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Policial : MACABRO
Enviado por alexandre em 28/08/2020 23:43:07

Mulher é presa suspeita de matar amiga gravida para ficar com o bebê

Uma mulher apontada como autora do assassinato de Flavia Godinho Mafra, 24 anos, foi presa nesta sexta-feira (28/8). De acordo com a polícia, a suspeita, que era amiga da vítima, estava planejado o crime pelo menos desde junho. O caso aconteceu na cidade de Canelinha (SC). As informações são do portal NSC Total.

 

A mulher, que sofreu um aborto no começo do ano, teria admitido em depoimento que planejou o caso para ficar com a criança de Flávia, que estava grávida.

 

Até o momento, não é possível saber se o bebê foi retirado com a gestante viva ou se ela já estava morta. De acordo com a autora do crime, um tijolo foi usado para matar a amiga. A mulher teria atraído Flávia para o local com a justificativa de um chá de bebê surpresa.

 

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Em uma coletiva realizada também nesta sexta, o delegado Paulo Alexandre Freyesleben e Silva e o Tenente-Coronel Daniel Nunes, comandante do 12º batalhão da PM, afirmaram que a suspeita e o companheiro serão indiciados por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e lesão corporal gravíssima – contra o bebê, que está no Hospital Infantil de Florianópolis, mas passa bem.

 

Nessa quinta-feira (27/8), a PM foi acionada pelo hospital de Canelinha para um suposto caso de maus tratos contra um bebê recém-nascido. A criança tinha cortes pelo corpo quando foi levada pela mulher até a unidade de saúde.

 

De acordo com as autoridades, a suspeita do crime disse que teria feito o parto na rua, com ajuda de populares, e depois foi ao hospital.

 

O corpo da vítima


Sabendo do caso da gestante desaparecida, os policiais seguiram acompanhando o caso até esta sexta-feira, quando o corpo de Flávia foi encontrado, pelo marido e pela mãe dela, em uma cerâmica abandonada no bairro Galera.

 

A suspeita relatou ainda que teve uma gravidez em outubro do ano passado e, em janeiro, perdeu o bebê. Ela não avisou ninguém sobre o aborto e, em meados de junho, decidiu que iria cometer o crime para ficar com a criança.

 

No relato, a mulher diz que escolheu Flávia por serem amigas desde os tempos da escola e terem a gravidez em um período parecido. Na quinta à tarde ela chegou a enviar mensagens a uma servidora da saúde em Canelinha falando sobre o suposto parto.

 

O companheiro


De acordo com os agentes, a mulher relatou que o companheiro não sabia do caso e não participou do crime. No entanto, ele também foi preso e a participação dele deve ser investigada.

 

“Pelo o que temos conhecimento, parece plausível que ele tivesse ciência da situação” disse o delegado.

 

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A mulher e o companheiro ficarão presos na unidade prisional de Tijucas. O bebê será acompanhado pelo Conselho Tutelar.

 

Metrópoles

Policial : FLORDELIS
Enviado por alexandre em 27/08/2020 01:03:06

Entenda o caso da deputada acusada de mandar matar o marido

A deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD)

Foto: Fernando Frazão - 25.jun.2019 /Agência Brasil

A Polícia Civil do Rio de Janeiro deflagrou nesta semana uma operação que mira os envolvidos na morte do pastor Anderson do Carmo de Souza – assassinado com mais de 30 tiros em junho de 2019.

A ex-mulher dele, a deputada federal e também pastora Flordelis (PSD-RJ) foi indiciada como a mandante do crime. Ela não pode ser presa por ter imunidade parlamentar — deputados e senadores só podem ser detidos se forem pegos em flagrante cometendo um crime inafiançável.

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O mesmo privilégio não se estende à família de congressistas: sete de seus filhos foram presos, preventivamente, suspeitos de participação no crime. Flordelis é mãe de 55 filhos, quatro deles biológicos.

