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Brasil : YANOMAMIS: Ministério investiga denúncias de desvio de remédios para garimpeiros
Enviado por alexandre em 01/02/2023 00:36:10

 O Ministério da Saúde investiga denúncias de desvio de remédios destinados aos Yanomamis para garimpeiros. Em ofício do último dia 18, a Fiocruz relata ter recebido a informação de que medicamentos para malária estão sendo vendidos por mineradores irregulares perto da reserva indígena no meio da Amazônia, em Roraima.

 

“Tendo Farmanguinhos entregue toda a produção ao Ministério da Saúde”, diz a Fiocruz no documento, em referência ao remédio artesunato + mefloquina, “vimos a necessidade de informar-lhes a fim de que medidas possam ser tomadas para que o rastreio da distribuição desse medicamento possa ser feito e apurado o fato relatado”. Profissionais de saúde que atuaram no atendimento a indígenas nos últimos anos também fizeram relatos semelhantes à reportagem.

 

O Supremo Tribunal Federal (STF) já mandou investigar a gestão Jair Bolsonaro (PL) por omissões e suspeita de genocídio dos povos indígenas, além do descumprimento de decisões judiciais que determinavam o reforço nas políticas de atenção a essas comunidades.

 

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Os garimpeiros saem de Boa Vista em direção ao garimpo com os medicamentos em mãos para vender para os que ficaram em campo, segundo disse ao Estadão um enfermeiro que trabalhou por oito anos na terra indígena Yanomami.

 

A estimativa é de que haja cerca de 20 mil garimpeiros na reserva – o número explodiu nos últimos anos.Segundo ele, que prefere não se identificar, os desvios de caixas do produto já ocorriam na área de Logística da Secretaria de Saúde Indígena (Sesai), órgão ligado ao Ministério da Saúde. No transporte dos lotes até a reserva, também são relatados problemas. “Durante o translado na aeronave, o medicamento some”, disse à reportagem outro técnico que já teve passagem pela Sesai.

 

Na reserva, os profissionais da saúde, por medo, acabam também atendendo garimpeiros. Isso agrava a falta de remédios e a sobrecarga de trabalho. Conforme mostrou o Estadão, grupos ligados à mineração ilegal dominam áreas dentro da reserva, incluindo pistas de pouso e até uma unidade de saúde. “Ocorre a troca de remédio por ouro”, afirma Junior Hekurari, do Conselho Distrital de Saúde Indígena (Condisi).

 

A falta de medicamentos, bem como acusações de servidores que negociam com garimpeiros por ouro, já haviam sido levantadas em audiência pública, da Câmara dos Deputados, em junho de 2022. Após questionamentos da deputada Joenia Wapichana (Rede-RR), que presidiu a comissão, Paulo Teixeira de Souza Oliveira, delegado da Polícia Federal, que representou o Ministério da Justiça e Segurança Pública, disse que “esse crime de comércio de ouro, cometido supostamente por servidores, em troca de comida e vacina” está sendo investigado.

 

“A informação da nossa Superintendência de Roraima é que existe um inquérito aberto. Esse fato foi noticiado pela mídia e esse inquérito está em andamento. É claro que vamos preservar o sigilo até mesmo em interesse do resultado útil da investigação. Mas, sim, os fatos estão sendo apurados”, disse o delegado à época. Questionada pela reportagem, a PF não respondeu até a publicação desta matéria. O Estadão também não conseguiu contato com Joenia, que hoje preside a Fundação Nacional dos Povos Originários (Funai).

 

A reportagem também tentou contato com o novo secretário da Sesai, Weibe Tapeba, e com o ex-ministro da Saúde Marcelo Queiroga, da gestão Jair Bolsonaro, mas não obteve retorno. Nas redes sociais, Bolsonaro disse que a emergência Yanomami é uma “farsa da esquerda” e afirmou que a saúde indígena foi uma das prioridades em seu governo, destacando a atuação durante a pandemia da covid-19.Os servidores relataram que a saúde indígena tem dificuldades “naturais”. Não se espera que os indígenas se desloquem até as unidades básicas de saúde para atendimento, o que exige busca ativa dos profissionais da saúde, em terrenos pouco favoráveis e no meio da floresta.

