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Brasil : O ROMBO
Enviado por alexandre em 10/12/2018 10:14:54

Nos estados, gastos para cobrir rombo da Previdência sufocam demais setores da economia

Posto de atendimento da Previdência Social Foto: Infoglobo

Além de comprometer o equilíbrio fiscal no governo federal, o crescimento dos gastos com Previdência contribuiu para diminuir a capacidade dos estados de investir em serviços básicos para a população. Segundo dados do boletim sobre finanças dos estados, elaborado pelo Tesouro Nacional, o custo para cobrir o déficit previdenciário cresceu 26% entre 2015 e 2017, sem descontar a inflação, alcançando R$ 93,9 bilhões.

O avanço das despesas com Previdência foi quase cinco vezes superior ao crescimento dos gastos com educação, que aumentaram 5,4% no mesmo período, para R$ 112 bilhões. Em valores absolutos, houve um avanço de R$ 19 bilhões nos gastos com Previdência, contra R$ 6 bilhões nas despesas com educação. No mesmo período, os gastos com saúde cresceram 7,7% — ou R$ 7 bilhões — alcançando R$ 96 bilhões.

O tamanho do problema

— O gasto com a Previdência hoje é a maior ameaça ao equilíbrio das contas dos estados. E com o equilíbrio comprometido, todos os demais gastos, como aqueles ligados à prestação de serviço ao cidadão, como saúde, educação, segurança, mobilidade, mas também o pagamento do funcionalismo, ficam seriamente deteriorados, afirma André Luiz Marques, do Insper.

O déficit no sistema de aposentadorias e pensões dos estados aumentou nos últimos três anos. Em 2015, era de R$ 74,1 bilhões, saltando para R$ 82,2 bilhões no ano seguinte, até alcançar os quase R$ 94 bilhões do ano passado. O valor é mais que o triplo de todo o orçamento do Bolsa Família previsto para o ano que vem. Também é maior que os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), orçados em R$ 25,4 bilhões, e que os previstos para pagar o seguro-desemprego, R$ 40,6 bilhões.

Investimentos contidos

Segundo o economista José Roberto Afonso, pesquisador da Fundação Getulio Vargas (FGV) e professor do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), como a arrecadação dos estados diminuiu, a parcela obrigatória que os entes da federação têm que destinar para saúde e educação também recuou, já que estes representam percentuais sobre a receita corrente líquida:

— Tem estado até gastando mais do que o obrigatório, porque o valor baixou com a recessão.

Os investimentos também ficaram comprometidos. O aumento do déficit da Previdência dos estados de 26% entre 2015 e 2017 representa seis vezes a dos investimentos, que avançaram 4,5% no mesmo período, para R$ 41,7 bilhões. O crescimento das despesas ajuda a explicar a dificuldade dos estados para investir. Mas esse não é o único fator:

— Os gastos com a folha de servidores ativos também cresceu no período, e muito, segundo levantamento do Tesouro. A recessão que afetou parte desse período debilitou receitas, além da estrutural decadência do ICMS e do FPE (Fundo de Participação dos Estados). Também o serviço da dívida continuou pesando, mesmo com as renegociações, porque o câmbio afetou o vencimento de empréstimos externos e, sobretudo, a dívida forçada junto a fornecedores e até servidores se tornou uma bola de neve crescente. São vários os fatores que acabam comprometendo a capacidade de investimento, afirma Afonso.

Outro conjunto de dados, compilado por Marques, do Insper, mostra a evolução dos gastos com inativos e pensionistas nos estados sob outra ótica. Segundo o levantamento, entre 2006 e 2017, essas despesas dispararam 329%, para R$ 163,3 bilhões. O valor é muito maior do que o apurado pelo Tesouro porque não deduz o que os estados arrecadam com contribuições. O avanço é maior que a evolução da receita líquida, que registrou alta de 159% no mesmo período.

—O Brasil ainda é um país jovem e já tem esse déficit gigantesco, e parte dos servidores está perto de se aposentar. O gasto com pessoal no Rio subiu 100% de 2011 a 2017, incluindo inativos, que representam 20%. Na média dos estados, a alta foi de 31,58%. Aumentar 100% em seis anos não faz o menor sentido, afirma André Gamerman, economista da ARX Investimentos. Com informações de O Globo.