Ela já era bastante famosa antes do ocorrido: em 2009, foi lançado um filme sobre a vida dela, estrelado por Bruna Marquezine, Reynaldo Gianecchini, Rodrigo Hilbert e Deborah Secco. Em 2018, a pastora foi a mulher mais votada para o cargo de deputada federal do Rio de Janeiro.

O crime chama a atenção pelo tamanho da família, a relação entre eles e a quantidade de perguntas não respondidas. Entenda melhor o caso Flordelis.

Quem é Flordelis?

Nas redes sociais, Flordelis dos Santos de Souza se apresenta como deputada federal, mãe de 55 filhos, viúva do pastor Anderson, pastora e cantora gospel.

Desde adolescente, ela recebia crianças em situação de abandono onde morava, na favela do Jacarezinho, zona norte carioca.  

Em 1994, adotou de uma só vez 37 crianças, sobreviventes da chacina da Candelária. Com a grande família, composta por 51 filhos adotivos e quatro biológicos, fundou uma comunidade evangélica que levava seu nome, o ministério Flordelis.

Em junho de 2019, o marido, também pastor Anderson do Carmo, foi morto com 30 tiros ao chegar de madrugada na casa onde morava em Pendotiba, Niterói. Flordelis disse, na época, que o crime teria sido parte de um assalto.

Desde a data, a deputada rememora o ex-marido em publicações saudosas em seus perfis no Facebook e Instagram.

A relação Flordelis e Anderson

Flordelis e Anderson do Carmo

Flordelis e Anderson do Carmo

Foto: Instagram/ Reprodução

Antes de se casar com Flordelis, Anderson já havia sido filho e genro dela. Isso porque ela adotou quem seria seu futuro marido, como um de seus protegidos. Ele acabou se relacionando com Simone, uma de suas irmãs e filha biológica de Flordelis. A deputada e o filho adotivo se casaram em 1994: ela tinha 33 anos, ele, 17.

Essa não é a única relação disputada dentro da família. Em junho deste ano, Flordelis admitiu que Daniel, rapaz que apresentava como único filho biológico de seu casamento com Anderson, é adotivo — no entanto, não houve qualquer processo de adoção formal.

Outro caso semelhante é o da neta Rayane, que teria sido a primeira criança a ser acolhida na casa de Flordelis e foi registrada como filha de Simone. No entanto, também não há nenhum processo legal nesse sentido e o ECA (Estatuto Legal da Criança e do Adolescente) também não o permitiria: a diferença de idade entre Simone e Rayane é de 13 anos — para requerer a adoção, é necessário que o pretendente tenha ao menos 16 anos a mais.

As relações informais não são o maior problema da família no momento. O inquérito da polícia concluiu que ao menos sete filhos de Flordelis estão envolvidos na morte do pastor Anderson.

O crime

Na madrugada de 16 de junho, Anderson do Carmo foi assassinado com 30 tiros na garagem da casa da família, em Pendotiba, Niterói. Flordelis disse se tratar de um assalto, mas as câmeras de segurança do imóvel não registraram a entrada de ninguém estranho.

No velório de Anderson, Flávio, um dos filhos biológicos da pastora, foi preso, apontado como o autor dos disparos. Poucas horas depois, Lucas, filho adotivo do casal, também foi detido, suspeito de ter fornecido a arma do crime ao irmão.

Lucas negou aos investigadores a participação no crime, mas após um tempo de detenção, escreveu uma carta, por meio da qual assumia responsabilidade pelo assassinato. Pouco tempo depois, ele negou autoria da carta e disse que só havia copiado um documento escrito pela própria Flordelis.

A investigação

Suspeitos de envolvimento no crime chegam à delegacia

Operação da Polícia Civil mirou pessoas relacionadas à família de Flordelis

Foto: Divulgação

Nesta semana, a pastora foi indiciada, suspeita de ser a mandante do assassinato. Uma operação da Polícia Civil, chamada de Lucas 12, prendeu nove pessoas ligadas à família — dentre esses, seis filhos e uma neta de Flordelis.

