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Resenha Política : Ação política e sanitária de Hildon é fantástica; um “líder” fraco, míope e submisso; e autoridades vão entrar para a história
Enviado por alexandre em 12/03/2021 22:57:29

RESENHA POLÍTICA, POR ROBSON OLIVEIRA 

VACINA

É uma excelente notícia o anúncio feito pelo prefeito da capital Hildon Chaves, nesta manhã de sexta-feira, de aquisição de 400 mil doses da vacina AstraZeneca (inglesa) para imunizar a população portovelhense. Foi uma ação política e sanitária de Hildon Chaves fantástica, visto que o vassalo estadual permanece isolado aguardando que as vacinas caiam do céu. 

VASSALAGEM

A depender de uma ação concreta do governador Marcos Rocha para imunizar todos os rondonienses, chegaremos ao final do ano com uma paralisia nas funerárias por falta de caixões para enterrar o número altíssimo de conterrâneos contaminados e com milhares de vidas ceifadas. Que o anúncio do prefeito Hildon Chaves sirva de exemplo a ser seguido para os demais prefeitos para que não sejam omissos com o caos no nosso sistema sanitário. E deixem Marcos Rocha isolado com a sua vassalagem política.  

REUNIÃO

No mesmo momento em que o prefeito da capital dava a boa notícia das vacinas, na Assembleia Legislativa representantes de outros poderes e instituições estavam reunidos para debater o problema da pandemia sem resultado prático. Pior que sequer tiveram a delicadeza de convidar autoridades do município de Porto Velho para debater o colapso da saúde estadual. Em contato com a coluna o prefeito minimizou a descortesia e informou ironizando que mesmo convidado não poderia participar porque estava ocupado adquirindo vacinas para salvar as vidas dos portovelhenses.  

REAÇÃO 

Quando achamos que não há mais a quem apelar para que o Governo de Rondônia adote medidas efetivas com base em dados técnicos para conter o caos na saúde que tem ceifado vidas rondonienses, eis que o Ministério Público ingressou na justiça estadual, quarta-feira passada (10), com uma Ação Civil Pública para que nossas autoridades sejam firmes no controle epidemiológico da Covid-19. A reação do MP chega em hora importante, pois exige que o governador Marcos Rocha revogue o Decreto Estadual 28.859, que afrouxou as regras de isolamento social contra a pandemia e que suspendeu o Decreto 25.853, assinado na semana passada determinando medidas mais rígidas. Nem tudo está perdido, embora a medida seja urgente, cabe à justiça agora corrigir o erro do governador obrigando-o a adotar medidas sanitárias mais adequadas à pandemia. 

FRACO 

É perceptível que o governador é mal assessorado e recua em suas ordens toda vez que há algum tipo de pressão. Um decreto revogando o outro que adotava medidas ajustadas à pandemia, revela um governo fraco, perdido e sem rumo.  

SUBMISSÃO 

Para piorar a situação, o governador de Rondônia Marcos Rocha e o governador de Roraima, Antônio Denarium, foram os únicos governadores que não assinaram o pacto pela vida e pela saúde exigindo e apontando ações concretas que sejam eficazes no combate ao vírus. Um governante responsável e de bom senso assinaria o pacto que preconiza, entre outras propostas, que o “coronavírus é hoje o maior adversário de nossa nação. Precisamos evitar o total colapso dos sistemas hospitalares em todo o Brasil e melhorar o combate à pandemia. Só assim nossa Pátria poderá encontrar um caminho de crescimento e de geração de empregos”. Contudo, mesmo sendo um pacto pela vida, Rocha optou em não assinar o documento para não desagradar as autoridades federais que insistem no negacionismo do caos.   

MESQUINHARIA 

A falta de empatia do governador de Rondônia revela a fraqueza de um governante que não compreende que os interesses rondonienses deveriam estar acima dos compromissos mesquinhos da política, especialmente quando vidas são ceifadas em razão desta incompreensão. É um “líder” fraco, míope e submisso. 

