇÃO 

A opção do Governo de Rondônia pela modalidade “built to suit” (parceria com setor privado) para construção da unidade de Pronto Socorro é boa. No entanto, precisa que todos os procedimentos contratuais e da escolha das empresas sejam às claras e sem espaço para suspeições. O governo anterior prometeu e não cumpriu construir o novo hospital e todas as tentativas foram frustradas por razões legais. 

 

MALHETE 

Pela parceria privada, com exemplo exitoso em Rondônia, o governo conseguiu agilizar o processo de construção da unidade hospitalar sem as amarras da burocracia estatal que é intrincada. A ação governamental ganhou aplausos de todos os setores, com justiça. Acertou, portanto, a modalidade, o que não pode é errar nas parcerias. Por enquanto pairam desconfianças que, por precaução, devem ser bem avaliadas antes que o outro martelo ressoe sobre todos os atores implacavelmente.  

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 15/06/2021 15:12:18

RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA 

EMPAREDADO 

Oriundo da Polícia Militar de Rondônia, onde alcançou o honroso cargo de Coronel, o governador Marcos Rocha está literalmente emparedado por um movimento liderado agora pelos esposas dos ex-colegas de farda exigindo o cumprimento da promessa de campanha em melhorar os soldos da tropa. Marcos Rocha ascendeu ao Executivo Estadual no vácuo da onda Bolsonarista com o apoio incondicional das forças militares e que encantou a maior fatia dos civis com a pauta “Lei e Ordem”. Virou governador por obra do acaso e enfrenta agora um movimento que ele sabe como ninguém o desgaste que causa a qualquer governador. 

DESGASTE   

Até três anos atrás Rocha era um coronel afeito às missões burocráticas, sem experiência política, onde ocupou alguns cargos na burocracia estatal. Por jamais ter comandado a própria corporação,  não se destacou como liderança entre os oficiais, mas conhece como ninguém os problemas internos da tropa e a defasagem dos soldos. Sabe também que o movimento por melhores soldos capitaneado pelas esposas dos militares sempre causou dores de cabeça aos governadores e também tem consciência de que não conseguindo conter o movimento destas aguerridas senhoras sua autoridade pode sofrer arranhões irremediáveis com repercussão nos civis. Tudo isto há um ano das eleições.  

HUMOR 

Embora os militares não possam constitucionalmente aderir a movimentos paredistas, em Rondônia, as esposas da tropa sempre assumiram o front da luta em nome dos maridos e os governadores sempre sabiam que qualquer retaliação a estas mulheres vira combustível para que a hierarquia militar seja posta em cheque. Marcos Rocha tem consciência de que é um movimento forte e ganhou tempo para avaliar com a área econômica uma proposta que atenda em parte às reivindicações. A insatisfação com o governo é enorme e a reação das esposas da tropa revela o péssimo humor dos comandados. 

ELEIÇÃO 

Mesmo que o Governo do Estado consiga conter o movimento e propor um aumento dos soldos a patamares razoáveis que as finanças estaduais suportem, pelas amarras jurídicas em razão da pandemia, o aumento somente poderá entrar na folha em janeiro de 2022. Ano de reeleição. 

EFEITO 

Não existe ingênuo na política. Qualquer um principiante consegue perceber que aumento a uma categoria, ou mesmo corporação, em ano eleitoral, é a porteira aberta para que outras categorias sigam o mesmo caminho. Uma paralisação pós-pandemia de médicos, enfermeiros, auxiliares, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, entre outros profissionais que colocaram a vida em risco para salvar a vida dos acometidos com o vírus, é um efeito cascata que derruba qualquer governo. E em ano eleitoral o efeito é devastador. Até os ingênuos sabem, caso existam.  

VACINAÇÃO 

Rondônia aparece todos os dias nos telejornais entre os estados com piores índices de pessoas vacinadas. Proporcionalmente entre os mortos estamos entre os maiores índices. Revelando que uma coisa está intrinsicamente relacionada a outra. O governador que se regozija em ser amigo “siamês” do presidente, não usa a propalada intimidade para conseguir mais vacinas para vacinar o povo rondoniense. E, portanto, continuamos a enterrar nossos cidadãos e amargar os piores índices da pandemia.  

