Educação Em Foco - Educação para o desenvolvimento humano Por: Luiz Carlos Polini - Notícias
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Educação Em Foco : Educação para o desenvolvimento humano Por: Luiz Carlos Polini
Enviado por alexandre em 19/03/2015 19:46:08

Educação para o desenvolvimento humano

Muito se fala sobre a importância da educação para a criação de uma sociedade melhor, baseada em princípios éticos e morais e preparada tecnológica e cientificamente para os desafios da modernidade. Mas pouco se discute sobre o que cada um de nós, individualmente, está fazendo em prol das futuras gerações.

Por isso, nessa ocasião, proponho avaliarmos o que está ao alcance de qualquer cidadão comum para criação de um modelo de educação voltado ao desenvolvimento pleno do ser humano e à construção de uma sociedade mais justa.

Nesse sentido, o Brasil avançou muito nas últimas duas décadas: o acesso ao ensino fundamental está quase universalizado, com 94,4% das crianças com idades entre 7 a 14 anos na escola; as taxas de analfabetismo entre jovens e adultos está reduzindo; aumentou o acesso ao ensino superior; e a proporção de jovens na idade própria que se encontra no ensino médio é mais que o dobro da existente em 1995. Apesar disso, ainda persistem os elevados índices de evasão escolar, pois muitos jovens têm de parar de estudar para trabalhar. Essa situação impõe aos governantes o desafio de criar políticas públicas voltadas a cursos de formação técnica e de incentivo ao primeiro emprego, bem como à manutenção desses jovens na escola, que deve ser o objetivo norteador das ações governamentais.

O desafio da educação é preparar cidadãos que pensem no coletivo.

Mas isso não basta. Depois de mais de duas décadas de ditadura, quando o autoritarismo substituiu a capacidade de reflexão crítica e questionamento, vivemos agora um momento de reconstrução, de busca de caminhos para crescer com autonomia e liberdade.

Nesse sentido, devemos repensar a educação pela perspectiva da mudança individual: as pessoas precisam ser reeducadas para o convívio democrático. As trevas do período ditatorial ainda persistem nos hábitos, nos comportamentos de intolerância, nos preconceitos que se manifestam cotidianamente, nos atos de violência que ferem a dignidade humana.

A mudança começa dentro de cada um, de cada comunidade, de cada país. O desafio da modernização da educação é preparar cidadãos que pensem no coletivo, que priorizem o respeito ao outro, às instituições e às leis, que valorizem a cidadania e estejam comprometidos com a defesa dos direitos humanos consagrados mundialmente e com a ideia de convivência harmoniosa, a despeito da natural divergência de opiniões.

Como dizia um dos grandes filósofos do iluminismo, o alemão Emmanuel Kant, “o homem é a única criatura que precisa ser educada”. Temos todos – como indivíduos e sociedade – a responsabilidade de oferecer a cada criança e adolescente a oportunidade de desenvolver suas capacidades individuais, o senso crítico, o gosto pelos valores de igualdade, fraternidade, liberdade e justiça, para se tornar também protagonista e crítico perante os desvios, como o preconceito, a violência e o autoritarismo.

A sociedade que queremos requer uma mudança em cada um de nós, nos comportamentos diários, na relação de respeito entre homens e mulheres, adultos e crianças, jovens e velhos, brancos e negros, ricos e pobres. A construção de uma sociedade verdadeiramente democrática depende de nós, ao começarmos em nosso dia a dia a rever nossas ideias e comportamentos para que assim possamos pensar mais e melhor sobre a condição humana. E educarmos, com nosso exemplo, as futuras gerações.

 

Luiz Carlos Polini

Colaborador ouropretoonline

Graduado em Geografia e História

Especialista em Educação e Gestão Ambiental.

