Resenha Política - RESENHA POLÍTICA - Notícias
« 1 2 3 (4) 5 6 7 ... 60 »
Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 11/12/2018 17:38:43

RETORNO – Depois de alguns dias curtindo férias na cidade maravilhosa (Rio de Janeiro), onde nasceu, o governador eleito Marcos Rocha se reúne com a trupe encarregada da transição para tomar ciência geral do pepino que herdará e finalizará os nomes que vão compor seu primeiro escalão. A expectativa é que anuncie os secretários no decorrer da próxima semana. Uma fonte revelou à coluna que usará as redes sociais para nominá-los, a exemplo do que fez Bolsonaro. Alguns nomes já são conhecidos, como Evandro Padovani, Fernando Máximo, Elias Rezende Oliveira. Nomes ligados à caserna também deverão aparecer na lista do primeiro escalão do governador eleito.


RESISTINDO – Uma fonte da coluna revelou que há uma pressão nos bastidores para que o governador abra espaço no governo à indicação de nomes pelos parlamentares no primeiro e segundo escalão. Rocha tem resistido, mas alguns dos seus mais próximos interlocutores têm orientado para que ceda e, por consequência, influencie na escolha do novo presidente da Assembleia Legislativa. Quem conhece os meandros do Poder Legislativo sabe que dificilmente o governador eleito consegue governar sem compor com boa parte dos deputados estaduais. Composição naquele poder significa cargos.


ENXUGAMENTO – Com as contas do estado no amarelo, embora bem melhor que várias outras unidades da federação, o coronel vai ser obrigado a enxugar a máquina para manter as finanças sob controle. Ao cortas despesas correntes, necessariamente muitos cargos comissionados terão que ser extintos já que o discurso fulcral do PSL, partido que elegeu Marcos Rocha, é a diminuição da máquina estatal: estado mínimo. Contudo, do ponto de vista histórico, os militares brasileiros sempre foram adeptos ao modelo de um estado mais obeso, forte. Pela volúpia com que estão retornando ao poder político, os sinais são de que poucos mudaram de posição. A ver!


BOQUIRROTO – A fixação do presidente eleito Jair Bolsonaro em seguir a política externa estadunidense em relação ao Oriente Médio pode provocar prejuízos comerciais ao Brasil incomensuráveis, em particular às exportações de carne bovina em Rondônia. A Liga Árabe alertou a Bolsonaro, em carta, que a transferência da embaixada do Brasil em Israel para Jerusalém pode prejudicar as relações com os países árabes, conforme agência Reuters. Tudo o que os membros do agronegócio rondoniense não precisam, visto que foram os principais cabos eleitorais do militar em Rondônia. Toda vez que Bolsonaro improvisa em política exterior cria o maior quiproquó.


SIM – Dependerá da Câmara Municipal dos Vereadores a solução para a manutenção dos transportes coletivos em Porto Velho. Está nas mãos dos edis um minucioso diagnóstico de mobilidade urbana da capital, patrocinado pelo SIM, que detalha amiúde os gargalos que inviabilizaram todo o sistema nos últimos anos e apresenta as saídas para que o usuário não seja o único prejudicado. Sim, o serviço oferecido não é uma maravilha, mas pode ficar terrível para a população de baixa renda caso nada seja feito de imediato. Com a palavra senhores vereadores, sem demagogia!


RECONHECEU – Em entrevista numa rádio em Candeias o prefeito da capital Hildon Chaves reconheceu que o sistema de transportes coletivos funciona precariamente e alertou que pode paralisar a qualquer momento caso nada seja feito imediatamente. A empresa que explora o setor já ingressou na justiça para que a empresa deixe de prestar os serviços em decorrência dos prejuízos acumulados. Da forma como está concebido o sistema não há como operar por ser deficitário. A licitação que está em andamento tem tudo para dar deserta.


SINAL - São fortes os indícios de barulho que podem ocorrer na Secretaria Municipal de Trânsito da capital. Outro dia fizeram uma busca e apreensão e a análise do material pode revelar mais do que se sabe. Também podem ser apenas boatos maledicentes do que se ouve pelo entorno, mas na dúvida é melhor o alcaide ligar o sinal amarelo.


