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Brasil : SAÚDE DAS PERNAS
Enviado por alexandre em 29/04/2021 23:22:17

Faça tudo para o sangue circular

"Faça tudo para fazer o sangue circular", afirma o cirurgião vascular e endovascular Eduardo Ramacciotti. Ele fala que a saúde das pernas está relacionada, principalmente, com a prática de exercícios físicos, alongamento, manutenção do peso e alimentação saudável.

"As pessoas diminuíram a atividade física pelo fato de estarem mais paradas com o home office, estão se exercitando menos, e as academias também estão fechadas. Estão ficando mais tempo sentadas". Ramacciotti diz que ficar sentado por muitas horas piora a circulação das pernas, aumenta as dores na região e, para quem já sofre com o problema, cria também mais varizes. A melhor forma de prevenir envolve "se mexer" para fazer o sangue circular.

 

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Medidas para cuidar da saúde das pernas:

 

Mínimo de 5 minutos de alongamento


Melhor impossível: alongamento de manhã e antes de dormir


Pelo menos 30 minutos de atividade física por dia


Uso de meia compressora (é importante verificar com um médico se não há contraindicação)

 

Alongamentos em casa: exercícios fáceis de reproduzir - FazfarmaNet


Coronavírus x trombose


O médico especialista chama a atenção para as evidências já confirmadas de que o coronavírus cria uma risco maior de desenvolvimento de trombose. Na rotina do consultório, ele diz que é comum que um paciente realize uma consulta porque tem dores agudas e, no final, está com a Covid-19.

 

"De todos os tempos, a Covid é a doença mais trombogênica. Não foi incomum eu atender gente que vem com queixa de dor e inchaço nas pernas. E aí, a gente pede o ultrassom e confirma a trombose venosa. Quando pede o exame pra a Covid, a pessoa tem resultado positivo. Em algumas pessoas, o primeiro sintoma foi dor nas pernas", explicou.

 

Mulher durante exercícios de alongamento em casa | Foto Premium

Fotos: Reprodução 

 

Ramacciotti diz que alguns fatores de risco para a trombose – como histórico familiar, tratamento de câncer, terapia de reposição hormonal – devem ser um incentivo ainda maior para manter o isolamento. Ele explica que, em caso de dor aguda na região, inchaço ou formigamento, o paciente vá até um pronto-socorro para ver se está com a doença.

 

"A melhor forma de prevenir a trombose venosa profunda é quando você estiver exposto a situações de risco e aplicar medidas: tomar os anticoagulantes, usar as meias elásticas, e os cuidados de hidratação e de movimentação precoce".

 

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De acordo com o cirurgião vascular e endovascular, nem toda dor nas pernas será trombose. O incômodo pode indicar muitas outras coisas: problemas de coluna, atividade física em excesso, varizes, linfoedema (acúmulo de líquido linfático na região), ruptura espontânea muscular ou anemia. 

 

