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Brasil : O RAPOSÃO
Enviado por alexandre em 18/10/2021 23:20:00

Ex-senador Odacir Soares o Raposão
HISTORIANDO Com Júlio Olivar
Senador Odacir Soares, O Raposão
Odacir Soares faleceu aos 80 anos em 2019. Marcou época como senador da República por dois mandatos (1983/1999), sendo secretário da mesa do Senado e signatário da atual Constituição.
Acabou tendo sua imagem arranhada quando foi líder do Governo Collor de Mello — e apagou as luzes, ou seja, foi até o último segundo junto com o então presidente “impeachmado”. Manteve na parede de seu escritório a foto autografada de Collor até o fim da vida.
Trabalhei para Odacir durante uma temporada, como seu assessor de imprensa, além de ser diretor de jornalismo de sua rádio na capital de Rondônia, na época a maior rede radiofônica, com oito emissoras espalhadas por todo o Estado.
Como o conheci de perto, tive acesso à parte de seus arquivos e quis publicar um livro contando suas histórias. Ele chegou a ler uma sinopse que escrevi da pretensa biografia e disse-me: “Depois que eu morrer você publica. Agora não”. E tomou-me uma pasta cheia de recortes de jornal, fotos e documentos que eu tinha para as pesquisas.
Ele foi o político mais longevo da história de Rondônia, mais de meio século de atuação - desde que ocupou a função de secretário de segurança em 1967 até sua morte.
Foi prefeito de Porto Velho, deputado federal e senador e exerceu diversos cargos no governo estadual. Odacir foi um parlamentar de verve rica, muita vivência e com amplo conhecimento acadêmico.
Liberal e acima de siglas partidárias, foi da Arena ao PPS na mais perfeita contradição que o caraterizou, sempre combatido pelos ditos progressistas por conta das posturas políticas conservadoras e um tanto pragmáticas. Houve um tempo em que ele era chamado de “Raposão” pelos cronistas que o consideravam um grande articulador.
Inegavelmente, Odacir tinha predicados intelectuais para sustentar debates de alto nível, e assim se fazia ouvido até por quem o contestava. Conhecia a fundo temas os mais complexos como a economia, o direito e a sociologia. Também era um grande apreciador e conhecedor de artes plásticas.
Advogado brilhante, professor e jornalista, nasceu no Acre, formou-se e trabalhou no Rio de Janeiro, conheceu todo o Brasil e vários países, morou a maior parte de sua vida em Porto Velho. Trabalhou como redator e repórter da extinta revista “Manchete”, do Grupo Bloch, no Rio de Janeiro, a serviço da qual aportou em Rondônia. Foi também dono da Faculdade FARO, co-fundador da OAB, Caerd, Fundacentro (embrião da UNIR) e outras instituições.
Apresentava-se trajado com esmero e elegância em atos solenes, não abandonando suas bordaduras de ouro e o lenço de seda no bolso do paletó. Gostava de assinar com Mont-blanc. No trato pessoal, era irônico, um tanto arrogante às vezes e apreciador de boa gastronomia. Mas gostava também de música e a cultura populares.
Fiz a entrevista em 2005, sem nenhum filtro, nem edição no texto final transcrito da gravação. Na época eu já não trabalhava com ele, mas almoçávamos às vezes, sempre em meio a muitas histórias e bom humor, ele sempre me apresentando aos outros como “meu permanente assessor, só que agora sem remuneração”.
Eu pretendi uma conversa quase informal. Foi assim:
🎙Senador, eu não quero falar tanto de política, senão o senhor rouba a cena e começa a discursar (risos). Posso falar um pouco de amenidades?
ODACIR — Você pode falar o que quiser. Estou às ordens.
🎙 O senhor sabe que o chamam de “Raposão” nas suas costas?
ODACIR — (Risos). Ainda bem. Tem políticos que são tratados como outros bichos. Mas, falando sério, interpreto até como elogio esse epíteto. Quando falam que sou o “Raposão” querem dizer que artículo bem, que sou esperto. Claro. Na política jacaré que dorme na praia vira bolsa de madame. Mas há controvérsias sobre minha esperteza (risos).
🎙 Quem inventou o apelido?
ODACIR — Acho que eu sei quem saiu com essa, mas não quero dar o crédito (risos).
🎙Acho que foi o jornalista Carlos Sperança.
ODACIR — Ou o [jornalista] Paulo Queiroz. Eu não me lembro.
🎙 O senhor é visto como um dos políticos mais cultos do Estado. Isso mais ajuda ou mais atrapalha?
ODACIR — Cultura é subjetivo. Talvez eu seja bem informado porque é minha obrigação como advogado e jornalista.
🎙 O senhor lê muito?
ODACIR — Gosto de ler, e vejo poucos políticos lendo. O que é lamentável. Há uns dias eu estava no avião lendo um livro e encontrei-me com um senador. Ele me exclamou: “Você ainda tem tempo para ler!” Ora! Bizarro seria eu não ter tempo para ler. Não gosto da ideia de navegar na superficialidade e, para mim, é uma questão de respeito você colocar-se à disposição com o preparo necessário para atuar condignamente naquilo em que se propõe e tem capacidade para fazê-lo. Em quê o conhecimento me atrapalharia?
🎙 O medíocre tem lá seus benefícios. Pensar cansa. Ele pode muito bem atuar só com seu carisma, que independe de cultura. O senhor foi certa vez na Assembleia Legislativa e começou a falar da geoeconomia e ninguém o aplaudiu. Um deputado estadual leu um poema ridículo em homenagem aos lavradores e quase o carregaram nos braços. Teve algo assim, lembra-se?
ODACIR — Isso é lenda. Minha comunicação é simples. O meu pensamento é que é aguçado, minha escrita etc.
🎙 Falando nisso, há muitas lendas envolvendo o senhor. Muitas estórias, com “e”.
ODACIR — Você sabia que estória caiu em desuso? Agora tudo é com “h”. Precisa se informar.
🎙 Eu não sabia.
ODACIR — Li em algum lugar. E o que mais você não sabe?
🎙 O entrevistado não sou eu (risos). Mas entendi sua ironia. Realmente eu não sei de quase nada. Mas sei que o senhor não deixa escapar as observações e alfinetadas e também sei que fugiu da minha questão: que existem muitas lendas em torno do senhor. Vamos falar sobre elas?
ODACIR — Não espalha (risos). Olha, somente quem tem alguma projeção é falado. Nos tempos do Collor eu vivia sendo vítima das charges, mas encarava tudo com espírito democrático e bom humor.
🎙 Mas não estou falando somente de política. Dizem que o senhor é namorador e que não dispensa um bom uísque, por exemplo.
ODACIR — Quem diz?
🎙 Muita gente. Por exemplo, o jornalista Mário Calixto, dono do jornal “O Estadão do Norte”, falou muito disso para afetá-lo. Escancarou nas manchetes adjetivos pouco honrosos ao senhor. E aí?
ODACIR — Você disse bem. Para me afetar. Só pra isso. Uma ressalva: ele não atuou como jornalista isento. Ele era candidato a suplente de senador, logo, meu adversário naquela ocasião. Eu o processei pelas injúrias publicadas. Era uma questão política que ele levou para o lado pessoal. Eu, líder do Governo Collor; o senador Amir Lando, aliado do Calixto, o relator da CPI. Aí faziam tudo para me desmoralizar.