Brasil : TRÂNSITO É VIDA
Enviado por alexandre em 07/12/2018 10:01:54

OMS sugere limite de 50 km/h em ruas de todo o país

Mais de 90 países já estabelecem essa velocidade como a máxima. Índice de acidentes de trânsito no Brasil é o dobro da Europa

Em um esforço para reduzir mortes em acidentes de trânsito, a Organização Mundial da Saúde (OMS) sugere que autoridades brasileiras reduzam o limite de velocidade nas cidades para 50km/h. Nesta sexta-feira (7/12), a entidade das Nações Unidas lança em Genebra seu novo informe sobre acidentes do tipo e alerta que, apesar de uma queda ter sido registrada no país, as taxas ainda são elevadas.

“O Brasil é um dos países que está fazendo progresso e há consciência sobre o tema. Mas muito mais precisa ser feito”, afirma Etienne Krug, diretor do Departamento de Doenças Não Transmissíveis da OMS. “Os números continuam muito altos e medidas precisam ser tomadas. Uma delas é reduzir o limite de velocidade para 50km/h.”

Mais de 90 países já fixam 50 km/h como limite em seus centros urbanos. Outras 36 nações preveem 60 km/h. Segundo o Código Brasileiro de Trânsito, a velocidade máxima prevista para vias urbanas é 80 km/h. Órgãos locais de trânsito com jurisdição sobre as vias, contudo, podem regulamentar limites superiores ou inferiores.

Oficialmente, foram cerca de 38 mil mortes no trânsito em 2016 no Brasil. Mas a OMS estima que o número mais perto da realidade seja de 41 mil. Em 2015, segundo dados do governo, eram 18,3 mortes por 100 mil habitantes. A taxa é duas vezes maior que a média na Europa, com nove mortes para cada cem mil moradores.

Para Etienne Kru, a redução de acidentes na União Europeia ocorreu depois que novos limites foram estabelecidos. Em locais perto de escolas, a velocidade foi estabelecida em 30 km/h.

Desde 2015, a Prefeitura de São Paulo tem intensificado as ações para reduzir o limite de velocidade nas ruas. Em boa parte das vias arteriais, o máximo permitido é de 50 km/h. Nas Marginais do Pinheiros e do Tietê, as velocidades foram reduzidas em 2015, na gestão Fernando Haddad (PT). Mas foram novamente aumentadas quando assumiu o ex-prefeito, e agora governador eleito, João Doria (PSDB). Nas pistas locais, o limite é 60 km/h, nas centrais, 70 km/h, e nas expressas, 90 km/h.

Em setembro, o governo federal apresentou o Plano Nacional de Redução de Mortes e Lesões no Trânsito, com objetivo de reduzir pela metade o total de acidentes no trânsito em dez anos. Metas anuais para cada Estado serão definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito.

Segundo levantamentos de órgãos de trânsito, excesso de velocidade, embriaguez ao volante e desobediência à sinalização estão entre os motivos mais comuns para acidentes.

Problema global No planeta, acidentes de trânsito já são os principais responsáveis pelos óbitos de crianças e jovens entre 5 e 29 anos. Por ano, há 1,35 milhão de mortes – a dificuldade em reduzir ocorrências do tipo é maior nos países pobres, segundo a OMS. Além da redução da velocidade, a entidade sugere leis duras contra bebidas, uso de cintos, capacetes, construção de calçadas e faixas dedicadas a ciclistas, além de melhor tecnologia nos carros.

Em 48 países ricos e de renda média, houve uma queda no número de mortes nas estradas. Mas não há nenhum país pode onde essa queda tenha sido identificada.

O risco de alguém morrer em acidentes de carro nos países mais pobres é três vezes maior que nos países ricos. Na África, são 26,6 mortes para cada 100 mil pessoas.

Pedestres representam 26% das mortes com carros no mundo. Mas atingem 44% na África. Motociclistas representam 28% em média no mundo. Mas chegam a 43% no Sudeste Asiático.

Além da redução da velocidade, a OMS sugere leis duras contra bebidas, uso de cintos, capacetes, construção de calçadas e faixas dedicadas para ciclistas, além de melhor tecnologia nos carros.

“Essas mortes são um preço inaceitável que está sendo pago em nome da mobilidade”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus. “Não há desculpas para não agir. Esse é um problema com uma solução já comprovada”, insistiu.

