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Saúde : PLÁSTICAS
Enviado por alexandre em 21/11/2011 13:01:32



Brasileiras se arriscam em cirurgias plásticas na Bolívia e no Paraguai

Em julho deste ano, Daniela Conceição e a filha Roberta se divertiam em uma das maravilhas da natureza: as Cataratas do Iguaçu. Elas são de Campo Grande, Mato Grosso do Sul, mas a viagem não foi só de passeio. Roberta, de 27 anos, tinha três cirurgias plásticas marcadas em Cuidad del Este, município paraguaio na fronteira com o Paraná.

Roberta pesava 58 kg quilos e brilhava em concursos de beleza na cidade dela, mas queria um retoque no nariz, uma lipoaspiração e a colocação de próteses de silicone no bumbum. Tudo foi feito em um único dia, em uma clínica no Paraguai. Roberta ficou apenas 24 horas em observação. Depois, mesmo se queixando de fortes dores no corpo, foi liberada pelo médico. “Ele não olhou a perna dela e estava inchada. Mesmo leiga, eu vi que estava inchada”, revela Daniela Conceição.

As duas deixaram a clínica e voltaram para um hotel em Foz do Iguaçu. Roberta pediu então para a mãe um cachorro-quente. O pedido foi a última conversa entre mãe e filha. Era a hora da refeição no pós-operatório improvisado. Quando voltou com o lanche para o quarto, Daniela encontrou a filha desmaiada. Pediu a um atendente do hotel que chamasse ajuda.

Funcionário do hotel: Atendente do SAMU: E você está ao lado dela agora ou não?
Funcionário do hotel: Não, eu estou na recepção do hotel. Ela está no apartamento.
Atendente do SAMU: E quem que está do lado dela?
Funcionário do hotel: É a mãe dela.
Atendente do SAMU: E ela não está respirando...
Funcionário do hotel: Não. Parece que ela não tem mais respiração.

Segundo a equipe médica que tentou socorrer Roberta, ela morreu de embolia pulmonar causada por uma trombose na perna. Daniela acha que no pós-cirúrgico, ainda no Paraguai, a filha foi abandonada pelo médico.

“O que mais me chocou foi quando ele falou para mim que o hospital não tinha mais responsabilidade com ela. Na hora, eu não sei, eu deveria ter respondido para ele: ‘então, quem é responsável? O senhor’. Porque quem fez a cirurgia dela foi ele”, afirma Daniela Conceição.

“O cirurgião é o responsável. Ela só pode ser liberada, quando ela estiver efetivamente de alta”, declara o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

O médico que operou Roberta continua a atender em Ciudad del Este. As investigações ainda não começaram. Procurado pelo Fantástico, ele não quis dar entrevista.

Repórter: A Roberta precisava fazer essa cirurgia?
Daniela conceição, mãe de Roberta: Precisar, não precisava, mas a vaidade hoje em dia é tanta.

A publicitária Laura do Amaral também é de Campo Grande.

Repórter: Por que você fez cirurgia plástica? O que te incomodava?
Laura do Amaral, publicitária: Gordura localizada difícil de tirar na academia.

O Fantástico percorreu três países (Argentina, Bolívia e Paraguai) e constatou que Roberta e Laura são exemplos de uma grande movimentação nas fronteiras. É cada vez maior o número de pacientes brasileiras de cirurgiões plásticos estrangeiros. O motivo são os preços mais baixos.

“Hoje operei duas. Ontem, operei três. Anteontem, operei quatro. Na minha agenda, todos os dias têm cirurgia”, revela o médico.

Santa Cruz de la Sierra, a maior cidade boliviana, é um dos destinos mais procurados. A maioria das brasileiras escolhe as clínicas pela internet. Um médico usa um site, em português, para fazer propaganda, prática condenada pelo Código de Ética da Medicina. “Isso não é medicina, isso é comércio”, critica o presidente do Conselho Federal de Medicina.

A venda casada, proibida no Brasil, é comum nos países vizinhos. Um hotel no centro de Santa Cruz é conhecido entre as brasileiras que procuram cirurgia plástica. Ele pertence ao irmão do médico que é dono de uma clínica a poucos quarteirões do local. No pós-operatório, ao invés de um leito de hospital, as mulheres ficam nos quartos do hotel. No lugar de enfermeiros, atendentes comuns fazem curativos e dão banhos.

