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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 10/01/2012 16:51:52

Resenha política
Robson Oliveira

Retornando
Depois de alguns dias descansando na linda capital paraibana e curtindo a amizade de amigos de infância, eis aqui nós renovados para mais um ano de labuta trazendo algumas notícias por esta maltraçadas linhas. Este ano temos mais uma eleição, escolheremos novos prefeitos e vereadores. É um ano que começa a desenhar o quadro estadual para as eleições estaduais de 2014. Portanto, tentaremos antecipar as novidades, assim como fizemos ano passado ao anunciarmos em primeira mão alguns fatos relevantes que mexeram com a política rondoniense.


Formula velha
Ano novo, vida nova. Pelo menos para alguns colaboradores do Governo de Rondônia que começam a ser avisados (lógico, pelo Blog) que vão ser substituídos. A maioria que foi exonerada dos cargos soube da defenestração pelo Blog. E saiu com pecha de incompetente.


Blá blá blá
O que não é novo é a forma pela qual Confúcio Moura optou em administrar o Estado, com divagações em sua missiva eletrônica. É lá que ele cobra um choque de gestão que até agora tem paralisado seu próprio governo. Aliás, as cobranças públicas que faz aos secretários pelas redes sociais são as mesmas que os eleitores fazem a ele enquanto chefe do Executivo Estadual. Moura diagnostica cada área e não nega os problemas, mas solução que é bom, nada. Todos estão fartos do blá blá blá.


Reflexo
Mais um ano eleitoral que promete disputas duras nos municípios rondonienses quando os alcaides passam pela avaliação dos eleitores. Já começam a aparecer alguns números apurados que apontam favoritismo de possíveis candidatos independentes às orientações do palácio Vargas. É muito cedo ainda para um prognóstico bem apurado. Mas a inércia política do ano perdido poderá refletir negativamente nas urnas. Numa pesquisa recente que a coluna teve acesso, o reflexo já foi constatado.


Insatisfação
Moura já tornou público a insatisfação com o titular da Secel e membro da Direção Estadual do Partido Comunista do Brasil, Chicão Souza. Segundo uma fonte palaciana, o governador tem pensado na degola do secretário por não corresponder ao cargo.




Guerreiro
Chicão foi um dos responsáveis pela bela mobilização dos militantes comunistas durante a campanha eleitoral de rua na capital, ajudando o então candidato a empinar a candidatura no momento mais difícil. O problema é que nem isso tem minimizado a insatisfação de sua excelência. O que é uma pena. Pode trocar um guerreiro pele curta por um alienígena.


Adiado
Porém, segundo a mesma fonte, Chicão deverá escapar do cadafalso por mais alguns dias porque o governador fica sempre irritado quando a mídia anuncia antes do seu BLOG a decapitação de um membro do primeiro escalão. Foi assim com o ex-chefe da Casa Civil, das Secretarias de Justiça, Educação e Saúde, entre outros. A exoneração fica adiada. Com a sobrevida Chicão ganha um tempo para justificar a nomeação e afugenta a insaciável fome do nanico PDT pelo cargo.


Made in China
O PDT teria escalado um tal de China (já ocupou funções de assessoramento na gestão municipal de Confúcio Moura em Ariquemes) para ocupar a vaga de Chicão, assim que o comunista for exonerado. Dizem que a intimidade do “China” com a área é igual a um oriental qualquer sambando na Sapucaí. Produto “made in China” neste governo é material farto. Não duvido que seja convocado.


Mudança
Já anunciada por esta coluna mês passado, é dado como certa a saída do barulhento Vicente Moura do atual cargo de assessoramento da Governadoria, que vai ser substituído pelo desconhecido Valdo (dizem que seria o “mestre de obras” do atual prédio do Centro Administrativo). Quem assume também uma função comissionada no Palácio é a cacoalense Penha Simão.


Termópilas
Os desdobramentos da operação “Termópilas”, desencadeada a partir de uma minuciosa e sofisticada investigação do MP, ainda têm provocado susto e preocupações aos políticos, empresários e outros profissionais rondonienses. Sabe-se agora que há também indícios fortes de 'gafanhotada' (consiste numa folha de pessoal com contratados como laranjas para repassar os proventos a terceiros) e fantasmas. Os laranjas devem ser chamados para explicar quais as funções que exerciam ou indicar os nomes de quem representavam.