PPP 

Finalmente a prefeitura da capital abriu a consulta pública para que a população possa opinar e dar as contribuições sobre a contratação de uma empresa para a coleta de resíduos sólidos, através de Parceria Público Privado (PPP). O tratamento do lixo é hoje um dos maiores problemas das administrações municipais e exige uma discussão ampla e transparente para que esse nicho não vire lixo judicial. Os prefeitos têm prazos legais para buscar soluções mais vantajosas para a administração que contemplem as exigências legais. A participação nos debates é fundamental para que depois do processo concluído não venham apenas as lamúrias políticas em virtude da omissão. O prefeito também havia prometido agilizar a PPP do saneamento que, infelizmente, dormita sob a guarda de algum burocrata.  

HEURO 

O governo anunciou que dará início ao hospital de emergência em Porto Velho para substituir o João Paulo II. A opção é adquirir a unidade hospitalar por meio “built to suit”, meio pelo qual a iniciativa privada realiza o empreendimento de acordo com a necessidade do Poder Público e arca com a manutenção enquanto perdurar o contrato. É uma experiência existente e exitosa em Rondônia, mas exige do gestor muita correção para que não vire um negócio suspeito com prejuízo ao erário. A opção em licitar por esta modalidade também sana um problema nas obras públicas de paralisação, além dos entraves na manutenção quando a conservação da unidade fica sob a responsabilidade da administração pública. Após trinta anos do contrato o bem é incorporado ao estado.  

FATURA 

Caso consiga colocar em funcionamento o Heuro o mais breve possível, oferecendo atendimento mais digno aos rondonienses, o governador terá pelo menos uma boa e enorme obra para mostrar aos eleitores. O que é justo que fature politicamente com a obra.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 08/06/2021 22:39:41

RESENHA POLÍTICA 

ROBSON OLIVEIRA 

 

VACINAÇÃO 

Na lentidão que vai, entraremos 2022 sem conseguir vacinar metade da população rondoniense, embora a situação epidemiológica não seja das melhores entre as demais unidades da federação. Rondônia hoje está na penúltima colocação em número de pessoas vacinadas. É um absurdo para um governo que se regozijava durante a campanha eleitoral que teria as portas abertas no Palácio do Planalto em razão de uma suposta amizade com o presidente da república. Mais trágico é percebermos que o mandatário estadual se mantém no isolamento sem buscar alternativas para conseguir mais vacinas.  

 

SPUTINIK V  

O governador Marcos Rocha havia prometido entrar no consórcio dos governadores para adquirir a vacina russa Sputnik V, mas ao que parece era apenas mais uma promessa já que a vacina conseguiu autorização da Anvisa para ser importada. É verdade que foi uma promessa cautelosa e sem o estardalhaço feito por outros aí, mas quedou-se após a liberação da importação. A sensação que passa é de que o rondoniense está à deriva sem um planejamento que melhore os índices de imunização. A única dedução lógica que chegamos é que o vírus da inércia assola também nossas autoridades. E salve-se quem puder.  

 

“ Zé do gorro” 

O Secretário de Saúde do Estado, Fernando Máximo, também se recolheu e parou de falar pelos cotovelos desde que começaram algumas cobranças de explicações devido ao uso de recursos destinados ao combate à Covid. Máximo sequer explica o motivo pela qual nosso índice de vacinação é mínimo. Ainda é visto por aí porque saltam aos olhos de qualquer cidadão o gosto pelo uso daquele indefectível gorro. 

 

POP STAR 

O senador Marcos Rogério (DEM), o Zero Seis, passou o final de semana sobrevoando alguns municípios rondonienses num reluzente helicóptero e apertando a mão do eleitor onde aterrizava. Quem viu garante que a fama de escudeiro bolsonarista lhe subiu  à   caixa calvariana e tem se comportado como um pop star. Há uma percepção no entorno do senador de que a exposição na CPI da Covid em mídia nacional, embora aparentemente com um foco negativo, em Rondônia, tem sido positivo para o projeto rumo ao Governo Estadual.  

