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Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 30/05/2017 19:49:42

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

POLÊMICO - O chefe de gabinete do prefeito da capital, Breno Mendes, virou uma espécie de celebridade às avessas que provoca reações contrárias e favoráveis. Frequentador contumaz das mídias sociais, Breno polemiza sobre tudo e com todos que se dispõem a engatar um debate acalorado sobre política, inclusive futilidades. É possível que a postura apaixonada com que diverge do internauta provoque tanta ira nos desafetos, mas há uma lista enorme de seguidores que o defendem. Breno Mendes é polêmico por natureza, inclusive quando tenta arregimentar adeptos para beberem o indefectível milk shake para emagrecimento. No entanto, não há ninguém acusando-o de malfeitos ou incompetência. Não foi removido ainda do gabinete porque o prefeito não degola auxiliar por pressão de quem tem interesse pessoal em vê-lo defenestrado. E o prefeito está correto.


REARRUMAÇÃO - Mas Breno Mendes vai deixar a chefia de gabinete e será removido para outra pasta, que não é a Fazendária. Para as finanças, o prefeito avalia um nome conhecido e experimentado nos meios jurídicos. Nenhuma mudança profunda está em andamento, apenas uma rearrumação para arrefecer as pressões criadas artificialmente com o intuito de encher o saco do alcaide, embora água mole em pedra dura tanto bate que um dia fura.


UBER - É natural a gritaria dos taxistas com o novo aplicativo UBER. Houve confronto em todas as cidades que o serviço foi instalado. O que não é natural são cenas de brutalidade na vã tentativa de impedir que o serviço seja oferecido a população. UBER veio para ficar independente dos interesses dos taxistas ou os políticos aproveitadores . Onde foi implantado deu certo por oferecer um serviço melhor e mais barato e o povo aplaude. Cabe ao usuário decidir o serviço que contrata não os políticos impor suas vontades. Não adianta pressão porque o UBER é irreversível aqui e alhures.


BOATOS - Em tempos bicudos, com os principais personagens do mundo político na berlinda, envolvidos nas traquinagens amplamente conhecidas, o terreno é fértil para os boatos, em particular sobre supostas operações espetaculares. Não há uma semana que as previsões alarmistas feitas por adivinhões de plantões sejam confirmadas. Já li tanta barrigada.


TIC E TAC - Não precisa ser nenhum bruxo para deduzir que os conteúdos das delações envolvendo os malfeitos nas construções das usinas cedo ou tarde alcançarão agentes políticos por aqui. É elementar, visto que nomes foram revelados pelos inúmeros delatores com gravações que infestam as redes sociais. O que ninguém sabe no momento é a extensão dos fatos que estão sendo investigados e os demais personagens envolvidos atualmente ocultos. Mas é questão de tempo. Enquanto isto, o “tic tac” dos boatos e boateiros faz das previsões o terror que lhe convém.


BOI - Em conversa com a coluna, o vice-prefeito Edgar Tonial (famoso Boi) jurou que as denúncias de propinagem que teria recebido do grupo JBS são invencionices do delator. Lembramos que o delator é obrigado a comprovar a versão dada aos investigadores e, em relação a ele (Boi), pesa a suspeita de recebimento de dois milhões em troca da ajuda em burlar o fisco rondoniense. Enquanto não houver formalmente uma denúncia, boi tem direito de berrar em defesa própria para negar seu envolvimento nas delações.


CONDUTAS - Como regra constitucional ninguém é obrigado a fazer prova contra si, embora as evidências conspirem em sentido contrário. Contudo, neste caso concreto, basta a Sefin verificar internamente se houve discrepância entre os negócios feitos em Rondônia pela JBS e o imposto recolhido para comprovar se os fatos são verdadeiros. Quanto às condutas eventualmente praticadas por cada um, momento da individualização, certamente os investigadores darão os nomes aos bois. E os mugidos serão de outra natureza.


