Justiça em Foco - Carminha e a panela de pressão do STF - Notícias
« 1 (2) 3 4 5 ... 158 »
Justiça em Foco : Carminha e a panela de pressão do STF
Enviado por alexandre em 28/01/2017 19:42:18

Carminha e a panela de pressão do STF


Helena Chagas - Blog Os Divergentes

Investigadores da Lava Jato estão contando com a homologação das delações da Odebrecht já na próxima segunda-feira, ou na terça, pela própria ministra Carmen Lúcia. Homologação completa, e não apenas da parte referente a Marcelo Odebrecht, o único réu preso dos 77, cujo caso justifica a urgência dos procedimentos. Tecnicamente, isso é possível, já que os juízes que auxiliavam o ministro Teori Zavascki concluíram os depoimentos de todos.

Só que surgiu mais um problema. Ministros do STF tentam convencer a presidente a, no máximo, homologar apenas a delação de Marcelo, sob o argumento de que não haveria urgência para os demais colaboradores. Alguns inclusive acham que deve ficar tudo para o novo relator. Nesse caso, a Lava Jato obviamente, sofreria um atraso, de extensão ainda imprevisível, mas certamente tranquilizadora para muitos acusados.

Isso porque, também pela pressão dos colegas, Carmen Lúcia tende a autorizar a redistribuição da Lava Jato por sorteio, provavelmente dentro da segunda turma, depois que esta estiver completa, com a transferência de um dos integrantes da primera turma para a vaga de Teori. Esse sujeito, possivelmente Edson Facchin, entraria no sorteio, já que a ideia de que herdasse os processos não foi aceita pela maioria dos ministros do STF nas conversas de bastidores da semana.

Ora, isso tudo só vai acontecer a partir de quarta-feira, e naturalmente demanda algum tempo. Que poderá ser muito maior se o novo relator, dependendo de quem for, quiser dias e até semanas para se inteirar do caso. Ele não tem prazos a obedecer. Tampouco está obrigado a fazer o que Teori faria, como ser duro, célere e suspender o sigilo dos depoimentos logo após a homologação.

Resumo da ópera: está na mão de Deus. A ministra Carmen Lúcia parece estar empenhada em cumprir o cronograma e a vontade do falecido relator. Mas há claramente, no STF, quem não apóie essa celeridade. Há até quem trabalhe para dar mais tempo ao establishment político antes dessa bomba cair. Tudo vai depender da habilidade da presidente do STF de cozinhar com essa panela de pressão.

Justiça em Foco : Gilmar diz que julgará com “naturalidade” se relatar
Enviado por alexandre em 26/01/2017 10:13:57

Gilmar diz que julgará com “naturalidade” se relatar

Folha de S.Paulo

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes disse nesta quarta (25) que que vai julgar os os processos da Operação Lava Jato com "naturalidade", caso vire relator.

"[Eu agiria com a] Mesma naturalidade com que eu decido todos os processos. Estou em Brasília, vocês sabem, desde 1974 e conheço os personagens todos aí da vida política há muitos anos e lido com os processos com a abertura que os senhores conhecem no plenário", disse Gilmar Mendes a jornalistas ao chegar ao Supremo para conversar com Cármen Lúcia.

Ele disse que a presidente Cármen Lúcia está conversando com os ministros para que a definição sobre o novo relator da Lava Jato seja a "mais institucional possível".

No domingo, Mendes foi ao Palácio do Jaburu conversar com o presidente Michel Temer. O ministro e o presidente têm relação de proximidade há anos.

"Foi uma conversa de informação, de avaliação de momento, de cenário. Análise em linhas gerais do que está sendo feito", disse Gilmar.

Para o ministro, Michel Temer acertou na decisão de aguardar a definição do novo relator antes de anunciar quem ocupará a vaga no STF de do antigo relator Teori Zavascki, morto em acidente aéreo na quinta (19).

"Me parece que é uma deferência à própria corte, para que também não haja tumultos políticos, suposições de interferências e tudo mais. E uma manifestação de respeito à harmonia entre os poderes", disse.

Segundo Gilmar Mendes, Cármen Lúcia ainda não chegou a uma decisão sobre como será distribuída a relatoria.

"A presidente está conduzindo as conversas com todos os colegas para que nós tenhamos um encaminhamento o mais institucional possível. Acho que esse será o encaminhamento que terá o apoio, se não da unanimidade dos colegas, pelo menos da ampla maioria. É isso que a presidente deve estar costurando e fazendo", afirmou.

Eles começaram a conversar sobre a sucessão da relatoria no sábado, quando voltaram juntos em avião da FAB do enterro de Teori. Gilmar Mendes não quis comentar sobre as alternativas para a substituição do relator.

