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Brasil : REDES SOCIAIS
Enviado por alexandre em 16/09/2021 10:14:54 (32 leituras)

Moderação de conteúdo por redes sociais divide especialistas, saiba como é hoje

Alvos de MP devolvida pelo Senado, regras definidas pelas plataformas precisam ser aperfeiçoadas, defendem juristas e pesquisadores ouvidos pela CNN

Redes sociais devem seguir discutindo formas de moderar conteúdo, especialmente antes de um ano eleitoral como o que se aproxima
Redes sociais devem seguir discutindo formas de moderar conteúdo, especialmente antes de um ano eleitoral como o que se aproxima picture alliance via Getty Image

Luiza Pollocolaboração para a CNN

Mais moderação, menos moderação. Dependendo para quem você perguntar, a visão sobre se as redes sociais devem ser mais restritivas e tirar do ar determinados conteúdos e contas ou liberar praticamente tudo que for postado muda radicalmente.

“Tem defesas dos dois lados. Mas, nos últimos dois anos, a pressão em geral no Brasil é para que as redes moderem mais, e não menos”, observa Ivo Correa, advogado, professor do Insper e ex-secretário de Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, quando atuou na elaboração e aprovação do Marco Civil da Internet. “Em relação à desinformação e às fake news relacionadas à Covid-19, por exemplo, houve uma pressão enorme para que as redes atualizassem suas políticas para coibir esse tipo de conteúdo.”

No entanto, em 6 de setembro, um dia antes dos atos do Dia da Independência, o governo federal publicou a Medida Provisória 1.068/2021, que ia no sentido oposto. A MP definia uma lista de cinco categorias que configurariam justa causa para a derrubada de um conteúdo ou conta sem determinação judicial prévia.

Elas podem ser consultadas no texto original, mas em resumo, são: inadimplemento do usuário; criação de contas para assumir a identidade de terceiros ou enganar o público; contas geridas por computadores (os chamados robôs); práticas reiteradas previstas em uma lista de condutas proibidas (como nudez, desacordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, incitação de ato de violência, entre outros, mas sem citar a divulgação de informações falsas); e contas que ofereçam produtos ou serviços que violem patente, marca registrada, direito autoral ou outros direitos de propriedade intelectual.

O texto determinava que, em vez de as plataformas poderem excluir posts ou perfis com base em seus próprios termos de uso, teriam de respeitar essa lista, sob penas que variavam de advertência até a suspensão das atividades no Brasil.

A MP não se manteve em pé. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (DEM-MG), devolveu o texto na terça-feira (14), e o procurador-geral da República, Augusto Aras, também se manifestou a favor da derrubada da medida pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nesta quinta, o plenário do Supremo decidiria se manteria a decisão da relatora Rosa Weber de derrubar a MP, mas ela mesma cancelou a sessão, declarando “perda do objeto” depois da devolução da MP ao Planalto.

Outras críticas vieram ainda de especialistas em direito digital, opositores do governo  e instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), que apontaram principalmente retrocessos no combate à desinformação com a implementação considerada apressada da medida.

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República publicou uma série de mensagens no dia da assinatura da medida defendendo que ela traria uma maior garantia de liberdade de expressão. “O Presidente Jair Bolsonaro acaba de assinar medida provisória que altera o Marco Civil da Internet, reforçando direitos e garantias dos usuários da rede e combatendo ‘a remoção arbitrária e imotivada de contas, perfis e conteúdos por provedores’”, dizia um dos posts.

O secretário especial de Cultura, Mário Frias, também se manifestou em sua conta pessoal na rede: “Felizmente, hoje, o presidente assinou a Medida Provisória que garante a liberdade nas redes sociais. Nosso país não ficará refém da censura de um oligopólio. Não mais”, escreveu. A CNN procurou a Secom e a secretaria especial de Cultura e publicará seus posicionamentos assim que os receber.

