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Policial : Banana pra Lei
Enviado por alexandre em 17/05/2010 16:39:30



Encontro progressita se transforma em palanque eleitoral e pré-candidatos dão uma banana pra Lei

Show dos horrores - Encontro da Frente Progressista se transforma em concentração de cargos comissionados, desfile de traíras e show de bravateiros

O Encontro Estadual realizado pela Frente Progressista, coalizão que reúne o PPS, PP, PTB, PSL, PTN, PSDC, PRP, PV e PT do B, na manhã do último sábado (15), na Quéops, em Porto Velho, mais que um evento para marcar o pré-lançamento da candidatura do atual governador João Cahulla ao governo, e do ex-governador Ivo Cassol ao senado, transformou-se numa grande concentração de servidores detentores de cargos comissionados, num desfile de parlamentares que no interior juram fidelidade à candidatura do ex-aliado cassolista, Expedito Junior (PSDB) e num show de bravatas. Um tal vereador Demivaldo, da região de Ariquemes, e que é do partido tucano, foi saudado como um herói por participar do “show progressista”, como denominou o evento o mestre de cerimônia Moacir Rodrigues, que por sinal é cargo comissionado do setor de cerimonial do governo.

Cerca de duas mil pessoas participaram do encontro. Pelas estimativas do próprio irmão do ex-governador Cassol, o ex-deputado Cézar Cassol, que foi submetido a um tremendo constrangimento público no local (leia abaixo) “entre mil a mil e quinhentas pessoas que aqui estão são comissionados do governo”, observou.

Banana pra justiça eleitoral

Durantes os sucessivos e enfadonhos discursos, o que ficou claro foi o completo desprezo pela legislação eleitoral. Sem qualquer receio ou escrúpulo, os oradores se portavam como candidatos, sem se preocupar com a restrição imposta pela legislação, que nesta fase pré-eleitoral, isto é, antes das convenções que vão homologar as candidaturas, determina que postulantes a qualquer cargo eletivo sejam tratados como pré-candidatos.

Também não faltou apelação, como a do apresentador de TV, Aelson Costa, piloto de um repugnante programa que somente explora a desgraça humana, que se lançou “candidatou” a deputado estadual, “porque imploraram para que eu aceitasse”, disse, na maior desfaçatez. Ao final ainda fechou o discurso com uma tremenda gafe.

Numa mesa repleta de deputados marionetes de Cassol e de figurinhas carimbadas da política local, disse que a população precisa “renovar” em muito a Assembléia Legislativa. Deixou o microfone fulminado por olhares atravessados.

Devaneios

O deputado federal Lindomar Garçom se destacou por abusar da hipérbole ao enfatizar a candidatura de Cahulla. Disse possuir enquete na qual o atual governador começou com 1%, já estaria com mais de 20% e – pasmem – afirmou que “pode vencer ainda no primeiro turno”. Viajou.

A primeira-irmã de Cassol, Jacqueline Cassol, ainda frustrada por ter seu nome vetado pela Assembléia Legislativa na indicação para conselheira do Tribunal de Contas, levou uma charanga composta por servidores do Detran que portando apitos, bandeiras e instrumento de percussão, fez um barulho infernal. Presidente estadual do PP-Mulher, convidou também “homens” a se filiarem à sigla.

O eterno candidato Celso Cruz manteve a cansativa e surrada retórica que repete há 16 anos, de que é preciso mudar a lei que trata de crimes cometidos por menores. Sem empolgar, se manteve como o mais empedernido papagaio-de-pirata o tempo todo atrás dos dirigentes da mesa.

Cézar Cassol é submetido a constrangimento

Num ambiente no qual quem manda e desmanda é o ex-governador Ivo Cassol, a quebra de regras de protocolos é aceita até com naturalidade. Nada, entretanto, poderia ter sido mais constrangedor que a situação a que foi submetido o irmão do ex-governador, o ex-deputado estadual Cézar Cassol.

O ex-deputado acomodou-se numa cadeira na parte de trás do salão, entre conhecidos, e de lá assistia e ouvia discretamente os discursos. Questionado pela nossa reportagem sobre a presença, argumentou: “é a democracia.

Sou de outro partido, de outro palanque, mas meu candidato a senador está aqui, é o Ivo”, justificou. Quando perguntado sobre os demais candidatos nos quais votaria, respondeu: “o segundo voto a senador no Valdir Raupp e para governador no Expedito Junior”.

A certa altura do evento, após inflamados e atropelados discursos, o mestre de cerimônia, Moacir volta-se para a platéia e, em tom de provocação, convoca Cezar Cassol a subir ao palanque. “Venha para este palanque Cezar.

Aqui é o seu palanque. Aqui não tem comprador de voto que vai te prejudicar e depois você terá de ficar se justificando por aí”, disparou na mais contundente estocada dada até agora no ex-aliado e pré-candidato tucano Expedito Junior, cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por compra de votos.

Constrangido publicamente, Cezar identificou no próprio irmão, Ivo Cassol, de onde teria partido a ordem para o ataque. “O Moacir não faria isso. Trabalhou comigo lá em Santa Luzia”, avaliou.

Sem ambiente, e sem atender ao provocante convite para subir ao palanque, ainda ficou um pouco, disfarçou e deixou o local antes dos discursos principais de Cahulla e Cassol.

Fonte: destaquerondonia

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