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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 10/10/2017 17:33:10

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



DESVIOS – Um balanço do setor público relativo ao desperdício de recursos por malfeitos dos senhores prefeitos, divulgado nesta terça-feira (10), aponta que os desvios de recursos públicos nos municípios são imensos, exatamente onde deveriam chegar como serviços à população mais carente. Norte e Nordeste são as regiões onde os alcaides surrupiam mais e, Mirante da Serra (RO), foi onde se constatou entre 2014 a março de 2017 os índices mais aberrantes. Segundo o relatório, o desvio de recursos públicos foi quase o valor total da arrecadação do município. Não foi pior porque os responsáveis foram apeados das funções que exerciam em ação forte dos órgãos de controle.


ALVOS – Há em andamento, conforme fontes da coluna, várias investigações abertas em Rondônia sobre malversação no setor público. Em alguns casos, de acordo a mesma fonte, os prefeitos e ex-prefeitos são alvos de procedimentos investigatórios. Deduz-se que, a qualquer momento, estes fatos venham à tona. E ao que tudo indica podem alcançar outras autoridades. É uma questão de tempo.


BAIXARIA – A troca de acusações públicas entre os senadores Acir Gurgacz (PDT) e Ivo K-Sol (PP) deixou os meios políticos perplexos com o baixo nível de ataques e contra-ataques. Os dois são declaradamente prováveis candidatos ao Governo de Rondônia – embora o pepista esteja supostamente impedido de registrar a candidatura por razões judiciais – e o clima de beligerância instalado é um indicativo de que a campanha tende a descambar para níveis reprováveis.


RECIBO – Para surpresa dos observadores políticos, após uma enorme mobilização dos taxistas e proprietários de vans em Ji-Paraná, o grupo Eucatur, de propriedade da família do senador Acir Gurgacz, em propaganda em horário nobre na TV Rondônia, filiada da Globo, passou o recibo do golpe dado por K-SOL ao veicular uma propaganda defensiva que expõe exatamente o ponto nevrálgico da querela, o suposto transporte ilegal de passageiros intermunicipais. Surpresa porque utilizou no VT taxativamente a palavra ilegal, em vez de tratar a questão como uma simples falta de regularização. A propaganda do grupo se enquadra na frase: a emenda foi pior que o soneto.



RINHA & SERPENTÁRIO – Esta briga entre os dois senadores não é boa para nenhum deles. Ambos não perceberam que o eleitor está “P” da vida com os políticos em razão da corrupção e devido à falta de compostura do Congresso Nacional. Quem analisa a política com um mínimo de isenção pode intuir que é um abraço de afogados, ou seja, ao persistir o clima bélico, ninguém sairá vencedor. Os estragos provocados por esta rinha ou este serpentário atingem inclusive quem não tem nada com a briga.



OUTSIDER – Há quem aposte que o ambiente eleitoral de 2018 esteja tão contaminado pelos malfeitos que o eleitor possa rejeitar a maioria dos nomes conhecidos na política estadual e optar por alguém fora do establishment. É uma possibilidade, visto que na política nada é impossível.



MATURIDADE – No entanto, não é uma tarefa tão simples assim como preconizam os ideologicamente engajados por alternativas imediatistas, pois o ‘novo’ tem que ser alguém com o mínimo de expertise política para administrar a máquina pública e maturidade para lidar com as amarras e as contradições da própria política. Isto sem falar num legislativo que a cada legislatura vai de ruim a pior. Cautela e caldo de galinha não fazem mal a ninguém na medida em que o “novo” pode surgir com velhos ranços de origem.


PODEMOS – A crise política e moral que afetou os partidos em geral tem parido “novas” legendas que de novo não têm nada, exceto a forma de tentar ludibriar o eleitor com palavras desconexas e apelos midiáticos. PODEMOS, por exemplo, é nada mais que o ex-PTN, partido que tempos recentes elegeu Celso Pitta prefeito de São Paulo e que foi considerado o pior alcaide paulistano de todos os tempos. Quem acessar o Google no nome Pitta constará o rol de desvios ligados a precatórios que o antecessor do PODEMOS fez.



