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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 23/05/2018 00:00:23

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

SHOW - A grandeza do evento Rondônia Rural Show é medida pela quantidade de presidenciáveis que prometem visitar a festa, em Ji-Paraná. Geraldo Alkmin (PSDB), Álvaro Dias (PODEMOS), Ciro Gomes (PDT) e o militar estridente Jair Bolsonaro prometeram aos seus correligionários virem ao evento. Até esta terça-feira à tarde apenas o tucano havia confirmado presença.

NEGÓCIOS - A feira rural deve render ao agronegócio boas transações comerciais com um volume expressivo de vendas, especialmente em implementos agrícolas e tecnologia. Mas quem vai lucrar com a feira de negócios são os políticos rondonienses - sejam os fichas sujas, sejam os fichas limpas - que vão participar ativamente para tentar renovar o apoio do eleitor. Dependendo da reação das pessoas saberemos ao final se fazer política nessa carona é um bom negócio.

INCRA - O estande mais vistoso e de bom gosto é o do Incra. Cletho Brito botou pra quebrar - como diria o jornalista Paulo Queiroz - e montou um espetáculo de espaço com distribuição de títulos de terras e créditos para os nossos pequenos produtores, além de uma exposição sobre a questão agrária no Brasil e vídeo sobre a importância do Incra para o desenvolvimento de Rondônia. De longe vai ser o mais requisitado.

PRESSÃO - Não fosse a pressão do deputado estadual Léo Moraes (PODEMOS) e Hermínio Coelho (PCdoB) sobre o governador Daniel Pereira (PSB) os aprovados no concurso público de 2014 para Polícia Militar e Corpo de Bombeiros não seriam convocados aos postos de trabalho.

CONTRA - Uma gravação com a voz do governador desancando o concurso e os concursados, distribuída amplamente pelo whatsapp nos mais diversos grupos, revela que esse concursados garantiram a convocação devido à pressão dos parlamentares contra as resistências do governador. Dependesse da vontade de Daniel Pereira outro concurso seria realizado para evitar que candidatos sem curso superior fossem aprovados.



O ESPECIALISTA - O governador Daniel Pereira tem repetido por onde passa que é um especialista em segurança, embora ninguém conheça uma publicação ou pesquisa dele sobre o tema e que seja referência de política pública. Ao aceitarmos essa lógica, muita gente vai reivindicar especialização.



VOO - Em conversa com a coluna, o deputado federal Marcos Rogério (DEM) informou que é candidato à reeleição. Entretanto, não descartou mudar o projeto e entrar na disputa por um cargo majoritário dependendo das circunstâncias políticas e judiciais. Ele lembra que o processo político estadual ainda está confuso, mas na medida que se aproximam as convenções os partidos vão se organizando em torno de projetos sólidos para que evitem aventuras.

POLÊMICA - Quanto à polêmica da criação do Conselho Estadual GLBTT em que se meteu ao criticar a aprovação pela Assembleia Legislativa, Marcos explicou que manipularam uma fala reservada que fez destinada a um segmento de lideranças religiosas já que não teceu nenhuma crítica à atividade parlamentar dos deputados estaduais. Disse que sua fala ficou circunscrita à posição contrária ao ativismo relativo ao tema ideologia do gênero sem que isto signifique uma cruzada contra as opções sexuais de quem quer que seja.

REQUENTADO - A polêmica do conselho terminou requentando denúncias que o deputado Marcos Rogério já havia explicado ano retrasado quando relatou o processo de cassação do ex-deputado Eduardo Cunha. Aliás, os fatos chegaram a ser investigados pela grande mídia que constatou que não havia nada de anormal quanto à aquisição de uma cota (no total de três) de uma aeronave.

ADIN - A Ação Direta de Inconstitucionalidade número 97.061/18, interposta pelo Ministério Público Federal contra a Emenda Constitucional 98 de 06 de dezembro de 2017, põe em risco todo o processo de transposição dos servidores dos ex-territórios para os quadros da União.

AMEAÇADOS - Nos argumentos a Procuradora da República Raquel Dodge sustenta que a emenda guerreada altera o artigo 31 da Emenda Constitucional 19 de 4 de junho de 1988, ao alargar o alcance da norma anterior no que pertine à inclusão, em quadro de extinção da Administração Pública dos ex- Territórios na fase de instalação dessas unidades federadas. O argumento, sendo acolhido pelo STF, é uma ameça a todo trabalho político e legislativo feito até agora para que a transposição seja uma realidade. É hora de abrir o olho e colocar muita pressão em sentido contrário. Dois advogados com os quais a coluna consultou sobre a ameaça manifestaram muita preocupação.


Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 08/05/2018 19:24:17



RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



POLÊMICA – Os vereadores da capital aprovaram o projeto de lei que autoriza o executivo municipal a conceder a uma organização não governamental (OS) a gestão de parte do sistema de saúde do município. É um projeto que em geral provocou polêmica em todos os municípios e estados em que foi implantado, em particular pela oposição ostensiva dos sindicatos ligados à saúde. Em Porto Velho não foi diferente. Há experiência exitosa onde a gestão das OS funcionam, mas existem locais (não são poucos) em que as críticas são enormes pela má gestão dos recursos públicos com denúncias sérias de superfaturamento de serviços, inclusive não prestados.



PRIVATIZAÇÃO – Embora os sindicatos, representantes legítimos dos servidores públicos municipais, digam que o prefeito Hildon Chaves esteja entregando a saúde municipal para ser gerida pelo setor privado, o modelo a ser implantado na capital é um misto entre o público e o privado, ou seja, as urgências e emergências, de responsabilidade das UPAs, vão ser administradas por uma organização não governamental e a municipalidade manterá a gestão da atenção básica, além das ações de saúde da família. A prefeitura delega a uma OS a gestão dos recursos para que ofereça os serviços pagos pelo SUS à população carente. Privatização da forma como estão (des) informando o usuário do SUS é lorota ideológica.



ALTERNATIVA - É possível que esta co-gestão não seja a melhor forma de gerir a saúde pública municipal, o problema é que o modelo atual está exaurido e os entraves burocráticos da administração pública deterioraram ainda mais o sistema obrigando o prefeito a buscar novas alternativas e uma delas é a co-gestão com uma organização não governamental. A decisão do prefeito é a sua “bala” de prata para que o município ofereça um serviço de saúde digno e humano e não dando certo recaíra sobre si toda a responsabilidade. Sendo exitosa em seu desiderato a população carente agradecerá. O tempo dirá quem tem razão. As críticas do momento fazem parte do processo de discussão.



ENTRAVES - A prefeitura não poderia permanecer inerte a um modelo de gestão de saúde que é criticado por todos devido a uma burocracia infernal que impede o bom andamento do serviço. As OS, regidas por uma legislação própria e diferente da lei de licitações, têm condições de resolver o abastecimento das UPAs com mais agilidade. Quanto a uma suposta precarização dos serviços, o projeto de autorização aprovado pelos vereadores cria mecanismos de fiscalização rígidos que podem ser acompanhados por todos, além dos órgãos normais de controle. Ademais, tais serviços já são prestados de forma precária. Pior não pode ficar.



COERÊNCIA – Apesar dos ânimos exacerbados durante a votação que aprovou as OS, o prefeito está sendo coerente com o seu discurso de campanha quando adiantou que a proposta de administração se daria através de parcerias público privado. Este foi o modelo que apresentou aos eleitores para vários setores como saúde, saneamento, iluminação, transportes, entre outros.



MODELO - Nos debates televisivos, nos dois turnos, os opositores ao modelo criticaram bastante Hildon Chaves e o acusaram de querer privatizar tudo. Mas foi a proposta vencedora nas eleições e parte da atual oposição ao modelo escolhido pelo prefeito requenta as mesmas críticas. Certo ou errado está coerente com o que prometeu em campanha.



FISCALIZAÇÃO – Para dar certo e evitar os erros em projetos semelhantes que culminaram com ações judiciais, a prefeitura da capital tem que dar toda transparência ao processo de escolha da OS e impedir que picaretas ludibriem o processo com propostas inexequíveis. A Câmara dos Vereadores e os órgãos de controle devem fazer sua parte nessa fiscalização. Com estes instrumentos funcionando é possível que o modelo não vire um engodo e consiga oferecer à população serviços de saúde mais dignos e humanos, a exemplo de Goiânia. Quem torce pelo contrário é por interesse político mesquinho.



INSATISFEITO – Falando em saúde, um deputado estadual com trânsito livre no palácio confidenciou que não andam boas as relações entre o governador Daniel Pereira e o secretário estadual de saúde Luis Eduardo Maiorquim. O secretário estaria insatisfeito com as mudanças feitas pelo governador na equipe da saúde e teria ameaçado pedir exoneração e com ele alguns auxiliares também deixariam a pasta.



