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Urgente : Turismo em Santa Helena e Margarita, na Venezuela, agora é sinônimo de morte
Enviado por alexandre em 17/01/2018 20:47:30


Fazer turismo em Santa Helena e Margarita, agora, é sinônimo de morte, de acordo com depoimentos ao "PORTAL DO ZACARIAS" de dezenas de pessoas vítimas da onda de verdadeiro terror que aumenta em cada dia na fronteira dos estados de Roraima e Amazonas com a Venezuela. A situação ficou mais explícita com o recente assassinato do amazonense Amaury Castro da Silva. Segundo informações ao Portal, os problemas tendem a se agravar a partir da ação de membros de uma milícia que resolveu vingar a morte de Castro.

Eles, inclusive, estão veiculando um vídeo nas redes sociais com cenas absurdas mostrando a decapitação do responsável pelo assassinato que chocou a opinião pública local. Não se sabe, entretanto, se o é verdadeiro, cabendo aos órgãos responsáveis investigar. As informações também enfatizam a realidade diária de assaltos e arrombamentos de veículos no caminho para Santa Helena e Margarita.

Por conta do clima de terror, muitos turistas amazonenses são obrigados a retornar da metade da viagem para Manaus, depois de perderem tudo para assaltantes ou mesmo policiais. “Geralmente, nossos veículos são assaltados e arrombados ao mesmo tempo e os prejuízos são incalculáveis”, disse um turista.

Urgente : Pesquisador é demitido da Embrapa após críticas à estatal em artigo
Enviado por alexandre em 10/01/2018 00:50:06


O pesquisador Zander Navarro, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), foi demitido nesta segunda-feira (8/1), após questionar os rumos da instituição de pesquisa e o presidente da estatal, Maurício Lopes. Navarro classificou a decisão como “arbitrária” e disse ter constituído advogado para pedir sua reintegração ao cargo que ocupa há mais de 40 anos.

Os primeiros questionamentos públicos de Navarro foram feitos no artigo “Por favor, Embrapa: acorde!”, publicado na última sexta-feira, 5, no jornal O Estado de S. Paulo, no qual o pesquisador critica a fragmentação das pesquisas, a falta de foco e de estratégia na Embrapa.

Ele classifica a missão da empresa de “entregar valor à sociedade” como “uma vaga afirmação de inocentes noções” e “uma fuga da realidade”, e pede ao presidente da empresa, Maurício Antônio Lopes, para “esclarecer à sociedade a inquietante pergunta: afinal, para que serve mesmo a Embrapa, uma das raras estatais totalmente dependentes do Tesouro?”.

Navarro questionou a substituição de dois terços dos pesquisadores em concursos recentes e indagou “como justificar que uma gigantesca e cara empresa pública, sustentada por toda a sociedade, trabalhe cada vez mais e quase que exclusivamente para os ricos segmentos do empresariado rural?”. E finalizou: “Existe enorme resistência da direção em promover as mudanças urgentes e necessárias”.

Após o artigo, em um comunicado encaminhado aos gestores da estatal, o presidente da Embrapa afirma que o artigo de Navarro “tipifica falta gravíssima à luz das normas de comportamento e de conduta da empresa”. Lopes avalia que o texto prejudica, junto ao Ministério do Planejamento, o amplo processo de remodelação em curso na Embrapa nos últimos dois anos.

“Afirmações irresponsáveis, sem nenhum fundamento, contidas no artigo, podem jogar por água abaixo todo o esforço que já dura dois anos, e está prestes a ser finalizado. Assim, eu gostaria de informar a todos que a diretoria executiva tomará todas as medidas cabíveis, à luz das nossas normas e procedimentos, para que este tipo de comportamento, irresponsável e destrutivo, seja definitivamente erradicado da nossa Empresa”, relata Lopes.

Em uma carta, também encaminhada aos gestores, Navarro respondeu ao presidente da Embrapa reafirmando e ampliando as críticas já feitas no artigo. O pesquisador disse que há um anseio dos funcionários pela refundação da Embrapa.

Diante da repercussão negativa após a demissão, o presidente da estatal divulgou um último comunicado interno, no qual atribuiu a decisão à diretoria executiva pelo fato de o pesquisador “ignorar sistematicamente os códigos de ética e de conduta da Empresa”. Essa também foi a resposta da assessoria da Embrapa aos questionamentos feitos pelo Estadão sobre a demissão. Sobre o artigo de Navarro, a estatal informou que não faria comentários além do esclarecimento anterior já feito.

Questionado sobre a demissão polêmica e as críticas feitas por Navarro, o ministro Blairo Maggi, da Agricultura, pasta à qual a Embrapa é ligada, afirmou que o assunto é interno da estatal e que não vai se pronunciar.

