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Policial : O TRAFICANTE
Enviado por alexandre em 06/08/2020 23:58:15



Como um dos chefões do PCC deixou um rastro de mortes e corrupção no Paraguai

O traficante brasileiro Sérgio de Arruda Quintiliano Neto, o Minotauro, queria a todo custo dominar o coração do narcotráfico no Cone Sul do continente sul-americano: o eixo formado pelas cidades de Ponta Porã, no Mato Grosso do Sul, e Pedro Juan Caballero, no Paraguai. Implantou diversas câmeras pelos principais pontos das duas cidades e uma central de monitoramento na cidade paraguaia, de onde controlava o movimento de veículos e pessoas. Também organizou um grupo de matadores de aluguel muito bem treinados que, durante pouco mais de um ano, impôs terror na fronteira ao caçar os que atravessaram o seu caminho. Integrante da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), Minotauro é suspeito de ser o mandante de quatro assassinatos com tiros de fuzil na região. Em dezembro de 2018, a mando de Minotauro, um grupo de trinta homens armados e com roupas militares rendeu os policiais de Ypejhú  e explodiu com granadas e dinamite três casas e uma loja de carros de um traficante rival.


Mas Minotauro também sabia fazer valer seus interesses com estratégias mais diplomáticas. Ao melhor estilo “plata o plomo (dinheiro ou chumbo)”, conhecida frase do traficante colombiano Pablo Escobar, quando as circunstâncias exigiam, o “narco” brasileiro substituía fuzis, granadas e dinamites por um artefato mais singelo: canetas Mont Blanc. Com duas delas, edição especial “Pequeno Príncipe”, avaliadas cada uma em 900 dólares, presenteou dois integrantes do Ministério Público do Paraguai, um deles chefe da unidade de combate ao narcotráfico no país – e que depois se tornou vice-ministro da Justiça. Aos integrantes da Polícia Nacional paraguaia e da Secretaria Nacional Antidrogas (Senad), tropa de elite antitráfico do país vizinho, Minotauro distribuía pagamentos mensais, regiamente quitados a cada dia 30, mostra a investigação da PF. O Paraguai estava em suas mãos.


Para entender melhor como um narcotraficante do PCC dominou um país, é necessário voltar no tempo. De família de classe média de Bauru, interior paulista, Sérgio Quintiliano foi preso pela primeira vez aos 18 anos, por tráfico de drogas. Dois anos mais tarde, foi novamente preso após ser flagrado por porte ilegal de arma de fogo. Nesses dois casos, respondeu aos processos judiciais em liberdade. Em julho de 2006, aos 21 anos de idade, acabou preso em flagrante na divisa dos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul com dois fuzis, uma submetralhadora, três granadas e centenas de cartuchos, trazidos do Paraguai. Foi condenado a quatro anos e meio de prisão por porte ilegal de arma de fogo e formação de quadrilha. Na cadeia, conheceu integrantes do PCC e acabou batizado pela facção.


Em 2009, deixou a prisão e passou a trazer cocaína e maconha do Paraguai para vender no interior paulista e na Baixada Santista. Três anos depois, comprou dois postos de gasolina em Bauru por 800 mil reais, um automóvel BMW por 330 mil reais e um Porsche Panamera por 470 mil reais (em valores da época). Tinha planos para comprar um Lamborghini por 800 mil reais, mas antes a Polícia Civil deflagrou uma operação e derrubou o seu esquema – ele seria condenado em duas ações penais a mais de 21 anos de prisão por tráfico de drogas e associação para o tráfico. Quintiliano fugiu para Pedro Juan Caballero, Paraguai, esconderijo de dez entre dez narcotraficantes brasileiros procurados pela Justiça. Com uma certidão de nascimento falsa obtida na vizinha Ponta Porã, obteve novos documentos e estreitou laços com os grandes “capos” da fronteira: Jorge Rafaat Toumani, de quem foi gerente por alguns meses; e Jarvis Gimenez Pavão, que mesmo preso no Paraguai controlava o narcotráfico na fronteira – foi Pavão quem deu a Quintiliano o apelido de Minotauro. Apesar de filiado ao PCC, Minotauro sempre manteve os seus próprios esquemas no tráfico de drogas, prática tolerada pela facção paulista.


