CASSOL PODE SER A SURPRESA EM 2022. MAS DEPENDE DO MESMO STF QUE O CONDENOU - Regionais - Notícias
Regionais : CASSOL PODE SER A SURPRESA EM 2022. MAS DEPENDE DO MESMO STF QUE O CONDENOU
Enviado por alexandre em 03/05/2021 14:27:05

Há sim uma poderosa força política, concentrada principalmente no interior do Estado, que pode influenciar muito a disputa pelo governo no ano que vem. Trata-se do ex-governador Ivo Cassol, que comandou o Estado por sete anos e meio e que teve seu mandato de senador interrompido, por uma condenação sobre erros de licitação quando era prefeito de Rolim de Moura. Mesmo com todas as contestações da sua defensa, o STF ignorou tudo e ainda condenou Cassol a quatro anos e meio de prisão. Como em muitos outros casos, dois pesos e duas medidas, já que o mesmo tribunal mudou a Constituição para, por exemplo, manter os direitos políticos de Dilma Rousseff, mesmo cassada e ressuscitou do plano das almas perdidas o ex-presidente Lula, condenado por pelo menos dois crimes e respondendo a vários outros. Mas Cassol não é do PT e muito menos de esquerda, assim como não o são muitos dos condenados por delitos menores. A esperança do ex-governador e ex-senador, agora, é que o mesmo tribunal que o condenou, possa considerar sua pena cumprida e restabelecer seus direitos políticos, porque então ele será candidatíssimo em 2022. Os adversários, é claro, torcem para que ele continue sendo impedido. Porque se concorrer, vem com tudo e com uma força eleitoral significativa, principalmente no interior rondoniense.


DONA DO MONOPÓLIO, PETROBRAS ANUNCIA PREÇO ABUSIVO DO ASFALTO E PODE PARALISAR MILHARES DE OBRAS

Nos últimos seis meses, a Petrobras aumentou em 30 por cento o preço do asfalto. E neste 1º de maio, “presenteou” o país com novo reajuste: mais 25 por cento. Ora, num momento em que a União tenta concluir pelo menos 20 mil obras paralisadas – milhares delas dependentes totalmente de asfalto – e quando Estados e Municípios incrementam obras, a estatal, dona do mercado, sem qualquer base (já que não houve aumento do petróleo, nem do óleo diesel e nem da gasolina, nem perto desses percentuais abusivos), anuncia essa medida que pode causar imensos danos ao país. Todas as obras públicas são realizadas através de licitações, quando as empresas apresentam suas propostas, incluindo todos os custos dos insumos.

Quando as obras são de asfaltamento e pavimentação, obviamente que o custo e o tipo de produto que será utilizado, baseiam-se no preço de mercado para aquele momento da concorrência. A vencedora começa a obra e, dias depois, recebe um tiro numa das pernas: a Petrobras anuncia, intempestivamente, um enorme aumento no custo da matéria prima. Poucos meses depois, outro tiro certeiro, na outra perna, com novo e abusivo aumento. Não há como a empresa vencedora da concorrência continuar a trabalhar com uma política de preços como essa. As obras são paralisadas e começam então as tratativas para os famosos “aditivos”, aquelas renegociações que, no passado, davam margem à grande corrupção, mas que, parece, isso não mais acontece, ao menos nos mesmos níveis, nos dias atuais.

O que o aumento surpreende são os níveis estratosféricos do reajuste imposto pela Petrobras, que domina o mercado nacional de derivados dos combustíveis, mantendo um monopólio que, muitas vezes, ignora as necessidades da população. Ou seja, quem vai pagar o pato, de novo?

Claro que é a população.

Centenas de obras vão começar a parar nesta semana que começa e outras milhares nos daqui para os próximos meses. Em Porto Velho, apenas para citar um exemplo da uma grande cidade, as obras da Prefeitura, que estão em andamento em 12 bairros, incluindo uma com investimentos superiores a 20 milhões de reais podem parar, até que aja uma renegociação dos custos, pelo desatino com que a Petrobras está tratando a questão, impondo ao mercado preços proibitivos também para o asfalto, essencial para melhorar a vida de milhões de brasileiros.

