Regionais : Dilma favoreceu em hidrelétrica empresa que deu dinheiro à sua de campanha
Enviado por alexandre em 13/04/2017 00:28:40


O patriarca da maior empreiteira do país, Emílio Odebrecht, revelou que a ex-presidente Dilma Rousseff foi responsável pelo favorecimento da empresa Tractebel-Suez em licitação para construção da Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia.

Os depoimentos do empreiteiro e do executivo Henrique Serrano do Prado Valladares, também ligado à Odebrecht, embasaram petição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ao ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin.

Janot solicitou o envio das delações à Justiça Federal do Paraná, que julga a Operação Lava Jato na primeira instância, sob tutela do juiz Sérgio Moro.

De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral, o comitê de campanha da ex-presidente recebeu R$ 1 milhão nas eleições de 2010 e a candidatura pessoal de Dilma na campanha de 2014 foi destinatária de R$ 800 mil da Tractebel Energia Comercializadora Ltda.

Inaugurada em 2016, a Usina Hidrelétrica de Jirau, no Rio Madeira, em Porto Velho, Rondônia, recebeu investimentos de R$ 19 bilhões e foi financiada pelo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.

O leilão para construção da usina foi realizado em 2008, quando Dilma era chefe da Casa Civil do governo Lula, e teve como vencedor o consórcio Energia Sustentável do Brasil, formado pela Engie – controladora da Tractebel -, Mitsui, Eletrosul e Chesf.

‘Segundo o Ministério Público, relatam os colaboradores a ocorrência de favorecimento à empresa Tractebel-Suez, vencedora do processo licitatório envolvendo a obra da Usina Hidrelética de Jirau, que, em conjunto com a Usina Hidrelétrica Santo Antônio (obra vencida pelo consórcio formado entre Odebrecht e Andrade Gutierrez), compunha o ‘Projeto Madeira’. Narram os colaboradores que solicitaram auxílio do ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva objetivando reverter a adjudicação em favor da Tractebel-Suez, contudo, por razão desconhecida, o ex-presidente da República optou por não contrariar a então Presidente Dilma Vana Roussef, vista como responsável pelo favorecimento da mencionada empresa.’, diz a petição assinada pelo ministro Edson Fachin, baseado nas informações que chegaram a ele via Procuradoria-Geral da República.

Como os ex-presidentes Lula e Dilma não têm mais foro privilegiado no Supremo, o relator da Lava Jato na Corte máxima reconheceu incompetência para julgar o caso e enviou os depoimentos dos delatores à Justiça Federal e à Procuradoria da República no Paraná. Fachin ainda decretou o levantamento do sigilo dos autos. (AE)


Está passando de jacaré para crocodilo, disse Emílio a Lula sobre doações ao PT
Odecrecht disse que discutia com Lula doações para campanhas do PT


“Seu pessoal está com a goela muito aberta”, disse Emílio Odebrecht a Lula


O empresário Emílio Odebrecht, presidente do Conselho de Administração da Odebrecht, disse em relato por escrito à Procuradoria-Geral da República (PGR), no âmbito de sua colaboração na Lava Jato, que discutia com o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva doações para campanhas do PT. O “apoio” ao petista e seus aliados, segundo o empreiteiro, remonta à época em que ele nem sequer era candidato e se estendeu ao período em que ele comandou o País.

“Lembro de, em uma dessas ocasiões, ter disso ao então presidente que o pessoal dele estava com a goela muito aberta. Estavam passando de jacaré para crocodilo’”, contou Emílio.

O relato do empresário faz parte dos documentos que serviram de base para os pedidos de abertura de inquérito remetidos pela PGR ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O empresário disse que pedidos de ajuda eram sempre feitos por Lula diretamente a ele, mas que os dois sempre designavam um representante de cada lado para negociar valores e tratar de detalhes.

No caso do PT, inicialmente o interlocutor era o ex-ministro Antonio Palocci (Casa Civil e Fazenda), atualmente preso em Curitiba. Do lado da Odebrecht, os designados foram Pedro Novis e, a partir de 2009, Marcelo Odebrecht, filho de Emílio, que assumiu o comando da holding da empreiteira.

Em algumas ocasiões, segundo Emílio, Marcelo pediu ao pai que conversasse com Lula para “informar valores e esclarecer dúvidas”. “Lembro de, algumas vezes, ter dito a ele algo como: ‘Presidente, seu pessoal quer receber o máximo possível, e meu pessoal quer pagar o mínimo necessário. Já instruí meu pessoal para chegar ao melhor acordo, e peço também ao senhor para conversar com seu pessoal para aliviar a pressão’”, afirmou Emílio. (AE)

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