RECONDUÇÃO – O desembargador Alexandre Miguel foi reconduzido à presidência da Associação dos Magistrados de Rondônia, no último final de semana, por 98,6% dos associados. Com foco primordialmente na defesa das prerrogativas, o magistrado terá uma enorme missão nesse biênio 2019/2020, principalmente quando há na opinião pública críticas em relação aos penduricalhos nos holerites das vossas excelências. Miguel, além de um magistrado da maior grandeza intelectual, é uma pessoa da melhor qualidade pessoal. A magistratura está bem representada.


ACUSADO – Ao ser perguntado pelos jornalistas sobre as movimentações atípicas de um assessor do futuro senador Eduardo Bolsonaro – sobrenome dispensa indicar o nome do pai – Sérgio Moro, futuro ministro da Justiça, optou por evasivas. A estreia do ex-juiz da lava jato no mundo da política sinaliza que o justiceiro global não terá vida fácil.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 21/11/2018 17:30:05

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

DISPUTA – Embora os deputados estaduais eleitos tomem posse somente em fevereiro com uma formação diferente da atual, nos bastidores os nomes dos deputados Laerte Gomes (PSDB) e José Clemente (MDB), conhecido pelo epíteto de Lebrão, são especulados para disputar a presidência do legislativo estadual. O primeiro tem reunido um número razoável de parlamentares em torno do seu projeto, mas ainda insuficiente para estufar o peito e garantir a vitória. O segundo, igualmente hábil nos bastidores como o primeiro, é o preferido do governador eleito Marcos Rocha e não tem hesitado em usar o prestígio do coronel para empinar sua pretensão. Quem também alimenta a possibilidade de entrar na briga é o deputado estadual Jean Oliveira (MDB), rebento do ex-presidente Carlão de Oliveira – figura que dispensa comentários. Na medida que a posse se aproxima os bastidores fervilham. Como nem sempre o favorito para este cargo é o vencedor, nomes que sequer são especulados no momento podem surgir com força total.


PAPAGAIO – O presidente do Superior Tribunal de Justiça João Otávio de Noronha provocou o maior quiproquó ao declarar que o aumento de 16,35%, concedido ao Judiciário pelo Congresso Nacional, não é vinculante. De acordo com o ministro, apenas os ministros dos Tribunais Superiores têm direito ao reajuste automático e, o efeito vinculante, é uma “papagaiada”. Ao inovar sobre esta matéria a pergunta que emerge da papagaiada é se o princípio da isonomia virou uma piada de papagaio. O aumento depende ainda da sanção presidencial para vigorar: seja tão somente para o andar de cima, seja para todos os andares da Casa Grande.


IDEOLOGIZANDO – Enquanto as autoridades políticas brasileiras travam uma briga ideológica com as autoridades cubanas em relação ao projeto “Mais Médicos”, as pessoas mais humildes que necessitam do atendimento preventivo e curativo nos cafundós do país ficam sem médicos. Não será uma tarefa fácil para o Ministério da Saúde preencher as oito mil e quinhentas vagas abertas pelos profissionais caribenhos com a rapidez que o dissenso se impôs após as desavenças ideológicas entre as autoridades cubanas e o futuro presidente do Brasil. Os médicos brasileiros sempre criticaram o programa, com a ruptura é hora de os profissionais brasileiros trocar as críticas por ações práticas e assumirem os postos nos cafundós do país. Nas UPAS, a maioria localizada nas periferias das grandes cidades, o atendimento dos médicos brasileiros é bem conhecido.


CARREIRA – As associações médicas cobram dos governos a valorização profissional com a transformação em carreira de Estado. As representações médicas têm suas razões, visto que é uma profissão diferenciada e que trata diretamente de vidas. Transformar o profissional da medicina concursado em carreira de Estado, conforme proposta de Emenda Constitucional que tramita no Senado Federal (PEC 140/2015), seria uma excelente saída porque o Brasil ainda sofre com uma grande desigualdade na distribuição de médicos entre regiões, estados, capitais e municípios do interior. E o principal fator é porque não existe uma carreira de médico de Estado no Brasil, que permita ao profissional se deslocar para regiões mais afastadas com suas famílias.


