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Amor e Sexo : PONTO G EXISTE?: especialistas tiram dúvidas sobre o orgasmo feminino; saiba se você já teve um
Enviado por alexandre em 22/11/2021 08:43:40

Em pleno século 21, o orgasmo feminino ainda é tabu, e muitas mulheres não se permitem ou não conseguem chegar a atingi-lo com o parceiro. Mas, como saber se eu tive um orgasmo? O ponto G existe? É normal fazer xixi durante o sexo?

Abaixo, confira a resposta para algumas perguntas sobre o orgasmo feminino:

  1. O estímulo anal pode ser prazeroso para a mulher?
  2. Existe uma maneira correta de se masturbar – ou, no caso da relação sexual, de estimular a mulher – para atingir o orgasmo?
  3. A gravidez intensifica os orgasmos?
  4. Anticoncepcional hormonal afeta a capacidade de ter orgasmo?
  5. Orgasmos múltiplos: o que são?
  6. Anorgasmia: o que é?
  7. É normal fazer xixi ao ter um orgasmo?
  8. Mulher tem ejaculação?
  9. Ponto G: existe de verdade ou é mito?
  10. Orgasmo vaginal existe?
  11. O orgasmo da mulher é mais intenso que o dos homens?
  12. Como eu sei se eu atingi o orgasmo?
  13. Orgasmo pode dar dor de cabeça?
  14. Quais os benefícios para a saúde?
  15. O que é um orgasmo?

Veja abaixo as respostas:

1) O que é o orgasmo?

Um orgasmo é o pico da excitação sexual – quando todos os músculos que foram contraídos durante a excitação sexual relaxam, conforme explica a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e fundadora e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-FMUSP).
“O orgasmo é uma fase do ciclo de resposta sexual onde acontece uma descarga de tensão – e um prazer muito característico acompanha essa descarga de tensão”, explica a psiquiatra Carmita Abdo.

Além do relaxamento, o orgasmo promove a liberação de substâncias como as endorfinas e a dopamina.
“As endorfinas dão uma sensação de mais energia, de mais conforto, enquanto que a dopamina dá uma sensação de recompensa – você percebe que valeu a pena aquela atividade”, explica Abdo.

2) Quais os benefícios para a saúde?

“É um momento em que a tensão que foi acumulada ao longo do ato sexual se desfaz – e esse relaxamento oferece uma sensação de bem-estar e uma oxigenação dos tecidos do corpo. Não só da parte genital, mas de todo o organismo, porque, uma vez relaxada, a pessoa acaba se sentindo mais confortável para respirar, para a circulação fluir de forma mais homogênea e mais intensa”, explica Carmita Abdo.

Um orgasmo é o pico da excitação sexual – quando todos os músculos que foram contraídos durante a excitação sexual relaxam, conforme explica a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e fundadora e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-FMUSP).
“O orgasmo é uma fase do ciclo de resposta sexual onde acontece uma descarga de tensão – e um prazer muito característico acompanha essa descarga de tensão”, explica a psiquiatra Carmita Abdo.

Além do relaxamento, o orgasmo promove a liberação de substâncias como as endorfinas e a dopamina.
“As endorfinas dão uma sensação de mais energia, de mais conforto, enquanto que a dopamina dá uma sensação de recompensa – você percebe que valeu a pena aquela atividade”, explica Abdo.

2) Quais os benefícios para a saúde?

“É um momento em que a tensão que foi acumulada ao longo do ato sexual se desfaz – e esse relaxamento oferece uma sensação de bem-estar e uma oxigenação dos tecidos do corpo. Não só da parte genital, mas de todo o organismo, porque, uma vez relaxada, a pessoa acaba se sentindo mais confortável para respirar, para a circulação fluir de forma mais homogênea e mais intensa”, explica Carmita Abdo.

3) Orgasmo pode dar dor de cabeça?

É possível, diz a psiquiatra.
“É uma sensação que tem a ver, provavelmente, com mudanças que o organismo passa durante essa fase”, explica Abdo.
“Muitas pessoas referem que o orgasmo dá essa sensação e pode ser, inclusive, uma sensação que é bem passível de ser avaliada e tratada. Não é algo tão comum – não é uma sensação regular, frequente, habitual, mas que pode acontecer em alguns casos. Não se tem ainda uma causa definida para essa sensação, mas ela pode ser contornada através de acompanhamento – que pode ser desde um acompanhamento psicoterápico ou às vezes a pessoa vai precisar mesmo de uma medicação”, afirma.

4) Como eu sei se eu atingi o orgasmo?

A terapeuta sexual e doula de parto Juliana Thaísa explica que a dúvida sobre já ter tido ou não um orgasmo alguma vez é muito comum entre as mulheres que atende. Um dos atendimentos que ela faz é a terapia corporal – com o objetivo de que as mulheres descubram várias coisas sobre o seu próprio corpo, inclusive seu potencial de ter um orgasmo.
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Ela descreve a sensação:
“A musculatura vaginal começa a contrair e pulsar – a vagina fica ainda mais lubrificada. O abdômen tende a tensionar, contrair, [você] sente uma coisa quente subindo no corpo. Os batimentos ficam mais acelerados, a respiração fica mais acelerada”, diz.

“Aí parece que vem vindo tudo junto: aquela tensão, a respiração e os batimentos cardíacos vão aumentando, e aí quando você chega no momento da descarga libidinal, é como se fosse soltando – solta a respiração, vai soltando a contração do abdômen, relaxando as pernas – é como se chegasse num nível de esforço e depois relaxasse. É basicamente essas percepções físicas que a gente consegue identificar”, completa Juliana Thaísa.