 

No Distrito Sanitário Yanomami, relatam, os profissionais muitas vezes ficam ilhados dentro do posto. Eles contam que os Yanomami são um povo guerreiro, e conflitos entre os próprios indígenas podem ser bastante violentos, o que encurrala os funcionários da saúde. Somado a isso, há o medo dos invasores e dos nativos cooptados para trabalhar no garimpo, que têm armas de fogo. “Tem crianças armadas, tem adolescentes armados.”

 

 

Para os servidores, um dos principais gargalos é a gestão. Embora o cargo de coordenador sanitário, por exemplo, de um distrito exija expertise em administração, saúde, política e do povo com o qual se vai trabalhar, basta uma indicação para ocupar a vaga, o que, na visão deles, deixa que pessoas pouco qualificadas assumirem um posto de extremamente importante para que a assistência aos indígenas funcione de acordo com o esperado.

 

Fonte: Revista IstoÉ

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Brasil : Brasil teve 1,9 mil casos de câncer de pênis e 459 amputações em 2022
Enviado por alexandre em 01/02/2023 00:29:42

Segundo um levantamento da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) divulgado nesta terça (31/1), 1.933 homens foram diagnosticados com câncer de pênis entre janeiro e novembro de 2022.

 

O tumor foi responsável pela amputação de 459 órgãosgenitais masculinos durante o período.


Muitas vezes confundida com uma infecção sexualmente transmissível (IST), o câncer de pênis pode aparecer como uma ferida no pênis que não cicatriza, gera coceira, queimação e forte odor, mesmo com tratamento tópico.

 

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O câncer de pênis é um tumor raro, com maior incidência em homens a partir dos 50 anos, embora possa atingir também os mais jovens. No Brasil, ele representa 2% de todos os tipos de câncer que atingem pessoas do sexo masculino. Os estados com maior registro de amputação de pênis entre 2007 e 2022 são São Paulo (1.321), Minas Gerais (1.161), Paraná (633) e Ceará (526).

 

A presença de feridas associadas à uma secreção branca pode ser um indicativo do câncer. Nesse caso, a recomendação é consultar um especialista. Além da tumoração no pênis, a presença de ínguas na virilha pode ser sinal de progressão da doença (metástase).

 

COMO PREVENIR


O câncer de pênis pode ser prevenido por ações como:

 

Higiene íntima com água e sabão, puxando o prepúcio para higiene da glande. A limpeza deve ser realizada todos os dias e após as relações sexuais;


Tomar a vacina do HPV disponível gratuitamente no SUS para a população de 9 a 14 anos;


Realização da postectomia (retirada do prepúcio) quando a pele que encobre a cabeça do pênis não permite a higienização correta;


Uso de preservativo para evitar contaminação por ISTs como o HPV.


“Infelizmente o Brasil ainda é um país com uma enorme deficiência em educação de qualidade, e isso cria uma grande dificuldade de acesso à informação, incluindo os hábitos de higiene”, diz o oncologista Alfredo Felix Canalini, presidente da SBU.

 

A higiene correta ajuda a evitar a doença, e o diagnóstico precoce é essencial para o tratamento sem a necessidade de procedimentos mais radicais, como a amputação do pênis.

 

VACINA CONTRA HPV


A infecção pelo HPV pode desencadear o surgimento do câncer de pênis. Estima-se que o Brasil tenha de 9 a 10 milhões de pessoas infectadas pelo papilomavírus humano (HPV) e que, a cada ano, 700 mil casos novos da infecção surjam.

 

Por ser na maioria das vezes assintomático, muitos pacientes não desconfiam que estão infectados e se tornam transmissores.