INCOMPATIBILIDADE - Na hipótese da adoção desta proposta da PEC 140, indispensável que nela conste a vedação pra que esses médicos não atuem concomitantemente na inciativa privada. Hoje, vários médicos que deveriam estar nas unidades públicas optam por substitutos nos seus respectivos plantões para se dedicarem as clinicas privadas. Um problema que os governantes não conseguem resolver em razão do forte corporativismo que estes profissionais possuem. Embora não seja uma regra, mas em geral no Brasil a profissão médica é vista como um nicho de ascensão social e uma escolha segura para uma conta bancária polpuda.


DISPARIDADE - Não é por outra razão que uma mensalidade numa Faculdade de Medicina ultrapassa as cifras de sete salários mínimos o que reserva as vagas aos filhos dos abastados. Nas universidades federais esta regra não é muito diferente porque aluno oriundo da rede pública de ensino dificilmente consegue uma vaga no curso ao disputar com aquele (aluno) da rede privada do ensino médio. A disparidade é abissal.


OPERAÇÃO – Há dois meses já havia um burburinho em torno de supostos malfeitos no âmbito da administração municipal de Ji-Paraná. Nos meios políticos não foram surpreendidos com a operação policial desencadeada a partir de relatórios técnicos produzidos pelo Tribunal de Contas da União que subsidia a investigação policial. Todos os fatos ainda não são conhecidos publicamente, no entanto, os burburinhos ouvidos meses atrás dão uma dimensão do alcance que esta operação pode desvendar.


OAB – A seccional da OAB de Rondônia elegeu pra o próximo triênio do advogado trabalhista Elton Assis, como seu novo presidente. O novo presidente da OAB-RO é um profissional de bom trato e tem como principal característica o diálogo. Os destinos da seccional estão em boas mãos e tem tudo para retomar o protagonismo político que a entidade perdeu nos últimos anos.

PERDA – Foi uma perda enorme para a Polícia Militar de Rondônia e para os amigos o falecimento da coronel Maltez. Era uma pessoa afável e de uma verve contagiante. A passagem de Maltez para o andar de cima deixa uma lacuna imensa aqui no andar de baixo. Todas as homenagens feitas são merecedoras.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 13/11/2018 19:15:05

Resenha Política

Robson Oliveira

CAPILARIDADE – Ninguém que tenha votado em Bolsonaro pode se queixar de eventuais perdas nos direitos sociais que o futuro presidente está preparando em forma de projeto de lei para ser encaminhado ao Congresso Nacional, em fevereiro do ano que entra. Durante toda a campanha Bolsonaro avisou que ia mexer em áreas controvertidas que provocam debates acalorados, a exemplo da Previdência Social, meio ambiente e direitos trabalhistas.

LONGEVIDADE - A capilaridade política do presidente é alta e mudanças normativas antes impensáveis pelos governos anteriores possuem hoje apoio da maioria dos eleitores do capitão. A ordem que emanar ao novo Congresso dificilmente deixará de ser cumprida. A dúvida é saber até quando esta capilaridade resistirá às queixas eleitorais. Durante o lançamento da autobiografia lançada ontem, em São Paulo, Zé Dirceu (ex-presidente do PT) previu longevidade na popularidade do futuro presidente.

FALÊNCIA – Os caciques dos principais partidos perceberam que o resultado das urnas decretou em geral a falência dos partidos políticos, em particular a descrença nos velhos caciques. Em 1982, quando Fernando Collor surgiu como a salvação nacional, ancorado por um obscuro PRN, o sistema político nacional emitia sinais de concordata. Em 2018, após as turbulências econômicas e os escândalos nacionalmente conhecidos, a falência resultou consumada. Os novos personagens catapultados pelas urnas como novos comandantes não terão espaço para vacilo. Do contrário, retornarão das tumbas o velho sistema o que confirmará a tese dos partidários da tragédia anunciada.