Mas ela faz algumas ressalvas:
“Quando a gente fala da sensação do orgasmo, é muito complexo, porque a gente tem uma referência de que o prazer é muito genitalizado – e falocêntrico. E o prazer gira em torno da penetração quando a gente fala de relações héteros. Vindo da referência da pornografia, a gente vai aprendendo que sentir prazer é aquilo ali”, pontua.
“Tem muito a coisa da penetração, mas a gente esquece que o nosso playground, das pessoas com vulva, é o clitóris, não é o canal vaginal – embora muitas mulheres sintam o orgasmo com o estímulo vaginal, o nosso maior ponto de sensibilidade é o clitóris”, lembra a terapeuta.

Em entrevista ao podcast “Prazer, Renata”, a médica ginecologista e ex-BBB Marcela McGowan descreve o momento, do ponto de vista fisiológico, de forma semelhante ao da terapeuta sexual:
“Você vai sentindo um acúmulo de tensão ali no corpo seguido de uma sensação de relaxamento. Isso é marcante em todo mundo. Você sente que vai acumulando uma tensão, uma excitação, e depois chega num pico e sente uma sensação de relaxamento no corpo todo. Em geral é isso o que marca a percepção do orgasmo para as mulheres”, diz.

Ela comenta, ainda, que o orgasmo não precisa ser algo “surreal”:
“Acho que o mais marcante é você sentir que sobe uma sensação e depois ela alivia, ela descansa. Nem todos são super intensos, nem todos têm um ápice muito grande, mas você percebe essa diferença. E aí cada pessoa sente uma coisa. Tem gente que sente contração no pé da barriga, tem gente que sente escorrer algum tipo de líquido, mas aí é muito, muito pessoal. Eu diria que essa sensação de estar acumulando e relaxando é a mais marcante”, afirma Marcela.

Para a psiquiatra Carmita Abdo, uma dica que pode ajudar a entender se o orgasmo foi atingido ou não é prestar atenção em se há necessidade de continuar o ato sexual:

“Como o orgasmo dá uma satisfação bastante plena, a necessidade de dar sequência ao ato sexual se esvai. A mulher sente que já chegou ao final daquele ato. Essa é uma possibilidade de se avaliar se o orgasmo foi atingido ou não – porque, uma vez atingido o orgasmo, há necessidade de um descanso, de um relaxamento, até a possibilidade de uma nova estimulação, um novo início de ato sexual”, comenta.

5) O orgasmo da mulher é mais intenso que o dos homens?

Não necessariamente.
“O orgasmo pode ser intenso, menos intenso, variar de intensidade, de homem pra homem, de mulher pra mulher, depende. Até de relação pra relação. Às vezes, em um determinado relacionamento, em uma determinada ocasião, o orgasmo é muito intenso, porque a pessoa está mais concentrada, mais estimulada, e em outra situação pode não haver orgasmo tão intenso – na mesma parceria, por exemplo”, diz Abdo.

Juliana Thaísa, terapeuta sexual, lembra, entretanto, que as mulheres têm o dobro de terminações nervosas no clitóris do que os homens têm na cabeça do pênis (a glande):
“A glande do clitóris tem em torno 8 mil terminações nervosas. A do pênis tem a metade: 4 mil. Quando a gente fala de sensibilidade nesses dois lugares, que são os lugares mais sensíveis, as mulheres são muito mais sensíveis. Se receberem o devido estímulo, aquele orgasmo pode ser muito mais intenso”, explica.

6) Orgasmo vaginal existe?

Há divergências.
Em entrevista ao podcast, Marcela explica que é muito difícil uma mulher ter um orgasmo apenas com o movimento de penetração, por causa da anatomia da vulva – a parte externa do órgão sexual feminino.

“Até se estuda que é muito possível que elas [as mulheres que têm orgasmo com penetração] tenham as enervações do clitóris mais próximo da entrada da vagina, então seja mais fácil para elas estimular durante a penetração – a própria fricção da penetração estimularia essas terminações. Mas é muito importante as mulheres saberem tirar esse peso, porque é um peso social também: “nossa, preciso gozar na penetração'”, lembra.

Por outro lado, Juliana Thaísa afirma que é possível – por causa do chamado “ponto G” (veja detalhes na pergunta 7).

“Se você está estimulando o ponto G, ele fica bem na entrada do canal vaginal. Então eu posso falar ‘eu tive um orgasmo com um estímulo no ponto G’, ou ‘eu tive um orgasmo com um estímulo vaginal’. E, aí, lá dentro do canal vaginal, quase chegando bem perto do colo do útero, tem um lugarzinho chamado ponto A, e que explica também como que às vezes algumas mulheres sentem muito prazer na penetração”, explica. “Para definir um orgasmo, tem muitas coisas que precisam ser analisadas”, diz.

Já Carmita Abdo defende que não existem “categorias” de orgasmos – e sim apenas um orgasmo, provocado por tipos diferentes de estímulo.

“A gente não fala em orgasmo vaginal, orgasmo clitoridiano. O mais correto é você dizer orgasmo com estímulo intravaginal, orgasmo com estímulo clitoridiano. O orgasmo é um só – apenas o que varia é o local em que a estimulação se dá”, afirma.
7) Ponto G: existe de verdade ou é mito?

Cientificamente falando, não há consenso, explica Carmita Abdo.

“Não é algo já comprovado, que já tem uma definição. Os especialistas se dividem quanto a essa questão. Até hoje, é um assunto controverso. Muitos acreditam que ele existe, outros negam a sua existência. Na verdade, ele corresponderia a uma confluência de enervação da parte interna [da vagina] que refletiria exatamente naquele ponto que fica na parte anterior, no ponto mais externo”, explica.

Juliana Thaísa defende que essa parte do corpo existe e a descreve como uma região muito sensível que fica na entrada do canal vaginal.