DEVER DE CASA 

A Superintendência de Turismo do Estado (uma sinecura sem muita utilidade prática) informou com pompas e suposto ineditismo que Rondônia pode entrar no circuito dos melhores destinos de turismo do país em razão da aprovação do Plano Estadual de Turismo, destinado a planejar as ações da área. O plano em si, como ocorre em outros setores, é obrigação dos gestores que pretendem justificar as próprias ações administrativas, muito embora para explorar a área a realidade seja bem diversa da apresentada. Como a SETUR pretende planejar as ações sem que o estado faça o mínimo do dever de casa como rodovias e aeroportos capazes de receber bem o investidor e o turista?   

LOROTA 

 Para atrair o turista de forma relevante para economia local é preciso antes de tudo estruturar todos os setores da administração pública afetos à questão e, portanto, aumentar a quantidades de voos. Nem o setor da saúde o executivo estadual conseguiu estruturar para oferecer aos rondonienses um atendimento digno, imagine para atender turistas. Ademais, nos locais atrativos para o turista, a exemplo dos rios, o peixe é cada vez mais raro. Sem falar do aumento de casos de malária, uma doença endêmica que vinha sendo controlada em patamares bem abaixo dos atuais percentuais. Turismo é um setor que produz riquezas e cria empregos, embora para que deslanche é preciso muito profissionalismo e pouca lorota. Rondônia é pobre em material humano para incrementar o turismo e rico em lorota de embusteiro para enganar os incautos.  

SEAS 

A Secretaria de Estado e Assistência Social (SEAS) foi denunciada à justiça por insistir em contratar seus servidores sem concurso público de provas e títulos. São mais de trinta cargos comissionados contratados para tocar a estrutura administrativa sem que todos tenham aptidão para as funções para as quais foram contratados. Segundo uma fonte da coluna, enquanto as unidades de saúde públicas do estado estão necessitando de mais profissionais da saúde, na SEAS estão sobrando. O curioso é que o governador não pode alegar desconhecimento do problema uma vez que a primeira dama, Luana Rocha, é a titular da pasta.  

PAPA DEFUNTO

A continuar com a inércia política em razão da carência de competência para lidar com a pandemia muitas autoridades de Rondônia vão entrar para a história com a pecha de "Papa defunto". Ou embalsamador. 

Resenha Política : Governador está mais perdido do que cego em tiroteio; Lista de investigados é longa; Transposição não anda
Enviado por alexandre em 10/03/2021 15:09:06

VAI E VEM 

O governador Marcos Rocha (Sem partido) está mais perdido do que cego em tiroteio para administrar o rescaldo do caos que assola a saúde pública estadual. Hora edita decreto mais restritivo, minutos depois, após meia dúzia de críticas, muda tudo. Uma coisa é certa: o aumento de mortes e infectados em Rondônia continua em curva ascendente e, na medida que o número de infectados em busca de atendimento médico aumenta, as críticas ao governo crescem na mesma proporção. Não há como fazer um omelete sem quebrar os ovos: Rocha tem que abrir os olhos e adotar medidas mais rígidas caso queira desafogar o sistema de saúde, senão o caos será maior. Esse vai e vem revela um governo perdido e sem rumo. O prefeito da capital, corajosamente, decretou lockdown ano passado (achatando a curva) e nem por isto perdeu as eleições. A crítica, em qualquer administração, existe. E é bom que haja para conter o ímpeto dos eventuais governantes paspalhões.  

OPERAÇÃO 

Mesmo o judiciário restituindo as funções parlamentares do deputado estadual Jair Montes, os estrago está feito e, pelo que podemos abstrair da decisão, é alvo sim de uma investigação sobre suposto superfaturamento na compra de testes rápidos da Covid. O magistrado do caso, desembargador Roosevelt Queiroz, ao devolver as funções parlamentares ao investigado, revelou surpresa no vazamento dos nomes envolvidos. Bobagem, pois a cidade é pequena e qualquer operação policial vai às mídias sociais instantaneamente por vizinhos ou curiosos. Principalmente na residência de um parlamentar com o histórico de barulho como é Jair Montes. Não há como manter sigilo. 

