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Regionais : Genivaldo Rosa e Kellen de Alencar: vítimas vivas da Chacina de Colniza
Enviado por alexandre em 18/11/2017 19:35:37


Genivaldo (direita) e Samuel
O império da lei considera a vida o maior bem do homem. No Brasil o tema torna-se regra no artigo 5º da Constituição. Mas no império do agronegócio brasileiro“vida” vale menos que um punhado de terra. Parece que em alguns lugares o adágio popular “dó pó viemos ao pó voltaremos” trabalha em ritmo acelerado, plantando no solo corpos de trabalhadores rurais. E o que nasce é semelhante ao que faz semear. Um ciclo de horror. O horror de Genivaldo foi escapar do ciclo sem poder salvar Samuel.

17 horas e 39 minutos do dia 19 de abril de 2017. Linha 15 em Taquaruçu do Norte, município de Colniza. Os trabalhadores da terra, regrados pelo relógio da natureza, logo pensam em se recolher. Mas há vezes que o dia acaba antes da noite chegar. Som de disparos de arma de fogo. Francisco e Edson mortos. Valmir assiste postado contra o solo. Com as mãos amarradas, assiste por pouco tempo. Depressa é degolado por uma faca. Cerca de 6 quilômetros adiante, sem saber do extermínio que chega, Izaul também é degolada ao lado de casa, um barraco humilde, sem energia elétrica.

A brutalidade das quatro mortes parece provar de forma primária o princípio da relatividade. É que os minutos quando trazem violência andam devagar. Andam tão devagar que dá tempo para Aldo ser morto baleado e Ezequias sangrar até o fim pelos buracos das facadas no pescoço. Sebastião, escondido em casa, pensa que pode se livrar, mas não escapa dos golpes de facão. Fábio e Samuel, acuados feito bichos irracionais, tentam se esconder no riacho. O problema é que a bala de quem sabe atirar acerta gente de longe. Nove pessoas foram mortas pelo sopro da violência que ainda hoje disputa cada palmo de terra em Mato Grosso.

Até o dia 19 de abril, Samuel, 22 anos, era um dos irmãos vivos de Genivaldo Rosa da Cunha, 34 anos. No dia 19 Samuel foi o último a morrer numa sequência de 9 assassinatos. Genivaldo escapou por pouco, espécie de livramento milagroso motivado por uma fratura.

“Eu saí no mesmo dia da chacina. Sai sete horas da manhã e a tarde aconteceu. Sete, sete e pouquinho. Estava chovendo muito. Eu estava trabalhando e machuquei a clavícula. Machuquei um dia antes. Não foi no dia. Eu machuquei a clavícula três dias antes, na verdade. Aí eu fiquei em casa dois dias. No terceiro dia eu falei ‘está doendo muito, eu vou descer em Rondônia, vou fazer uma compra, aproveitar para ver minha mãe e meus filhos’. Quando eu Cheguei em Rondônia, que tirei o raio x, chegou a notícia desse absurdo”.

Na manhã do dia 20 de abril, assim como Genivaldo, a delegacia de Polícia de Colniza foi informada via número 197 que a gleba Taquaraçu do Norte havia sido terreno de um massacre. Investigadores rapidamente foram ao local, encontrando os nove mortos.

À terra estavam os corpos de Samuel Antônio da Cunha, Aldo Aparecido Carlini, Francisco Chaves da Silva, Fábio Rodrigues dos Santos, Ezequias Santos de Oliveira, Sebastião Ferreira de Souza, Izaul Brito dos Santos, Valmir Rangel do Nascimento e Edson Alves Antunes.

Também ao solo a polícia apreendeu uma espingarda calibre 24, uma espingarda calibre 28, cinco cartuchos calibre 12, sete cartuchos calibre 28 e dois cartuchos calibre 36. O relatório preliminar produzido demonstrou o horror dos fatos.

A área denominada linha 15 conta com uma extensão de 9 quilômetros, em Taquaruçu do Norte, um assentamento distante aproximadamente 125 Km do município de Colniza e cerca 1330 Km de Cuiabá. A extensão rural é composta por diversos lotes com densa vegetação nativa de floresta amazônica delimitada justamente por linhas como a “15”.

Taquaruçu do Norte possui características de uma região de conflitos agrários motivados por dois interesses: madeiras nobres e minérios instigam fazendeiros vizinhos. Em 2014 a gleba foi atacada por homens armados e encapuzados que dominaram todos os posseiros sob violência e grave ameaça. Armas de fogo de grosso calibre deram musculatura ao aviso: se os assentados voltassem a ocupar a Linha 15, todos iriam morrer.