“Para achar o ponto G, você tem que introduzir no máximo só a metade do dedo, e ficar bem ali na parte de cima da entrada do canal vaginal. É como se você fosse fazer o sinal de ‘vem cá’ com o dedo, tipo chamando alguém com o dedinho. Esse é meio que o movimento que ajuda a estimular essa região e encontrar”, explica.

Mas, atenção: o ponto G “não é um interruptor de lâmpada, que se aperta para ligar ou desligar”, explica Edson Ferreira, ginecologista do Hospital das Clínicas da USP e professor da pós-graduação em ginecologia endócrina do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo.

“O prazer oriundo da relação sexual não depende exclusivamente dele, mas sim de um contexto em que haja conexão, confiança, multiplicidade de estímulos – sonoros, táteis, olfativos. Cobranças por performance e buscas incessantes pelo ponto G podem reduzir a espontaneidade do encontro sexual, que é base para a obtenção do prazer”, enfatiza.

8) Mulher tem ejaculação?

A ciência ainda não chegou a uma conclusão, explicam os especialistas ouvidos pelo g1.
Isso porque, quando a mulher tem um orgasmo, ela pode liberar um líquido das chamadas glândulas de Skeene, que ficam ao lado da uretra.

“Há uma suposição de que essa glândula seria capaz de liberar um líquido esbranquiçado ou até transparente, que estaria representando uma ejaculação feminina. Mas por que algumas mulheres têm e outras não têm essa ejaculação, já que todas têm essa glândula?”, questiona Carmita Abdo.

Já o ginecologista Edson Ferreira avalia que as mulheres podem, sim, ejacular – apesar de reconhecer que a resposta para essa pergunta é “controversa” na literatura médica.

 

Amor e Sexo : 6 alimentos que aumentam a libido e o desejo sexual
Enviado por alexandre em 21/11/2021 23:47:32

Consumir alimentos que aumentam a libido é uma maneira saudável e eficaz de melhorar o desempenho sexual e, consequentemente, a qualidade de vida. Não é novidade que ter uma vida sexualmente ativa e satisfatória é fundamental para uma boa saúde mental. Quando as coisas vão bem entre quatro paredes, tudo parece fluir melhor. O sono melhora, o humor fica mais leve e até mesmo problemas de saúde podem ser evitados.

 

No entanto, quando o apetite sexual está em baixa, a mente tende a ficar mais suscetível a problemas relacionados à ansiedade e depressão. Além disso, pode ser um sinal enviado pelo organismo para informar que algo não está funcionando como deveria. A carência de alguns nutrientes, por exemplo, pode prejudicar o eixo hormonal e criar dificuldades sexuais. Por isso, é fundamental ingerir alimentos que aumentam a libido.

 

“Alguns alimentos, além de saudáveis, mexem com os níveis hormonais, a química do cérebro e a energia, aumentando a excitação. Já outros apresentam conotação romântica, como morangos, chocolate e chantili, que podem contribuir, mesmo que de maneira indireta, a criar o clima perfeito para chegar lá”, explica o médico nutrólogo, Dr. Paulo Lessa.

 

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O especialista separou seis alimentos que aumentam a libido. Confira:

 

1 – Frutos-do-mar

Segundo o nutrólogo, diversos frutos-do-mar contém quantidades significativas de proteínas e minerais. Nutrientes que podem estar relacionados à disposição sexual e à produção de hormônios fundamentais para a libido, como a testosterona. “Alguns exemplos desses alimentos são ostras, camarões, lagostas e lula”, conta o Dr. Lessa.

 

Comidas afrodisíacas realmente aumentam a libido e o prazer sexual? - BBC  News Brasil

 

2 – Melancia

Não é novidade que a melancia é deliciosa e refrescante. No entanto, em sua composição, é possível identificar agentes bioativos que promovem uma maior circulação sanguínea nas regiões genitais dos homens e das mulheres. “Portanto, proporciona um relaxamento dos vasos sanguíneos e garante um alto desempenho sexual, quase como um viagra natural”, aponta o médico.

 

Acabe com a retenção de líquidos com a Dieta da Melancia! - Garota Beleza

 

3 – Mamão

Uma ótima opção, principalmente, para o público feminino. “O mamão é estrogênico, ou seja, tem compostos que agem como o estrogênio, hormônio feminino. Logo, pode ser usado para aumentar a libido da mulher”, explica o Dr. Lessa.

 

Veja 15 alimentos que aumentam a libido

 

4 – Chocolate

“É um alimento que contém triptofano, que ajuda o corpo a produzir serotonina, substância química natural do bem-estar, que pode atuar positivamente na excitação sexual. Por isso, o ingrediente é frequentemente relacionado ao aumento da libido”, afirma o médico.

 

Comer chocolate aumenta desejo e melhora a performance sexual dos homens

 

5 – Mel

“É um alimento rico em vitaminas do complexo B, necessárias para a produção de testosterona, substância que auxilia o organismo a metabolizar estrogênio – hormônio feminino”, diz.

 

Quer apimentar a relação? Alho, mel e gengibre são afrodisíacos naturais -  Fotos - R7 Saúde

 

6 – Pimenta

De acordo com o Dr. Lessa, os alimentos mais picantes são conhecidos como verdadeiros ativadores do organismo. Eles aumentam o metabolismo, elevam a temperatura e, portanto, facilitam o orgasmo. “A ingestão de pimenta gera reações no corpo como, por exemplo, transpiração, aumento da frequência cardíaca e da circulação sanguínea. Este efeito estimulante pode ajudar no apetite sexual, destaca. 

 


 

Dia dos Namorados: ingredientes que aumentam a libido para usar no jantar a  dois

Fotos: Reprodução

Fonte: Saúde em dia

Amor e Sexo : Veja dicas e posições sexuais para transar menstruada
Enviado por alexandre em 14/11/2021 22:23:40

Banho quente, coberta quentinha, chocolate, e um bom anti-inflamatório são os melhores amigos na hora da cólica menstrual. Mas além disso, uma outra forma prazerosa de aliviar as dores desse período, pode ser com um bom orgasmo.