ALVO 

Mesmo ficando livre para retomar suas funções legislativas, o parlamentar sabe que é alvo dessas investigações sobre aquisição de testes rápidos de covid. Outro dia discursou afirmando que é o “pai” da Covid, arrancando dos seus pares boas risadas. Embora tenha usado um eufemismo para falar do seu interesse com a pandemia, os eleitores ficaram sabendo agora que este interesse, ao que parece, é ainda maior do que revelou. Dependendo da investigação, além de genitor, pode ter colaborado com a cria a causar tantas mortes.  

INVESTIGAÇÕES 

A coluna apurou nos bastidores que estão em curso várias investigações relativas ao uso indevido da pandemia, por agentes públicos, para malversar os recursos destinados exatamente ao combate à Covid-19. Não apenas na aquisição dos testes, mas também na aplicação dos recursos em leitos e insumos. A lista de alvos é longa, segundo a fonte, que ainda surpreenderá muitos outros: seja por atos comissivos, seja por atos omissivos. 

CRITÉRIOS 

Na última coluna criticamos a inércia da bancada federal em exigir do Ministério da Saúde uma cota maior de vacinas para Rondônia destinada à imunização da população com mais rapidez para conter a contaminação do coronavírus. O deputado federal Lucio Mosquini, líder da bancada rondonienses no Congresso, requisitou ao ministério explicações sobre a quantidade destina para Rondônia em relação à enviada para o Acre e, pela explicação, o Ministério da Saúde adota critérios epidemiológicos e de grupos vulneráveis para repartição das doses disponíveis, sem privilegiar nenhuma estado. Nas explicações ministeriais, com cópia para a coluna, verificamos a veracidade das informações comprovando que não há disparidade nas cotas de vacinas destinadas para o Acre e Rondônia. Os critérios são os técnicos que o MS adotou. O que falta mesmo são vacinas para que a imunização dos brasileiros contenha o caos em virtude do alto número de mortos e infectados. A bancada federal, portanto, tem feito a sua parte. Mesmo que este cabeça chata ache pouco. 

DISTRITÃO 

Aproveitando o papo com o colunista, Mosquini adiantou que hoje, no âmbito da Câmara Federal existe uma tendência na aprovação da proposta na legislação eleitoral de adoção ao “Distritão”. O modelo consiste da seguinte forma: o estado e município se torna um distrito eleitoral e funcionará para a escolha de deputados federais, estaduais, distrital e vereadores. Assim, serão eleitos os candidatos que obtivessem as maiores votações nos distritos, como acontece hoje na eleição dos senadores. Não é levado em conta os votos para partidos e coligações. Em síntese: estaria eleito aquele que recebesse mais votos individualmente. De acordo com Mosquini, esta é a proposta. Sendo colocada em votação imediatamente, é a que mais tem recebido apoio entre os congressistas. O que não há consenso é em relação à cláusula de barreira que, aprovada, acaba de vez com mais da metade dos partidos existentes.  

COLIGAÇÃO 

Os defensores das famigeradas coligações, onde partidos sem nomes em suas nominatas com votos suficientes para alcançarem o coeficiente eleitoral juntam-se com as legendas mais densas eleitoralmente para elegerem seus candidatos, não estão conseguindo convencer a maioria para que seja reeditada nas eleições de 2022. Na hipótese das coligações permanecerem vedadas, muitos partidos denominados ‘nanicos’ tendem a desaparecer do cenário político. Com são agremiações cartoriais, os seus dirigentes também perdem importância porque fazem da legenda um meio de vida. 

FILIAÇÃO 

O tucano João Gonçalves Junior, prefeito de Jaru, está em negociações para deixar o PSDB e ingressar do MDB. As conversas estariam bem adiantadas, o que tem animado os emedebistas em avaliar lançar o jovem prefeito ao Governo de Rondônia. A filiação no MDB é dada como certa, apesar da candidatura depender de outros fatores e que não interfira nas relações comerciais da família. 