Fantasmas
Já os eventuais comissionados que recebiam sem trabalhar, e que também serão chamados para prestar seus esclarecimentos, terão a chance de provar que trabalhavam: bastará apresentar o produto da labuta. Antes de acolher o Poder Legislativo, no prédio funcionava uma maternidade que trazia ao mundo vidas. Hoje abriga fantasmas.

Inerte
Foragido e sem condições jurídicas, políticas e morais de reassumir o cargo de deputado estadual, Valter Araújo vai prolongando a crise no Poder Legislativo que, por sua vez, mantém-se calado e inerte sem tomar nenhuma decisão em relação ao membro fugitivo.


Silêncio sepulcral
Como Valter Araújo não pode retornar ao mandato, a pergunta que não quer calar é: e aí, como fica a situação? Quais a medidas que estão sendo tomadas pela ALE para solucionar o problema? Cedo ou tarde estas respostas terão que ser respondidas pelos pares de Valter Araújo. Todos aguardam o rompimento do silêncio.


Pedágio
Com mais um imposto criado pelos nossos congressistas, os municípios poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis, segundo a Lei de Mobilidade Urbana, sancionada na última semana pela presidente Dilma Rousseff. Um dos principais objetivos é estimular o transporte coletivo e reduzir a emissão de poluentes.

Desestímulo
A nova lei autoriza a cobrança de tributos pelo uso da infraestrutura urbana, sob a justificativa de desestimular o uso de determinados modos e serviços de mobilidade. Já que na maioria das cidades o principal gargalo reside exatamente no tráfego urbano por falta de investimentos e projetos de engenharia compatíveis com a nova realidade.

Destinação
A receita gerada pelo pedágio ou outra forma de tributação deve ser destinada ao transporte coletivo, como a concessão de subsídio público à tarifa. O uso de bicicletas também precisa ser estimulado, segundo o texto. É necessário verificar se esses recursos oriundos do pedágio não serão desviados para outras finalidades, a exemplo do CPMF, entre outros.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 23/11/2011 01:13:49

Resenha política
Robson Oliveira




Enxuto
Após os acontecimentos que abalaram o mundo político estadual, atingindo visceralmente o coração do Poder Legislativo e refletindo feito no Executivo Estadual, com a amplamente divulgada operação 'Termópilas', o governador Confúcio Moura veio a público e escreveu no seu Blog aquilo que evitou ler durante a coletiva: vai se livrar dos problemáticos e enxugar a máquina administrativa. Um bom começo para acertar. Todos torcem afavor. Basta trabalhar mais e escrever menos.


Sinalização
A nota que o governador rondoniense leu foi um horror para quem agora fala em relações políticas republicanas entre os poderes e seus liderados. Já a que redigiu no BLOG contém alguma substância e sinaliza (finalmente) para mudanças efetivas de rumo no seu modo 'confusionista' de governar. O problema é saber: entre o Confúcio blogueiro e o Confúcio governador qual deles aprendeu com a crise e em qual devemos acreditar.


Avisado
Coube ao jornalista Alan Alex (escriba da boa coluna Panorama Político), ainda na primeira entrevista concedida pelo governador eleito Confúcio Moura, inquirir sobre a nomeação de José Batista. Moura negou a nomeação de forma ríspida e anunciou que seus colaboradores seriam convocados pelo critério meritório. Aviso é o que não lhe faltou.


Pressão
O governador chegou a convidar pessoalmente Williams Pimentel (atual secretário municipal de saúde da capital) para assumir a titularidade da Sesau. Mandou um emissário desconvidar depois que um grupo de parlamentares (capitaneado exatamente por Valter Araújo), a pedido de Batista, pressionou para que Pimentel não assumisse. O episódio foi testemunhado por várias pessoas e aconteceu no escritório do Porto.


Reforma
O governador deveria aproveitar as circunstâncias para antecipar e promover a reforma no seu secretariado. A coluna apurou que a intenção é fazer algumas poucas mudanças anteriormente divulgadas, a exemplo da Sejus. Falam nos bastidores que um assessor de menor escalão, mas adepto de muito barulho, aboletado no Palácio, deverá desocupar a “moita' e ser transferido para outro setor. Longe do Palácio.


Aviação
O Executivo Estadual também teria decidido anular o processo de contratação de aeronaves que serviriam ao governo. A coluna não descobriu os motivos pelos quais ensejaram a anulação, mas na boca miúda o processo havia virado tema de ilações complicadas. Além de chacota.


Exonerações
Um colaborador privilegiado do governador revelou à coluna que no decorrer da semana o Diário Oficial do Estado vai publicar muitas exonerações. A princípio a lista conterá o nome de pessoas que o governo identificou como “inadequadas” para as funções republicanas e outras por desnecessárias à administração.