🎙Mas é certo que o senhor aprecia um bom uísque, é boêmio. Paradoxalmente, também é um católico fervoroso que gosta de ir às missas nas manhãs de domingo. Sabe todos os cânticos de louvores.
ODACIR — Ora, mas não existe paradoxo. Muito menos pecado (riso). Na santa-ceia se se serve vinho. Sim, eu sou um adepto de Roma, logo uma ovelha, e não um Raposão como teimam alguns (riso). O político e o cidadão se fundem, mas cada qual conserva suas necessidades existenciais. Minha fé, minha vida social, minha religiosidade, minha militância e o exercício da cidadania são próprios de alguém que vive sem reservas e sem restrições, sou livre. E esse é o maior atributo de um ser humano.
🎙 O senhor citou Collor de Mello há pouco. Arrepende-se de ter sido seu líder no Senado?
ODACIR — Eu era governista e aliado de Collor deste o início daquele mandato, em 1990. Situação que me favoreceu em muitos pleitos para Rondônia. Creio que a população é capaz de fazer a leitura, porque traí-lo seria uma desonra para mim. Portanto, não há arrependimentos. Eu fazia parte do que a imprensa chamava de tropa de choque do presidente e não poderia pedir minha destituição no ápice da crise para passar a atuar com demagogia na oposição. Quem tem o bônus arca com o ônus. Fui seu líder e como jurista e legislador posso garantir: foi injusto ele ter sido defenestrado por conta de um Fiat Elba. Bizarro! O tempo me deu razão.
🎙 Aliás, o senhor sempre foi governista. Ou não? Durante a Ditadura Militar o senhor era o veemente adversário do MDB liderado pelo deputado Jerônimo Santana; o senhor foi presidente da Arena no Estado e nomeado prefeito de Porto Velho pelos governadores militares. No seu primeiro mandato como senador, era aliado e amigo do presidente João Baptista Figueiredo. O senhor se considera democrata? Agora com Lula no poder, não pensou numa aproximação?
ODACIR — Não me considero democrata, porque considerar a mim mesmo poderia ser uma falsa reflexividade. Eu sou de fato um democrata, sem dúvidas. Sou em essência o jovem jornalista questionador, que entrevistava líderes socialistas como Miguel Arraes e capitalistas como Magalhães Pinto; e por definição sou advogado, aquele que defende o contraditório. São forças das contingências essas que você cita. Ou seja, não se pode fazer o enfrentamento fortuito, pois ele não leva a nada, e isso não é política para mim. Política é uma ciência um tanto subjetiva mas que requer resultados objetivos, não é o mesmo que produzir para a academia, que admite teses para ficarem na gaveta, sem prejuízos ao conjunto da sociedade. Política não é editorial de jornal onde se julga e se sentencia ao arbítrio do dono do veículo. Eu não sou maniqueísta — o que execra a outra parte achando-a absolutamente sem valor. Convirjo. Dialogo. Sempre convivi bem com meus adversários, não preciso anulá-los pois sei que a história se faz sem atropelos e cada qual acaba assumindo o que é, segundo a sua importância. Então, é preciso você ter estratégias para atuar de modo a assegurar que seus projetos possam chegar à concretude e não se perderem nas oratórias, nas boas intenções e muito menos no vácuo das divergências menores.
🎙 Seu sonho frustrado foi o de ser governador?
ODACIR — Não, não há frustrações. Concorri para governador em 1986 muito mais com a intenção de ter um espaço para propagar princípios e ideias para melhorar a vida do povo, sobretudo transformar Porto Velho numa capital moderna urbanisticamente, exercer a autoridade que faltava no Executivo; tratei de temas que uma disputa a um cargo parlamentar não possibilita. Modéstia à parte, teríamos conduzido um grande mandato se tivéssemos vencido, contudo, creio que aquela era a hora do PMDB que elegeu 22 [do total de 23] governadores em 86. Na época eu estava no PFL.
🎙Mas o senhor tem alguma frustração?
ODACIR — Rapaz, ou você está com a autoestima baixa falando de frustrações ou está querendo fazer disso aqui um divã. (Risos)
🎙 Não. Eu estou fazendo disso aqui uma confissão. Mas como nem eu sou padre e nem o senhor tem pecados, está difícil tirar mais informações do senhor (risos).
ODACIR — Olha bem, nada me frustra na medida em que tenho a consciência tranquila. No Congresso dei o meu melhor, o Poder Legislativo tem um corpo técnico altamente eficiente e que atua com celeridade, aprendi muito e tive o suporte para atuar no parlamento como se deve. Alguma frustração hipotética não é com a minha atuação como político e muito menos por conta das eleições que não venci. Mas, claro, existe algum desapontamento com a realidade brasileira. Por exemplo, fico incomodado com a situação de prostração do judiciário brasileiro. Seja aqui ou em qualquer ponto do mundo, há corrupção. Mas, na Europa, nos Estados Unidos, os políticos bandidos vão presos. Aqui a justiça é morosa, tolhendo a esperança de muita gente que vê os casos de corrupção sendo noticiados todos os dias e já não causando mais impacto na sociedade, que parece acostumada e sem esperanças de que se faça justiça.
🎙 O senhor diz que o Poder Legislativo é célere e eficiente em sua atuação. Mas na verdade, boa parte dos escândalos que o senhor diz que o Judiciário não pune vem do Congresso.
ODACIR — A estrutra sim é eficiente, as respostas que a sociedade exige são dadas. O Senado é absolutamente formal e exemplo de como as instituições deveriam funcionar. O que não impede que existam senadores ruins, pois uma coisa é a instituição le outra é fauna que a compõe (risos). Ocorre também atropelos. O Executivo concentra muita força e, de certa forma, ainda legisla através de medidas provisórias e de decretos. Há um distanciamento entre os poderes. Não deveria ser assim, afinal o Executivo já tem atribuições e prerrogativas demais, tinha que ser eficiente nas relações com o Congresso e deixá-lo legislar. Há muitos desencontros e decisões unilaterais. Nem os ministros mais importantes conseguem falar e despachar com o presidente Lula, que parece viver numa redoma em seu próprio governo. O Brasil precisa tanto rever a sua visão global e também as questões internas! Precisa combater, sobretudo, o endividamento que é o que mais preocupa; o Brasil precisa de pautas que repercutam no longo prazo, ou seja, precisa de planejamento.
🎙 Acabamos falando só de política.
ODACIR — Mas teremos outras oportunidades. Por hoje está bom, né? E do que mais você gostaria de falar?
🎙 Dos seus gostos. O senhor gosta de boa mesa e dizem que não abre mão de um mordomo. Que não dirige e só anda com motorista. É um homem sofisticado.
ODACIR — Lendas urbanas. Ora, nada disso tem importância. Eu gosto de banana, de gente alegre e que tem algo a dizer. Fujo dos chatos, gosto de conversar amenidades, das fofocas (risos).
🎙 Muito obrigado. Aprendo muito com o senhor.
ODACIR — Aprende comigo, mas está num partido de oposição a mim (risos). Brincadeira. Somos amigos. O bom é que sempre aprendemos uns com os outros.
#julioolivar #collordemello #anos90 #politicabrasileira