EGO 

A CPI pode sim ajudar neste primeiro momento a difusão de que Marcos Rogério seja no estado muito mais ligado ao presidente Bolsonaro do que o governador Marcos Rocha. É uma percepção com viés contraditório e que precisa uma avaliação menos avexada porque é uma eleição ainda não clara e o eleitor muda de opinião conforme as circunstâncias. Apostar todas as fichas num viés monocórdio é um risco que esta coluna já havia alertado. Principalmente se tratando de um sujeito de ego superlativo que voa mais alto que helicóptero.  

 

CONTRADITÓRIO 

Por seus posicionamentos Marcos Rogério virou alvo fácil na grande imprensa e voltou a ser notícia nacional em razão de alugar um imóvel que já lhe pertenceu – agora o imóvel pertence  à   ex-esposa – e pagar com recursos públicos. A novidade foi divulgada pelo jornal Metrópoles, de Brasília. A assessoria alega que não há nada de ilegal porque o imóvel não lhe pertence e nele funcionava desde 2017 o comitê eleitoral do parlamentar. Pode até ser que não haja rigorosamente uma ilegalidade, mas não podemos dizer que moralmente seja uma normalidade para um parlamentar rígido nos pronunciamentos morais quando os malfeitos são dos desafetos.  

 

SIMERO 

Nos grupos de WhatsApp estão repassando a fala da presidente do Sindicato dos Médicos de Rondônia, Flávia Lenzi, revelando ser uma “honra defender o tratamento precoce contra covid”, durante uma audiência no Palácio do Planalto entre Bolsonaro e médicos alinhados ao governo. Apesar deste tratamento precoce do coronavírus com a hidroxicloroquina, ivermectina, entre outras, não ser reconhecido cientificamente por comprovação de sua ineficácia, não causou surpresa o alinhamento da médica rondoniense às posições defendidas pelo presidente. Aliás, no site do sindicato, é possível verificar este apoio incondicional. Os motivos são ideológicos, o que também contaminou o mundo sindical. Não tenho dúvida de que o entusiasmo com que a sindicalista defendeu o tratamento é o mesmo pensamento médio da maioria dos pares que ela representa em Rondônia. 


INCONSTITUCIONALIDADE

O Pleno do Tribunal de Justiça é quem vai decidir sobre o pedido de inconstitucionalidade requerida pelo Ministério Público Estadual da lei estadual sancionada pelo executivo estadual que diminui áreas de proteção ambiental de parques importantes em Rondônia, em especial no município Guajara- Mirim. O país está sob fogo cruzado de uma casta política que tem total desprezo pelos nosso recursos naturais e que possui uma sanha predatória, transformando nossas reservas em cinzas com a inércia de autoridades constitucionalmente com a responsabilidade de protegê-lo. Quem tem o mínimo de informação jurídica percebe numa leitura perfunctória que a inconstitucionalidade saltam aos olhos. Mesmo aos mais vendados. 


ERRATA 

Na coluna passada vários leitores queridos e atentos alertaram para a troca dos nomes de Flávio por Carlos, irmãos e filhos do presidente. É verdade que erramos ao trocar o zero 1 pelo zero 3, mas é perdoável porque é um daqueles casos em que a ordem dos fatores não altera o resultado. Exceto se o numeral fosse o zero 6. 

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 01/06/2021 23:15:17

RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA 

MOBILIZAÇÃO 

Apesar de factíveis as explicações do Governo de Rondônia sobre as amarras jurídicas em razão da pandemia para conceder reajuste nos soldos da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros, o problema vem sendo empurrado muito antes da decretação do estado pandêmico, o que levou o ex-Comandante Geral a pedir exoneração e passar a se opor politicamente ao governador. Não há como deixar de reconhecer que os soldos estão defasados e as polícias têm atuado firmes neste período de calamidade, sem nenhuma vantagem salarial adicional, enquanto outras profissões que atendem às pessoas acometidas do coronavírus receberam gratificações suplementares.  

PROMESSA 

O governador é oriundo da caserna e conhece mais do que qualquer outro chefe do executivo estadual as condições com que a tropa exerce as funções. A melhoria dos soldos era uma das promessas de campanha e estamos na metade do terceiro ano de governo sem que a palavra empenhada tenha se tornado efetivamente em melhoria salarial. O momento pode ser inadequado para aumento real devido às amarras jurídicas, mas com boa vontade uma gratificação pelo trabalho na pandemia cairia bem, até que o soldo pudesse ser realinhado definitivamente. Segundo o próprio governador, as finanças estaduais estão a todo vapor. 