Os irmãos, que pouco sabiam sobre a contundência dos encapuzados, voltaram. “Na linha 15, em abril, Samuel foi trabalhar com o pastor Sebastião, e eu ia trabalhar com o Chiquinho, o Francisco, então nós dois não ia trabalhar no mesmo lugar. Na verdade eu ia trabalhar com o Chiquinho e ele não ia trabalhar com o Sebastião. Ele ia ficar em casa. Mas nesse dia da chacina, como eu machuquei e resolvi sair, ele foi ajudar o Sebastião. Ele ia ajudar o Sebastião a limpar a beira do quintal e ajudar o evangelista Fábio. Infelizmente, quando ele saiu da mata perdeu a vida numa diária de trabalho de R$ 65”.

O contexto apresentado pode parecer invenção num país em que a constituição federal prevê direitos territoriais por meio de uma reforma agrária. Ocorre que um 1% dos proprietários de terra no Brasil possuem cerca de 45 % da área cultivável. Os dados desiguais são do último senso agropecuário, realizado em 2006.

A percepção de Genivaldo acaba por convergir com o senso oficial. A dessemelhança na distribuição de bens fundamentais encurrala trabalhadores vulneráveis. “Você sai para o seu trabalho. Você sai para buscar o pão de cada dia e encontra um homem sem alma, sem coração, sem Deus, sem nada. A gente vive com a sensação de impunidade. A gente vive com a sensação de que quem morreu é quem perdeu e quem matou está solto aí. A sensação é que a gente não tem valor nenhum. Estamos aqui, jogados, no canto”.

Ainda segundo o levantamento oficial, o Brasil ocupa a segunda posição entre os países do mundo com maior índice de concentração de terra, perdendo apenas para o Paraguai. O índice Gini – medida internacional de desigualdade – reforça o quanto a concentração de terras no país é assustadora. Numa escala de 0 a 1 (em que o mais próximo a 0 significa menor a desigualdade), temos um índice de 0,820.

Kellen de Alencar Santos Chaves, 28 anos, trabalha como merendeira na escola pública de Taquaruçu do Norte e pouco sabe sobre índices e protocolos a respeito de desigualdade social.

O que sabe desenvolveu empiricamente, num teste diário de sofrimento.

Mas até o dia 19 de abril Kellen se sentia feliz. Tanto se sentia que cinco dias antes, em 14 de abril de 2017, comemorou seu oitavo ano de casamento com Francisco Chaves da Silva.

Francisco era conhecido por ser adventistas. Seguia com fé a doutrina da salvação. Além de evangelizar, trabalhava prestando serviços por toda região de Colniza. Na data, dedicava suas horas à Linha 15.

Kellem recebeu a notícia do assassinato por um amigo. Ainda abalada emocionalmente, a merendeira economiza palavras, mas não se cansa de repetir uma única frase. “Só espero que seja feita justiça”.


Investigação

Policiais civis de Colniza empenhados em investigar o caso colheram depoimento da primeira testemunha logo no dia 22 de abril de 2017.

“São os guachebas”

A testemunha Osmar Antunes, dono de uma área na Gleba de Taquaraçu do Norte, localizada na linha 20, relatou que no da 19 de abril estava prestando serviços nas terras de uma das vítimas, num acampamento na mata, quando ouviu aproximadamente 5 disparos. “São os guachebas”, afirmou.

Tomado de medo, Osmar se escondeu atrás de uma árvore, tentando o que ocorria no trecho descampado. O trabalhador rural, aguçado por pura adrenalina, ouviu pessoas caminhando. Logo foram identificados três homens: Paulo, Sula e Pedro. Um quarto personagem, desconhecido pelos olhos de Osmar, caminhava junto do trio. Todos portavam armas calibre 12.

Paulo, Sula e Pedro são Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck (o “Sula”) e Pedro Ramos Nogueira (vulgo “Doca”).

“Deixa tudo aí, mataram todo mundo na linha 15”

A testemunha Darlan Silva de Oliveira Esclareceu que é agricultor e possui uma área de terra em Taquaruçu do Norte, exatamente na linha 15. No dia 20 de abril, um dia após a chacina, Darlan Estava numa chácaravizinha, quando um conhecido que o auxiliava afirmou: “deixa tudo aí, mataram todo mundo lá na linha 15”.