ANTECEDENTES - É uma legenda que nada tem a ver com o PODEMOS espanhol. Aquele (PODEMOS da Espanha), foi um movimento criado por intelectuais de Madri, em 2014, no auge da crise espanhola, para opor-se aos cortes com gastos públicos que estavam sendo levados a cabo como consequência da crise econômica que atravessava o país. Um partido com coloração de esquerda. Enquanto que o partido homônimo tupiniquim defende exatamente o oposto: “Nós Pode” privatizar geral e cortar os gastos no setor público. O que o eleitor não pode e não deve é entrar nessa onda.


LIVRES – Mais uma legenda que se apresenta como moderna, e é tão velha quanto as propostas que fundamentam a criação partidária. Anteriormente fundado de nome PSL, tem como principal proposta a menor participação do Estado na economia e credita que o mercado, dominado por este empresariado atolado até a alma na lama que assola o mundo político, é capaz de resolver todos os problemas. Esquece de dizer que empresário brasileiro é, em sua maioria, predador e quer ganhar mais e mais. Não raro, corrompendo agentes públicos para obter vantagens indevidas. A Lava Jato vem trabalhando com afinco, entre erros e acertos, para que as tetas governamentais fiquem livres da fome insaciável de um empresariado capaz de voltar a delinquir e amealhar riquezas fáceis.



ENGODO – A situação política do país é tão delicada que não há muitas saídas milagrosas, embora haja nas diversas agremiações partidárias gente de bem que se possa votar. Mas ninguém está livre das propostas mais mirabolantes e sem nexo dos salvadores da pátria que eventualmente aparecem em crises agudas. Não há outra saída senão na política e o eleitor precisa é separar o joio do trigo para não se arrepender depois. Olho vivo no “novo” que pode esconder na forma o velho engodo da prática.



CHANCES – Embora venha alimentando desde 2014 disputar as eleições para o Governo de Rondônia, o deputado estadual Maurão de Carvalho (PMDB) dificilmente consiga uma legenda estruturada no estado capaz de alavancar sua pretensão. Esta coluna foi a primeira a alertar no início do ano – na época assessores do parlamentar zombaram da coluna – que o PMDB não homologaria o nome do parlamentar. Tudo se encaminha para que em 2018 os peemedebistas apoiem um nome de outra legenda, já que as lideranças do PMDB fazem conta e sabem que as probabilidades de um naufrágio eleitoral com Maurão sendo o timoneiro são enormes. As pesquisas preliminares confirmam.


TRAIÇÃO – Maurão anunciou que vai exigir do PMDB uma decisão imediata e, em reservado, se queixa de uma suposta traição. Pura lorota. Ninguém de bom senso abraça uma candidatura fadada a priori ao fracasso. É verdade que política é como nuvem e muda constantemente. O problema é que em três pesquisas consecutivas os percentuais obtidos pelo deputado não são animadores já que na base governamental há outros nomes mais promissores eleitoralmente. Pode ser que em 2018 Maurão consiga melhorar os percentuais e convencer o PMDB a homologar seu nome. Exigir agora uma definição é prematuro. Para tentar apressar a definição manda publicar fotos flertando com dirigentes de outros partidos. O engraçado é que tais dirigentes, igualmente ao PMDB, têm projetos próprios e Maurão de Carvalho não se enquadra neles. Depois fica choramingando que é traído.



DESGASTE - A Câmara dos Deputados vai analisar e vota mais um pedido de autorização para processar o presidente Michel Temer durante estes dias. Todos sabem o resultado caso não haja uma mudança inimaginável de insurretos de última hora. Contudo, as atenções do eleitor estão voltadas para os seus representantes. Membros da bancada federal que tem apoiado o desgastado Temer tem sofrido com protestos em todos os eventos públicos. A tendência é piorar na medida que aproximam as eleições. O desgaste tem sido devastador. Marcos Rogério (DEMO), Expedito Neto (PSD) e Mariana Carvalho (PSDB) votaram contra Michel Temer na primeira denúncia. Tudo indica que manterão a mesma posição. Os demais vão sofrer com as vaias.



ACESSOS – A coluna tem alcançado números de acesso expressivos, conforme relatório do provedor. Este cabeça chata agradece a cada leitor (a) que perde um pouco do seu tempo para ler essas maltraçadas linhas. Nem todos concordam com nossos comentários, o que não diminui nossa gratidão a cada internauta. Obrigado!