Michael Bloomberg, embaixador da OMS, também lançou um apelo e indicou que “as medidas existentes funcionam”. “Políticas mais duras, campanhas e melhor sinalização podem salvar milhões de vidas”, defendeu.

Jornalista: Agência Estado
Fonte: Metrópoles

Brasil : VIVA BEM
Enviado por alexandre em 05/12/2018 09:33:54

Frutas recomendadas para diabetes
Frutas ricas em carboidratos, como uva, figo e frutas secas não são recomendadas para quem tem diabetes porque elas contém muito açúcar aumentando as chances de picos de glicemia.

A melhor escolha é consumir a fruta fresca, principalmente aquelas ricas em fibras ou que podem ser consumidas com casca, como tangerina, maçã, pera e laranja com bagaço, pois a fibra ajuda a diminuir a velocidade que o açúcar é absorvido, mantendo a glicemia controlada.
Frutas recomendadas para diabetes
Frutas permitidas na diabetes

Desde que em pequenas quantidades, todas as frutas podem ser consumidas pelos diabéticos, pois assim não estimulam o aumento do açúcar no sangue. Em geral, recomenda-se consumir de 2 a 4 unidades por dia, lembrando que 1 fruta fresca média contém cerca de 15 a 20 g de carboidratos, o que também é encontrado em 1/2 copo de suco ou em 1 colher de sopa de frutas secas.

Veja na tabela a seguir a quantidade de carboidratos presentes nas frutas indicadas para diabéticos:
Frutas Carboidrato Fibras
Banana prata, 1 UND média 10,4 g 0,8 g
Tangerina 13 g 1,2 g
Pera 17,6 g 3,2 g
Laranja baía, 1 UND média 20,7 g 2 g
Maçã, 1 UND média 19,7 g 1,7 g
Melão, 2 fatias médias 7,5 g 0,25 g
Morango, 10 UND 3,4 g 0,8 g
Ameixa, 1 UND 12,4 g 2,2 g
Uva, 10 UND 10,8 g 0,7 g
Goiaba vermelha, 1 UND média 22g 10,5 g
Abacate 4,8 g 5,8 g
Kiwi, 2 UND 13,8 g 3,2 g
Manga, 2 fatias médias 17,9 g 2,9 g

Também é importante lembrar que o suco contém mais açúcar do que a fruta fresca e menos fibras, o que faz com que a sensação de fome volte logo e o açúcar no sangue aumente mais rapidamente após a ingestão.

Além disso, antes de praticar atividade física, também é importante fazer uma refeição adequada para evitar que os níveis de açúcar fiquem muito baixos. Saiba mais em: O que o diabético deve comer antes do exercício.
Qual a melhor hora para comer frutas

O diabético deve preferir comer frutas logo depois das refeições do almoço e jantar, como forma de sobremesa. Mas também é possível comer uma fruta rica em fibra, como kiwi ou laranja com bagaço no café da manhã ou nos lanches desde que na mesma refeição a pessoa coma 2 torradas integrais, ou 1 pote de iogurte natural, sem açúcar, com 1 colher de linhaça moída, por exemplo. Goiaba e abacate são outras fibras que o diabético pode comer, sem muita preocupação com a glicemia. Confira mais exemplos de frutas ricas em fibras.
Frutas que devem ser evitadas

Algumas frutas devem ser consumidas com moderação pelos diabéticos por conterem mais carboidratos ou por terem menos fibras, o que facilita a absorção do açúcar no intestino. Os principais exemplos são ameixa em calda enlatada, açaí polpa, banana, jaca, pinha, figo e tamarindo.
A tabela a seguir indica a quantidade de carboidratos presente nas frutas que devem ser consumidas com moderação:

Fruta (100g) Carboidrato Fibras
Abacaxi, 2 fatias médias 18,5 g 1,5 g
Mamão formosa, 2 fatias médias 19,6 g 3 g
Uva passa,1 col de sopa 14 g 0,6 g
Melancia, 1 fatia média (200g) 16,2 g 0,2 g
Caqui 20,4 g 3,9 g

Uma boa forma de evitar o aumento rápido da glicemia é consumir as frutas juntamente com alimentos ricos em fibras, proteínas ou gorduras boas. como castanhas, queijo ou na sobremesa de refeições que contenham salada, como o almoço ou o jantar.