REJEIÇÃO - A propinagem que corrói as instituições e revela os destinatários contaminou o ambiente político provocando apatia na população e uma rejeição altíssima aos eventuais candidatos em 2018. Esta é a principal leitura que este cabeça chata observou pelo resultado de uma pesquisa que aferiu a popularidade de nossas autoridades políticas, prováveis candidatos. Com algumas exceções, os percentuais de rejeição de todos são parecidos.


LAVA JATO - A principal operação que abalou o país, sacudiu o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, afetou o humor do eleitor e desgastou de forma inexorável os envolvidos. Ainda é cedo para confirmar que seja um desgaste irreversível, mas os estragos são imensos.


LIMITADO - Maurão de Carvalho, apontado como o provável pré-candidato do PMDB ao Governo de Rondônia, aparece nesse momento com números regulares. Entretanto, quando confrontado com outros pretendentes à vaga na pesquisa estimulada, se revela um candidato limitado e incapaz de empolgar o eleitor. Aparentemente a limitação alcança também a estatura para o cargo, e é uma deficiência que não passa despercebida do eleitor médio numa campanha majoritária. Embora seja um candidato afável no trato individual.


BOMBANDO - Os deputados Marcos Rogério (DEM), Marinha Raupp (PMDB), Expedito Neto (PSD) e Mariana Carvalho (PSDB), nessa ordem, estão bem avaliados pelo eleitor rondoniense. Os outros quatro deputados federais (Garçom, Capixaba, Mosquini e Luís) terão que dar mais visibilidade aos seus feitos no Congresso Nacional, senão vão amargar uma retumbante derrota em 2018. Na esfera estadual Léo Moraes bomba em relação aos demais pares. É de longe o mais bem postado na capital (crescendo no interior) com gás para alçar voos maiores do que imagina.


NA MOITA - Quem está rindo à toa é Expedito Júnior (PSDB), já que pontua bem em todos os cenários. Como não tem mandato e não está com o nome envolvido no mar de lama da lava jato, vai procrastinar a decisão do cargo que disputará até as vésperas das convenções. Com os direitos políticos normalizados e longe da língua dos delatores, sabe que não é fácil concorrer a uma eleição com o nome ligado a eventuais malfeitos. Tem aproveitado o tempo livre para retomar a leitura sobre a economia estadual e gestão pública.


AVALIAÇÃO - O governador Confúcio Moura (PMDB) está razoavelmente bem avaliado na maioria dos municípios. Na capital, contudo, o sinal é amarelo já que os percentuais de reprovação estão tecnicamente empatados com o de aprovação. Na hipótese de disputar uma vaga ao Senado, entra como um candidato competitivo, embora longe de ser imbatível, conforme os asseclas forçam em propagar. Algo parecido ocorreu com Ivo Ksol (PP) quando largou o governo para disputar as eleições senatoriais: de candidato imbatível foi surpreendido com uma avalanche de votos obtidos pelo principal rival Valdir Raupp (PMDB), nas eleições de 2010. Levou a segunda vaga porque não havia outro nome competitivo, diferente do que pode acontecer em 2018.


FANTASMA - Mesmo que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) opte por adiar uma decisão sobre o pedido de cassação da chapa Dilma Roussef e Michel Temer, o governo do peemedebista acabou. Michel Temer é hoje um fantasma que vaga feito alma penada pelo palácio Jaburu. Dificilmente PMDB e PSDB - principais fiadores do governo - ficam com ele até o momento que encontrarem um nome capaz de abafar a crise e concluir o ano de 2017 que insiste em não acabar.


SEM HONRA - Temer teima em permanecer num governo que assombra a população. Provas para cassar a chapa o TSE tem em abundância, independentemente de ser uma saída “honrosa”, apesar de que qualquer cassação é algo desonroso para quem vive na vida pública.



MIGALHAS - Um dos mais importante site jurídico do país, o Migalhas, publicou ontem um artigo do advogado rondoniense Diego Paiva Vasconcelos sobre os aspectos constitucionais que permeiam a discussão da sucessão de Michel Temer, por vias indireta. O artigo aponta a saída para o imbróglio e lembra das constituições anteriores relativas ao tema. O advogado está residindo na Itália para concluir o doutoramento. Um excelente texto produzido por um jovem intelectual. A coluna se junta aos defensores das Diretas Já por compreender que os membros do nosso Congresso não possuem mais legitimidade para escolher o sucessor presidencial, visto que um terço do colegiado está envolvido na lava jato.