TRANSPOSIÇÃO 

Existe algo estranho nos trabalhos da comissão especial da união destinada a analisar os pedidos de transposição dos servidores de Rondônia para os quadro federais.  Enquanto os processos dos servidores do Amapá e Roraima andam a passos largos, os processos dos servidores de Rondônia dormitam nos escaninhos do Ministério da Economia, inclusive com rigor burocrático bem mais rígidos dos exigidos para os servidores amapaenses e roraimenses.  

TRANSPOSIÇÃO II 

Esta é uma questão que vem se arrastando lentamente há mais dez anos sem que os servidores com direito a migrar para os quadros federais consigam uma solução com a rapidez que merecem. Embora inúmeros deputados federais e senadores tenham faturado com a transposição, alegando estarem resolvendo os entraves, o que constatamos é uma inércia política que discrimina os nossos barnabés. O discurso dessas autoridades federais é lorota, a bancada anterior foi mais efetiva no caso, pois o carimbo de inadmissão nos processos dos nossos servidores é imensamente maior do que dos demais. No Amapá, terra do senador Davi Alcolumbre, e Roraima, estado de Romero Jucá, a transposição anda a passos largos.  

POLARIZAÇÃO 

Mesmo reconhecendo que o ex-presidente Lula foi julgado fora da normalidade processual e que merecia (como qualquer outra pessoa) um julgamento justo, corrigido tardiamente por um HC deferido pelo ministro Edson Fachin, a polarização política um ano antes das eleições entre lulismo e bolsominos não é bom para a política do país. Na medida que as eleições forem se aproximando esta polarização tende a debandar para vias de fatos. O que aumenta a incredulidade da população com os políticos e a política.  Os destinos do Brasil não deveriam ser decididos no par e impar.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 03/03/2021 08:55:10

RESENHA POLÍTICA 

ROBSON OLIVEIRA 

 

DESABAFO 

“Estou ficando 'aporrinhado' com tanto negacionismo. Enche o saco mesmo. Todo mundo está vendo a situação que o Brasil vive nesta pandemia. Aí aparece o 'líder' deste país, quase ficcional, vadiando com ideias absurdas”, com este desabafo o senador emedebista Confúcio Moura sintetiza a indignação de boa parte dos brasileiros que assistem atônitos o negacionismo presidencial contra o coronavírus, na medida que aumenta exponencialmente o número de óbitos no país. 

 

PLANEJAMENTO 

Ninguém pode se queixar de desconhecimento da crise aguda que colapsou todo o sistema de saúde com o agravamento dos casos de Covid 19. Ano passado, diante de um relatório produzido por especialistas a pedido do CREMERO, que traçou um cenário sombrio de casos e mortes, a maioria das autoridades deu de ombros. Alguns setores, inclusive da imprensa da capital, zombaram e criticaram. Hoje, a realidade ali apontada se impõe e revela que nossas autoridades não planejaram as ações corretamente para combater a pandemia. Muitos, infelizmente, desativaram as UTIs acreditando que o pior havia passado, embora os cientistas tivessem alertado para uma segunda onda. Uma onda que está virando um tsunami.  

 

KIT EMBUSTE 

Mesmo a comunidade científica alertando que o kit Covid (hidroxocloroquina, ivermectina) distribuído por autoridades não tinha serventia nenhuma na prevenção do vírus, tanto o governador de Rondônia, Marcos Rocha, quanto o Secretário de Saúde, Fernando Máximo, foram para ruas da capital distribuir o kit. Seguindo a mesma linha do nosso presidente que nega as recomendações da ciência. 

