Resenha Política - Resenha Política por Robson Oliveira - Notícias
« 1 2 3 4 (5) 6 7 8 ... 55 »
Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 26/07/2017 18:52:16



RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA




INCONGRUÊNCIA – Enquanto o Governo Federal aumenta o número de cargos comissionados para atender a uma base congressual ávida por cargos que contemplem os seus respectivos apaniguados, inchando a máquina pública com gastos perdulários, propõe ao servidor público concursado e por anos qualificado um programa de demissão voluntária (PDV), o que poderia provocar a precarização de alguns setores da administração pública que aderirem ao programa.


INTERESSES - O incongruente na proposta é que aumentam os gastos com custeio para atender a interesses fisiológicos e tentam, por outro lado, penalizar o servidor de carreira com a conta desses gastos. E ainda arriscam deixar vagos cargos de carreira imprescindíveis ao estado, porque somente os mais qualificados teriam bala na agulha para uma saída do serviço público na conjuntura de 14 milhões de desempregados.



TERCEIRIZAÇÃO – O novo PDV proposto pelo presidente Michel Temer esconde na verdade a intenção da administração federal em repassar ao setor privado funções públicas até então reservadas a servidores concursados. Com a aprovação recente da terceirização no Congresso Nacional no bojo da Reforma Trabalhista, o PDV abre caminho à precarização dos serviços com a contratação das empresas terceirizadas.



PIERRÔ – Embora o presidente Temer tenha vencido o primeiro round na votação ocorrida na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal que mudou o voto do relator ao rejeitar a denúncia de abertura de ação penal ofertada pelo MPF no âmbito da delação de Joesley Batista, a situação do presidente ainda não é cômoda e com ritmo carnavalesco.



ALVO - A Câmara volta a analisar o pedido para processar o presidente da república no plenário em agosto. Além da sangria que o caso provoca, o governo será obrigado a fazer as concessões esdrúxulas. Mesmo que Temer volte a vencer no plenário da Câmara, o MPF não vai dar trégua ao presidente e prepara uma nova denúncia com fatos ainda não totalmente conhecidos. Ele hoje é o alvo de todas as atenções, em particular do MPF.



INCONTINÊNCIA – Apesar de o presidente ter declarado que a população entenderia o aumento dos impostos sobre os combustíveis, a 20 ª Vara Federal da Justiça do Distrito Federal concedeu uma liminar suspendendo o malfadado aumento, nesta terça-feira. Uma decisão perfeita para conter uma injusta majoração nos combustíveis e conter também a incontinência verbal do senhor excelentíssimo presidente da república. Mesmo que o governo federal derrube a liminar, o desgaste já está contabilizado e a língua contida.



MONITORAMENTO – Os partidos em Rondônia estão monitorando o humor do eleitor estadual e três deles (grandes legendas) estão encomendando uma nova rodada de pesquisa para verificar as chances dos caciques e avaliar as probabilidades de eventuais surpresas. O atual cenário indica uma descrença enorme do eleitor com a política e os políticos. A pesquisa mensura esse humor, a popularidade do cacique e aponta cenários possíveis de serem modificados. Com diz o adágio: é hora de ficar com um olho no padre e o outro na missa. Já que os humores não são bons.



REDE – O pastor Aluísio está propenso a voltar a disputar a eleição senatorial pela Rede Sustentabilidade, após se desligar do PSOL. Nas eleições estaduais passadas obteve uma boa votação ao cargo, errou no segundo turno das eleições para governador ao endossar a chapa do PMDB encabeçada por Confúcio Moura. Como a Rede é crítica hoje do PMDB, a fala do pastor no programa peemedebista em 2014 pode ser usada como vacina contra estas críticas em 2018. Tudo que cai na rede é peixe, diz o ditado.



INACREDITÁVEL – Nem Roberto Sobrinho acreditou numa pesquisa dando ele em primeiro lugar para governador no município de Jaru. O petista, mesmo sendo um dos maiores expoentes do partido por estas bandas, tem consciência que as resistências ao seu nome para governador são grandes, inclusive no âmbito do PT. Outro entrave que joga o nome para baixo é a lei da ficha limpa. Embora na política tudo pode acontecer e nada é definitivo.