ERRATA - Ari Ott, reitor da UNIR e leitor atento da coluna, lembrou ao colunista que o nome correto do ex-presidente da Câmara Federal é Ibsen Pinheiro e não IBIS, conforme saiu na resenha passada. Nada do que ter como corretor uma pessoa magnífica que ostenta entre outros títulos o de Vossa Magnificência. Que coisa magnífica...

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 23/05/2017 16:59:07

Delação da JBS vai proporcionar desdobramentos enormes em Rondônia


DIGNIDADE – É um bálsamo em tempos bicudos ler a entrevista concedida pelo ex-prefeito de Porto Velho, José Guedes, ao site Rondoniadinamica. Acompanhei profissionalmente pari passu toda a agrura enfrentada pelo ex-prefeito e o relato dado na entrevista corresponde integralmente aos fatos ocorridos. Guedes foi um político na época em extinção por exercer a atividade pública com denodo e dignidade, embora mal compreendido pela teimosia com que abraçava as causas.

REINVENTANDO – Não é fácil se reinventar na política depois de anos longe dos mandatos e praticamente desconhecido do eleitor novo que vê a política atualmente como algo marginal. No entanto, há exemplos de reabilitação política com resultados vitoriosos, a exemplo do ex-presidente da Câmara Federal, Íbis Pinheiro – foi cassado por suposta corrupção e tempos depois restou comprovado que tudo era armação. Gudes pode muito bem se reinventar, mas terá que se readequar também aos novos tempos e às novas ferramentas de campanha para retornar à ribalta. Uma missão e tanto que exigirá muito mais dos que desprendimento pessoal e a higienização da própria história. Está aí um exemplo de político do passado perfeitamente podendo ser reciclado no presente.

AFASTADO – Apesar de algumas críticas localizadas, o prefeito da capital Hildon Chaves agiu rápido e correto ao sugerir que o vice-prefeito Edgar do Boi se afastasse das funções que vinha exercendo na administração municipal. Assim foi feito: Boi, abatido nas esferas judiciais por supostamente receber propinas do grupo JBS, não estará mais à frente das ações de limpeza e asfaltamento dos bairros que coordenava. Erra ao usar em demasia a coletiva de imprensa para fatos que não se relacionam positivamente com a gestão.

CRÍTICAS - Com a atitude, Dr. Hildon sinaliza ao eleitor que não vai permitir a contaminação dos malfeitos de terceiros em sua administração, razão pela qual as pesquisas indicam a aprovação dos munícipes à gestão do Hildon. Em relação às críticas localizadas, o prefeito tem que entender que fazem parte do recall da campanha e que não devem afetar as ações administrativas. O julgamento do legado administrativo ocorrerá somente em quatro anos. Há tempo suficiente, portanto, para um longo trabalho.

DISCRICIONARIDADE – Quer queiram ou não, Boi foi eleito vice-prefeito e qualquer decisão de renúncia – seria uma atitude muito nobre – é de foro íntimo. Isto não impede que a população se mobilize e cobre a tal de renúncia já que o prefeito não possui poderes ou prerrogativas para demiti-lo deste cargo eletivo.

DELAÇÃO - A delação da JBS vai proporcionar desdobramentos enormes em Rondônia, visto que para que o Edgar do Boi conseguisse que o grupo capitaneado pela Friboi obtivesse sucesso na sonegação dos impostos do ICMS era imprescindível a adesão de agentes públicos ou políticos na estrutura estadual da Secretaria de Finanças. Nomes que na delação não foram declinados, ainda...

CERCO – Quando instado a revelar esses fatos aos investigadores Boi dificilmente vai querer ir sozinho ao matadouro e certamente vai negociar a entrega da boiada completa. O cerco a qualquer momento vai se fechar com novas revelações e provavelmente enrolará muita gente que engordava no pasto clandestino da JBS.