Ele elogiou a decisão de Cármen Lúcia de dar seguimento ao processo da homologação da delação dos 77 executivos e ex-executivos da Odebrecht. "A presidente é extremamente competente e ágil e atua com rigor jurídico e científico e também com a responsabilidade política para não deixar que as matérias sofram qualquer retardo. Este é o cuidado que certamente se tem neste momento", afirmou.

Depois que a delação for homologada, as informações poderão ser usadas para embasar os inquéritos da Lava Jato. Os investigadores poderão, por exemplo, pedir a abertura de um inquérito ou solicitar um mandado de busca e apreensão em determinado endereço. A relatoria da Lava Jato pode ficar com algum dos ministros da Segunda Turma do STF, da qual Teori fazia parte.

Justiça em Foco : Juízes auxiliares de Teori podem sair com chegada de novo ministro e atrasar ainda mais a Lava Jato
Enviado por alexandre em 21/01/2017 13:44:15

As centenas de páginas dos processos da Operação Lava Jato não estavam apenas sob responsabilidade de Teori Zavascki, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) morto na quinta-feira (19) em uma queda de avião em Paraty (RJ). Outros três juízes dividam as tarefas relativas à leitura dos documentos, pesquisas e recolhimento de depoimentos.



Márcio Schiefler Fontes, Paulo Marcos de Farias e Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho foram escolhidos por Teori para os cargos de confiança que ocupam hoje em seu gabinete.



Agora, com a morte do ministro, o trio é considerado peça-chave na transição para o novo relator da Lava Jato por conhecerem muito bem o tema. Nada garante, no entanto, que continuarão na função após a substituição de Teori.



É praxe que novos ministros do STF formem sua própria equipe de juízes auxiliares. Se a mudança acontecer, dizem juristas consultados pela BBC Brasil, isso pode atrasar ainda mais o andamento das ações.



Mesmo que a presidente do STF, Carmen Lúcia, redistribua a relatoria para outro membro da corte --possibilidade prevista por seu regimento em casos urgentes--, o novo relator pode preferir seus próprios assessores.



Segundo o Supremo, a permanência dos três juízes depende apenas da decisão do novo ministro (ou dos magistrados, caso eles queiram deixar seus cargos).



Paulo Marcos de Farias (Foto:TJ-SC/Divulgação)


"É comum ter um período de transição entre as equipes dos gabinetes, mas, em geral, os ministros levam seus juízes de confiança. É difícil que continuem quando houver um novo ministro", diz Eloísa Machado, professora de Direito da FVG-Rio.



De acordo com ela, o trabalho desses magistrados é muito relevante, porque é "humanamente impossível" uma pessoa lidar com tanta informação.



"Eles ajudam com as provas, elaboram resumos, pesquisam a jurisprudência, dão todo o apoio para que o ministro possa tomar uma decisão, inclusive debatendo com ele."



Juízes úteis


No caso específico da Lava Jato, os entrevistados consideram que Fontes, Farias e Gama Filho podem ser muito úteis ao novo relator, já que estão familiarizados com o caso.



Thomaz Pereira, professor da FGV-Rio, diz que, pela complexidade dos processos, é possível que o costume da Corte seja quebrado, e eles permaneçam.



"Podem decidir mantê-los pela capacidade que têm de ajudar. Eles são um instrumento importante, porque, com a perda do ministro Teori, do conhecimento que ele tinha, a transição não fica completa."



O advogado Marcelo Figueiredo, presidente da ABCD (Associação Brasileira de Constitucionalistas Democratas), explica que o novo ministro não é obrigado a aceitar os juízes de Teori, mas avalia não ser recomendável desperdiçar a experiência deles após meses debruçados sobre os documentos.



Caso não fiquem, diz Figueiredo, o novo relator pode pedir que preparem um relatório minucioso de seu trabalho. Se nada disso for feito, a transição, já demorada por causa da nomeação de um novo ministro, pode levar ainda mais tempo.



"Acredito que, nessas circunstâncias, o relator não vai dispensar a experiência de quem estudou e conhece detalhes dos textos. Senão, quem entrar vai levar seis meses para ler tudo."



Braço-direito


Dos auxiliares de Teori na Lava Jato, o juiz catarinense Márcio Schiefler Fontes é o mais antigo. Ele trabalhava com o ministro desde 2014 e era considerado seu braço-direito.



Antes de ser convidado para o gabinete, era juiz em Santa Catarina e professor de Direito Constitucional e Processual da Escola de Magistratura do Estado.



Apesar de não ter tanta familiaridade com a área criminal, era elogiado por sua atuação nas ações penais da Lava Jato. A BBC Brasil entrou em contato com Fontes, mas ele não quis dar entrevista.