Mudança
“Estou fazendo a mudança dos meus papéis e me deram hoje (terça-feira, 9) para deixar a sala após uma demissão sumária”, disse o pesquisador Zander Navarro, por telefone, antes de deixar a unidade da Embrapa em Brasília (DF) depois de ser demitido. “Fui demitido da Embrapa por emitir minha opinião, mas já constitui um advogado, porque é um ato de violência não poder ter opinião, ainda mais em uma empresa de pesquisa, de ciência, onde se supõe haver questionamentos.”

Navarro classificou o presidente da estatal, Maurício Lopes, como autoritário. Mas minimizou essa postura atribuída a Lopes, considerada por ele como “uma tradição entre muitos que comandaram a Embrapa”.

Segundo Navarro, como os servidores da empresa de pesquisa não são submetidos ao regime das estatais, mas à legislação trabalhista como qualquer empresa privada, a possibilidade de demissões por decisão de superiores gera grande temor dos funcionários.

Ele foi chamado na segunda-feira ao departamento de recursos humanos da empresa, recebeu a carta de demissão, com, segundo ele, o argumento de que “repetidamente” tem sido indisciplinado e que o artigo do Estado “causou danos à empresa e infringe o código de ética”. O pesquisador reafirmou que recorrerá à Justiça para ser reintegrado. “Vou pedir a reintegração e tenho forte esperança em voltar”, concluiu.

Urgente : Como vamos votar em 2018? Prá que 513 deputados federais? Prá que 81 senadores? Prá que 40 Ministérios? – Por Rui Galdino
Enviado por alexandre em 31/12/2017 18:16:34


Por Rui Galdino Filho

Meus amigos, minhas amigas, meus caros leitores. Estamos chegando nos dias finais do ano de 2017. Que ano! Na verdade, um ano de muitas mudanças, bastante confuso e nenhum melhoramento na nossa economia. Um ano em que a Operação Lava Jato e outras operações semelhantes pelo Brasil a fora, mostraram para todo o povo brasileiro, um pouco da roubalheira e da corrupção que existe em nosso país a muito tempo e que só nos últimos anos está vindo à tona.

Digo um pouco, por que até agora, foi descoberto e mostrado apenas a ponta desse ice-berg da corrupção brasileira. Lembram daquele dinheiro todo, cerca de 51 milhões em cédulas, que foi encontrado por acaso naquele apartamento em Salvador? Pois bem, já imaginaram quantos outros milhões e bilhões, dinheiro roubado do povo brasileiro, não estão entocados e escondidos por aí, dentro e fora do Brasil, que ainda não foram descobertos, fruto de toda esta safadeza e corrupção em nosso país?

Minha gente, quem rouba pesado o povo brasileiro, não são os “ladrões de galinhas”, que estão superlotando os presídios da nação. Quem está roubando descaradamente o nosso país a muito tempo, são a maioria dos nossos políticos, que se dizem nossos representantes, em conluio com empresas, construtoras, bancos, empreiteiras, etc, etc, etc… Brasília, não é apenas a capital federal, é acima de tudo, o paraíso de toda esta safadeza e corrupção que tem feito o povo brasileiro sofrer e morrer a muito tempo.

Gente, dizem que cerca de 40% do dinheiro da nação brasileira é roubado. Já imaginou isso? Estou falando em bilhões e trilhões por ano. Já pensou se esse dinheiro todo fosse empregado corretamente e honestamente em benefício do povo? É por isso, que falta tudo nesse país. Se não temos uma boa educação, segurança, saúde, estradas, saneamento básico, etc, etc, etc, é por que o dinheiro do povo está sendo desviado para outras finalidades.

O Brasil precisa de uma grande reforma no SISTEMA, ou seja, no ESTADO. Não adianta fazer reforma política, trabalhista, tributária, previdenciária, etc, se em 1º lugar, o ESTADO BRASILEIRO não for reformado, pois, está tudo errado, caro, ineficiente, burocrático e corrompido. O próximo governo que será eleito em 2018, tem que ter a coragem de diminuir o tamanho do estado brasileiro pela metade.

Prá que 513 deputados federais? Prá que 81 senadores? Prá que 40 Ministérios? Milhares de carros oficiais? Centenas de apartamentos e mansões oficiais? Milhares da cargos comissionados? Sem falar nos grandes salários, mordomias, verbas de gabinete, passagens aéreas, jetons, diárias, gratificações, planos de saúde, aposentadorias, viagens internacionais sem futuro nenhum, etc, etc, etc, tudo isso com o dinheiro do povo, sem falar na roubalheira e corrupção que acontece no paralelo.