DESASTRE – No primeiro mandato Roberto Sobrinho fez uma administração bem avaliada, razão pela qual, na reeleição, venceu ainda no primeiro turno com folga. O segundo mandato foi considerado pela maioria dos portovelhenses um desastre por brigar com os companheiros, arrumar confusão com a mídia e deixar que o ego aumentasse o seu apetite pelo poder. Restaram as denúncias que pesam sobre si. Caso esteja verdadeiramente bem avaliado para governador, vira um fenômeno a ser estudado pelos cientistas políticos de plantão. Ou piada de salão.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 20/06/2017 19:38:21

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



JBS – Enquanto o dono da JBS – maior conglomerado de processamento de proteína animal – Joesley Batista,continua provocando estragos irremediáveis ao presidente Michel Temer e ao senador Aécio Neves, nos bastidores, em Rondônia, as investigações sobre a propinagem do grupo começam a alcançar os calcanhares de ex-gestores estaduais. Em particular o calcanhar de um em plena atividade.



EXPECTATIVAS - Há uma expectativa no meio político rondoniense de que a operação lava jato atinja muita gente por aqui. A coluna apurou que esta expectativa é verossímil e o alcance é bem maior do que imagina nossos representantes. Entre fevereiro e março passado muito material foi coletado sobre estes fatos, in loco.



MORALISMO - A situação política está tão confusa devido à crise que colocou o país à beira do precipício que o deputado federal Jair Bolsonaro começa a despontar como forte candidato a Presidente da República, embora poucas pessoas que o apontam como alternativa saibam que é um parlamentar do baixo clero do Congresso Nacional que tem se notabilizado pelos discursos ásperos contra minorias e recheado de um conteúdo moralista em desuso num mundo pós-moderno.



BOLHA - Bolsonaro é aquela bolha moralista que surge no epicentro de uma crise que se desfaz quando a racionalidade volta à normalidade. Assim que a campanha começar para valer o Boça (l) não terá fôlego para manter os atuais índices. Para alívio de todos, em especial dos desavisados. Quem viver verá!



PESQUISA – Uma pesquisa coordenada por este cabeça chata em 20 municípios de Rondônia, a pedido da direção de um partido local, indicou Bolsonaro em primeiro lugar, seguido do petista Lula e do tucano João Dória. Contudo, os índices de reprovação a todos os nomes ofertados ao eleitor são tão altos que um resultado hoje da soma de votos nulos e branco suplantaria os votos válidos. 2018 é a eleição mais difícil da história do país, independente do nome que aparecer: sejam os carimbados sejam os noviços.



APROVAÇÃO – A pesquisa revelou também que um número razoável de prefeitos rondonienses ainda está de lua de mel com os eleitores. A tolerância tem sentido porque os ex-prefeitos, em geral, foram desastrados e deixaram os cargos com índices de rejeição altíssimos. A exemplo da capital.



ACIRRAMENTO – Caso o cenário político atual não modifique – algo quase impossível hoje – as duas vagas ao Senado vão ter a disputa mais acirrada em 2018. Vai ser uma eleição voto a voto, sem favoritos. Se houver pulverização de candidaturas, os pequenos colégios serão o diferencial. Esta é uma eleição para profissional devido às restrições e às reações.



UBER – Há muita lorota em torno do UBER em Porto velho, assim como em outras cidades onde o serviço foi implantado. Anteontem, por exemplo, taxistas fizeram uma gigantesca manifestação no Recife para tentar impedir que o aplicativo seja implantado. Foi assim em Nova Iorque, Paris, enfim, em todas as cidades. É justo os taxistas reagirem dentro das regras civilizatórias contra a concorrência, como é legítimo parlamentares oriundos da categoria dos taxistas defenderem suas bases eleitorais. No entanto, superada a resistência, os dois serviços terminam convivendo lado a lado normalmente. Hoje o UBER em Porto velho está funcionando a todo vapor, apesar das lorotas. Para o bem do usuário que dispõe de dois serviços e pode escolher aquele que melhor oferecer preço ou comodidade.