Brasil : ROUND 6
Enviado por alexandre em 18/10/2021 23:10:00

Seis coisas que a série da Netflix nos ensina sobre a realidade da Correia do Sul

Round 6, um drama sul-coreano sangrento, se tornou sem dúvida uma das séries mais populares da Netflix de todos os tempos. No início de outubro, era a mais assistida em 90 países — e seu sucesso está dando ao resto do mundo uma visão da complexa sociedade do país asiático.

Mas, além da narrativa de suspense, que mostra competidores sem dinheiro participando de jogos de vida ou morte em troca de uma quantia que pode mudar suas vidas, a série recebeu aplausos por retratar questões reais que afetam a vida dos cidadãos na Coreia do Sul.

A trama segue os passos de Parasita, o aclamado filme sobre as vidas repletas de contrastes de duas famílias em Seul — que, em 2020, se tornou a primeira produção de língua estrangeira a ganhar o Oscar de Melhor Filme.

O longa conquistou ainda outras cinco estatuetas do Oscar, incluindo de Melhor Diretor para Bong Joon Ho.

Muitos espectadores estrangeiros podiam não estar cientes dos problemas sociais da Coreia do Sul antes, mas isso certamente mudou agora. A seguir, algumas das principais questões sobre a realidade do país destacadas na série.

Aviso: esta reportagem contém alguns spoilers.

1) Misoginia

Mulheres sul-coreanas protestam contra a desigualdade de gênero em manifestação de 2018

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Os sul-coreanos estão aquém em avaliações de igualdade de gênero

De acordo com a edição de 2021 do Global Gender Gap do Fórum Econômico Mundial, a Coreia do Sul ocupa apenas a 102ª posição na lista de países com maior igualdade de gênero.

Round 6 reflete essa cultura por meio de discussões sobre a aptidão das mulheres para realizar tarefas fornecidas aos competidores. Cho Sang-woo, o banqueiro de investimentos, mais de uma vez tenta impedir competidoras do sexo feminino de participar de tarefas em grupo.

Mas a série em si foi criticada por como retrata os papéis femininos.

Especificamente, houve polêmica em relação à personagem Mi-nyeo, que tem relações sexuais com o gangster Deok-su para entrar na equipe dele.

O escritor e diretor de Round 6, Hwang Dong-hyuk, negou algumas acusações de misoginia feitas nas redes sociais.

Em entrevista ao jornal coreano Hankook Ilbo, ele refutou a insinuação e disse que imaginou os personagens reagindo "quando colocados nas piores situações".

2) A situação dos desertores do Norte

Sae-byok, interpretada pela modelo Jung Ho-yeon, em cena de Round 6

Crédito, Netflix

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Sae-byok (à direita), uma das poucas competidoras mulheres do jogo, se revela como uma desertora norte-coreana

Round 6 também discute a questão dos desertores norte-coreanos. Na série, a competidora Sae-byok (interpretada pela modelo Jung Ho-yeon) se junta à trupe na esperança de ganhar dinheiro para reunir sua família, que se separou enquanto fugia do regime repressivo do país vizinho.

