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Regionais : Emater realiza palestra em Ouro Preto para tratar do incentivo ao plantio e irrigação de baixo custo para o café clonal
Enviado por alexandre em 11/10/2017 09:40:00


Emater realiza palestra em Ouro Preto para tratar do incentivo ao plantio e irrigação de baixo para café clonal

Os cafeicultores da região de Ouro Preto do Oeste, participaram nesta terça-feira (10) de uma palestra proferida pelo engenheiro agrônomo da Emater/RO Francisco Celestino de Araújo que repassou as novas tecnologias e métodos de produção e manejo de café clonal bem como uma sistema de irrigação de baixo para viveiro de café. O evento ocorreu no auditório do escritório da Emater/RO de Ouro Preto do Oeste e contou com a presença do chefe local da entidade médico veterinário Vinicius Cruz, Lucilene Medeiros no ato representado a secretária Executiva Regional de Governo Maria Araújo de Oliveira e os cafeicultores que tiveram conhecimento teórico e prático quanto ao foco da palestra dirigida por Francisco Celestino profundo estudioso do tema.

Em Rondônia, o setor cafeeiro sinaliza de forma positiva para o melhoramento genético e manejo cultural do café Conilon, com destaque para o uso de novas cultivares clonais em condições de sequeiro e com irrigação suplementar. Diante do crescimento da cultura cafeeira em Rondônia com o incentivo maciço do Governo do Estado se faz necessário buscar alternativas viáveis e que agregue renda e valor e neste mote que Francisco Celestino explicou como o cafeicultor pode produzir suas próprias mudas em um viveiro com irrigação de baixo custo com resultado positivo quanto a rentabilidade. Celestino pegou como base um viveiro com capacidade de produzir duas mil e quinhentas mudas de café clonal e lembrou que até seis mudas segundo o Idaron não é considerado viveiro comercial acima disso as exigências será bem maiores dentro da legislação vigente.

O material utilizado são estacas que, no caso da propagação vegetativa, possuem alto grau de enraizamento nas sacolinhas no viveiro, isto possibilita a manutenção das características genéticas da planta matriz, garantindo uma homogeneidade da lavoura ainda no período de maturação, além de outras características desejáveis como: produtividade, vigor, estabilidade de produção, adaptação ao clima e solo, qualidade do grão e arquitetura de planta.

O processo de trabalho é simples e o material utilizado pode ser encontrado na própria propriedade, como, por exemplo: ripas de madeira, folhas de coqueiro, uma tela de galinheiro, etc. Montada a estrutura o agricultor é orientado a apresentar-se na Agência de Defesa Agrossilvopastoril de Rondônia (Idaron) para registrar o viveiro.

Baixo custo.

Como as mudas de café clonal são muito sensíveis e necessitam estar sempre com as folhas úmidas para desenvolverem rápido, após a estruturação do viveiro e as sacolinhas preenchidas, é feita a montagem do sistema de irrigação. Esse sistema foi idealizado pelos extensionista da Emater-RO. “É um sistema automático que funciona um minuto pulverizando por 20 minutos parado, fazendo com que sempre haja água sobre as folhas.

A confecção do sistema de irrigação é simples e pode ser feita com material que sobra na propriedade ou de restos de acabamento de construções, como canos e mangueiras. Também são necessárias: a aquisição de micro pulverizador, uma bóia de caixa d’água comum, um sensor elétrico colocado em um recipiente de 20 litros e uma bomba submersa tipo “sapo” dentro de um tambor de 200 litros. O custo para construção desse sistema não passa de R$ 350,00 e pode ser utilizado também para hortas. Ao final da palestra o engenheiro agrônomo Francisco Celestino fez uma demonstração para os presentes e ficou comprovado a eficaz do experimento e o resultado é que de forma unanime os cafeicultores aprovaram a ideia e afirmam que irão aplicar em suas respectivas lavouras cafeeira. “É um sistema fácil de manuseio e o que é melhor em termo econômico para nós que vivemos da lavoura do café é viável iremos colocar em pratica esta ideia na minha roça”, afirmou o produtor rural Antônio Augustinho morador da RO 470 (conhecida como Linha 81) KM 04 zona rural de Ouro Preto do Oeste.

Rondônia é o quinto maior produtor de café do país e ocupa a segunda posição na produção do ranking na produção do tipo Conilon. A produção média anual no Estado é de dois de milhões de sacas de café e o governo prevê que a produção regional alcance 4 milhões de sacas até 2018.


Fonte

Texto: Alexandre Araujo

Fotos: Alexandre Araujo

Secom – Governo de Rondônia

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