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Policial : CHEFE DO PCC
Enviado por alexandre em 27/11/2017 10:14:23


Marcola, a traição e morte que rondam seu caminho rumo ao topo do PCC

MSN

Marcos Willians Herbas Camacho, 49, conhecido como Marcola ou Playboy, se consolidou na última década e meia como líder da maior facção criminosa brasileira, o Primeiro Comando da Capital. Até então, a caminhada do ex-trombadinha das ruas do centro de São Paulo, que se tornou assaltante de bancos e depois alcançou o topo do PCC, era creditada às suas habilidades como bom estrategista dentro do xadrez do crime. Agora, o chefão pode ter que adicionar ao seu currículo o apelido de delator - ou cagueta, na gíria do submundo. No livro Laços de Sangue, A História Secreta do PCC (Editora Matrix, 2017), o promotor do Ministério Público de São Paulo Marcio Sergio Christino e o jornalista Claudio Tognolli afirmam que Marcola chegou ao comando da facção após ter agido como informante da polícia no início dos anos 2000, denunciando dois líderes do grupo que estavam acima dele na hierarquia. A reportagem não conseguiu entrar em contato com os advogados de Marcola para comentar a acusação.

No mundo do crime, este tipo de traição poderia ser cobrada com a morte do delator. Mas mesmo o promotor Christino, que acusa o chefão de colaborar com a lei, não arrisca dizer o que irá acontecer com Marcola. Nada garante que os membros da facção não pensem que se trata de um estratagema para desestabilizar o grupo.

Segundo o livro, ele teria entregue à Polícia os números de telefone celular usados por Dionísio César Leite, o Cesinha - amigo de infância do assaltante -, e José Márcio Felício, vulgo Geleião, ambos fundadores e maiores lideranças do PCC. O atual líder da facção teria fornecido as informações com a ajuda de sua advogada Ana Olivatto (assassinada em outubro de 2002 supostamente por sua participação no esquema). Cesinha e Geleião, que já estavam presos, tiveram suas linhas grampeadas pelas autoridades. Com base na escuta das conversas feitas pelos criminosos, o Ministério Público conseguiu que fossem transferidos para o Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) na Penitenciária de Presidente Bernardes, onde os detentos ficam isolados a maior parte do tempo e têm direito a apenas um hora de banho de sol por dia. Assim, o comando da organização criminosa caiu no colo de Marcola e Sandro Henrique da Silva Santos, o Gulu - traficante que seria assassinado posteriormente.

Ao contrário de Cesinha e Geleião, Marcola não era um membro fundador do partido do crime. Quando o grupo começou a se organizar dentro do sistema penitenciário na Casa de Custódia de Taubaté, conhecida como Piranhão, ele teria optado por ficar à margem do PCC para "dar apoio" aos que estivessem detidos. À época, no final da década de 1990, Marcola já era um notório assaltante de bancos com um gosto por carros modernos, relógios caros e roupas de grife — que lhe valeram o apelido de Playboy. Posteriormente quando viu que seria vantajoso se unir à facção, ele, que já era conceituado no mundo do crime, foi alçado à categoria de piloto, um degrau abaixo dos fundadores na hierarquia do grupo.

Se por um lado a suposta colaboração de Marcola com as autoridades lhe rendeu o comando, ela também teria feito com que o esquema de centrais telefônicas do PCC, um serviço de ligações clandestino montado pelos criminosos para que seus integrantes pudessem conversar entre si de dentro dos presídios, viesse abaixo. "Marcola foi levado para o Deic [Departamento Estadual de Investigações Criminais da Polícia Civil, no bairro do Carandiru] mas com um disfarce – foi ele quem forneceu o número das centrais telefônicas", escrevem os autores do livro. Cerca de 30 centrais a serviço da facção foram desmanteladas graças às escutas feitas, supostamente com o auxílio de Marcola. Sua colaboração com as autoridades, no entanto, não teria sido percebida pelos comparsas: "Ele retornou para o sistema prisional sem nenhum prejuízo". Para sorte de Marcola, seu nome não aparecia nos grampos, relata o livro.