“A Hilux dentro do mato”

A testemunha Marduqueu dos Santos, também agricultor e morador de uma área na linha 20, esclareceu que no dia 19 de abril ouviu o barulho de uma caminhonete, mas não chegou a avistar o veículo. Porém, na manhã seguinte, Marduqueu observou um automóvel da marca Toyota, modelo Hilux, estacionado de forma estranha numa área de mata. No interior do carro estavam Doca e Sula.

O suposto mandante

Os depoimentos colhidos revelaram a atuação de um grupo armado denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”. Além de Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck e Pedro Ramos Nogueira as testemunhas citaram o nome de Valdelir João de Souza, conhecido como “Polaco Marceneiro”, empresário do ramo madeireiro.

Um relatório policial de investigação encaminhado no dia 25 de abril à Delegacia de Colniza trouxe o nome de Valdelir como mandante.

Os executores da chacina, conforme o mesmo relatório, seriam Doca, Paulo e Sula. As apurações identificaram ainda um quarto nome: Moisés Ferreira de Souza, conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”.

Moisés é um ex-policial militar de Rondônia acusado em crimes anteriores junto de Ronaldo Dalmoneck, o “Sula”.

Os nomes

Valdelir João de Souza (sem foto), conhecido como “Polaco Marceneiro”. Nascido em 21 de abril de 1976. Natural de Ji-Paraná, Rondônia. Proprietário das empresas Madereira Cedroarana LTDA-EPP e G.A. indústria, Comércio e Exportação de Madeiras LTDA-EPP. É apontado como o líder “dos encapuzados” e mandante das execuções.


Pedro Ramos Nogueira, conhecido como “Doca”. Nascido em 11 de dezembro de 1964. Natural de Porto Velho, Rondônia. Tido como o principal “guacheba” do grupo encapuzados. Agia como “Longa Manus” de Polaco Marceneiro, coordenando a extração ilegal de madeira e chefiando o bando armado.


Paulo Neves Nogueira, nascido em 25 de fevereiro de 1982, Natural de Tabajara, Rondônia. É sobrinho de Doca e integra o grupo encapuzados. Foi identificado no dia da chacina. Possui histórico de homicídio na cidade onde nasceu.

Ronaldo Dalmoneck, vulgo “Sula”. Nascido em 4 de dezembro de 1983, é o mais novo entre os denunciados. Grileiro conhecido por compor o grupo de extermínio denominado os encapuzados. Conhecido por ser pistoleiro, foi Sula quem alardeou previamente sobre o massacre se a área não fosse desocupada.

Moisés Ferreira de Souza, conhecido como “Sargento Moisés” ou “Moisés da COE”. Nascido em 23 de setembro de 1969. Natural de Tapira, Paraná. Ex-sargento da Polícia Militar do Estado de Rondônia. Acusado de participar na chamada chacina de Cujubim, em Rondônia, ocorrida em janeiro de 2016.

Presos

Pedro Ramos Nogueira, o Doca, e Paulo Neves Nogueira, tio e sobrinho, foram presos preventivamente logo no começo de maio, em Rondônia, nas localidades de Guatá e Tabajara, distritos da cidade de Machadinho.

Moisés Ferreira de Souza, o Moisés da COE, se entregou no dia 31 de maio para a Polícia, na cidade de Ariquemes, também em Rondônia.

Valdelir João de Souza e Ronaldo Dalmoneck seguem foragidos.

O processo

Longe do impotente estado de dor de Genivaldo e Kellen, o Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPE) cumpriu seu papel e denunciou no dia 15 de maio, por homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada), cinco acusados de participar da chacina. Foram citados Valdelir João de Souza, Pedro Ramos Nogueira, Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmonecke Moisés Ferreira de Souza.

Conforme a denúncia, os cinco integram um grupo de extermínio denominado “os encapuzados”, conhecidos na região como “guachebas”, ou matadores de aluguel, contratados com a finalidade de praticar ameaças e homicídios.

Segundo o processo, no dia da chacina, Pedro, Paulo, Ronaldo e Moisés, a mando de Valdelir, foram até a Linha 15, munidos de armas de fogo e arma branca, onde executaram Francisco Chaves da Silva, Edson Alves Antunes, Izaul Brito dos Santos, Alto Aparecido Carlini, Sebastião Ferreira de Souza, Fábio Rodrigues dos Santos, Samuel Antonio da Cunha, Ezequias Satos de Oliveira e Valmir Rangel do Nascimento.