Epílogo
Há quem advogue ao governador para que convide apenas técnicos para ocupar os cargos do primeiro escalão vagos após a operação 'Termópilas', especialmente de outras praças. Nada contra a meritocracia, mas importar gente que sequer conhece a máquina e a realidade rondoniense é temerário. O governador Jerônimo Santana optou por este caminho: trouxe um Garanhão (chegou a declarar que queria dez) e terminou o governo feito um pangaré. Epílogo: foi banido da política rondoniense.


Escalado
O deputado estadual Edson Martins (PMDB) é um dos nomes a ser anunciado pelo governador para compor o primeiro escalão. O parlamentar tem feito chegar ao palácio que tem interesse na pasta da Agricultura, ocupada atualmente pelo petista Anselmo de Jesus. Martins está na bica da Justiça Eleitoral para perder o mandato.


Remoção
Confirmando-se a nomeação de Edson Martins para a Secretaria de Agricultura, o atual secretário, Anselmo de Jesus, deverá ser removido para o Instituto de Terras de Rondônia que, segundo consta, aguarda ainda a aprovação pela Assembleia Legislativa. Com a também remoção da turma de Valter Araújo da mesa daquele Poder facilitaria a vida do Governo e a possível aprovação.


Espelho
Aliados do governador esperam que ele se livre de um outro adjunto antes que surjam novos dissabores. Quem deve estar rindo à toa com os acontecimentos é o senador Ivo K-Sol. Nos últimos dias o parlamentar participou de vários programas de rádio e TV e desceu a lenha no primeiro escalão estadual.


Alternativa
Com o nome envolvido nas supostas estripulias de Valter Araújo, a deputada Epifânia Barbosa (presidente estadual do PT) perde fôlego na disputa interna contra a ex-senadora Fátima Cleide na escolha do candidato do PT a prefeito de Porto Velho. Epifânia é pupila e a preferida do prefeito Roberto Sobrinho para sucedê-lo. A alternativa agora é apostar as fichas na limpa Fátima Cleide.


Estímulo
Pelo BLOG o governador passou a criticar o uso de viagens e diárias de parte dos colaboradores comissionados em visitas a outros Estados. Moura sugere a utilização da internet como forma de informação sobre os bons projetos desenvolvidos nos estados para serem implementados em Rondônia. Mas verificando as postagens antigas do BLOG veremos o próprio missivista estimulando e despachando colaboradores para outros rincões em busca de projetos inovadores. Em algumas dessas viagens ele próprio acompanhou os assessores. Não recordo se na época a internet dos órgãos públicos estava desativada. Será que estava ou as viagens eram imprescindíveis?


Coxias
A troca de farpas entre o senador K-Sol e a direção do PT de Rondônia cada dia esquenta. Nas coxias do poder todas sabem que os impropérios ditos e replicados por um e por outro escondem a luta fratricida pela indicação do dirigente das Centrais Elétricas. Os petistas querem manter no cargo Inácio Azevedo e o senador tem pressionado para indicar um diretor de sua confiança.


Voltando
O suplente de deputado federal Amir Lando (PMDB), depois de um longo tempo distante do eleitor rondoniense, voltou ao estado e aguarda a convocação da Câmara Federal para assumir a vaga no lugar do deputado federal Natan Donadon (PMDB). Com a posse de Marcos Rogério (PDT) em substituição a Lindomar Garçon (PV), agora cassado, Lando passou a ser o primeiro suplente da coligação PMDB, PDT, DEMO e PCdoB.


Seca pimenteira
Esta deverá ser a segunda vez que Amir Lando assume um cargo no Congresso Nacional depois que o titular da vaga foi alvejado. Na primeira assumiu o Senado Federal após o titular, Olavo Pires, ser alvejado por balas de metralhadora. Agora, deverá assumir após a consumação da cassação de Donadon. Pelo clima macabro com que é alçado aos cargos eletivos, não é um bom negócio se eleger numa coligação tendo Lando na suplência. Dizem que basta ele olhar para um pé de pimenteira para a plantinha secar.


Procrastinação
É possível perceber uma nova crise política se avizinhando por falta de uma definação do Executivo Estadual em relação as demandas salariais da Polícia Militar. Ao procrastinar um acordo o governo acente de vez o estupim de um setor neuvrálgico e essencial a seguranda dos cidadãos.