GREVE 

Legalmente é vedado aos militares a participação em movimentos políticos e paredistas. Os precedentes não são alvissareiros e revelam excessos que foram registrados com violência e indisciplina. A PM de Rondônia tem uma tradição de protestar silenciosamente e cautelosamente em vários governos civis que passaram. Neste governo não está sendo diferente, a diferença é que as mulheres dos praças não estão tão ativas como no passado. Uma greve militar é ilegal, mas não podemos deixar de reconhecer que a reivindicação é justa.  Independentemente das paixões ideológicas.  

ESPECULAÇÃO 

As constantes aparições do senador Carlos Bolsonaro na capital rondoniense de surpresa e sem uma agenda política pré-estabelecida estão intrigando os meios políticos e sociais. No sábado passado, a bordo do luxuosíssimo carro do vice-prefeito Maurício Carvalho, o senador desfilou pelas ruas da cidade provocando alguns cidadãos que protestavam contra o governo do pai. Provocou com pantomima de arma, deu gargalhadas e depois foi a um regabofe organizado pelo vice-prefeito com direito a dancinha coreografada por lindas beldades. Estas aparições inesperadas têm provocado todo tipo de especulação por se tratar de uma autoridade senatorial e filho do presidente, sem “negócios” formais por estas bandas. 

FIMCA 

Nas redes sociais o senador carioca e primogênito dos Bolsonaros aparece numa visita dentro de uma das universidades do genitor do vice-prefeito da capital e da deputada federal Mariana Carvalho. Nas gravações, Flávio aparece ao lado pai dos dois rebentos políticos admirando o complexo universitário que possui entre outros cursos, o rentável curso de Medicina. É possível perceber a forma encantadora com que o senador fita o conjunto arquitetônico da FIMCA.  

DESPRESTÍGIO  

Embora a família Carvalho seja “donatária” do PSDB em Rondônia, partido hoje crítico à administração de Jair Bolsonaro, não há nenhum registro de que o senador Flávio Bolsonaro tenha se encontrado com o governador coronel Marcos Rocha. É possível que o governador de Rondônia não tenha com o senador a mesma intimidade que fala possuir com o presidente.  

MANTRA 

Mas é estranho que o primogênito do presidente ignore em suas visitas a Rondônia o chefe do executivo estadual. Marcos Rocha repete feito mantra que é amigo de Bolsonaro desde a época da caserna e que tem linha aberta com o presidente, mas na única vinda do presidente a Rondônia para inaugurar uma ponte em nosso solo, o que se viu foi um Bolsonaro mais íntimo do governador do Acre, Gladson Cameli, e do ex-governador Ivo Cassol, do que do governador Marcos Rocha. Um mantra que nas eleições de 2021 tem tudo para não voltar a colar em razão das relações que os Bolsonaros estabeleceram com o senador Marcos Rogério, conhecido na corte como o Zero Seis.  

LUPA 

Está sobre a mesa de um dos burocratas do Ministério da Educação um pedido de autorização para que seja aberto mais um curso de Medicina em Rondônia. A coluna apurou que o curso está destinado ao município de Jaru. É bom acompanhar de perto este resultado porque tem tudo para explicar muitas curiosidades que andam ocorrendo em Rondônia. Faculdade com curso de ponta hoje é tão rentável quanto especulação imobiliária na Barra da Tijuca. Portanto, lupa.  

EXPOSIÇÃO 

O senador Marcos Rogério (DEM) é de longe o bolsonarista mais bolsonarista de Rondônia. Não é em vão que ganhou o epíteto de Zero Seis e faz da Comissão Parlamentar de Inquérito sua trincheira cega em defesa do presidente, ancorado em pesquisas de intenção de votos para presidente em Rondônia.  

IMPONDERÁVEL 

É um risco enorme que o senador Marcos Rogério corre porque aposta que esses números vão se manter até as eleições e, defendendo o presidente cegamente, é o caminho mais curto ao Palácio do Governo de Rondônia. Não mensura o imponderável, visto que política é como nuvem, já falava o velho político mineiro Magalhães Pinto. Ademais, em sua base hoje há um outro forte nome (Hildon Chaves) de olho no Governo. Nome este que pode fazer da imponderabilidade um pesadelo para o senador monocórdio.  

