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Mais Notícias : FHC teme Bolsonaro: ”Tem a possibilidade de poder”
Enviado por alexandre em 17/11/2017 09:30:40

FHC teme Bolsonaro: ”Tem a possibilidade de poder”

Postado por Magno Martins

"Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência"

Ex-presidente não cita nome de presidenciável durante palestra em universidade americana, mas faz referência a uma declaração antiga do parlamentar e afirma que 'há pessoas da direita que são pessoas perigosas'

O Estado de S.Paulo – Cláudia Trevisan

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso disse nesta quinta-feira, 16, que não pode descartar a possibilidade de o Brasil repetir a experiência italiana depois da Operação Mãos Limpas e eleger um presidente de direita similar a Silvio Berlusconi na esteira da Lava Jato. Embora não tenha citado nomes, ele deixou claro que considera o deputado e presidenciável Jair Bolsonaro (PSC-RJ) a principal ameaça nas eleições do próximo ano.

"Eu não quero entrar em detalhes, mas há pessoas da direita que são pessoas perigosas", disse FHC em evento na Universidade Brown, nos EUA. "Um dos candidatos propôs me matar quando eu estava na Presidência. Na época, eu não prestei atenção. Mas hoje eu tenho medo, porque agora ele tem poder, ainda não, ele tem a possibilidade do poder."

Em entrevista à TV Bandeirantes em 1999, Bolsonaro afirmou que seria impossível realizar mudanças no Brasil por meio do voto. "Você só vai mudar, infelizmente, quando nós partirmos para uma guerra civil aqui dentro. E fazendo um trabalho que o regime militar não fez. Matando 30 mil, e começando por FHC", declarou.

Segundo o ex-presidente, há um "debate sério" no Brasil sobre o assunto, inclusive entre os juízes responsáveis pela Lava Jato. "Eles estão comparando, eles sabem o que aconteceu na Itália, todo mundo sabe das consequências em termos de Berlusconi. Se você olha a situação atual do Brasil, eu não posso dizer que isso não é possível."

Para o tucano, o sucesso na disputa de 2018 dependerá da capacidade do candidato de expressar uma mensagem que coincida com as aspirações da população. Mas ele ressaltou que a política não é pautada só pela razão, mas também pela emoção. "É arriscado. Essa pessoa está comprometida com a Constituição, com o respeito das leis, com os direitos humanos?"

FHC disse que relutou em apoiar o impeachment de Dilma Rousseff, mas mudou de ideia quando houve a paralisia do governo. De acordo com ele, a única saída possível para esse tipo de situação em um regime presidencialista é o impeachment. O ex-presidente afirmou ainda que o afastamento é uma decisão política, ainda que amparado em base legal - no caso, o desrespeito à Lei de Responsabilidade Fiscal.

"Isso é um crime tremendo? Não, muitas pessoas fizeram (o mesmo). E por que não (foram afastadas)? Porque essas pessoas não estavam em uma frágil posição de poder e a consequência não foi a interrupção do processo de tomada de decisões. É uma questão política."

Mais Notícias : Aliados reagem a reforma para manter foro privilegiado
Enviado por alexandre em 17/11/2017 09:30:02

Aliados reagem a reforma para manter foro privilegiado

Postado por Magno Martins

Blog do Kennedy

Em conversa com aliados, o presidente Michel Temer descartou mudanças amplas no primeiro escalão neste momento. Motivo: houve uma reação de ministros que pretendem manter o foro privilegiado até abril, a data-limite para que deixem o cargo aqueles que vão disputar eleição.

Uma saída do ministério agora deixaria esses políticos expostos por mais tempo a decisões de primeira instância devido à perda do foro privilegiado no caso daqueles sem mandato parlamentar. Alguns ministros serão candidatos a deputado federal, por exemplo, a fim de tentar manter o foro privilegiado.

O STF (Supremo Tribunal Federal) julgará na semana que vem uma ação que restringe o alcance da prerrogativa de foro. O Congresso também debaterá na semana que vem um projeto que trata do foro, mas que ainda deve demorar a ser votado.

Muitos políticos hoje investigados pela Lava Jato deverão sustentar a tese de que eventual mudança de regra feita pelo Supremo só valeria em casos novos, não naqueles que já estão em andamento na corte.