O próximo governo tem que ter a coragem de cortar tudo isso pela metade, pois, só assim, teremos um ESTADO BRASILEIRO, mais enxuto, com mais eficiência e menos corrupto. Aqui na Paraíba temos 3 senadores, 36 deputados estaduais e 12 deputados federais, então, prá que tudo isso minha gente? O que esse povo tem realmente feito de concreto em benefício dos paraibanos? Se for para a ponta do lápis, verificaremos que o desperdício financeiro com essa gente toda é muito grande e sem a menor necessidade. Sem falar na quantidade de vereadores por esse país a fora, já imaginou quanta gente para quase nada de concreto em benefício do povo?

Pois bem, o SISTEMA atual em todo o país, é feito por eles mesmos, através de leis municipais, estaduais e federais, para funcionar assim mesmo, tudo em benefício deles, depois, o que sobrar, dar um pouquinho para o povo. É assim que funciona ou não? Gente, o Brasil precisa de um governante forte e legítimo, que não tenha medo de enfrentar essa realidade, caso contrário NADA MUDARÁ!

Outra coisa que apavora os políticos atuais, é querer acabar com a REELEIÇÃO deles. E temos que caminhar para isso, pois, a maioria deles vivem da política, fazem carreira na política, se transformando em verdadeiros políticos profissionais. Por isso, defendo o fim da reeleição em todos os níveis eletivos, basta um mandato para cada político, e depois eles vão trabalhar e ter que produzir noutras áreas para ajudar a desenvolver o Brasil.

Temos que acabar também com aposentadorias públicas para políticos, pois, ser político não é profissão, não faz concurso público, não tem cargo e sim encargo. O político, deve exercer uma atividade remunerada, sem exageros, enquanto estiver representando o povo, com apenas um mandato, e depois, voltar para as suas atividades normais do dia a dia. Esse é o caminho, isso, é o começo para se mudar o tal SISTEMA brasileiro.

Outra grande mudança que o Brasil precisa fazer urgentemente, é fortalecer o seu federalismo e municipalismo, redistribuindo melhor e de maneira mais justa o dinheiro da nação para com os estados e municípios. Atualmente, a União ( Governo Federal ) concentra a maior parte do dinheiro do dinheiro do povo em suas mãos, deixando estados e municípios, sempre de pires nas mãos a caminho de Brasília. Isso é o sistema atual, bastante injusto, tem que mudar, pois a vida acontece nas cidades, por isso, temos que lutar para fortalecer e tornar os municípios mais independentes.

No próximo ano teremos eleições. Será que vamos continuar votando nos políticos atuais? Prefeitos e Governadores, dependendo de deputados, senadores e ministros para ajudar o seu povo? Vocês acham que deputados e senadores querem mudar o sistema atual que só os beneficiam? Minha gente, precisamos fazer uma grande faxina, através do voto, nesse povo todo que aí está. Não venda seu voto, cuidado para não ser enganado mais uma vez. Votar nulo ou deixar de votar em alguém é pior, pois, só vai ajudar os políticos atuais que querem se reeleger. Escolha novas pessoas. Vamos juntos fazer uma grande varredura e faxina no próximo ano, é preciso uma grande renovação da nossa classe política, caso contrário, NADA MUDARÁ e o SISTEMA continuará o mesmo. Pense nisso!

FELIZ 2018!



Fonte: Polêmica Paraíba

Créditos: rui galdino

Urgente : Bolsonaro é a expressão de quem "está de saco cheio com tudo o que está aí..."
Enviado por alexandre em 27/12/2017 01:25:41


"Mal-estar", artigo de Denis Lerrer Rosenfield, em O Estado de S.Paulo.."Se a moralidade pública se tornou uma bandeira política, é porque não faltaram razões que corroboram tal percepção..."

Há um profundo mal-estar na sociedade brasileira. As pessoas estão tomadas pelo desânimo e pela insegurança, portadoras de grande descrença nos políticos e nos partidos. Se a moralidade pública se tornou uma bandeira política, é porque não faltaram razões que corroboram tal percepção. É bem verdade que a economia voltou a crescer, criando novas condições sociais, graças às reformas realizadas pelo atual governo. Porém tais efeitos ainda não se fizeram sentir ou não são percebidos como tal.

Não deveria, portanto, causar estranheza o fortalecimento da candidatura do deputado Jair Bolsonaro, na medida em que ele consegue dar vazão ao sentimento de uma sociedade cansada de desmandos. Pretender desqualificá-lo como sendo de extrema direita nada mais é que uma reação de tipo ideológico, pois não leva em consideração que suas posições estão enraizadas na sociedade. Ele não é uma “bolha” que logo estourará, mas um fenômeno que expressa questões e posições de uma sociedade que está de saco cheio de tudo o que está aí.

