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Brasil : POLARIZAÇÃO
Enviado por alexandre em 26/06/2016 18:32:11


A educação brasileira no centro de uma guerra ideológica
Movimentos fazem leis contra a "ideologia nas escolas" e pedem que currículo básico passe pela Câmara

Talita Bedinelli



A polarização ideológica que atingiu o país nos últimos anos tem levado a educação para o centro de uma batalha que começa a ter contornos perigosos, na opinião de educadores. Iniciativas espelhadas no movimento "Escola Sem Partido", que prega o "fim da doutrinação" nas escolas, têm se espalhado pelo Brasil e pressões conservadoras querem levar a aprovação da Base Nacional Comum Curricular, um documento guia para todas as escolas e que há um ano é discutido por especialistas, para as mãos do Congresso, que em 2015 já conseguiu banir o termo "gênero" do Plano Nacional de Educação, por considerar que a palavra se referia a uma questão de ideologia.

Criado há 12 anos por um pai indignado com o professor de história da filha, o Escola Sem Partido começou a ganhar um protagonismo maior no ano passado. E, neste ano, entrou na lista de assuntos polêmicos quando o controverso ator Alexandre Frota -conhecido por suas posições extremistas contra a esquerda e por uma aparição na TV em que disse, em um quadro humorístico, ter estuprado uma mulher- foi recebido ao lado de manifestantes pró-impeachment do grupo Revoltados Online pelo ministro interino da Educação, Mendonça Filho, para discutir, entre outras coisas, o projeto, segundo eles.

Longe dos holofotes, entretanto, o movimento já ganhou bastante espaço em muitas esferas políticas. Segundo o grupo Professores contra o Escola Sem Partido, ao menos nove Estados, incluindo Rio de Janeiro e São Paulo, além do Distrito Federal e de diversos municípios, discutem projetos de lei aos moldes de um documento criado pelo movimento. Tal documento justifica a necessidade da legislação assim: "É fato notório que professores e autores de livros didáticos vêm se utilizando de suas aulas e de suas obras para tentar obter a adesão dos estudantes a determinadas correntes políticas e ideológicas". Entre os artigos do projeto, há a determinação de que o poder público vede, especialmente, "a aplicação dos postulados da teoria ou ideologia de gênero" e diz que entre os deveres do professor está o respeito "ao direito dos pais a que seus filhos recebam a educação religiosa e moral que esteja de acordo com suas próprias convicções". O âmbito das questões "morais" se refere especialmente à sexualidade e isso inviabilizaria, por exemplo, as aulas de educação sexual nas escolas. "Elas teriam que ser optativas, para pais que aceitarem que seus filhos aprendam sobre isso com os professores", explica o advogado Miguel Nagib, idealizador do projeto.

Educadores qualificam a iniciativa como uma "lei da mordaça" e dizem que, no fundo, as regras impõem uma censura dentro da sala de aula e prejudicam a formação de alunos críticos, já que eles perdem o acesso à diversidade de opiniões.
O que diz a Lei de Alagoas, a primeira aprovada no país

T.B

Alagoas foi o primeiro estado a aprovar uma lei inspirada no projeto Escola Sem Partido, no final do ano passado. Ela chegou a ser vetada pelo governador Renan Calheiros Filho (PMDB), mas o veto foi derrubado neste ano na Assembleia. Ela passou a valer no mês passado. Além do Estado, também são discutidas leis similares em Amazonas, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, São Paulo, Rio Grande do Sul e no Distrito Federal, segundo levantamento do Movimento Professores Contra a Escola Sem Partido.

Veja a seguir os principais trechos da Lei 7800/2016 aprovada em Alagoas:

- Fica criado, no âmbito do sistema estadual de ensino, o Programa “Escola Livre”, atendendo os seguintes princípios:

(...)

IV – liberdade de crença;

VII – direito dos pais a que seus filhos menores recebam a educação moral livre de doutrinação política, religiosa ou ideológica;

Art. 2º- São vedadas, em sala de aula, no âmbito do ensino regular no Estado de Alagoas, a prática de doutrinação política e ideológica, bem como quaisquer outras condutas por parte do corpo docente ou da administração escolar que imponham ou induzam aos alunos opiniões político-partidárias, religiosa ou filosófica.

(...)