Posso comer frutas secas e oleaginosas?
Os frutos secos, como uva passa, damasco e ameixa seca devem ser consumidos em pequenas quantidades, pois apesar de serem menores, têm a mesma quantidade de açúcar que o fruto fresco. Além disso, deve-se observar no rótulo dos alimentos se a calda da fruta tem açúcar ou se foi adicionado açúcar durante o processo de desidratação do fruto.

Já as oleaginosas, como castanhas, amêndoas e nozes, têm menos carboidratos que as outras frutas e são fontes de gorduras boas, que melhoram o colesterol e previnem doenças. No entanto, também devem ser consumidas em pequenas quantidades, pois são bastante calóricas. Veja a quantidade recomendada dos frutos secos.
Como deve ser a alimentação para diabetes

Brasil : TIMIDAS
Enviado por alexandre em 05/12/2018 01:01:39

Conheça as cinco espécies de cobras classificadas como as mais mortais que existem no planeta

Cinco dos tipos mais letais do planeta. Para aumentar o seu repertório de informações sobre esses répteis, hoje trazemos para você as cinco espécies tidas como as mais letais do planeta. Estas espécies foram selecionadas a partir de um post do pessoal do site ListVerse. Especializado no assunto.

Confira

1 – Krait malasiana




Da espécie Bungarus candidus, as krait malasianas são nativas da Indonésia e sudeste da Ásia, e são cobras de hábitos noturnos, sendo especialmente agressivas após o anoitecer. Além disso, elas costumam caçar e devorar outras serpentes e não se importam de praticar o canibalismo com outras kraits.


O grande perigo é que elas são extremamente venenosas e, mesmo com a aplicação do soro antiofídico, em 50% dos casos as picadas em humanos terminam em morte — isso que antes do desenvolvimento do medicamento esse índice era de 85%.


O veneno dessas cobras conta com uma neurotoxina que provoca câimbras, espasmos e tremores, terminando em paralisia muscular. Em alguns casos, mesmo depois de a vítima receber tratamento, pode ocorrer o coma permanente e até a morte cerebral por hipóxia. Por sorte, como mencionamos anteriormente, as kraits malasianas são notívagas, portanto os encontros com humanos não são muito comuns.


2 – Cobra filipina




Todo mundo sabe que devemos manter distância das cobras com cabeças triangulares, assim como daquelas que conseguem erguer parte do corpo e achatar o pescoço! Pois a cobra filipina (Naja philippinensis) seria uma das quais deveríamos correr — mas correr muito — no infeliz caso de encontro acidental.



Isso porque, além de possuírem um potente veneno — que pode afetar as funções cardiorrespiratórias e provocar a morte em até 30 minutos —, essas serpentes conseguem cuspir a toxina na direção de suas vítimas a partir de até três metros de distância.


3 – Víbora da Morte




A cobrinha de aspecto nada amigável que você acabou de ver na imagem acima pertence ao gênero Acanthophis e pode ser encontrada na Austrália e na Nova Guiné. Também conhecida pelo nome carinhoso de “víbora da morte”, esta serpente tem o ataque mais rápido do mundo — dando o bote e voltando à posição inicial de ataque em apenas 0,13 segundo!


Além disso, a picada da víbora da morte está entre as mais letais do planeta e, se não for tratada adequadamente, pode provocar paralisia, falência respiratória e morte em um período de apenas 6 horas. Felizmente, os humanos não fazem parte do cardápio oficial deste tipo de cobra — que prefere caçar outras serpentes, inclusive de seu mesmo gênero.


4 – Serpente tigre




Pertencente à espécie Notechis scutatus, a serpente tigre é nativa da Austrália e só costuma atacar quando se sente ameaçada. Contudo, quando ela faz isso, o bote quase sempre é certeiro e, se não for tratada rapidamente, a picada pode provocar a morte dentro de um período entre 6 e 24 horas — embora existam registros de pessoas que faleceram após apenas 30 minutos!


Isso porque a N. scutatus possui um veneno neurotóxico muito potente que pode provocar dor nos membros inferiores e na região do pescoço, adormecimento do corpo e sudorese, seguidos de dificuldades respiratórias e paralisia muscular. E antes do desenvolvimento do soro antiofídico, o índice de morte ficava entre 60% e 70%.


5 – Taipan do Interior



Fotos: Reprodução


Endêmica da Austrália, a Taipan do Interior (Oxyuranus microlepidotus) é considerada a cobra mais venenosa do planeta, e apenas 110 mg de seu veneno, produção máxima registrada por uma picada, são suficientes para matar aproximadamente 250 mil ratos — ou cerca de 100 seres humanos!