Fonte: G1

Brasil : SAMUEL DELANY
Enviado por alexandre em 28/04/2021 23:32:39

Samuel Delany: polímata, escritor negro, gay, disléxico

Colunista

Samuel Delany: polímata, escritor negro, gay, disléxico

Eduardo Bonzatto*, Pragmatismo Político

Num tempo de muitas resistências que tanto dificultam o caminho para a reumanização da vida, passado o processo todo do declínio humano, que clamar pelos seres faróis, desses que a chama anda obnubilada, é também uma urgência.
Nesse tempo de escassez de humanidade, que justamente se confunde com a mais ampla soberania do ser humano, em que ele parece acreditar que pode tudo, que reina sobre tudo, que paira acima de todos, precisamos de socorro e inspiração, pois justamente o que falta a esses humanos é imaginação, tão saturados estão do cimento da razão e das tormentas do pensamento único.
No dia em que nasceu, em 1 de abril de 1942, as Filipinas, Indochina e Cingapura caem sob domínio japonês. A Alemanha nazista e seus parceiros do Eixo declaram guerra aos Estados Unidos. Os britânicos bombardeiam a cidade de Köln, ou Colônia, trazendo a guerra para dentro do território alemão pela primeira vez, iria marcar seus primeiros livros de ficção científica.
Nascido numa família que já tinha feito história, como suas tias Sadie e Bessie Delany, pioneiras do direito civil, e seu avô, Henry Beard Delany, o primeiro pastor negro da Igreja Episcopal dos Estados Unidos, Samuel Delany, um dos últimos polímatas ainda vivo, começou a escrever muito cedo e antes dos 27 anos já havia publicado os fundamentos de um tipo de ficção especulativa que o destacaria não só dos de sua geração, mas como aquele que inauguraria uma forma de ver a colonização que ainda hoje carece de ser entendida.
No documentário de Fred Barney Taylor de 2007, The Polymath, or The Life and Opinions of Samuel R. Delany, Gentleman, uma retrospectiva da vida do autor e crítico literário, Samuel relembra toda sua vida, relatando histórias que viveu ao longo dos anos, como ser negro no final dos anos 40 e 50 em Nova York, a vida no Harlem, a experiência de crescer como gay e ter uma vida promíscua enquanto escrevia os seus primeiros livros.
Contemporâneo de Tony Morrison, Delany partilha da mesma natureza irredutível a juízos e julgamentos.
Como um polímata, encontrou na ficção científica o universo aberto para transigir sua imaginação poderosa e foi nesses universos que a linguagem se mostrou mais desafiadora.
Contemporâneo de Chinua Achebe, Abdias Nascimento, Lelia Gonzales, Carlos Moore, Delany está comprometido com uma escolha que é a mesma que essa geração, como que tocada por uma bolha memética, também partilhou: a cor da pele não pode ser impedimento a nenhum movimento de expressão. E em suas lutas, uma recusa peremptória de qualquer vestígio de vitimização histórica seja da escravidão, seja da colonização, seja da diáspora, mas em seu lugar, diferente dos autores atuais, apontamentos para os caminhos da escolha que leva à liberdade.
Segundo os entendidos, a forma de expressão artística mais completa é a ópera, pois ela contempla a história, a representação, o teatro, a música, os figurinos e cenários, enfim, a totalidade da expressão, mas eu acredito que a ficção científica é ainda mais completa, pois carece de um demiurgo para ser concebida, e Delany é um demiurgo completo.
De toda sua vasta produção, no Brasil saiu apenas três livros: As torres de Toron, A cidade dos mil sóis e Babel 17, este último publicado junto com Estrela Imperial. É pouco e mostra o quanto ainda temos a percorrer para encontrar autores que se afastam dos cânones vitimistas atuais. Mas também é que no caso de Delany, o componente sexual é inseparável de sua jornada de escritor.
Foi um dos criadores do afrofuturismo e é comparado a Umberto Eco e Jorge Luis Borges; explorou territórios em que funde raça, gênero e sexualidade. Entre seus admiradores estão Neil Gaiman, Willian Gibson e Frederic Jameson, só para citar alguns.
Em 1999, publica uma história em quadrinhos, Pão e vinho, um conto erótico de Nova York, sobre seu relacionamento homossexual com um sem-teto branco e revela uma das mais inventivas e corajosas de suas narrativas autobiográficas. Atualmente, está publicando seus diários íntimos. O vol. 1, de 1957 a 1969, saiu nos Estados Unidos sob o título Em busca do silêncio.
Mas será em Babel 17 que ele utiliza a teoria do relativismo linguístico ou hipótese Sapir-Whorf, sobre como a linguagem tem o poder de afetar, em que a língua é uma ferramenta de formação de significado.
A hipótese Sapir-Whorf, também conhecida como relativismo linguístico, foi proposta nos anos 1930 por dois linguistas, Edward Sapir e Benjamin Lee Whorf, que chegaram à formulação de uma tese que constituiu durante muito tempo uma referência para o relativismo linguístico.