Antes da pandemia de covid-19, mais de mil norte-coreanos buscavam refúgio no Sul todos os anos. Embora Seul tenha uma série de programas e benefícios de reassentamento em vigor, os desertores podem sofrer maus-tratos, discriminação e desconfiança por parte da população local.

Round 6 mostra alguns aspectos disso, que inclui um detalhe que vai escapar de quem não fala coreano: como muitos outros desertores na vida real, Sae-byok esconde seu sotaque original e fala no dialeto padrão de Seul.

Ela só volta a falar com seu sotaque original em uma cena quando conversa com o irmão mais novo, que está em um orfanato.

3) Pobreza

Um idoso sul-coreano sentado na comunidade de Guryong em Seul com neve no chão

Crédito, Getty Images

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Mais de 16% dos sul-coreanos vivem na pobreza, de acordo com dados da OCDE

Qualquer pessoa seria perdoada por ficar desconfiada se fosse convidada a discutir a pobreza na Coreia do Sul. Afinal, o país asiático aparece em 23º lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano da Organização das Nações Unidas (ONU), à frente da França, Itália e Espanha, por exemplo.

Mas o personagem principal da série, Gi-hun, foi demitido da fictícia Dragon Motors, tem dois negócios falidos, vive com a mãe doente e não é capaz de comprar um presente de aniversário decente para a filha.

Ele simboliza o trabalhador fracassado que não consegue sair da pobreza.

No Índice Gini, que mede a distribuição da riqueza nacional, a Coreia do Sul tem resultados melhores do que alguns países nórdicos e até mesmo os EUA. Então, por que a pobreza é um tema da série?

Pode ser porque a desigualdade está aumentando no país asiático. Os 20% mais ricos da Coreia do Sul têm um patrimônio líquido 166 vezes maior do que os 20% mais pobres.

Homem sem-teto dorme na calçada da cidade de Daegu

Crédito, Getty Images

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A falta de moradia também é um problema que afeta os sul-coreanos mais pobres

Dados da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) mostram que quase 17% dos mais de 51 milhões de habitantes da Coreia do Sul viviam na pobreza antes da pandemia de covid-19.

Eles podem morar em cubículos minúsculos, chamados Goshitels e Goshiwon, alguns com apenas 2 metros de largura. Várias gerações de uma família podem viver amontoadas juntas em apartamentos.

Mas mesmo os mais favorecidos enfrentam dificuldades: o endividamento das famílias na Coreia do Sul agora vale mais do que o Produto Interno Bruto (PIB) do país — o nível mais alto de toda a Ásia.

4) Exploração de migrantes

Uma trabalhadora migrante tailandesa cercada por folhas de tabaco em uma fazenda sul-coreana

Crédito, Getty Images

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As condições para os trabalhadores migrantes podem ser terríveis na Coreia do Sul

Um dos personagens mais cativantes de Round 6 é Ali, um operário migrante paquistanês que se junta aos competidores depois que seu chefe sul-coreano deixa de pagar seu salário por meses, forçando-o a deixar para trás o filho bebê e a esposa.

Os paquistaneses não estão entre as maiores populações de migrantes na Coreia do Sul, mas a história de Ali simboliza uma rotina de trabalho duro e exploração que alguns trabalhadores estrangeiros podem vivenciar no país.

Embora as autoridades sul-coreanas tenham aprovado leis de proteção aos trabalhadores nas últimas duas décadas, as condições ainda podem ser terríveis para os trabalhadores migrantes, de acordo com grupos de direitos humanos.

5) Corrupção corporativa e política

Park Geun-hye chegando para participar de audiência em tribunal de Seul em 2016

Crédito, Getty Images

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Park Geun-hye, a primeira mulher presidente da Coreia do Sul, foi deposta e presa em 2016 por participação em escândalo de corrupção

Um dos personagens principais de Round 6 é Cho Sang-woo, um banqueiro de investimento que se junta ao desafio após cair em desgraça por desviar fundos da empresa para a qual trabalhava.

Nos últimos anos, a Coreia do Sul foi abalada por escândalos envolvendo sua elite empresarial e política, incluindo uma investigação de corrupção em 2016 que derrubou sua primeira presidente mulher, Park Geun-hye.

5) Uma relação complicada com a China

Fila do lado de fora de lanchonete para comprar doce de Round 6 em Xangai

Crédito, Getty Images

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'Round 6' é tão popular na China que gerou negócios temáticos como esta lanchonete de Xangai, que vende doces inspirados na série

Round 6 faz uma única referência à China, que é o principal aliado da Coreia do Norte: a mãe de Sae-byok é detida enquanto tentava chegar à Coreia do Sul pela China.

Mas foi fora das telas que a série se tornou mais um exemplo das tensões entre Seul e Pequim. A imprensa chinesa noticiou que os agasalhos verdes usados ​​pelos competidores do jogo são semelhantes aos usados ​​no filme chinês de 2019 Teacher, Like.

Isso levou a discussões acaloradas nas redes sociais, mas praticamente não prejudicou o sucesso de Round 6 no país. Apesar da Netflix ser bloqueada na China e não haver distribuição oficial, o programa está disponível por meio de serviços de streaming ilegais.

A série foi avaliada por quase 300 mil pessoas no Douban, a maior plataforma de resenhas de filmes e livros da China, com uma pontuação respeitável de 7,6 em popularidade.

Ironicamente, os sites de comércio eletrônico também oferecem mercadorias relacionadas a Round 6, incluindo os agasalhos verdes.

Em Xangai, há até lojas que vendem dalgona, biscoito coreano que aparece em um episódio.