Com a devolução por Pacheco, a MP da forma que foi proposta perde sua validade e não será mais discutida no Congresso. Mas isso não significa que o tema deixe de ser debatido, especialmente diante do ano eleitoral que se avizinha. De acordo com o analista Caio Junqueira, Bolsonaro já pediu a ministros e assessores que elaborem um projeto de lei com o mesmo teor da MP para enviar ao Congresso.

A moderação de conteúdo pelas redes sociais é alvo de discussões no Brasil e no mundo — inclusive em outros projetos que já tramitam no Legislativo nacional — e está longe de uma solução unânime.

Como funciona hoje

O Marco Civil da Internet, lei de 2014 que regulamenta o uso da rede no Brasil, deixa nas mãos das plataformas a decisão sobre quais tipos de conteúdo são permitidos em seus espaços. “Hoje as plataformas têm políticas diferentes, inclusive com diferentes níveis de transparência, sobre qual tipo de conteúdo é proibido”, afirma Artur Pericles Lima Monteiro, advogado e diretor de liberdade de expressão do InternetLab.

Uma forma de começar a entender os limites de cada rede social é conferir seus termos de uso. Enquanto o Facebook proíbe expressamente nudez, o Only Fans tem esse tipo de conteúdo em seu cerne, exemplifica João Victor Archegas, pesquisador de Direito e Tecnologia do Instituto de Tecnologia e Sociedade (ITS).

“Essas plataformas são empresas privadas, que têm liberdade para criar seus próprios termos de uso e moderação de acordo com seus interesses econômicos”, explica ele. É nesse ponto que está a identidade de cada rede e a pluralidade de espaços disponíveis online, adiciona Monteiro, do InternetLab.

Se por um lado o Twitter derruba com frequência publicações que tragam informações falsas — e é pressionado pelos usuários a fazê-lo cada vez mais –, a rede Gab, por exemplo, levanta a bandeira da liberdade de expressão pela permissão irrestrita de opiniões, atraindo principalmente um público de extrema-direita.

A rede diz ter vivenciado um crescimento explosivo após a invasão do Capitólio em Washington D.C. em janeiro de 2021. Segundo o próprio Gab, foram 12 milhões de visitas em 24h, poucos dias após os protestos. Eles não revelam o número de usuários no Brasil, mas estima-se que sejam mais de 3,5 milhões de usuários mensais no mundo. Em 2018, ela chegou a ser derrubada quando foi revelado que um suspeito de ataque a tiros em uma sinagoga nos Estados Unidos usava a rede para ameaçar judeus.

“As plataformas precisam poder remover conteúdo mesmo que ele seja lícito para que elas possam criar ambientes diferentes entre si. Quando a MP retira essa possibilidade, na prática ela elimina esses espaços como eles existem hoje, e essa é uma forma de ferir a liberdade de expressão”, opina Monteiro.

“Elas [as redes] têm se movimentado no sentido de transformar os ambientes mais seguros para a participação de todas as pessoas, inclusive protegendo o espaço de expressão de grupos minoritários, que são frequentemente alvos de ataques nas redes”, detalha ele.

Perfeito não está

Mesmo quem critica o texto da Medida Provisória devolvida reconhece que o cenário atual ainda não é o ideal. “A ideia aqui não é defender cegamente a atuação das plataformas. Isso estaria incongruente com o trabalho do campo de direitos digitais, que por muito tempo foi justamente pensar em formas de fazer as plataformas prestarem contas e limitar, ou pelo menos estabelecer, parâmetros para sua atuação”, esclarece Monteiro.

Ele afirma que há sim situações em que a remoção de conteúdos ou contas pode ser considerada censura, e que é necessário que haja fiscalização para isso.

Uma regulação conjunta entre redes e Estado poderia ser uma saída, opina Archegas, do ITS. “Isso poderia vir na forma de estipulação de parâmetros de transparência e procedimentos de revisão das decisões das empresas de tecnologia”, exemplifica ele.