A descrença da sociedade nos políticos e nos partidos em geral tem sérias razões. Não há praticamente nenhum grande partido que escape. O PT foi o grande mestre, com o mensalão e o petrolão. Nos governos petistas o País foi levado à ruína econômica e à falta completa de ética. Ex-membros do novo governo estão envolvidos na Lava Jato, como um ex-ministro com mais de R$ 50 milhões escondidos num apartamento. As imagens foram impactantes. O ex-presidente do PSDB também aparece envolvido com a JBS. A lista seria interminável. Fica, porém, a percepção de que todos os partidos estão podres, embora, evidentemente, haja pessoas sérias e honestas em todos eles. O que conta, todavia, é a percepção popular. Nesse sentido, a posição de um outsider tende a ser muito bem recebida.

As denominações de esquerda e de direita, em tal contexto, passam a não ter maior significação, porquanto a questão reside em como dar respostas aos problemas que são postos pela sociedade. Expressão desse deslocamento se encontra em recente entrevista do ex-presidente Fernando Henrique, ao declarar que tem “medo da direita”, em alusão indireta ao deputado Bolsonaro. Curioso. Não teria ele “medo da esquerda” petista lulista, que destruiu o País? Ou de Hugo Chávez e sucessores, que conduziram a Venezuela ao abismo?

A sociedade não tolera mais as invasões do MST e de seus assemelhados urbanos, como o MTST. Quer tranquilidade em sua vida e em seu trabalho. Note-se que o MST foi estimulado e acariciado tanto pelos tucanos quanto pelos petistas, com exceção da ex-presidente Dilma, que dele se demarcou, e do atual presidente, que tampouco compactua com a desordem. Acontece que o desrespeito à propriedade privada é condenado pela imensa maioria da população, que não mais embarca nos cantos românticos de uma esquerda irresponsável. Consequentemente, quando um outsider como o deputado Bolsonaro toma para si essa bandeira, ele não apenas se contrapõe a importantes partidos, como expressa o que é sentido e condenado pela sociedade.

Pegue-se, por exemplo, um projeto de lei hoje tramitando que permite aos proprietários rurais a autodefesa mediante autorização para registro e posse de armas. Alguns afoitos ou mal-intencionados já criticam tal lei como se ela viesse estabelecer o “faroeste no campo”. Como assim? Ele já não existe na forma de invasões violentas do MST, com uso de armas, sequestros, incêndios, destruição de propriedades, e assim por diante? E a prática do abigeato? E os simples roubos e assassinatos? Condenam-se os que procuram defender-se, e não os que usam da violência em suas invasões. Então, se um candidato dá voz aos que não conseguem fazer-se ouvir, qual seria o problema? Ser de direita? Santa paciência!

As pessoas não conseguem mais caminhar livremente nas cidades brasileiras. A insegurança impera, a violência está sempre à espreita. O automóvel é hoje utilizado para qualquer deslocamento, expressando um medo disseminado. Os mais ricos andam em carros blindados. O direito básico de livre circulação é simplesmente anulado pela insegurança física das pessoas e dos seus bens. Pais e mães ficam angustiados à espera de um filho ou filha que foi a uma festa noturna. Mães são assassinadas quando buscam filhos na escola. A situação é absolutamente intolerável e nenhum governo se ocupou seriamente da segurança pública. Tucanos e petistas nada fizeram e a nossa realidade, hoje, é produto de uma longa história de descaso pela coisa pública. Não deveria surpreender que um candidato que vocalize tal problema básico do Estado cresça na opinião pública. Se o deputado Bolsonaro cresce nas pesquisas, é por que os partidos tradicionais lhe abriram espaço ao não enfrentarem as questões por ele suscitadas.

Chegamos a uma situação assaz esquisita, em que bandidos circulam livremente com armas de restrito uso militar pelas favelas brasileiras, sem que nada seja efetivamente feito. Até posam para fotos, dada a total impunidade. Se um militar os enfrenta, da polícia, do Exército, da Marinha ou da Aeronáutica, logo se instaura um processo contra ele – agora, felizmente, sob os auspícios da Justiça Militar. Se for menor de idade, pior ainda, pois um “civil” indefeso é que teria sido morto. Os valores estão totalmente invertidos. Os ditos “direitos humanos” não deveriam ser utilizados para a proteção de criminosos, maiores ou menores. Menores matam livremente e depois de uma breve reclusão saem com ficha limpa. É um estímulo ao crime. Assim, se um candidato defende a redução da maioridade penal e a revisão do Estatuto da Criança e do Adolescente é imediatamente estigmatizado como conservador e retrógrado. A perversão é completa.

