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Policial : ESTUPROS
Enviado por alexandre em 07/06/2018 09:58:29

Atlas da Violência: 50% das vítimas de estupro têm até 13 anos

Por Akemi Nitahara – Repórter da Agência Brasil Rio de Janeiro

Do total de 22.918 casos de estupro registrados pelo sistema de saúde em 2016, 50,9% foram cometidos contra crianças de até 13 anos. As adolescentes de 14 a 17 são 17% das vítimas e 32,1% eram maiores de idade. A proporção não se mantém estável nos últimos 10 anos.

Os dados fazem parte do estudo Atlas da Violência 2018, apresentados ontem (5) pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

O Atlas da Violência aponta uma discrepância dos dados da saúde com os das polícias brasileiras, que registraram 49.497 casos de estupro no ano, conforme 11º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. Segundo o pesquisador do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) David Marques, os dois dados são subestimados.

“Os estudos mais conservadores estimam que o número de registros equivale a, no máximo, 10% da quantidade real de estupros de cada ano, ou seja, esse número é muito pior. Isso em grande medida tem a ver com a confiança que essas vítimas podem ter no próprio sistema de segurança ou de saúde, da forma como vai ser acolhida e da resposta pública a ser oferecida para a situação dramática que estão enfrentando”.

Estimativas de outras pesquisas apontam que mais de 1 milhão de pessoas podem ser vítimas de violência sexual por ano no Brasil. O Atlas aponta que, nos Estados Unidos, apenas 15% dos estupros são reportados à polícia. “Caso a nossa taxa de subnotificação fosse igual à americana, ou, mais crível, girasse em torno de 90%, estaríamos falando de uma prevalência de estupro no Brasil entre 300 mil a 500 mil a cada ano”, diz o texto.

Para Marques, o tema é delicado e de difícil tratamento no Brasil. “Os dados de estupro são sempre muito complicados de se trabalhar, existe um tabu muito grande em se falar sobre esse crime na sociedade brasileira de forma geral. Sempre tem uma desconfiança muito grande com relação à vítima, situação em que isso se dá e uma dificuldade muito grande na produção de prova, quando a gente vai falar do processamento desses crimes.”

De 2011 para 2016, houve crescimento de 90,2% nas notificações de estupro no país. Os pesquisadores atribuem os dados ao aumento da prevalência de estupros; aumento na taxa de notificação levada por campanhas feministas e governamentais ou a expansão e aprimoramento dos centros de referência que registram as notificações. O número de centros de saúde que tiveram pelo menos uma notificação aumentou 124,2% no período e o número de municípios que passaram a ter notificações subiu 73,5%, o que corrobora com a terceira hipótese.

O Atlas aponta ainda para a vulnerabilidade das pessoas com deficiências física e/ou psicológica. Cerca de 10,3% das vítimas de estupro tinham alguma deficiência. Desse total,31,1% tinham deficiência mental e 29,6% transtorno mental. As pessoas com algum tipo de deficiência também representam 12,2% do total de casos de estupros coletivos.

Quanto ao perfil do agressor, David Marques lembra que muitas vítimas conhecem quem os agride e violenta. “Nos casos de crianças até 13 anos, 30% dessas vítimas são violentadas por familiares e próximos, como pais, irmãos e padrastos. Entre as adultas, 46% foram vítimas de uma pessoa que de alguma forma elas conheciam. Elas sabem dizer o nome, tem alguma proximidade. Isso nos ajuda a racionalizar um pouco o debate, no sentido de pensar que o agressor é sempre o outro, o desconhecido, quando não. Muitas vezes essa relação de proximidade enseja essa situação de violência”.

Policial : HAJA CADEIA
Enviado por alexandre em 02/06/2018 16:18:13

Eduardo Cunha é condenado a 24 anos de prisão

O Juiz Vallisney Oliveira, de Brasília, condenou o ex-deputado cassado Eduardo Cunha a 24 anos e 10 meses de prisão em regime fechado. Ele foi condenado por violação de sigilo funcional, corrupção passiva e ativa e lavagem de dinheiro. Cunha terá que pagar ainda R$ 7 milhões de reais como reparação do dano.

O juiz federal considerou que houve pagamento de propina para liberação de recursos do FI-FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal. Também foram condenados o ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (8 anos, 8 meses de prisão em regime fechado); Lúcio Funaro (8 anos, 2 meses de prisão domiciliar); Fábio Cleto (9 anos e 8 meses de prisão) e Alexandre Margotto (4 anos de prisão).

Policial : MERECIMENTO
Enviado por alexandre em 16/05/2018 08:15:36


Os dois PMs de SP merecem festa

Em qualquer lugar do mundo, quem puxa a arma para assaltar precisa saber que arrisca a própria vida

Elio Gaspari – Folha de S.Paulo

A primeira cena deu-se em Suzano, no interior de São Paulo: Katia Sastre levou a filha de 7 anos para uma festa da escola, estava na calçada, junto com outras mães e crianças, quando um assaltante começou a revistar o segurança. Katia é cabo da Polícia Militar. Num átimo, tirou sua pistola da bolsa e deu-lhe três tiros, quase à queima-roupa. Matou-o.

No dia seguinte, no Guarujá, numa farmácia, um assaltante armado com um revólver perseguiu durante 16 segundos um cidadão que estava na loja. Era um PM em dia de folga. Com um tiro, matou o bandido.