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 03/10/2017 23:43:39

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





AVULSO – O STF vai decidir se é possível que algum eleitor possa registrar candidatura avulsa, depois que um juiz goiano acolher uma ação de um advogado permitindo que ele possa ser candidato nas próximas eleições, sem que seja obrigado a se filiar a um partido político.



FILIAÇÃO – Pelo sistema eleitoral brasileiro qualquer pessoa apta a ser candidata é obrigada a se filiar numa agremiação partidária, senão não consegue registrar candidatura.



FALÊNCIA - A atual legislação eleitoral, tão combatida atualmente, ainda permite que nas eleições de 2018 os partidos se coliguem, o que influencia na lista dos parlamentares eleitos, visto que a regra para definições das vagas dos parlamentos é a da proporcionalidade. Aceitar candidatura avulsa sem uma reforma profunda é a negação final dos partidos que, aliás, estão em processos falimentares.



INCONGRUÊNCIAS – Ficaria complicado a Suprema Corte acolher a tese do voto avulso quando em outra votação exigiu a fidelidade partidária. A primeira anularia a segunda e, em última análise, seria uma incongruência. Ademais, esta é matéria afeta ao Congresso Nacional e não ao Poder Judiciário. Embora ultimamente haja uma tendência enorme de intromissão de um poder no outro, quebrando o princípio da tripartição entre eles.



PRORROGAÇÃO – A Secretaria de Finanças acertou em prorrogar para quinta-feira (05), o prazo do pagamento de tributos estaduais administrados pela coordenadoria da Receita Estadual, cujo vencimento estivesse datado para a última sexta-feira (29 de setembro). A prorrogação tem como motivação as falhas ocorridas no sistema de informática da secretaria que ficou fora do ar por dois dias para que a Sefin migrasse para um sistema mais moderno.



APOSENTADORIA – O Tribunal de Justiça de Rondônia publicou nesta terça-feira o ato nº 1336/2017, concedendo a aposentadoria voluntária ao desembargador Péricles Moreira Chagas. Ex-presidente do Tribunal Regional Eleitoral que presidiu a última eleição de forma competente, Moreira Chagas assumiu a presidência do próprio Tribunal de Justiça de Rondônia num dos momentos mais delicados e doloridos de sua história. Tirou de letra as adversidades e construiu uma boa relação com a imprensa e a sociedade, sem as amarras adotadas por alguns dos seus pares quando assumem tais funções. Moreira foi um grande magistrado sem deixar de viver normalmente como um cara da melhor qualidade. Só lamento que em nossa mesa ficará faltando ele... Ócio por merecimento!



ABUSO – Revoltou a comunidade acadêmica brasileira a forma pela qual órgãos de repressão do país submeteram o reitor da Universidade Federal de Santa Catarina, culminando com o seu suicídio. A prisão injustamente decretada contra o magnífico reitor, Luiz Carlos Cancellier, é o viés mais cruel do abuso de autoridade.



SUICÍDIO - Sua magnificência o reitor da UFSC foi preso por supostos malfeitos do reitor que o antecedeu, não por ato próprio de improbidade. Após a prisão, acometido por uma depressão profunda, atirou-se do quinto andar de um shopping em Florianópolis. A pirotecnia policialesca desencadeou em reprovação no país afora.



FIM – Embora sejam possíveis novas fases da operação ‘Lava Jato’, o juiz Sérgio Moro disse nesta terça-feira, em São Paulo, que já é possível vislumbrar o seu final. Lembrou, no entanto, que há muito trabalho a ser feito. Lembrança que deixa os políticos com cabelos arrepiados. O fim das ações em Curitiba pode estar próximo, mas as ramificações seguem em outras instâncias.



DEMOCRACIA – Mesmo sendo considerado um magistrado linha dura ao julgar os réus sob sua jurisdição, Sérgio Moro foi firme ao afirmar que o período da ditadura militar não foi bom para o país. Endeusado por setores que defendem um golpe militar, a fala do magistrado em defesa da democracia deve ter provocado uma baita decepção às “viúvas” do golpe de 64.