Leia aqui todos os textos de Eduardo Bonzatto

É a consolidação da teoria da visão de mundo proposta por Wilhelm Von Humboldt (1767-1835), e consiste em determinar que a linguagem, fruto de um universo mental e cultural específico, revela uma concepção de mundo também específica. Assim, pensamento e linguagem estão intimamente ligados e que, podemos inferir, abdicar de uma cultura seria como abdicar da própria linguagem. Por extensão, o universo colonial que marcou uma forma ubíqua de experimentar o mundo não pode ser erradicado, muito ao contrário do que postulam os pensadores decoloniais latino americanos que tem como objetivo libertar a produção de conhecimento da episteme eurocêntrica. Teriam que alterar a própria linguagem e com ela o pensamento.
Não existem conhecimentos libertadores ou contra hegemônicos, já que é o próprio conhecimento, imerso na linguagem, e seu ensinar que é a base colonial.
Mas tal hipótese pode ser melhor compreendida se você encontrasse um russo e um Yudjá, que ainda falasse uma das 500 línguas do Brasil. Com qual deles haveria concordância quanto ao conceito de civilização, de humanismo, de especismo e de hierarquia em relação ao poder?
“O perspectivismo ameríndio diz respeito à síntese conceitual operada por Eduardo Viveiros de Castro (1951-) e Tânia Stolze Lima para tratar de uma importante matriz filosófica amazônica no que se refere à natureza relacional dos seres e da composição do mundo. O conceito sintetiza uma série de fenômenos e elaborações encontrados em etnografias anteriores sobre os povos ameríndios. De forma geral, a noção se refere a concepções indígenas que estabelecem que os seres providos de alma reconhecem a si mesmos e àqueles a quem são aparentados como humanos, mas são percebidos por outros seres na forma de animais, espíritos ou modalidades de não humanos. A construção dessa humanidade compartilhada se efetiva pela construção dos corpos. Quer dizer: a humanidade só se torna visível para quem compartilha um mesmo tipo de corpo ou para os xamãs, que são capazes de assumir a perspectiva de outros e vê-los como humanos.
A ideia de ponto de vista, central ao conceito, implica que só existe mundo para alguém. Isso é evidente quando Tânia Stolze Lima argumenta que a construção “os Yudjá pensam que os animais são humanos” é etnograficamente falsa. Em seu lugar, ela propõe a formulação Yudjá (também conhecidos como Juruna), de que “para si mesmos, os animais são humanos”. Portanto, tudo o que existe emerge para alguém: não há realidade que independa do sujeito.
A condição compartilhada por humanos e animais não é a animalidade (como para a ciência moderna, segundo a qual os humanos pertencem ao reino animal), mas a humanidade”. (http://ea.fflch.usp.br/conceito/perspectivismo-amerindio).
A essa forma de entender a humanidade, tenho chamado de humano-terra os seres que nos são equivalentes na estatura, na dignidade, na importância vital.
Só assim a hipótese Sapir-Whorf pode ser plenamente entendida, pois a visão de mundo nutrida pela linguagem não só elimina o sentido do multiculturalismo moderno-ocidental, mas o transmuta numa espécie de multiplicidade de naturezas que se desdobram dos corpos.
Em Babel 17, o modo como ele opera esse perspectivismo aparece na ausência de pronomes e na desconstrução da palavra “Eu”. Se existe um termo genealógico do modelo de expansão colonial eurocêntrico é exatamente o caráter moderno do indivíduo como algo separado da vida.
A personagem central do livro é uma heroína com traços orientais, uma poeta que deve liderar os militares na batalha. Em algum momento um deles diz: “eles mandaram uma poeta!”. A língua como uma arma.
Em pelo menos dois casos posteriores ao livro de Delany, a interpretação que fez da hipótese Safir-Whorf pode ser confirmada.
É o caso da tribo amazônica Amondawa, em que as estruturas linguísticas que relacionam tempo e espaço inexistem. O outro exemplo são os Pirarrã, que negam o principal conceito consagrado no mundo da linguística de Noam Chomsky, o da gramática universal (as estruturas básicas da linguagem nascem com o ser humano sem ser aprendidas). Em sua língua, dentre outras singularidades, não existem números e em casos especiais usam assobios como linguagem, produzindo tons, alongamentos de sílabas e acentuações peculiares à fala.
No filme A chegada (2017), a protagonista, uma linguista, é chamada para decifrar a língua de seres paraterrestres e quanto mais avança na imersão da conexão, começa a compreender também que a realidade e o tempo não são lineares, como sugere a representação gráfica que emitem, o círculo.
A dislexia é um termo criado pelo médico oftalmologista alemão Rudolph Berlin, em 1872, para nomear uma dificuldade em leitura apresentada por um de seus pacientes e acabou por significar o mesmo para todos que tem alguma dificuldade de leitura nos cem anos seguintes.
Samuel Delany conviveu com esse estigma, como tantos outros, que sentiram todo o peso da frase que acabaria consolidando a dislexia como um problema da linguagem: “não são os olhos que leem, mas o cérebro”.

*Eduardo Bonzatto é professor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB) e escritor

Brasil : IMIGRANTES
Enviado por alexandre em 27/04/2021 14:56:11

EUA prometem US$ 310 milhões em ajuda para frear imigração

O governo dos Estados Unidos anunciou que concederá US$ 310 milhões em ajuda humanitária para amenizar a crise de insegurança alimentar que assola Guatemala, Honduras e El Salvador, de onde têm partido caravanas de imigrantes que tentam ingressar irregularmente nos EUA.

 

O anúncio foi feito pela vice-presidente dos Estados Unidos, Kamala Harris, após uma reunião virtual com o presidente da Guatemala, Alejandro Giammattei.