Segundo as investigações, a deputada já vinha tentando matar o marido envenenado desde 2018, colocando arsênico na comida dele. O motivo seria o controle do dinheiro do Ministério Flordelis e relações de poder dentro da família.

Em uma troca de mensagens com um de seus filhos, a deputada disse que o assassinato de Anderson seria a única saída. "Fazer o quê? Separar dele não posso, porque senão ia escandalizar o nome de Deus", escreveu.

O diretor do Departamento Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa do Rio de Janeiro, delegado Antônio Ricardo, disse que o núcleo familiar de Flordelis formava uma organização criminosa.

Nesta terça-feira (25), Flordelis entregou seu passaporte ao Ministério Público e está proibida de sair do país. Para ir à Brasília, precisa comunicar com antecedência. Ela também não pode entrar em contato com testemunhas ou com os outros réus do caso.

No mesmo dia, seu partido, o PSD, suspendeu a filiação da deputada. 

Seu advogado, Anderson Rollemberg, afirmou que ela é inocente e que a investigação está fazendo uma "ginástica" para enquadrá-la como mandante.

"Ela não tinha ingerência sobre o dinheiro. Ela é cantora gospel, líder religiosa e parlamentar. A questão dela sempre foi dar o melhor para necessitados. Por isso tinha mais de 50 filhos. Para a defesa, está havendo um grande equívoco no desfecho da investigação", disse.

"Os elementos não são suficientes para que seja denunciada. Existe uma ilação, uma ginástica muito grande pra colocar a deputada como mandante. A defesa está pasma com o que viu", afirmou o advogado.

Foro especial

Líderes da Câmara devem se reunir na próxima semana para debater o que poderá ser feito com o mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), acusada de ser mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson Carmo.

"Estamos aguardando o recebimento da documentação pelo Ministério Público do Rio de Janeiro. E, na próxima semana, vou fazer reunião da mesa e depois uma reunião com os líderes, vamos discutir o assunto e ver de que forma a Câmara quer encaminhar esse assunto", afirmou o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), nesta quarta-feira, 26.

"Vou reunir a Mesa, vou reunir os líderes e vamos decidir em conjunto. Eu não posso decidir tudo sozinho, não é o melhor caminho", disse.

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, recebeu nesta quarta-feira (26) um ofício assinado por 27 senadores de 11 partidos que cobram a inclusão em pauta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que acaba com o foro privilegiado para autoridades. Pelo texto, apenas os presidentes da República, da Câmara, do Senado e do Supremo Tribunal Federal teriam a direto à prerrogativa.

No ofício, os parlamentares citam o indiciamento de Flordelis. Ré na Justiça, ela não pode ser presa por ter imunidade parlamentar, que prevê prisão apenas em casos de flagrante de crimes inafiançáveis.

Aprovada no Senado em 2017, a PEC está pronta para ser votada no plenário da Câmara dos Deputados desde o fim de 2018 após passar pelas Comissões de Constituição e Justiça e Especial.  

Veja quem assinou o pedido de inclusão em pauta da PEC 333 de 2017:

Senador Randolfe Rodrigues (REDE-AP) 
Senador Álvaro Dias (PODEMOS-PR) 
Senador Alessandro Vieira (CIDADANIA-SE) 
Senador Plínio Valério (PSDB-AM) 
Senador Major Olímpio (PSL-SP) 
Senador Fabiano Contarato (REDE-ES) 
Senador Flávio Arns (REDE-PR) 
Senador Eduardo Girão (PODEMOS- CE) 
Senador Jorge Kajuru (CIDADANIA-GO) 
Senador Paulo Paim (PT-RS) 
Senador Styvenson Valentim (PODEMOS-RN) 
Senador Oriovisto Guimarães (PODEMOS-PR)
Senador Marcos do Val (PODEMOS-ES) 
Senadora Soraya Thronicke (PSL-MS) 
Senador Rodrigo Cunha (PSDB-AL) 
Senadora Mara Gabrilli (PSDB-SP) 
Senador Arolde de Oliveira (PSD-RJ) 
Senadora Leila Barros (PSB-DF) 
Senador Jorginho Mello (PL-SC) 
Senadora Eliziane Gama (CIDADANIA-MA) 
Senador Reguffe (PODEMOS-DF) 
Senador Luiz do Carmo (MDB-GO) 
Senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) 
Senador Esperidião Amin (PP-SC) 
Senador Carlos Viana (PSD-MG) 
Senador Dário Berger (MDB-SC)
Senador Lasier Martins (PODEMOS-RS)