Art. 3º- No exercício de suas funções, o professor:

I – não abusará da inexperiência, da falta de conhecimento ou da imaturidade dos alunos, com o objetivo de cooptá-los para qualquer tipo de corrente específica de religião, ideologia ou político-partidária;

(...)

IV – ao tratar de questões políticas, sócio-culturais e econômicas, apresentará aos alunos, de forma justa, com a mesma profundidade e seriedade, as principais versões, teorias, opiniões e perspectivas das várias concorrentes a respeito, concordando ou não com elas;

Em Alagoas, décimo Estado onde o projeto estava em discussão, ele foi aprovado no final do ano passado na Câmara dos Deputados, sob o nome de "Escola Livre". O primeiro do tipo no país, ele entrou em vigor no mês passado e proíbe os professores de praticarem "doutrinação política e ideológica em sala de aula" e de "veicularem conteúdos que possam induzir os alunos a um único pensamento religioso, político ou ideológico." O Ministério da Educação, ainda na gestão da presidenta afastada Dilma Rousseff, afirmou que a legislação é inconstitucional por contradizer o princípio do pluralismo de ideias, "que só se efetiva diante da diversidade de pensamentos".

Projeto inspirado no movimento também está em andamento no plano federal. De autoria do deputado Izalci Lucas Ferreira (PSDB), membro da bancada evangélica da Câmara, ele acabou sendo unido a outro projeto de lei similar já em tramitação, de Eriventon Santana (PEN), membro da mesma bancada. No último dia 16 de maio, o presidente da Câmara em exercício, Waldir Maranhão, autorizou a criação de uma comissão especial para discuti-lo. A proposta quer alterar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação para acrescentar como uma das bases o "respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, tendo os valores de ordem familiar precedência sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa." Santana é um dos críticos da chamada "ideologia de gênero", uma leitura conservadora de uma visão educacional que pressupõe que cada indivíduo tem o direito de escolher o próprio gênero, sem que ele seja definido, necessariamente, pelo sexo biológico.

Interferências no currículo

A mesma linha argumentativa dos projetos ligados ao Escola Sem Partido é utilizada por outro projeto de Lei do âmbito federal, que quer fazer com que o Congresso Nacional dê a última palavra sobre a Base Nacional Comum Curricular, um documento que é discutido extensamente com educadores e a sociedade civil desde julho do ano passado. A base determinará o que cada aluno deverá aprender ano a ano e o que se espera que ele saiba, exatamente, ao final daquele período letivo. Depois de consultas públicas que levaram a mais de 12 milhões de contribuições do público em geral, ela segue para a terceira versão, que será apresentada até novembro para o Conselho Nacional de Educação, que deverá aprová-lo. O órgão é composto por especialistas em educação de diversas áreas e pelo próprio Ministério da Educação (MEC).

Apresentado neste ano, o Projeto de Lei 4486 é do deputado Rogério Marinho (PSDB). Ao EL PAÍS, ele afirmou que o Brasil forma educadores de "viés ideológico". Para ele, no processo de consulta pública da base, feito pelo MEC, não é possível saber se houve uma "triagem" e se só foram consideradas as opiniões que eram parecidas às do ministério, gerido então pelo PT. "As famílias e seus representantes têm que ser consultados. Não há órgão mais representativo do que o Congresso", ressalta ele. Em nota, o ministério afirmou que "a discussão da base curricular deve ser rigorosamente técnica". O projeto de Marinho ganhou um relator na Comissão de Educação da Câmara nesta semana e ele acredita que possa ir à votação no colegiado ainda este semestre.

Educadores veem nisso um grande risco. Levar a discussão da base curricular para o Congresso mais conservador que o brasileiro já elegeu pode trazer retrocessos, especialmente para as questões ligadas à diversidade de gênero, como já aconteceu no Plano Nacional de Educação. Católicos e evangélicos, sob o argumento de derrubar a "ideologia de gênero", fizeram uma cruzada contra a palavra, que se espalhou por diversos planos de educação municipais e estaduais. A palavra sumiu dos textos, mesmo em trechos em que não aparecia explicitamente, mas onde se fazia referência a outras leis em que ela aparecia. Para especialistas, em um país em que a violência contra a mulher é ainda fortíssima, a inexistência da palavra, no contexto de combate à discriminação de gênero, traz prejuízos graves para a formação cidadã de crianças e adolescentes.

