Brasil : Comer um pedaço de queijo por dia pode evitar perda óssea, diz estudo

Um estudo publicado na revista BMJ Nutrition Prevention & Health, na terça-feira (2/8), trouxe uma boa notícia para os amantes do queijo. O trabalho concluiu que comer um pedacinho de Jarlsberg por dia reduz a perda óssea sem aumentar os níveis de colesterol ruim.

 

O Jarlsberg é um queijo de receita norueguesa, que tem consistência intermediária e apresenta grandes buracos na massa. Seu consumo é bastante difundido no mundo.

 

“O consumo diário de queijo Jarlsberg tem efeito positivo na osteocalcina, hemoglobina glicada e lipídios”, escreveram os cientistas no comunicado sobre os achados. Esses componentes são essenciais para a estruturação do tecido ósseo. Os níveis de cálcio e magnésio em pessoas que comeram o queijo Jarlsberg também diminuíram bastante devido à maior retenção desses minerais na formação óssea.

 

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Os pesquisadores analisaram dados de 66 mulheres saudáveis, que consumiram 57 gramas de Jarlsberg ou 50 gramas de Camembert diariamente, durante seis semanas. Ao final desse período, o grupo que ingeriu o queijo Camembert passou a comer Jarlsberg por mais seis semanas.

 

Durante o trabalho, foram recolhidas amostras de sangue das voluntárias para checar proteínas, osteocalcina e peptídeos, componentes envolvidos na composição óssea. Também foram medidas a quantidade de vitamina K2 e as taxas de gordura no sangue. Ao final do período, ficou comprovado que as pessoas que ingeriram o queijo norueguês apresentavam maior quantidade de osteocalcina e vitamina K2.

 

O queijo Camembert, produzido tradicionalmente na França, contém as mesmas propriedades de gordura e de proteína que o Jarlsberg. O queijo norueguês, no entanto, é rico em vitamina K2, que é derivada tanto de bactérias quanto de produtos animais.

 


 

“Esse estudo mostra que enquanto o cálcio e a vitamina D são conhecidos por sua extrema importância na saúde óssea, também existem outros fatores importantes a serem considerados, como a vitamina K2, que talvez não seja tão conhecida”, afirmou o professor Sumantra Ray, diretor executivo do NNEd Pro Global Centre for Nutrition and Health.

 

Fonte: Metrópoles

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