(Com informações de Jéssica Otoboni, Jairo Nascimento, Thayana Nascimento, Leandro Resende e Daniel Adjuto da CNN em São Paulo, no Rio de Janeiro e em Brasília)

Policial : CASO FLORDELIS
Enviado por alexandre em 25/08/2020 14:50:00

Entenda a participação de cada um no crime de morte

"Não se trata de uma família, mas de uma organização criminosa", foi assim que o delegado Allan Duarte definiu o grupo formado pela deputada federal Flordelis (PSD-RJ) e os demais acusados de envolvimento no assassinato do marido dela, o pastor Anderson do Carmo, em junho do ano passado. Segundo a investigação da Polícia Civil, a parlamentar foi quem orquestrou o crime, que envolveu oito integrantes da família.

 

O inquérito, aceito pelo Ministério Público, narra uma trama complexa e uma dinâmica familiar diametralmente oposta à imagem puritana que o casal transmitia em cultos e eventos pentecostais pelo país.

 

O enredo inclui sexo, traições, envenenamento, rituais nada cristãos e até a prática das famosas "rachadinhas" — desvio de dinheiro de funcionários de gabinete.

 

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Um ano e dois meses depois do crime e de uma investigação cheia de reviravoltas, a polícia concluiu o inquérito. Aos três suspeitos já presos, se juntaram mais cinco filhos de Flordelis, uma neta e a mulher de um dos detidos anteriormente.

 

A deputada segue em liberdade, graças ao foro privilegiado, embora a polícia não tenha dúvidas de que ela desempenhou papel central na articulação do crime e em seus desobramentos.

 

Entenda a participação de cada um dos acusados no caso de chocou o país:

 

 

 

Fotos: Reprodução

 

 

Arquiteta de um crime


"Não se trata bem de uma família, mas de uma organização criminosa. Descobrimos que toda aquela imagem altruísta, de decência, era apenas um enredo para ela alcançar objetivos financeiros e a projeção política”.

 

Com essa declaração, o delegado Allan Duarte justificou uma denúncia contra a deputada federal Flordelis dos Santos de Souza (PSD-RJ), agora formalmente acusada de ser a mandante do assassinato do marido, o pastor evangélico Anderson do Carmo, em junho do ano passado.

 

E, de acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio, por trás do enredo montado por Flordelis, que também é pastora evangélica, havia uma trama de traições, sexo, rituais de magia negra e até “rachadinhas” — desvios de salários de funcionários de parlamentares.

 

Flordelis e Anderson tinham 55 filhos, a maioria adotivos. O próprio pastor havia sido adotado pela deputada, e chegou a ser tratado como genro, quando namorou uma de suas filhas. Segundo investigadores, ele controlava a família com mão de ferro, tomando conta de tudo, da partilha dos alimentos às finanças, e ainda administrava a igreja fundada pelo casal, que, até 2019, tinha oito templos.

 

Morto com mais de 30 tiros na garagem de casa, em Pendotiba, Niterói, Anderson era odiado por parte dos filhos e pela mulher, e foi alvo de oito tentativas frustradas de assassinato, inclusive por envenenamento. Ele foi hospitalizado cinco vezes.

 

A família tentou esconder evidências dos crimes, segundo a polícia, e fez uma fogueira no quintal da casa para destruir provas. Mas, pouco a pouco, os indícios apareceram ao longo de um ano e dois meses de investigação.

 

O revólver usado na execução estava em cima do armário de Flávio, filho que admitiu ser o autor dos disparos. Outras confissões e contradições em depoimentos também resultaram em provas, assim como mensagens de celulares que revelaram planos criminosos.