PESQUISAS – Uma nova rodada de pesquisas sobre os cenários para as eleições de 2018, em Rondônia, deverá ser publicada esta semana. Pelos dados obtidos em "off", os percentuais atribuídos aos pesquisados batem com os números recentes comentados pela coluna. Há quem conteste qualquer número que não atenda aos interesses pessoais ou ao achismo, mas são reações naturais numa sociedade plural. Ainda mais quando atinge interesse contrariado.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 27/09/2017 17:02:52

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





ATA – Uma adesão da prefeitura municipal de Ariquemes à Ata Registro de Preços nº 001/2009, realizada pela Fundação da Assembleia Legislativa de Rondônia para contratação de empresa especializada na digitalização e indexação de documentos de processos administrativos e jurídicos, recentemente fiscalizada pelo Tribunal de Contas do Estado, ainda poderá provocar algumas dores de cabeça ao atual governador que, na época dos fatos, respondia como alcaide pela municipalidade. Embora os procedimentos da adesão tenham sido averiguados contabilmente, essas “Atas de Registros de Preços” vem sendo alvo de críticas dos órgãos de controle exatamente pela falta de medida dos agentes públicos em controlar os excessos eventualmente ocorridos nessas adesões.



PENTE FINO – Falando em órgãos de controle, várias prefeituras, entre outros órgãos públicos, estão sendo fiscalizadas por excessos cometidos. Não demora muito para que a população rondoniense seja informada de malfeitos perpetrados por autoridades perdulárias e traquinas. O pente é fino e o barulho ressoará!



FALÊNCIA – Os governos insistem nas mesmas políticas públicas adotadas há anos na área de segurança e que demonstraram serem equivocadas, ou no mínimo ultrapassadas. A falência do sistema de segurança pública é real e a falta de inteligência das nossas autoridades em investir em tecnologia para combater com mais eficácia a criminalidade, revelam o desmonte da máquina governamental. Construir presídios é importante, mas não resolve em nada o problema da violência porque o aumento da população carcerária significa que o modelo de combate ao crime faliu. É a falência do estado enquanto promotor da paz social.



GOVERNADOR – Esta coluna avaliou avexada quando intuiu que as probabilidades do deputado estadual Maurão de Carvalho (PMDB) assumir o Executivo Estadual eram mínimas. Eis que o parlamentar foi ungido ao Governo de Rondônia – é o terceiro na linha sucessória – por alguns poucos dias com as ausências no estado do atual titular e do vice. Maurão, enfim, pode ficar em paz, já foi governador por uns dias.



OBTUSO – Cabe ao jornalista avaliar cenários e antecipar ao leitor fatos que possam balizar interpretações da forma mais próxima da realidade. Não cabe ao escriba falsear tais fatos sob qualquer alegação meramente intuitiva. Esta coluna, por exemplo, avaliou uma pesquisa espontânea sobre as eleições governamentais de 2018 que, após tabulada, apontou o polêmico e contestado ex-governador Ivo K-Sol em primeiro lugar. Como a pesquisa mensura o cenário momentâneo, e não o futuro, a coluna foi obrigada a descrever com honestidade o resultado real da pesquisa. Não inventou nada. Já os obtusos, ou engajados em projetos diversos, falseiam os fatos com ataques igualmente estúpidos.



INDEPENDÊNCIA - Esta coluna nem sempre acerta em suas avaliações, algo natural por ser escrita por alguém que não está imune ao erro. No entanto, não é manipulada por ódios ideológicos, nem garroteada por relações pessoais com autoridades. A independência tem sido a marca da coluna. Portanto, o compromisso sempre foi com o leitor.



ÓBICES - Ademais, quem acompanha a coluna semanalmente ou eventualmente é testemunha de críticas acerbas ao ex-governador K-Sol, sempre quando este mereceu. O que não pode e nem tem como esconder que é um pré-candidato com apelo eleitoral enorme. A coluna apontou o resultado da pesquisa corretamente porque este foi o resultado apurado. É de bom alvitre lembrar que em colunas anteriores destacamos os reveses judiciais que o senador está encalacrado e que podem ser óbices intransponíveis para uma eventual candidatura. Mas sequer estamos no ano eleitoral. O momento é de avaliar cenários. Cometemos vários erros aqui, mas não somos obtusos.



