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Mais Notícias : É cedo para retirar a obrigatoriedade de máscaras, afirma ex-coordenadora do PNI
Enviado por alexandre em 09/11/2021 09:57:21

Em entrevista à CNN nesta terça-feira (9), a epidemiologista Carla Domingues, ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI), afirmou que ainda é cedo para retirar a obrigatoriedade do uso de máscaras no país, mesmo com nove estados brasileiros terem passado 24 horas sem registrar nenhuma morte pela Covid-19.

De acordo com o último boletim divulgado nesta segunda (8) pelo Ministério da Saúde, São Paulo, por exemplo, não registrou óbitos pela primeira vez desde o início da pandemia do coronavírus.

Segundo a especialista, o avanço da vacinação está sendo importante e decisivo, mas ainda não chegamos no “fim do jogo”. “Ainda temos que vacinar pelo menos 90% da população com duas doses, e nós ainda estamos no patamar de 56%. Além disso, é preciso vacinar a população acima de 60 anos, as pessoas imunossuprimidas e profissionais de saúde com a terceira dose. Ainda temos dever de casa a fazer para que possamos falar que resolvemos a questão da pandemia no país”, diz.

Ela ainda afirma que a retirada do uso de máscaras precisa ocorrer somente quando a doença estiver devidamente controlada.

São Paulo

O estado de São Paulo não registrou nenhum óbito de Covid-19 nesta segunda, informou o Governo do Estado de São Paulo.

Embora normalmente as segundas-feiras tenham óbitos abaixo da média semanal, o estado de São Paulo nunca havia registrado um dia sem mortes. O total de óbitos no estado, portanto, se mantém em 152.527.

Ainda segundo dados do governo, há 359 novos casos registrados, totalizando 4.413.241 desde o início da pandemia. Deste total, 4.242.148 tiveram a doença e já estão recuperados, sendo que 456.344 foram internados e receberam alta hospitalar.

Há 3.011 pacientes internados em todo o estado, sendo 1.375 em unidades de Terapia Intensiva e 1.636 em enfermaria.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI no estado hoje é de 24,5% e na Grande São Paulo é de 31,3%.

(*sob supervisão de Juliana Alves; com informações de Carolina Figueiredo, da CNN)

 

Mais Notícias : Este momento é de cautela e não de liberação, diz infectologista do Emílio Ribas
Enviado por alexandre em 08/11/2021 09:21:59

Com o avanço da vacinação e a queda nos índices da pandemia, capitais como São Paulo, Campo Grande e Curitiba estudam desobrigar o uso de máscaras. A prefeitura do Rio de Janeiro foi uma das primeiras a deixar de exigir a proteção facial em ambientes abertos e sem aglomeração. Posteriormente, o mesmo foi decretado no Distrito Federal e em Porto Velho, onde o uso passou a ser facultativo em áreas externas.

Para a infectologista do Instituto Emílio Ribas, Rosana Ritchmann, este é um dos assuntos mais controversos entre pesquisadores, cientistas e profissionais da saúde. Na visão dela, é preciso cautela principalmente no modo como as autoridades irão anunciar a medida. “Nós estamos em uma fase de uma tendência ótima em relação ao nosso futuro próximo, então, eu julgo que este momento é de cautela e não de liberação.”

Sua ressalva diz respeito a como os cidadãos, de maneira geral, vão interpretar essa decisão. “Eu tenho medo da percepção da população ser: ‘acabou a pandemia’, ‘não preciso mais usar máscara nem em ambiente aberto, nem em fechado’ e, aí sim, a gente corre um risco enorme de recirculação e de, infelizmente, estes números mudarem.”

A infectologista explica que quando não há distanciamento, mesmo aqueles vacinados colocarão outras pessoas em risco. Ela também falou sobre o quanto a máscara é uma medida simples, barata e que funciona para conter a transmissão.