Lero
Com a área de Saúde em frangalhos e a Segurança podendo se amotinar, restará ao governo rezar para que a Educação não siga o mesmo exemplo. O governo tem dialogado, mas falta objetividade e uma contra-proposta exequível que atenda parte das demandas requeridas. Os barnabés estão fulos da vida com lero lero!


Transposição
Caso os sindicatos não pressionem com mais afinco o Governo Federal, a lista dos servidores estaduais aptos a serem transpostos para os quadros da União não ficará pronta tão cedo. Saltam aos olhos o corpo mole que vem sendo feito pelo Ministério do Planejamento quando o assunto é a transposição rondoniense. Uma reunião agendada hoje (22) com a ministra Mirian Belchior para tratar do assunto foi cancelada sem nenhuma justificativa plausível.

Carta
Esta coluna teve acesso a uma carta protocolada no Palácio do Conselheiro Federal do CFM, Hiram Gallo, destinada ao governador qaue merecia ser divulgada. Nela ele prenunciava os problemas que afetam a Secretaria de Saúde. Um primor a missiva. Se Dr. Gallo autorizar, publico na proxima coluna.

Resenha Política : Resenha Política
Enviado por alexandre em 03/11/2011 16:37:11

Resenha política
Robson Oliveira


Lorota
As ameaças feitas pelo PPS e PT contra o deputado federal Moreira Mendes e o estadual Hermínio Coelho por deixarem as respectivas legendas e se filiarem ao PSD não passam de uma lorota.

Exceção
PPS e PT dizem que vão à justiça para recuperar os mandatos dos dois parlamentares infiéis e, consequentemente, a cassação de ambos. Na verdade a lei permite a ida de parlamentares eleitos por uma legenda para uma outra recém-criada sem que isto implique na perda do mandato por infidelidade partidária. É uma exceção existente na regra eleitoral vigente. Por isto a ameaça é lorota pura!

Castelo caiu
A queda de Sérgio Castelo Branco da presidência da Companhia de Águas e Esgotos de Rondônia (CAERD) já era aguardada nos meios políticos pela falta de conhecimento da área e por entrar em atritos com setores importantes do governo. O Castelo caiu por culpa dele mesmo. E por uma dose de arrogância. Ele inicialmente sonhava ser guindado à titularidade da Secretaria de Segurança Pública. Terminou exonerado pelo BLOG de forma humilhante.

Qualificada
Para evitar disputas partidárias pela vaga aberta com a queda do Castelo o governador Confúcio Moura indicou imediatamente para substituí-lo a paraibana Márcia Cristina Luna, engenheira dos quadros da própria Companhia. Uma solução técnica e inteligente encontrada pelo nosso oráculo antes que uma crise se instalasse naquelas bandas. Trata-se de uma profissional da melhor qualidade e com as melhores qualificações.

Visita
A convite do Diretor Geral, este colunista visitou a sede do Departamento de Estradas e Rodagens (DER) e ouviu por duas horas ininterruptas uma explanação de Lucio Mosquini (Diretor) sobre os projetos do atual governo para manter nossas estradas em estado digno de serem transitadas. Além de outros projetos de rodovias.

Nova rodovia
A malha viária rondoniense é imensa e com problemas diversos, mas, pelo que foi dito, possível de solução. O que impressiona é o projeto em andamento da construção de uma nova rodovia que começara do Cone Sul a Guajará-Mirim. Um colosso. Resta aguardar pra ver se sai do papel. Mosquini garante que sim. Tenho dúvida devido aos custos e aos entraves ambientais que devem surgir assim que for anunciado o seu traçado.

Barulho
Até os 'candirus' do Madeira sabem o que significa pavimentar uma rodovia perto de reservas ambientais e estações biológicas. Sem falar nos hermanos silvícolas. Vai ser uma gritaria geral dos ambientalistas contra o projeto. Em todo caso: há um custo a ser pago pelo progresso e pelo conforto. Isso não importa em desrespeitar de forma vulgar e criminosa a legislação ambiental de Rondônia. Minimizando os impactos é possível que os gritos nem surtam efeitos.

Procrastinação
Um pedido de vista feito pelo deputado federal Inocêncio Oliveira (DEMO-PE) ao requerimento interposto junto a Mesa da Câmara Federal por Marcos Rogério (PDT) para que seja empossado na vaga de Lindomar Garçon (PV), apenas procrastinou a defenestração do parlamentar do Partido Verde de Rondônia. Não há mais nenhum recurso judicial disponível a Garçon para reverter a perda do mandato.