 

Numa das mensagens descobertas por policiais e promotores, Flordelis escreveu a um dos filhos: “André, pelo amor de Deus, vamos por um fim nisso. Me ajuda. Cara, tô te pedindo, te implorando. Até quando vamos ter que suportar esse traste no nosso meio?”. Numa outra, Marzy, uma das filhas, incitou o irmão Lucas a matar o pastor por R$ 10 mil.

 

Por seis vezes, tentaram envenenar Anderson com arsênico. Investigadores comprovaram que duas filhas fizeram pesquisas na internet sobre venenos que teriam sido colocadas em sucos e pratos servidos a Anderson; misturadas a porções de feijão, a molho de macarrão e a sobremesas. Anderson foi internado cinco vezes com problemas digestivos. Numa mensagem de celular, uma das autoras da tentativa de homicídio lamentou: “Ele é ruim de morrer”. A família ainda tentou forjar dois latrocínios (roubo seguido de execução). O último resultou na morte d eAnderson.

 

 

Em um recado enviado aos filhos, Flordelis se justificou sobre o plano de execução. “Fazer o quê? Separar não posso, porque ia escandalizar o nome de Deus”, escreveu a pastora e cantora gospel. De acordo com a Polícia Civil e o Ministério Público, parte do grupo participava de orgias com a deputada e o pastor. Além disso, alguns participavam de rituais secretos e tinham braços na atuação parlamentar, dentro do gabinete em Brasília. Esses eram obrigados a fazer “rachadinha” em que devolviam parte de seus salários a Flordelis.

 

Extra



Flordelis não é a primeira deputada assassina; conheça outras histórias José Maria Trindade lembra casos de crimes como o de Flordelis cometidos por parlamentares ao longo dos anos





Câmara dos DeputadosDeputada Flordelis foi apontada como mandante de assassinato do marido; não foi presa por imunidade parlamentar

O homem da motosserra ficou conhecido nos corredores da Câmara dos Deputados pela fala mansa, olhar perigosamente tranquilo como um poço sem fim, andar esquálido e fama de mau. Era a excelência com mãos sujas de sangue e acusado de serrar um adversário com uma motosserra. O rapaz estava vivo quando foi esquartejado. O deputado era, na época, acima da lei, tinha imunidade parlamentar que não existe mais. Era preciso dar autorização para o Supremo abrir inquérito contra o assassino reconhecidamente frio e reincidente. Os deputados, mesmo nesta condição, mantiveram o famoso espírito de corpo. Preferiram cassar o mandato do colega a abrir o precedente e dar autorização para inquérito ou processo. A imunidade parlamentar começou a ser revista ali e caiu de podre. Hoje, a Polícia Civil do Rio de Janeiro não precisou nem de autorização para investigar a deputada Flordelis e seus 50 filhos. O Supremo, e não o Congresso, decidiu que foro especial só vale para a duração do mandato e investigações relativas à função parlamentar. Não há entre as funções dos deputados e senadores nada que indique organizar grupo criminoso ou arquitetar a morte do próprio marido de uma família de faz de contas.

Hildebrando Paschoal é um ex-coronel da Polícia Militar, diplomado pelo Acre e com fama de mau. Foi eleito deputado federal para se esconder de crimes praticados. Já chegou com a ficha repleta. Em 1998 existia a imunidade parlamentar. Antes total, depois exigia a autorização do Congresso para início do processo, mas a autorização nunca era votada e depois a inversão, com a possibilidade do Congresso suspender um processo no Supremo e, por último, a imunidade apenas para voto e fala. Depois, o Supremo praticamente acabou com o foro especial e rediscute até a imunidade no discurso. A imunidade foi criada para proteger o povo, o deputado teria a imunidade para usar em favor da sociedade. Os parlamentares roubaram este instrumento e usaram para os próprios crimes e, se não houvesse mudança, os plenários da Câmara e Senado estariam repletos de criminosos comuns.  Isto é contra a ética da malandragem que impera por aqui. Os crimes aceitos são os de roubo de classe. O ex-deputado foi condenado em júri popular, teve a patente de coronel cassada e está sentenciado a mais de 100 anos.