Ministros preocupados em perder o foro privilegiado agora, como Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações) e Marcos Pereira (Indústria, Comércio Exterior e Serviços), deverão permanecer nos seus postos até o início de abril. Essa é a tendência do presidente Michel Temer.

Mas, respectivamente presidentes do PSD e PRB, Kassab e Pereira serão cobrados a entregar votos a favor das mudanças previdenciárias.

Um outro nó da atual reforma ministerial é o desejo de ficar no cargo até abril a fim de controlar cargos e verbas que fortalecem planos eleitorais. Ou seja, quem está sentado na cadeira não quer sair dela enquanto puder legalmente permanecer.

E tem também a tradicional dificuldade para um presidente realizar trocas no primeiro escalão: número bem maior de candidatos a ministro do que vagas disponíveis.

Mais Notícias : Campanha de Temer ataca privilégios de Temer
Enviado por alexandre em 17/11/2017 09:30:00

Campanha de Temer ataca privilégios de Temer

Postado por Magno Martins

Josias de Souza

Michel Temer decidiu torrar R$ 20 milhões do contribuinte numa campanha publicitária sobre reforma da previdência. A campanha é cínica, inútil e desrespeitosa. O cinismo está no fato de que a peça critica privilégios dos quais Temer é beneficiário. A inutilidade decorre da evidência de que os parlamentares não condicionam seus votos a nenhuma propaganda, mas a tenebrosas transações. O desrespeito salta da constatação de que, sob Temer, o governo queima verba pública como se fosse dinheiro grátis.

O repórter Bruno Bhogossian informa que o mote da campanha será o ataque a privilégios dos servidores públicos. ''Tem muita gente no Brasil que trabalha pouco, ganha muito e se aposenta cedo'', diz o comercial. A carapuça ajusta-se perfeitamente ao cocuruto de Temer. Sua reforma propõe que a idade mínima para a aposentadoria dos homens seja 65 anos. Em 1966, aos 55 anos, Temer requereu sua aposentadoria como promotor do Estado de São Paulo. Recebe há mais de 20 anos uma pensão que, hoje, soma R$ 45 mil. A cifra precisa ser rebaixada para não ultrapassar o teto do funcionalismo, regulado pelos vencimentos dos ministros do SFT: R$ 33,7 mil.

Temer aposentou-se precocemente na mesma época em que atuava como relator de outra reforma da Previdência, trançada no governo de Fernando Henrique Cardoso. Sobre sua atuação, FHC escreveu no livro Diários da Presidência: “…Ganhamos na Câmara, uma vitória de Pirro, ou seja, 352 votos contra 134, mas para ganhar o quê? A proposta Michel Temer. Muito pouco avanço. Trinta por cento do necessário…”

Noutro trecho, FHC anotou: “Temos

Mais Notícias : Difícil de entender “discursinho” de Itu do presidente
Enviado por alexandre em 17/11/2017 09:29:25

Difícil de entender “discursinho” de Itu do presidente

Postado por Magno Martins

Rudolfo Lago – Blog Os Divergentes

Para ressaltar a passagem da Proclamação da República, o presidente Michel Temer resolveu escolher a cidade de Itu, aquela que ficou famosa por usar o diminutivo para nomear coisas enormes. Agora, depois da passagem de Temer por lá, além da “borrachinha de Itu”, da “canetinha de Itu”, etc, temos a desafiar a nossa compreensão o “discursinho de Itu”. Quando resolveu discorrer sobre certa “vocação autoritária” da sociedade brasileira, Temer pretendia apenas dar uma aula banal de história ou queria dizer mais alguma coisa? Era um “discursão” ou um “discursinho”?

Por que cargas d’água um presidente que tem sua legitimidade contestada por parte da população, que amarga índices péssimos de popularidade, contorna denúncias graves contra ele e administra os achaques da sua base de sustentação vem discorrer sobre suposto apoio da população a soluções autoritárias?