COOPERATIVO – De onde não se espera muito é que vem a surpresa: deputados federais contatados pela coluna elogiaram a forma pela qual a representação de Rondônia em Brasília tem informado aos gabinetes sobre as propostas de interesse do estado que tramitam nos órgãos federais na capital federal. Elogiaram também o fato de que o titular da pasta, jornalista Carlos Terceiro, tem informado antecipadamente sobre a agenda do governador quando o mesmo se encontra em Brasília. Bem diferente da antecessora que desdenhava a bancada federal e sequer aparecia nos gabinetes. Na equipe de Pereira, Carlos é o primeiro a receber elogios.



FORA – O ex-ministro do Supremo Tribunal Federal Joaquim Barbosa decidiu não disputar as eleições presidenciais. Um alento aos pré-candidatos de centro-direita que tremeram com os números apurados nas pesquisas divulgadas nos meios de comunicação nacionais dando bons índices ao ex-ministro. Independente do caráter e honra de Barbosa, em se tratando de política ele é um neófito e não tinha uma fala dele que merecesse atenção quando o assunto é proposta nacional. Fez bem em cair fora, visto que a inapetência para militância partidária era visível.



TEMPERAMENTO – Não há um analista político isento que consiga desconstruir as propostas que Ciro Gomes anda apregoando por aí nesta pré-campanha eleitoral. Sabe o que diz e está sintonizado com o que está acontecendo no mundo. A única crítica que fazem neste mar de político encrencado com malfeitos é de que o ex-governador cearense é um destemperado. É verdade que Ciro tem um temperamento esquentado e mete os pés pelas mãos quando provocado. No entanto, em comparação aos concorrentes que metem os pés e as mãos na “viúva” sem pejo, o temperamento de Ciro é um bálsamo. Ademais, dizem que o mercado anda estressado e nem por isso pregam seu fim. Foi um ótimo prefeito e um excelente governador. Para se tornar viável presidencialmente tem que controlar o pavio, ser duro com os malfeitos e dialogar melhor com os jovens.


FAKE - Embora ainda estejamos há mais de dois meses das eleições o pau anda quebrando nas mídias sociais, em especial facebook. É o prenúncio de que a campanha eleitoral vai abaixo da linha da cintura. Precisa que os órgãos fiscalizadores ficarem atentos para evitar as baixarias que devem ocorrer daqui pra diante. Políticos tarimbados sabem que vão ser alvos fácies e vão investir seus recursos contra os fake news.


ROTA - No último final de semana os motociclistas rondonienses se reuniram em Espigão do Oeste ( 560 KM da capital) num evento que marcou o primeiro encontro da rota 387. O próximo encontro será dia 1 a 3 de junho, em Cacoal.

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 17/04/2018 19:44:47

RESENHA POLÍTICA
ROBSON OLIVEIRA

PROJETO – Mesmo reiterando que seu projeto inicial é a reeleição para a Câmara Federal, o deputado Marcos Rogério (DEM) não descarta mudar de ideia e colocar o nome na convenção para uma vaga ao Senado Federal. Em contato com a coluna o parlamentar revelou que a direção nacional dos Democratas tem insistido nesse projeto eleitoral e o momento é avaliar os cenários para tomar uma decisão. Embora reafirme que a vontade pessoal é a reeleição, mas ressaltou que é um militante partidário disciplinado.

INCERTEZAS – Na hipótese de Marcos Rogério optar em disputar uma vaga senatorial, o pré-candidato mais prejudicado será o ex-prefeito Jesualdo Pires (PSB), visto que ambos são do mesmo domicílio eleitoral e o deputado neste momento é mais bem conhecido no estado que o ex-prefeito. Nestas eleições, pelo menos em Rondônia, há mais incertezas em relação as candidaturas majoritárias do que em outros estados. Quem diz que é, não vai ser. Quem diz que não vai ser, poderá ser.

TITANIC – Já há quem defenda abertamente um chapão reunindo PDT, PSB, MDB, PRB, PTB, Rede, Podemos e PT, entre outras dezenas de legendas nanicas, com Daniel Pereira pilotando a candidatura a governador. É muito prematuro avaliar as probabilidades de um projeto dessa magnitude dar certo, apesar de que em política tudo é possível. O difícil será compatibilizar tanto interesse antagônico no mesmo palanque e conter a volúpia pelo poder do atual mandatário.