O ex-deputado Talvane Albuquerque era suplente. Estava decidido a chegar ao plenário da Câmara e fez o desvio. Mandou matar a deputada Ceci Cunha, do PSDB de Alagoas. Tomou posse com festa e presença de toda família no plenário. Em seguida, o crime bárbaro que acabou vitimando o marido e mais dois integrantes da família foi revelado. O médico, com aparência pacata, contratou para a “chacina da gruta” os assassinos Jadielson e José Alexandre como escada para chegar ao poder. Foi cassado e condenado a 103 anos de prisão. O crime foi em 1999, ele foi preso em 2012 e até hoje o caso ainda não está encerrado. O STJ negou, no ano passado, um pedido para anular o julgamento.

Deputada Flordelis, do PSD do Rio de Janeiro, foi a mandante da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. O religioso foi executado pelos filhos do casal em casa com pelo menos seis tiros. E o grave é que houve outras tentativas de assassinato através de veneno colocado na comida dele, mas o desfecho foi mesmo tiros num teatro que tentava passar por “roubo frustrado”, como falou logo depois do assassinato a deputada – chorona como uma viúva desconsolada.  A família diferente, com 55 pessoas, era apresentada como perfeita e íntegra. A religiosidade e espírito altruísta nada mais eram do que lema para campanha com o objetivo claro de poder na igreja e na política. Destes, 11 foram indiciados como mandantes e executores da morte do pastor. O risonho marido sempre acompanhava a esposa parlamentar aqui em Brasília. O delegado Antônio Nunes, acostumado na profissão a desvendar o mal da vida considera este um “crime bárbaro, crime covarde”. Pelo Congresso, ainda não há manifestação de repulsa. Mais um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro foi apresentado pelo líder do PSD, deputado Alessandro Molon, colega da deputada. Nada de pedido de cassação da Flordelis. Uma questão de tempo. O indiciamento dela é muito forte e a neta da deputada, Rayane dos Santos, foi presa no confortável apartamento funcional gozando das benesses do mandato parlamentar.

A Lava Jato chegou a investigar 60 deputados e senadores. Hoje alguns ex-parlamentares. Ainda há investigação de detentores de mandato, mas o Conselho de Ética da Câmara não tem nenhum processo em andamento. Os casos em avaliação mostram briguinhas parlamentares e queixas de partidos políticos contra os seus próprios parlamentares.  A realidade demora a entrar nos salões verde e azul, onde passam as excelências carregando os seus pecados.

*José Maria Trindade é repórter e comentarista de política da Jovem Pan.

Policial : PRF EM AÇÃO
Enviado por alexandre em 24/08/2020 22:47:15

Ações da PRF aumentam apreensões de drogas nas rodovias federais

As apreensões de drogas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), nas rodovias federais, têm aumentado em todo o país. Nesse domingo (23) e na semana passada, foram realizadas ações que resultaram na apreensão de mais de 7 toneladas de drogas.

Ontem, a PRF, em ação conjunta com a Força Tática da Polícia Militar de Mato Grosso do Sul, apreendeu mais de 3 toneladas de maconha. A droga estava escondida em um caminhão que trafegava pela BR-359, em Coxim (MS). Na altura do quilômetro (km) 170, o veículo foi abordado pelos policiais que, após uma busca, localizaram a droga.

Na tarde desse domingo, a PRF apreendeu, também,  cerca de 3 quilos de crack, durante abordagem a um veículo com placas de São Paulo, no km 172 da BR-050, em Uberaba, em Minas Gerais.  Uma vistoria feita no automóvel, os policiais acharam de três embalagens contendo a droga. Ela estava escondida em um compartimento secreto do carro.