Já Correa, do Insper, explica que atualmente há previsão legal para esses casos. “Hoje, na lógica do Marco Civil, as redes podem moderar conteúdo à vontade e vão responder judicialmente se abusarem”, esclarece, lembrando que o próprio deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) teve uma postagem restaurada pelo Facebook depois de contestar a decisão da rede de apagá-la.

Outros projetos em tramitação

A devolução da MP não significa, portanto, o fim do debate sobre a moderação de conteúdo. E nem mesmo o fim das tentativas do governo federal e sua base de punir as plataformas pelo que consideram censura.

Monteiro, do InternetLab, destaca que os Projetos de Lei 213/2021, 246/2021, 291/2021, 495/2021, 1.362/2021 e 2.831/2021 vão na mesma linha de punição pela exclusão de conteúdos. “Apesar de a tentativa com a MP ter sido repelida, a discussão ainda segue no Legislativo”, afirma. “Ainda temos uma longa conversa sobre regulação das redes sociais, e compreender a importância e os problemas da moderação de conteúdo é essencial para isso.”

Em outra direção, a Câmara dos Deputados discute atualmente o PL 2630/2020 — apelidado de Lei das Fake News –, que pretende combater notícias falsas nas redes. O texto já aprovado pelo Senado vai na direção oposta à proposta da MP, restringindo ainda mais a publicação de conteúdos, principalmente dos que contenham informações falsas.

“A MP certamente era a medida errada para enfrentar os diferentes desafios da moderação de conteúdo nas plataformas digitais, mas a devolução da medida abre uma nova janela de oportunidade para enfrentarmos esses desafios”, opina Archegas, do ITS.

O que dizem as plataformas

As principais redes sociais que seriam afetadas pela Medida Provisória — e também pelos projetos de lei que seguem em tramitação — foram unânimes em criticar as tentativas do governo federal de restringir a autonomia das plataformas na remoção de conteúdos.

Em nota enviada por email, o YouTube afirma acreditar que a “flexibilidade para atualizar e aplicar regras é essencial para que o YouTube possa colaborar com a construção da internet livre e aberta que conhecemos e que transforma a vida de milhões de brasileiros todos os dias.”

“Destacamos que nossas políticas de comunidade são resultado de um processo de desenvolvimento colaborativo com especialistas técnicos, sociedade civil e academia. Essas diretrizes existem para que possamos garantir uma boa experiência de uso e preservar a diversidade de vozes e ideias características da plataforma”, escreve a plataforma por meio da assessoria de imprensa.

Já o Facebook, que é dono também do Instagram (e do WhatsApp, que não seria afetado pela MP por ser um serviço de mensagens e ligações), afirma que “essa medida provisória limita de forma significativa a capacidade de conter abusos nas nossas plataformas, algo fundamental para oferecer às pessoas um espaço seguro de expressão e conexão online. O Facebook concorda com a manifestação de diversos especialistas e juristas, que afirmam que a proposta viola direitos e garantias constitucionais.”

O Twitter afirmou em nota que tem regras que “determinam os conteúdos e comportamentos que são permitidos em nosso serviço. As medidas de moderação que tomamos são baseadas nessas regras, que estão disponíveis publicamente e têm como objetivo permitir que as pessoas participem da conversa pública com liberdade e segurança”.

A rede acrescenta que “no trabalho de análise de conteúdos e comportamentos que eventualmente violem as nossas regras, contamos com as denúncias das pessoas e também com um crescente investimento e esforço em detectar proativamente potenciais infrações”.

O Twitter diz ainda que as opções de medidas restritivas “vão desde a inclusão de rótulos e avisos em Tweets com informações questionáveis ou enganosas, por exemplo, até a suspensão permanente de uma conta.” e que as pessoas podem recorrer “via formulário, de medidas adotadas, para uma revisão à luz das regras da plataforma”.