Com o assassinato de Rafaat em 2016, Minotauro passou a dividir com Pavão o epíteto de “rei da fronteira” que pertencia a Rafaat. Com o auxílio de sua segunda mulher, a advogada paraguaia Maria Alciris Cabral Jara, a Maritê, contratou seis pilotos para trazer cocaína do Peru e da Bolívia até uma fazenda na região de Pedro Juan Caballero alugada pelo casal, em voos mensais ou quinzenais com até 450 kg da droga. Da propriedade, a cocaína seguia também por aviões para os estados de São Paulo e Santa Catarina, onde era exportada para a Europa pelos portos de Santos e Itajaí, respectivamente. A Polícia Federal encontraria no celular de Minotauro anotações como “nós escolhemos a peruana” em albanês. Somente em novembro e dezembro de 2018, o traficante brasileiro movimentou 4 milhões de euros na exportação de cocaína pura para a Europa, segundo a PF.


A boa convivência entre Minotauro e Pavão ruiria a partir de março de 2018, por conta de uma dívida milionária que o traficante de Bauru tinha com o segundo. A primeira vítima do conflito foi a argentina Laura Marcela Casuso, advogada de Pavão, assassinada em 12 de novembro de 2018 com dez tiros de pistola calibre 9 milímetros em Pedro Juan. Dias antes, Casuso enviou a pessoas próximas um áudio no aplicativo WhatsApp dizendo que Minotauro subornava um nome do alto comando da Polícia Nacional do Paraguai. Procurada pela piauí, a assessoria da Polícia Nacional não se manifestou.


Quinze dias depois, a caminhonete dirigida por um sobrinho de Pavão em Pedro Juan foi alvo de noventa disparos de fuzil – o jovem de 24 anos só não morreu devido à blindagem do veículo. Em 9 de janeiro de 2019, foi a vez do administrador dos bens de Pavão ser morto dentro do seu automóvel em Pedro Juan – naquele mesmo dia, Minotauro disse à mulher Maritê que mataria um suposto delator de seus crimes à polícia, conforme a acusação do Ministério Público: “Fala pra deixá cagueta que eu mato depois / Palavras Jr Minotauro.” Oito dias mais tarde, Francisco Novaes Gimenez, tio de Pavão e ex-vereador em Ponta Porã, foi brutalmente morto dentro de casa – no imóvel foram constatados 190 tiros de fuzil, disparados por dez sicários.


A violência respingou na polícia. O investigador da Polícia Civil de Ponta Porã Wescley Dias Vasconcelos descobriu a identidade falsa utilizada por Minotauro no Paraguai e chegou a colocar um rastreador em um dos automóveis do traficante. Pouco tempo depois, no dia 6 de março de 2018, o policial foi morto com quarenta tiros de fuzil minutos após deixar a delegacia da cidade. Apesar dos fortes indícios que ligavam Minotauro aos crimes – os tiros que mataram Vasconcelos partiram da mesma arma que atirou contra o carro do sobrinho de Pavão – em nenhum dos casos Minotauro foi denunciado à Justiça pelo Ministério Público brasileiro ou paraguaio. “Na fronteira é muito difícil reunir provas, materiais ou testemunhais. Todo mundo tem medo”, diz um policial que atua na fronteira – justamente por receio de Minotauro, nenhum dos entrevistados pela piauí quis ser identificado nesta reportagem.


Acossado, o traficante decidiu refugiar-se no litoral catarinense, destino de parte da cocaína que trazia do Paraguai, rumo ao continente europeu. Em novembro de 2018, alugou a cobertura de um apartamento por 10 mil reais mensais em Balneário Camboriú e comprou, em nome de um laranja, um carro BMW por 167 mil reais. Retomou a vida de luxo ao lado da mulher, Maritê – o casal alugou uma lancha para comemorar com amigos o aniversário da advogada paraguaia, em janeiro de 2019, com direito a uísque e champanhe. A PF chegou ao endereço do traficante ao seguir os passos de um dos pilotos dele. Ao pararem um dos veículos que acreditavam ser do traficante, os agentes da PF depararam-se com um marroquino procurado pela Interpol por tráfico de drogas e um albanês. Os dois disseram que haviam acabado de deixar um prédio no centro da cidade que os policiais já suspeitavam ser o esconderijo de Minotauro.