COMEÇO – Estreando como pré-candidato ao Senado e ex-governador, Confúcio Moura (MDB) aproveitou a estada em Cacoal e participou de um evento na condição de pré-candidato da Secretaria Estadual de Educação que ocorria no município. A lei não proíbe a visita de ninguém aos órgãos públicos, inclusive pré-candidatos, exceto quando pedem votos. A coluna não tem como afirmar que a regra tenha sido quebrada, mas não é bom começo iniciar a caminhada eleitoral em órgãos públicos. Este lembrete serve a todos!

INCÓGNITA – A filiação inesperada do ex-ministro do STF Joaquim Barbosa ao PSB despertou desconfiança nos atuais pré-candidatos a presidente da república. O que era uma incógnita eleitoral, com a pesquisa Datafolha recentemente divulgada nos principais veículos de comunicação, revela que o ex-ministro tem capilaridade eleitoral para disputar a presidência. Ainda mais com Lula fora do páreo.

APELAÇÃO – Os percentuais conferidos nesta pesquisa a Joaquim Barbosa são expressivos para quem ainda não anunciou nacionalmente que é pré-candidato. Que os concorrentes ponham as barbas de molho porque o ex-ministro tem um currículo impecável a oferecer na campanha, embora o discurso seja apelativo, oportunista e de conteúdo populista. “Quincas” vai causar furor!

FÍSICA – Como esta coluna previu há mais de um mês, a turma ligada ao ex-governador anda se desentendendo com os novos colaboradores nomeados pelo atual governador. Era previsível o choque porque a cadeira governamental não tem espaço para duas bandas anatômicas traseiras de dois mandatários. Só cabe um bumbum. A lei da física explica.

CONVOCADOS – Daniel convocou para o primeiro escalão do governo a maioria dos titulares que compunha a equipe do ex-prefeito Mauro Nazif. Para quem almeja um segundo mandato é bom ficar esperto porque foram estes colaboradores que ajudaram na derrota do ex-alcaide nas eleições da capital. Com diz o adágio: não se mexe em time que está ganhando. Embora a convocação seja uma discricionariedade do técnico.

RICHELIEU – Nos corredores das secretarias estaduais e nos corredores da Assembleia Legislativa pipocam críticas contra a forma com que um capitão da PM blinda Daniel Pereira das pessoas que querem ter acesso ao chefe do executivo. O militar recebeu a alcunha de Richelieu, o primeiro-ministro informal do governo. Ninguém fala com Pereira sem passar pela peneira do cardeal.

PESAR – É com pesar que a coluna presta homenagem ao colega jornalista e advogado Maurício Calixtro que fez a passagem para o andar de cima. Tivemos a felicidade de ser convidado por várias oportunidades para ser sabatinado pelo colega e constatamos a inteligência e a sagacidade como Maurício abordava os diversos temas, especialmente da política. O jornalismo rondoniense ficou mais modesto com a sua partida.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 10/04/2018 22:19:49

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





EMPULHAÇÃO – Vai começar a mesma empulhação em relação ao atual governador Daniel Pereira (PSB) que vinha sendo alimentada na imprensa em relação à saída do antecessor para disputar as eleições 2018. Daniel é candidatíssimo ao governo e vinha se movimentando nos bastidores nesse sentido. Conversou com vários dirigentes de partidos. Conheço vários relatos das conversas, tentando atrair força ao seu projeto de reeleição. Ainda é cedo para dizer que terá musculatura para avançar ao segundo turno, visto que não é uma liderança carismática – muito pelo contrário é sisudo e muitas das vezes grosseiro – e nunca foi muito bem nas eleições que disputou.



CANDIDATO - Dependerá do grupo político que Daniel Pereira conseguir reunir em torno desse projeto eleitoral e da habilidade para equacionar os interesses dos grupos antagônicos que atualmente gravitavam em torno do governo que acabou de renunciar. Em condições normais – caso permanecesse como vice-governador – não seria candidato ao executivo estadual e, portanto, a empulhação não teria resistido à data de hoje. Sua viabilidade eleitoral vai depender do desempenho daqui para a frente e dos concorrentes que vão se habilitar nas eleições. Embora com a máquina a possibilidade da pré-candidatura é pule de dez.