Semana passada

Várias apreensões foram também realizadas durante semana passada, que somaram mais de 4 toneladas de maconha. No domingo (16), durante uma ação de fiscalização no km 530 da BR-163, perto de Jaraguari , em Mato Grosso do Sul. Os policiais rodoviários encontraram escondidos, em um caminhão-caçamba, mais de 1,9 toneladas da droga, que estava sendo levada para a cidade de Bandeirantes (MS).

Outra grande apreensão de maconha ocorreu na quinta-feira (20), em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte. Mais 1 tonelada. Desta vez, os policiais faziam uma fiscalização no quilômetro 478 da BR-381. A droga estava escondida no interior de um Jeep/Renegade.

Na sexta-feira (21), os patrulheiros desconfiaram de um caminhão que trafegava pela BR-423, no município de Canapi, em Alagoas. Ao fazer a busca no veículo, eles encontraram 1 tonelada de maconha escondida em meio a uma carga de fubá de milho.  O motorista informou que a droga estava sendo transportada para São José da Coroa Grande, em Pernambuco. Continue lendo

Material apreendido

Um comerciante de 35 anos foi preso com fuzil, munições e drogas na sexta-feira (21) em Orocó, no Sertão pernambucano. Segundo informações da Polícia Militar, a investigação começou através de uma prisão realizada em Campina Grande, na Paraíba.

De acordo com a polícia, na casa do suspeito foi encontrado e apreendido um fuzil, 300 munições .556, três rádios comunicadores, um colete balístico e munição .40. Na fazenda do comerciante foi encontrada uma espingarda calibre 32, além de 27 quilos de maconha e 36 quilos de sementes.

Depoimento

O suspeito foi autuado por tráfico, porte de arma de fogo de uso restrito e contrabando. Ainda segundo a polícia, o produtor agrícola e comercial informou que trabalha comprando e vendendo frutas. Ele disse que o fuzil encontrado na casa dele foi adquirido há aproximadamente 70 dias em Recife.

Além disso, o homem também contou aos policiais que comprou o fuzil e um colete balístico para se proteger por estar recebendo ameaças de morte. Ele também informou que era usuário de maconha e que costuma armazenar a droga para utilizar durante o ano todo.

O suspeito foi enviado para audiência de custódia onde teve sua prisão preventiva confirmada e depois foi encaminhado para a Cadeia Pública e Salgueiro, onde ficará à disposição da Justiça Federal.


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A Polícia Militar erradicou mais de 27 mil pés de maconha, dando continuidade a Operação Saturação, na zona rural de Cabrobó, no Sertão Pernambucano, neste domingo.

Segundo informações, após trocas de informações sobre um plantio ilícito de maconha foi realizado deslocamento a fazenda cachoeirinha.

Ao chegar ao local, foi encontrado um plantio de Cannabis Sativa Lineu, “Maconha”, totalizando 27.440 (vinte e sete mil quatrocentos e quarenta pés).

O plantio foi totalmente erradicado no local. Diante o exposto foi encaminhada uma amostra à Delegacia de Polícia Civil de Cabrobó, onde foram adotadas as medidas legais cabíveis.

Policial : LUXÚRIA
Enviado por alexandre em 21/08/2020 11:52:12

No Maranhão presos terão cabines para fazer sexo

Em meio à uma pandemia, governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), construirá 22 cabines para visitas íntimas em presídios do estado

Simplesmente inacreditável…

Em meio à uma pandemia que aflige o país, o governador do Maranhão, Flavio Dino (PCdoB), construirá 22 cabines para visitas íntimas em presídios do estado.

O edital lançado na última semana prevê um investimento de R$ 1,7 milhão na obra.

A empresa que vencer a licitação terá que erguer 22 “módulos de encontros íntimos” com 66 cabines em 11 presídios da capital e do interior do estado.

O governo do Maranhão afirma no edital que a construção irá “modernizar e humanizar” as suas unidades prisionais.

“A Secretaria de Estado e de Administração Penitenciária garantirá um equipamento prisional dotado das condições humanas, respeitando o princípio da dignidade, direitos fundamentais entre o homem transgressor e seus familiares”, diz um trecho do edital.

As obras terão início em 21 de setembro.

G1

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