Seong Gi-hun, um dos personagens principais de 'Round 6', segura uma dalgona

Crédito, Netflix

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Seong Gi-hun, um dos personagens principais de 'Round 6', segura uma dalgona

Os competidores precisam destacar de forma perfeita a figura central desenhada no biscoito, feito de bicarbonato de sódio e açúcar.

Há também um "desafio dalgona" se espalhando pelos vídeos do TikTok, em que os fãs recriam a guloseima mortal da série.

Round 6 pode ter lançado uma imagem negativa sobre um alimento tão inofensivo, mas a popularidade da série destaca o que parece ser um fascínio global crescente pela cultura coreana.


Round 6: Conselho pede que pais não deixem filhos assistir à série

Relatos recebidos por autoridades britânicas indicam que crianças estariam recriando brincadeiras da série e batendo naquelas que falhassem


Série Round 6 já se tornou uma das mais assistidas da Netflix Foto: Reprodução Netflix

Conselheiros do setor de Educação no distrito britânico de Central Bedfordshire, em Londres, enviaram uma mensagem aos pais e responsáveis para que eles não permitam que crianças assistam à série coreana Round 6, da Netflix. De acordo com o jornal britânico The Guardian, a recomendação teria sido enviada após relatos de que crianças de até 6 anos estariam copiando os desafios.

– Aconselhamos veementemente que as crianças não assistam ao Squid Game (nome internacional da série Round 6). O programa é bastante gráfico, com muito conteúdo violento – diz a recomendação.

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Segundo a publicação britânica, alguns relatos recebidos pelas autoridades educacionais de Central Bedfordshire dão conta de que crianças em parques estariam recriando as brincadeiras de Round 6 e batendo nas que falhassem nos desafios. Na Inglaterra, a série coreana tem recomendação para ser assistida apenas por maiores de 15 anos.

Entre os jogos da série que viraram populares no Reino Unido estão o “batatinha frita 1, 2, 3”, em que as crianças tentam terminar um percurso enquanto uma pessoa selecionada (substituída na série por uma boneca gigante) não está olhando.

Outro jogo que gerou avisos foi a “colmeia de açúcar”, em que as crianças precisam recortar formas geométricas em um biscoito. Neste caso, há a preocupação de que as crianças possam se queimar com caramelo quente ao preparar o doce.

Em Round 6, pessoas endividadas participam de competições similares a brincadeiras infantis em busca de um prêmio em dinheiro, mas os derrotados são mortos. De acordo com o Guardian, mesmo crianças que não assistem à série propriamente dita têm tido acesso a imitações dos desafios do programa por meio do aplicativo de vídeos TikTok e de jogos de computador ou celular.