SINDICATOS – Pela formação ideológica do novo governador, os sindicatos estão em êxtase com a possibilidade de avançar nas negociações salariais já que Daniel Pereira é oriundo do movimento sindical e dirigiu pelo menos dois dos mais importantes: Sintero e Sindsef. A prova de fogo do governante será atender aos interesses dos servidores da CAERD quanto aos salários atrasados e, ao mesmo tempo, decidir o que fazer com o ato do antecessor Confúcio Moura que no último dia como governador assinou um decreto que dá início ao fim da companhia. Daniel não é (era) adepto da privatização, pelo menos enquanto respondia como dirigente sindical. Vai ser pressionado pelo Sindur a salvar a empresa, o que não é uma tarefa fácil mesmo para quem tem a formação ideológica de centro esquerda.



APOSTA – Muito se comentou nos bastidores políticos sobre a coragem do ex-governador Confúcio Moura em permanecer no MDB, para disputar uma vaga senatorial, sabendo que o senador Valdir Raupp domina a estrutura partidária e também é pré-candidato à mesma vaga. A turma do emedebê ligada ao ex-governador aposta num revés judicial do senador no STF, haja vista que há um processo concluso para ser julgado na primeira Câmara Criminal. O problema é que mesmo que seja pautado em maio até as convenções (julho) os embargos não terão sido julgados a tempo de inabilitar o senador. Os demais inquéritos sequer foram conclusos e ninguém tem previsão de quando serão enviados ao MPF para formularem as denúncias. Já a turma dos militantes do partido ligado ao ‘barba’ confidencia em reservado que não há candidatura nata ao Senado, exceto a do chefe. A melhor aposta a fazer é que as relações entre estes dois grupos vão azedar à medida que se aproximar a convenção. Os adversários agradecem. Quem viver verá!



GUISO – Já há quem cogite, nas hostes do MDB, que seja concedida a Confúcio Moura apenas uma vaga para a Câmara Baixa. Restando tão somente quem se habilite na direção do partido informá-lo da decisão antes que ele (Moura) coloque o bloco na rua visando pré-candidatura para a Câmara Alta. A avaliação é de que o momento não é propício já que o ex-governador desfruta de uma certa popularidade, mas como o tempo é senhor da razão, assim que o novo governador colocar as unhas de fora, será o momento para pôr o guiso no ex-governador.



RETORNO – A indicação de Eurípedes Miranda – ex-deputado federal e ex-candidato ao senado pelo PT – para a Casa Civil foi um acerto do novo mandatário do governo. É uma pessoa experiente, ponderada e avessa ao deslumbramento. O governador necessitará muito da expertise de Miranda para frear o clima belicoso que ele próprio criou com os principais líderes da Assembleia Legislativa. Em particular com o presidente do Legislativo.



PAPAGAIO – Embora seja um político com credenciais para almejar disputar qualquer candidatura depois que administrou Ji-Paraná, o segundo colégio eleitoral estadual, com competência, Jesualdo Pires deveria evitar o excesso de exposição ao lado do governador Daniel Pereira. Em todos os atos ou eventos públicos o ex-prefeito cola no governador feito grude. Em breve vai desbancar Lindomar Garçon da condição de papagaio de pirata. Aí vira folclore o que será uma lástima para quem foi avaliado com um excelente alcaide.



ESPÓLIO – Para quem conhece o mínimo da legislação eleitoral sabe que é dificílimo Lula conseguir levar ao fim e ao cabo a candidatura a presidente da república por estar inelegível. No último discurso, antes de se entregar ao cárcere, ele deu a pista para onde deverá emprestar seu prestígio ao dizer que a partir de agora deixou de ser um simples mortal e passou a ser uma ideia. E a ideia é emprestar o espólio lulista a um petista próximo ao ex-presidente. Haddad pode ser o ungido.



ESPARRELA - O troca troca de partidos que ocorreu até o último dia 7, pela janela casuística aberta pelo Congresso Nacional,muitos parlamentares aproveitaram para migrarem para as legendas menores na tentativa de escaparem da concorrência interna. Ocorre que nestas eleições. os filiados estão espertos e não querem servir de escada para eleger as velhas raposas e o troca troca pode ter sido uma armadilha para quem se achava esperto. Há deputado que se filou numa dessas legendas nanicas, o que afugentou outros interessados, e para alcançar o coeficiente eleitoral vai ser compelido a se coligar com seu ex-partido. Os nanicos não querem repetir a esparrela para atender os interesses dos espertalhões e, portanto, muita gente vai perder a eleição mesmo bem votado.