“Há meninas que vêm com pacote, tudo incluído, cirurgia e hospedagem”, aponta o dono do hotel. Ele conta ainda que recebe 25 brasileiras por mês.

Repórter: Quanto tempo você ficou na clínica?
Laura do Amaral, publicitária: Um dia.
Repórter: E depois disso?
Laura do Amaral, publicitária: Depois, eu vim para o hotel.

Os recibos pelas cirurgias saem em nome do hotel.

“Não há a intenção de oferecer um bom serviço, até porque você vai embora, vai desaparecer, não vai mais reclamar com ele. Então, é a sedução por um preço baixo, para fazer de qualquer forma”, ressalta José Horácio Abudib, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

A produtora dessa reportagem telefonou para outro médico na Bolívia. “Meu filho e minha sobrinha têm todo o esquema montado para oferecer para a senhora: pegar a senhora do aeroporto rumo à hospedagem e toda a cirurgia”, informa o médico pelo telefone.

Essa espécie de turismo médico movimenta uma cidade onde cintas cirúrgicas são vendidas em qualquer barraca e onde a fiscalização é pequena, segundo o presidente da Associação Boliviana de Cirurgiões Plásticos, Marcelo Salvatierra.

Ele afirma que algumas operações são feitas por médicos que não têm especialização em cirurgia plástica.

Foi também em Santa Cruz que a produtora do Fantástico fez uma descoberta assustadora.

Médico: Tem gente que morre, e tiram a prótese. Ou tem gente que não aceita, tira a prótese, esteriliza e vende a US$ 100. Esse que é o problema.
Produtora: Como é? As pessoas que morrem, eles tiram ...
Médico: Médico: Tem muito cara sem-vergonha aqui. Nossa, tem muito.

A banalização das operações plásticas põe em risco todo o processo cirúrgico. O processo começa no pré-operatório.

A nossa produtora faz a primeira consulta com um médico boliviano em uma quinta-feira. Uma câmera escondida registra: ele diz não ter tempo para operá-la nos dias seguintes. “Estão chegando dez pacientes amanhã. Sábado, eu não tenho tempo. Domingo, segunda, terça, quarta, está tudo lotado”, diz.

A produtora insiste e ele de repente muda de ideia. “Amanhã à tarde, sim, ela pode”, aponta o médico.

A assistente do médico rapidamente marca os exames que serão feitos às pressas no dia seguinte: “Amanhã você vem cedo, às 8h30, para fazer exames. E faz a cirurgia à tarde”.

Às vezes, um telefonema basta para o acerto de mais uma cirurgia.

Médico: Se você vai realizar toda a cirurgia que você falou para mim, vou fazer um pequeno desconto: US$ 2,5 mil.
Produtora: Toda a cirurgia?
Médico: Nariz, peito, lipo. Se você preferir, ponho um pouco de glúteo.

“É também uma conduta antiética: o médico não pode receitar por telefone, não pode aceitar aquilo que o paciente diz. No final tem um até que oferece colocar gordura nos glúteos, para aumentar o bumbum de graça, o que ele daria como brinde. É algo totalmente antitético e absurdo”, condena o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

Nossa equipe vai a Porto Iguazú, na Argentina. É a primeira vez que o médico vê a produtora do Fantástico. Em 10 minutos, a cirurgia está marcada. Ele trabalha em uma pequena clínica, onde não há Unidade de Terapia Intensiva.

Produtora: Aqui tem UTI?
Médico: Na clínica, não. Tem no hospital em frente. As clínicas aqui são pequenas, não têm UTI.

O meio do processo é o que os médicos chamam de intra-operatório. É o que acontece na mesa de cirurgia. Em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, uma funcionária brasileira nos recebe em outra clínica sem UTI. “Nós não temos mesmo UTI. Eu já aviso de cara que não temos. É só a sala de cirurgia”, informa.