 

ANTES TARDE DO QUE NUNCA 

Depois de superar a fase negacionista, ao que parece, o governador Marcos Rocha e o secretário Fernando Máximo foram às redes sociais alertar para a dimensão do problema dessa segunda onda de contaminação. As falas são bem elaboradas e com um conteúdo que merece elogios, especialmente porque chama a atenção dos jovens de que a doença não escolhe idade, condição social, raça nem credo para ceifar vidas. Além de que já não há leitos de unidade de terapia intensiva para atender a quantidade imensa de contaminados. Os alertas bombaram nas redes sociais. Embora, ano passado, quando ainda seguiam a linha negacionista, os dois criticaram o lockdown que o prefeito da capital baixou para conter a disseminação do coronavírus. Antes tarde do que nunca... 

 

DESCARTE 

Ao trocar o PP (liderado no estado pela família Cassol) pelo PODEMOS (presidido pelo deputado federal Léo Moraes), a ex-vereadora Cristiane Lopes deixou irritado o patriarca do clã, ex-senador Ivo K-Sol. Lopes perdeu recentemente as eleições para prefeita da capital, mas obteve uma votação surpreendente anabolizada pelo apoio engajado de deputado federal Léo Moraes.   

 

IRRITAÇÃO 

A irritação da “Cassolândia” é em razão do PP ter acreditado na postulação da ex-vereadora a prefeita no momento em que muitos não apostavam em sua viabilidade. Ademais, com a atual regra eleitoral, o desfalque de um nome eleitoralmente denso, afeta os cálculos dos pepistas em apresentar uma nominata matematicamente forte para eleger mais de um deputado federal.  

 

DESABILITADO 

Na hipótese da liminar concedida pelo ministro Kassio Marques, que modificou o entendimento do cálculo do cumprimento das sanções da lei da ficha limpa, seja confirmada no plenário do STF – o que esta coluna duvida – o ex-governador K-Sol estaria habilitado a concorrer nas eleições de 2022. Razão pela qual, nos últimos dias, o ex-governador e ex-senador começou a circular nos meios políticos, após o isolamento imposto pela lei que o tornou ficha suja.  

 

GOLPE 

Caso a população não atente para as manobras que estão sendo engendradas no Congresso Nacional, será surpreendida com mudanças substanciais das regras que estabelecem as eleições 2022. A famigerada coligação, flexibilização do financiamento de campanha e dos instrumentos jurídicos existentes hoje para prestação de contas serão suavizados ( para não dizer algo mais contundente) visando atender interesses inconfessáveis. Como diria o ministro do Meio Ambiente Sales: enquanto a mídia está voltada para a pandemia, “vamos passando a boiada”. Os deputados são profissionais em tocar o berrante sem que o som ecoe além do necessário. O golpe vem a galope.  

 

ESTIMULANDO 

Um dos políticos que será instado a entrar na disputa pelo Governo de Rondônia é o ex-prefeito de Ariquemes, Thiago Flores. Não há atualmente movimento do ex-prefeito neste sentido, mas é bom não subestimar a capacidade que adquiriu nas urnas em sair vitorioso. Os caciques conhecem bem para onde o vento sopra, mesmo quando os céus mudam de direção inesperadamente. O mesmo assédio já começa a estimular o prefeito da capital, Hildon Chaves. Dois novatos na política que deram certo e vão ser decisivos nas eleições de 2022.  

 

PROTAGONISMO 

O Conselho Regional de Enfermagem de Rondônia iniciou o ano mostrando a que veio com a nova gestão liderada pelo ex-presidente Nacional do Cofen, Manoel Carlos Neri. Em pouco mais de dois meses na gestão estadual, Neri protagonizou ações firmes na defesa do exercício dos profissionais nesta pandemia inscritos na autarquia e, portanto, fiscalizou os atos administrativos das nossas autoridades de saúde. Um exemplo concreto é o relatório que produziu na vistoria que realizou pessoalmente nas unidades de saúde de Guajará-Mirim, revelando o caos em que se encontra aquela área na pérola do Guaporé. Na presidência do COFEN foi uma voz de referência ouvida pelos principais veículos de comunicação na primeira onda da Covid 19.  

 

OUTRO LADO 

Em razão da coluna da semana passada, quando criticamos a nomeação da ex-prefeita de Cacoal em um gabinete de um parlamentar filiado do Podemos, a direção do partido enviou à coluna sua versão sobre os fatos que em nome do bom jornalismo publicamos na íntegra.  