Aparentemente, Temer tentava falar sobre seu próprio caso. Da tese de que foi vítima de uma tentativa de golpe por parte do procurador-geral da República. “Se nós não prestigiarmos certos princípios constitucionais, a nossa tendência é sempre caminhar para os autoritarismos”, disse lá o presidente. Para emendar que a população brasileira teria desejado a ditadura de Getúlio Vargas e a ditadura militar.

Bem, em primeiro lugar, aparentemente como historiador Michel Temer deixa um pouco a desejar. Numa reportagem na edição desta quinta do El País, a historiadora Heloisa Starling , da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), mostra que pesquisas de opinião feitas à época apontavam para um apoio da maioria da população às reformas propostas por João Goulart na época do golpe de 1964. Havia, ela aponta, apoio ao golpe, mas ele não era majoritário. Essas pesquisas não foram divulgadas à época.

Ou seja, pelo menos com relação ao golpe militar de 1964, se havia apoio a favor, havia maior posição em contrário. Se não há dados semelhantes quanto ao movimento de Vargas, há informação sobre a própria Proclamação da República, que foi também no seu início um golpe militar. Sobre ela, disse Aristides Lobo em 1889: “O povo assistiu bestificado à Proclamação da República”. Ou seja, se não era contra, também não era a favor. E Aristides Lobo era republicano e foi ministro do governo que se instalou.

Longe de ser pacífica a ideia do apoio ou não da sociedade a soluções autoritárias, o que parece mais claro é que tal caminho tem sido por aqui muitas vezes a opção das elites. O fato é que o Brasil interrompe toda hora sua experiência democrática. Tem mais ou menos a mesma idade dos Estados Unidos e metade do tempo de democracia.

E é por isso que ficamos sem saber se houve um “discursinho” ou um “discursão” de Itu…

Mais Notícias : Pedidos de bloqueio realçam a fortuna de Lula
Enviado por alexandre em 17/11/2017 09:28:03

Pedidos de bloqueio realçam a fortuna de Lula

Postado por Magno Martins

Josias de Souza

O maior problema político de Lula não é o fato de ele ter ficado parecido com os políticos que atacava. Seu principal drama é a evidência de que Lula ficou muito diferente do que diz ser. Num instante em que Lula percorre o país como defensor dos pobres, a Procuradoria pede, em Brasília, o sequestro de seus bens e de seu filho Luís Cláudio no montante de R$ 24 milhões. A defesa de Lula contestou o pedido. Sustentou não haver provas contra ele na Operação Zelotes. Mas não disse nenhuma palavra sobre o valor requerido pelo Ministério Público Federal.

Lula atravessou ileso o escândalo do mensalão. Sobreviveu à ruína produzida por sua criatura Dilma Rousseff. Alvo de diversos inquéritos e ações penais, mantém a pose de perseguido. Condenado a 9 anos e meio de cadeia, conserva-se no topo das pesquisas. Mas deve tornar-se inelegível. E já perdeu aquela aura de político imbatível. Seu prestígio diminuiu na proporção direta do aumento do seu patrimônio.

Este não foi o primeiro pedido de bloqueio de bens. Sérgio Moro mandara sequestrar R$ 10 milhões em julho. Quando o Banco Central achou R$ 600 mil numa conta corrente de Lula, o PT disse em nota que seu líder supremo morreria de fome. No dia seguinte, descobriram-se mais de R$ 9 milhões em planos de previdência privada. Lula dizia ser um palestreante de sucesso. Mas delatores da Odecrecht informaram que as palestras eram mero truque para bancar com dinheiro sujo os confortos de um benfeitor. A fortuna de Lula não combina com os valores morais que ele acha que representa.

O DNA do Brasil é antigo



Carlos Brickmann

O DNA do Brasil é antigo. Já se sabe, portanto, quem ganha as eleições de 2018.

É bom acompanhar o processo para saber quem fica com os cargos, com a caneta das nomeações, com a possibilidade de viajar em boa companhia e conseguir um Porsche ou outro e alegrar as atuais Baronesas do Triunfo.

Mas é bom saber também que, seja qual for o resultado na urna, o povo poderá “assistir bestializado” ao triunfo de Jucá, Renan, Eunício, Geddel, Jader, Moreira, Padilha, nesta terra descoberta por Cabral.

Não nos espantemos com mais do mesmo. Quem sai aos seus não degenera.

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