EGOS – Podemos até questionar se Sérgio Moro fez a coisa certa ao aceitar o cargo de Ministro da Justiça sem antes requerer a exoneração da magistratura. Mas Jair Bolsonaro deu um tiro certeiro no coração petista ao conseguir atrair para o seu primeiro escalão o mais famoso magistrado do país que mandou aos cárceres Lula, maior liderança política de esquerda da América Latina. O gesto de Bolsonaro com o convite tem um significado enorme para os seus eleitores, assim como um sinal de alerta aos aliados que ficarão sob a vigilância do implacável ministro. Moro é uma solução para as promessas feitas por Bolsonaro contra os malfeitos, mas pode ser um problema em relação ao ego superlativo que ambos ostentam. A ver!

EXPECTATIVA – Já o futuro governador de Rondônia, Coronel Marcos Braga, estuda amiúde os nomes que vão compor o primeiro escalão. Ele tem dito aos interlocutores que prefere um perfil técnico e nomes que não sejam carimbados na política estadual. Embora ainda desconhecido da maioria do mundo político, o novo governador saiu das urnas forte o suficiente para impor o colaborador que convier. Nunca antes no estado alguém obteve nas urnas uma votação tão expressiva para governar o estado. O eleitor rondoniense lhe confiou um cheque em branco e caberá a ele corresponder com as expectativas. Deve a vitória tão somente ao eleitor. Não há outra alternativa aos adversários senão se curvar à vontade popular e torcer para que dê certo.

INGENUIDADE – Não sei se foi por inexperiência ou ingenuidade ao declarar que o projeto político inicial era disputar uma vaga na Câmara Federal e não o Governo, o coronel Marcos Rocha, ao que parece, está feito cego em tiroteio com o tamanho da máquina governamental e não tem conseguido montar a equipe para auxiliá-lo na complexa missão de administrar um estado com as peculiaridades de Rondônia. Os dois nomes que especulam para a Sefin, membros do governo que conclui o ciclo, são pessoas de carreira. Profissionais de Estado e capacitados para a pasta. Não erra caso opte por um deles, independente dos rótulos emedebistas ou das críticas que por ventura ocorrerem.

BOQUINHA – Embora a coluna não possa confirmar categoricamente, mas uma fonte privilegiada relatou que o deputado estadual Maurão de Carvalho (MDB), derrotado ainda no primeiro turno das eleições estaduais, estaria se escalando para assumir o Departamento de Estradas e Rodagens do futuro governo. Abordado sobre o assunto, segundo a mesma fonte, o coronel não teria sido convencido ainda a ceder a boca para o ex-adversário.

DIFICULDADES – Marcos Rocha receberá um estado com vários problemas de ordem econômica para serem resolvidos a curto prazo. Não pensem os eleitores que o novo mandatário será capaz de solucionar tudo num passo de mágica, o que exigirá um tempo para que ele coloque a casa em ordem. Uma coisa é certa: receberá uma administração mesmo desarrumada da que recebeu Daniel Pereira. O atual governador não hesitou em enfrentar problemas econômicos crônicos que dificilmente teriam sido enfrentados com tanta competência por outro governante. Ao coronel caberá indicar comandados capazes de manter o estado nos trilhos, apesar das enormes dificuldades que lhe aguardam.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 11/09/2018 23:39:23

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



PESQUISA – Toda divulgação de pesquisa de opinião que mensura o desempenho dos candidatos é um suplício para quem verifica que seu candidato não está bem avaliado. A primeira reação é desqualificar os percentuais e o instituto, embora todos, literalmente todos raivosos, não dispenseM a leitura dos números e a torcida para que na pesquisa seguinte o candidato em que se engaja na campanha reaja positivamente. Quando sobe, a pesquisa está certa. Quando patina, é manipulada. O problema é que pesquisa não muda em nada a opinião do eleitor e reflete apenas a realidade daquele momento em que são colhidos os dados. Mas o suplício é geral.