Como a União, Estados e Municípios são os consumidores de perto de 99 por cento de todo o asfalto vendido no mercado, toda a estrutura de governo, de cima para baixo, será atingida pela medida, já que os projetos em andamento terão que, todos, serem renegociados. Qual o setor que aguenta um reajuste de preços de um insumo tão importante de mais de 55 por cento em pouco mais de seis meses? Até quando teremos que suportar a ditadura dos preços do monopólio da Petrobras?

PONTE COMEÇOU COM DILMA, PAROU E FOI CONCLUÍDA POR BOLSONARO

Por pura sorte, porque ficou pronta antes da nova alta dos preços do asfalto, a ponte sobre o rio Madeira, na Ponta do Abunã. Já poderia ter sido aberta ao tráfego, não fosse a decisão do governo federal, já orientada ao Dnit, para que ela comece a receber veículos somente depois de inaugurada oficialmente pelo presidente Jair Bolsonaro, nesta próxima sexta-feira, 7 de maio. É uma obra sonhada há pelo menos meio século, mas que só começou a se tornar realidade já no século 21, quando foi iniciada, ainda no quarto ano do primeiro mandato de Dilma Rousseff, a petista que foi defenestrada antes de completar seu segundo mandato. No período em que Michel Temer assumiu o comando do país (cinco meses, entre agosto e dezembro de 2016), as obras, que já andavam muito lentamente, praticamente pararam. O estado do Acre, que sonhava em ter sua ligação por terra com o resto do Brasil há décadas, esperava ansiosamente que o projeto não se tornasse uma das mais de 20 mil obras do país paradas, desde os últimos governos, mas principalmente nos 15 anos de comando petista. Quando Bolsonaro assumiu e tanto ele quanto seu ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, anunciaram que a ponte seria concluída em dois anos, poucos acreditaram. Levou um pouco mais que isso, mas, finalmente, uma das mais importantes obras públicas de toda a região norte está pronta, com um trabalho perfeito de engenharia, ligando todo o nosso país, por terra, desde o extremo sul, na fronteira com o Uruguai, passando pelo Acre e avançando até o Oceano Pacífico, no Peru. É a ponte que fará história.

MIGUEL DE SOUZA ANTEVIU O FUTURO SOBRE A LIGAÇÃO COM O PACÍFICO

Há um personagem que merece, por justiça, ser lembrado, por sua visão de futuro, quando era tratado quase como um louco, quando defendia a construção de uma ponte sobre o Madeirão, em Abunã e uma rodovia que atravessaria Rondônia e Acre e nos levaria, por asfalto de qualidade, até os portos do Pacífico, encurtando em milhares de quilômetros os caminhos para a exportação dos nossos produtos, principalmente para a Ásia. Quando foi vice-governador do Estado, na administração de José Bianco (1999/2003) o então líder empresarial Miguel de Souza enxergou o futuro e começou a defender a integração que nos levasse ao Pacífico. Promoveu inclusive viagens precursoras, com caravanas de empresários e jornalistas, que saiam de Porto Velho e aportavam nas margens do Pacífico. Foi motivo de brincadeiras, gozação, piadas. Antes da entrada do século 21, contudo, Miguel de Souza tinha um olhar futurístico, que apenas agora, quase 20 anos depois, começa a se tornar realidade. Morando hoje em Brasília, Miguel mereceria ser um convidado especial para a solenidade de inauguração da ponte, até porque a via, em seus sonhos de rondoniense de visão, a gigantesca obra que nos leva até as bordas do grande oceano que banha o litoral peruano e que pode levar nossas riquezas, com custo muito mais baixo e em muito menos tempo, até os ricos países da Ásia.