Sobre a MP, o Twitter divulgou uma nota afirmando que o Marco Civil da Internet foi “fruto de um amplo e democrático processo de discussão com a sociedade civil” e que a proposição da Medida Provisória “contraria tudo o que esse processo foi e o que com ele foi construído”.

A CNN tentou, mas não conseguiu contato com representantes do Gab.


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Brasil : PECUÁRIA
Enviado por alexandre em 16/09/2021 01:16:53 (49 leituras)

Estudo afirma que é possível desenvolver a pecuária na Amazônia sem desmatamento

No Brasil, a produtividade da pecuária é baixa e associada a um baixo desenvolvimento socioeconômico. Especificamente na Amazônia, na área onde seria possível alimentar 33 animais, encontram-se, em média, apenas dez, segundo análise da Universidade de Goiás e da Embrapa. Essa condição é explicada por um ciclo vicioso que afeta parte da pecuária do país.

Fazendeiros ocupam fronteiras e usam a terra extraindo os nutrientes do solo sem repô-los. Além disso, o solo fica compactado. Ao invés de manter a qualidade dos pastos e de renovar as áreas degradadas, os fazendeiros (ou seus descendentes) desmatam novas áreas na própria fazenda ou em novas fronteiras para onde migram.

Entre os anos de 1974 e 2019, o rebanho bovino nos municípios da Amazônia Legal cresceu quase dez vezes e atingiu 89 milhões de cabeças. Neste período, o rebanho da região saiu de 9% para 42% do total do Brasil. No entanto, esse crescimento, mesmo resultando em renda bruta significativa na Amazônia, promoveu baixo desenvolvimento.

Em 2019, a pecuária gerou R$ 53 bilhões de valor bruto da produção e cerca de 800 mil empregos. Entretanto, o rendimento médio dos trabalhadores do setor (R$ 1.118/mês) foi 34% menor do que o rendimento médio dos trabalhadores da região (R$ 1.692/mês). Além disso, apenas 22,7% dos trabalhadores da pecuária eram formalizados em comparação com a média de 40,6% de todos os trabalhadores da região.

As conclusões constam no estudo “As políticas para uma pecuária mais sustentável na Amazônia”, do engenheiro florestal Paulo Barreto, pesquisador associado do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon). No trabalho, ele faz uma revisão da literatura científica para identificar mudanças em políticas públicas que  possam frear o desmatamento e garantir que a pecuária na região se torne mais eficiente.

O estudo de Paulo Barreto faz parte do projeto Amazônia 2030, uma iniciativa conjunta do Instituto do Homem e do Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e do Centro de Empreendedorismo da Amazônia, ambos situados em Belém, com a Climate Policy Initiative (CPI) e o Departamento de Economia da PUC-Rio, localizados no Rio de Janeiro.

O estudo mostra que para atender uma demanda brasileira por carne bovina que deve crescer entre 1,4% e 2,4% ao longo da próxima década, segundo projeções do ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), sem desmatar, os pecuaristas da Amazônia teriam de reformar entre 170 mil  e 290 mil hectares de pasto degradado por ano até 2030, ao custo de R$3 mil por hectare.

Para produzir sem desmatar, os produtores da Amazônia Legal precisariam de um valor que pode variar entre 3% e 9,5% do crédito rural contratado para a região em 2020. São empréstimos feitos pelos produtores rurais que são empregados na compra de novos animais, mas que podem ser redirecionados para a recuperação de pastagens degradadas.

No total, seriam necessários investimentos entre  R$ 270 milhões e R$ 873 milhões por ano em recuperação de pastagens, que deveriam passar dos atuais 80 kg por hectare para 300 kg por hectare. No caso da opção pelo desmatamento, somados todos os investimentos que seriam feitos pelos pecuaristas o custo ficaria entre R$ 950 milhões e R$ 1,63 bilhão por ano.

Em contrapartida, a escolha pelo desmatamento derrubaria entre 634 mil e 1 milhão de hectares de floresta por ano.