LEI – Pode a Câmara dos Vereadores votar uma lei contra a implantação do serviço. Faz parte do jogo legislativo, mas dificilmente uma lei restritiva que afeta a população se sustente numa corte judicial. Em outras cidades, onde os legislativos andaram na contramão da opinião pública, a restrição foi fulminada a bem do interesse público. UBER veio para ficar. O resto é lorota!



MURO – A juventude tucana decidiu abraçar a proposta das eleições diretas, os senadores tucanos querem permanecer no governo Temer e parte da bancada na Câmara Federal quer o desembarque do governo. Os tucanos finalmente retornaram à origem: subiram ao muro. É o que dá escolher como símbolo uma ave pomposa, de bico longo, mas cabeça pequena.


NATIMORTO - O governo de Michel Temer acabou no mesmo dia que começou. Além de legitimidade, é um governo que padece de todos os requisitos essenciais a boa condução da instituição da República. Nesta terça somou mais uma derrota no campo político quando a Comissão de Assuntos Sociais do Senado rejeitou a Reforma Trabalhista. Temer é um morto vivo!



PISANDO NA BOLA – O Secretário Municipal de Transporte da capital, Marden Negrão, errou mesmo ao utilizar uma viatura do município para um passeio particular, independente de ser dia normal ou feriado. As viaturas devem servir ao agente público somente em trabalho. Ao invés de uma indefectível nota (aliás, desnecessária), bastaria reconhecer o erro e informar que não vai repeti-lo, ponto final na polêmica. O engraçado nessa história é verificar o mesmo preconceito ao secretário, por ser natural de São Paulo, por migrantes que também foram hostilizados quando atracaram aqui anos atrás

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 07/06/2017 08:31:00

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA




VIOLÊNCIA – A capital rondoniense está cada vez mais violenta com a banalização dos crimes contra o patrimônio e incolumidade pessoal. No último sábado o amigo Hiran Gallo foi mais uma vítima desta escalada da violência que, é bom que se diga, é global. Quem assistiu ao vídeo dos meliantes espancando Gallo – embora tenha erradamente encarado os bandidos – percebe a ousadia com que praticam crimes à luz do dia sem temer nada. A violência se tornou em geral um dos maiores problemas para os governos, em particular para o cidadão desprotegido.



PORTE – Toda vez que os índices de violência sobem setores da população passam a defender a liberação do porte de arma como meio para as pessoas se defenderem da bandidagem. É uma visão equivocada tentar armar os cidadãos para que façam aquilo que é obrigação dos governos. Ademais, a liberação do porte de armas comprovadamente aumenta os índices de óbitos, já que a reação ao criminoso invariavelmente termina com a morte da vítima da violência.



CASSAÇÃO – Minutos antes de começar o histórico julgamento no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que pede a cassação da chapa presidencial Dilma-Temer, feito pelo PSDB hoje principal fiador do governo, ninguém apostava o placar final. No entanto, o material probatório colhido pelo relator do processo, Ministro Herman Benjamin, é robusto e, analisado ao pé da lei, a cassação é inescapável. Na hipótese de fatiar as condutas para supostamente salvar Temer o TSE vira alvo de críticas acerbas, apesar de que, em se tratando de uma corte superior, a pressão popular deveria ser encarada como algo natural sem que esta influencie o veredito.



PLACAR – Embora seja difícil afirmar peremptoriamente qual placar vai ser o julgamento, advogados do presidente Michel Temer esperam cinco votos a dois em favor da tese que salva o presidente. Observadores políticos diziam o contrário, porém pelo mesmo placar.