"Se as possibilidades de mudança [da base] para o Congresso se concretizam devemos ter justamente o mesmo debate, a mesma briga de caráter político que aconteceu com o Plano Nacional de Educação. Os movimentos da sociedade civil que participaram desse movimento estão articulados e se manifestando contra essa possibilidade", afirma Alejandra Meraz Velasco, coordenadora-geral do Todos Pela Educação, organização que participa de um movimento em defesa da Base Nacional Comum. "São questões muito específicas da área da educação e se isso for para o Congresso a sociedade só tem a perder", afirma Alessio Costa Lima, presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime).

Conheça outros projetos de Lei



Outros projetos de Lei que, segundo educadores, podem trazer prejuízos à educação do país, se aprovados:

- projeto de Lei 7180, apresentado pelo deputado membro da bancada evangélica Erivelton Santana (PSC-BA) em 2014, quer inclui entre os princípios do ensino na Lei de Diretrizes e Bases (LDB) o respeito às convicções do aluno, de seus pais ou responsáveis, dando precedência aos valores de ordem familiar sobre a educação escolar nos aspectos relacionados à educação moral, sexual e religiosa. Situação: Comissão especial foi criada na Câmara no mês passado para analisá-lo

- projeto de Lei 7181 também apresentado por Erivelton Santana (PSC-BA) em 2014, tem o mesmo propósito do projeto anterior, mas busca mudar os parâmetros curriculares nacionais. Situação: Foi unido ao projeto anterior

- projeto de Lei 867, apresentado em 2015 pelo também membro da bancada evangélica deputado Izalci (PSDB-DF), quer incluir na LDB o projeto Escola Sem Partido, que veda na sala de aula "a prática de doutrinação política e ideológica bem como a veiculação de conteúdos ou a realização de atividades que possam estar em conflito com as convicções religiosas ou morais dos pais ou responsáveis pelos estudantes". Situação: Também foi apensado ao projeto de Lei 7180

- projeto de Lei 1859, criado em 2015 por quatro deputados (três da bancada evangélica), quer acrescentar à LDB a proibição da "ideologia de gênero ou orientação sexual na educação". Seu único parágrafo diz: "A educação não desenvolverá políticas de ensino, nem adotará currículo escolar, disciplinas obrigatórias, ou mesmo de forma complementar ou facultativa, que tendam a aplicar a ideologia de gênero, o termo 'gênero' ou 'orientação sexual'"

Brasil : RONDÔNIA
Enviado por alexandre em 21/06/2016 19:30:00


Governo do Estado convoca sociedade para participar Plano de Desenvolvimento Estadual Sustentável (PDES)
A secretaria Executiva Regional de Governo pólo IV, Maria Araujo de Oliveira esteve visitando oficialmente visitando os chefes do Poderes: Executivo e Legislativo dos municípios de Vale do Paraíso, Nova União e Mirante da Serra na última segunda-feira (20). Na ocasião a secretária foi fazer o convite para que toda sociedade civil organizada de cada um dos municípios visitados participe da audiência pública para a apresentação do Plano de Desenvolvimento Estadual Sustentável (PDES) onde estão inseridas diretrizes e programas para o desenvolvimento econômico e sustentável das dez regiões de Rondônia até 2030, evento este que será realizado no dia 28/06 (terça-feira) no Auditório da Associação Comercial e Industrial de Ouro Preto – ACIOP situada na Avenida XV de Novembro, 150, bairro União no horário das 8h às 14h.

Ao usar a Tribuna em cada uma das Câmaras de vereadores visitadas a secretária Maria Araujo de Oliveira pontuou que o PDES – RO é o primeiro do Brasil e servirá de modelo para outras unidades da federação interessadas em direcionar estrategicamente seus recursos. Por se destacar no cenário nacional, Rondônia é considerado um estado desenvolvido, sustentando-se em três pilares: a prosperidade econômica, a qualidade ambiental e a justiça social. O PDES-RO 2015-2030 estabelece o planejamento do desenvolvimento sustentável do Estado de Rondônia, com base no conhecimento de sua realidade e nas políticas públicas voltadas ao desenvolvimento socioeconômico, mediante a execução de um conjunto de diretrizes, programas e projetos, visando reduzir as desigualdades entre as regiões de planejamento do Estado e direcionar o potencial da diversidade existente para o desenvolvimento regional sustentável.