DOAÇÕES – Outro viés que provocará baixas em Rondônia é a doação supostamente mascarada de legal feita nas eleições passadas pelo grupo. Na hipótese da JBS comprovar que essas doações eram condicionadas a uma contrapartida ilegal, poucos escapam das sanções judiciais. Do contrário, a boiada escapa do confinamento.

DOAÇÕES II – Como apareceram doações das empresas JBS e Queiroz Galvão nas prestações de contas finais do Deputado Federal Marcos Rogério (DEM) junto à Justiça Eleitoral, e os delatores das empresas relatam que são propinas mascaradas em doações legais, a coluna entrou em contato com o parlamentar rondoniense para ouvir sua versão. De acordo com Marcos Rogério, os recursos foram encaminhados à campanha pelo Diretório Nacional do PDT e, na ocasião, não foi revelada a origem. “Somente na prestação de contas geral da campanha rondoniense é que o PDT nacional informou as origens desses recursos’, justificou. As duas empresas estão sendo investigadas no cometimento de vários crimes, entre eles corrupção e formação de quadrilha.

NOTA - Em nota encaminhada à imprensa, o deputado federal Marcos Rogério diz: “Venho novamente a público esclarecer que nas eleições de 2014 estava filiado ao PDT, um dos muitos partidos que receberam recursos para a campanha de seus candidatos, originados do Comitê Nacional da Chapa Presidencial.

O PDT depositou 200 mil reais na minha conta de campanha. Somente soube da origem dos recursos quando da prestação de contas. Eram contribuições da Queiroz Galvão e da JBS, que anos depois estariam envolvidas nos escândalos hoje conhecidos no país.

O Partido tem informado que não recebeu recursos diretamente das empresas. Jamais cogitei ou tive conhecimento de qualquer oferecimento de vantagem indevida por parte do PDT a essas ou quaisquer outros doadores. Nenhuma relação direta tive ou tenho com tais empresas.

Os recursos foram declarados à Justiça Eleitoral. Atuo sempre com lisura e transparência e espero que haja o aprofundamento das investigações para um melhor esclarecimento dos fatos”.

DESGASTE – Dadas as justificativas do deputado, conforme encaminhadas à coluna, o desgaste político em constar o nome de um parlamentar com fama e gestos de paladino da moral é inevitável.

MODUS - É uma temeridade dar toda credibilidade às versões reveladas em delações por criminosos que utilizavam como modus operandi corromper agentes públicos para amealharem ilicitamente milhares de dólares. É preciso uma investigação profunda e isenta sem esquecer que estas corporações eram de fato organizações criminosas que visavam dilapidar o estado por meios fraudulentos. Ademais, é difícil prevêr que após a conclusão dos processos o mesmo modus operandi não retorne à rotina das empresas de forma mais sofisticada.

COMPENSA – Na medida em que os fatos emergem com as investigações e delações aos borbotões, a imagem que a operação Lava Jato passa é de que está servindo apenas para lavar do Congresso Nacional os maus políticos. Enquanto que os larápios da grana – donos das empresas responsáveis por corromper agentes políticos – começam a se livrar das penas severas e desfrutarem dos milhões que amealharam nesses anos ininterruptos com as maracutaias. O próprio donatário da Odebrecht confessou que sempre agiram à margem da lei. Para eles (empresários), infelizmente, o crime compensa. Embora a assepsia no Congresso Nacional seja necessária.

PESQUISA - Uma pesquisa que este cabeça chata coordenou em 20 municípios dá uma exata radiografia do que pode ocorrer em 2018, mesmo com cenários mudando constantemente. A rejeição a política e políticos ganha de goleada. O engraçado é constatar que as pesquisas apuradas por aí estão anabolizadas e não servem nem pra enganar quem as contrataram.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 16/05/2017 22:14:19

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



MUDANÇA - Nos bastidores os movimentos políticos visando às eleições de 2018 já começaram com partidos mudando de mãos. O PPS, por exemplo, deverá sair do domínio do ex-governador João Kaulla e passar para as mãos do deputado estadual Leo Moraes. Essa mudança tem um significado importante para as eleições estaduais, visto que o parlamentar, atualmente filiado ao PTB de Nilton Capixaba, ficará livre, leve e solto para colocar em andamento projetos políticos maiores que conflitam com os do "capo" petebista.