 

Os dois líderes também "concordaram em abrir Centros de Recursos para Migrantes na Guatemala para fornecer serviços para pessoas que buscam caminhos legais de imigração, e também para aqueles que precisam de proteção, encaminhamento de asilo e reassentamento de refugiados”.

 

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Os países do chamado Triângulo Norte lidam com aguda miséria, acentuada pela pandemia e por eventos climáticos extremos, e de lá têm partido caravanas de imigrantes que tentam entrar ilegalmente nos Estados Unidos pela fronteira com o México, num dos principais desafios do governo de Joe Biden até agora.

 

Harris lidera os esforços do governo para lidar com o fluxo de migrantes. A reunião com Giammattei por videoconferência antecede uma visita à América Central marcada para junho.

 

Em entrevista coletiva, o chanceler da Guatemala, Pedro Brolo, disse que a Guatemala assumiu o compromisso de fortalecer a presença de forças de segurança nas fronteiras para conter a migração irregular, bem como os crimes alfandegários, como o tráfico de drogas.

 

O governo Giammattei fará um "esforço para aumentar o número" de policiais de fronteira, disse ele.

 

Ele explicou que o processo será assessorado por funcionários do Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), que em breve chegarão à Guatemala.

 

Brolo acusou contrabandistas de humanos, conhecidos como "coiotes", de incentivarem a viagem ao norte de pessoas por meio de "desinformação". Os coiotes prometeriam "maiores benefícios" para os migrantes com a chegada ao poder de Joe Biden após quatro anos de duras políticas anti-imigração de Donald Trump.

 

— Os coiotes exerceram uma capacidade de influência muito grande para levar muita gente a dizer que é hora de migrar, o que não é verdade. Os Estados Unidos mais uma vez afirmaram que suas fronteiras estão fechadas — disse.

 

Biden pediu ao Congresso que autorize uma verba de US$ 861 milhões no próximo ano para tratar das causas que impulsionam a imigração irregular da América Central, como parte de uma estrutura de seu plano de US$ 4 bilhões para a região. Sua proposta consta do projeto de lei orçamentária que ainda não foi discutido e aprovado pelos parlamentares.

 

— Queremos trabalhar com vocês para abordar as causas agudas e as raízes [da migração] de uma forma que dê esperança ao povo da Guatemala de que haverá uma oportunidade para ele permanecer em casa — disse Harris no encontro virtual.

 

Mais de 172 mil imigrantes sem documentos, incluindo quase 19 mil menores desacompanhados, foram detidos em março na fronteira sul dos Estados Unidos, um aumento de 71% em um mês e o nível mais alto em 15 anos. A maioria dos imigrantes vem dos três países do Triângulo Norte da América Central.

 

 

Essa área, vulnerável a desastres naturais, foi atingida por dois furacões devastadores em novembro, sofre com uma prolongada seca e também foi duramente atingida pela pandemia de Covid-19.

 

Fonte: O Globo

Brasil : INTERNET GRÁTIS
Enviado por alexandre em 26/04/2021 01:46:08

BB pretende levar wi-fi gratuito à 500 municípios

Três meses após o fechamento de parceria com o Ministério das Comunicações para expandir o Programa Wi-Fi Brasil, o Banco do Brasil (BB) anunciou o número de localidades que devem ser beneficiadas. Segundo a instituição financeira, até 500 municípios do interior receberão pontos gratuitos de internet de alta velocidade, elevando para cerca de 3,5 mil o número de cidades atendidas pelo programa.

Operando via satélite, em localidades sem acesso a fibra óptica, os pontos de internet serão instalados com patrocínio do Banco do Brasil, de preferência próximo a correspondentes bancários. Além do acesso à rede wi-fi, a parceria prevê a capacitação de clientes para o mundo digital, consultoria em educação financeira e uso dos serviços bancários por produtores rurais.

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A lista de locais não foi divulgada, mas o Banco do Brasil informou que serão atendidas cidades com pouca ou nenhuma conexão de internet. O programa deverá atender a escolas, postos de saúde, unidades de segurança pública, aldeias indígenas, quilombos, assentamentos rurais e outros equipamentos públicos.

Além de palestras e cursos de educação financeira, a rede wi-fi será usada para promover cursos voltados ao empreendedorismo promovidos pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O programa também prevê a disseminação do uso de serviços bancários pela internet por produtores rurais. Dessa forma, um fazendeiro não precisará ir a uma agência bancária para fazer transações, podendo resolver a maior parte dos problemas por meio do aplicativo do banco para o celular.