Ao chegarem na portaria do prédio, os policiais depararam-se com uma jovem saindo do elevador. Ao perceber a equipe da PF, a mulher voltou para o elevador e subiu. Em menos de um minuto, uma moradora do prédio interfonou para o porteiro dizendo um um homem estava batendo desesperado na porta do apartamento dela. “Socorro, vão me matar”, berrava o homem – era Minotauro. Imediatamente os policiais subiram pela escadaria do prédio até encontrarem o traficante no quinto andar. Na cobertura, onde Minotauro morava, os agentes da PF encontraram 100 mil dólares em uma bolsa e dois relógios Audemars Piguet Royal Oak Off Shore, avaliados em 173 mil dólares. O traficante foi levado para o presídio federal de Brasília.


Com a prisão de Minotauro, a advogada Maritê mudou-se para Bauru, de onde criou um plano para limpar a ficha do marido no Paraguai – a esperança do casal era de que o traficante deixasse a prisão em pouco tempo e eles se mudassem para o país vizinho. Com a polícia paraguaia no bolso, restava à dupla subornar o Ministério Público.


Desde 2018 tramitava no gabinete do fiscal (equivalente ao cargo de promotor de Justiça no Brasil) Hugo Carlos Volpe Mazo, chefe da Unidade Especializada na Luta contra o Tráfico de Drogas do Ministério Público do Paraguai, uma investigação contra Minotauro por uso de documentos falsos, tráfico de drogas e de armas, associação criminosa e lavagem de dinheiro. Em junho de 2019, Maritê, de Bauru, acionou um advogado em Pedro Juan para procurar o fiscal da cidade, Armando Cantero Fassino. Eles queriam que Fassino intermediasse um encontro entre o advogado e Mazo em Assunção. Ao saber que a reunião fora marcada na capital do Paraguai na tarde de 2 de julho, Maritê pediu para que o advogado mandasse “saudações ao meu querido doutor” – o fiscal Mazo. Na reunião, Mazo comprometeu-se a arquivar a investigação contra Minotauro. Em retribuição, uma semana depois Maritê pediu que o advogado comprasse uma caneta Mont Blanc, série especial “Pequeno Príncipe”, com detalhes em ouro, em um shopping de Assunção. “Eu quero o top dos tops”, disse Maritê. “Toda vez que olhar, vai lembrar da gente. […] Já leva a tinta também, para que assine logo [o arquivamento] (rsrs).” Em uma nova reunião entre o advogado e Mazo no dia 18 de julho, o fiscal entregou ao primeiro cópia da decisão de arquivamento da investigação contra o traficante brasileiro. “Excelente!”, comemorou Maritê. “Saudações ao meu querido.”


No dia seguinte, de acordo com a investigação, a mulher de Minotauro pediu que o advogado comprasse uma caneta igual para o fiscal Fassino, em Pedro Juan (“Tem que ser igual porque assim vão ver que não diferenciamos um do outro”), além de lhe entregar 10 mil dólares. Segundo o advogado, Fassino “ficou muito feliz pelos dois presentes”. “Eles são muito bons com a gente, sabemos que temos abertura”, respondeu Maritê. 

Cerca de um mês depois, em 23 de agosto, a então procuradora-geral da República no Brasil, Raquel Dodge, e sua equivalente no Paraguai, Sandra Quiñonez Astigarraga, assinaram em Salvador um acordo de cooperação para investigar conjuntamente Minotauro e sua quadrilha. Aparentemente, a procuradora paraguaia desconhecia que o fiscal Mazo arquivara a investigação contra o traficante no Paraguai. “Ele fez a chefe de boba”, diz um procurador do MPF no Brasil.


Maritê foi presa dia 5 de agosto em Bauru. No mês seguinte, ela e Minotauro foram denunciados pelo Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul por organização criminosa, corrupção ativa de policiais paraguaios e uso de documentos falsos. No dia 31 de julho deste ano, o MPF denunciou novamente o casal por corrupção ativa, no caso dos dois fiscais paraguaios. Pelo fato de o crime ter sido consumado em território paraguaio, nem os policiais nem os promotores do país vizinho podem ser incluídos na denúncia dos procuradores brasileiros. Têm de ser investigados em seu próprio país. Já Maritê  e Minotauro são suspeitos de subornar os fiscais a partir do Brasil.

Mazo deixou o Ministério Público no fim de 2019 e tornou-se vice-ministro de Justiça do Paraguai. No entanto, quando o caso de corrupção estourou na imprensa paraguaia, em janeiro, ele pediu demissão do cargo. Fassino deixou a unidade especializada de combate ao tráfico em Pedro Juan e atualmente atua como fiscal na capital. Ambos são alvos de sindicância no Ministério Público do Paraguai.