Márcio Schiefler Fontes (Foto: ACMP/Divulgação


O ministro também era auxiliado por Paulo Marcos de Farias, também de Santa Catarina, o Estado onde Teori nasceu --ele era de Faxinal dos Guedes.



Antes de ser convidado por Teori, Farias comandava a vara do Tribunal do Júri de Florianópolis, considerada em 2014 a mais eficiente do país pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça).



Sua chegada à em maio passado foi algo inédito no Supremo: enquanto outros membros da Corte têm dois magistrados à disposição, Faria tornou-se o terceiro do gabinete de Teori.



Farias disse à BBC Brasil "não estar em condições" de responder se ficará ou não na função. O juiz classificou Teori Zavascki como um "catarinense típico", com um imenso apreço pelo Estado e que sentia-se em casa quando estava lá.



"Assim como o povo de nossa terra, era corajoso, mas não alardeava seus predicados. Trabalhava duro e preferia a solidez da coerência do que os ecos dos holofotes. Era grande, porque era humilde." disse Farias.



"Seu legado é inestimável e será honrado por aqueles que tiveram o privilégio de aprender com ele."



O terceiro integrante da equipe é Hugo Sinvaldo Silva da Gama Filho, designado para o gabinete em outubro. Formado em Alagoas, era juiz federal substituto da 13ª Vara da Seção Judiciária de Goiás, onde julgava sobretudo ações previdenciárias e criminais de menor gravidade.



Gama Filho não foi localizado pela reportagem, mas seus assessores em Goiânia o descreveram como as mesmas palavras usadas para falar de Teori: discreto, sério e muito estudioso.



Apesar do jeito sóbrio, disseram, estava sempre aberto a ouvir as partes e seus auxiliares. "As decisões dele eram bastante justas --não se sentia pesar para um lado ou outro", contou um funcionário da 13ª Vara.



BBC

Justiça em Foco : PF e MP abrem inquérito para apurar morte de Teori
Enviado por alexandre em 20/01/2017 09:40:05

PF e MP abrem inquérito para apurar morte de Teori


O Globo - Chico Otávio e Gabriela Valente

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal em Angra dos Reis (RJ) instauraram inquéritos para investigar a morte do ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, na queda de um avião, na tarde desta quinta-feira. O avião em que o ministro estava caiu no mar próximo a Paraty, próximo a Ilha Rasa, na Costa Verde do Rio de Janeiro, matando outras quatro pessoas.

Uma equipe de policiais federais, especialista nesse tipo de investigação, já está a caminho do local do acidente para realizar o trabalho. O acidente será investigado também pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão da Aeronáutica, como é o protocolo nestes casos.

O pedido do MPF foi feito pela procuradora Cristina Nascimento de Melo. Nesta sexta-feira, serão feitas diligências no local do acidente.

O Supremo precisa proteger a Lava Jato


Josias de Souza



[...] República a nata da política nacional. Foram mencionados de Michel Temer a Lula, passando por Dilma Rousseff, Renan Calheiros, Rodrigo Maia, José Serra, Aécio Neves e um interminável etcétera.

Pois bem. Tratando-se a Lava Jato como algo trivial, a encrenca seria herdada pelo escolhiodo de Temer, um potencial investigado. O nome teria de ser sabatinado pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado, cuja presidência é reivindicada pelo réu Renan Calheiros. Na sequência, o indicado precisaria ser aprovado pelo plenário do Senado, apinhado de suspeitos. A moralidade pública não e a paciência dos brasileiros não merecem passar por semelhante tortura.

Justiça em Foco : Juiz vetou aumento de vereadores: ganha R$ 92 mil
Enviado por alexandre em 15/01/2017 21:39:11

Juiz vetou aumento de vereadores: ganha R$ 92 mil

Folha de S. Paulo – Mônica Bergamo

O desembargador que barrou o aumento de salário dos vereadores de SP –de R$ 15 mil para quase R$ 19 mil– recebeu R$ 92 mil de salário em novembro. O mês é o último com dados atualizados no portal do TJ-SP (Tribunal de Justiça de SP). Dimas Borelli Thomaz, assim como outros desembargadores da corte, possui ganhos acima do teto constitucional, de R$ 33,7 mil.

Na sentença sobre a Câmara Municipal, Thomaz escreveu que o reajuste "mostra-se incompatível com os primados da moralidade, da proporcionalidade, da razoabilidade e da economicidade".

O salário dos desembargadores tem como paradigma o valor de R$ 30 mil. O excedente, segundo o TJ-SP, se refere a subsídios e verbas indenizatórias. Thomaz diz que sua folha de novembro inclui uma parcela do 13º e recomposições. "Não existe ilegalidade nem imoralidade", afirma.

« 1 (2) 3 4 5 ... 158 »