O grupo de extermínio percorreu aproximadamente 9 quilômetros – praticamente toda a extensão da Linha 15 - onde foram matando, com requintes de crueldade, todos os que encontraram pelo caminho.

“Os denunciados executaram as vítimas, em desígnios autônomos, de forma repentina e mediante surpresa, utilizando-se de crueldade, inclusive tortura, dificultando, de qualquer forma, a defesa dos ofendidos”, diz a denúncia.

Segundo o promotor de Justiça Willian Oguido, a denúncia técnica exige indícios de autoria e materialidade. “No caso, o processo se deu com base em depoimentos e elementos constantes dos autos do Inquérito Policial”.

Ainda conforme o promotor, o ocorrido comprovaria falhas na segurança pública, visto “a falta da presença do Estado, em um município de grande extensão, quase do tamanho do estado do Alagoas, com dificuldades de acesso, ausência de meios de comunicação, falta de estrutura dada à polícia militar e civil, pouco efetivo e poucas viaturas”.

As defesas

No dia 25 de maio o acusado Paulo Neves Nogueira apresentou defesa preliminar. Segundo documento assinado pelo advogado Roberto Herlei, na data da chacina o suspeito estava na cidade de Porto Velho, Rondônia, realizando um exame de ressonância magnética em consequência de problemas na coluna.

Paulo se defendeu afirmando que, após o exame, prestou serviço de taxista em Porto Velho. O suspeito questionou ainda os depoimentos das testemunhas que disseram ter o reconhecido no momento da Chacina. Segundo Paulo, não foi procedido o teste de reconhecimento formal, como previsto no código penal

Os advogados Edilson Stutz, Thiago da Silva Viana e Weliton de Almeida Santos apresentaram a defesa do acusado Pedro Ramos Nogueira no dia 1 de junho. Segundo informado, o suspeito pretende responder à acusação apenas durante o derradeiro andamento do processo, na fase de alegações finais.

O acusado Moisés Ferreira apresentou resposta à acusação no dia 10 de julho. O documento assinado pelo advogado Jorge Muniz Barreto afirma que o Ministério Público não apontou indícios e muito menos provas cabais sobre a participação do ex-militar nos crimes.

Em sua defesa, Moisés argumentou que no dia da chacina estava a 800 km de distância, na cidade de Ji-Paraná, Rondônia. A única citação contra o ex-policial teria sido um crime anterior cometido em conluio com Sula. Segundo os advogados, o processo “não permite ao acusado o exercício da ampla defesa e do contraditório por não ter fatos concretos do que se defender”.

“Em breve analise dos fatos, em relação a Moises, nota-se que o Inquérito não descreve a denúncia, qual ou quais teriam sido a ação ou participação de forma concreta praticadas pelo referido denúnciado nos chamados fatos delituosos. Tudo descrito na peça acusatória foram formalizadas de forma genérica e vaga”.

A defesa de Valdelir João de Souza, patrocinada pelo advogado Léo AntonioFachin, entregou a resposta à acusação no dia 12 de agosto, argumentando que “nem tudo é como parece ser”. A manifestação salientou que não há como condenar o réu pelos crimes de homicídio e milícia privada.

Segundo o advogado LéoFachin, o Ministério Público não apresentou provas sobre a autoria dos assassinatos cometidos. Apesar de ter sido citado por testemunhas como o suposto mandante, Valdelir não foi visto na cena do crime. Não há contra o empresário, ainda conforme dito pela defesa, qualquer indício que possa comprovar a participação numa milícia privada.

“Bom frisar que ainda que se entendesse que Valdelir fizesse parte de uma milícia privada, isso não o coloca automaticamente como cúmplice de eventual delito que essa milícia possa ter praticado e do qual ele não teve nenhuma participação comprovada. O simples fato de pertencer a uma milícia não induz a prática automática de outros crimes, que quando ocorrem devem ser específicos, provados, pois são decorrentes de ações independentes”.

Tentando dar força aos documentos de defesa, Fachin apresentou ao juízo um laudo psicológico de uma das filhas de Valdelir. A menina de 12 anos foi diagnosticada com sintomas de depressão. Segundo avaliação, o quadro foi desenvolvido após as acusações de participação na chacina.

