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Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 25/07/2018 00:23:32

Governador Daniel Pereira (PSB)

MEMES - Embora o governador Daniel Pereira (PSB) declare reiteradamente e publicamente que não é candidato à reeleição e que apoia a pré-candidatura de Acir Gurgacz (PDT), sindicalistas, simpatizantes e auxiliares da administração estadual estão travando uma guerra de guerrilha nas mídias sociais para desgastar o pré-candidato pedetista na esperança de que desista e seja substituído por um nome do PSB: seja Daniel Pereira, seja Jesualdo Pires. Os memes que esses setores espalham terminam ajudando os adversários à medida que o tempo passa e a possibilidade da substituição fica mais distante.

RESERVA – Daniel também declarou que poderá rever a decisão de não disputar a reeleição na hipótese de Acir não conseguir o registro da candidatura devido à condenação que recentemente sofreu no Supremo Tribunal Federal. O tempo tem conspirado contra o governador e o 'time' em substituir Acir está passando. Ao perceberem esse 'time', neossocialistas decidiram inflar o nome de Jesualdo Pires como o favorito ao posto numa eventualidade. Satisfeito na condição de reserva ao cargo governamental, o ex-prefeito de Ji-Paraná, mesmo anunciando a postulação ao Senado Federal, torce para que seja ele o substituto de Acir. A postura assumida por Pires é um estimulante ao fogo amigo.

CONVENÇÃO – Todas as atenções estarão voltadas para a convenção do MDB que acontece no próximo sábado, a partir das nove horas, na sede do Diretório Regional do partido, na capital. Ao invés da comilança servida aos convencionais e organizada pela agremiação na convenção realizada em 2014, que homologou a candidatura à reeleição ao governo de Confúcio Moura, esta convenção de 2018 tende a servir em seu menu principal a cabeça do ex-governador. Razão pela qual a candidatura a governador que deveria ser o principal atrativo do regabofe virou uma simples sobremesa.

BIRUTA – As idas e voltas dos pepebistas têm provocado mais desgaste aos pedetistas do que as incertezas envolvendo o registro da candidatura que o partido promete homologar. Enquanto Carlos Magno aos prantos faz juras de amor aos correligionários de Acir Gurgacz, o mandatário real do PP, Ivo Ksol, desce a lenha. A direção da legenda malufista parece biruta de aeroporto que muda de lugar à medida que os ventos sopram em sentido contrário. Até o dia 5, final do prazo para as convenções, essa birutice vai render muito o que falar. É tempo necessário para a candidatura senatorial de Carlos Magno explodir no ar.

IPERON – Não são boas as expectativas futuras para os pensionistas do Instituto de Previdência de Rondônia. Um estudo técnico bem elaborado pelos técnicos do Tribunal de Contas do Estado concluiu que provavelmente em menos de cinco anos o instituto estará com o caixa no vermelho para honrar com a pensão de quem trabalhou uma vida inteira no crescimento estadual. A má gestão, investimentos perdulários, sonegação e o envelhecimento dos quadros de funcionários da ativa são responsáveis pelo futuro incerto. Mas o principal problema reside na falta de uma política governamental correta que evite o estrangulamento do órgão.

EVENTO – O TCE organizará um encontro entre os candidatos a governador no próximo dia 3, às nove horas, para que seja tornada pública a real situação do estado. A iniciativa do presidente Edilson Silva, que é inovadora, tem como finalidade dar transparência do quadro estadual e subsidiar todos os candidatos com os dados concretos da economia, arrecadação, endividamento e governança da máquina estadual. Além de fornecer elementos sem manipulações para os planos de governo nas áreas de saúde, educação, segurança, meio ambiente, entre outras. Ao tornar públicas as entranhas do governo, o TCE também educa a população a escolher entre as propostas em disputa qual delas reflete a realidade e quais apontam saídas concretas para os gargalos existentes.

EVENTO II – Junto com o TCE, o Tribunal Regional Eleitoral vai participar do evento de forma preventiva, esclarecendo aos candidatos as vedações da legislação em relação à campanha eleitoral. E requererá a cada presente o apoio para combater as 'fake news' que, aliás, já infestam as redes sociais nesse período pré-eleitoral. A iniciativa é vanguardista uma vez que os órgãos de controle rompem o clausuro que sempre estiveram para colaborar na transparência das eleições e colocar à disposição dos eleitores subsídios realísticos que possam cotejar com as propostas dos candidatos na hora de votar. O presidente do TCE, com este gesto, também traz à luz o resultado de um trabalho técnico criterioso do seu corpo funcional que nem sempre é conhecido pelo contribuinte e mostra que não é uma corte de faz de contas. Bem diferente de outrora.