RAPOSAS - A jogada política de Leo é uma sacada de mestre e revela que com o passar dos embates tem amadurecido e preparado para voos mais altos. Embora não confirme publicamente, ele (Leo) projeta disputar uma vaga no Congresso Nacional e necessita construir um grupo sólido, longe das garras das raposas que dominam as legendas, para evitar ficar atrelado aos projetos pessoais desses felpudos devoradores de galináceos.



CACIFADO - Apesar da derrota nas eleições da capital, no segundo turno, Leo Moraes obteve um excelente resultado no primeiro turno de 55.656 mil votos que o habilita à Câmara Alta. Para se ter uma comparação, nas eleições da capital em 2012, quando Mariana Carvalho obteve 41.673 e não conseguiu votos para disputar o segundo turno, saiu das urnas cacifada para disputar uma vaga de deputada federal. Leo ampliou esta votação e hoje passar a ser um forte aspirante à vaga de Lindomar Garçon ou da própria Mariana.



DESGASTE - Tanto Mariana quanto Garçon vão à reeleição com um discurso que pode não encontrar ressonância junto ao exigente eleitor de Porto Velho já que são da base do governo Temer e devem votar nas reformas propostas pelo palácio do planalto. As reformas, em especial a previdenciária, tem sido bombardeada pelo eleitor, em particular aquele oriundo do serviço público. E Porto Velho é o município de maior concentração de servidor público em Rondônia. Portanto, os dois deputados, caso não mudem de posição, sofrerão um desgaste tremendo e perderão o discurso em 2018. Leo só observa de longe o painel de votação do Congresso Nacional para abordar o tema nos discursos da campanha visando uma dessas duas vagas.

OBRAS - Quem aposta num naufrágio político de Hildon Chaves (PSDB) na condução da administração da capital pode tirar o cavalo da chuva. O noviço em cargo político percorre os bairros e abraça os populares com uma desenvoltura de veterano. Nos próximos dois meses deverá iniciar várias obras de pavimentação nos bairros e, no centro da cidade, vai recapear a malha viária e colocar uma resina que dará maior durabilidade na pavimentação. Obstinado pelo que faz, nosso principal alcaide rondoniense avisa aos apostadores que este jogo quem vence é ele. Atualmente as pesquisas indicam que o tucano está ganhando de braçada.



ASSOMBRAÇÃO - Por muito tempo o prédio que abriga nossos zelosos deputados estaduais foi alvo de tantas operações que chegou a ser comparado com uma casa de assombração. Quatro ex-presidentes terminaram sendo fulminados na vida pública e privada e com os desdobramentos jurídicos que todos sabem os resultados. Nos últimos dois anos reina uma certa calmaria que está sendo quebrada com comentários fortes de que a assombração está prestes a retornar ao prédio. O jato desses boatos, segundos fontes, salpicará em velhos e carimbados parlamentares. A conferir!



GRAMPO - A matéria exibida pelo Fantástico de grampo ilegal não surpreende ao mundo político, embora seja tão grave quanto outros crimes. A bisbilhotagem ilegal atenta contra a democracia e contra a intimidade, dois bens jurídicos constitucionalmente protegidos pela nossa carta cidadã mas que um grupo minoritário (e marginal) de agentes públicos insiste em praticar como se os meios justificassem os fins. Em Rondônia já houve autoridade que requereu auditagem em engenhoca que faz este tipo de ilegalidade. Infelizmente sem resultados públicos.



