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Mais Notícias : O pântano da quadrilha de Cabral
Enviado por alexandre em 09/02/2018 10:10:09

O pântano da quadrilha de Cabral

Postado por Magno Martins
ÉPOCA – EDITORIAL

No sábado de Carnaval completa-se um ano desde que o juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, aceitou a denúncia do Ministério Público Federal que envolvia no mesmo pacote Sérgio Cabral e Eike Batista. Os procuradores acusavam o ex-governador do Rio de receber propinas para favorecer os negócios do magnata outrora bilionário. Esse processo ainda aguarda um desfecho – ao contrário de outras quatro ações em que Cabral era réu, que já tiveram um veredicto.

Na soma, o político foi sentenciado a 87 anos de prisão. Transferido em janeiro por determinação dos juízes Sergio Moro e Bretas, o ex-governador deixou a cadeia de Benfica, no Rio, rumo a uma carceragem paranaense.

Decerto, o montante das penas será acrescido de algumas dezenas, ou mesmo centenas, de anos. As ações judiciais contra Cabral afloram em volume fabril. Só em 2018, a Justiça acolheu mais duas denúncias contra ele.

No total, o ex-governador responde a 21 processos, acusado de praticar uma amplidão de crimes: corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, fraude à licitação, crime contra o sistema financeiro e evasão de divisas. Numa das condenações, ele é descrito na sentença como o “chefe da organização” que tomou de assalto o Poder Executivo fluminense.

Sabe-se agora que os malfeitos da quadrilha do ex-governador remetem ao início de seu primeiro mandato, em 2007. Para que pudesse fazer as falcatruas sem ser incomodado, recorreu à estratégia de cooptar aqueles a quem cabia a tarefa de fiscalizá-lo. Assim, o bando estendeu seu tentáculo ao Tribunal de Contas do Estado, onde, no ano passado, seis de seus sete conselheiros foram afastados por corrupção, acusados de agir em conluio com o Poder Executivo.

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