CHATEAÇÃO – Pelos áudios captados pelos delatores da JBS e amplamente divulgados nos meios de comunicação, o tucano Aécio Neves revela que o PSDB ingressou na justiça eleitoral contra a chapa de Dilma-Temer sem muitas pretensões da cassação. Segundo o senador Tucano, a ação tinha como principal finalidade encher o saco dos petistas, mas tomou desdobramentos que ninguém mensurou os resultados e pode atingir inexoravelmente o aliado Michel Temer, visto que Dilma Rousseff perdeu o cargo pelo impeachment.



FICHA SUJA – É quase certo que os ministros do TSE decidam agravar a situação política da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ampliando as penalidades, além da perda da função pública, com a inabilitação política por oito anos. No julgamento do impeachment os senadores pouparam a ex-presidente da lei da ficha suja, embora a legislação utilizada no caso concreto apontasse em sentido contrário. No TSE é pule de dez que a ex-presidente vire ficha suja.



PARALISIA – Apesar dos esforços para que o Congresso Nacional mantenha o funcionamento dentro de uma suposta normalidade com comissões em funcionamento e pautas de votações nos plenários das duas casas, a verdade é que a crise paralisou a política e tem confinado os políticos.



CERCO – Desde se juntou aos insurretos do Congresso Nacional para apear do poder Dilma Rousseff, cassada por fatos ainda controversos e por tratar as partes anatômicas traseiras dos parlamentares a botinadas, o presidente Michel Temer não tem sossego depois que vieram à tona os supostos malfeitos de assessores e dele próprio. Dos seis homens do núcleo duro do presidente (Eliseu Padilha, Moreira Franco, Henrique Alves, Geddel Vieira, Sandro Mabel e Rocha Loures) quatro já caíram por envolvimento com a Lava Jato, os dois outros sobreviventes se seguram nos cargos, mas de forma trôpega. A cada dia o cerco se fecha e a situação do presidente fica pior, mesmo se safando no TSE.



BANCADA – Num país em que a população clama por justiça e setores da sociedade alegam que somos um país da impunidade, na verdade a população carcerária oriunda das castas políticas, até então inatingível, tem aumentado consideravelmente. Não há uma semana em que um parlamentar não seja manchete nas matérias política/criminal. Não raro, algum deles é recambiado ao xilindró. A bancada parlamentar nas unidades prisionais, país afora, é expressiva e desfaz a ideia de impunidade das castas dirigentes.



REVOADA – Historicamente considerado um partido que adora subir ao muro a decidir o lado que fique em terra firme, os tucanos estão envolvidos em outro dilema entre os que querem desembarcar do governo Temer e os que querem permanecer nos cargos que foram agraciados após o impeachment. A tucanada paulista, mais pomposa e mais encalacrada com as delações, quer sair imediatamente como forma de se afastar do epicentro da corrupção. Embora as penas estejam chamuscadas.



EFEITO ORLOFF – Desde que foram fisgados nos áudios dos delatores, tucanos mais graduados enveredaram para o mesmo discurso dos desafetos petistas de que são vítimas de uma conspiração da mídia. Um discurso que outrora era combatido duramente pelos sociais-democratas e que virou agora a tábua para justificação. É o que chamamos o efeito orloff.


TRÂNSITO - A prefeitura de Porto Velho precisa urgentemente instalar um sistema inteligente de sincronização dos sinais de trânsito, com um plano para os horários de pico da manhã e da tarde. Na avenida Calama, por exemplo, no sentido bairro-centro, instala-se o caos do cruzamento com a avenida Rio Madeira até o cruzamento com a Salgado Filho. Além de um engarrafamento descabido, inúmeros acidentes acontecem quando os moradores do bairro Embratel tentam entrar na avenida. É preciso que os sinais fiquem abertos nesses cruzamentos por um tempo bem maior para quem trafega pela Calama, e é preciso também colocar um sinal para que os moradores do bairro possam acessar a via. O trânsito tem sido um problema para os alcaides de plantão, a atual gestão melhorou, contudo, precisa melhorar muito mais. O responsável pela área precisa entender que nossos problemas não têm necessariamente as mesmas soluções de São Paulo. E precisa ser menos teimoso e mais flexível. O contribuinte agradece.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 30/05/2017 19:49:42