O pesquisador orienta que, para mudar o cenário, o poder público deve induzir o uso mais produtivo das terras, desestimulando a expansão de fronteiras agrícolas especulativas e ineficientes, e deve trabalhar para fornecer os serviços e a infraestrutura que vão facilitar os investimentos nas áreas já desmatadas.

Barreto recomenda atuar, simultaneamente, em duas frentes:

1- Combater ao desmatamento e a especulação fundiária

“Hoje, parte do desmatamento é utilizado por grileiros como tática para se apossar de terras públicas. O grileiro lucra ao vender a terra ou usando-a sem pagar um aluguel. Além disso, o poder público tem anistiado os grileiros e proposto a venda da terra abaixo do preço de mercado. Assim, o lucro da grilagem é enorme. A facilidade para se apossar de terras públicas torna barata a atividade de ampliar a produção de gado por meio da abertura de novos pastos”.

2- Facilitar o uso mais produtivo da terra

“É preciso promover treinamento e assistência técnica continuados, oferecendo crédito rural focado em ganhos de produtividade e instalando infraestrutura e serviços necessários em regiões”.

Brasil : NÃO AO ABUSO SEXUAL
Enviado por alexandre em 15/09/2021 09:30:55 (31 leituras)

Governo faz ações de combate ao abuso sexual de crianças

IBGE apontou que 14,6% deste público já foram tocados, manipulados, beijados ou passaram por situações de violência sexual

Governo faz ações de combate ao abuso sexual de crianças Foto: Reprodução

A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2019, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), publicada na última semana, mostrou que um em cada sete adolescentes brasileiros em idade escolar (14,6%) – até os 17 anos – já sofreu algum tipo de abuso sexual ao longo da vida. Além disso, cerca de 9% das meninas já foram obrigadas a manter relação sexual contra a vontade. O levantamento reuniu informações de 188 mil estudantes de todo o país.

Para enfrentar esta situação, o Governo Federal, por meio do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), executa uma série de ações que vão desde a denúncia até a capacitação de profissionais nas áreas de saúde, educação e assistência social.

– Outros números mostram que em cerca de 80% dos casos, os agressores, abusadores, estão dentro de casa. O contexto da pandemia agravou ainda mais essa situação e pode ter prejudicado a identificação e denúncias desses casos – avaliou o secretário Nacional de Direitos da Criança e do Adolescente, Maurício Cunha.

O primeiro passo tem sido reforçar os canais de denúncia como o Disque 100 e o ligue 180. “O Governo Federal passou a priorizar este tipo de ferramenta. Por exemplo, realizamos mudanças no protocolo da central de atendimento, que fez diminuir o tempo de espera dos denunciantes de 50 minutos para menos de um minuto”, relatou Cunha.

Atualmente, também é possível realizar atendimento imediato por meio do site da Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH), pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil, pelo Telegram e WhatsApp (61) 99656-5008.

Brasil : ESTRESSE O RISCO
Enviado por alexandre em 14/09/2021 10:23:04 (64 leituras)

Estresse alto aumenta risco de hipertensão, derrame e ataque cardíaco, revela estudo

Condição leva à produção de hormônios que aumentam o risco destes eventos para a saúde

Altos níveis de estresse pode causar hipertensão, derrame e ataque cardíaco, diz pesquisa
Altos níveis de estresse pode causar hipertensão, derrame e ataque cardíaco, diz pesquisa Getty Images/Westend61

Sandee LaMotteda CNN

O estresse está bombando continuamente em suas veias? Mesmo que sua pressão arterial esteja normal agora, altos níveis de estresse podem colocá-lo em risco de desenvolver hipertensão na próxima década ou mais adiante, descobriu um novo estudo.

Quando o hormônio do estresse, cortisol, continua a aumentar ao longo do tempo, você também pode estar em maior risco de ter um derrame, ataque cardíaco ou doença cardíaca, de acordo com a pesquisa publicada nesta segunda-feira (13) no Circulation, o jornal da Associação Americana do Coração (AHA, na sigla em inglês).