ACHISMO – Campanha eleitoral não tem espaço para improvisações nem achismos. Hoje as candidaturas de ponta monitoram o humor do eleitor para redirecionar os programas eleitorais e as respectivas peças publicitárias. Todo candidato que possui os dados corretos do que está ocorrendo na campanha erra menos. Numa eleição atípica e desapaixonada (exceto a dos engajados) pela maioria dos eleitores, a vitória fica mais perto de quem erra menos. O eleitor não é bobo e na hora de escolher sabe distinguir entre os concorrentes quem está pronto para governar. Bobo é quem acha de forma contrária.



DESCONEXÃO – Meses atrás em que as principais manchetes dos noticiários eram tomadas pelas notícias policiais que ruíram as principais estruturas partidárias do país e desvendaram os malfeitos das lideranças dos partidos, havia uma lógica teórica em intuir que o eleitor iria fazer uma varredura no Congresso Nacional com a eleição de pessoas diferentes das velhas raposas regionais. Os números divulgados nacionalmente têm surpreendido os analistas e indicam o retorno dos caciques ou dos próprios filhos com um Congresso Nacional tão conservador e desconexo com os anseios populares quanto o atual.



OUTSIDER - Nos governos estaduais também não há muitas novidades e as disputas estão circunscritas em nomes conhecidos dos eleitores. Não surgiu um outsider, a exemplo das eleições municipais, que despertasse o interesse do eleitor incrédulo. Como todos falam as mesmas coisas, o eleitor observa desconfiado, tende a evitar escolher uma aventura e termina se rendendo ao velho discurso.



FACADA – Mesmo com o ambiente beligerante que invadiu as mídias sociais a partir da polarização entre os partidários de Jair Bolsonaro (PSL) e os petistas, numa democracia plena todos deveriam por obrigação repudiar atos de violência como o que culminou com a facada no candidato do PSL. Depois do reprovável episódio esperava-se que os ânimos arrefecessem, mas o que testemunhamos é um clima de tensão e provocação mútuas. Bolsonaro, mesmo moribundo num leito hospitalar, divulga uma foto com pantomimas indicando sacar uma arma. É uma conduta igualmente reprovável.



SURPRESA – A candidata da Rede Sustentabilidade Marina Silva foi ultrapassada pelo candidato do PDT Ciro Gomes, segundo pesquisa divulgada anteontem pelo DATAFOLHA. Alguns analistas políticos ficaram surpresos, mas verificando as duas últimas campanhas nacionais em que a candidata da Rede chegou a liderar as pesquisas não há nenhuma surpresa já que Marina larga bem e perde fôlego na medida que os demais candidatos vão sendo conhecidos. A forma de fragilidade com que os marqueteiros expõem a candidata tem sido um erro que a cada quatro anos voltam a cometer.



REGISTRO – Era previsível que o Tribunal Regional Eleitoral de Rondônia negasse o registro da candidatura de Acir Gurgacz (PDT) ao Governo de Rondônia. O que não era previsível era o tribunal retirar imediatamente toda a propaganda do candidato já que houve recurso contra a decisão e o instrumento manejado pela defesa do pedetista tem força de efeito suspensivo. Este caráter instrumental dos efeitos foi a razão pela qual a decisão não foi unânime, visto que a jurisprudência majoritária no Tribunal Superior Eleitoral é nesse sentido. A decisão de afastar o candidato da TV e Rádio é um prejuízo enorme à campanha, mas as consequências da decisão somente a próxima pesquisa estadual será capaz de mensurar.


PRECEDENTE - Uma decisão proferida pelo Tribunal Superior Eleitoral, nesta terça-feira (11), num caso análogo ao de Acir Gurgacz, onde uma candidata a deputada estadual que teve o registro impugnado pelo corte rondoniense retornou à campanha, abriu o precedente para que o pedetista consiga o mesmo tratamento e mantenha seguindo a campanha naturalmente até que o mérito do processo seja definitivamente julgado. O precedente é o gás que Acir precisava para conter o ímpeto dos palacianos que sonhavam com a substituição imediata.



