Radialista é acusado de assediar mais de 50 jovens estudantes de jornalismo, ao pedir sexo em troca de oportunidades emprego - Regionais - Notícias
Regionais : Radialista é acusado de assediar mais de 50 jovens estudantes de jornalismo, ao pedir sexo em troca de oportunidades emprego
Enviado por alexandre em 12/02/2018 00:15:09


A Delegacia da Mulher está investigando uma denúncia contra um radialista acusado de oferecer oportunidades de emprego enquanto pedia por sexo. O caso veio à tona após uma transexual colocar em seu blog pessoal que o radialista Samir Ewerton estava aplicando teste do sofá para recrutamento de jornalistas.

A repercussão cresceu quando a jornalista Acsa Serafim expôs nas redes sociais conversas com mulheres diferentes em que o radialista Samir Ewerton propõe sexo enquanto conversava sobre propostas de emprego.

De acordo com a Delegada da Mulher, Wanda Moura, cinco mulheres já fizeram denúncia alegando terem recebido mensagens do celular com propostas de sexo.

"Durante o dia de hoje (8), cinco mulheres apareceram registrando boletim de ocorrência de que teriam sofrido assédio por parte do radialista. Em troca de uma oportunidade de emprego, o mesmo estaria propondo relações sexuais com as mesmas. Todas estudantes. (...) São mensagens de celular que elas falam que recebiam. A partir do relato dessas vítimas a gente vai poder fazer uma tipificação mais especifica de que crime teria ocorrido", afirmou.

Para a delegada, a partir das primeiras informações colhidas na delegacia, o radialista será intimado para prestar depoimento e ainda pode responder por outros crimes, além de assédio.

"Pode ocorrer o crime de assédio sexual, crime de injúria, importunação ofensiva ao pudor... Só no decorrer das investigações, com relatos mais detalhados das declarações de cada uma dessas mulheres e com a análise e perícia nesses telefones celulares que vamos poder chegar a verdade dos fatos", declarou a delegada.

De acordo com a jornalista Acsa Serafim, já existe um grupo em uma rede social em que mais de 50 mulheres afirmam terem passado por casos de assédio com ele. Uma delas, que preferiu não se identificar, contou que vinha sendo assediada há bastante tempo, enquanto era estagiária, e que chegou a receber uma foto íntima dele pelo celular.

"Ele me elogiava, falava que eu era bonita... esses tipos de elogio que eu só agradecia, nada mais. Da última vez ele falou que eu era muito sexy. Eu agradeci, cortei ele e parei de responder. Ele voltou e disse: Sumiu? Aí eu falei que estava trabalhando muito. Depois ele começou a falar que se separou recentemente, que fazia tempo que não transava com ninguém... que queria que eu o estimulasse e mandou uma foto. Eu fiquei sem reação de resposta e falei depois que a relação tinha que ser profissional e bloqueei ele no whatsapp", relatou.

Samir fez um Boletim de Ocorrência (B.O) informando que seu celular foi extraviado. Por telefone, ele disse que, no sábado (3), teria perdido o celular e que as mensagens não foram escritas por ele.

"Na noite de sábado para domingo, na madrugada, eu estava vindo de uma festa no Itapiracó. Estava escuro e o carro foi morrendo dentro dágua e ficou lá até de manhã e eu dentro. De manhã passou um rapaz em uma bicicleta e eu pedi para ele empurrar o carro comigo. Eu acho que nesse momento meu celular caiu na água, não sei. O fato é que ontem que ele começou a emitir sinais e estava lá perto, em via pública ainda. Com meu outro celular deu para rastrear e eu não sei se alguém pegou algumas conversas normais e transformou em acusações. O cara mandou propostas sexuais para garantir oferta de emprego, mandou nudes como se fosse meu pênis. Não fui eu quem mandei. O celular estava extraviado", explicou.

Samir informou ainda que trabalhava na Rádio Universidade e que, por meio de uma parceria, era repórter esportivo na Rádio Timbira, mas sem contrato. A Rádio Universidade emitiu uma nota informando a demissão dele.

"A Rádio Universidade vem a público esclarecer que já foi formalizado junto a Sousândrade o pedido de providências para a demissão do funcionário e que, definitiva e irrevogavelmente, não compactua com qualquer comportamento inadequado, e reitera que os assédios moral e sexual são inadmissíveis", informa a nota - G1.

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