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

POLÊMICO - O chefe de gabinete do prefeito da capital, Breno Mendes, virou uma espécie de celebridade às avessas que provoca reações contrárias e favoráveis. Frequentador contumaz das mídias sociais, Breno polemiza sobre tudo e com todos que se dispõem a engatar um debate acalorado sobre política, inclusive futilidades. É possível que a postura apaixonada com que diverge do internauta provoque tanta ira nos desafetos, mas há uma lista enorme de seguidores que o defendem. Breno Mendes é polêmico por natureza, inclusive quando tenta arregimentar adeptos para beberem o indefectível milk shake para emagrecimento. No entanto, não há ninguém acusando-o de malfeitos ou incompetência. Não foi removido ainda do gabinete porque o prefeito não degola auxiliar por pressão de quem tem interesse pessoal em vê-lo defenestrado. E o prefeito está correto.


REARRUMAÇÃO - Mas Breno Mendes vai deixar a chefia de gabinete e será removido para outra pasta, que não é a Fazendária. Para as finanças, o prefeito avalia um nome conhecido e experimentado nos meios jurídicos. Nenhuma mudança profunda está em andamento, apenas uma rearrumação para arrefecer as pressões criadas artificialmente com o intuito de encher o saco do alcaide, embora água mole em pedra dura tanto bate que um dia fura.


UBER - É natural a gritaria dos taxistas com o novo aplicativo UBER. Houve confronto em todas as cidades que o serviço foi instalado. O que não é natural são cenas de brutalidade na vã tentativa de impedir que o serviço seja oferecido a população. UBER veio para ficar independente dos interesses dos taxistas ou os políticos aproveitadores . Onde foi implantado deu certo por oferecer um serviço melhor e mais barato e o povo aplaude. Cabe ao usuário decidir o serviço que contrata não os políticos impor suas vontades. Não adianta pressão porque o UBER é irreversível aqui e alhures.


BOATOS - Em tempos bicudos, com os principais personagens do mundo político na berlinda, envolvidos nas traquinagens amplamente conhecidas, o terreno é fértil para os boatos, em particular sobre supostas operações espetaculares. Não há uma semana que as previsões alarmistas feitas por adivinhões de plantões sejam confirmadas. Já li tanta barrigada.


TIC E TAC - Não precisa ser nenhum bruxo para deduzir que os conteúdos das delações envolvendo os malfeitos nas construções das usinas cedo ou tarde alcançarão agentes políticos por aqui. É elementar, visto que nomes foram revelados pelos inúmeros delatores com gravações que infestam as redes sociais. O que ninguém sabe no momento é a extensão dos fatos que estão sendo investigados e os demais personagens envolvidos atualmente ocultos. Mas é questão de tempo. Enquanto isto, o “tic tac” dos boatos e boateiros faz das previsões o terror que lhe convém.


BOI - Em conversa com a coluna, o vice-prefeito Edgar Tonial (famoso Boi) jurou que as denúncias de propinagem que teria recebido do grupo JBS são invencionices do delator. Lembramos que o delator é obrigado a comprovar a versão dada aos investigadores e, em relação a ele (Boi), pesa a suspeita de recebimento de dois milhões em troca da ajuda em burlar o fisco rondoniense. Enquanto não houver formalmente uma denúncia, boi tem direito de berrar em defesa própria para negar seu envolvimento nas delações.


CONDUTAS - Como regra constitucional ninguém é obrigado a fazer prova contra si, embora as evidências conspirem em sentido contrário. Contudo, neste caso concreto, basta a Sefin verificar internamente se houve discrepância entre os negócios feitos em Rondônia pela JBS e o imposto recolhido para comprovar se os fatos são verdadeiros. Quanto às condutas eventualmente praticadas por cada um, momento da individualização, certamente os investigadores darão os nomes aos bois. E os mugidos serão de outra natureza.