DELAÇÃO - Está provocando o maior burburinho nas hostes petistas a suposta delação premiada do ex-todo-poderoso ministro da Fazenda Antônio Palocci. Não há ninguém que conheça o mínimo dos acordos políticos que deixe de dar credibilidade aos fatos presenciados e operados pelo ex-ministro em favor do PT, dos filiados e dos mandatários. Uma delação de Palocci é nitroglicerina pura em processo que atinge petistas, empresários, sistema financeiro e outros partidos. Eis aíi um operador capaz de tocar fogo no país muito mais que Marcelo Odebrecht. Se a delação do alemão era tida como o fim do mundo, a do italiano é o juízo final.



EVENTO - Entre os dias 1 a 3 de junho, em Porto Velho, o mundo jurídico rondoniense estará envolvido no encontro nacional do Jovem Advogado com temas importantes ao exercício da profissão. É um evento que reunirá vários juristas nacionais e ministros das cortes superiores. Uma promoção do Conselho Federal da Ordem e da Seccional da OAB/RO.



GALO - O médico rondoniense Hiram Galo foi convidado a integrar a Comissão Coordenadora da Cátedra de Bioética da Unesco. Um feito e tanto para um estado com tantas autoridades encrencados.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 09/05/2017 20:30:01

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





ANDANDO – Embora na Ação que tramita no Superior Tribunal de Justiça (Pan. 845) contra o governador Confúcio Moura, entre outros, tenha havido movimentação nos últimos dias, ela (denúncia) ainda não foi recebida, para alívio do governador. Um despacho de expediente mandou subir do Tribunal de Justiça de Rondônia um inquérito que tramita sob sigilo para ser apensada aos autos. A qualquer momento essa ação, caso recebida, poderá provocar o afastamento imediato do governador do cargo.



ORIGEM – A delação feita pelo ex-Secretário de Saúde José Batista, no âmbito da operação Plateias, originou os problemas penais que afligem o chefe do executivo estadual. A situação se complicou depois que o Supremo Tribunal Federal decidiu que os governadores podem ser processados sem a obrigação de autorização do Poder Legislativo.



PROMISCUIDADE – Com os cargos de livre nomeação e a caneta para atender aos pleitos nem sempre republicanos dos deputados estaduais, dificilmente os parlamentos autorizariam que o Judiciário processasse os chefes dos executivos. O novo entendimento do STF acabou com esta relação promíscua e descabida numa democracia.



REGABOFE – Um jantar oferecido pelo presidente da OAB/RO, Andrey Cavalcante, em conjunto com o Conselho Federal, na noite de ontem (8), em Brasília, para o lançamento do XVI Encontro Nacional do Jovem Advogado e a I Caravana de Prerrogativas, reuniu o que há de mais representativo no mundo jurídico nacional, degustando as delícias da cozinha rondoniense.



PRESTÍGIO – Senadores, deputados federais, promotores e desembargadores rondonienses, ministros do STJ, quatro ex-presidentes da OAB nacional e os mais renomados membros das festejadas bancadas advocatícias prestigiaram o lançamento do evento com a apresentação de uma peça publicitária com as imagens de Rondônia. Andrei Cavalcante conseguiu um feito inédito: mostrar uma pujante Rondônia sem as mazelas que a mídia nacional sempre pauta. Elton Assis, Breno Paula e Elton Feulber, conselheiros federais, colaboraram para que o evento fosse tão prestigiado.



PAPARICADO – O famoso advogado Roberto Podval, patrono do Habeas Corpus que conseguiu livrar das masmorras curitibanas José Dirceu, foi a vedete da noite. Na mesa que sentou formaram-se rodas de inúmeros advogados igualmente festejados. No evento que ocorre em Porto Velho entre os dias 1, 2 e 3 de junho, Podval será um dos palestrantes.



NOVIDADES – Enquanto o jantar era servido, o desembargador rondoniense Gilberto Barbosa e o ex-Procurador Geral de Justiça Heverton Aguiar engrenaram um cochicho a sós que deixou os parlamentares rondonienses de orelha em pé. Tanto o desembargador quanto o promotor são cogitados para ingressar na disputa eleitoral em 2018, por coincidência, os dois vão se aposentar em janeiro. Abordados por este cabeça chata e pelo jornalista Alan Alex sobre os projetos eleitorais – fomos gentilmente convidados para o regabofe -, os dois desconversaram, embora não escondessem a satisfação de serem lembrados para a disputa majoritária.