Impasse
O movimento paredista da Unir segue sem uma solução a curto prazo. Os amotinados exigem a renúncia do reitor eleito para retomar a sala de aula. Já o magnífico diz que não vai sair no grito e acusa os dirigentes que querem desalojá-lo do cargo de golpistas. De acordo com Januário, os 'cabeças' do movimento foram derrotados por ele nas últimas eleições para reitor e que as denúncias feitas estão sendo averiguadas por uma comissão do MEC. Criou-se aí o impasse.

Desgaste
Ambos os lados têm suas razões, o problema é que o calendário acadêmico está chegando ao fim e novas turmas de universitários devem ser convocadas a ingressar na Unir no início do ano que se avizinha. Politicamente o atual reitor está desgastado e dificilmente terá condições de concluir seu mandato sem sobressaltos, apesar das alegações de que é um movimento político com o único caráter de apeá-lo do cargo desrespeitando as urnas.

Hostilidade
Com o impasse é possível que o final desse imbróglio na Unir termine numa intervenção por uma prazo elástico até que a normalidade seja restabelecida, haja vista que uma nova eleição imediatamente somente aumentaria o clima hostil que se enraizou em nossa Universidade Federal.

Malefícios
Ninguém gosta de intervenção em tempos democráticos, mas o impasse e a radicalização instalada na instituição são mais maléficos para toda comunidade acadêmica.

Sintero
Independente de qual chapa saia vitoriosa hoje nas eleições para a direção do Sindicato dos Trabalhadores da Educação do Estado de Rondônia (Sintero) o principal derrotado será o próprio sindicato. Quem assistiu a campanha das duas chapas percebeu que as acusações mútuas escondem interesses contrariados e outros inconfessáveis. O professor que é compelido a contribuir com o famigerado imposto sindical e alheio às virulentas brigas é quem perde com uma entidade que a cada dia definha. Tanto a chapa 1 quanto a 2 representam projetos políticos em detrimento dos interesses de seus filiados. Apesar de escamotearem esta realidade com mentiras na mídia.

Enxugamento
O Incra encaminhou ao Palácio do Planalto uma proposta com mudanças estruturais para enxugar suas funções e tentar acelerar o programa de reforma agrária. O programa vem sendo criticado pelos movimentos sociais devido a sua lerdeza nesse primeiro ano do governo da presidente Dilma Rousseff.

Tabus
Dentre as alterações em debate há dois assuntos tabus: a atualização de índices de produtividade (definem quais fazendas podem virar assentamentos) e a diminuição dos juros embutidos em processos em que fazendeiros questionam valor pago pelo Estado em desapropriação.

Resenha Política : Resenha Política
Enviado por alexandre em 26/10/2011 01:47:14

Resenha política
Robson Oliveira

Adiado
Não deverá haver nenhuma mudança no primeiro escalão do Governo antes do final do ano. Pelo menos é o que a coluna apurou junto a um assessor palaciano. De acordo com a fonte, Confúcio Moura quer administrar os problemas governamentais e os egos até o início de 2012 sem exonerar nenhum secretário. Mas é certo que, entre janeiro e fevereiro, quatro colaboradores devem ser trocados por não corresponderem às funções. Em se tratando do nosso oráculo, é melhor ficar com um olho no padre e o outro na missa, já que nada é surpresa.

Quase...
Outro dia, por pouco, o governador não convocou o ex-deputado estadual Silvernani Santos (Demo) para assumir um importante cargo no palácio Getúlio Vargas. Ainda são desconhecidos os motivos pelos quais desistiu de convocar o cardeal do 'Demo'.

Aquinhoados
Aliás, os Democratas são os militantes partidários mais aquinhoados no governo peemedebista de Confúcio Moura. Eles comandam o IPEM, os Portos, a Saúde, entre outros penduricalhos. Administram um boa fatia governamental mesmo sendo o partido que mais encolheu no país e em Rondônia.

Limbo
Pelos nomes que dispõem para 2012, dificilmente os Democratas elegem alguém na disputada eleição municipal rondoniense. Nem em Ariquemes, onde vai as urnas pela reeleição o atual alcaide. Nem em Ji-Paraná, reduto eleitoral de José Bianco, principal cacique na legenda. A saída é se coligar com candidatos majoritários mais densos para salvar algumas candidaturas proporcionais senão sucumbem nas urnas e nos espaços políticos conquistados.

Satisfação
Num evento ocorrido na semana passada no Centro de Treinamento da Emater, em Ouro Preto do Oeste, ocasião em que discutia algumas saídas para a questão fundiária rondoniense, o governador revelou que está satisfeito com as ações colocadas em prática pelo petista Anselmo de Jesus na condução da Secretaria Estadual de Agricultura.