Sem as centrais, a facção precisou se reinventar e passou a contratar advogados que faziam o papel de pombo correio entre os líderes. Este grupo de defensores a serviço do crime, chamado de “sintonia dos gravatas”, foi posteriormente desmantelado pela operação Ethos, em 2016.

Facção-empresa

Sob a gestão de Marcola, o PCC se tornou cada vez mais uma grande empresa voltada ao tráfico e às atividades criminosas para além da muralha dos presídios. As bocas de fumo do Estado tiveram duas opções: ou entravam para o partido ou seriam tomadas à força. "Já não havia mais espaço para a iniciativa individual, já que tudo e todos estão integrados dentro da estrutura". Com os presídios sob controle, o foco passou a ser a conquista das ruas (da "vida loka", como escrevem os autores). O novo líder, também deixou de lado algumas táticas mais agressivas emplacadas pela dupla Cesinha-Geleião, como os atentados a bomba (ao menos quatro ações do tipo foram postas em prática pelo PCC sem sucesso, uma delas contra o Fórum Criminal da Barra Funda).

Os dois chefes do PCC supostamente traídos por Marcola tiveram, respectivamente, um fim melancólico e violento. Encurralado e sem controle nenhum sobre a organização que ajudou a criar, Geleião não viu outra alternativa a não ser assinar um acordo de delação premiada com as autoridades em 2002. Ressentido com as manobras de Marcola, Geleião incriminou o comparsa e chegou a depor como testemunha de acusação em um processo contra ele. Sua colaboração ajudou a prender todos os líderes da facção ligados a Marcola que ainda estavam em liberdade. Atualmente Geleião está no único lugar onde o Estado consegue garantir sua integridade física: isolado em um presídio federal de segurança máxima.

Já Cesinha foi expulso do grupo após ser acusado de mandar matar Ana Olivato (ex-companheira e advogada de Marcola), algo imperdoável pelas regras do PCC. Tornado um pária dentro da facção, ele criou um novo grupo, o Terceiro Comando da Capital. Foi assassinado no interior da Penitenciária 1 de Avaré, em agosto de 2006, possivelmente a mando Marcola.

Policial : A PRISÃO
Enviado por alexandre em 05/11/2017 03:14:15


Cadeia para quem precisa

Hélio Schwartsman - Folha de S.Paulo

A prisão é um castigo ultrapassado que as sociedades modernas utilizam mal. Ela até surgiu como um avanço humanitário, já que o encarceramento substituía a pena capital. Mas o tempo passou, o mundo e a criminologia evoluíram, sem que o sistema jurídico, em especial a parte relativa à atribuição de penas, acompanhasse.

Longos períodos de prisão têm modesto efeito sobre as taxas de criminalidade e alto custo social, tanto para o pagador de impostos como para condenados e suas famílias. No caso brasileiro, há o agravante de os presídios terem se tornado os celeiros nos quais organizações criminosas recrutam e treinam seus quadros. Por qualquer análise racional, cadeias deveriam ter se tornado um último recurso, reservado a delinquentes violentos cuja liberdade represente risco físico para a sociedade.

Isto dito, preocupa-me a perspectiva de que o STF venha a rever em breve a decisão, tomada um ano atrás, de permitir que réus passem a cumprir pena após condenação em segunda instância, e não mais o trânsito em julgado. O paradoxo é apenas aparente. Não defendo a decisão do STF devido à possibilidade de colocar mais gente atrás das grades, mas sim por aproximar nosso Judiciário, uma verdadeira jabuticabeira, dos sistemas vigentes na maioria das democracias consolidadas, que tornam efetivas sentenças penais proferidas em segunda instância.

Nossa Justiça já é de uma lentidão exasperante. Exigir que sentenças só se cumpram depois que não houver nenhuma possibilidade de recurso não só lança na casa das décadas o prazo de alguns processos como ainda introduz uma série de incentivos perversos. Torna-se uma boa estratégia de defesa, por exemplo, entrar com recursos meramente protelatórios, visando à prescrição.