REJEIÇÃO - A propinagem que corrói as instituições e revela os destinatários contaminou o ambiente político provocando apatia na população e uma rejeição altíssima aos eventuais candidatos em 2018. Esta é a principal leitura que este cabeça chata observou pelo resultado de uma pesquisa que aferiu a popularidade de nossas autoridades políticas, prováveis candidatos. Com algumas exceções, os percentuais de rejeição de todos são parecidos.


LAVA JATO - A principal operação que abalou o país, sacudiu o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, afetou o humor do eleitor e desgastou de forma inexorável os envolvidos. Ainda é cedo para confirmar que seja um desgaste irreversível, mas os estragos são imensos.


LIMITADO - Maurão de Carvalho, apontado como o provável pré-candidato do PMDB ao Governo de Rondônia, aparece nesse momento com números regulares. Entretanto, quando confrontado com outros pretendentes à vaga na pesquisa estimulada, se revela um candidato limitado e incapaz de empolgar o eleitor. Aparentemente a limitação alcança também a estatura para o cargo, e é uma deficiência que não passa despercebida do eleitor médio numa campanha majoritária. Embora seja um candidato afável no trato individual.


BOMBANDO - Os deputados Marcos Rogério (DEM), Marinha Raupp (PMDB), Expedito Neto (PSD) e Mariana Carvalho (PSDB), nessa ordem, estão bem avaliados pelo eleitor rondoniense. Os outros quatro deputados federais (Garçom, Capixaba, Mosquini e Luís) terão que dar mais visibilidade aos seus feitos no Congresso Nacional, senão vão amargar uma retumbante derrota em 2018. Na esfera estadual Léo Moraes bomba em relação aos demais pares. É de longe o mais bem postado na capital (crescendo no interior) com gás para alçar voos maiores do que imagina.


NA MOITA - Quem está rindo à toa é Expedito Júnior (PSDB), já que pontua bem em todos os cenários. Como não tem mandato e não está com o nome envolvido no mar de lama da lava jato, vai procrastinar a decisão do cargo que disputará até as vésperas das convenções. Com os direitos políticos normalizados e longe da língua dos delatores, sabe que não é fácil concorrer a uma eleição com o nome ligado a eventuais malfeitos. Tem aproveitado o tempo livre para retomar a leitura sobre a economia estadual e gestão pública.


AVALIAÇÃO - O governador Confúcio Moura (PMDB) está razoavelmente bem avaliado na maioria dos municípios. Na capital, contudo, o sinal é amarelo já que os percentuais de reprovação estão tecnicamente empatados com o de aprovação. Na hipótese de disputar uma vaga ao Senado, entra como um candidato competitivo, embora longe de ser imbatível, conforme os asseclas forçam em propagar. Algo parecido ocorreu com Ivo Ksol (PP) quando largou o governo para disputar as eleições senatoriais: de candidato imbatível foi surpreendido com uma avalanche de votos obtidos pelo principal rival Valdir Raupp (PMDB), nas eleições de 2010. Levou a segunda vaga porque não havia outro nome competitivo, diferente do que pode acontecer em 2018.


FANTASMA - Mesmo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) opte por adiar uma decisão sobre o pedido de cassação da chapa Dilma Roussef e Michel Temer, o governo do peemedebista acabou. Michel Temer é hoje um fantasma que vaga feito alma penada pelo palácio Jaburu. Dificilmente PMDB e PSDB - principais fiadores do governo - ficam com ele até o momento que encontrarem um nome capaz de abafar a crise e concluir o ano de 2017 que insiste em não acabar.


SEM HONRA - Temer teima em permanecer num governo que assombra a população. Provas para cassar a chapa o TSE tem em abundância, independentemente de ser uma saída “honrosa”, apesar de que qualquer cassação é algo desonroso para quem vive na vida pública.