“Pequenos procedimentos podem ser feitos em clínicas sem UTI. Agora, quando você tem procedimentos conjuntos, como lipo, plástica no abdômen, mama, face, tem que ser feito em clínica, em hospital que tenha UTI”, aponta o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

A funcionária confirma outro risco causado pela banalização das cirurgias plásticas: o acúmulo de trabalho desses médicos. “Agora mesmo, no final de novembro, ele tem dez cirurgias marcadas. Cinco na quinta, cinco na sexta”, informa a funcionária.

O presidente da Sociedade Boliviana de Cirurgiões é contra o alto número de cirurgias diárias e repete o conselho que garante ter ouvido do brasileiro Ivo Pitanguy: “O melhor conselho que posso te dar é que durma bem, que descanse bem, antes de uma operação”.

No turismo médico da fronteira, o pós-operatório é a etapa mais abandonada.

Médico: Amanhã, faço à tarde a cirurgia.
Produtora: Quanto tempo eu fico aqui internada?
Médico: Um dia.

“Esse é o maior absurdo que eu estou vendo até agora. É você operar em um dia e no dia seguinte viajar, por terra, por avião, não importa. É você se submeter a algumas horas em que vai ficar com as pernas para baixo, a gente chama de êxtase venosa, ou seja, o sangue caminha muito lentamente e tende a se coagular”, afirma o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

Em telefonema para uma clínica boliviana, a nossa produtora é atendida por uma brasileira.

Produtora: Eu quero fazer lipoescultura, prótese de silicone.
Atendente: Você faz a cirurgia, que ele sempre opera em uma sexta, e sábado de manhã você vai embora para a sua casa.

O descaso dos médicos e a desinformação das pacientes podem fazer com que um simples pós-operatório se torne emergência hospitalar. A situação encontrada pelo Fantástico em todas as cidades visitadas se repete na Tríplice Fronteira.

Na maioria dos casos, as mulheres atravessam a Ponte da Amizade com pontos e curativos e deixam para fazer o pós-operatório do lado brasileiro, sem acompanhamento do médico paraguaio responsável pela cirurgia.

“Muitas pacientes acabam que, quando têm um problema, não conseguem retornar ao seu médico e ficam meio que vagando pela cidade procurando alguém que consiga resolver”, revela o cirurgião plástico Augusto Capobianco.

O Augusto Capobianco trabalha em Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira. De tanto atender a brasileiras operadas fora do país, se especializou em fazer cirurgias reparadoras.

“Uma paciente teve uma rejeição em um lado das próteses. Se ela tivesse próximo ao seu médico no dia em que ela teve esse problema, o médico facilmente poderia ter entrado com algum remédio, um antiiflamatório qualquer. Assim, foi necessário remover a prótese”, explica o cirurgião.

Às vezes, não é a paciente quem vai embora logo depois da cirurgia. Às vezes, é o médico quem deixa a cidade. O resultado é o mesmo: o abandono no pós-operatório.

Ao lado de Guajará Mirim, em Rondônia, cirurgiões de Santa Cruz de la Sierra alugam um hospital, do lado boliviano, para operar. As brasileiras só precisam atravessar o Rio Mamoré. Em março deste ano, a mulher de Francisco Oliveira morreu no hospital boliviano.

Antônia, de 33 anos, tinha passado por três procedimentos no mesmo dia: colocação de silicone, lipoescultura e aumento do bumbum. Morreu por embolia pulmonar. Deixou dois filhos: um de 13 anos, um de 8 anos. “Ela já era muito bonita. Não precisava”, comenta Valdelice Araújo Silva, irmã da vítima.

O médico que operou Antônia ainda não está sendo investigado. “As pessoas têm que procurar segurança. Não é um cirurgião plástico mais barato, não é a clínica mais bonita, nada disso adianta se não houver segurança”, aponta o presidente do Conselho Federal de Medicina, Roberto D’Ávila.

Em agosto, a brasileira Eunice, de 57 anos, morreu depois de ser operada em Santa Cruz de la Sierra. A filha Rosangela Lemos dos Santos de lembra da dificuldade para conseguir informações em outro país: “Outra língua, outra legislação. Você não tem acesso. É muito difícil, principalmente para a gente que está aqui no interior”.