MEDIEVAL – As revelações sobre o assassinato do prefeito do Candeias Chico Pernambuco, praticado supostamente por familiares do vice, revelam a parte mais medieval da política. Os fatos apresentados pela Polícia Civil são tão abjetos que reafirmam a vulgaridade com que certos agentes públicos tratam a vida. Esta investigação – que vem sendo conduzida de forma célere e competente - exige que todo o caso seja desvendado amiúde.



DADOS – Alguns dados preliminares que estão sendo coletados sobre a popularidade dos nossos membros da bancada federal não são animadores para alguns deles. O deputado federal Lindomar Garçon (PSC), por exemplo, tem sido um dos mais afetados com o mau humor dos eleitores de Porto Velho, reduto que deu ao parlamentar os maiores percentuais de votos nas três últimas eleições. A deputado Mariana Carvalho (PSDB) também não aparece com o mesmo vigor que ostentou em 2014, vítima do crescimento sustentável do deputado estadual Léo Moraes (PTB) que aspira a mesma vaga em 2018 e que disputa a mesma faixa do eleitorado. São dados preliminares, porém indicativos.



CONVITE - Jesualdo Pires (PSB), prefeito de Ji-Paraná, foi convidado para ingressar nas fileiras dos Democratas, partido comandado em Rondônia pelo deputado federal Marcos Rogério. O alcaide anda se animado para voos políticos mais altos em 2018. O problema reside exatamente numa legenda que na hora da homologação das candidaturas na convenção não o descarte. Uma coisa é certa: Pires cai fora do PSB de Mauro Nazif. Recebeu também convite do PSDB e PSD.



RASTEIRA – Embora tenha havido nos bastidores a informação de que a deputada federal Mariana Carvalho tentou defenestrar o ex-senador Expedito Júnior da direção regional do partido, conforme divulgou em primeira mão o Blog do jornalista Alan Alex, o Diretório Nacional do PSDB confirmou Expedito Júnior como presidente do Diretório Regional. Com as principais lideranças atoladas nas denúncias da lava jato, o PSDB sabe que Jr é nome forte para um cargo majoritário e não cairia na esparrela de perdê-lo para o PSD numa eventual defenestração.



REVOADA – A eventual saída de Expedito Júnior do PSDB acarretaria uma revoada enorme de tucanos para o PSD. Imagine esse ninho perder lideranças em ascensão a exemplo do prefeito da capital. Uma possibilidade que os tucanos afastaram ao renovar o Diretório Regional do partido em Rondônia. A rasteira não se consumou e nem havia espaço para consumação.

Resenha Política : Resenha Política por Robson Oliveira
Enviado por alexandre em 02/05/2017 18:52:02

Resenha política

Robson Oliveira





RETALIAÇÃO – O presidente Michel Temer ameaçou demitir dos cargos de confiança os indicados pelos deputados federais que votaram contra as reformas e cumpriu: nesta terça-feira no Diário Oficial da União consta o nome dos comissionados exonerados que foram indicados pelos deputados federais que se rebelaram contra as reformas, dos oitos parlamentares da bancada federal de Rondônia, apenas Expedito Neto (PSD) foi retaliado com a exoneração de um indicado para um cargo nos Correios, em Porto Velho.



INSURRETO – Ouvido pela coluna o deputado federal Expedito Neto (PSD) informou que já esperava a retaliação, pois foi avisado pelos líderes do governo. De acordo o parlamentar, é melhor perder a indicação do que a vergonha. E que vai manter a mesma posição contrária ao projeto de reforma da previdência. Neto é o único membro da bancada que tem declarado publicamente contrário às reformas, embora seja filiado a um partido da base governista.