MIGALHAS - Um dos mais importante site jurídico do país, o Migalhas, publicou ontem um artigo do advogado rondoniense Diego Paiva Vasconcelos sobre os aspectos constitucionais que permeiam a discussão da sucessão de Michel Temer, por vias indireta. O artigo aponta a saída para o imbróglio e lembra das constituições anteriores relativas ao tema. O advogado está residindo na Itália para concluir o doutoramento. Um excelente texto produzido por um jovem intelectual. A coluna se junta aos defensores das Diretas Já por compreender que os membros do nosso Congresso não possuem mais legitimidade para escolher o sucessor presidencial, visto que um terço do colegiado está envolvido na lava jato.


ERRATA - Ari Ott, reitor da UNIR e leitor atento da coluna, lembrou ao colunista que o nome correto do ex-presidente da Câmara Federal é Ibsen Pinheiro e não IBIS, conforme saiu na resenha passada. Nada do que ter como corretor uma pessoa magnífica que ostenta entre outros títulos o de Vossa Magnificência. Que coisa magnífica...

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 23/05/2017 16:59:07

Delação da JBS vai proporcionar desdobramentos enormes em Rondônia


DIGNIDADE – É um bálsamo em tempos bicudos ler a entrevista concedida pelo ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, ao site Rondoniadinamica. Acompanhei profissionalmente pari passu toda a agrura enfrentada pelo ex-prefeito e o relato dado na entrevista corresponde integralmente aos fatos ocorridos. Guedes foi um político na época em extinção por exercer a atividade pública com denodo e dignidade, embora mal compreendido pela teimosia com que abraçava as causas.

REINVENTANDO – Não é fácil se reinventar na política depois de anos longe dos mandatos e praticamente desconhecido do eleitor novo que vê a política atualmente como algo marginal. No entanto, há exemplos de reabilitação política com resultados vitoriosos, a exemplo do ex-presidente da Câmara Federal, Íbis Pinheiro – foi cassado por suposta corrupção e tempos depois restou comprovado que tudo era armação. Gudes pode muito bem se reinventar, mas terá que se readequar também aos novos tempos e às novas ferramentas de campanha para retornar à ribalta. Uma missão e tanto que exigirá muito mais dos que desprendimento pessoal e a higienização da própria história. Está aí um exemplo de político do passado perfeitamente podendo ser reciclado no presente.

AFASTADO – Apesar de algumas críticas localizadas, o prefeito da capital Hildon Chaves agiu rápido e correto ao sugerir que o vice-prefeito Edgar do Boi se afastasse das funções que vinha exercendo na administração municipal. Assim foi feito: Boi, abatido nas esferas judiciais por supostamente receber propinas do grupo JBS, não estará mais à frente das ações de limpeza e asfaltamento dos bairros que coordenava. Erra ao usar em demasia a coletiva de imprensa para fatos que não se relacionam positivamente com a gestão.

CRÍTICAS - Com a atitude, Dr. Hildon sinaliza ao eleitor que não vai permitir a contaminação dos malfeitos de terceiros em sua administração, razão pela qual as pesquisas indicam a aprovação dos munícipes à gestão do Hildon. Em relação às críticas localizadas, o prefeito tem que entender que fazem parte do recall da campanha e que não devem afetar as ações administrativas. O julgamento do legado administrativo ocorrerá somente em quatro anos. Há tempo suficiente, portanto, para um longo trabalho.

DISCRICIONARIDADE – Quer queiram ou não, Boi foi eleito vice-prefeito e qualquer decisão de renúncia – seria uma atitude muito nobre – é de foro íntimo. Isto não impede que a população se mobilize e cobre a tal de renúncia já que o prefeito não possui poderes ou prerrogativas para demiti-lo deste cargo eletivo.

DELAÇÃO - A delação da JBS vai proporcionar desdobramentos enormes em Rondônia, visto que para que o Edgar do Boi conseguisse que o grupo capitaneado pela Friboi obtivesse sucesso na sonegação dos impostos do ICMS era imprescindível a adesão de agentes públicos ou políticos na estrutura estadual da Secretaria de Finanças. Nomes que na delação não foram declinados, ainda...