Leo Fachin exerce profissão de advogado após ser aposentado compulsoriamente do cargo de juiz pelo Tribunal de Justiça de Rondônia, em 2010. Enquanto cumpria magistratura na Vara da Auditoria Militar de Rondônia, Fachin foi acusado de praticar ingerência indevida perante autoridades policiais e judiciais. As irregularidades visaram beneficiar um cunhado que disputava as eleições para a Câmara Municipal de Alto Paraíso, em 2008.

Novo nome surge como mandante

O advogado Leo Fachin, responsável por defender o empresário Valdelir, afirma ter ajudado na produção de provas capazes de inocentar seu cliente. Duas testemunhas não identificadas ouvidas no inquérito policial livram Valdelir e incriminam um nome até então desconhecido.

Apesar da ajuda declarada, Fachin nega qualquer tipo de coação ou manobra para dificultar o esclarecimento do caso.

Inicialmente o relatório da polícia apontava para o crime de homicídio triplamente qualificado (mediante pagamento, tortura e emboscada). Os cinco acusados eram Valdelir (também conhecido como Polaco marceneiro), Pedro Ramos Nogueira, Paulo Neves Nogueira, Ronaldo Dalmoneck e Moisés Ferreira de Souza. Os nomes compunham, segundo investigação, uma milícia denominada “os encapuzados”, também conhecida como “guachebas”.

Porém, conforme apurado pelo Olhar Jurídico, no dia 25 de agosto duas novas testemunhas foram ouvidas na Delegacia de Polícia Civil de Colniza, sob o manto de testemunhas preservadas.

Uma das novas fontes de informações declarou ter sido convidada para compor o grupo de extermínio. Esta saberia exatamente os nomes e os reais motivos da chacina.

As novas oitivas trouxeram o nome de “Marco Túlio” como verdadeiro mandante dos assassinatos, livrando Valdelir. Apuração do Olhar Jurídico revela que a testemunha preservada traz ainda o nome de “Gleiso” como um dos responsáveis pelo crime.

O apontamento de Marco Túlio como mandante inocentaria Polaco marceneiro. Gleiso, na condição de longa manus, acabaria por inocentar o acusado Pedro Ramos Nogueira. Estaria rompido o elo entre Valdelir e os encapuzados.

“Polaco não teve qualquer desentendimento com os posseiros da Gleba Taquaruçú do Norte e a área em que Polaco possui manejo não faz divisa com a Linha 15 e nunca teve qualquer problema com os que ali vivem”, afirmou a nova testemunha.

O contexto apresentado explica que Gleiso havia vendido a Marco Túlio uma área de terras na Linha 15, em Taquaruçu do Norte (local da Chacina). Segundo a testemunha a transação ficou condicionada ao pagamento de R$ 600 mil.

Ocorre que Marco Túlio teria exigido como cláusula para efetivação do pagamento que Gleiso efetuasse um “limpa” na área. Assim teria surgido, conforme o colaborador sigiloso, as raízes para a série de assassinatos.

A segunda testemunha ouvida sob o instituto de preservação de identidade reforçou tese de defesa criando um álibi para Pedro Ramos Nogueira. Segundo informado, o homem inicialmente acusado de ser o chefe da milícia mantida por Valdelir estaria na data do crime (da 19 de abril) trabalhando numa serralheria e mais tarde (no mesmo dia) numa borracharia no município de Guatá, distante 100 Km de Taquaruçu do Norte.

A atuação de Fachin

Polaco marceneiro segue foragido, mas tenta a todo custo se livrar da cadeia. No habeas corpus, o advogado salienta que “ajudou” e contou com a “perseverança de alguns justos e abnegados policiais” para trazer novos fatos.

A lei prevê que o “ofendido, ou seu representante legal, e o indiciado poderão requerer qualquer diligência, que será realizada, ou não, a juízo da autoridade”. Porém, a profundidade da atuação de Leo Fachin vêm sendo questionada por pessoas envolvidas no processo.

Apesar da ajuda declarada, Fachin nega qualquer tipo de coação ou manobra para dificultar o esclarecimento do caso.

“Pela atual sistemática do Processo Penal a defesa de suspeitos ou indiciados pode (e até deve) acompanhar de perto o inquérito policial e a produção da todas as provas nesta fase, inclusive sendo uma boa defesa deve indicar e requerer a produção pela polícia de provas que considera relevantes ao esclarecimento do caso. Como defensor de um acusado tenho exercido com toda prudência e dedicação meu papel. Mas quem produz a prova e faz inclusive as ouvidas de testemunhas sob compromisso de dizerem a verdade é efetivamente a própria polícia. E assim tem sido rigorosamente feito neste caso”, declarou ao Olhar Jurídico.