Dois eixos fundamentais para uma reforma do Judiciário são fortalecer as instâncias iniciais e reduzir nossa obsessão para com penas de prisão.

Policial : FEMINICÍDIO
Enviado por alexandre em 02/11/2017 14:22:31


Pesquisa identifica vítimas de feminicídio; Brasil é o quinto país onde mais se mata mulheres

Estima-se que entre 60% e 70% das mulheres assassinadas tenham sido vítimas de feminicídios - crimes de ódio baseados em gênero: ou seja, foram mortas unicamente pelo fato de serem mulheres. O Brasil é o quinto país onde mais se mata mulheres, com uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil habitantes. O mapa da violência de 2015 mostra que, entre 1980 e 2013, 106.093 mulheres foram assassinadas no País.

O número de vítimas passou de 1.353 em 1980 para 4.762 em 2013, um aumento de 252%. Estima-se que entre 60% e 70% das mulheres assassinadas tenham sido vítimas de feminicídios - crimes de ódio baseados em gênero: ou seja, foram mortas unicamente pelo fato de serem mulheres.

Diante dessa realidade, o grupo de pesquisa da professora do Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) Stela Meneghel realizou levantamentos com base no Sistema de Informações de Mortalidade do Datasus, trabalhando com o total de homicídios femininos como um indicador de quantidade de feminicídios e correlacionando-os com uma série de indicadores demográficos, socioeconômicos e de saúde.

Os dados indicaram que a maioria das vítimas era solteira e com baixa escolaridade, e mais da metade, negra. Aproximadamente 20% eram crianças ou jovens com menos de 20 anos, e cerca de um terço das mortes ocorreu na casa da vítima, o que indica que foram causadas por alguém próximo e que provavelmente se tratam de feminicídios. Entre as principais relações encontradas pelos pesquisadores, está a associação dos homicídios masculinos com os femininos. Nos lugares onde há mais violência estrutural e urbana, ou seja, mais homicídios masculinos, as mulheres morrem mais. No entanto, ambos não morrem da mesma forma.

Os homicídios masculinos ocorrem, em sua maioria, na rua - em brigas, assaltos e conflitos relacionados ao tráfico -, e seus assassinos também são homens. Já as mulheres são mortas, em geral, em decorrência de violências íntimas que permeiam relações interpessoais entre homens e mulheres. No Rio Grande do Sul, foi constatada forte relação entre os índices de internação hospitalar por alcoolismo e os homicídios de mulheres. A análise aponta que não é possível fazer relações diretas, mas o dado pode indicar que a violência contra as mulheres é maior em regiões com elevado consumo de álcool, e também que o abuso de álcool e a agressão possam estar associados a condicionantes comuns.

Violência anterior está em mais de 80% dos casos na Capital

Os pesquisadores resolveram estender o trabalho e realizar uma pesquisa que identificasse os feminicídios ocorridos em Porto Alegre. Os dados foram coletados a partir da leitura de inquéritos policiais de mulheres assassinadas entre 2006 e 2010.

O Datasus indica que, no período, cerca de 200 mulheres foram assassinadas na cidade, mas a pesquisa só teve acesso a 89 inquéritos. "(Esse trabalho) mostra que feminicídio não é só de parceiro íntimo. Tem outras situações desconsideradas, inclusive pela polícia", conta Stela Meneghel, professora da Ufrgs. Ela deu o exemplo do delegado com quem o grupo inicialmente negociou a entrada na delegacia - ele dizia que não havia feminicídios na Capital.

Desses 89 casos, 64 foram classificados como feminicídios, representando 72% do total - um panorama similar ao encontrado em outros países, como Costa Rica, Estados Unidos e Canadá. Em 78% dos feminicídios, o agressor era conhecido da vítima, e 43% deles foram perpetrados por parceiros ou ex-parceiros. Outro dado importante se refere ao histórico de violência anterior, presente em 83% dos feminicídios.

Em metade dos casos, a mulher já havia registrado boletim de ocorrência contra o agressor. Os dados reforçam o conceito de que esse tipo de violência tem caráter crônico. A maioria das mulheres foi assassinada em sua própria casa (67% dos feminicídios e 48% dos outros crimes), e, das 21 mortes em ambientes públicos, dez apresentaram violência sexual e dez foram execuções em ambientes de tráfico.