Brasil : DOM MOACYR GRECHI
Enviado por alexandre em 18/10/2021 23:00:00

Dom Moacyr Grechi um exemplo de vida
HISTORIANDO com Júlio Olivar
Arcebispo Dom Moacyr Grechi
O catarinense Dom Moacyr Grechi (falecido em 2019, aos 83 anos) foi bispo no Acre e arcebispo de Rondônia.
Conheceu bem de perto o líder seringalista Chico Mendes. O religioso também ajudou na formação de Marina Silva que saiu da sua condição de analfabeta para tornar-se uma liderança reconhecida internacionalmente.
Um dos nomes mais importantes da Igreja Católica no Brasil das últimas décadas, ele participou da criação do Cimi (Conselho Indigenista Missionário) e fundador da CPT (Comissão Pastoral da Terra), da qual foi o primeiro presidente, conduzindo-a por oito anos, até 1983.
Dom Moacyr esteve próximo dos movimentos sociais, defendendo indígenas, sem-terra, negros, ribeirinhos e colonos. Com sua voz mansa mas contundente, despertou a admiração de muitos, mas também a ojeriza de tantos outros do campo da direita.
Seu depoimento foi essencial para a condenação do ex-deputado e coronel Hildebrando Pascoal, líder do grupo de extermínio no Acre; o famoso “deputado motosserra”.
Houve um tempo em que o arcebispo celebrava missas escoltado por policiais que ele chamava, em tom bem humorado, de “coroinhas”.
Entrevistei-o em várias ocasiões, a primeira delas para a Rádio Rondônia, em 2001; o destaque foi essa conversa, em 2011.
🎙 Obrigado por me receber. Entrevistei o senhor há algum tempo na Rádio Rondônia, mas perdi a gravação. Então, hoje, gostaria de recapitular e atualizar alguns pontos para ter arquivado seus posicionamentos. Pretendo instalar uma espécie de “museu da pessoa”, como aquele da São Paulo.
DOM MOACYR — Agradeço. É uma boa oportunidade o contato e ótima ideia fazer esses registros, seja bem-vindo.
🎙 Não obstante a sua posição de líder maior da igreja no Estado, para muitos o senhor é um ativista de esquerda.
MOACYR — Ser defensor dos direitos humanos não é ser militante, mas sim coerente com aquilo que Jesus defendeu à luz do evangelho. Estranho seria eu endossar ou engrossar fileira a favor de quem explora o povo, de quem quer fazer da Amazônia um parque de diversões ou uma terra da relativização. Em nome de um falso progresso, alguns querem estar acima da lei ou até mesmo forjar uma legislação que encubra o crime. No sentido de esclarecer, de evangelizar, muitas vezes nos confrontamos com interesses do capital.
🎙 O senhor criou as CEBs no Acre?
DOM MOACYR — Não. Eu fui convertido pelas Comunidades Eclesiais de Base. Faz mais de 30 anos. As comunidades nasceram no meio do povo inspiraras na ressurreição de Jesus Cristo. É a redenção da Igreja.
🎙 Então o senhor é socialista?
DOM MOACYR — Sou evangelista. Não tenho alinhamento partidário ou ideológico. Sou adepto dos ensinamentos cristãos que me bastam, não precisando de nenhum suporte ou tese que fujam ao que está na Bíblia para estar ao lado dos pobres. Jesus disse: “Eu vim para que todos tenham vida”. Todos. Não é uma Igreja sectária a que eu vivo. Mas quando falo todos, não posso excluir os párias, os que não estão convidados para o banquete dos aproveitadores, dos saqueadores, dos imprudentes que destroem o futuro do mundo. Onde houver ameaça ao direito da existência plena das pessoas, temos, como cristãos, que interferir usando simplesmente a palavra de Deus, combatendo a opressão, alimentando a esperança e o conhecimento, que liberta. Não basta libertar as pessoas do pecado, mas é preciso também libertá-las das consequências do pecado que traz a insegurança, a violência, o tráfico de drogas, o crime organizado atuando e matando os jovens nos bairros periféricos, as desigualdades sociais, os abusos, o desdém às mulheres, os presídios superlotados e a servidão.
🎙Qual o maior pecado que existe?
DOM MOACYR — O da segregação social. O de não dar oportunidades para que o pobre tenha educação, por exemplo. Tantos talentos perdidos na caminhada pela falta de condições. É falta de amor ao próximo não se afetar pelas dores e o silêncio dos irmãos. Precisamos de uma educação que seja de fato libertadora, e não uma espécie de presente ofertado pelo Estado. Na medida em que as pessoas adquirem conhecimento científico somado a uma consciência de comunidade, as coisas começam a mudar. Os pecados diminuem.
🎙 O senhor é um defensor dos indígenas. Isso certamente acarreta transtornos para a Igreja, considerando que, de certa forma, eles são vistos por muitos católicos como atravancadores do progresso.
DOM MOACYR — O indígena não pode ser coisificado como aquele objeto que está no meio do caminho impedindo o nosso caminhar. Eles existem, e existem antes de nós que emigramos para a Amazônia, existem apesar de nós. Sim, eles existem e têm o direito de existir, com seu costumes, suas culturas e suas crenças, e na terra que é deles. Temos que ser humildes na relação com eles. A correta mentalidade de progresso é a que possibilita que todo o meio no qual estamos inseridos leve vantagens lícitas e éticas da atuação comercial que se exerce naquele lugar, sem causar impactos que ferem a vida humana, animal e vegetal. O agronegócio e a pecuária oferecem quais vantagens para a Amazônia? O setor madeireiro atua corretamente? Assim como as hidrelétricas, são práticas nocivas e invasivas do direito de existir dos índios, quilombolas e caboclos. Não há compensação ambiental que baste e que seja compatível com as perdas; são benefícios pontuais ofertados pelas usinas à comunidade para minorar o que já fizeram e continuam fazendo de mal. Há outras formas de se gerar energia, a ciência está aí. Mas os lucros que as hidrelétricas têm enriquecem a alguns que não querem abrir mão disso, por isso continuam forçando a barra para manter a atividade predatória.
Rondônia tem terra para todos. Os rios, a fauna, a flora são as maiores riquezas. Deixem os índios em paz e criem mecanismos para a produção pacífica no campo; hoje dominam latifúndios, alguns com milhares de hectares nas mãos de uma pessoa só, tudo com anuência de um Estado e de uma justiça para poucos. Quem trava o verdadeiro progresso e contribui para o crescimento da miséria são os latifundiários e um governo impiedoso que não prioriza os assentamentos de quem quer trabalhador e produzir com dignidade e sem devastações.
🎙No Acre, onde atuou durante 26 anos (1972/1998), o senhor enfrentou o poder constituído, o crime organizado e as milícias. Não temeu pela sua vida?
DOM MOACYR — Viver às vezes pode ser um risco. Mas sobreviver, apenas sobreviver, nos diminui como seres dotados de alma, de espírito, de inteligência e de sensibilidade. Às vezes, é preciso adotar uma postura de enfrentamento e escolher um lado. E isso pode custar até a nossa integridade física. Mas não a vida, propriamente, que vai muito além, pois creio na salvação e na eternidade. Muitos padres já morreram, inclusive aqui em Rondônia. Eu não não vou ser matado mais porque vou morrer antes (risos). Fui ameaçado e tenho medo de morrer, como todos. Mas não deixarei de denunciar.
O pior momento que passei nesse sentido foi o caso envolvendo o então deputado Hildebrando Pascoal, absolutamente truculento. Dei uma entrevista de 8 minutos ao “Fantástico”, da TV Globo, falando dos crimes cometidos pelo coronel. Foi quando o Brasil o conheceu. É preciso exercitar e praticar a humildade enquanto Igreja, mas nunca deixando de lado a coragem, mesmo com medo.
🎙 O senhor teve algum papel na fundação do PT no Acre?
DOM MOACYR — No Acre, existiam apenas dois partidos: PDS e PMDB, que não permitiam que os pobres, seringueiros, colonos, índios, gente da periferia, tomasse parte das discussões políticas, sendo apenas usados como eleitores. A Igreja, através das pastorais de cunho social, das Comunidades Eclesiais de Base, do CIMI (Conselho Indigenista Missionário), interferiu ou inspirou na criação do PT. O partido foi importante para promover a libertação do Acre em diversas frentes.
🎙Hoje o PT é o mesmo daquele tempo?
DOM MOACYR — O partido teve um papel importante na inclusão de quem não tinha voz. Lideranças como Chico Mendes e Marina Silva surgiram na Igreja e ganharam a consciência do sindicalismo, da defesa do meio ambiente, da organização popular que passa pela educação, mesmo que não seja aquela educação formal. Mas, respondendo à sua pergunta: o PT não é mais o mesmo, está perdendo muito de sua essência e todos os partidos estão ficando muito iguais uns aos outros. É preciso refletir e fazer mea-culpa. Os discursos substituíram as práticas. O PT se formalizou, não é mais aquele.
🎙 Inclusive, uma de suas pupilas deixou o PT. O senhor se considera o mentor da presidenciável Matina Silva?
Não, não me considero mentor da Marina. Talvez fui seu pastor ou amigo em algum momento. Eu tive contato com ela quando ela era pouco mais que menina, iletrada, com malária e quase morrendo. Ela foi a mim para pedir ajuda para tratar-se. Dizia que estava morrendo e precisava de socorro. Dei um jeito de interná-la no Hospital São Camilo, em São Paulo, e três meses depois ela estava de volta. Tornou-se se militante católica, ambientalista, participou da Pastoral da Terra, que nós criamos. Atuou ao nosso lado. Sim, ela acabou deixando o PT porque ambos já não são mais os mesmos: nem ela e nem o partido. Mais do que isso, ela também deixou a Igreja Católica e converteu-se à Assembleia de Deus.
🎙 Isso lhe chateia.
DOM MOACYR — Não chateia, mas me exige reflexões. Que ponto ela não entendeu?
🎙 O que ela deveria entender?
DOM MOACYR — A Igreja pela nossa concepção inclusiva.
🎙 Os casos de pedofilia envolvendo sacerdotes é uma grande preocupação?
DOM MOACYR — Essa não é uma questão de hoje. É antiga, mas agora vista com absoluta aversão. Não é uma exclusividade da nossa instituição, contudo, não podemos deixar de fazer mea-culpa. A maioria dos sacerdotes atendem a um chamado espiritual e se preparam muito para atuarem com ética e compromisso. Mas como se sabe, o pedófilo é um doente mental. E ele se infiltra. A Igreja também foi vítima dessa conduta. O que não pode é a Igreja omitir-se. O abusador precisa ser punido e a Igreja ser transparente nessas relações, nao negligenciar. É preciso deixar claro o que é pecado e o que é crime. Pedofilia envolve as duas coisas. A gente pode acolher e ajudar espiritualmente todos os pecadores, mas jamais ser cúmplice deles em seus crimes e desvios.
🎙Como o senhor vê a união civil entre pessoas do mesmo sexo?
DOM MOACYR — Os homossexuais merecem ser acolhidos e respeitados. Em lugar algum está escrito sob a inspiração divina que existe ser humano inferior em relação ao outro. Não há subclasses, apesar de muitos estarem em desvantagem social. Em princípio, sou pelo acolhimento. Ademais, é preciso registrar que se a prática da homossexualidade é um pecado, hostilizar o homossexual não torna ninguém santo. Pelo contrário. Não existem pecadinho e pecadão. Todos têm pecados, e só conseguimos a salvação pela misericórdia. Quem não for pecador, que atire a primeira pedra.
——
NOTA — Dom Moacyr faleceu de ataque cardíaco 60 anos depois de sua ordenação sacerdotal ocorrida em sua cidade natal, Turvo (SC), em 29 de julho de 1949.
#julioolivar #dommoacyrgrechi #igrejacatolica