A audiência

Diante da complexidade dos fatos, a primeira audiência ocorrerá no dia 27 de novembro. Olhar Jurídico acompanhará o desenrolar do caso.


olhar direto

Regionais : Cabo da PM é morto com facada na nuca quando trabalhava como Uber
Enviado por alexandre em 18/11/2017 19:30:00


Lauro César Rodrigues, cabo da Polícia Militar de Mato Grosso, 37 anos, foi assassinado na madrugada deste sábado enquanto trabalhava como motorista de Uber. Ele estava dirigindo seu carro, um Fiat Palio, cor prata, quando foi atingido com uma facada na nuca. Os marginais, que fingiram serem passageiros fugiram logo em seguida e a Polícia ainda não tem pistas do criminosos.

Para aumentar a renda e sustentar a família, Cabo Lauro, como era mais conhecido, resolveu trabalhar como motorista de Uber nas horas vagas como policial. Na madrugada deste sábado foi acionado para transportar passageiros. Por volta das 3 horas da manhã, seu carro foi encontrado parado na rua Projetada, no bairro Cidade Alta, em Cuiabá, com os faróis apagados. Uma guarnição da Polícia Militar que fazia rondas na região estranhou a forma como o veículo estava parado e foi ver o que acontecia, quando encontrou o homem caído nos bancos da frente e ensanguentado. Ao fazer a abordagem encontrou o documento do motorista e constataram que ele era cabo da Polícia Militar e estava com um ferimento profundo feita a faca na nuca.

Uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionada e constatou o óbito. Os policiais constataram ainda que apenas o celular do cabo foi furtado pelos marginais e que o policial morto estava com sua arma na cintura. A Politec realizou a perícia do local e a Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção a Pessoa (DHPP) passa a investigar o caso.

Rapaz de 18 e menor são presos suspeitos de assassinar à facadas PM que trabalhava como motorista de aplicativo



A Polícia Judiciária Civil (PJC), sob comando da delegada Juliana Chiquito Palhares, interroga neste momento os dois suspeitos de assassinar à facadas o cabo Lauro César Alves Rodrigues, da Polícia Militar de Mato Grosso, enquanto ele trabalhava como Uber, na noite desta sexta-feira (17).

Leia mais:
Cabo da Polícia Militar é assassinado a facadas em Cuiabá enquanto trabalhava de Uber

Segundo a PJC, os supostos responsáveis pelos crimes são dois rapazes, um maior, de 18 anos, identificado apenas como Lucas, e um menor. Eles foram presos nesta manhã.

Lauro César Alves Rodrigues foi morto em seu veículo de Uber na madrugada deste sábado (18), no bairro Cidade Alta – região oeste de Cuiabá. O PM fazia bico como motorista e teria sido atacado pelos jovens, que requisitaram a viagem pelo próprio aplicativo. Eles roubaram o celular do cabo e fugiram.

A reportagem do Olhar Direto apurou provavelmente tratar-se do primeiro caso de latrocínio, em Mato Grosso, contra motorista credenciado pelo aplicativo Uber.

A ocorrência foi registrada pelo 10º Batalhão da Polícia Militar, responsável pela área, indica que o crime acorreu por vota das três horas da madrugada deste sábado. Ainda nas primeiras horas do dia, policiais do 10º BPM realizavam rondas pelo bairro, quando se depararam com o veículo Pálio parado de forma suspeita, com a porta aberta, em uma rua escura do bairro.

Os militares encontraram o motorista caído para o lado de dentro do veículo, com cortes profundos na cabeça, quando examinaram o local.

Lauro Cersar Alves Rodrigues tinha 38 anos e portava um revólver calibre 38, na cintura. A reportagem apurou que a arma estava registrada em seu nome e, segundo familiares, ele fazia bico de motorista de Uber quando estava de folga, na Polícia Militar de Mato Grosso – trabalha 24 horas, com 48 horas de folga.

A delegada Juliana Palhares, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa Humana (DHPP), esteve no local e trata o crime como latrocínio, que é roubo seguido de morte. “Eles roubaram o celular da vítima, mas não sabemos se teve alguma motivação e nem se tinha alguma rixa por ele ser policial. Sabemos que ele era motorista nas horas vagas, porém com poucos detalhes desse crime”, explicou ela, para o Hipernotícias.