O PDES é o instrumento norteador das políticas de desenvolvimento sustentável, resultado de dois anos de estudos que mobilizaram todas as secretarias de estado. O documento inclui a análise das potencialidades regionais e o resultado de audiências públicas em que a sociedade teve oportunidade de se manifestar (PPA participativo).

“Rondônia se destaca no cenário nacional como um Estado de oportunidades e de visão. É importante a participação de toda sociedade para que juntos possamos ter uma Rondônia solida em suas ações publicas”, disse a secretária que já agendou uma visita para a próxima segunda-feira (27) às 18h na sessão ordinária da Câmara municipal de Ouro Preto do Oeste para reforçar o convite para a referida audiência púbica.








Fonte

Texto: Alexandre Araujo

Fotos: Alexandre Araujo

Secom – Governo de Rondônia

Brasil : O MUNDO
Enviado por alexandre em 21/06/2016 17:48:38


Mudanças climáticas provocarão queda nas colheitas mundiais na próxima década


Produtividade vai cair a menos que sejam criadas novas variedades de cultivo

O rendimento da agricultura cairá na próxima década devido às mudanças climáticas, a menos que sejam tomadas medidas imediatas para acelerar a introdução de variedades novas e melhoradas de vegetais, de acordo com um estudo a Universidade de Leeds, Reino Unido, publicado nesta segunda-feira pelo periófico científico “Nature Climate Change”.



O levantamento concentra-se sobre a produção do milho na África, mas os processos analisados também influenciam outras culturas comuns nos trópicos.



Na África, o aumento gradual das temperaturas, das secas e ondas de calor causadas pelas mudanças climáticas provocarão um impacto enorme sobre o milho — alerta o autor principal do estudo, Andy Challinor. — Analisamos particularmente o efeito da temperatura sobre a duração da colheita, desde o início de seu cultivo. As temperaturas mais altas significam durações mais curtas e, portanto, menos tempo para acumular biomassa e obter um bom rendimento.


Uma nova variedade de culturas precisa de dez a 30 anos para se estabelecer e ser adotada por agricultores. Considerando a velocidade com que as mudanças climáticas chegam ao campo, a produção de alimentos está seriamente ameaçada. Para ilustrar esta situação, os pesquisadores traçaram três cenários sobre os sistemas de colheita — um otimista, um pessimista e um intermediário.



Os cientistas descobriram que a duração do cultivo se tornará significativamente menor já em 2018 em alguns locais e em 2031 na maioria das regiões de cultivo de milho na África. Apenas a avaliação mais otimista — onde há uma ação conjunta de políticas, mercados e tecnologia em busca de fazer novas variedades em dez anos — mostrou culturas acompanhando a evolução das temperaturas até 2050.



De acordo com o estudo, o investimento em desenvolvimento e disseminação de novas tecnologias para produção de sementes é um dos principais mecanismos para confrontar as mudanças climáticas. Este, afirma o levantamento, é o mecanismo necessário para garantir a segurança alimentar global.


Fonte: O Globo

Brasil : NARCOTRÁFICO
Enviado por alexandre em 19/06/2016 20:00:33




Guerra ao narcotráfico no Paraguai afeta o Brasil

Leandro Mazzini - Coluna Esplanada

O Exército, a Agência Brasileira de Inteligência e órgãos de segurança monitoram 24 horas a situação na fronteira do Brasil com o Paraguai na cidade de Ponta Porã (MS) com Pedro Juan Cabalero, após a morte do traficante Jorge Rafaat. A Polícia Federal já sabe que mais de 100 homens de uma facção criminosa de São Paulo aliada a uma do Rio de Janeiro articularam o cerco numa rua de Pedro Juan. A guerra é pelo bilionário controle da vergonhosa entrada de armas e drogas no Brasil. O Exército posicionou blindados Urutu na fronteira.

Após a troca de tiros que resultou na morte de Rafaat, atingido várias vezes por balas de calibe .50, criminosos do cerco entraram em hospital armados e obrigaram médicos a socorrer um colega ferido.