 

Isso porque, de acordo com a psicóloga sexual, Shannon Chavez, fazer sexo durante o ciclo menstrual pode proporcionar maior excitação e desejo, mais lubrificação e uma conexão mais forte com o par.

 

Além disso, a atividade sexual também desencadear hormônios que podem ajudar a aliviar a dor. “O orgasmo libera substâncias químicas que nos fazem sentir bem, como oxitocina, dopamina e endorfinas, os analgésicos naturais do nosso corpo, que podem aliviar o desconforto de cólicas menstruais e inchaço”, afirmou a especialista em um artigo da Cosmopolitan.

 

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Se você continua com dores mesmo após estar medicada, vale repousar. Mas, para quem quiser tentar o prazer como analgésico, seguem algumas dicas de posições para ajudar no alívio da cólica.

 

Sexo sem penetração

 

Usar o tempo para explorar o sexo sem penetração pode ser uma boa alternativa. Ou mesmo fazer uma massagem sensual, explorar o oral e demais zonas erógenas.

 

 

Sexo no banho quente

 

De acordo com a especialista, o sexo debaixo da água quente pode ajudar com as cólicas, já que o calor relaxa os músculos.

 

 

Prazer a sós

 

O orgasmo também pode vir pela masturbação. Aproveite o momento para relaxar e se dar prazer.

 

 

Tesoura

 

Se a cólica estiver forte, a posição da tesoura é uma boa pedida, de acordo com o artigo. A postura é acessível para todos os corpos e dá para explorar com ou sem penetração. A mulher fica deitada e a pessoa que for penetrar entra como se fosse uma tesoura.

 

 

Postura da borboleta

 

Aproveite a preguiça e se jogue na posição da borboleta para gozar muito. Democrática e fácil de adaptar para diferentes corpos, a posição proporciona funciona mesmo com quem não é muito flexível e a mulher pode ficar deitada.

 

Aposte no anal

 

E se quiser preservar a região da vagina, vale apostar nas posições de quatro e fazer sexo anal. A recomendação dos especialistas é usar lubrificante e ir devagar.

 

 

Por fim, é fundamental conhecer o próprio corpo, entender como é seu ciclo e, principalmente suas cólicas, e quais posições te deixam mais confortável. 

 

Fonte: Metrópoles

Amor e Sexo : FETICHE EM SER CORNO: saiba como sentir satisfação e prazer vendo seu parceiro tendo relações com outra pessoa
Enviado por alexandre em 31/10/2021 12:19:37


WhatsApp Image 2021 10 29 at 11.40.34 - FETICHE EM SER CORNO: saiba como sentir satisfação e prazer vendo seu parceiro tendo relações com outra pessoa

Existe uma parcela da população que diferentemente de muitos, não sente aquela insegurança ou ciúmes aos imaginar seu parceiro com outra pessoa. Ao contrário disso, essa parcela se realiza com a ideia de se ver o companheiro ou companheira tendo relações com outra pessoa. E ainda se excita com a possibilidade.

Existe um termo que é designado para os homens que têm fetiche de ser corno, é o Cuckold. Em 2020, o termo foi buscado 110 mil vezes, de acordo com uma pesquisa realizada pelo site Vivalocal, que mapeou os fetiches mais procurados pelos brasileiros na ferramenta de buscas. O fetiche ocupa o segundo lugar no ranking das buscas e só perde para BDSM.

O Hotwife também é outro termo bastante pesquisado. E nada mais é que a mulher que garante que os chifres aconteçam. E não para por aí. Nessa parceria também há a Cuckquean e o Hothusband.

Curioso para entender esses termos? A Pouca Vergonha ouviu um casal que vive esse relacionamento há pelo menos seis anos. E quem esclarece as nomenclaturas é Camila Voluptas, escritora e fundadora da maior sociedade secreta de swing do Brasil, e também adepta ao mundo liberal.

O fetiche do corno

De acordo com Camila Voluptas, escritora, fundadora da maior sociedade secreta de swing do Brasil, e também apresentadora do Sexlog TV, apesar de pouco falado, o Cuckold é mais comum do que se imagina: “Ele tem prazer em ver sua esposa interagindo sexualmente com outros homens, estando ou não na presença dele. Sua esposa é como a melhor estrela pornô. A satisfação dele é vê-la sentindo o máximo de prazer”, esclarece.

E há também uma nomenclatura para a mulher que sente o mesmo prazer de ver o marido interagindo com outras mulheres: “Ela é chamada de Cuckquean”, ensina.

 Casamento perfeito: Cuckold e Hotwife

Todo Cuckold tem uma esposa para garantir a dinâmica do relacionamento. Um exemplo disso é o Casal Lover* que há seis anos vive nessa prática. Tudo começou com o intuito de sair da rotina do casamento de 10 anos: “A ideia era dar uma apimentada na relação, e a partir daí desejos e fantasias começaram a surgir”, conta a Hotwife.

O primeiro menáge do casal foi feminino: “Nunca me vi em uma situação de menáge masculino, mas era algo que estava adormecido dentro de mim só aguardando para ser despertado”, relata ela.

Após o marido incentivar as conversas com outros homens, despertou nela o desejo de ser uma Hotwife. “Hoje eu adoro que ele me assista tendo prazer com outros homens e claro ver a sensação de tesão e prazer no rosto dele”, confessa.

Regras do jogo

Para Camila, as regras da dinâmica devem ser estabelecidas pelo casal: “A maior regra no meio liberal é o respeito e o consenso. Cada casal define também as próprias regras, e ao contrário do que muitos pensam, somos muito fiéis a elas e a nossa relação”, esclarece.