 

Educação Em Foco : USP avança e é uma das 60 melhores universidades do mundo
Enviado por alexandre em 12/03/2015 01:14:54

USP avança e é uma das 60 melhores universidades do mundo


A universidade de São Paulo (USP) ficou entre as 100 melhores do mundo, em ranking divulgado nesta quarta-feira pela revista britânica Times Higher Education (THE). A lista, anualmente divulgada pela prestigiada publicação de educação, incluiu nas três primeiras posições as universidades de Harvard (EUA), Cambridge e Oxford (Reino Unido). Entre as dez primeiras colocadas, oito são instituições americanas e duas inglesas. A USP ficou entre o 51º e 60º lugares - o ranking, a partir do 50º lugar, classifica as instituições por blocos, de dez em 10, até o 100º lugar. No ano passado, a USP estava na faixa de 81º ao 90º lugar. Outra instituição da América Latina, a Universidade Nacional Autónoma do México (UNAM) ficou entre a 71ª e a 80ª colocação. Os EUA, que qualificaram 42 universidades no ranking, ficaram com o maior número de classificações. Em seguida aparece o Reino Unido e a Alemanha, que incluíram 12 e seis, respectivamente. O diretor da THE, Phil Baty, disse que a classificação é "subjetiva", mas disse que é feita com base na opinião de especialistas "em excelência em ensino e pesquisa" de todo o mundo e acrescentou que, "a opinião deles é muito importante para elaborar uma classificação deste calibre". A lista divulgada pela revista foi elaborada a partir da análise de 10.507 respostas de acadêmicos e professores com experiência mínima de 15 anos em educação de nível superior. Além dessa, a revista também divulga anualmente uma lista pontuando as 400 melhores universidades do mundo.

VEJA O RANKING COMPLETO

Educação Em Foco : Ex-deputado afirma que Enem é erro na Univasf
Enviado por alexandre em 11/03/2015 10:00:03

Ex-deputado afirma que Enem é erro na Univasf

O ex-deputado Osvaldo Coelho (DEM) enviou um oficio ao Ministro da Educação, Cid Gomes, solicitando o fim do Exame Nacional do Ensino Médico (Enem) como instrumento para ingresso dos estudantes na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf).

Segundo Osvaldo, o ensino no semiárido merece um tratamento diferenciado. “A Univasf foi criada para servir os habitantes do Vale. Hoje, as vagas são ocupadas pelos estudantes do Centro Sul. No caso de medicina, por exemplo, quase 100% das vagas são ocupadas por estudantes do sudeste. O que ocorre na Univasf é errado”, frisou o parlamentar.

Osvaldo ainda coloca que é preciso uma intervenção reparadora do Ministério da Educação que possa mudar essa realidade. Outro aspecto do oficio enviado ao ministro chama atenção, o apelo que Coelho faz para o financiamento dos estudantes de baixa renda entrarem na universidade e no sistema IF Sertão – PE, com garantia de moradia, transporte e material escolar.

Educação Em Foco : Será que bater educa?
Enviado por alexandre em 04/03/2015 00:51:19

Será que bater educa?

 

A intenção deste artigo é apenas mostrar algumas faces de um assunto polêmico, mas que precisa ser abordado por todos os que trabalham com a área educacional: pais, professores, coordenadores e gestores da educação.

É fato facilmente constatado que as pessoas têm sempre muita pressa para tudo, e conversar, tentar compreender e discutir pontos de vista são práticas que demandam muito tempo. Em contrapartida, algumas pessoas acreditam que um puxão de orelha, um tapa, um empurrãozinho vez ou outra podem conter os ânimos das crianças, em bem menos tempo.

Após o castigo físico, contudo, se a criança não voltar mais a agir de um modo não apropriado nem sempre significará que ela tenha aprendido eficazmente. Se ela não correr mais sobre o piso molhado porque foi castigada fisicamente por seus pais, por exemplo, nem sempre será pelo fato de ter aprendido realmente o porquê de não poder mais fazer isso. Do mesmo modo, se após ter apanhado de seus pais por ter respondido com grosseria a eles, ela não mais repetir essa má-criação, infelizmente não significará que ela aprendeu as boas razões de respeito aos mais velhos.

Não, as coisas não são tão simples assim. O castigo físico pode iludir muitas famílias, levando-as a pensar que seus filhos estão aprendendo comportamentos de educação de modo efetivo. Mas o que está ficando para eles desse aprendizado?