Brasil : TRUQUES
Enviado por alexandre em 18/10/2021 10:03:11

Segure uma colher com a boca por 10 segundos e veja o que acontece

Há vários truques e ideias para se fazer para se manter com a aparência mais jovem, como diversos testes e truques que estão sendo compartilhados pela internet a toda hora e momento.

 

Você que está com a pele mais madura tem vontade de tirar as rugas do seu rosto, então veja um truque para prevenir suas rugas e você pode fazer em poucos segundos.

 

Se a sua pele está te incomodando do jeito que ela está, e você não tem dinheiro para plásticas, fique tranquila que iremos te mostrar uma técnica que vai melhorar seu rosto e pescoço, e será feita em poucos segundos.

 

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Haverá muitos exercícios faciais que você pode testar para fazer com que a pele do seu rosto não se desgaste ainda mais, e também fazer esses exercícios como prevenção, para demorar ainda mais para sua pele ficar esticada.

 

Pegue uma colher, e coloque em sua boca por 10 segundos, assim como mostra a imagem abaixo, e você pode fazer em qualquer horário do seu dia pois é super rápido, você pode fazer enquanto está preparando o jantar, quando estiver vendo televisão, ou quando está mexendo no seu smartphone.

 

Mas você sabe por que a pele pode ficar assim e você precisa evitar que isso aconteça? A sua pele do rosto e do pescoço vão ficando assim quando se envelhece, pois seu rosto esticou muito durante os anos conforme você sorria, chorava, franzia a testa, todas essas expressões vão mexendo com a pele do seu rosto.

 

 

Também pode acontecer por que você perde gordura da pele do seu rosto, como também o colágeno do seu rosto, e isso faz com que seu rosto pareça menos roliço e jovial. E com todas as expressões que você fez ao longo da vida, sua pele se enruga formando rugas nesses pontos específicos, como cantos da boca e dos olhos. 

 

Fonte: Curiosos na net

Brasil : PREVENÇÃO/MAMA
Enviado por alexandre em 18/10/2021 09:50:00


10 Alimentos capazes de contribuir para a prevenção do câncer de mama
Dieta equilibrada associada à atividade física é capaz de reduzir em até 40% a chance do surgimento da doença, afirma Instituto Nacional de Câncer

A alimentação saúdavel reduz a incidência de quadros de obesidade e diabetes, duas condições associadas ao surgimento do câncer de mama (Via: AnyLane/Pexels)

Ao longo da vida,  uma em cada oito mulheres do mundo serão diagnosticadas com câncer de mama, segundo dados da American Cancer Society. No Brasil, foram 66.280 novos casos apenas em 2020, conforme levantamento do Instituto Nacional de Câncer (Inca). 