 

“A conscientização já deveria começar nos lares e nas escolas, iniciando com um exame simples para ver se o menino tem fimose, passando pelo aprendizado de uma boa higiene genital, e finalizando com a vacinação para HPV entre 9-14 anos”, analisa a oncologista Karin Jaeger Anzolch.

 

 

Para contribuir com a conscientização, a SBU realiza uma campanha de prevenção e combate ao câncer de pênis durante todo o mês de fevereiro.

 

Fonte: Metrópoles

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Brasil : Preparador físico conta como fez 'menino mais gordo do mundo' perder 115 kg
Enviado por alexandre em 01/02/2023 00:22:45

Ade Rami, de 53 anos, é um empresário e preparador físico de sucesso na Indonésia. Ele também ganhou três campeonatos de fisiculturismo. Mas, a sua maior conquista, foi ajudar o jovem Aria Permana a perder cerca de 115 kg. Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Rami contou como foi o trabalho para que o garoto, que era chamado de "menino mais gordo do mundo", emagrecesse.

 

Rami procurou a família de Permana em 2016 após ouvir a notícia de que o menino, então com 11 anos e 200 kg, havia sido internado em um hospital que ficava a apenas 10 minutos de uma de suas academias. Ao conversar com os pais do garoto, Rami descobriu que Permana consumia entre 6000 e 7000 calorias ao dia. Para a idade dele, o recomendado seria consumir cerca de 2000 calorias diárias. O menino comia seis pacotes de macarrão instantâneo e bebia 20 copos de refrigerante todos os dias.

 

"Trocar a comida processada por uma alimentação caseira foi uma das chaves na mudança de sua dieta. Começamos a preparar para ele e para toda a família refeições mais saudáveis ??e estruturar um tempo de exercícios, para que ele se movesse o máximo que pudesse todos os dias", explicou Rami ao The Sun.

 

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Foto:Reprodução

 

Para ajudar o menino nos exercícios, o preparador físico comprou bola de futebol, raquete de badminton, bola de basquete e um par de halteres. "Fiz questão também de que ele visitasse minha academia após cada ida de rotina do hospital, para que pudéssemos medir suas melhorias, dar mais informações sobre o plano de exercícios e ensaiar novos movimentos para levar para casa e repetir", disse Rami.

 

O preparador também colocou metas para Permana. E a cada vez que o menino cumpria o objetivo ele ganhava um presente, como um videogame ou uma camisa do Liverpool. O programa deu certo. Depois de três anos, o peso de Permana baixou para 85 kg, o que permanece até hoje.

 

"O seu sucesso na perda de peso é uma combinação de muitos fatores: os pais fornecem suas refeições e apoiam seu regime de exercícios, a equipe médica que realizou a cirurgia bariátrica nele. E uma pequena parte minha e da minha equipe no que diz respeito ao conhecimento do exercício, motivação e estratégias de dieta", disse Rami.

 

 

“E, claro, muito crédito para o próprio Aria, que faz a jornada com tanta coragem e sem grandes reclamações. Ele sempre quis voltar a um peso saudável para poder jogar futebol novamente", completou o preparador físico.

 

Fonte:R7
 

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Brasil : Tempero utilizado no Brasil é capaz de reduzir a gordura abdominal
Enviado por alexandre em 31/01/2023 10:41:46

A gordura abdominal, além da aparência, também pode representar uma série de riscos à saúde. A temida “pochete” se acumula perto de importantes órgãos na região frontal e lateral ao abdômen, como o pâncreas, fígado e intestino; e pode representar um aumento do risco de doenças cardiovasculares e da diabetes.


A gordura visceral se esconde atrás da cavidade do abdômen e, às vezes, pode parecer impossível se livrar dela. Estudos sugerem, no entanto, que um simples e delicioso tempero que utilizamos na nossa culinária pode ser capaz de ajudar a eliminá-la: o gengibre.


De acordo com levantamento divulgado pela International Journal of Environmental Research and Public Health, ficou constatado que o pó de gengibre é capaz de reduzir a adiposidade da gordura visceral — termo que descreve o grau de oleosidade ou quantidade de gordura em uma região específica do corpo.