Fassino nega recebido suborno. “Eles ofereceram presentes, mas não aceitei”, disse à piauí. Ele disse que já coordenou operações policiais contra Minotauro em Pedro Juan Caballero e que Mazo tinha outra investigação sigilosa contra o traficante brasileiro prestes a ser instaurada. “Mancharam nossa reputação. Isso é muito triste”, afirmou. Procurado pela piauí, Mazo não quis se pronunciar. À imprensa paraguaia, ele também negou ter aceitado propinas de Minotauro. “Um advogado que foi fazer uma cópia no arquivo tributário deixou [a caneta] no meu escritório”, afirmou ao jornal Última Hora.  O advogado de Minotauro e de Maritê, Manoel Cunha Lacerda, não quis se manifestar.

Policial : ESTUPRADOR
Enviado por alexandre em 06/08/2020 09:25:10

Vereador é preso acusado de estuprar duas meninas de 12 e 13 anos
O vereador Adilsso Teodoro da Silva, presidente da Câmara de Vereadores de Guarinos, no interior de Goiás, foi preso nesta terça-feira (4) por suspeita de estuprar duas jovens, de 12 e 13 anos, dentro de uma farmácia, da qual ele é proprietário.

Além do vereador, outro comerciante da cidade também teve mandado de prisão por suspeita de abusos contra as menores, mas está foragido. Há mais homens sendo investigados dentro do caso por suspeita de estuprar menores.

Os crimes ocorreram desde dezembro de 2019. As investigações mostram que eles pagavam pequenos valores às jovens em troca de favores sexuais . “Ele pagava com dinheiro, às vezes R$ 30, e remédios”, explica o delegado Flávio Mendanha Castilho, responsável pelo caso, ao G1 .

As vítimas eram levadas até um cômodo da farmácia, segundo explicou o delega, para receber a aplicação de medicamentos. Lá ocorria o estupro.

“Outros dois donos de mercados e dois maiores são suspeitos de estupro e serão investigados. Um deles já procurou a delegacia e disse que teve relação com uma das menores , mas que não houve pagamento e que foi consentido. Mas, mesmo assim, isso configura crime, pois envolve menores de 14 anos”, disse o delegado.

A suspeita dos estupros surgiu da irmã de uma das jovens.A família delas é de baixa renda e ela desconfiou quando a irmã chegou em sua casa com dinheiro e medicamentos. Quando mais nova, ela também teria recebido ofertas do vereador para receber dinheiro em troca de relações sexuais, segundo relatou. Após isso, ela fez uma denúncia ao Conselho Tutelar do município.

Vereador nega

vereador de Guarinos afirma que as acusações são “inverídicas e as denúncias provavelmente têm cunho político-partidário”, em uma nota enviada ao G1 .

Em seu testemunho à polícia , ele também realizou essa defesa, afirmando que teria apenas atendido uma das jovens, que estava com dor de garganta.

Veja a íntegra da nota:

“Daniel José Prados Silva, advogado do Sr. Adilsso Teodoro Da Silva , por hora, tem a informar que o processo que motivou a prisão temporária de seu cliente tramita em segredo de justiça, e, por isso, não pode divulgar informações.

Ressalta que seu cliente é pessoa honesta e trabalhadora, de boa índole e princípios, que pretende contribuir com a justiça e tem total interesse na elucidação dos fatos.

Afirma que as acusações são inverídicas e as denúncias provavelmente têm cunho político-partidário visto que o Sr. Adilsso tem sido cotado como forte possível candidato ao cargo de vice-prefeito da cidade de Guarinos .

Por fim, destaca que o Sr. Adilsso e família confiam na justiça e têm plena convicção que sua inocência será comprovada”, afirma sua defesa sobre a suspeita contra ele de estuprar as jovens de 12 e 13 anos.

Fonte: IG

Créditos: IG

Policial : DROGAS
Enviado por alexandre em 05/08/2020 09:44:10

PM/RO prende quase 500 pessoas por tráfico de drogas no primeiro semestre de 2020

Quase 500 prisões por tráfico de entorpecentes foram realizadas entre os meses de janeiro e junho de 2020 em Rondônia, segundo levantamento realizado pela Polícia Militar. No mesmo período, mais de 600 armas de fogo foram apreendidas e quase 11 mil prisões em flagrante, por diversos crimes, foram realizadas.

De acordo com as informações divulgadas nesta terça-feira (4), nos primeiros seis meses do ano foram realizadas 499 prisões por tráfico de drogas. Esse número é 16% maior que o registrado no mesmo período de 2019.