Com a notícia do assassinato do pai, um herdeiro de Rafaat uniu um grupo de capangas e invadiu a casa do preposto da facção rival em Pedro Juan. A residência estava vazia e a metralharam toda.

Há dias, Rafaat escapou de um atentado – seus seguranças mataram os rivais, que estavam num carro-forte. O traficante passou a circular com 30 seguranças. Em entrevista a um canal de TV paraguaio, acusou o senador Robert Acevedo de controlar o crime organizado na região e o chamou de “mulherzita''.

Uma coincidência, no dia seguinte à morte de Rafaat, o senador Acevedo tornou-se presidente do Congresso Nacional paraguaio, lamentou a morte e negou qualquer envolvimento com o crime organizado.

Brasil : ENEM 2016
Enviado por alexandre em 15/06/2016 09:23:49


10 DICAS PARA ESTUDAR PARA O ENEM 2016
O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016 teve 8,647 milhões de inscrições confirmadas, de acordo com o Ministério da Educação (MEC).



O Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é uma das provas mais aguardadas pelos estudantes do país, com o fim das inscrições os candidatos devem elaborar um bom plano de estudos para garantir o bom rendimento nas provas do Enem.

Com um plano de estudos elaborado e um bom material de estudos, o candidato tem excelentes chances de ter uma boa nota no Enem 2016, e ter uma boa nota nas provas de Linguagens, códigos e suas tecnologias, Matemática e suas tecnologias, Ciências da Natureza e suas tecnologias, Ciências Humanas e suas tecnologias e também na prova de redação.

A atual edição do exame teve 9.276.328 participantes inscritos. Só foram consideradas confirmadas as inscrições que tiveram o pagamento da taxa. Na história do exame, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número alcançado neste ano é o segundo maior, ficando atrás apenas de 2014, quando 9,4 milhões se inscreveram.

Em 2015 foram 8,4 milhões de inscritos, dos quais 7,7 milhões confirmaram as inscrições (com o pagamento do boleto ou obtenção da isenção da taxa). Ao fim daquele ano, 5,7 milhões fizeram as provas do exame.

Datas da prova 2016

No dia 5 de novembro, um sábado, os estudantes fazem as provas de ciências humanas e ciências da natureza. No dia 6, domingo, a prova terá linguagens, códigos e suas tecnologias, redação e matemática.

Nos dois dias, os portões serão abertos às 12h e se fecham às 13h. O início das provas é às 13h30. Como nos anos anteriores, o primeiro dia de prova dura 4 horas e 30 minutos e o segundo, 5 horas e 30 minutos.

Mesmo com a mudança na Presidência da Reública, o ENEM é um programa que tem uma história de sucesso consolidada e já tinha um calendário posto, que os estudantes devem seguir.

Segurança e tecnologia

O intervalo de 30 minutos entre o fechamento dos portões e o início das provas, para dificultar vazamentos de questões, será mantido.

Em 2015, o MEC diz ter identificado 1.570 ocorrências de maior ou menor porte, incluindo "algumas tentativas de fraude bem sofisticadas". Entre os casos, também havia pessoas se passando pelos estudantes inscritos para fazer a prova em nome de outra pessoa. Com o registro biométrico, o MEC espera evitar esse tipo de infração.

Veja as 10 dicas para estudar para o ENEM 2016, que nossa coluna ESPAÇO LIVRE DEIXA PARA VOCÊ , e garanta uma boa nota no Enem 2016.

10 dicas de estudo Enem 2016

1ª. Faça um plano de estudos: Um plano de estudos é de grande importância para os candidatos que prestam as provas do Enem 2016, pois como o exame é bem extenso, e visa testar o conhecimento apreendido durante todo o ensino médio, tendo assim a necessidade do aluno elaborar seu plano de estudo, para saber exatamente quais serão as matérias, o conteúdo e o tempo para cada conteúdo de estudo.

2ª. Escolha um bom material de estudos: Os candidatos que priorizam um bom material de estudos, se saem melhor em qualquer prova, como o Enem 2016 é um exame com questões bem especificas é uma boa decisão escolher material especifico para o Enem 2016, dessa forma o estudante se familiariza com as questões cobradas no Enem 2016, e tem seu estudo mais bem direcionado.