Adepta do meio liberal, a escritora que convive com muitas hotwifes afirma que cada uma tem um próprio estilo. “O casal acaba decidindo qual é a vibe deles. Há aquelas que só fazem ménage masculino junto com o marido, aquelas que saem com os homens que o próprio marido escolhe, aquelas que saem com homens da própria escolha e enviam informações ou participam depois o marido”, relata.

Inserindo a dinâmica na relação

Falar sobre isso no casamento pode ser um desafio, de acordo com Camila. Isso porque o homem Cuckold tem bastante dificuldade de dividir o fetiche com a esposa já que a maioria mulheres leva um choque quando o homem revela que sente prazer de imaginar ela com outros parceiros.

“De início elas pensam que eles não a amam ou que estão fazendo isso para que eles possam fazer o mesmo. O que elas desconhecem é que um cuckold vê sua esposa como uma rainha, beirando inclusive o mundo da submissão no BDSM. Ela é o foco de prazer dele”, explica.

A dica para quem quer inserir a dinâmica, é definir se o casal está seguro, confia um no outro e se há diálogo e harmonia: “Outro passo importante é definir a personalidade liberal do casal. Perceber se eles pendem mais para trocas de casais e ménages, ou se querem fazer parte do universo cuck”.

*Nome fictício a pedido dos entrevistados.

Amor e Sexo : Orgasmo feminino: como eu sei se tive um? O ponto G existe? O que é anorgasmia? Veja 15 respostas
Enviado por alexandre em 26/10/2021 14:53:45


Orgasmo feminino

Como saber se eu tive um orgasmo? O ponto G existe? É normal fazer xixi durante o sexo?

 

Abaixo, confira a resposta para 15 perguntas sobre o orgasmo feminino:

 

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1) O que é o orgasmo?


Um orgasmo é o pico da excitação sexual – quando todos os músculos que foram contraídos durante a excitação sexual relaxam, conforme explica a psiquiatra Carmita Abdo, professora da Faculdade de Medicina da USP e fundadora e coordenadora do Programa de Estudos em Sexualidade (ProSex) do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas (HC-FMUSP).

 

“O orgasmo é uma fase do ciclo de resposta sexual onde acontece uma descarga de tensão – e um prazer muito característico acompanha essa descarga de tensão”, explica a psiquiatra Carmita Abdo.


Além do relaxamento, o orgasmo promove a liberação de substâncias como as endorfinas e a dopamina.

 

"As endorfinas dão uma sensação de mais energia, de mais conforto, enquanto que a dopamina dá uma sensação de recompensa – você percebe que valeu a pena aquela atividade", explica Abdo.

 

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2) Quais os benefícios para a saúde?


"É um momento em que a tensão que foi acumulada ao longo do ato sexual se desfaz – e esse relaxamento oferece uma sensação de bem-estar e uma oxigenação dos tecidos do corpo. Não só da parte genital, mas de todo o organismo, porque, uma vez relaxada, a pessoa acaba se sentindo mais confortável para respirar, para a circulação fluir de forma mais homogênea e mais intensa", explica Carmita Abdo.

 

3) Orgasmo pode dar dor de cabeça?

 

É possível, diz a psiquiatra.

 

"É uma sensação que tem a ver, provavelmente, com mudanças que o organismo passa durante essa fase", explica Abdo.

 

"Muitas pessoas referem que o orgasmo dá essa sensação e pode ser, inclusive, uma sensação que é bem passível de ser avaliada e tratada. Não é algo tão comum – não é uma sensação regular, frequente, habitual, mas que pode acontecer em alguns casos. Não se tem ainda uma causa definida para essa sensação, mas ela pode ser contornada através de acompanhamento – que pode ser desde um acompanhamento psicoterápico ou às vezes a pessoa vai precisar mesmo de uma medicação", afirma.

 

3) Como eu sei se eu atingi o orgasmo?


A terapeuta sexual e doula de parto Juliana Thaísa explica que a dúvida sobre já ter tido ou não um orgasmo alguma vez é muito comum entre as mulheres que atende. Um dos atendimentos que ela faz é a terapia corporal – com o objetivo de que as mulheres descubram várias coisas sobre o seu próprio corpo, inclusive seu potencial de ter um orgasmo.

 

Ela descreve a sensação:

 

"A musculatura vaginal começa a contrair e pulsar – a vagina fica ainda mais lubrificada. O abdômen tende a tensionar, contrair, [você] sente uma coisa quente subindo no corpo. Os batimentos ficam mais acelerados, a respiração fica mais acelerada", diz.


"Aí parece que vem vindo tudo junto: aquela tensão, a respiração e os batimentos cardíacos vão aumentando, e aí quando você chega no momento da descarga libidinal, é como se fosse soltando – solta a respiração, vai soltando a contração do abdômen, relaxando as pernas – é como se chegasse num nível de esforço e depois relaxasse. É basicamente essas percepções físicas que a gente consegue identificar", completa Juliana Thaísa.

 

Mas ela faz algumas ressalvas:

 

"Quando a gente fala da sensação do orgasmo, é muito complexo, porque a gente tem uma referência de que o prazer é muito genitalizado – e falocêntrico. E o prazer gira em torno da penetração quando a gente fala de relações héteros. Vindo da referência da pornografia, a gente vai aprendendo que sentir prazer é aquilo ali", pontua.