GUERRILHA: CRIMES NO CAMPO SÃO LEVADOS AO PRESIDENTE BOLSONARO

Os ataques criminosos, com uso de armamento pesado e táticas de guerrilha, incluindo até sofisticado sistema de comunicação por rádio, contra propriedades rurais, em Rondônia, chegaram ao conhecimento do presidente Jair Bolsonaro, após reunião sobre o mesmo tema no Ministério da Justiça. Sobre o assunto, o governador Marcos Rocha escreveu, nas redes sociais: “em mais uma reunião sobre o tema, levei o problema das invasões e crimes bárbaros cometidos em Rondônia, ao presidente Jair Bolsonaro. Mostrei as imagens dos nossos policiais assassinados, de jovens executados, torturas, fazendas produtivas e legais destruídas, casos de estupros, destruição da floresta, roubos e estoque de armamento de uso exclusivo das Forças Armadas, refino de cocaína e outras drogas (a lista é grande). Mostrei os relatórios da nossa inteligência e vídeos do modus operandis, incluindo táticas de guerrilhas e o tribunal paralelo, além do armamento pesado que essas organizações criminosas possuem”. Segundo Rocha, “o Presidente está do lado das famílias de bem, que estão sofrendo com a barbárie causada por esses grupos armados”.

SEGURANÇA NO CAMPO E SOLUÇÃO DE QUESTÕES LEGAIS ENTRE AS METAS

Num outro trecho, Marcos Rocha sublinhou que três medidas prioritárias serão tomadas. A primeira: aumento e preservação de efetivo no campo para garantir a segurança e o apoio da Força Nacional e da Polícia Federal, solicitado ao governo federal; busca de soluções para a questão jurídica. “várias reintegrações estão travadas por questões legais. Ano passado tínhamos feito muitas, mas agora estamos tendo que enfrentar questões legais que acabam protegendo os criminosos”, assinalou o Governador. Ele disse que, “a longo prazo, a meta é dar um fim a essas ações criminosas, que não podem sair impunes”.  E concluiu: “É questão de Segurança Nacional. Não caia em falsas narrativas pois o objetivo desses grupos é consolidarem um poder paralelo. Nós não deixaremos. O país que queremos deixar para nossos filhos, protege o que é justo e correto e fica do lado da população”. O assunto vai ter absoluta prioridade da segurança pública no Estado. Ainda não foi definida a presença de forças federais no combate aos guerrilheiros travestidos de sem terra, mas é bem possível que isso ocorra o mais breve possível.

VACINA, TESTES E TRATAMENTO PRECOCE DIMINUEM MORTES NO ESTADO

Claro que os números ainda estão muito altos, tanto em termos de novos contaminados quanto de mortes. Mas é óbvio que, a continuar no ritmo dos últimos dez dias (da quinta-feira, dia 22 até este sábado, dia 1ª de maio), há uma tendência de queda em relação às vítimas da Covid 19, tanto no Estado todo, como na Capital. Há vários motivos para isso. Não há dúvida de que a vacinação, em que já foram aplicadas mais de 275 mil doses (195 mil em primeira dose e acima de 80 mil de segunda dose), foram de grande importância, a tal ponto que houve uma enorme queda de óbitos na faixa etária dos idosos acima de 80 anos e do pessoal da saúde, os primeiros a serem imunizados. Outro avanço importante foi a realização de mais de mais de quase 570 mil testes, incluindo 16 Drive Thru realizados pelo Estado e inúmeros outros em parceria com Prefeituras. A descoberta de muitos casos de pessoas que não tinham sintomas, mas continuavam convivendo socialmente, permitiu que elas fossem levadas à quarentena, tratadas e impediu que espalhassem o vírus. Também não se pode esquecer a medicação preventiva, no início da doença, mesmo com a ojeriza de uma minoria de médicos, mas aplicadas em pacientes pela grande maioria deles. Essa medida também ajudou a recuperar muitos doentes e impedir muitas mortes, mesmo que os que se posicionam ideologicamente sobre esse tipo de ação, continuem dizendo que não há comprovação científica para utilização de vários medicamentos que, usados pela população, estão sim diminuindo a carga viral nas pessoas. Mesmo assim, infelizmente no sábado batemos nas 5.181 mortes desde o início da pandemia.

QUANDO CHEGARÁ A CORONAC PARA SEGUNDA DOSE JÁ ATRASADA?


SÉRGIO PIRES

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