 

“Na data de ontem, 23 de fevereiro de 2021, foi veiculado junto ao site tudorondonia, a coluna Resenha Política do jornalista Robson Oliveira, onde consta que 'O PODEMOS, em Rondônia, tem se firmado com um discurso moralista prometendo fazer da política uma atividade limpa. O ato do parlamentar Deiró, até o momento, não recebeu nenhuma censura da direção partidária. Aguardemos!'. 

O PODEMOS RONDÔNIA, neste ato representado por seu Presidente Estadual OSCAR DIAS DE SOUZA NETTO, informa que o deputado estadual CIRONE DEIRÓ realmente foi eleito para o cargo nas eleições gerais de 2018 por esta agremiação, porém, em reunião ordinária da Comissão Executiva Estadual, realizada no dia 30/03/2020, foi deliberada a sua desfiliação.  

O deputado ingressou junto ao Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia, com uma Ação Declaratória de Desfiliação Partidária, a qual foi julgada procedente, por unanimidade, para que o mesmo deixe o partido e desde então a direção partidária não mantém qualquer contato com o deputado.  

Dessa forma, pelo fato de o PODEMOS/RO ter adotado as medidas para a desfiliação do referido deputado desde o ano passado e não possuir mais qualquer relação com o parlamentar, torna incabível a adoção de qualquer (sic) medidas em face do evento noticiado, por parte desta agremiação partidária. 

Registre-se, contudo, que o partido PODEMOS pauta sua atuação com  base nos preceitos republicanos, atuando sempre com lisura com a coisa pública, e não compactua com quaisquer subterfúgios que busquem violar os princípios norteadores da administração pública”.  

OSCAR DIAS SOUZA NETTO – PRESIDENTE. 

  

Em tempo: a mesma coluna também é publicada simultaneamente nos sites: Rondônia Dinâmica, Gente de Opinião, Expresso Rondônia, Folha Rondoniense, Rondônia Notícias, Correio de Rondônia, Painel Político, Mais RO, Que Notícias Ariquemes, Eu Ideal, Chaddad, entre outros.  

 

DOSE DUPLA 

A partir deste mês a coluna passa a ser atualizada nas terças e sextas-feiras. Exceto feriados.  

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 24/02/2021 14:30:00

RESENHA POLÍTICA 

ROBSON OLIVEIRA 

 

PANDEMIA 

Todas as previsões dos pesquisadores sobre o coronavírus apontam Rondônia como preocupante nos próximos meses. Hoje todo o sistema de saúde está em colapso e o número de óbitos aumenta assustadoramente. As ações governamentais são insuficientes para conter o caos, visto que a área de saúde estadual, além das municipais, não consegue planejar as ações e nem atender a população a contento.  

 

IRRESPONSABILIDADE 

Embora seja da responsabilidade das autoridades políticas ações efetivas para evitar que a pandemia continue ceivando vidas de forma avassaladora, a irresponsabilidade das pessoas em insistir levar a vida dentro da “normalidade” com aglomerações contribui de forma crucial para ampliar a crise sanitária que Rondônia está imersa. Falta em parte considerável da população empatia, respeito à vida e responsabilidade. Não adianta apenas as autoridades emitirem decretos restritivos caso a população não tome consciência em cumprir as medidas preventivas que são indispensáveis no enfrentamento ao COVID.  

 

VACINA JÁ!  

É ínfima ainda a quantidade de pessoas imunizadas com a vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, em todo o Brasil. Em Rondônia, caso não haja aquisição de mais vacinas, chegaremos ao final de 2021 com aumento apenas dos óbitos. Ano passado, o prognóstico feito por uma comissão de especialistas indicando colapso com a Covid, foi ironizado por vários segmentos rondonienses, inclusive de profissionais da imprensa engajados neste insano debate ideológico. Hoje, a realidade, é próxima ao prognóstico feito sob encomenda de uma autarquia médica local. É preciso que nossos governantes façam um esforço e comprem vacinas para imunizar a população, com urgência.  O STF deu sinal verde para governadores e prefeitos providenciarem o imunizador. Apesar de alguns "juristas" falastrões de plantão terem feitos previsões jurisprudenciais diversas sobre a regra. 