Também foram apreendidas 605 armas de fogo, 1.252 veículos frutos de furto ou roubo foram recuperados, e 931 foragidos foram recapturados, sendo 452 só na região de Porto Velho.

De um total de 37.593 ocorrências atendidas, 3.365 foram relacionadas a roubos, e 10.871 pessoas foram presas em flagrante por diversos crimes.

 

Fonte: G1/RO

Policial : DESVIO
Enviado por alexandre em 03/08/2020 22:17:03

MPM descobre esquema de desvio de armas do Exército Brasileiro

Uma investigação conjunta do Ministério Público Militar e do Exército descobriu que centenas de armas de propriedade de colecionadores foram desviadas para clubes de tiro, empresas de segurança e outros colecionadores.

De acordo com o MPM, armas apreendidas com criminosos, que deveriam ter sido destruídas pelo Exército por determinação da Justiça, também fazem parte do esquema.

Na última sexta-feira, 182 armas foram apreendidas em endereços relacionados a 13 pessoas,  entre colecionadores, militares e civis, no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e no Paraná. Desse total, 101 foram desviadas no esquema e as 81 restantes estavam em situação irregular.

A operação foi um desdobramento da prisão, em abril do ano passado, do ex-chefe do Serviço de Fiscalização de Produtos Controlados, tenente-coronel Alexandre de Almeida, identificado como principal responsável pelo esquema.

Via Band

Policial : NOVO GOLPE
Enviado por alexandre em 31/07/2020 09:34:25

PC alerta advogados e clientes sobre novo golpe na praça

A Policia Civil, através da delegacia de Ouro Preto do Oeste, orienta a população em geral e, especialmente, advogados e clientes, sobre um novo golpe que vem sendo praticado no Estado de Rondônia.

Quadrilhas de estelionatários, associados à advogados legalmente inscrito na OAB, têm acessado processos judiciais eletrônicos de terceiros a fim de obter dados pessoais e informações sobre processos em andamento, com o intuído de enganar os clientes, utilizando-se dos mais variados argumentos.

Em um dos casos, a vítima estava sendo processa por uma dívida bancária e o golpista entrou em contato alegando ser advogado do banco, enviando-lhe uma proposta de acordo para quitar a dívida e resolver o processo. A dívida que era de 100 mil reais seria reduzida para 70 mil, devendo ser pago uma entrada de 5 mil reais e o restante parcelado em 60 vezes. A proposta foi enviada pelo estelionatário em forma de petição, como se de fato fosse advogado do banco.

Embora o advogado da vítima tivesse pedido para ela não pagar o boleto até que o acordo fosse confirmado judicialmente, o estelionatário convenceu a vítima a pagar, alegando que o prazo do boleto e do acordo era de apenas um dia e que se não fosse pago, o acordo não poderia ser feito novamente. Após o pagamento, o estelionatário bloqueou o telefone da vítima e então o golpe foi constatado.

O delegado Niki Alves Locatelli esclarece que em uma das investigações, percebeu-se que um mesmo advogado de outro estado da federação estava, estranhamente, acessando vários processos judiciais cadastrados no Tribunal de Justiça de Rondônia. “Ao que tudo indica, esse advogado seria membro da quadrilha e estaria colhendo dados pessoais e informações processuais, pois nada justificaria o seu acesso a tais processos.

Além disso, em quase todos os processos em que havia acesso desse advogado, as vítimas eram contatadas por terceiros com claro intuído de obter vantagem ilícita”.
O delegado afirma que é necessário prevenir o golpe, pois a investigação é extremamente difícil e pontua “infelizmente, no Brasil, não temos uma legislação séria em relação a aberturas de contas bancárias e cadastros de chip’s de celulares, pois na grande maioria estão em nome de laranjas, muita das vezes crianças, que sequer sabiam possui conta ou chip. O Banco Central e a ANATEL precisam rever com urgência essas questões”.

Salienta ainda que os advogados devem sempre manter contato com sua carteira de clientes, alertando-os sobre golpes, pois na maioria das vezes são pessoas simples, sem conhecimento técnico. “A tecnologia trouxe grandes avanços, mas com ela veio um crescimento estrondoso de golpes. Infelizmente o crime de estelionato tem uma pena baixa e quase sempre a impunidade incentiva essa pratica criminosa”.

 

Fonte: Assessoria – PC/RO

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