Desagrado
Já nas coxias palacianas, as vozes que soam nas orelhas do governador são em sentido contrário à permanência dos petistas nas principais pastas da agricultura. Anselmo de Jesus pode sobreviver às pressões, mas seus companheiros aboletados no Idaron e Emater dificilmente vão resistir quando o carnaval chegar. Os dois petistas que comandam esses órgãos não agradam a ninguém.

Piada
O tucano, ex-secretário estadual de Saúde e proprietário de uma faculdade privada de medicina, Aparício de Carvalho, desceu a lenha na política de saúde do executivo estadual.

Coma
É verdade que o governador Confúcio Moura prometeu muito e ainda nada fez para melhorar a área da saúde, mas o tucano que hoje critica não fez nada pela área quando foi nomeado para geri-la. Sob a administração de Carvalho a saúde rondoniense sequer saiu da UTI.

Arauto
Nas eleições estaduais passadas, contrariando a direção estadual do PSDB, no segundo turno, o empresário Aparício de Carvalho apoiou o candidato a governador que ajudou a aprofundar a crise aí instalada. Agora, de forma oportunista, se posta como arauto. E a saúde permanece em coma.

Rabo
Algumas universidades privadas brasileiras tiveram o número de vagas disponíveis nos vestibulares diminuídos exatamente por apresentarem qualidade duvidosa ou não cumprirem com as determinações do MEC para que possam funcionar de forma razoável. A faculdade de Aparício de Carvalho está entre uma delas. Criticar incompetência alheia é fácil, mas não é tão fácil esconder o próprio rabo.

Lista
Encontra-se sobre a mesa da Chefe da Casa Civil da presidência da República o nome do advogado Juacy Loura Filho para ser nomeado juiz do Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia (TRE), pelo quinto constitucional. A nomeação não saiu semana passada por erro material. O mandato é de dois anos. O advogado compôs uma lista tríplice escolhida pelo próprio TRE.

Impasse
O movimento grevista da Unir não aceitou a proposta feita pelo Reitor de afastamento por trinta dias, através de férias, e radicalizou ao exigir a renúncia de José Januário.

Radicalização
Caso fosse aceita a proposta de afastamento por férias, durante trinta dias os grevistas poderiam vasculhar por lupa todos os supostos malfeitos eventualmente cometidos na gestão de sua magnificência, visto que a vice-reitora, apoiadora da greve, assumiria plenamente as funções na Reitoria e poderia abrir todos os processos e arquivos de forma livre e tranquila à comissão de sindicância nomeada para averiguar as denúncias feitas. Optaram em manter a greve e pressionar para que o reitor renuncie ou que o MEC promova uma intervenção.

Intervenção
A hipótese do MEC decidir intervir na Unir significará impor um nome para responder pela instituição até que tudo volte à normalidade e que novas eleições sejam convocadas. Intervenção deixa traumas, especialmente numa universidade. Ademais, nada impediria que o nome a ser indicado para responder pelo período de uma eventual intervenção seja de alguém do desagrado do movimento paredista.

Exagero
A declaração do reitor José Januário comparando alguns colegas de docência e seus discentes com os desgarrados do Urso Branco é absurda. Já a afirmação de que trata-se de um movimento liderado por 'guerrilheiros' é exagero.

Combustão
No que pese suas razões em não renunciar nem aceitar a exigência de um grupo que quer assumir a reitoria a qualquer custo desrespeitando as regras existentes, Januário comete o erro político ao jogar mais gasolina nesse fogaréu. Suas declarações ajudam a acirrar os ânimos. Além de não ser adequadas a quem detém o título de “magnífico”.

Pancadaria
Outro erro político do atual reitor é insistir que o prédio da Unir Centro seja desocupado por força policial. Januário viveu dias memoráveis de luta na Unir, quando ainda estudava geografia, ao apoiar uma greve de fome na década de oitenta em protesto a um reitor déspota.

Retrocesso
Nem naquela época o reitor de plantão recorreu à força bruta para retirar na marra os membros do movimento. Hoje, longos anos após os tempos de chumbo, é inadmissível que estudantes e professores sejam espancados ou trancafiados por ocuparem um prédio, onde trabalham e estudam. Ocupação de prédio público sempre foi uma forma de protesto. Não é nada novo, pode não ser a forma de luta mais correta. Mas não há um registro de que o prédio tenha sido depredado. É um retrocesso reagir com força bruta contra quem usa como instrumento de defesa dos seus ideais apenas o verbo.