“Há vários estudos e até um brasileiro, da Fiocruz. Eles colocavam máscaras em pessoas que estavam infectadas [pela Covid-19] e tentavam recuperar o vírus. E ele só era recuperado na face interna da máscara, na face externa não tinha vírus nenhum, então, de fato é uma excelente barreira.”

Mais Notícias : Pfizer negocia medicamento antiviral contra a Covid-19 com 90 países
Enviado por alexandre em 06/11/2021 09:59:08

Em testes, pílula mostrou reduzir em 89% o risco de hospitalização ou morte em pacientes com alto risco de doença grave

Pfizer desenvolve medicamento antiviral contra a Covid-19
Pfizer desenvolve medicamento antiviral contra a Covid-19 Reprodução

Reuters

A farmacêutica Pfizer está em negociações com 90 países sobre contratos para fornecimento da pílula experimental contra a Covid-19, que mostrou reduzir em 89% o risco de hospitalização ou morte em pacientes com alto risco de doença grave. As informações são do presidente-executivo da farmacêutica, Albert Bourla.

Bourla afirmou que a Pfizer deve definir o preço do tratamento, chamado Paxlovid, próximo ao preço do medicamento em desenvolvimento pela rival MSD, o molnupiravir.

O preço de contrato da Merck nos Estados Unidos para sua pílula molnupiravir é de cerca de US$ 700 (cerca de R$ 3.862) para um período de cinco dias de terapia.

(Reportagem de Deena Beasley. Edição de Chris Reese)


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Mais Notícias : Pfizer: pílula antiviral reduz risco de caso grave de Covid em 89%
Enviado por alexandre em 05/11/2021 09:35:14

Farmacêutica americana divulgou informações sobre o estudo do medicamento que evitou mortes, mas causa efeitos colaterais não relatados

Imagem ilustrativa de pílula contra o coronavírus
Imagem ilustrativa de pílula contra o coronavírus Divulgação

Maggie Fox e Amanda Sealyda CNNDeena Beasleyda Reuters

em Atlanta

A farmacêutica Pfizer informou nesta sexta-feira (5) que sua pílula antiviral experimental contra o coronavírus reduziu o risco de hospitalização e morte em pacientes de alto risco que participaram do estudo. As chances de casos graves foram reduzidas em 89% com o medicamento. Nenhuma morte foi relatada entre as pessoas que tomaram o medicamento.

A Pfizer disse que planeja enviar resultados de testes provisórios para sua pílula, que é administrada em combinação com um antiviral mais antigo chamado ritonavir, à Food and Drug Administration dos Estados Unidos como parte do pedido de uso de emergência que abriu em outubro.

O tratamento combinado, que terá o nome comercial de Paxlovid, consiste em três comprimidos administrados duas vezes ao dia, por três dias.

Tratamento evita mortes, mas tem efeitos colaterais

A pílula, ainda conhecida pelo nome experimental PF-07321332, foi projetada para impedir que o vírus se multiplique. Administrá-la junto com ritonavir retarda sua degradação no corpo, disse a empresa.

A análise planejada de 1.219 pacientes no estudo da Pfizer analisou hospitalizações ou mortes entre pessoas com diagnóstico de Covid-19 leve a moderado com pelo menos um fator de risco para o desenvolvimento de doença grave, como obesidade ou idade avançada.

A Pfizer disse que 0,8% dos pacientes que receberam a combinação de medicamentos em três dias foram hospitalizados em quatro semanas – três de 389 pacientes – em comparação com 7% dos pacientes que receberam placebo, ou 27 de 385. E sete dos que receberam placebo morreram, disse a Pfizer. Ninguém que recebeu o tratamento morreu no mesmo período.

Ainda segundo dados do estudo, 19% dos pacientes que receberam o tratamento sofreram eventos adversos, em comparação com 21% que receberam placebo, mas a Pfizer recusou a revelar quais foram esses eventos adversos.