PESQUISA – O instituto Datafolha foi às ruas pesquisar a reação das pessoas em relação às reformas e constatou que a maioria absoluta é contrária, em particular contra a reforma da previdência. Mesmo com índices tão altos de contrariedade, o governo Temer insiste em atropelar qualquer debate mais profundo sobre o assunto e votar na marra. Os parlamentares que sucumbirem à pressão do Planalto tendem a sucumbir nas urnas no próximo ano. Servidor público só não dá vitória a ninguém, mas ajuda muito na derrota com o barulho que faz. Quem viver verá!



EM VÃO – O Governo Federal está lançando nas mídias um bombardeio de peças publicitárias com a intenção de minimizar os estragos provocados com a rejeição às reformas. Uma tentativa, ao nosso ver, em vão, pois perdeu no início do debate esta proposta na mídia.



BLACKOUT – Nem todos os auxiliares do prefeito da capital possuem a mesma disposição que tem demonstrado Dr. Hildon Chaves nesses cinco primeiros meses de administração. É preciso que os secretários sejam tão rápidos nas soluções dos problemas quanto o chefe para que os problemas acumulados por anos de incompetência sejam resolvidos. Apesar das mudanças feitas no escalão municipal, saúde e iluminação pública continuam com os velhos problemas. Na Guaporé, por exemplo, metade da avenida está escura. Cinco meses já é tempo suficiente para que o munícipe possa enxergar uma luz no final e início de uma avenida. As UPAS, com filas enormes. Quem anda fazendo gol de placa é a área dos esportes.



ESPAÇO ALTERNATIVO – Mesmo o DER renovando as promessas da conclusão das obras do espaço alternativo – avenida que dá acesso ao aeroporto da Capital - cada dia que passa o final dos serviços fica distante. É uma obra que vai provocar por muito tempo bastante barulho nos órgãos de controle.



OUTSIDER – Continua causando furor nos meios políticos o nome do ex- procurador-geral de Justiça, Héverton Aguiar, para a disputa de um cargo majoritário em 2018. Em entrevista concedida ao site Rondônia Dinâmica, o promotor não descartou a possibilidade de colocar o nome para o governo ou senado. Embora tenha despistado que este não é seu projeto pessoal. Nos bastidores políticos a lembrança do nome do ex-chefe do Ministério Público tem deixado os caciques com a pulga por trás da orelha por que houve receptividade nos meios sociais. Apesar de que uma disputa majoritária é um jogo bruto que o promotor desconhece os seus meandros.



PESQUISA – Este cabeça chata iniciou uma pesquisa quantitativa/qualitativa para captar a radiografia política dos dez principais municípios de Rondônia. Começamos a aferir pela Capital como andam nossas autoridades, as instituições e os eventuais futuros candidatos ao Governo, Senado, deputado federal e estadual. Além de averiguar a situação dos nossos alcaides. Dados preliminares (dois bairros conclusos) indicam que o que foi publicado por aí pode ser lorota. Aguardem!



OAB/RO – Uma grande conferência de advogados está sendo preparada pela Seccional de Rondônia nos dias 1,2 e 3 de junho. Pelos debatedores convidados, Luiz Flávio Gomes, Roberto Podoval e José Hélio Chaves de Oliveira, entre outros, o evento tende a ser um grande sucesso. Especialmente na área penal com três juristas com características garantistas num momento juridicamente conturbado em que o Processo Penal tem sido relegado às calendas.



VIOLÊNCIA – Aumentou exponencialmente a violência no campo nos últimos doze meses com vidas sendo ceifadas pela desmensurada ambição dos pretensos detentores de terra. A política adotada pelo governo federal é claramente tendenciosa em favor do latifúndio e trata os camponeses e índios como marginais. Há um contingente também enorme da população que faz coro nessa onda contra os movimentos sociais, mas não veem que reproduzem um sistema perverso de ocupação do solo que visa única e exclusivamente a exploração dos recursos naturais à força. Quem defende uma política agrária digna é igualmente insultado por um magote de chuço a serviço da mão do verdugo.



ARIGÓ – Nos céus de Rondônia há muito mais que avião...

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