É mais um estudo que ilustra a ligação entre a mente e a saúde cardíaca de uma pessoa, disse o cardiologista Glenn Levine, professor de medicina do Baylor College of Medicine em Houston, que não esteve envolvido no estudo.

“Estresse, depressão, frustração, raiva e uma visão negativa da vida não só nos tornam pessoas infelizes, mas têm um impacto negativo em nossa saúde e longevidade”, disse Levine, que presidiu a declaração científica da AHA sobre a conexão entre o bem-estar mental e as doenças cardíacas.

“Ao desenvolver a declaração da AHA, analisamos todos os dados que pudemos encontrar e concluímos que fatores negativos de saúde psicológica, como estresse, estavam claramente associados a muitos fatores de risco cardiovascular“, disse Levine.

A boa notícia, disse Levine, é que, como a mente, o coração e o corpo estão interconectados e interdependentes, uma pessoa também pode melhorar sua saúde cardiovascular se esforçando por uma perspectiva psicológica positiva.

“Você pode decidir mudar sua mentalidade sobre essa situação estressante ou estabelecer limites – apenas por estar ciente de que pode evitar que o estresse se torne tóxico para você”, disse a especialista em gerenciamento de estresse Cynthia Ackrill, editora da revista Contentment, produzida pelo Instituto Americano de Stress. “Não devemos descartar nossa capacidade de ter um papel em nosso bem-estar“, disse Ackrill, que não esteve envolvida no estudo.

Maior impacto sobre os jovens

O novo estudo acompanhou 412 adultos multirraciais entre 48 e 87 anos com pressão arterial normal, medindo os níveis de hormônios do estresse na urina em vários momentos entre 2005 e 2018. Os níveis hormonais foram comparados a quaisquer eventos cardiovasculares que possam ter ocorrido, como hipertensão, dores no coração, ataques cardíacos e cirurgia de ponte de safena.

“Pesquisas anteriores se concentraram na relação entre os níveis de hormônio do estresse e hipertensão ou eventos cardiovasculares em pacientes com hipertensão existente. No entanto, faltavam estudos em adultos sem hipertensão”, disse o autor da pesquisa, Dr. Kosuke Inoue, professor assistente de epidemiologia social na Universidade de Kyoto, no Japão, em comunicado.

O estudo testou três hormônios – norepinefrina, epinefrina e dopamina – que regulam o sistema nervoso autônomo e controlam funções involuntárias do corpo, como frequência cardíaca, pressão arterial e respiração. Inoue e sua equipe também analisaram os níveis de cortisol, um hormônio esteroide que é liberado pelo corpo em reação ao estresse agudo, como o perigo.

Uma vez que o perigo passa, o corpo reduz a produção de cortisol, mas se uma pessoa está continuamente estressada, os níveis de cortisol podem permanecer elevados. “Norepinefrina, epinefrina, dopamina e cortisol podem aumentar com o estresse de eventos da vida, trabalho, relacionamentos, finanças e muito mais”, disse Inoue.

Dobrar os níveis de cortisol sozinho – mas não de norepinefrina, epinefrina ou dopamina – foi associado a um risco 90% maior de sofrer um evento cardiovascular, descobriu o estudo. Cada vez que os níveis combinados de todos os quatro hormônios do estresse dobraram, o risco de desenvolver pressão alta aumentou entre 21% e 31%.

O efeito foi mais pronunciado em pessoas com menos de 60 anos, um achado preocupante, de acordo com os pesquisadores. “Nesse contexto, nossos resultados geram a hipótese de que os hormônios do estresse desempenham um papel crítico na patogênese da hipertensão entre a população mais jovem”, escreveram eles.