Desembarque
Depois de Marcinho VP, Batman, Jerominho, entre outros, desembarca em Porto Velho o traficante carioca Polegar para ser trancafiado no presídio federal. Polegar comandava uma quadrilha de tráfico de drogas no complexo do Alemão, hoje sob o controle das Forças Armadas.





Resenha Política : Resenha Politica
Enviado por alexandre em 18/10/2011 20:55:58

Resenha política
Robson Oliveira


Resistência
Um pequeno grupo peemedebista da capital tenta impedir que o partido opte ano que entra pelo nome do ex-deputado estadual David Chiquilito para encabeçar a chapa à sucessão de Roberto Sobrinho. A resistência parte principalmente de Abelardo Castro Filho, provisoriamente Secretário de Obras do Estado. Castro sonha em ser ungido à disputa. Sabe, no entanto, que os caciques do PMDB possuem outros planos pra legenda em Porto Velho. E sua pretensão não está inclusa!


Incomodando
Os movimentos políticos que têm colocado a ex-senadora Fátima Cleide (PT) na mídia estão incomodando o staff do prefeito Roberto Sobrinho. O prefeito e sua trupe quer evitar que a ex-senadora seja indicada pelo PT para sua sucessão. O plano é lançar a deputada estadual Epifânia Barbosa.




Goela a baixo
Já os caciques do Diretório Estadual do PT, e que estão em litígio com Roberto Sobrinho, juram que a escolha da candidatura de Porto Velho recairá sobre o nome de Fátima Cleide. Nem que para isto seja necessário uma decisão de cima para baixo com a intervenção de membros do Diretório Nacional.


Malfeito
Nos bastidores políticos o que mais se comenta no momento é a desenvoltura com que um jovem conhecido como “BETO” utiliza os mecanismos institucionais da Seduc de forma...digamos: nada convencional. Ele tem abordado pessoas em nome do 'chefe'. Já detectado, seus movimentos estão sendo seguidos por lupa. Votaremos ao assunto.


Lorota
Os professores não terão o que comemorar na data alusiva ao seu dia. Para alguns, a profissão é um sacerdócio. Para outros, vocação. Independente do que sejam, os professores merecem apenas respeito e salários dignos por parte de governantes que, em campanha, prometem tudo. No cargo, nada fazem. Exceto novas promessas. Tem um que só escreve lorota sobre a profissão!


Conteúdo
O movimento paredista da Unir decidiu manter a greve por tempo indeterminado, mesmo depois que o MEC decidiu investigar as denúncias de supostos malfeitos da atual reitoria. Há uma certa desconfiança de que a verdadeira reivindicação seja somente o afastamento de sua magnificência. Independentemente do resultado da sindicância. Falam que os problemas administrativos são preocupantes e sérios. Podem ser, mas os desentendimentos políticos sempre foram na Unir o conteúdo mais grave.


Mudança
Está confirmada a mudança na direção da Companhia de Energia de Rondônia. Saí Inácio Azevedo (os petistas ainda resistem em Brasília para mantê-lo) e deverá entrar um nome indicado pelo senador Ivo K-Sol (PP). João Carlos e Alceu da Seosp são os nomes mais cotados para o cargo. Em Brasília, um dossiê sobre o primeiro roda de mão em mão por obra dos desafetos. No INCRA também deverá haver mudanças, os nomes já estão sob apreciação da Casa Civil.


Boquirrasgada
Falando em INCRA, uma assessora do atual superintendente tem dito alguns impropérios contra membros da bancada federal. Como a moça tem a ambição desmesurada em assumir a titularidade da instituição, tece comentários contra quem jamais lhe indicará. No âmbito interno tem perseguido quem não se curva as suas mensuras.


Sigiloso
Num encontro casual, este escriba conversou demoradamente com o presidente da Assembleia Legislativa, Valter Araújo (PTB). O parlamentar não negou nem confirmou a disposição de colocar seu nome a apreciação do eleitor da capital para suceder Roberto Sobrinho. Mas fez revelações bombásticas. Como foi sob juras do 'off' a coluna fica impossibilitada de compartilhar com os leitores. Quem sabe outro dia convenço ele permitir a publicação das revelações...


Chicote
Quem ouviu o discurso do suplente de senador (temporariamente na titularidade do cargo por afastamento do filho) Reditário Cassol (PP) sobre açoitar meliantes, no Senado Federal, ficou assustado com o que ouviu. Um proposta primitiva sequer pode ser levada a sério. Assisti a cena e não foi nada agradável presenciar a chacota que fizeram com a proposta do chicote do representante de Rondônia.