Se um menino bate em outro na escola e, ao chegar em casa, apanha de seus pais como castigo pelo erro que ele cometeu, como entenderá que a violência não é o melhor meio a ser utilizado? A verdadeira razão que faz uma criança não repetir mais um erro após apanhar de seus pais pode frustrá-la grandemente, pois o seu único motivo pode ser simplesmente o medo de apanhar novamente. Isso é insuficiente e não atende em nada ao que queremos para a vida de nossos filhos: que eles absorvam os bons conceitos de uma educação para a vida toda.

Além disso, não é interessante para ninguém que um comportamento educado aconteça apenas na fase da infância. Mesmo quando passar pela adolescência, juventude e vida adulta, nosso desejo é que cada criança viva plenamente os nossos ensinamentos, que visam levá-la ao mais completo sucesso, nos mais diferentes setores.

A violência física se mostra muito ineficaz, pois tende apenas a conter os ânimos de modo rápido, enquanto o diálogo pode ensinar conceitos importantes para a vida toda. A conversa entre pais e filhos pode ter benefícios mais duradouros, mais conscientes e, por isso, mais efetivos.

Esse assunto é muito mais amplo do que imaginamos, e há quem não concorde em nada com isso. A intenção aqui é apenas levá-lo a refletir um pouco mais sobre essa prática utilizada por muitas famílias para educarem seus filhos.

Nada é tão simples, como pode parecer à primeira vista. Estamos falando de vidas, de pessoas com as mais diferenciadas experiências, que acreditam ou não num determinado método para educar crianças. Tudo isso tem várias faces, pois até pais que não usam a violência para educar seus filhos estão propensos a errar, acredite.

Isso pode ocorrer, principalmente, quando os pais deixam à disposição dos filhos recursos como televisão, filmes e videogames, sem a devida orientação de um adulto. Ora, do que adianta não agredir fisicamente a criança para educá-la, mas permitir que ela assista, sozinha, a tantas formas de violência?

A violência pode acontecer até mesmo em muitos desenhos animados tidos como “inocentes”. Como vários personagens usam métodos violentos diante de qualquer desagrado, a criança corre o risco de assimilar conceitos muito equivocados em relação à vida como um todo. Temos que pensar que cada um reage de um determinado modo diante de um estímulo específico.

Para entender isso, pense que, por ter sofrido violência física durante a infância, muitos pais hoje não agem assim em relação aos seus filhos, enquanto outros, pelo mesmo motivo, agem exatamente igual.

Não é possível esgotar esse assunto nessas breves palavras. Por isso, tente você ampliá-lo em sua escola, em sua família, em seu círculo social. Converse, pesquise, permita-se refletir e conhecer outras formas de pensar sobre esse importante tema. A reflexão é, sem dúvida, um valioso meio para verificar, a tempo, se as nossas ações do hoje terão os resultados que estamos esperando para o amanhã.

 

Luiz Carlos Polini

Colaborador ouropretoonline

Graduado em Geografia e História

Especialista em Educação e Gestão Ambiental.

 

Educação Em Foco : A escola que a acompanhe e entenda as novas gerações
Enviado por alexandre em 02/03/2015 08:09:18

A escola que a acompanhe e entenda as novas gerações

 

Quando estudei o primário, ginásio e o segundo grau, que na contemporaneidade chamamos de “séries iniciais, ensino fundamental e ensino médio”,  estudávamos em salas físicas com carteiras pesadas de madeira, divididos por série, idade, turnos etc. Copiávamos do quadro negro em cadernos, fazíamos exercícios, líamos textos mimeografados e fazíamos provas assim também. Não estou reclamando, era o que tínhamos.

Em casa, era a mesma coisa: brincávamos na rua, de bola, jogávamos bétis, dama, trilha enfim... Escrevíamos cartas para os amigos e paqueras. E tudo era maravilhoso!  Muitos dizem que até mais saudável, mas não é isso o que importa aqui! O que quero dizer é que tínhamos na escola o que tínhamos em casa, na rua, na vida. Isso acontece hoje com você, com seus filhos, sobrinhos, alunos? Na maioria das vezes, não. É verdade! Observe!

Hoje, crianças e jovens têm acesso a tudo o que há de mais moderno em termos de tecnologias: computadores, tablets, smartphones conectados à internet. Eles se comunicam na velocidade da luz, utilizam diversos sistemas de áudio, vídeo, sociais, de compartilhamento etc. Suas vidas são em rede e tudo acontece em tempo real. Jogam pelo computador e outros dispositivos online com pessoas em qualquer lugar do mundo, comunicando-se de forma instantânea.