De acordo com o Ministério das Comunicações, o Wi-Fi Brasil tinha instalado 13.213 pontos de internet via satélite, banda larga, gratuita e de alta velocidade por todo o país até meados de março deste ano, beneficiando cerca de 8,5 milhões de habitantes. O programa está presente em quase 3 mil municípios, a maioria nas regiões Norte e Nordeste. (Fonte: Agência Brasil)

Brasil : DESVENDADO
Enviado por alexandre em 23/04/2021 23:48:31

O misterioso efeito castanha-do-pará agora desvendado pro cientistas

Em misturas de frutas secas, castanhas-do-pará tendem a estar na superfície, mas por quê?

Você já percebeu que, ao agitar uma embalagem de frutas secas, as castanhas-do-pará (ou castanhas-do-brasil, como conhecidas no exterior), normalmente maiores, tendem a subir para o topo?

Se não, faça o teste.

Esse mesmo efeito é observado em qualquer substância granulada, como cereais matinais sortidos (granola, por exemplo). Quando em movimento, as partículas de maior tamanho tendem a ascender à superfície.

Popularmente, esse fenômeno é conhecido como 'efeito castanha-do-Brasil' ou 'efeito castanha-do-pará' e tem enormes implicações para setores em que uma mistura desigual pode afetar significativamente a qualidade do produto, como as indústrias farmacêutica e de mineração.

Mas, pela primeira vez, cientistas do Reino Unido capturaram a complexa dinâmica do movimento das partículas em materiais granulares, ajudando a desvendar esse 'mistério' da física.

Pesquisadores da Universidade de Manchester (Inglaterra) usaram imagens 3D em time-lapse para mostrar como a castanha-do-pará ascende à superfície em uma mistura de frutas secas.

Diz o professor Philip Withers de Regius, envolvido no estudo: "Neste trabalho, acompanhamos o movimento da castanha-do-pará e do amendoim por meio de tomografia computadorizada de raios-X em time-lapse enquanto a embalagem era repetidamente agitada. Isso nos permitiu ver pela primeira vez o processo pelo qual a castanha-do-pará passa para chegar ao topo."

Um desafio comum ao analisar materiais granulares é acompanhar o que acontece com as partículas no interior de uma pilha, que não podem ser vistas facilmente.

Os cientistas observaram que o amendoim vai para o fundo, enquanto três castanhas-do-pará maiores sobem quando a embalagem é sacudida. A primeira castanha atinge os primeiros 10% da altura da base após 70 ciclos de cisalhamento (aplicação de uma força perpendicular ao eixo longitudinal do corpo), com as outras duas castanhas do Brasil atingindo essa altura após 150 ciclos de cisalhamento. As castanhas restantes aparecem presas na parte inferior e não sobem para cima. (veja o vídeo)

Parmesh Gajjar, principal autor do estudo, acrescenta: "De maneira crítica, a orientação da castanha-do-pará é a chave para seu movimento ascendente. Descobrimos que as castanhas-do-pará inicialmente começam na horizontal, mas não começam a subir até que tenham girado o suficiente em direção ao eixo vertical. Ao atingir a superfície, elas retornam a uma orientação plana".

Legenda do vídeo,

Cientistas desvendam 'efeito castanha-do-pará'; veja vídeo

Em outras palavras: à medida que o pacote é agitado, as frutas secas menores se chocam com as laterais das maiores, tornando cada vez mais provável que as maiores se virem. Quando as castanhas-do-pará apontam para cima, é liberado mais espaço para que as frutas secas menores caiam pelas laterais. O fluxo descendente das menores força, então, as maiores a ascender ao topo.

Assim, quando chega às prateleiras dos supermercados, a embalagem já foi suficientemente sacudida de modo que todas as castanhas-do-pará tendem a estar no topo.

"Nosso estudo destaca o papel importante da forma e orientação das partículas na segregação. Além disso, essa capacidade de rastrear o movimento em 3D pavimentará o caminho para novos estudos experimentais de segregação de misturas e abrirá a porta para simulações ainda mais realistas e modelos preditivos poderosos".

Segundo Gajjar, a descoberta pode favorecer muitos setores, como as indústrias farmacêuticas e de mineração.

"Isso nos permitirá projetar melhor o equipamento industrial para minimizar a segregação por tamanho, levando a misturas mais uniformes. Isso é crucial para muitas indústrias, por exemplo, garantindo uma distribuição uniforme de ingredientes ativos em comprimidos medicinais, mas também no processamento de alimentos, mineração e construção", diz ele.

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