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Meio Ambiente : Poço sem fundo
Enviado por alexandre em 23/07/2015 10:31:35

Poço sem fundo

Carlos Brickmann

A pesquisa CNT-MDA, divulgada pela estatal Agência Brasil, traz números desastrosos para o Governo. Por exemplo, 62,8% dos entrevistados (contra 59,7% em março) são favoráveis ao impeachment de Dilma. Dos pesquisados, 78,3% ouviram falar do Petrolão. Destes, 69,2% acham que a presidente é culpada pela corrupção; e, para 65%, Lula está envolvido no escândalo. O maior culpado na Operação Lava Jato, para 40,4% dos entrevistados, é o Governo; depois, partidos (34,4%), diretores ou funcionários da Petrobras (14,2%) e empreiteiras (3,5%). 

Ou seja, 89% dos eleitores ouvidos culpam o Governo pelo Petrolão.

E o efeito disso tudo nos índices de intenção de voto? Se as eleições fossem hoje, Aécio teria 35,1% no primeiro turno, vencendo Lula (22,8%) e Marina (15,6%). No segundo turno, Aécio venceria com 49,6%, contra 28,5% de Lula. Em outros dois cenários, Lula estaria à frente de Serra ou de Alckmin no primeiro turno, mas perderia no segundo: Serra teria 40,3% contra 31,8% de Lula, e Alckmin o venceria por 39,9% contra 32,3%. 

Claro que a eleição não é hoje, e de agora até 2018 há muita coisa para acontecer - inclusive a campanha eleitoral. Mas os resultados da pesquisa mostram que Lula recebeu cartão amarelo.


Governo: ambiente político trava nova meta

Gerson Camarotti

Mesmo com a redução da meta do superávit anunciado nesta quarta-feira (22), há forte possibilidade de que o governo não consiga atingir o percentual estipulado  0,15% do PIB. O governo já reconhece internamente que não há ambiente político neste segundo semestre para aprovar projetos que foram condicionados pela equipe econômica para alcançar a meta.

O próprio presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), já deixou claro que o projeto de repatriação de recursos não declarados de brasileiros no exterior só será aprovado entre os deputados se começar tramitando na Casa. Cunha mostra resistência ao texto do senador Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), que tem aval de Levy.

Outra preocupação do Planalto é com a dificuldade para concluir a votação do ajuste fiscal com aprovação pelo Senado do projeto que reduz a desoneração de vários setores da economia. “Se no primeiro semestre, quando o ambiente político já era muito difícil, Levy teve vários pontos do ajuste fiscal desfigurados, neste segundo semestre a situação será crítica”, observou um ministro em conversa com o blog.


Troco de Cunha: Mercadante, Palocci e Dirceu

Na volta do recesso, a CPI da Petrobras foi instruída a votar todos os requerimentos que estão na gaveta. As convocações dos ministros Aloizio Mercadante (Casa Civil) e Edinho Silva (Secom) são dadas como certas pela cúpula da comissão. Na mesma leva estão os depoimentos dos ex-ministros Antonio Palocci e José Dirceu. Na avaliação de setores do governo, será uma missão quase impossível barrar a articulação costurada para constranger o Palácio do Planalto e o

Integrantes do Supremo dizem acompanhar com preocupação as ameaças de convocação dos advogados de investigados da Lava Jato à CPI. A saída de Beatriz Catta Preta do caso acendeu o sinal de alerta.

Ministros afirmam que a ação debilita o direito de defesa e que os gestos apontam confusão entre advogados e investigados. (Folha de S.Paulo - Natuza Nery)