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Brasil : COBRA NAJA
Enviado por alexandre em 14/08/2020 00:02:44

Traficante picado por cobra Naja contrabandeava há 3 anos e cobrava R$ 500 por filhote

O estudante de medicina veterinária Pedro Henrique Krambeck, será indiciado por tráfico de animais silvestres e por maus-tratos pelo número correspondente de cobras relacionadas a ele: 23. Além disso, responderá por associação criminosa e exercício ilegal da profissão.

 

A investigação começou depois que Krambeck foi picado por uma cobra naja no dia 7 de julho. Ele chegou a passar seis dias internado em um hospital particular do DF, sendo cinco dias em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

 

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Depois de receber alta, o traficante foi preso em casa, no Guará, durante a 4ª fase da Operação Snake. De acordo com a Polícia Civil, um perito médico-legista acompanhou o cumprimento do mandado de prisão para verificar suas condições de saúde. Krambeck chegou a ficar preso por dois dias na Divisão de Controle e Custódia de Presos (DCCP) por atrapalhar as investigações, mas teve a prisão revogada e foi liberado.

 

A Polícia Federal do Distrito Federal concluiu a investigação com a informação de que o traficante atuava desde 2017 é cobrava R$ 500 por filhotes de animais silvestres.

 

 

 

 

Durante o período de investigação, a polícia colheu vídeos, fotos e documentos que comprovaram que Pedro Henrique vendia as serpentes. “Não se trata de um colecionador, mas de um traficante. Ele trazia as cobras de outras viagens e há diálogos das redes sociais que mostram ele negociando o comércio desses animais. Uma dessas vendas, inclusive, foi feita no Gama, se tratava de um filhote de uma cobra Nigritus, que custou R$ 500”, detalhou o delegado Willian Andrade.

 

O inquérito foi concluído e, até o final da semana, será entregue à Justiça. Caso seja condenado, Krambeck pode pegar até 30 anos de prisão pelos respectivos delitos.

 

Enquanto Krambeck era investigado, a naja que o picou foi transferida para o Instituto Butantan, em São Paulo. A serpente realizou a viagem hoje, junto com outras cinco cobras exóticas, também resgatadas.

 


 

 

 

 

 

Fotos: Divulgação

 

 

As cobras chegaram pelo Aeroporto Internacional de Guarulhos, em voo coordenado pelo Ibama. Elas serão registradas e passarão por exames clínicos, além de ficar em quarentena por 40 dias. Após esse período, será decidido se irão para o Museu Biológico ou participarão de atividades científicas e de educação ambiental.

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Caçadores tentam controlar pítons em reserva natural da Flórida (EUA)

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Foto: Divulgação

Contratados pelo governo, eles percorrem o parque Everglades em busca das cobras vindas do sudeste asiático que viraram uma praga na região

É fim da tarde quando Amy Siewe abre a porteira de uma das entradas para o Parque Nacional de Everglades, na Flórida (EUA). Ela não está lá a passeio, mas para caçar serpentes, mais especificamente pítons birmanesas.

 

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Na caçamba da caminhonete dirigida por seu namorado, Amy usa uma luz forte para encontrar e atrair as serpentes em meio à vegetação do parque, uma área pantanosa de 6 mil quilômetros quadrados no extremo sul da FlóridaMulher é encontrada morta em casa com 140 cobras nos EUA


Na caçamba da caminhonete dirigida por seu namorado, Amy usa uma luz forte para encontrar e atrair as serpentes em meio à vegetação do parque, uma área pantanosa de 6 mil quilômetros quadrados no extremo sul da Flórida.

 

As pitons da Birmânia começaram a ser vendidas nos EUA como animais de estimação entre o fim dos anos 1990 e o início dos 2000. Como as cobras podem chegar até 6 metros de comprimentos, muitas foram abandonadas ao longo dos anos e encontraram em Everglades um habitat ideal


As pitons da Birmânia começaram a ser vendidas nos EUA como animais de estimação entre o fim dos anos 1990 e o início dos 2000. Como as cobras podem chegar até 6 metros de comprimentos, muitas foram abandonadas ao longo dos anos e encontraram em Everglades um habitat ideal.

 

Calcula-se que existam, hoje, mais de 100 mil pitons espalhadas pelo parque. Como espécie invasora, sem um predador natural e com condições favoráveis de reprodução, elas dominaram a área e, segundo cálculos do governo, mataram 98% dos mamíferos da regiãoPíton de estimação estrangulou mulher em 'casa das 140 cobras'

 

Calcula-se que existam, hoje, mais de 100 mil pitons espalhadas pelo parque. Como espécie invasora, sem um predador natural e com condições favoráveis de reprodução, elas dominaram a área e, segundo cálculos do governo, mataram 98% dos mamíferos da região.

 

Amy Siewe é uma apaixonada por cobras que se tornou caçadora contratada pelo governo. No momento da captura ela coloca as serpentes em sacos como esses. 'Sempre capturo todas vidas, mas depois elas precisam ser sacrificadas. Não é culpa delas estarem ali, mas é necessário'


Amy Siewe é uma apaixonada por cobras que se tornou caçadora contratada pelo governo. No momento da captura ela coloca as serpentes em sacos como esses. "Sempre capturo todas vidas, mas depois elas precisam ser sacrificadas. Não é culpa delas estarem ali, mas é necessário".

 

Sozinha, Amy já capturou mais de 100 pítons em Everglades. Cada animal rende uma recompensa de US$ 50 (cerca de R$ 273) e ela também recebe US$ 10 (cerca de R$ 54) por hora trabalhada

 

Sozinha, Amy já capturou mais de 100 pítons em Everglades. Cada animal rende uma recompensa de US$ 50 (cerca de R$ 273) e ela também recebe US$ 10 (cerca de R$ 54) por hora trabalhada.

 

Em três anos, caçadores contratados pelo programa de erradicação das cobras já capturaram mais de 5 mil animais no sul da Flórida. Um dos maiores foi este, de mais de 5 metros, encontrado em abril de 2019


Em três anos, caçadores contratados pelo programa de erradicação das cobras já capturaram mais de 5 mil animais no sul da Flórida. Um dos maiores foi este, de mais de 5 metros, encontrado em abril de 2019.

 

Outra espécie que se tornou invasora na Flórida é o lagarto teiú, que chegou ao Everglades de maneira semelhante e virou um problema ecológico. Suspeita-se que existam centenas de milhares de lagartos desse tipo no parque

Fotos: Reprodução

 

Outra espécie que se tornou invasora na Flórida é o lagarto teiú, que chegou ao Everglades de maneira semelhante e virou um problema ecológico. Suspeita-se que existam centenas de milhares de lagartos desse tipo no parque.

 


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