POLÊMICA 

Avança a passos largos na Câmara Federal, com aprovação na Comissão de Constituição e Justiça, a proposta para tornar elegíveis os políticos multados por contas rejeitadas por improbidade administrativa. O projeto é de iniciativa do deputado federal rondoniense Lucio Mosquini (MDB) que na justificativa sustenta que a rejeição de contas nas situações em que há apenas a imposição de multa, sem ressarcimento ao erário, não há gravidade suficiente de ensejar a limitação de direitos fundamentais, no caso direitos políticos passivos. O projeto segue agora a plenário que pode ampliar ainda mais estas exceções. Como diria um ministro, enquanto perdurar a pandemia, “a gente avança e passa a boiada”.  

ESCÁRNIO 

Embora o brasileiro seja um apreciador de um bom futebol e torce para assistir uma partida entre a seleção canarinho e a portenha, é um escárnio a realização da Copa América quando o país está ainda enterrando seus mortos vítimas da Covid. Não há justificativa sob qualquer pretexto e não adianta ideologizar a questão, pois o número de mortos do Brasil está entre os maiores do mundo. Um evento futebolístico envolvendo seleções de ponta causa aglomeração e tende a aumentar a epidemia. Nossos leitos tiveram uma ligeira folga, mas a qualquer momento tendem a estrangular mais uma vez caso nossas autoridades não criem juízo. E ao que parece não possuem juízo e nem compaixão. 

MATA MATA 

A Copa América atualmente e um torneio caça níquel e sem importância no mundo futebolístico. Já há quem sugira que seja eliminada a fase de grupos e que as seleções disputem numa única fase: mata mata. Pode parecer piada de mau gosto, porém, é a mais triste realidade. A antecipação da disputa eleitoral de 2021 abilolou de vez nosso capitão que estimula o time ao suicídio coletivo. O que chamará atenção desse torneio é o resultado macabro das mortes.  

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 18/05/2021 23:30:29

RESENHA POLÍTICA 

ROBSON OLIVEIRA 

 

BICHADO 

Independentemente dos rumos a serem tomados juridicamente desde a última operação policial em razão de supostos malfeitos do atual chefe da Casa Civil do Governo, Junior Gonçalves, afastado das funções por força de decisão judicial, não há mais clima para permanecer nas funções. Mesmo que comprove lisura nas condutas sob investigação, o que deverá ocorrer num tempo mais elástico do que o calendário eleitoral, é hora de recolher o flap, evitar mais constrangimento ao chefe Marcos Rocha e pedir para sair. Hoje, Gonçalves é no linguajar político um bode bichado. É preciso tirar o bode da sala.  

 

IMITAÇÃO 

Durante um evento em Vilhena o governador Marcos Rocha quando instado pela mídia a falar dos últimos acontecimentos que levaram o Poder Judiciário a afastar seu chefe da Casa Civil saiu com a seguinte pérola: “cada um tem seu CPF”. Uma frase cunhada anos atrás pelo ex-governador Ivo Cassol para driblar de perguntas inconvenientes que exigiam respostas pertinentes. O atual governador imita o antecessor para se escusar de responder, embora tente manter uma caricatura de imaculado.  

 

DESGASTE 

Com um governo sombrio e sem obras estruturantes capazes de iluminar o caminho para um eventual segundo mandato, o governador coronel Marcos Rocha (sem partido) vem paulatinamente queimando a gordura moralista que o catapultou ao cargo.  

 

ESCURIDÃO 

A reeleição é uma eleição em que o eleitor avalia os feitos dos quatro anos da administração, a postura adotada frente aos problemas e a coerência do discurso feito na passada. Com estas informações, avalia as propostas e condutas dos adversários e coteja com a atual realidade antes de decidir em quem votar. Quando o candidato  à  reeleição tem pouco a mostrar, não é uma liderança carismática e ainda tem muito o que explicar, eventualmente é o cenário propício a ser um forte candidato  à  derrota. O desgaste não pode ser maior do que os feitos. Ao que parece Marcos Rocha ainda não percebeu que é hora de sair da escuridão.  