O estudo teve limitações, incluindo a falta de um grupo de controle e o uso de apenas uma medida – análise de urina – para testar os hormônios do estresse, observaram os autores. Ainda assim, examinar os hormônios do estresse extraídos da urina ao longo do tempo é considerado algo “limpo e novo”, disse Levine.

“É uma forma um tanto objetiva, pelo que podemos dizer com ferramentas imperfeitas, de categorizar as pessoas que provavelmente estarão mais estressadas na maior parte do tempo.”

O que fazer?

Como posso saber se corro o risco de ter problemas cardíacos devido a níveis elevados de hormônios do estresse? “Embora não saibamos quais são os nossos níveis de cortisol na urina, existem maneiras de aprendermos a refletir sobre se podemos ter alguns fatores psicológicos negativos”, disse Levine.

“Se reconhecermos que tendemos a ficar estressados, frustrados ou irritados com frequência, é útil refletir sobre quais são exatamente as coisas que nos levam a esses estados”, acrescentou. “Assim que fizermos isso, podemos realmente sentar e decidir cuidadosamente, vale a pena permitir que essas coisas me levem a ficar estressado ou frustrado?”

Ficar ciente do que desencadeia seu estresse permite que você seja capaz de interromper as respostas hormonais automáticas, antes que elas acionem seu sistema circulatório, disse Ackrill. “Ficamos preocupados com alguma coisa, de modo que nosso sistema nervoso simpático acelera tudo. Precisamos de nosso coração batendo rápido para manter nossa pressão sanguínea alta para que tenhamos uma boa circulação e possamos fugir do perigo”.

“Você pode intervir mais cedo, quando estiver apenas começando a montar sua resposta ao estresse, com alguma respiração profunda ou outra proposta de relaxamento”, acrescentou Ackrill. Isso permitirá que as funções executivas do cérebro entrem em ação, dando-lhe opções de como lidar com a situação.

“Frequentemente, deixamos nossa mente reagir rapidamente a algo antes de realmente termos tempo para permitir que nossos níveis mais elevados de funcionamento cognitivo, nosso córtex pré-frontal, trabalhem”, disse Levine. “Devemos fazer uma pausa, ponderar, digerir, e levar alguns segundos para decidir qual é a maneira mais hábil de reagir”.

(Texto traduzido. Leia o original em inglês.)


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Brasil : QUEIJOS PREMIADOS
Enviado por alexandre em 13/09/2021 23:12:53 (70 leituras)

Queijos brasileiros se destacam a nível internacional

Ao todo, Brasil conquistou 57 medalhas no Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, admirável premiação francesa do setor lácteo. Veja lista dos vencedores!

Concurso reuniu  940 queijos de 46 países (Foto: Unsplash)

No domingo (12), começou a 5ª edição da Mondial du Fromage et des Produits Laitiers, importante premiação dedicada aos profissionais do setor lácteo, na cidade de Tours, na França. E o Brasil fez sucesso! Participaram queijeiros dos estados de Minas Gerais, São Paulo, Pará, Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná. Muito tradicional na cultura da produção de queijos, Minas Gerais seguiu na liderança com 40 medalhas, seguido de São Paulo, com 15.

A associação SerTãoBras, que trabalha pela valorização do queijo artesanal brasileiro, foi o responsável pela organização do envio de 183 queijos de 57 produtores do país para o concurso, que para participar, precisavam ter um stand no salão. Ao todo, concorreram 940 queijos de 46 países.

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O Brasil conquistou cinco medalhas super ouro, 11 de ouro, 24 de prata e 17 de bronze. A seguir, a relação completa dos ganhadores nacionais.