 

PRECIPÍCIO 

É uma lástima a orientação dada por uma comissão supostamente de especialistas que produziram uma nota técnica sugerindo o retorno das aulas presenciais em Rondônia. Lendo o que foi produzido revela-se  que tais “especialistas” não observaram os estudos científicos e as previsões de dias tenebrosos, haja vista que não há concretamente um cenário sanitário favorável ao retorno à vida “normal”. Pelo contrário, as previsões são catastróficas e sem perspectiva de imunização em massa. Reabrir as escolas nos próximos dias, sem que haja vacinas suficientes nem para os profissionais de saúde, é jogar os trabalhadores da educação e os alunos e familiares ao precipício. A nota técnica que avaliza a reabertura é passível de questionamento. Com a palavra a comunidade científica.  

 

INDIGNIDADE 

Uma profissional da saúde, lotada no Hospital de Base, divulgou pelo Facebook uma foto da alimentação servida aos profissionais que labutam nos plantões daquela unidade, o que revolta qualquer pessoa que teve acesso à imagem (embora este colunista tivesse pedido mais detalhes, o que ocorreu, a imagem foi bloqueada hoje, o que, para a coluna, deve ter sido para evitar retaliação). Percebe-se a indignidade com que valorosos profissionais da saúde são tratados pelo Governo de Rondônia. Profissionais que deveriam ser condecorados pela coragem e denodo são tratados indignamente. Uma vergonha.  

 

MANOBRA 

A nomeação da ex-prefeita de Cacoal Glaucione Rodrigues no gabinete do deputado estadual Cirone Deiró (PODEMOS), em razão das medidas judiciais a que está submetida, é semelhante ao caso da filha de Roberto Jeferson, Cristiane Brasil, que foi obrigada a desistir de uma assessoria na Assembleia Legislativa de São Paulo, pelo mesmo impedimento que em tese a ex-prefeita é alcançada. A manobra não colou no poder legislativo paulista e tem tudo para também não vingar no rondoniense, após questionamento judicial.  

 

MORALISTA 

O PODEMOS, em Rondônia, tem se firmado com um discurso moralista prometendo fazer da política uma atividade limpa. O ato do parlamentar Deiró, até o momento, não recebeu nenhuma censura da direção partidária. Aguardemos!  

 

DOSE DUPLA 

A partir no próximo mês esta coluna vai circular duas vezes por semana: terças e sextas. As sequelas da Covid afetaram a saúde do escriba, mas o juízo para traçar essas linhas meio tortas não sucumbiu ao vírus. A dose agora é dupla.  


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Resenha Política : RESENHA POLÍTICA ROBSON OLIVEIRA
Enviado por alexandre em 03/02/2021 09:20:22

RESENHA POLÍTICA 

ROBSON OLIVEIRA 

 

BAMBURROU  

Na última sexta-feira (29), através de um decreto mal escrito, o governador Marcos Rocha liberou geral a garimpagem nos rios de Rondônia. Pelo decreto não fica claro se a exploração da atividade aurífera no estado exigirá do garimpeiro estudos sérios sobre impactos ambientais, embora conste entre as exigências para a autorização do funcionamento das dragas alguns cuidados na área, numa redação dúbia e despreocupada com o meio ambiente, visto que o objetivo era mesmo regularizar uma atividade que em Rondônia tem histórico predatório.  

 

MAZELAS  

No final da década de oitenta e início de noventa, Porto Velho virou uma grande fofoca (termo usado pelos garimpeiros para designar multidão no garimpo) de garimpeiros. Época em que muita gente ganhou dinheiro com o metal vil com dragas gigantescas que pareciam pequenas pousadas. A indústria da construção de dragas crescia a todo vapor, na mesma proporção que cresciam os números da violência, prostituição, tráfico de droga, entre outras mazelas que a atividade atrai. 

