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Política : OS PEDIDOS
Enviado por alexandre em 31/07/2020 09:03:11

Lotérica, patente fim do desemprego: os pedidos do Alvorada que incomodam Bolsonaro

Do fim do desemprego à cura para o coronavírus, passando pelo desrespeito a uma patente e pela briga de sócios em uma lotérica, o presidente Jair Bolsonaro tem ouvido uma série de pedidos, sugestões e reclamações em suas interações diárias no Palácio da Alvorada. Alguns dos pedidos incomodam Bolsonaro, que diz que não pode ouvir todos e já ameaçou parar de falar com os apoiadores. Até agora, contudo, o presidente segue cumprimentando os eleitores e tirando fotos, mesmo que às vezes em tom protocolar.

Na última segunda-feira, por exemplo, primeiro dia após o fim do isolamento forçado pelo coronavírus, Bolsonaro ouviu um dos visitantes dizer que tinha uma receita misteriosa para acabar com o desemprego — algo que ele já havia dito a Bolsonaro em outras oportunidades. Irritado, o presidente afirmou que se fosse atender todos os apoiadores teria que “montar um escritório” ali.

— Todo dia falando aqui que acabar com desemprego. Não dá para conversar. Se todo mundo que vier aqui quiser falar comigo, vou montar um escritório, botar uma escrivaninha aqui e atender todo mundo, disse Bolsonaro.

Mesmo durante o isolamento, Bolsonaro seguiu conversando com apoiadores, mas à distância, enquanto acompanha o arriamento diário da bandeira. Na semana passada, ouviu uma mulher pedir ajudar para reabrir sua lotérica que, segundo ela, está fechada por uma desavença com seu sócio — que também é seu ex-marido. Ela pediu para que o assunto fosse tratado com o presidente da Caixa, mas ouviu uma negativa:

— Minha senhora, é uma briga particular. Não posso encaminhar um caso particular. Se fosse interesse de vários lotéricos, encaminharia. Continue lendo


Presidente Jair Bolsonaro durante transmissão de live nesta quinta-feira, 30

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, durante transmissão ao vivo na noite desta quinta-feira (30), que está com “mofo no pulmão” e, diante de uma infecção, começou a tomar antibiótico. 

“Acabei de fazer um exame de sangue, né, estava com um pouco de fraqueza ontem, acharam até um pouco de infecção também. Estou agora no antibiótico, deve ser… agora depois de 20 dias dentro de casa, a gente pega outros problemas. Eu peguei mofo, mofo no pulmão”, disse Bolsonaro em transmissão ao vivo pelas redes sociais.

Bolsonaro não deu detalhes sobre o tipo de infecção e disse que vai cumprir agenda de viagem na sexta-feira em Bagé, no Rio Grande do Sul. Nesta quinta-feira pela manhã, o presidente teve a sua primeira agenda oficial de viagens desde então, visitando municípios no Piauí e na Bahia.

O presidente garantiu na transmissão pelas redes sociais que está curado da Covid-19, após ter afirmado no fim de semana que teve teste negativo para a doença. Ele havia anunciado em 7 de julho que teve teste positivo para o novo coronavírus.

‘Engrenar com o Parlamento’

O presidente afirmou que seu governo “está começando a engrenar com o Parlamento”. “Ontem foram quatro medidas provisórias aprovadas”, comemorou Bolsonaro, que defendeu a aprovação da MP editada por ele que altera as negociações dos direitos de transmissão de jogos de futebol no país. Continue lendo


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O ex-ministro da Educação Abraham Weintraub foi confirmado nesta quinta-feira (30) como diretor executivo do conselho do Banco Mundial, informou a própria instituição em comunicado à imprensa.

Weintraub foi indicado para o cargo pelo governo brasileiro horas depois de deixar o MEC, em junho, após uma gestão turbulenta e uma saída repentina do país rumo aos EUA.

Segundo o comunicado, o ex-ministro “deve assumir seu cargo na primeira semana de agosto e cumprirá o atual mandato que termina em 31 de outubro de 2020, quando a posição será novamente aberta para eleição”.

O banco diz também que “Diretores Executivos não são funcionários do Banco Mundial. Eles são nomeados ou eleitos pelos representantes dos nossos acionistas.”

Weintraub foi eleito pelo grupo de países (constituency) formado por Brasil, Colômbia, República Dominicana, Equador, Haiti, Panamá, Filipinas, Suriname e Trinidad e Tobago. O Banco Mundial não informou se o ex-ministro foi confirmado no cargo por unanimidade.

“Para preservar a integridade do voto, os registros de voto não são tornados públicos”, disse a instituição.

A ida de Weintraub ao Banco Mundial não foi bem recebida pela associação de funcionários, que chegaram a pedir a suspensão da indicação em carta ao Comitê de Ética da instituição até a conclusão dos processos sobre falas de cunho racista feitas pelo ministro contra a China. O órgão disse que não tinha poder para suspender a indicação.

A associação de funcionários manteve a oposição à indicação de Weintraub, afirmando que o código de conduta interno prevê recomendações sobre problemas de conduta mesmo em situações prévias ao futuro emprego. No Brasil, o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) tentou barrar a indicação de Weintraub na Justiça, sem sucesso.

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