TEMPO - Os céus de Rondônia estão turvos para um especto político. O tempo indica nuvens carregadas...

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 04/04/2018 10:39:30

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



DEFINIÇÃO – É papo furado que o governador Confúcio Moura esteja indefinido em relação à renúncia do mandato para disputar uma vaga senatorial. Ele definiu há tempo e despista para verificar os movimentos do vice. Aliás, numa entrevista a uma emissora de televisão de Ariquemes, ainda em setembro, Moura confirmou a pré-candidatura. Mudou a estratégia depois que Daniel Pereira meteu os pés pelas mãos e sentou na cadeira antes do titular desocupar.



VOLÚPIA - Foram as movimentações do vice-governador que teriam assustado o governador. É verdade que a patuleia não consegue desvendar a cabeça de Confúcio, o que reforça a indefinição sobre a renúncia, mas o governador conseguiu desvendar a tempo a volúpia de Daniel Pereira em relação ao poder.



ALDRABA – Quanto à mudança de partido, é provável que Confúcio permaneça no MDB. Pelo menos é o que revelou a pessoa muito próxima, inclusive tentou dissuadir o prefeito de União da Vitória, Luiz Gomes, a não se desfiliar da legenda – embora o prefeito tenha decidido largar a prefeitura e o MDB para se aventurar numa candidatura a deputado estadual pelo Avante. Ao permanecer no MDB acalma os velhos companheiros de militância e põe uma aldraba no focinho do vice para conter seus movimentos bruscos.



BELICISMO – Na hipótese da eventual posse de Daniel Pereira na titularidade do Executivo Estadual no dia 08 próximo, as relações com o Poder Legislativo vão ser belicosas. Pelo menos foi o que a coluna apurou junto a um parlamentar com muita experiência na casa legislativa. Para justificar estas relações bélicas, a fonte da coluna lembra que o vice-governador carrega consigo o ranço sindicalista – onde milita por mais de vinte anos – e a vocação natural para o confronto, além de uma linguagem política populista. Não é à toa que tem dito em reservado, para quem quiser ouvir, que acaba com a greve dos professores em 24 horas após assumir o governo. E tais ingredientes na atual realidade estadual são nitroglicerina pura.



NINHO – O ex-senador Expedito Junior decidiu permanecer no ninho tucano mesmo com as pressões do ministro Gilberto Cassab para que se desfiliasse do PSDB e assinasse a ficha de filiação com o PSD. De acordo com ele, não há motivos para deixar uma legenda que ajudou a estruturar em Rondônia e que as relações com a atual presidente regional, deputada federal Mariana Carvalho, são amistosas.



PODEMOS – O deputado estadual Léo Moraes assumiu a direção do PODEMOS em Rondônia e conseguiu filiar várias lideranças municipais, o que permitirá uma boa nominata nas vagas proporcionais. O ex-vereador petista da capital, Sid Orleans, e o ex-prefeito de Pimenta Bueno, Jean Mendonça, são dois que migraram para a legenda.



COMUNISTAS – Estão bem alinhavadas as conversas entre os deputados estaduais Hermínio Coelho e Anderson Singeperon para ingressarem nas hostes do PCdoB. Quem não está contente com o ingresso dos dois deputados é a vereadora comunista da capital Elis Regina. A edil é pré-candidata a deputada estadual e não quer no PCdoB concorrer internamente com os parlamentares recém-convertidos.



IGNOROU – Os principais cardeais emedebistas não gostaram da forma pela qual o prefeito de Ariquemes deixou o partido pelo PSL – de Bolsonaro - sem aviso prévio. Ao ignorar os ‘capas-pretas’ o alcaide sinaliza que não precisa deles para gerir o quarto maior colégio eleitoral do estado. E por tabela dá de ombros aos parlamentares federais ligados ao partido.



AMBIVALÊNCIA – Não é de hoje que o Poder Legislativo estadual demonstra o soberano desprezo às questões ambientais que tanto são caras para a humanidade. Outro dia fizeram uma lei de forma atabalhoada liberando o garimpo do rio Madeira, lei derrubada liminarmente pelo Supremo Tribunal. Na semana passada de uma só vez mandou às favas um decreto governamental que criou onze áreas de preservação ambiental, embora alguns discursos relativos ao meio ambiente sejam ambivalentes quando o tema é produção de energia.

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