 

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O grupo de pesquisadores que chegou a tal constatação ainda concluiu que a suplementação com pó da especiaria pode ser capaz de prevenir a obesidade. Em estudo aplicado em camundongos, a equipe separou os roedores em três gruposO primeiro seguiu uma dieta com baixo teor de gordura;


O segundo, uma dieta rica em gordura;


O terceiro grupo seguiu uma dieta rica em gordura e suplementada com gengibre em pó.


O grupo que seguiu a dieta com suplementação do gengibre viu uma redução no tecido adiposo visceral, bem como nos níveis de inflamação. Em conclusão, os pesquisadores disseram que as descobertas mostraram uma “estratégia alimentar promissora” para reduzir o tecido adiposo e a obesidade.

 

GENGIBRE x OBESIDADE


Essa pesquisa, no entanto, não foi a única a analisar os poderes do gengibre. Uma revisão de estudos publicado pela Academia de Ciências de Nova York, que analisou cerca de 60 pesquisas anteriores, observou que o famoso tempero asiático também possui ação comprovada contra a obesidade.

 


 

Na revisão, que contou com testes em humanos, foi concluído que o consumo dessa especiaria pode aumentar a queima calórica e reduzir a sensação de fome. Além do sabor único que a erva proporciona, o gengibre também mostrou mudanças positivas associadas ao colesterol, quantidade de açúcar no sangue, pressão arterial e saúde do fígado.

 

Fonte: Metrópoles

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Brasil : Ver pornografia faz o cérebro regredir a um estado mais juvenil
Enviado por alexandre em 31/01/2023 10:40:25

A pornografia existe ao longo da história registrada, transformando-se com a introdução de cada novo meio. Centenas de afrescos e esculturas sexualmente explícitas foram encontradas nas ruínas do Monte Vesúvio de Pompeia. Desde o advento da internet, o uso da pornografia disparou para alturas estonteantes.

 

O Pornhub, maior site de pornografia gratuita do mundo, recebeu mais de 33,5 bilhões de visitas apenas em 2018.A ciência está apenas começando a revelar as repercussões neurológicas do consumo de pornografia. Mas já está claro que a saúde mental e a vida sexual de seu vasto público estão sofrendo efeitos catastróficos. Da depressão à disfunção erétil, a pornografia parece estar sequestrando nossa fiação neural, com consequências terríveis.

 

Em meu próprio laboratório, estudamos a fiação neural subjacente aos processos de aprendizado e memória. As propriedades da pornografia em vídeo a tornam um gatilho particularmente poderoso para a plasticidade, a capacidade do cérebro de mudar e se adaptar como resultado da experiência. Combinando isso com a acessibilidade e o anonimato do consumo de pornografia online, estamos mais vulneráveis ??do que nunca a seus efeitos hiperestimulantes.

 

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IMPACTOS DE CONSUMO DE PORNOGRAFIA

 

No longo prazo, a pornografia parece criar disfunções sexuais, especialmente a incapacidade de atingir a ereção ou o orgasmo com um parceiro da vida real. A qualidade conjugal e o comprometimento com o parceiro romântico também parecem estar comprometidos. Para tentar explicar esses efeitos, alguns cientistas traçaram paralelos entre consumo de pornografia e abuso de substâncias. Através do design evolutivo, o cérebro está preparado para responder à estimulação sexual com surtos de dopamina.

 

Esse neurotransmissor, geralmente associado à antecipação de recompensas, também atua para programar memórias e informações no cérebro. Essa adaptação significa que, quando o corpo exige algo, como comida ou sexo, o cérebro se lembra de onde voltar para experimentar o mesmo prazer. Em vez de recorrerem a um parceiro romântico para satisfação ou gratificação sexual, os usuários habituais de pornografia procuram instintivamente seus telefones e laptops quando o desejo chega. Além disso, explosões anormalmente fortes de recompensa e prazer evocam graus anormalmente fortes de habituação (o ato ou efeito de habituar-se) no cérebro.