CERCO – Quando instado a revelar esses fatos aos investigadores Boi dificilmente vai querer ir sozinho ao matadouro e certamente vai negociar a entrega da boiada completa. O cerco a qualquer momento vai se fechar com novas revelações e provavelmente enrolará muita gente que engordava no pasto clandestino da JBS.

DOAÇÕES – Outro viés que provocará baixas em Rondônia é a doação supostamente mascarada de legal feita nas eleições passadas pelo grupo. Na hipótese da JBS comprovar que essas doações eram condicionadas a uma contrapartida ilegal, poucos escapam das sanções judiciais. Do contrário, a boiada escapa do confinamento.

DOAÇÕES II – Como apareceram doações das empresas JBS e Queiroz Galvão nas prestações de contas finais do Deputado Federal Marcos Rogério (DEM) junto à Justiça Eleitoral, e os delatores das empresas relatam que são propinas mascaradas em doações legais, a coluna entrou em contato com o parlamentar rondoniense para ouvir sua versão. De acordo com Marcos Rogério, os recursos foram encaminhados à campanha pelo Diretório Nacional do PDT e, na ocasião, não foi revelada a origem. “Somente na prestação de contas geral da campanha rondoniense é que o PDT nacional informou as origens desses recursos’, justificou. As duas empresas estão sendo investigadas no cometimento de vários crimes, entre eles corrupção e formação de quadrilha.

NOTA - Em nota encaminhada à imprensa, o deputado federal Marcos Rogério diz: “Venho novamente a público esclarecer que nas eleições de 2014 estava filiado ao PDT, um dos muitos partidos que receberam recursos para a campanha de seus candidatos, originados do Comitê Nacional da Chapa Presidencial.

O PDT depositou 200 mil reais na minha conta de campanha. Somente soube da origem dos recursos quando da prestação de contas. Eram contribuições da Queiroz Galvão e da JBS, que anos depois estariam envolvidas nos escândalos hoje conhecidos no país.

O Partido tem informado que não recebeu recursos diretamente das empresas. Jamais cogitei ou tive conhecimento de qualquer oferecimento de vantagem indevida por parte do PDT a essas ou quaisquer outros doadores. Nenhuma relação direta tive ou tenho com tais empresas.

Os recursos foram declarados à Justiça Eleitoral. Atuo sempre com lisura e transparência e espero que haja o aprofundamento das investigações para um melhor esclarecimento dos fatos”.

DESGASTE – Dadas as justificativas do deputado, conforme encaminhadas à coluna, o desgaste político em constar o nome de um parlamentar com fama e gestos de paladino da moral é inevitável.

MODUS - É uma temeridade dar toda credibilidade às versões reveladas em delações por criminosos que utilizavam como modus operandi corromper agentes públicos para amealharem ilicitamente milhares de dólares. É preciso uma investigação profunda e isenta sem esquecer que estas corporações eram de fato organizações criminosas que visavam dilapidar o estado por meios fraudulentos. Ademais, é difícil prevêr que após a conclusão dos processos o mesmo modus operandi não retorne à rotina das empresas de forma mais sofisticada.

COMPENSA – Na medida em que os fatos emergem com as investigações e delações aos borbotões, a imagem que a operação Lava Jato passa é de que está servindo apenas para lavar do Congresso Nacional os maus políticos. Enquanto que os larápios da grana – donos das empresas responsáveis por corromper agentes políticos – começam a se livrar das penas severas e desfrutarem dos milhões que amealharam nesses anos ininterruptos com as maracutaias. O próprio donatário da Odebrecht confessou que sempre agiram à margem da lei. Para eles (empresários), infelizmente, o crime compensa. Embora a assepsia no Congresso Nacional seja necessária.

PESQUISA - Uma pesquisa que este cabeça chata coordenou em 20 municípios dá uma exata radiografia do que pode ocorrer em 2018, mesmo com cenários mudando constantemente. A rejeição a política e políticos ganha de goleada. O engraçado é constatar que as pesquisas apuradas por aí estão anabolizadas e não servem nem pra enganar quem as contrataram.

« 1 2 3 4 (5) 6 7 8 ... 55 »