Super ouro

Queijo Minas Artesanal Quilombo Na Cachaça – Ivacy Pires Dos Santos
Canastra do Ivair – Reserva  – Ivair José De Oliveira
Queijo Santo Casamenteiro – Laticínios Cruzília
Queijo Mandala 12 Meses – Pardinho Artesanal
Queijo Canastra Serjao Maturado 100 Dias – Sergio De Paula Alves

Ouro

Primavera Silvania – Camila Almeida Alves
Serrinha Serveja – Camila Almeida Alves
Bem Brasil Extra Maturado – Carolina Vilhena Bittencourt
Sinhana Mons Cremeux – Holorico Soares Costa
Queijo Valentina – Izabela Dias Fiorentini
Foguin – Joao Vicente Rodrigues Borges
A Lenda – Laticínios Cruzília
Gregorio – Maristela Nicolellis
Queijo Artesanal Jm Resinado – Marlucy Leite
Queijo Cuestinha 2 Meses – Pardinho Artesanal
Queijo Artesanal Fazenda Bela Vista Premium 60 – Renato De Souza e Thaylane

Prata

Queijo Maria Nunes 30 Dias – Christiane Nunes
Queijo Moria Nevada – Fabrizio Machado
Dolce Bosco – Heloisa Collins
Queijo Minas Artesanal Quilombo Casca Lavada – Ivacy Pires Dos Santos
Queijo Ribeiro Fiorentini 120 Dias – Izabela Dias Fiorentini
Queijo Giovanna – Izabela Dias Fiorentini
Queijo Solera  – Izabela Dias Fiorentini
Manto da Serra – Laticínios Cruzília
Queijo Alagoa Fumacê – Marcio Martins De Barros, Queijo D’alagoa/Mg
Queijo Araucária – Marcio Martins De Barros, Queijo D’alagoa/Mg
Da Lenda Ibitira – Marco Paulo Quirino Costa
Qma do Gir Da Lenda – Marco Paulo Quirino Costa
Queijo Santa Clara Dourados Casca Florida 30 Dias – Maria Aparecida Machado Pereira e Dalmo Pereira
Queijo Santa Clara Dourados Casca Florida 45 Dias – Maria Aparecida Machado Pereira e Dalmo Pereira
Dona Iaiá Casca Florida 90 Dias – Marilia Simoes Jorge
Queijo Mana Concafé 30 Dias – Marisa Alexandre Martins e Leomar Melo Martins
Fernão – Maristela Nicolellis
Tropeirinho – Maristela Nicolellis
Senzala Vulcão – Marly Leite
Queijo Cuesta 8 Meses – Pardinho Artesanal
Queijo Cuesta 10 Meses – Pardinho Artesanal
Queijo Garrafão – Rita De Cassia Ribeiro Menezes
Queijo Canastra Serjao 18 Dias – Sergio de Paula Alves
Santuário do Mergulhão Queijo Minas Artesanal 50 Dias – Silmar de Castro Mota

Bronze

Marandu – Claudia Mendonca Camargo
Requeijão Caipira Raspas do Tacho Jeito De Mato – Diego Trevizan Livorati
Queijo Canastra Sinhana 240 Dias – Holorico Soares Costa
Queijo Rosário Mineiro Tropeiro – Itamar Pereira Dos Santos
Canastra do Ivair – Ivair José De Oliveira
Canastra J&C 90 Dias – Jadir da Costa Pereira
Queijo Canastra do Johne – Johne de Castro
Queijo Bicas Da Serra Tradicional – Jose Orlando Ferreira Junior
Serra da Mantiqueira    Bronze – Laticínios Cruzília
Queijo Art De Alagoa Faz Rio Acima 150 Dias – Leandro Siqueira Chaves
Queijo Maturado Santana 120 Dias – Lindomar Santana Dos Santos
Queijo Fazenda Santo Antônio 60 Dias – Marcos Vinicius Mendes
Queijo do Marajó Creme (Tradicional ) Búfala – Marcus E Cecilia Pinheiro, Faz São Victor
Canastra Matinha Do Ouro 60 Dias – Otinho e Eliane Freitas
Queijo Juá Casca Florida 40 Dias – Paulo Henrique Costa Fonseca
Barão da Canastra Casca Florida – Rogerio Julio Soares Ferreira


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