REPUTAÇÕES – Uma das maiores críticas que a advocacia faz às operações espetaculares envolvendo em geral autoridades, em particular pessoas em posições políticas, é a falta de cuidado com as reputações dos alvos dessas operações. Um exemplo foi a prisão do ex-presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Sebastião Teixeira, levado à capital federal acorrentado e execrado em horário nobre como se o mesmo fosse um facínora. Poucos divulgaram nos mesmos espaços da execração que o desembargador hoje aposentado foi absolvido em todos os processos que figurou como preso daquela operação espetaculosa. Quem repõe a reputação agora destroçada?



SANGRANDO – Os parlamentares federais que estão votando contra os pedidos de abertura de processos do presidente Michel Temer estão sendo alvo de protestos de populares todas as vezes que participam de eventos públicos. E sangram porque querem ou por interesses políticos nada republicanos. Não percebem que 2018 está próximo e as críticas tendem a acentuar na medida que o período eleitoral se avizinha. Apostar na memória curta do eleitor é brincar com a sorte, visto que ao defender um governo ilegítimo e com níveis de aprovação baixíssimos é suicídio coletivo. Vão pagar caro, isto se não pagarem com o próprio mandato. Quem viver verá!

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 20/09/2017 17:03:31

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



ESCÁRNIO – Apesar da unanimidade entre os observadores políticos de que o sistema partidário e eleitoral do país esteja totalmente corroído pelos malfeitos revelados nas diversas operações policiais, os congressistas insistem em dar de ombros à opinião pública e decidiram manter o mesmo modelo eleitoral corrompido ao derrotar em plenário qualquer mudança de reforma eleitoral. Sequer o fim das coligações – uma anomalia que permite juntar partidos nas eleições com posições ideológicas antagônicas – votaram. O Congresso Nacional hoje é um arremedo de parlamento que sobrevive do escárnio.



BARREIRAS – Embora dificilmente haja tempo hábil para alguma mudança na lei eleitoral que se aplique às eleições de 2018, os caciques políticos querem mudanças que não redundem em problemas que os impeçam de retornar aos cargos. Isto significa trocar as atuais regras amorfas por algo pior, ou seja, blindar os atuais mandatos. Como estas barreiras estão sendo criticadas e não passam de jeito nenhum no plenário do congresso, quase tudo vai ficando com antes.



INGERÊNCIA. Já que o legislativo nacional não faz a parte para a qual possui as prerrogativas, caberá ao judiciário impor limites ao caos político que regra as eleições brasileiras. Um limite necessário que pode ser votado pela Supremo Tribunal Federal é o fim das coligações. Uma ingerência aceitável diante da inércia parlamentar. Pelo menos foi o que declarou um ministro da corte. Menos mal!





VIGILÂNCIA – Como em se tratando de Congresso Nacional tudo é possível, inclusive nada, é de bom alvitre a população ficar vigilante com as votações da última semana de setembro porque há o perigo real de colocarem uma nova proposta de reformar a legislação eleitoral de forma fatiada, mantendo intactos os interesses inconfessáveis dos caciques hoje encalacrados nos malfeitos. Para que uma nova lei eleitoral seja utilizada nas eleições de 2018, é preciso ser votada um ano antes das eleições. Razão pela qual na última semana deste mês seja tão importante a população ficar alerta. E em se tratando de golpe, nosso Poder Legislativo é um expert.



NOVIÇO – Um assessor próximo de Confúcio Moura revelou à coluna que em conversas reservadas o governador tem estimulado os peemedebistas mais próximos do seu ciclo de influência a defender nas hostes do PMDB um candidato novo para sucedê-lo, que não sejam os nomes suscitados atualmente. De acordo com a fonte, Confúcio Moura teria sugerido como alternativa para a disputa, os nomes dos secretários da pasta de planejamento ou fazenda, George Braga e Vagner Garcia, respectivamente. Aliás, dois eficientes técnicos sem militância partidária. Há também quem aponte o nome do vice-governador como uma outra opção, mas é uma figura carimbada com origem nas hostes petistas e não tem nada de novo.



VAGA – Caberá ao Tribunal Regional Eleitoral decidir quem é o deputado estadual a ser empossado definitivamente na vaga aberta pela ex-deputada Glaucione Neri (PSDC), eleita e empossada prefeita de Cacoal. É que o primeiro suplente Geraldo da Rondônia – empossado temporariamente na vaga pelo presidente da Assembleia Legislativa – deixou o partido que lhe conferiu a suplência e em tese se enquadrou na lei da fidelidade.