Pergunta
Na mesma semana que o pai (Reditário Cassol) defendia de cima do púlpito do Senado Federal chicotadas em meliantes, o filho, Ivo Cassol, em entrevista ao jornalista Arimar de Sá, numa rádio da capital, revelava que havia pedido afastamento das suas funções senatoriais para dar um presente ao pai. No ofício encaminhado a presidência do Senado o argumento foi outro. Por acaso, mentir sobre esta questão concreta é quebra de decoro? Perguntar não ofende. Mas que é grave, é.


Abalroamento
Comenta-se por aí que dois conhecidos vendedores de automóveis de Porto Velho querem mudar de ramo e entra na política para pilotar os destinos da prefeitura de Porto Velho. Noviços no ramo da política são peritos em manobras rápidas e derrapagem. Caberá ao eleitor puxar o freio de mão para impedir aumento do congestionamento da capital e evitar que sejam conduzidos ao paço municipal. Já está demasiadamente engarrafado por candidatos que almejam em estacionar na vaga a ser aberta.


Polêmica
O Governo recuou no projeto para contratação de organizações sociais para gerir a área de saúde estadual. É uma proposta polêmica e que vem sendo combatida por todos que manjam do setor, exceto a própria Sesau. O TCU tem criticado muito convênios entre a União e algumas destas organizações pelos malfeitos com que estão sendo utilizados os recursos do contribuinte. Ademais, conforme prescreve nossa carta magna: saúde, educação e segurança são obrigações dos estados. Declinar da competência é no mínimo um atestado de incompetência.


Inércia
Eis que surge mais uma vez a possibilidade de mudanças no primeiro escalão do executivo estadual. Seguindo a lógica adotada pelo nosso governador quando trocou alguns nomes de seus principais assessores, novidade mesmo não deverá ocorrer. As mudanças feitas anteriormente foram seis por meia dúzia. Ninguém percebeu, exceto o bolso de quem foi defenestrado.


Despedida
O quase ex-deputado federal Lindomar Garçon (PV), em conversa com a coluna, lamentou a forma com que está sendo apiado do cargo de deputado federal. Disse que já está fazendo sua mudança de volta a Porto Velho e vai aguardar um eventual convite de Confúcio Moura para assumir funções de assessoramento. Quem assume a vaga no lugar de Garçon é Marcos Rogério da coligação PMDB, PDT, DEM e PCdoB.


Perspectivas
Garçon adiantou que é pré-candidato a prefeito de Porto Velho, mas não descarta uma vice desde que aja um bom entendimento que inclua seus projetos de retornar a Câmara Federal nas eleições de 2014. Anunciou que tem conversado com o senador Valdir Raupp, presidente em exercício do PMDB, visando coligações futuras com o seu PV.

Injustiça
No que pese as limitações, o deputado federal Garçon (PV) perde o mandato por uma manobra jurídica arquitetada de forma vil. Nas urnas venceu por quatro vezes as eleições de forma limpa e digna. Uma pessoa de origem humilde, de uma certa ingenuidade e de um caráter lapidar. A forma com que perde o mandato é uma tremenda injustiça.




Exceção
O deputado Jesoaldo Pires (PSB) anunciou que é mesmo pré-candidato a prefeito de Ji-Paraná. Um dos melhores quadros que possui o PSB e um dos melhores parlamentar dessa atual legislatura. Vencendo, ganha a população de Ji-Paraná um político sem mácula e perde o legislativo estadual um formulador de ideias. Jesoaldo é uma exceção numa seara que abunda a mediocridade.


Nanico
Quem continua do mesmo tamanho para as eleições municipais é o PDT. A legenda brizolista não conseguiu filiar ninguém com chances aparente de vitória e virou uma legenda nanica. Na capital está fadado a subir no palanque petista e na maioria do interior, nem isso. Falar com alguém da direção partidária é mais difícil do que conseguir uma audiência privada com o papa. Nanico é assim mesmo, acha que é grande.

Encrencado
O ex-senador Amir Lando, com a possibilidade imediata da posse de Marcos Rogério, passa a ser o primeiro suplente da coligação pilotada pelo seu PMDB. Natan Donadon, deputado federal mais encrencado desta legislatura, deveria tomar mais cuidado porque a qualquer momento Lando é convocado também para assumir na Câmara Federal exatamente em sua vaga. Donadon resiste ao cargo por força de um recurso, mas sem chances de reverter no mérito.

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