O bom é que as O. microlepidotus são tão tímidas quanto venenosas, e os encontros entre essas cobras e os seres humanos raramente acontecem na natureza. Aliás, até onde se sabe, nunca foi registrada qualquer fatalidade provocada pela picada de uma Taipan do Interior — mas se isso acontecer algum dia, o azarado morreria em aproximadamente 45 minutos.



Mega Curioso

Brasil : APOSENTADORIA E AI?
Enviado por alexandre em 04/12/2018 21:01:35

Novo governo estuda impor idade mínima de 65 anos para manter privilégios salariais

A proposta de reforma da Previdência elaborada pela equipe do presidente eleito, Jair Bolsonaro, prevê que servidores públicos que ingressaram na carreira antes de 2003 só poderão se aposentar com integralidade (recebendo o último salário) e paridade (tendo direito ao mesmo reajuste salarial que os ativos) se atingirem idade mínima de 65 anos. Ainda não se sabe se haverá diferença de idade para homens e mulheres. Essa regra já fazia parte da reforma que foi apresentada pelo presidente Michel Temer ao Congresso e sofreu forte resistência do lobby do funcionalismo. No entanto, a nova equipe econômica avalia que é preciso manter o discurso de combate aos privilégios para ganhar apoio à reforma.

A exigência da idade mínima tornaria mais igualitários os regimes dos servidores e dos trabalhadores do setor privado. Isso, no entanto, não impactaria quem está na ativa e já atingiu os requisitos mínimos para aposentadoria. Essas pessoas já têm direitos adquiridos.

Ao mesmo tempo, a proposta prevê a desvinculação das aposentadorias do salário mínimo e a antecipação do benefício para idosos e deficientes da baixa renda que não contribuem para o regime previdenciário e são enquadrados na Lei Orgânica de Assistência Social (Loas). Hoje, esse grupo tem direito a um salário mínimo quando atinge 65 anos de idade.

A ideia é que a partir de 55 anos esses beneficiários já possam ter alguma renda. Uma possibilidade é receber R$ 150 com 55 anos, R$ 200 com 57 anos e R$ 250 com 60 anos. Os valores vão crescendo gradualmente até que a pessoa chegue aos 65 anos. O valor cheio, no entanto, pode acabar ficando abaixo do salário mínimo, pois também seria desvinculado. Essa modalidade, chamada de assistência fásica (por etapa), seria opcional e só valeria para os benefícios assistenciais.

‘Não tem açodamento’

A desvinculação do salário mínimo está dentro do plano geral de desindexação da economia que a equipe de Bolsonaro pretende implementar. A avaliação é que isso ajuda a derrubar o argumento de que a aposentadoria não pode ser inferior ao piso nacional por ser considerada cláusula pétrea da Constituição.

Segundo fonte a par das discussões, o presidente já deu as linhas gerais: não quer mudanças abruptas nem deixar alguns segmentos em “grande desconforto” para votar a matéria. Será a reforma possível, disse a fonte, acrescentando que a proposta precisa ter consistência técnica para dar uma resposta ao mercado.

O futuro ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou ontem que a ideia do novo presidente é fazer a reforma da Previdência sem correria. Segundo ele, o governo não quer um remendo, mas um modelo que dure 30 anos.

– O governo não tem açodamento, disse o ministro, durante entrevista coletiva no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) de Brasília, onde a equipe de transição se reúne.

Ele disse que a meta é aprovar a reforma em 2019, mas admitiu que será preciso convencer tanto o novo Congresso quanto a sociedade, e que isso leva tempo:

– A tramitação congressual vai estar pari passu com o convencimento dos parlamentares e da sociedade. Para conseguir isso, não dá para ser no afogadilho. Queremos aprovar no primeiro ano, mas temos que reconhecer que nossa dificuldade passa por um Congresso que vem bastante renovado.

Os técnicos que estão trabalhando no desenho da reforma pretendem fechar o texto ainda em janeiro para apresentá-lo ao Congresso na abertura do ano legislativo. Nesse momento, explicou uma fonte, “estamos pinçando pontos comuns em várias propostas”. A reforma de Temer não seria aproveitada integralmente porque estaria contaminada e “dificilmente, seria aprovada”. Com informações de O Globo.

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