Quando Eunice entrou em coma, a família, que é de Rondônia, tentou trazê-la de volta em um avião com UTI, mas ela sofreu embolia pulmonar e não resistiu à viagem. O cirurgião, que não está sendo investigado, também não quis dar entrevista.

“Ela fez rosto, ela fez lipo, fez tudo, colocou silicone. Como é que uma pessoa dessa anda, deita? Como é que sobrevive depois? Mais louco é o médico que faz esse tipo de coisa, que o paciente vai na ânsia. ‘Eu quero ficar bonita, eu quero isso’. Mas o médico tem que ter cautela. É uma vida que está na mão dele”, lembra a filha de Eunice.

Fonte: Rede Globo

Saúde : VIXE MARIA
Enviado por alexandre em 17/11/2011 19:35:59



UFPB revalida diploma de médico feito nas coxas

Quinhentos e oitenta e três ilustres paraibanos que terminaram o curso de Medicina na Bolívia, tiveram seus diplomas revalidados pela UFPB, denuncia a Isto É desta semana. Como sabemos, o curso de Medicina na Bolivia se parece com aquele de Direito que era ministrado em Caruaru em passado recente, quando o QI do aluno era medido pelo tamanho do seu saldo bancário. A coisa foi tão escandalosa que o Mec mandou o Ministério Público Federal investigar.

blog do Tião Lucena

Saúde : LULA
Enviado por alexandre em 17/11/2011 00:31:12



Lula se antecipa a efeito da quimio e raspa barba e cabelo

O Instituto Lula informou na tarde desta quarta (16) que a ex-primeira-dama Marisa Letícia raspou a barba e cortou o cabelo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que faz tratamento contra um câncer na laringe.

Com a decisão de raspar barba e cabelo, Lula se antecipou aos efeitos da quimioterapia, que provoca a queda de pelos. O ex-presidente cultivava a barba, que se tornou uma marca pessoal, desde quando era sindicalista, nos anos 1970.

G1

Saúde : CAOS NA SAÚDE
Enviado por alexandre em 11/11/2011 20:36:05



Presidente do Simero garante que a situação do João Paulo II piorou em 2011
O médico Rodrigo Almeida, presidente do Sindicato dos Médicos do Estado de Rondônia (Simero), foi o entrevistado desta sexta-feira (11) do programa A Voz do Povo, na rádio Cultura FM 107,9 apresentado pelo jornalista Arimar Souza de Sá. O programa é retransmitido pela rádio Antena FM 98,3 de Alvorada do Oeste.

Ele falou sobre a crise na saúde pública em Rondônia e também sobre a situação de hospitais particulares. “De janeiro pra cá, a situação do pronto socorro João Paulo II piorou. Faltam leitos, ambulâncias, remédios e outros problemas, que estão aumentando o tempo de espera dos pacientes, principalmente por cirurgias”, disse.

Sobre as informações de que o JP II seria o pior pronto socorro do país, Rodrigo Almeida disse que “a situação é complicada e não dá para se falar em melhor ou pior. O que posso dizer é que não é oferecido um atendimento aos pacientes condizente, aliás, muitos nem são atendidos, desde o ano passado que fizemos mobilizações. É muito ruim e não vejo ações de mudanças”.

Segundo ele, nada mudou na atual gestão, que não colocou em prática ações efetivas. “O governador sinalizou com um novo-pronto socorro para desafogar o JP II. Tem uma sala no pronto socorro, onde ficam pacientes que respiram com ajuda de aparelhos, que estão sem acompanhamento cardíaco e muitos pacientes tem morrido e apenas horas depois é verificado o óbito. Isso é vergonhoso”, completou.

Almeida disse que “no HB, dos 10 leitos anunciados, apenas cinco ou seis funcionam, por falta de funcionários. Há ainda a questão do não credenciamento de unidades privadas. Muitos hospitais tem UTI’s para oferecer, mas o Estado não se interessa em credenciá-los. O Governo disse que não precisaria de leitos. Isso é uma prova da má gestão. Se a população precisa e não credencia o hospital, é por falta de gerenciamento e pessoas morrem”.