INFIDELIDADE - Do mesmo modo acima é a situação de infidelidade partidária do segundo e do terceiro suplente, Marcelo Cruz e Romeo Reolon. Na hipótese de a ação ser acolhida pelo TRE, o deputado a ser convocado para ser efetivado na vaga de Glaucione é o quarto suplente José Santos, único na linha sucessória que permanece na Democracia Cristã.



RETALIAÇÃO – Qualquer projeto de interesse da população da capital em tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Porto Velho é travado pelo vereador Marcelo Cruz, em retaliação às demissões dos apaniguados feitas pelo prefeito municipal.



ESTACIONAMENTO – Um exemplo da retaliação do vereador Cruz ao prefeito é o pedido encaminhado à CCJ para readequar a legislação municipal às normas técnicas editadas pelo Ministério da Saúde, voltadas para estacionamentos em unidades hospitalares. O governo necessita desta regulamentação para executar o projeto do novo hospital que vai atender à população rondoniense, em particular da capital. A manobra do edil penaliza o cidadão, embora seja uma ação retaliatória indecorosa ao alcaide.


APROVAÇÃO - O governo estadual tem dinheiro em caixa, cerca de R$ 100 milhões, para construir o hospital, mas para que a obra seja licitada era preciso adequar a legislação que trata dos
estacionamentos. O projeto de lei aprovado fez apenas essa alteração, ficando definido uma vaga por leito hospitalar. Sua tramitação foi precedida de audiência pública e no dia
da votação, devido ao pedido de urgência na tramitação feito pelo prefeito Hildon haves, o projeto de lei tramitou por uma Comissão Mista que deu parecer pela aprovação em
plenário. Irritado por estar ausente a votação, o edil decidiu ingressar com um Mandado de Segurança para anular a votação mesmo sabendo que o Governo possua cem milhões em caixa para construir o Hospital de Emergência e Urgência. A população espera que o Judiciário não acolha a pretensão do vereador que atrasaria a obra por tempo indeterminado.



RESPONSABILIDADE – Internautas começam a se manifestarem nas mídias sociais contra a conduta da edilidade porque provoca prejuízos ao contribuinte, especialmente a população que necessita de unidades hospitalares dotadas de estruturas dignas para atender a todos, indistintamente. A irresponsabilidade da retaliação revela a face da política mais perversa e tacanha do nosso representante do legislativo mirim da capital.










Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 30/08/2017 20:03:57



RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



PESQUISA – Mais uma rodada de pesquisa avaliando as probabilidades dos possíveis candidatos nas eleições estaduais de 2018, coordenada por este cabeça chata, indica que, embora a Lava-jato tenha sangrado muita gente, o eleitor ainda confia em muitos dos políticos envolvidos. Isto três anos após milhares de reportagens.



VIVO – O senador Ivo K-Sol (PP), por exemplo, mesmo reconhecendo publicamente que na hipótese de ser candidato concorrerá com uma liminar por estar supostamente nas teias da lei da ficha suja, tem pontuado com robustez em todos os municípios até então pesquisados. Polêmico em tudo que ousa abordar e ríspido com seus adversários, o senador está vivíssimo. Não é à toa que é o único em Rondônia que bate sem pena no atual governador.



LIMINAR – A história política recente de Rondônia comprova que não é fácil para nenhum candidato disputar as eleições com liminar. Na última vez, eleições da capital, Roberto Sobrinho (PT) liderou as pesquisas até o Tribunal Regional Eleitoral cassar a candidatura e, no dia seguinte ao julgamento, o petista despencou. O resultado das eleições todos conhecem.



VIABILIDADE - Se depender de liminar para disputar o governo, Ivo K-Sol sangrará igual aos anteriores, mas se conseguir registrar a candidatura muda o quadro estadual e ainda obriga o atual governador, Confúcio Moura (PMDB), a sair da moita para defender o seu legado.