 24 Horas News

Regionais : Deputado anti-LGBT renuncia após flagra de sexo com homem no gabinete
Enviado por alexandre em 18/11/2017 19:21:57


Um deputado estadual americano, opositor da causa LGBT, renunciou ao cargo após ser flagrado mantendo relações sexuais com um homem dentro de seu gabinete.

De acordo com a publicação “The Columbus Dispatch”, Wes Goodman, de 33 anos, foi surpreendido enquanto estava com o visitante. Em seguida, após uma reunião com o líder republicano do Legislativo de Ohio, Cliff Rosenbergerm, o político decidiu se demitir por “conduta inapropriada”, sem dar maiores detalhes sobre o caso.

O porta voz de Goodman, Brad Miller, explicou que o homem flagrado com o líder político não era funcionário, nem tinha cargo eletivo na Casa. Além disso, o encontro teria sido consensual, mas “inapropriado para um representante estadual”.

No Twitter, Goodman se descrevia como “cristão, americano, conservador, republicano” e mencionava a mulher, Beth. Ele defendia o “casamento natural”, que em sua concepção só ocorreria entre um homem e uma mulher. O ex-deputado pediu desculpas a quem tenha se desapontado com sua conduta e divulgou uma nota, pedindo privacidade para começar o “próximo capítulo da vida”.

“Todos trazemos nossas próprias lutas e provações à vida pública. Isso tem sido verdade para mim, e sinceramente me arrependo que minhas ações e minhas escolhas tenham me impedido de servir meus eleitores e nosso Estado de maneira que reflita os melhores ideais do serviço público. Para aqueles a quem desapontei, sinto muito”, destacou.

Fonte: Metrópoles

Regionais : Provas do Encceja acontecem neste domingo em dois períodos em Ouro Preto do Oeste
Enviado por alexandre em 18/11/2017 01:41:24


Provas do Encceja acontecem neste domingo em dois períodos em Ouro Preto do Oeste
Mais de 1,5 milhão de pessoas realizam neste domingo (19) o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). O exame, voltado para jovens e adultos que não concluíram os estudos em idade própria, será aplicado em 564 municípios. Do total de inscritos, 301 mil farão provas para o Ensino Fundamental e 1,2 milhão para o Ensino Médio.

Em Ouro Preto do Oeste segundo informou a coordenadora Regional de Educação – CRE pedagoga Marivone Resende de Araujo as provas serão aplicadas na Escola Estadual 28 de Novembro localizada na rua Olavo Bilac, 887, bairro União, fone (69) 3461-6168. Marivone Resende pontuou que é preciso o candidato ter ciência dos horários que serão as provas pela manhã e à tarde No turno matutino, os portões abrem às 6h e fecham às 6h45 e as provas serão realizadas das 7h às 11h. Já no turno vespertino, a abertura dos portões será às 12h30, com fechamento às 13h15 e a prova das 13h30 às 18h30. “É importante que o candidato fique atento quanto ao horário pouco comum para aplicação de provas em exame ou concurso público. Desejamos boa sorte aos candidatos e que possam naquilo que aprenderam na Escola seja traduzido no alcance do objetivo de cada um”, disse a coordenadora.

Os alunos do Ensino Fundamental vão fazer provas de Ciências Naturais, História e Geografia pela manhã e de Língua Portuguesa, Língua estrangeira, Artes, Matemática, Educação Física e Redação à tarde. Candidatos do ensino médio vão fazer provas de Ciências da Natureza e Ciências Humanas pela manhã e de Linguagens e Códigos, Redação e Matemática à tarde. A partir deste ano, a certificação de conclusão do Ensino Médio só poderá ser feita por meio do Encceja. Até o ano passado, os estudantes com mais de 18 anos poderiam usar o desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para receber o diploma do ensino médio.

O Encceja para pessoas privadas de liberdade e jovens sob medida socioeducativa (Encceja PPL) será aplicado nos dias 21 e 22 de novembro.

O que levar no dia do Encceja 2017?

Logo depois de consultar o cartão de confirmação e verificar o local de prova, faça o trajeto até o endereço e veja qual é a melhor opção de transporte.
No dia do Encceja 2017, é importante providenciar:

Documento válido com foto (RG, carteira de trabalho, CNH, Passaporte, Certificado Dispensa de Incorporação, Carteira de Trabalho e Previdência Social, Certificado de Reservista, Identidade Funcional em consonância com Decreto 5.703/06, Identificação fornecida por ordens ou conselhos de classe ou Identidade para estrangeiros expedida pelo Ministério da Justiça)

Caneta esferográfica de tinta preta e corpo transparente

Cartão de confirmação de inscrição

Em caso de perda ou roubo do documento com foto, o participante deve procurar a polícia para registrar um Boletim de Ocorrência. Somente com o BO em mãos é possível fazer a prova.