Ele assegurou que o Simero também bate de frentes com hospitais particulares. “Primeiro a quantidade de pacientes de médicos num plantão de emergência, que é acima do tolerável. O Sindicato tem sim se manifestado contra isso. O que acontece é que em alguns momentos, o médico está sozinho e precisa atender a vários pacientes ao mesmo tempo”, afirmou.

Ele disse ainda que “todas essas situações, a Agência Nacional de Saúde Suplementar fiscaliza e pode até descredenciar o hospital. A Agência disponibiliza o 0800 701 9656 e quem na rede privada não for bem tratado, pode ligar e denunciar”.

O presidente do Simero se posicionou contrário à idéia do governador Confúcio Moura (PMDB) de privatizar a saúde. “Privatizar vai piorar e ficar mais caro, pois não haverá ferramentas de controle de gastos, por exemplo”, assegurou.

Rodrigo Almeida reconheceu que a prefeitura da capital precisaria de ações mais efetivas na saúde. “O município de Porto Velho não tem a gestão plena do SUS. E isso acaba o eximindo da obrigação legal de construir um pronto-socorro. Construir um hospital é um detalhe, pra fazer a obra são R$ 40 a R$ 50 milhões e para mantê-lo funcionando, são R$ 5 milhões ao mês, pelo menos”, completou.

O médico disse que o secretário Orlando Ramires tem ótimas intenções, “mas parece que se fala uma coisa e as ações não acontecem. Se as ações saíssem do papel e do discurso, seria muito bem. O governador entende de saúde e formatou um modelo que não consegue ser tocado por sua equipe. Até hoje, não sabemos quem toma as decisões, quem toma as rédeas do negócio, quem manda na Sesau. Falta afinação na equipe”.

Para finalizar, ele contou que “ontem, nos reunimos com o governador e o informamos que estávamos discutindo o PCCS com técnicos da Sesau, há três meses. Ele até então desconhecia o fato. Isso comprova que o governador tem sido mal assessorado”.

Saúde : NOVIDADE
Enviado por alexandre em 09/11/2011 10:37:59



Saúde em Rondônia é de 2ª qualidade, diz sindicato

Saúde Pública em Rondônia é de 2ª qualidade e não oferece suporte adequado para a população, segundo avaliou nesta terça-feira o presidente do Sindicato Médico de Rondônia (Simero), Rodrigo Almeida. Para ele, a expectativa é que, com a vinda da executiva do Conselho Federal de Medicina (CFM) ao Estado nesta terça, o Governo reabra o diálogo com as entidades médicas a fim de melhorar a prestação da Saúde ao cidadão.

Sobre o Plano de Carreira, Cargo e Salário (PCCS) dos profissionais da saúde que atuam no serviço público, Rodrigo Almeida diz que o Estado prometeu para setembro uma resposta sobre a proposta. “Contudo, o mês se findou e o governo não se pronunciou a respeito”, acentua. Segundo Rodrigo, a criação do PCCS seria um passo inicial para atrair profissionais, o que, de acordo com ele, acarretaria numa melhoria substancial do serviço público de Saúde.

Rodrigo Almeida chamou de irresponsável e indolente o tratamento que é oferecido ao usuário do SUS (Sistema Único de Saúde) nos hospitais públicos, tanto na capital quanto no interior.

O hospital e pronto socorro João Paulo II, que se tornou emblemático quando se fala em Saúde Pública em Rondônia, carece de leitos inclusive na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Segundo denúncias, pacientes esperam durante dias por uma vaga na UTI.

Segundo o médico, o Simero já alertou o Cremero (Conselho Regional de Medicina de Rondônia) e várias outras autoridades sobre o problema, mas, mesmo com ações judiciais movidas pelo Ministério Público do Estado (MPE), o governo tem se mantido inerte, sustentando ainda a proposta de terceirização do setor, o que, na opinião de Rodrigo Almeida, só traria malefício à população.

Nesta quarta-feira, em conversa com parlamentares e com o governador Confúcio Moura, o Simero exigirá que o exercício da medicina seja mais valorizado. Segundo ele, condições de trabalho e remuneração adequada é a solução para a saúde de Rondônia.

ASCOM

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