 

ASSOREAMENTO 

 Poucos ganhavam dinheiro e para o estado e municípios os tributos oriundos da exploração aurífera quase nada. É uma atividade que opta por sobrevir informalmente e marginalmente. Foram anos que a quantidade de dragas no Madeira era tão grande que provocou impactos na navegação devido ao assoreamento, além dos impactos nefastos em razão dos elementos químicos jogados no Madeira pela garimpagem.  

 

CRITÉRIOS 

É possível compatibilizar a atividade aurífera com a preservação ambiental, mas é necessário que o estado estabeleça regras objetivas e claras de impactos ambientais. Indispensável também que sanções sejam instituídas e postas em prática para que a depredação seja coibida de forma exemplar. O que pelo decreto em vigor não resta claro. O desenvolvimento sustentável exige antes de tudo a consciência do explorador da atividade de que a preservação ambiental é importante inclusive para que sua atividade seja longeva, consciência esta que em regra o garimpeiro dá de ombros. 

 

NEGACIONISTA 

Não é segredo pra ninguém que o atual governo rondoniense segue cegamente os mesmos erros na área ambiental que o federal. Ambos não compreendem que desenvolvimento requer tecnologia e preservação para que a produção e as atividades exploradas não se esgotem com a depredação. Marcos Rocha, inclusive, chegou a gravar um áudio para os madeireiros de Espigão do Oeste avisando que não reprimiria a exploração da madeira na região que, naquele momento, estava paralisada em razão de uma decisão da justiça federal. É um negacionista assumido o que tem provocado estragos indeléveis aos rondonienses, a exemplo da área de saúde. A questão ambiental ainda vai dar muita dor de cabeça a Rocha. Questão de tempo.  

 

PREFEITURA 

Foi uma excelente mudança que o prefeito Hildon Chaves fez colocando na chefia de gabinete da prefeitura da capital o advogado Fabrício Jurado. Embora não possua experiência suficiente em negociações políticas, particularmente com o legislativo, Jurado é uma pessoa simpática, inteligente e extremamente humilde, bem diferente do antecessor que tratava as pessoas no coturno. Vai precisar de ajuda no campo político, área que o próprio prefeito tira de letra.  

 

MERCADO 

O toma lá, da cá que voltou a imperar na eleição da Câmara Federal como moeda de troca que levou o deputado federal alagoano Arthur Lira ao comanda da casa, revela que nossa política continua contaminada com o que tem de mais raso e desnuda o discurso moralista e falso daqueles que se elegeram prometendo austeridade e ética da política. Como diria o poeta Tom Jobim: “o Brasil não é para principiantes”. O eleitor deveria verificar o voto de cada um dos parlamentares para avaliar quais os motivos de votar em Lira, certamente concluirá que a maioria votou por razões inconfessáveis.  

 

BANCADA  

A bancada federal rondoniense se dividiu entre os candidatos da Câmara Federal Baleia Rossi e Arthur Lira. Coronel Crisostomo (PSL), Jaqueline Cassol (PP), Mariana Carvalho (PSDB), Silvia Cristina (PDT), Expedito Neto (PSD) e Léo Moraes (PODEMOS) votam no rolo compressor de Lira. Apenas Lúcio Mosquini (MDB), optou por Baleia. Mauro Nazif (PSB) não compareceu à votação em razão de saúde. Agora aguardar e observar para verificar qual deles ganharam mimos em troca do voto que transformou a casa baixa em um mercado persa da baixaria. 

 

GARGANTA PROFUNDA  

 O Centrão, base que elegeu Lira, é conhecido nos corredores do Congresso Nacional pela voracidade com que age na calada da noite para devorar os atrativos que a  “viúva” oferece. Um corrente política que durante a campanha nacional passada o general Heleno entoou uma paródia com a letra e melodia da música de Bezerra da Silva, ‘Reunião de Bacana’. 

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