Têm acesso a todo tipo de informação sobre qualquer assunto na palma da mão. E a escola acompanha estas mudanças? Reflete a realidade social em que vivem? Normalmente, não! Muitos pais e educadores reclamam que as crianças e os jovens de hoje não querem nada! Não gostam da escola, nem se interessam em estudar.

Se fosse você, ficaria interessado pelos estudos, com um mundo muito mais atraente do lado de fora da escola? Eu não! A escola, não conseguindo se antecipar às tendências, precisa ao menos acompanhar as transformações sociais. Escolas, educadores, pais, governos e estudantes precisam se unir na busca de soluções educacionais que atendam às necessidades dos alunos, aliando os objetivos educacionais aos instrumentos, ferramentas e critérios.

As inovações não devem ocorrer somente no uso de tecnologias, mas nos instrumentos e formas de promover o aprendizado, de avaliar o desempenho, de criar estudantes mais autônomos e ativos no processo de ensino-aprendizagem e mais responsáveis neste processo.

Seguem abaixo alguns exemplos:

- O uso de novas formas de avaliação do estudante que não sejam focadas apenas na identificação e punição dos erros, mas no incentivo de posicionamentos mais críticos, fortalece a interação com as novas gerações que já se acostumaram a ser participativas em diversos processos em suas vidas.

- É possível usar novas ferramentas e metodologias, seja na construção e adaptação do currículo, ou no desenvolvimento dos momentos de aprendizado, como a gamificação. Não me refiro aqui ao uso de games ou jogos educacionais somente, mas da estratégia dos jogos, tornando as aulas mais desafiadoras, repletas de enigmas interessantes, de roteiros de aprendizagem em que o estudante pode escolher caminhos mais adequados e condizentes com seus estilos de aprendizagem, inteligências, experiências e conhecimentos prévios.

- Também é possível inserir os dispositivos móveis como notebooks, tablets e celulares como instrumentos de integração e aprendizado. Usar tecnologias que os estudantes já conhecem, gostam e se sentem bem, ajuda a criar interesse pela escola.

- Os professores podem ter grupos em redes sociais, blogs, comunicadores instantâneos, listas de emails etc. O uso conjunto de blogs, canais de vídeos produzidos pelos próprios e compartilhados, alia a vida física à virtual dos estudantes.

- Aplicativos de comunicação, de gravação e edição de áudio, vídeo, imagem, texto, de compartilhamento, de segunda tela, fóruns, blogs, games, segunda vida, wikis, aliando pesquisa, criatividade e interação ao conteúdo, objetivos e instrumentos inovadores de avaliação.

- Outra proposta é não dividir os estudantes em salas, séries, idade, mas uni-lôs para que um aprenda com o outro, interaja, compartilhe, ensine. Trabalhar por temas e não por série. Já há escolas sem paredes, sem professor, que reúnem educadores e educandos num mesmo espaço educativo. Diminuir a distância entre educador e educando, mudar o foco do repasse massivo de conteúdos para a construção colaborativa do conhecimento, mudar os instrumentos e critérios de avaliação por formas de compartilhamento de resultados e desempenho em grupo, junto a um atendimento personalizado.

Não parece fácil, e não é a realidade na atual situação do Brasil, mas é um caminho que pode transformar a educação, a vida das pessoas e a nossa sociedade. Tudo começa no planejamento educacional, na adaptação do currículo, no desenvolvimento e implementação dos projetos educacionais, dos "planos de aula" e da ação do educador e termina, quer dizer, não termina. É só o começo, uma semente que devemos plantar para as novas gerações.

Sei que as escolas, os educadores e até a sociedade ainda não se sentem preparados para acompanhar tantas mudanças, mas será que estamos preparados para "perder" toda uma geração, até nos sentirmos prontos para compreendê-los e atender suas necessidades?

 

Luiz Carlos Polini

Colaborador ouropretoonline

Graduado em Geografia e História

Especialista em Educação e Gestão Ambiental.

 

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