O que NÃO levar?

Assim como acontece no Enem, existem alguns itens que não podem ficar com o participante na hora da prova. Isso inclui lápis, borracha, livros, chaves, bonés, fones de ouvido, lapiseira, óculos escuro, canetas não transparentes, calculadoras, tablets e smartphones.
O participante pode até levar os objetos citados no parágrafo anterior, mas terá que guardá-los no envelope porta-objetos assim que entrar na sala e deixá-lo debaixo da sua cadeira até o fim do exame.

Fonte: Alexandre Araujo com informações de agências de noticias

Regionais : OAB/RO e TJ discutem ajustes finais para inauguração de novo fórum em Ouro Preto
Enviado por alexandre em 17/11/2017 23:59:23


A Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Rondônia (OAB/RO) realizou, na última terça-feira (14), reunião com o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia (TJRO), desembargador Sansão Saldanha, para debater os ajustes finais para a inauguração do prédio do novo fórum do município de Ouro Preto do Oeste. A sede, prevista para ser inaugurada no dia 1º de dezembro, terá o nome do ex-presidente do Tribunal, desembargador Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes, falecido em fevereiro de 2017.

Pela Ordem, participaram da reunião o secretário-geral adjunto, Eurico Montenegro Neto; o presidente da Subseção de Ouro Preto do Oeste, Herbert Rocha; a conselheira federal por Rondônia, Veralice Veris; e o conselheiro Seccional, Marcos Donizetti Zani.

Herbert Rocha apontou ajustes finais para inauguração do novo fórum.

Durante a reunião, Eurico Montenegro Neto avaliou a visita institucional como muito produtiva e elogiou a justa homenagem ao magistrado que dedicou sua vida ao Judiciário estadual e deixou sua marca na magistratura rondoniense. “Estamos felizes com mais essa conquista para a advocacia, pois a implantação do novo Fórum Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes será de extrema valia para os profissionais da classe em Ouro Preto, de modo que a prestação jurisdicional se tornará mais célere à comunidade local”, pontua.

Na oportunidade, Eurico Montenegro Neto também reiterou pleitos da advocacia rondoniense, tais como a cessão de estacionamento nos Juizados Especiais, implantação de alvará eletrônico, entre outros.

A inauguração está prevista para o dia 1º de dezembro.

O presidente da Subseção da OAB em Ouro Preto do Oeste, Herbert Rocha, comemorou a ação do Tribunal e destacou o grande empenho da instituição para a efetivação de demandas da advocacia local. “Especificamente em relação a Ouro Preto esperamos uma aproximação entre as Varas, pois a prestação de serviços no município tem melhorado consideravelmente e, por isso, temos buscado atender os reclames da advocacia, sempre trazendo ao Tribunal as demandas que visam a melhor prestação jurisdicional”, enfatizou.

A exemplo dos ambientes que foram oferecidos para os magistrados e representantes do Ministério Público Estadual no Fórum do município, Herbert Rocha solicitou que o Tribunal também disponibilizasse salas aos profissionais da advocacia. O presidente da Subseção ainda entregou ofício ao TJ solicitando a concessão de 25% das vagas de estacionamento no novo Fórum Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes para a OAB.

Pedidos da Subseção serão avaliados.

O presidente do Tribunal, desembargador Sansão Saldanha, ouviu os questionamentos e garantiu que todas as solicitações serão discutidas e avaliadas, para que sejam tomadas as providências necessárias. “Para nós, o pedido da sala de estar para descanso durante a realização dos júris é razoável e se justifica, pois são profissionais sem os quais a nossa instituição não funciona. Vamos verificar e, sem dúvida, atender às reivindicações, já que é um edifício novo e, com certeza, terá espaço para atender a OAB e dar aos profissionais as condições necessárias para o exercício profissional”, conclui.

Homenagem
O desembargador Sansão Saldanha pontua que o Fórum da Comarca de Ouro Preto do Oeste receberá o nome do ex-presidente do TJRO, desembargador Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes, falecido em fevereiro deste ano, como homenagem pela sua atuação marcante na magistratura rondoniense.

Desembargador Cássio Rodolfo Sbarzi Guedes

FONTE: Ascom OAB/RO

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