“Esses dados sugerem que o nosso candidato a antiviral oral, se aprovado pelas autoridades regulatórias, tem o potencial de salvar a vida dos pacientes, reduzir a gravidade das infecções por Covid-19 e eliminar até nove em cada dez hospitalizações”, disse Albert Bourla, presidente-executivo da Pfizer, em um comunicado.

Os resultados apresentados pela Pfizer superam os observados com a pílula molnupiravir da Merck Sharp & Dohme, que foi mostrado no mês passado para reduzir pela metade a probabilidade de morrer ou ser hospitalizado para pacientes Covid-19 também com alto risco de doença grave.

O Reino Unido autorizou na quinta-feira (4) a utilização do medicamento da MSD contra a Covid-19.

 


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Mais Notícias : Estudo associa mais de 200 mil doenças renais no Brasil a mudanças climáticas
Enviado por alexandre em 04/11/2021 09:47:28

Estudo da Monash University e da USP revela que 7,4% de todas as hospitalizações por doença renal podem ser atribuídas a um aumento na temperatura

Placa com mensagem contra as emissões de CO2 em protesto na Itália contra o aquecimento global
Placa com mensagem contra as emissões de CO2 em protesto na Itália contra o aquecimento global Foto: Nicolò Campo/LightRocket via Getty Images

Camila Neumamda CNN

Um novo estudo revela que 7,4% de todas as hospitalizações por doença renal podem ser atribuídas ao aquecimento global.

No Brasil – onde a pesquisa foi focada – isso equivale a mais de 202 mil casos de doença renal entre 2000 e 2015. O estudo ocorre em um momento em que o mundo enfoca o impacto das mudanças climáticas na conferência COP26 em Glasgow, no Reino Unido.

Esse foi considerado o maior estudo do mundo sobre o impacto das mudanças de temperatura e doenças renais. Foi liderado pelos cientistas Yuming Guo e Shanshan Li, da Planetary Health da Monash University, com apoio de pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), e publicado na revista The Lancet Regional Health Américas.

A pesquisa quantifica pela primeira vez o risco e a carga atribuível para hospitalizações por doenças renais relacionadas à temperatura ambiente usando dados de internações diárias de 1.816 cidades no Brasil.

Foram analizadas 2.726.886 hospitalizações por doenças renais registradas durante o período de estudo.

De acordo com o professor Guo, para cada aumento de 1°C na temperatura média diária, há um aumento de quase 1% de doença renal, sendo os mais afetados mulheres, crianças menores de 4 anos e maiores de 80 anos.

As associações entre temperatura e doenças renais foram maiores no dia da exposição a temperaturas extremas, mas permaneceram por 1 a 2 dias após a exposição.

No artigo, os autores argumentam que o estudo “fornece evidências robustas de que mais políticas devem ser desenvolvidas para prevenir hospitalizações relacionadas ao calor e mitigar as mudanças climáticas”.

“No contexto do aquecimento global, mais estratégias e políticas devem ser desenvolvidas para prevenir hospitalizações relacionadas ao calor”.

Políticas públicas são necessárias

Em 2017, um artigo marcante no The Lancet declarou as doenças renais uma preocupação de saúde pública global, estimando que quase 2,6 milhões de mortes foram atribuídas à função renal prejudicada naquele ano.

“É importante ressaltar que a incidência de morte por doença renal aumentou 26,6% em comparação com uma década anterior, um aumento que este estudo pode indicar foi, em parte, causado pelas mudanças climáticas”, segundo os pesquisadores.

Os autores recomendam que as intervenções sejam urgentemente incorporadas à política governamental sobre mudanças climáticas, visando principalmente mulheres, crianças, adolescentes e idosos, visto que são mais vulneráveis ​​ao calor no que diz respeito às doenças renais.

“Além disso, deve-se dar atenção aos países de renda baixa e média como o Brasil, onde sistemas confiáveis ​​de alerta de calor e medidas preventivas ainda são necessários”, acrescentou o professor Guo.

 


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