 

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"Tem muito a coisa da penetração, mas a gente esquece que o nosso playground, das pessoas com vulva, é o clitóris, não é o canal vaginal – embora muitas mulheres sintam o orgasmo com o estímulo vaginal, o nosso maior ponto de sensibilidade é o clitóris", lembra a terapeuta.
Em entrevista ao podcast "Prazer, Renata", a médica ginecologista e ex-BBB Marcela McGowan descreve o momento, do ponto de vista fisiológico, de forma semelhante ao da terapeuta sexual:

 

"Você vai sentindo um acúmulo de tensão ali no corpo seguido de uma sensação de relaxamento. Isso é marcante em todo mundo. Você sente que vai acumulando uma tensão, uma excitação, e depois chega num pico e sente uma sensação de relaxamento no corpo todo. Em geral é isso o que marca a percepção do orgasmo para as mulheres", diz.


Ela comenta, ainda, que o orgasmo não precisa ser algo "surreal":

 

"Acho que o mais marcante é você sentir que sobe uma sensação e depois ela alivia, ela descansa. Nem todos são super intensos, nem todos têm um ápice muito grande, mas você percebe essa diferença. E aí cada pessoa sente uma coisa. Tem gente que sente contração no pé da barriga, tem gente que sente escorrer algum tipo de líquido, mas aí é muito, muito pessoal. Eu diria que essa sensação de estar acumulando e relaxando é a mais marcante", afirma Marcela.

 

Para a psiquiatra Carmita Abdo, uma dica que pode ajudar a entender se o orgasmo foi atingido ou não é prestar atenção em se há necessidade de continuar o ato sexual:

 

"Como o orgasmo dá uma satisfação bastante plena, a necessidade de dar sequência ao ato sexual se esvai. A mulher sente que já chegou ao final daquele ato. Essa é uma possibilidade de se avaliar se o orgasmo foi atingido ou não – porque, uma vez atingido o orgasmo, há necessidade de um descanso, de um relaxamento, até a possibilidade de uma nova estimulação, um novo início de ato sexual", comenta.

 

5) O orgasmo da mulher é mais intenso que o dos homens?

 

Não necessariamente.

 

"O orgasmo pode ser intenso, menos intenso, variar de intensidade, de homem pra homem, de mulher pra mulher, depende. Até de relação pra relação. Às vezes, em um determinado relacionamento, em uma determinada ocasião, o orgasmo é muito intenso, porque a pessoa está mais concentrada, mais estimulada, e em outra situação pode não haver orgasmo tão intenso – na mesma parceria, por exemplo", diz Abdo.

 

Juliana Thaísa, terapeuta sexual, lembra, entretanto, que as mulheres têm o dobro de terminações nervosas no clitóris do que os homens têm na cabeça do pênis (a glande):

 

Orgasmo feminino: 6 sinais de que você teve um - Plena Mulher

 

"A glande do clitóris tem em torno 8 mil terminações nervosas. A do pênis tem a metade: 4 mil. Quando a gente fala de sensibilidade nesses dois lugares, que são os lugares mais sensíveis, as mulheres são muito mais sensíveis. Se receberem o devido estímulo, aquele orgasmo pode ser muito mais intenso", explica.


6) Orgasmo vaginal existe?


Há divergências.

 

Em entrevista ao podcast, Marcela explica que é muito difícil uma mulher ter um orgasmo apenas com o movimento de penetração, por causa da anatomia da vulva – a parte externa do órgão sexual feminino.

 

"Até se estuda que é muito possível que elas [as mulheres que têm orgasmo com penetração] tenham as enervações do clitóris mais próximo da entrada da vagina, então seja mais fácil para elas estimular durante a penetração – a própria fricção da penetração estimularia essas terminações. Mas é muito importante as mulheres saberem tirar esse peso, porque é um peso social também: “nossa, preciso gozar na penetração'", lembra.

 

Por outro lado, Juliana Thaísa afirma que é possível – por causa do chamado "ponto G".

 

"Se você está estimulando o ponto G, ele fica bem na entrada do canal vaginal. Então eu posso falar 'eu tive um orgasmo com um estímulo no ponto G', ou 'eu tive um orgasmo com um estímulo vaginal'. E, aí, lá dentro do canal vaginal, quase chegando bem perto do colo do útero, tem um lugarzinho chamado ponto A, e que explica também como que às vezes algumas mulheres sentem muito prazer na penetração", explica. "Para definir um orgasmo, tem muitas coisas que precisam ser analisadas", diz.

 

Já Carmita Abdo defende que não existem "categorias" de orgasmos – e sim apenas um orgasmo, provocado por tipos diferentes de estímulo.

 

"A gente não fala em orgasmo vaginal, orgasmo clitoridiano. O mais correto é você dizer orgasmo com estímulo intravaginal, orgasmo com estímulo clitoridiano. O orgasmo é um só – apenas o que varia é o local em que a estimulação se dá", afirma.

 

7) Ponto G: existe de verdade ou é mito?


Cientificamente falando, não há consenso, explica Carmita Abdo.

 

"Não é algo já comprovado, que já tem uma definição. Os especialistas se dividem quanto a essa questão. Até hoje, é um assunto controverso. Muitos acreditam que ele existe, outros negam a sua existência. Na verdade, ele corresponderia a uma confluência de enervação da parte interna [da vagina] que refletiria exatamente naquele ponto que fica na parte anterior, no ponto mais externo", explica.

 

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Juliana Thaísa defende que essa parte do corpo existe e a descreve como uma região muito sensível que fica na entrada do canal vaginal.

 

"Para achar o ponto G, você tem que introduzir no máximo só a metade do dedo, e ficar bem ali na parte de cima da entrada do canal vaginal. É como se você fosse fazer o sinal de 'vem cá' com o dedo, tipo chamando alguém com o dedinho. Esse é meio que o movimento que ajuda a estimular essa região e encontrar", explica.


8) Mulher tem ejaculação?


A ciência ainda não chegou a uma conclusão, explica Carmita Abdo.