* PROFESSOR DE FILOSOFIA NA UFRGS.

Urgente : TSE aprova regras para as eleições de 2018 e mira combate a fake news
Enviado por alexandre em 18/12/2017 23:58:31


Às vésperas do recesso do Judiciário, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou na manhã desta segunda-feira (18) as resoluções que nortearão a campanha de 2018.

Os textos, ainda sujeito a alterações até março, tratam de gastos de campanha, remoção de conteúdo publicado na internet, identificação de propaganda eleitoral “impulsionada” nas redes, financiamento de candidaturas de mulheres e prazos do calendário eleitoral, entre outros temas. A implantação do voto impresso ainda será objeto de uma nova resolução, a ser aprovada no ano que vem.

A resolução que trata de propaganda eleitoral na internet prevê, por exemplo, que as ordens judiciais de remoção de conteúdo “serão limitadas às hipóteses em que, mediante decisão fundamentada, sejam constatadas violações às regras eleitorais ou ofensas a direitos de pessoas que participam do processo eleitoral”.

“A livre manifestação do pensamento do eleitor identificado ou identificável na internet somente é passível de limitação quando ocorrer ofensa à honra de terceiros ou divulgação de fatos sabidamente inverídicos”, diz a resolução.

Para o presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, o tribunal não tem a preocupação de restringir a liberdade de manifestação. “O propósito é que haja eleições limpas, disputadas, que as ideias e os ideais defendidos cheguem ao eleitor, mas que de fato, não haja esse tipo de corrupção em termos de liberdade de informação”, disse Gilmar.

Um grupo de trabalho que acompanhou as discussões das minutas propôs ao TSE a proibição, em qualquer hipótese, da suspensão de funcionamento do aplicativo WhatsApp por violações à legislação eleitoral. Essa sugestão, no entanto, não foi incorporada.

No mês passado, Gilmar formalizou a criação do Conselho Consultivo sobre Internet e Eleições que fará um mapeamento de normas internacionais e boas práticas no tratamento de “fake news”. A ideia é colher subsídios a partir da análise aprofundada de como outros países – principalmente Estados Unidos, Inglaterra, Alemanha e França – enfrentam a questão.

Durante a sessão desta segunda-feira, o vice-presidente do TSE, ministro Luiz Fux, subiu o tom e defendeu a criação de uma estrutura preventiva à disseminação de notícias falsas, com a possibilidade inclusive de prisões. Fux assume a presidência da Corte Eleitoral em fevereiro do ano que vem.

“Vossa Excelência (dirigindo-se a Gilmar Mendes) criou uma estrutura repressiva das fake news e nós vamos criar uma estrutura preventiva da fake news, que inclui medidas de constrição de bens, medidas de restrição de eventual liberdade daquele que estiverem em flagrante delito, se preparando pra cometer esse tipo de estratégia deletéria que, digamos assim, numa linguagem coloquial, derreteram algumas candidaturas”, prometeu Fux.

A ministra Rosa Weber, que sucederá a Fux e assumirá o comando da Corte em agosto do ano que vem, também apontou a necessidade de “um eventual aperfeiçoamento justamente com as fake news e com a impressão de voto”.

AUTOFINANCIAMENTO. Sobre a questão do autofinanciamento, Gilmar Mendes disse que a questão ficou em suspenso depois de o Congresso derrubar um veto do presidente Michel Temer sobre reforma eleitoral. Pelo entendimento dos parlamentares, os candidatos poderão colocar o mesmo valor fixado para as doações de pessoas físicas: 10% do rendimento bruto do doador do ano anterior à eleição.

Para Gilmar, o problema que se coloca é se a nova regra poderia ser aplicada tendo em vista a cláusula da anualidade – que fixa que as alterações na legislação eleitoral devem ser feitas até um ano do pleito. “Essa é pergunta para depois então se responder sobre limite”, comentou o ministro.

TETO. Em um dos pontos mais controversos das resoluções, o TSE determinou que os partidos políticos devem destinar no mínimo 5% (cinco por cento) e no máximo 15% (quinze por cento) do montante do Fundo Partidário, destinado ao financiamento das campanhas eleitorais, para aplicação nas campanhas de suas candidatas.

Um grupo de trabalho, no entanto, apontou durante a discussão das minutas que a imposição de um limite máximo é inconstitucional. “Se o partido decidir destinar mais de 15% para candidatura feminina ele não pode?”, questionou.(AE)

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