Jornal do Comércio

Policial : VIOLÊNCIA
Enviado por alexandre em 30/10/2017 11:14:25


Número de latrocínios cresce 57,8% em sete anos no Brasil

O número de latrocínios (roubos seguidos de morte) cresceu 57,8% em sete anos no país. A conclusão está no 11º Anuário do Fórum Brasileiro de Segurança, que será lançado hoje (30) em São Paulo. De acordo com o estudo, que concentra estatísticas oficiais das autoridades de segurança dos estados, em 2016 foram registrados 2.514 assassinatos cometidos durante o ato do roubo ou em consequência dele. Na edição anterior do estudo, divulgada em 2010, o número havia sido de 1.593.

Em 19 estados houve aumento nesse tipo de crime. Rondônia (124%), Tocantins (73%) e Rio de Janeiro (70%) foram os estados com maior crescimento. No outro extremo, entre as unidades da federação em que os índices de latrocínio regrediram, as princiais quedas foram em Roraima (45%), Paraíba (28%) e Amapá (23%). Nos seis estados mais populosos além do Rio de Janeiro, foram registradas altas em São Paulo (1,2%), Bahia (1,4%), Paraná (8,3%), Rio Grande do Sul (17,1%) e Pernambuco (45%). Apenas em Minas Gerais houve recuo, de 10,6%.

Na relação entre o número de latrocínios e a população, o Pará aparece como o mais violento, com 2,6 casos por 100 mil habitantes no ano. Outros quatro estados superaram o índice de 2/100mil: Pará, Goiás, Amapá, Amazonas e Sergipe. Na outra ponta da tabela, Tocantins, São Paulo, Santa Catarina, Paraíba, Paraná e Minas Gerais ficaram abaixo de um por 100 mil. A taxa média do paíse é de 1,2 latrocínios a cada 100 mil habitantes.

Para especialistas, a alta generalizada tem relação direta com a crise econômica que o país tem enfrentado. Sem recursos, os estados reduziram os investimentos em estrutura e pessoal nos últimos anos.

(Com informações da Agência Brasil)

Policial : RONDÔNIA
Enviado por alexandre em 17/10/2017 14:58:09


53% das mulheres presas entre 2016/2017 são reincidentes no tráfico de drogas

Dados da Secretaria de Estado a da Justiça de Rondônia mostram que 53% das mulheres presas entre 2016 e 2017 foram por reincidência no crime de tráfico de drogas, num universo aproximado de 140 mulheres. Parte delas são detidas levando drogas ao marido que está preso, ou mesmo, vendendo entorpecente como meio de subsistência da família.

A questão em Rondônia é apenas a ponta do iceberg da triste realidade que vem ocorrendo no Brasil, que viu a sua população carcerária feminina multiplicar em oito vezes, entre os anos de 2000 e 2016, segundo dados do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), órgão do Ministério da Justiça responsável pelo acompanhamento da aplicação das normas de execução penal em todo o País.

Os dados apontam que, por conta do aumento, a massa prisional feminina nos presídios brasileiros passou de 3,2% para 6,8% no período. É uma situação que vem chamando a atenção do próprio Conselho Nacional de Justiça, que é presidido por uma mulher, a ministra Cármen Lúcia, que tem visitado desde o ano passado unidades prisionais femininas em vários estados do país.

Os números do Depen apontam uma realidade não muito diferente da que ocorre em Rondônia: No país inteiro, 60% das mulheres detidas respondem aos crimes ligados ao tráfico de drogas. A maioria delas, contudo, não tem ligação com grupos criminosos e tampouco ocupa postos de chefia. O Brasil é hoje a maior população de mulheres detentas do mundo, ou 44,7 mil presas.

O Depen só computou dados de dez estados, dentre eles apenas o Acre e o Amazonas foram os únicos da região Norte, que atenderam à requisição feita pelo Ministério da Justiça.

Fonte: RONDONIAOVIVO

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