 

CLOROQUINA 

Mesmo sendo um entusiasta do uso da cloroquina como principal fármaco na “cura” da Covid, com frases até grotescas, Bolsonaro não é o profissional da saúde responsável por prescrevê-lo. Quem assina as receitas é o médico e em Rondônia este fármaco tem sido utilizado indiscriminadamente como protocolo oficial da Secretaria de Estado da Saúde.  

 

SAFANDO 

O senador Marcos Rogério, em entrevista a um veículo de Brasília, seguiu por este raciocínio para livrar as responsabilidades do presidente. Mesmo que Bolsonaro não prescreva remédio, foi um entusiasta e divulgador do uso da cloroquina contra a Covid. Além de responsável por adquirir milhares de comprimidos para que fossem distribuídos a estados e municípios. Fiel escudeiro de Bolsonaro na CPI da Covid, Marcos Rogério manobra até no vernáculo para safar o presidente das responsabilidades e, assim, se credenciar ao Governo de Rondônia com uma imagem mais bolsonarista que o próprio Jair. Nos bastidores do Congresso já zoam com o senador o chamando de “Jairzinho” o zero 6.  

 

ESPECTRO 

Por fazerem parte atualmente do mesmo grupo político que caminhou junto em vários municípios nas últimas eleições, Marcos Rogério do Democratas e Hildon Chaves do PSDB querem a mesma cadeira de Marcos Rocha. Tanto o senador quanto o prefeito da capital estão tentando manter o grupo unido, mas é uma união temporária porque ambos querem disputar o mesmo cargo de governador e nem um nem outro quer recuar. Entre eles, nos bastidores, atuam várias lideranças para que as vaidades não sejam mais fortes que a racionalidade, abrindo espaço para uma terceira via. O vácuo na política é porta aberta para mais um aventureiro.  

 

RESSUSCITANDO 

À medida que as eleições vão se aproximando, a tendência é que a polarização nacional entre petista e bolsonarista aumente a temperatura dos debates e o sopapos alcancem outros concorrentes. Em Rondônia, por exemplo, a ex-senadora Fátima Cleide começa a dar sinais de ressuscitação eleitoral. Quem monitora os números de consumo dos partidos percebe que a ex-senadora começa a pulsar eleitoralmente e os sinais vitais indicam que continua tão viva quanto outrora. Já que há quatro anos era um corpo insepulto.  

 

ZÉ DO GORRO 

A sanção governamental de uma lei estadual que afronta cabalmente uma norma federal é prova de que o senhor governador está mal orientado. Caberia ao Secretário da Saúde e ao Chefe da Casa Civil alertarem ao chefe do executivo que liberar a contratação de “médicos” sem inscrição no Conselho Regional de Medicina é inconstitucional, visto que ao abrir mão de fiscalizar diretamente as profissões o Congresso Nacional optou em conferir esta primazia aos Conselhos de Classe. É lorota achar que a questão está circunscrita a uma suposta reserva de mercado, haja vista que um erro médico cometido sem uma fiscalização séria dos seus pares pode ceifar inúmeras vidas. Sem a inscrição no órgão profissional não há como fiscalizar a atuação. O secretário de saúde sabe dessa exigência legislativa, mas optou pela omissão e por se esconder embaixo daquele indefectível gorro. É o próximo a dar “voadoras” no chefe.  

 

POPULISMO 

As universidades brasileiras são exaustivamente verificadas por comissões do MEC para que seus cursos sejam reconhecidos, ainda assim não são raros os problemas identificados nos currículos e na metodologia aplicada aos nossos acadêmicos. Temos boas faculdades de medicina (principalmente as públicas) e muitas capengas, especialmente por falta laboratórios, bem semelhantes aos cursos ofertados pelos países vizinhos. A discussão não reside na questão de fundo de ser uma lei meritória sancionada, mas a sua inconstitucionalidade em razão de ferir dispositivo federal. Algo que os colaboradores do governador deveriam tê-lo alertado. O que seria uma lei meritória virou uma regra populista. Quer mudar corretamente, igualando as oportunidades, que o façam no Congresso Nacional.  

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