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Regionais : SONORA BRASIL: Grupo Wagôh Pakob do povo Paiter Surui de Rondônia faz apresentação em Pernanbuco
Enviado por alexandre em 17/05/2019 22:49:48


Com o tema “A música dos povos originários do Brasil”, chega a Triunfo, Sertão de Pernambuco, nesta sexta-feira (17) a 22ª edição do projeto nacional Sonora Brasil, realizado pelo Sesc.  Até o dia 20, a mostra gratuita contará com a participação de grupos indígenas, que vão se apresentar no Theatro Cinema Guarany, sempre às 19h. O projeto também vai oferecer oficinas que serão realizadas na Casa dos Caretas. 

A mostra será aberta hoje, às 13h, no Centro Educacional de Triunfo, com uma Roda de diálogos que reunirá representantes dos Paiter Surui / Karitanas (RO) e Grupo de Búzios Pankararu (PE). À noite, a partir das 19h, no Theatro Cinema Guarany, acontecerá o ritual de abertura, o Toré com o grupo de Búzios Pankararu (PE). Em seguida se apresentarão o grupo Wagôh Pakob do povo Paiter Surui (RO) e o Grupo Byjyyty Osop Aky, do povo Karitiana (RO). Constituído por uma população de aproximadamente 1.500 pessoas, o povo Paiter Surui vive em Rondônia, na terra indígena Sete de Setembro, dividindo-se em 27 aldeias. Os Paiter Surui são conhecidos como um povo cantor que também gosta muito de contar histórias. Já a música tradicional do povo Karitiana é fortemente relacionada ao sagrado. Os anciãos são enfáticos nas orientações sobre a execução dos cânticos de proteção e de aplicação de remédios pelo pajé.  

No sábado (18), novamente a programação será aberta com a Roda de diálogos, às 16h, desta vez na Fábrica de Criação Popular, com os Wiyaé (AM/ SP) e o Grupo de Búzios Pankararu (PE). A partir das 20h, no Theatro Cinema Guarany,  será a vez do grupo Wiyae encantar o público triunfense. Wiyae, que significa canto na língua Tikuna, foi criado especialmente para o projeto Sonora Brasil. São formados por Djuena Tikuna, Magda Pucci, Diego Janatã e Gabriel Levy. No repertório, além de músicas do povo Tikuna, estão composições próprias e músicas de outros povos indígenas. 

No domingo (19), se apresentarão às 20h,  no Theatro Cinema Guarany, dois grupos do Rio Grande do Sul: Teko Guarani, do povo Mbyá-Guarani e Nóg gã, do povo Kaingang. O grupo Teko Guarani está localizado na Aldeia Tekoa Anhetenguá na Lomba do Pinheiro em Porto Alegre, onde vivem 16 famílias Mbyá-Guarani. É um coral infanto-juvenil que tem por característica a força e o brilho vocal. Já o grupo Nóg gã é composto por indígenas de diversas aldeias Kaingang da região de São Leopoldo. Durante a apresentação, eles utilizarão as lanças de guerra como instrumento percussivo. Em contato ao chão, realizam simbolicamente uma demarcação e embasam ritmicamente as marcas coreográficas. 

A programação será encerrada na segunda-feira (20). Às 14h, o Erem Alfredo de Carvalho receberá para a Roda de diálogos os Kariri-Xocó (AL) / Fulni-Ô (PE). Às 20h, no Theatro, a apresentação ficará por conta dos grupos Memória Fulni-ô, do povo Fulni-ô (PE), e Dzubucuá, do povo Kariri-Xocó (AL). As músicas tradicionais do povo Fulni-ô, de Águas Belas, são o Toré e a Cafurna. Os Kariri-Xocó vivem na região do baixo São Francisco, em Alagoas, e também têm como tradição o canto do Toré, ritual indígena mágico-espiritual que envolve performance corporal e música. No repertório, além dos torés, estão os rojões, que são um reflexo do trabalho nas fazendas e da dinâmica de trocas culturais ocorridas na região.

Oficinas  

No sábado (18), serão oferecidas duas oficinas na Casa dos Caretas. Das 9h às 11h, o público poderá participar da oficina “Cantos da Floresta – Uma aproximação com o universo” e das 11h às 12h, será realizada a ação formativa “Os cantos que encantam os encantados e os instrumentos sagrados”. Os interessados devem ter, no mínimo, 15 anos e se inscrever na Fábrica de Criação Popular. A inscrição custa R$20. Trabalhadores do comércio de bens, serviços e turismo e seus dependentes têm desconto e pagam R$10.

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