MANTRA – Há um mantra repetido desde as convenções por palacianos e militantes do PSB para substituir Acir Gurgacz por Daniel Pereira ou Jesualdo Pires. Um mantra que tende a aumenta até o dia 17, data fatal para substituições de candidatos. O fogo amigo tem causado tanto estrago quanto a decisão do TRE. Dizem que o pedetista não anda de bom humor com os dois neossocialista e tem reagido com rispidez ao mantra.

Resenha Política : RESENHA POLÍTICA
Enviado por alexandre em 05/09/2018 00:58:01



Resenha política

Robson Oliveira



IBOPE – Nas próximas horas o Ibope deverá divulgar a primeira pesquisa de intenção de voto sem o nome do ex-presidente Lula entre os candidatos a presidente, depois que o Tribunal Superior Eleitoral cassou todas as possibilidades da candidatura do petista.




SUBSTITUIÇÃO - Embora o PT mantenha Lula em seus programas destinados aos candidatos, é consenso entre os petistas que está chegando a hora do PT e PCdoB formalizarem o nome de Fernando Haddad em substituição a Lula. O prazo final é dia 11 (data em que as torres gêmeas foram abatidas), conforme decisão do TSE.




TÁTICA – Enquanto não anuncia a mudança de candidato, o PT vai usar o quanto puder a imagem do ex-presidente como vítima de uma armação, enquanto os adversários patinam nas próprias pernas. Esta primeira pesquisa é muito aguardada para verificarmos para onde vão os eleitores de Lula. Embora seja cedo para uma avaliação mais acertada já que a tática petista em vitimizar Lula tem dado certo.




FORÇA – Há seis meses ninguém acreditaria que o PT chegaria nas eleições nacionais com a força que ostenta em cada pesquisa divulgada. Em três estados (Ceará, Piauí e Bahia), por exemplo, caminha para resolver as eleições no primeiro turno. Em outros três estados está coligado e coloca em primeiro lugar o candidato a governador (Maranhão, Alagoas e Acre). Pelos números apurados até agora dificilmente deixe de estar no segundo turno das eleições presidenciais. Mesmo os mais beligerantes sabem a força que o petismo emergiu das sombras. E não é bom negócio subestimar.




SENADO – Todos os prognósticos anteriores feitos pelos observadores políticos em Brasília (basta uma rápida pesquisa no Google) indicavam que a bancada petista no Senado iria sucumbir nas urnas. Não é o que as pesquisas estão indicando pelo país afora. É cedo para algum partido cantar vitória, visto que política muda que nem nuvem, mas é fato incontroverso que o PT elegerá uma bancada senatorial bem maior do que esperava. Assim como na Câmara Federal. Esta é uma campanha atípica que está provocando muito debate entre os cientistas políticos que, invariavelmente, erram mais do que acertam em seus prognósticos.


IMPUGNADOS - O Tribunal Regional Eleitoral começa a julgar os registros dos candidatos com pedido de impugnações. Alguns vão conseguir escapar, mas a situação do deputado federal Nilton Capixaba (PTB) é uma das mais complicadas. Além da impugnação, é possível que a qualquer momento o parlamentar tenha que iniciar o cumprimento da pena de condenação imposta pelo STF, visto que seus embargos já foram denegados. Capixaba insiste na candidatura, embora todos saibam antecipadamente que não se sustenta pela lei da ficha limpa.



TORCIDAS - Quanto a candidatura a governador de Acir Gurgacz (PDT), também suscitada, mesmo que na hipótese de que seja impugnada, deverá permanecer na campanha, bastando que interponha os recursos devidos já que possuem efeitos suspensivos. Ao contrário do que falam por ai, não precisará buscar uma liminar para continuar pedindo votos. A torcida para que ele desista é enorme nas imediações do Palácio Rio Madeira. O calendário eleitoral é muito curto e eventuais substituições tem data de validade. Para desespero das "danielitas".

« 1 2 3 (4) 5 6 7 ... 60 »