OBSERVANDO – Quem assiste de camarote tudo é o tucano Expedito Júnior (PSDB) que, dependendo do quadro, pode redimensionar seus projetos tanto ao Senado quanto ao Governo. Sem mandato, é o único que não tem nada a perder, embora seja hoje o mais paparicado pelos adversários. Jr é competitivo em qualquer disputa e não terá pressa para decidir qual cargo disputará. Depois de dez anos sendo questionado judicialmente, é a primeira campanha nesta década que disputará sem ter que depender antecipadamente do aval do TRE.



RECALL - Quem anda de boa com o eleitorado é o deputado estadual Léo Moraes (PTB), ainda surfando por ter retirado a vaga do ex-prefeito Mauro Nazif (PSB) do segundo turno das eleições da capital. Léo lidera hoje todos os cenários para deputado federal no maior colégio eleitoral do estado. Ainda conseguiu a proeza de expandir a influência nos demais municípios. Desbancou a liderança da deputada federal Mariana Carvalho (PSDB), mais votada na capital no pleito passado. O recall das eleições municipais se repete com ele, da mesma forma ocorrida com Mariana.



ASCENSÃO – Outro parlamentar em plena ascensão é o jovem deputado federal Expedito Neto (PSD). Independente em relação ao governo, tem se sobressaído no Congresso Nacional melhor que a encomenda. Por onde passa é festejado pelas posições assumidas e pela coerência com que vota no Congresso Nacional. Neto caminha para recolher os frutos em 2018 com uma votação expressiva, conforme indicam as pesquisas. Já não depende exclusivamente do pai para um segundo mandato.



SUBESTIMAR – Embora nunca tenha declarado publicamente pretensões políticas, Dr Héverton Aguiar, ex-procurador geral do Ministério Público, é sempre lembrado pelos eleitores nas pesquisas sérias. É um nome que não pode ser subestimando pelas velhas raposas, pois em janeiro fecha o tempo para se aposentar. Caso se aposente e decida ingressar na política faz estragos. Aliás, foi ele o principal responsável por recolher aos cárceres metade dos membros da Assembleia Legislativa.


MOSCA AZUL - O presidente da Seccional da OAB de Rondônia, Andrey Cavalcante, é outro outsider que começa a ensaiar voo solo na política. Advogados amigos (ou inimigos) têm estimulado Cavalcante e se candidatar. É um bom nome, desde que não deixe a "mosca azul" picá-lo.



DESTAQUE – A Secretária de Esportes e Lazer, Ivonete Gomes, e o presidente da Enaro, Breno Mendes, são os auxiliares do prefeito Hildon Chaves que têm conseguido os melhores destaques na capital. Ambos são também os que melhor utilizam as mídias sociais para divulgar suas ações. Um resultado previsível. O pior auxiliar do prefeito, conforme o eleitor, era o ex-secretário de saúde, razão pela qual foi substituído.



ENTREVISTADO – Os dinossauros fizeram uma baita de uma entrevista com o desembargador Alexandre Miguel, presidente da Associação dos Juízes de Rondônia, no último sábado. O programa foi ao ar pela TV Record e merece ser revisto pelo site da emissora pelo excelente conteúdo produzido. Em particular no momento em que a imprensa questiona os vencimentos dos senhores magistrados. Alexandre Miguel explicou detalhadamente tudo e não deixou de responder a nenhuma pergunta de forma serena, inclusive as mais ácidas.



VESPEIROS – O Governo do presidente Michel Temer vai entrar para a história como o especialista em mexer com vespeiros. Primeiro, apesar de o capital elogiar, decidiu entregar às empresas estrangeiras o setor elétrico, área estratégica para qualquer nação. Agora, de forma mais surpreendente e açodada, pretende privatizar parte da floresta amazônica e abrir uma fresta enorme para o garimpo. Com a popularidade na lona, Temer dá de ombros ao eleitor e tende a levar ao chão os seguidores. Não faltará madeira no lombo dos parlamentares nas eleições de 2018 para quem embarcar nesse vespeiro.


REGISTRO - Dois dos mais respeitados desembargadores conduzirão pelos próximos dois anos os destinos administrativos e políticos do tribunal de Justiça. Valter Waltemberg Junior e Renato Mimesse foi eleitos para o próximo biênio. O primeiro, um competente professor de Direito Constitucional, aceitou ser o orientador desse cabeça chata há quinze anos, quando concluímos Direito. O segundo, um nobre doutrinador.

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