Os vídeos dos dois episódios estão na rede e não deixam dúvida. Não se está numa daquelas parolagens em que a polícia fala em confrontos que em São Paulo giram em torno de 20 por mês. No Rio, são cinco por dia. (Um terceiro caso de PM sem farda matando assaltante, ocorrido também em São Paulo, infelizmente não tem vídeo.)

O governador Márcio França fez uma justa homenagem a Katia Sastre mas, tendo gostado do espetáculo, deu-se a um momento de comédia:

“As pessoas têm que entender que a farda deles [PM] é sagrada, é a extensão da bandeira do Estado de São Paulo. Se você ofender a farda, ofender a integralidade do policial, você está correndo risco de vida. É assim que tem que ser.”

Quer dizer que se uma pessoa ofender um PM, caso de desacato previsto no Código Penal, “está correndo risco de vida”.

Deixando-se de lado a irresponsabilidade de França, o comportamento da PM de Suzano e de seu colega do Guarujá foi adequado. Casos clássicos de legítima defesa não podem ser vistos como estímulo à letalidade.

A segurança pública será um dos grandes temas da eleição de outubro. Os 18% de Jair Bolsonaro na pesquisa da CNT/MDA, bem como o surto do governador paulista, comprovam essa relevância.

O professor Mário Henrique Simonsen ensinava que o problema mais difícil do mundo, caso seja bem formulado, um dia poderá ser resolvido. Já os problemas mal formulados, ainda que fáceis, são todos insolúveis. Discutir a letalidade das forças da segurança pública junto com a atitude dos dois PMs dos vídeos é uma forma de embaralhar a questão, tornando-a insolúvel.

Pior: trata-se de aproveitar os holofotes para pontificar sobre o inexistente, em nome do politicamente correto. Casos existentes, politicamente inconvenientes, ficam na penumbra.

Na noite de 11 de novembro de 2017, sete pessoas foram mortas no Complexo do Salgueiro, no Rio. Moradores viram pessoas vestidas de preto, mascaradas, e com capacetes. Blindados do Exército passaram pela cena e uma mulher que socorreu um ferido diz que encontrou soldados na cena. O inquérito está na jurisdição do Ministério Público Militar. Foram ouvidos soldados, sargentos e oficiais, mas não foram tomados depoimentos de testemunhas civis. Outra investigação, da polícia do Rio, ouviu civis, mas não entrevistou militares. Passaram-se seis meses e não se sabe o que aconteceu no Salgueiro naquela noite. Nadinha.

O escritório brasileiro da Human Rights Watch vem chamando a atenção para esse episódio, sem muito sucesso. A Human Rights Watch é uma organização internacional e em 1997 compartilhou o Prêmio Nobel da Paz. Sua sede fica em Nova Yok

Policial : OPERAÇÃO ÉGIDE
Enviado por alexandre em 07/05/2018 21:04:34


Operação nas fronteiras apreendeu mais de 240t de drogas
A Polícia Rodoviária Federal (PRF) apreendeu mais de 233 toneladas de maconha, oito toneladas de cocaína, 1.055 armas de fogo e aproximadamente 193 mil munições, durante os dez meses de Operação Égide.

Isso representa quase uma tonelada de droga por dia. A ação é realizada nas rodovias federais dos estados de fronteira e corredores com o Rio de Janeiro. O objetivo é conter a chegada de drogas e armas ao país. Desde o início da operação, dia 10 de julho de 2017, até o último domingo (6) a PRF também prendeu 16 mil pessoas, recuperou 3.689 veículos roubados ou furtados, e apreendeu quase 8 milhões de pacotes de cigarros contrabandeados.

Dentre os detidos, equivalente a 2,22 pessoas por hora, 1.334 foram detidos por crime de tráfico de drogas, 1.437 já possuíam mandado de prisão, 303 por receptação de veículo roubado, 824 por uso de documento falso, 893 por contrabando e descaminho e 166 por roubo de carga, além 11.101 por outros crimes.

As ações da PRF acontecem em três etapas simultâneas: nas rodovias federais que cruzam estados de fronteira com a Bolívia, Paraguai e Argentina (Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul); nos grandes corredores rodoviários (Goiás, São Paulo e Minas Gerais); e no Rio de Janeiro.

douradosnews

Policial : ESPIONAGEM
Enviado por alexandre em 24/04/2018 18:51:18


É comum a PM espionar adversários dos governadores, nos Estados
Usar PM para vigiar adversários, como no Maranhão, é banal
Rendeu apenas a demissão de sub do sub o escândalo da ordem à Polícia Militar do Maranhão para relacionar e espionar adversários que “causem embaraços” ao governo Flávio Dino (PCdoB). O flagrante é raro, mas a prática é antiga: os governos estaduais usam a estrutura de inteligência das PMs, conhecida por “Segunda Seção” (ou “P-2”), até para grampear telefones de adversários, mesmo havendo ilegalidade. A informação é do colunista Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

As PMs têm autorização, negada à Agência Brasileira de Inteligência e às Forças Armas, para adquirir verdadeiras centrais de espionagem. Profissionais de inteligência confirmam a esta coluna o uso distorcido em várias PMs do sistema Guardião, que permite escutas telefônicas sem deixar rastro. Há denúncias de uso desses equipamentos de escuta para chantagear politicamente ou mesmo em busca de benefícios pessoais.

Enquanto a lei não impõe limites claros, políticos oriundos das polícias também são suspeitos de utilizarem os sistemas de monitoramento.

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