Atualmente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) atribui a causa da doença a uma combinação complexa de fatores genéticos e estímulos externos, incluindo o consumo de tabaco, álcool, inatividade física e dietas irregulares. Além disso, o Inca estipula que a alimentação equilibrada associada à prática de exercícios pode reduzir em até 40% a chance de desenvolvimento de tumores.  

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A ginecologista Camila Ramos explica que isso acontece devido à diminuição da incidência de quadros de obesidade e diabetes, duas condições associadas ao surgimento do câncer de mama. “Uma dieta balanceada, menos industrializada e com mais ingestão de fibras está associada a um menor aparecimento da doença”, diz. Por outro lado, alguns alimentos podem ser considerados carcinogênicos, ou seja, atuarem como vetores de substâncias danosas à reprodução das células. É o caso de bebidas alcoólicas, que podem levar ao estresse oxidativo, e de carnes vermelhas preparadas em altas temperaturas, que podem induzir mutações gênicas. 

Para combater esses “vilões”, o Instituto Americano de Pesquisa do Câncer (NCI) e o Fundo Mundial de Pesquisa do Câncer (WCRF) orientam a presença de uma série de alimentos com efeitos anticancerígenos na dieta convencional. São tubérculos, leguminosas, frutas, vegetais e fontes variadas de fibras, como explica a nutricionista Luna Azevedo. “Quanto menos ingerimos esses tipo de comida, mais observamos reações que induzem à instabilidade genética, como é o caso de inflamações e redução de apoptose, mecanismo de eliminação de células danificadas. Essas características aumentam a suscetibilidade ao câncer.” 

Em casos onde o diagnóstico já foi comprovado, a escolha primorosa dos alimentos ainda pode contribuir para um tratamento mais assertivo e eficiente. A Dra Camila ressalta que a dieta saudável tem um papel importante na imunidade. “Essas escolhas auxiliaram numa melhor resposta ao tratamento e à recuperação, suprindo as necessidades nutricionais daquele  organismo debilitado.” 

Veja, a seguir, quais são os alimentos capazes de atuar na prevenção ao câncer de mama segundo a nutricionista Luna Azevedo e a chef funcional Elaine Prado:

Brócolis

Assim como a couve e o agrião, o brócolis é um vegetal rico em glicosinolatos, substância que, quando mastigada, origina o sulforafano – um dos agentes quimiopreventivos mais potentes entre os conhecidos pelos cientistas. Dentro das células, o composto funciona como antitumoral, anti-inflamatório, antineoplásica e antioxidante.

Cenoura

A cenoura é um alimento eficaz por possuir betacaroteno, substância que protege o DNA contra a oxidação.  Além disso, ela  evita a formação de radicais livres, moléculas com alta reatividade que podem danificar células saudáveis e provocar o surgimento de cânceres. Outros alimentos fontes de beta carotenóides são abóbora, mamão, laranja, pimentão, tomate e couve.

Berinjela

A berinjela é antioxidante, anti-inflamatória, rica em proteínas, cálcio, fósforo, ferro, potássio e vitaminas A, C e do complexo B. É uma aliada do bom funcionamento das funções vitais do organismo, auxiliando na prevenção do câncer devido à presença da tripsina, composto que ajuda a restringir o metabolismo das células cancerígenas. Suas fibras também reduzem a ação de gorduras sobre o fígado, sendo ideais para o bom funcionamento intestinal.

Tomate

O tomate é um alimento fonte de licopeno, carotenóide que possui alto grau de proteção contra a oxidação celular. Dessa forma, a fruta é capaz de reduzir a lesão oxidativa no DNA, auxiliando no bom funcionamento do ciclo de vida das células. Além disso, ele age na oxidação do colesterol, auxiliando na prevenção do câncer de próstata e estimulando a secreção gástrica e depurativa do sangue.

Pimenta

Adicionar uma pitada de pimenta às refeições ajuda na prevenção de doenças como o câncer, a diabetes e problemas de coração. Além disso, a capsaicina presente na planta tem efeito antioxidante e protetor do sistema cardiovascular, contendo propriedades anticarcinogênicas que reduzem a proliferação de células cancerígenas.

Semente de linhaça

Além de ter nutrientes básicos como carboidratos, proteínas, gorduras e fibras, a semente de linhaça é capaz de reduzir o ritmo do envelhecimento celular. Ela também apresenta funções antioxidantes e anticancerígenas por ser rica em lignanas, substância que impede a proliferação exagerada de estrógeno, hormônio que, em excesso, aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de mama.

Laranja

A laranja é uma aliada na prevenção do câncer porque possui em sua composição a substância D-limoneno, composto que reduz o metabolismo de células cancerígenas. Outra característica é o estímulo à desintoxicação do organismo, processo que inibe o aparecimento de células danosas e auxilia na prevenção de tumores no  pulmão, mama e pele.

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Chá verde

Conhecido por acelerar o metabolismo, o chá verde também atua na prevenção do câncer devido à presença do polifenol galato de epigalocatequina (EGCG). A substância é conhecida por inibir a proliferação celular e, assim, impedir a formação e o desenvolvimento tumoral. Além disso, a bebida possui grande ação antioxidante, prevenindo a formação de radicais livres que levam a danos celulares.

Soja

A soja possui alto teor de isoflavonas, compostos com alta atividade antitumoral em cânceres de mama e próstata. Uma das isoflavonas em específico, a genisteína, tem sido estudada por sua capacidade de inibir enzimas envolvidas em processos de carcinogênese. O consumo diário de 28 a 80 mg da substância já é capaz de fazer a diferença na incidência da doença.

Feijão preto

Ricas em substâncias antioxidantes como polifenóis, as leguminosas são capazes de combater os danos provocados por radicais livres, evitando,  assim, a oxidação das células e o surgimento de tumores. O feijão preto, em específico, contém uma maior presença de antocianinas, composto que reduz a incidência de processos inflamatórios no organismo, o que colabora para diminuir o aparecimento de cânceres.

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