3ª. Tenha um bom ambiente de estudos: A escolha de um bom ambiente pode garantir ao candidato um melhor tempo de estudo e melhor aproveitamento, que deve escolher um ambiente calmo, organizado, com boa iluminação e ventilação, dessa forma sua aprendizagem será feita de forma mais rápida e tranqüila.

4ª. Diversifique matérias: Estudar por muito tempo uma mesma matéria pode sobrecarregar o estudante que após algumas horas de estudo sobre o mesmo conteúdo não tem um bom aproveitamento, o melhor é após no maximo 2 horas no mesmo assunto mudar o conteúdo estudado.

5ª. Priorize as matérias mais difíceis: O ideal é que no começo do plano de estudos o candidato priorize as matérias que tem mais dificuldade, e após ganhar mais conhecimento na matéria, se dedicar também as matérias que tem mais afinidade.

6ª. Faça pausas: Fazer pausar de alguns minutos após 1 hora de estudos pode ajudar ao estudante a descansar o cérebro e facilitar e reter o conhecimento, pois após algum tempo de estudo o rendimento do aprendizado decai, com a pausa de poucos minutos o estudante volta mais focado e descansado.

7ª. Faça resumos do conteúdo estudado: Fazer resumos pode ser de grande importância no momento do estudo, o candidato que se dedica algum tempo para escrever resumos ganha tempo de estudos, pois é importante para a retenção do conhecimento a revisão periódica do que foi estudado, sendo o resumo uma forma concisa para esse fim.

8ª. Leitura: O candidato ao Enem 2016 deve priorizar a leitura, sendo a prova do Enem bem conhecida por ser extensa e possuir bastante texto, o candidato que tem o costume de ler garante com esse habito uma melhor preparação para as provas do Enem 2016, além de ganhar vocabulário que será de grande ajuda na prova de redação.

9ª. Tenha um grupo de estudos: Estudar sozinho é o ideal, porém muitas das vezes o estudante pode ter duvidas sobre determinado conteúdo, e ter um grupo de estudos para tirar suas duvidas sobre determinado conteúdo pode ser excelente para seu estudo.

10ª. Seja saudável: Praticar uma atividade física, ter uma boa alimentação e estar sempre bem hidratado com bastante água pode ajudar muito durante esse período longo de preparado e estudo, o candidato deve ter esse hábitos saudáveis para garantir uma boa disposição e saúde para enfrentar esse período.

NOVIDADE

O MEC também criou um aplicativo "Enem 2016" para que o participante acompanhe o cronograma e os avisos feitos pelo ministério. O app é gratuito e estará disponível para iOS, Android. Os dados de inscrição e senha poderão ser armazenados no próprio aplicativo, para evitar perda. O sistema vai estar disponível para download desde dia 1º de junho.

CURIOSIDADE

VOCÊ SABIA? Existem pessoas que ficam 7 horas confinadas pelo Enem.

Mais de 90 mil estudantes no último ENEM ficaram isolados até as 19 horas, quando finalmente puderam começar a prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). São os sabatistas, que guardam o sábado por convicção religiosa, o que significa que só trabalham ou estudam após o pôr do sol.

São sabatistas, por exemplo, os adventistas e os judeus. Eles chegaram aos locais de prova no mesmo horário dos demais estudantes, mas ficam em uma sala aguardando o horário em que podem começar a avaliação. No domingo, os sabatistas fazem a prova no horário normal.

Os candidatos sabatistas precisam chegar ao local de aplicação da prova junto com os demais participantes. Em todo o país, os portões estarão abertos das 12h às 13h, no horário oficial de Brasília. Após o fechamento, os participantes não poderão entrar nos locais de aplicação. Entretanto, enquanto os candidatos iniciam o exame às 13h30, os sabatistas aguardam em uma sala de provas. Para eles, o exame é iniciado apenas às 19 horas, no horário de Brasília, com exceção de Roraima, Rondônia, Amazonas, Acre e Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, onde a prova começa às 19h considerando o horário local.

Esta edição do Enem 2016 traz, pela primeira vez, o reconhecimento individual por meio de impressão digital na ficha de identificação do participante. Esse novo procedimento adota a tecnologia de selo gráfico autoadesivo e soma-se aos demais, tais como lacre eletrônico nos malotes de prova e uso de detector de metais nos locais de aplicação do exame.

José Carlos Paim
Professor e Jornalista MTB-1453/RO

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