 

Isso porque, quando a mulher tem um orgasmo, ela pode liberar um líquido das chamadas glândulas de Skeene, que ficam ao lado da uretra.

 

"Há uma suposição de que essa glândula seria capaz de liberar um líquido esbranquiçado ou até transparente, que estaria representando uma ejaculação feminina. Mas por que algumas mulheres têm e outras não têm essa ejaculação, já que todas têm essa glândula?", questiona.
O que já se sabe é que esse líquido é diferente da lubrificação vaginal.

 

"A lubrificação vai acontecer antes do orgasmo. Essa lubrificação não é pelas glândulas de Skeene – é por um outro tipo de glândula, que são as glândulas de Bartholin. E essa ejaculação acontece durante o orgasmo, não é antes", explica Abdo.


9) É normal fazer xixi ao ter um orgasmo?


Abdo explica que mulheres jovens, quando hiperestimuladas, podem ter perda de urina, mas isso é mais comum de acontecer em mulheres mais velhas – que tendem a perder urina durante todo o ato sexual, não só no orgasmo.

 

"A urina sai em mulheres jovens quando elas estão excitadas? Pode sair. Uma excitação maior, uma excitação mais descontrolada, pode liberar urina numa mulher que não tem fragilidade de esfíncter, mas que está hiperexcitada – como também há a hipótese de que ela produza uma secreção, que é da glândula de Skeene, e isso sai na hora do orgasmo. São hipóteses que estão sendo estudadas", diz a psiquiatra.

 

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"Agora, certeza se tem que a mulher mais velha pode ter uma fragilidade do esfíncter da uretra e perder urina durante o ato sexual – como também quando ri, tosse, faz qualquer esforço", completa.

 

Há, ainda, o questionamento sobre o que é o líquido liberado pelas glândulas de Skeene no orgasmo.

 

"Como sai tanto o conteúdo da glândula de Skeene como a urina pela uretra, são duas possibilidades que estão sendo ainda aventadas, estudadas, cogitadas. E ninguém pode ainda afirmar com toda a categoria que é urina ou que seja secreção da glândula de Skeene. São duas hipóteses para justificar por que algumas mulheres – algo em torno de 10% – têm uma liberação de líquido no momento do orgasmo", afirma Abdo.

 

10) Anorgasmia: o que é?


Anorgasmia significa a falta de capacidade de ter um orgasmo.

 

Mas atenção: não se pode dizer que uma mulher tem anorgasmia porque uma vez ou outra ela não atingiu o orgasmo. Isso precisa acontecer de forma sistemática.

 

"É uma possibilidade, ela vai ter um acompanhamento e resolver esse limite, esse bloqueio. Uma terapia sexual pode ajudar uma mulher que não tem orgasmo a conseguir ter", explica Carmita Abdo.


Na experiência de Juliana Thaísa, até mulheres que chegam a ela com diagnóstico de anorgasmia feito por ginecologistas conseguem, por meio da terapia corporal, ter um orgasmo.

 

"Essa disfunção existe, mas é muito difícil acontecer de a mulher receber um estímulo devido e ela não conseguir chegar no orgasmo. Às vezes ela pode até demorar bem mais, às vezes precisa de um estímulo bem mais forte, vai precisar de um vibrador bem mais potente, mas é uma questão de treino – de trabalhar o emocional, o psicológico", diz.


"Então, na verdade, ela não tem uma disfunção sexual, só não teve uma escuta um pouco mais sensível e não foi tocada do jeito certo", pontua.

 

Todo lo que usted siempre quiso saber sobre el orgasmo femenino y nunca se  animó a preguntar - #BorderPeriodismo

Fotos: Reprodução

 

11) Orgasmos múltiplos: o que são?


Carmita Abdo explica que os orgasmos múltiplos – vários orgasmos sucessivos – são uma questão controversa.

 

"Alguns autores consideram que as mulheres podem ter vários orgasmos sucessivos, em uma mesma relação sexual, que seria o chamado orgasmo múltiplo. Outros autores questionam esse orgasmo múltiplo, dizendo que são sucessivas etapas de estímulo que vão acontecendo até que se atinja o clímax", explica.


12) Anticoncepcional hormonal afeta a capacidade de ter orgasmo?


Ainda não há uma conclusão definitiva. Algumas pesquisas apontam que a pílula pode diminuir a libido feminina, enquanto outras apontam o oposto. E ainda há as que não viram efeito de um lado ou de outro.

 

Carmita Abdo pontua que outros fatores simultâneos ao uso da pílula podem estar associados à capacidade de ter um orgasmo.

 

"Uma mulher pode tomar anticoncepcional e isso afetar a sua capacidade de orgasmo não exclusivamente pelo anticoncepcional, mas por outros fatores que podem estar interferindo – dificuldades relacionais ou doenças que ela tenha – que vão desde depressão até alterações hormonais", lembra.


Em entrevista ao podcast do "Bem-Estar", a psiquiatra lembrou que alguns antidepressivos podem retardar o orgasmo, por exemplo. Nesses casos, é sempre bom conversar com o psiquiatra.

 

"A gente sabe que antidepressivos podem levar a um retardo da ejaculação, um retardo do orgasmo, tanto no homem quanto na mulher. Isso deve ser levado em consideração. Tanto que alguns homens que estão fazendo tratamento para depressão e que estão tomando antidepressivos e, por coincidência, são ejaculadores precoces, ficam muito felizes porque acabaram retardando a sua ejaculação como um efeito secundário dessa medicação", explicou.

 

13) A gravidez intensifica os orgasmos?


Não necessariamente – isso varia de mulher para mulher. Depende desde fatores como o tamanho da barriga até se a gravidez foi desejada ou não, dizem as especialistas ouvidas pelo g1.