 

O psiquiatra Norman Doidge explica: “A pornografia atende a todos os pré-requisitos para a mudança neuroplástica. Quando os pornógrafos se gabam de que estão empurrando o envelope ao introduzir temas novos e mais difíceis, o que eles não dizem é que precisam, porque seus clientes estão construindo uma tolerância ao conteúdo.” As cenas pornográficos, como substâncias viciantes, são gatilhos hiperestimulantes que levam a níveis não naturais de secreção de dopamina. Isso pode danificar o sistema de recompensa da dopamina e não responder a fontes naturais de prazer. É por isso que os usuários começam a ter dificuldade em obter excitação com um parceiro físico.

 

ALÉM DA DISFUNÇÃO

 

A dessensibilização de nossos circuitos de recompensa prepara o terreno para o desenvolvimento de disfunções sexuais, mas as repercussões não param por aí. Estudos mostram que mudanças na transmissão da dopamina podem facilitar a depressão e a ansiedade. De acordo com essa observação, os consumidores de pornografia relatam maiores sintomas depressivos, menor qualidade de vida e pior saúde mental em comparação com aqueles que não assistem a pornografia.

 

A outra descoberta convincente neste estudo é que os consumidores compulsivos de pornografia se sentem querendo e precisando de mais pornografia, mesmo que não gostem necessariamente. Essa desconexão entre querer e gostar é uma característica marcante da desregulação dos circuitos de recompensa.

 

Seguindo uma linha de investigação semelhante, pesquisadores do Instituto Max Planck, em Berlim, Alemanha, descobriram que o maior uso de pornografia se correlacionava com menos ativação cerebral em resposta às imagens pornográficas convencionais. Isso explica por que os usuários tendem a mudar para formas mais extremas e não convencionais de pornografia. As análises do Pornhub revelam que o sexo convencional é cada vez menos interessante para os usuários e está sendo substituído por temas como incesto e violência.

 

A perpetuação da violência sexual on-line é particularmente preocupante, pois as taxas de incidência na vida real podem aumentar como resultado. Alguns cientistas atribuem essa relação à ação dos neurônios-espelho. Essas células cerebrais são nomeadas adequadamente porque disparam quando o indivíduo executa uma ação, mas também enquanto observam a mesma ação executada por outra pessoa.

 

As regiões do cérebro que estão ativas quando alguém está assistindo a pornografia são as mesmas regiões do cérebro que estão ativas enquanto a pessoa está realmente fazendo sexo. Marco Iacoboni, professor de psiquiatria da Universidade da Califórnia em Los Angeles, especula que esses sistemas têm o potencial de espalhar comportamentos violentos: “O mecanismo do espelho no cérebro também sugere que somos automaticamente influenciados pelo que percebemos, propondo um mecanismo neurobiológico plausível para contágio de comportamento violento”.

 

Embora especulativa, essa associação sugerida entre pornografia, neurônios-espelho e aumento das taxas de violência sexual serve como um aviso ameaçador. Embora o alto consumo de pornografia não leve os espectadores a extremos angustiantes, é provável que isso mude o comportamento de outras maneiras.

 

DESENVOLVIMENTO MORAL

 

O uso de pornografia tem sido correlacionado com a erosão do córtex pré-frontal – a região do cérebro que abriga funções executivas como moralidade, força de vontade e controle de impulsos. Para entender melhor o papel dessa estrutura no comportamento, é importante saber que ela permanece subdesenvolvida durante a infância.

 


 

É por isso que as crianças lutam para regular suas emoções e impulsos. O dano ao córtex pré-frontal na idade adulta é denominado hipofrontalidade, que predispõe o indivíduo a se comportar compulsivamente e a tomar decisões ruins. É um tanto paradoxal que o entretenimento adulto possa reverter nossa fiação cerebral para um estado mais juvenil. A ironia muito maior é que, embora a pornografia prometa satisfazer e proporcionar gratificação sexual, ela oferece o oposto.

 

Fonte:Planeta

 

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