 

"A mulher durante a gestação tem fases. Tem todas essas oscilações hormonais – além de tudo o que acontece no corpo. Tem a questão emocional e psicológica – a gestação era desejada ou indesejada? Queria estar gestando ou não queria estar gestando? Como é a rede de apoio, a pessoa parceira, que vai ser o pai ou a outra mãe? Está sobrecarregada? Tudo depende da estrutura, do ambiente", comenta Juliana Thaísa.

 

Se a mulher estiver feliz com a gravidez, isso pode se refletir positivamente na vida sexual, afirma Carmita Abdo. Por outro lado, mudanças hormonais próprias da gravidez podem fazer com que a mulher não tenha tanto prazer ou interesse sexual.

 

Seja como for, diz a psiquiatra, o melhor período da gestação para a atividade sexual tende a ser o segundo trimestre.

 

"A última fase da gestação – pelo volume da barriga e pela indisposição próprias desse momento – a mulher está mais cansada, mais pesada, [o que] torna a relação sexual menos satisfatória em geral. O primeiro, pelas muitas mudanças que ela passa, até se adaptar", diz.


14) Existe uma maneira correta de se masturbar – ou, no caso da relação sexual, de estimular a mulher – para atingir o orgasmo?


Em resumo, sim, diz Juliana Thaísa. Apesar de cada corpo ser único, "de fato existe um caminho geral que é bom pra todo mundo e que todo mundo gosta. E existe o que absolutamente ninguém gosta", diz a terapeuta.

 

Ela lista algumas técnicas para não fazer:

 

Morder


"Clitóris e cabeça do pênis não foi feita pra ser mordida", frisa.


Fazer 'língua de cobra'


"É péssimo – é quando a pessoa coloca aquela pontinha da língua, não encosta o lábio, não encosta nada. Fica só com aquela pontinha da língua fazendo bem rápido pra cima e pra baixo no clitóris", explica.


Chupar com força


"Não pode dar aquela chupada insuportável que parece que vai arrancar o clitóris", reforça.

 

'Seguir o script'


"Uma coisa é fazer sexo oral pra seguir o script, outra coisa é fazer com gosto, com vontade, porque você gosta, porque você também sente prazer. A questão não é se você faz, é como você faz. Tudo isso vai acrescentando, agregando para proporcionar prazer", explica.

 

"Você vai tocar no seio? Não é só dar uma apertadinha, dar uma chupadinha. É pra passar a língua no seio todo, e ficar um tempo ali. E no corpo inteiro também. Quando for fazer sexo oral, não pode ser rapidinho", continua.

 

"Quando a gente fala de sexo oral, tem que pensar em muita língua, saliva – não para cuspir, mas tem que ser uma boca molhada, não pode ser uma boca seca. Muito estímulo, sem pressa. O sexo não é a penetração ou o orgasmo, é o caminho inteiro. É o que acontece durante toda aquela troca ali – desde o beijo até a hora que acaba", diz.


Em entrevista ao podcast "Prazer, Renata", a ginecologista Marcela McGowan explica que muitas mulheres podem não gostar da estimulação direta na glande do clitóris, por exemplo – a "bolinha" que fica embaixo do "capuz".

 

Anatomia da vulva — Foto: Arte g1

 

"O clitóris tem até 10 cm de comprimento. É um órgão que desce pela nossa vulva, então ele tem como se fosse duas perninhas que vão descendo pelos lábios, ficam atrás dos nossos lábios – um material que é super enervado, que também é uma região muito prazerosa. É muito importante explorar tudo quando você tá falando de masturbação e de excitação, e não ir direto ali na glande. Para algumas mulheres, tocar direto a glande é incômodo, é desconfortável", diz.

 

Na masturbação, o ideal é ir estimulando o corpo aos poucos.

 

"Você não pode começar [a se masturbar] super intenso se ainda não está super excitada. Precisa haver uma excitação e um contexto. Se você só colocar a mão lá, provavelmente não vai sentir nada nos primeiros minutos, até começar a se sentir excitada ou até fantasiar, ou até o seu corpo começar a responder" diz.


Ela também frisa a importância da lubrificação.

 

"Se você não está lubrificada, usar alguma coisa que te ajude antes de tocar é importante. Minha dica é não tocar direto a glande – é sempre explorar tudo ali pra achar qual é o ponto melhor pra você. Pode passar pela glande, pela pontinha em algum momento, mas explora toda a vulva, porque às vezes a sua região de prazer é em outro lugar ali no clitóris", conclui.

 

15) O estímulo anal pode ser prazeroso para a mulher?


Sim, diz Juliana Thaísa, mas ele precisa ser feito devagar, com cuidado e lubrificante.

 

"O ânus é um canal que tem uma musculatura muito mais rígida, então esse corpo precisa de muito estímulo. Através de muito estímulo vai ter muita sensibilidade, excitação, e isso vai resultar num relaxamento. Se a pessoa está excitada, está relaxada, ela não está tensionando o corpo", explica.

 

"É muito toque, muito estímulo, para poder ficar muito excitada, e aí usar muito lubrificante também. Tem que usar lubrificante. Saliva não é lubrificante. Primeiro tem o beijo grego [língua no ânus], depois vai botar o dedo, para depois botar o pênis. E, quando for botar, tem que botar devagar", diz a terapeuta.

 

Mesmo assim, se o pênis for muito grande, pode ser que a penetração anal não seja possível, ressalta a terapeuta.

 

 

"Tem homem que vai lá e já vai enfiando o dedo, botando o pênis, nem avisa, nem sabe se a mulher quer. Aquela ‘foi sem querer’, ‘botei no lugar errado’, não, você sabia exatamente o que você estava fazendo. É cada coisa que você ouve que é um absurdo. Primeiro a mulher tem que querer – e tem que querer por ela, não é para agradar o homem", reforça.

 

Fonte: G1

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