EFEITO ORLOFF – Verificando o que publicou Confúcio Moura em seu inesquecível BLOG (03/02/2011), nos primeiros dias de governo, ao queixar-se da dívida deixada, escreveu: “Infelizmente recebi despesas para pagar e sem o dinheiro em caixa. Os dados estão na Secretaria da Fazenda à disposição de quem quiser conhecer. O maior débito está na Saúde, cerca de 66 milhões de reais. Saldo deixado na conta da saúde de apenas 2 milhões. Dívida global passa de 170 milhões. Vejam que é muito dinheiro. Recurso global deixado em conta em torno de 22 milhões de reais, para todas as secretarias. Os senhores podem ver o tamanho do déficit. Claro que as dívidas processadas e fundadas terão que ser pagas. As outras que não tiverem processos formais concluídos deverão ser auditadas e depois julgadas. Mas todos os processos deverão ser remetidos ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público para conhecimento, porque não tenho condições de assumir pra mim imensa responsabilidade”. Ao entregar o governo a Daniel Pereira, vice-governador, a fama de administrador austero de Confúcio Moura, durou apenas dois meses depois para que a população rondoniense tomou conhecimento de que o tesouro estadual está com a tulha quase vazia. Semelhante a situação deixada pelo antecessor. O TCE promete esquadrinhar o déficit atual e revelar aos pretensos candidatos a sucessão estadual para que depois não justifiquem que não sabiam do tamanho do problema a ser herdado em 2019.

REBOTALHO – Apesar de reconhecer que o explosivo Jair Bolsonaro aparece momentaneamente em primeiro lugar nas pesquisas de intenção de voto divulgadas na mídia nacional, quem acompanha os bastidores das eleições pode intuir que esses percentuais não se sustentarão quando o jogo começar para valer. Os motivos são fartos, mas fiquemos em três deles: o primeiro reside na falta de uma estrutura partidária consistente que dê lastro ao candidato ao visitar os estados; segundo, igualmente importante, o ex-militar alcançou o estrelato político sendo a antítese do lulismo, mas não terá como manter o mesmo discurso de ódio numa campanha eleitoral sem Lula e sem um programa de governo com o mínimo – em se tratando de Bolsonaro não é possível exigir algo inteligente – de lógica administrativa. Terceiro, nos debates será prenda fácil já que recorre a explicações pueris para perguntas que exigem do candidato profundidade e intelecto aguçado. É um candidato do rebotalho, embora seus seguidores, intolerantes tanto quanto ele, vão demonizar este cabeça chata. Espero sobreviver aos tiros (risos).

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 17/07/2018 16:50:42

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA





INSULTOS – Ex-colaboradores na administração de Confúcio Moura foram às redes sociais para protestar depois que viralizaram os áudios do ex-governador insultando o senador Valdir Raupp e o presidente do MDB, Tomás Correia, por supostamente orientarem os convencionais do partido a escolher apenas um candidato ao Senado e barrar a pretensão do ex-governador em disputar pelo MDB uma das vagas ao senado.



TRAQUE - Os vazamentos dos áudios teriam sido premeditadamente combinados entre o ex-governador e uma secretária de educação de um município da região da Mata, conforme apurou a coluna, no intuito de provocar reações tão fortes que garantissem os votos na convenção do partido que Confúcio Moura necessita para compor a chapa majoritária do MDB. A repercussão foi enorme entre emedebistas e militantes engajados nas pré-campanhas, mas os insultos foram tão acerbos para quem ostenta uma caricatura de monge que ecoaram de forma negativa e provocaram efeitos menos estrondosos do que o esperado pelo ex-governador.



SOLIDARIEDADE – Não houve um único deputado federal, estadual, prefeito ou vereador do MDB que viesse a público se compadecer com os impropérios ditos por Confúcio Moura contra seus supostos traidores. Sequer aqueles alcaides de outros partidos que nas eleições passadas optaram em apoiar o então governador. E a razão é simples: quando governador, Moura reiteradamente relatava em seu BLOG queixas em relação aos pedidos de emprego feitos por correligionários e passava pito em cada aliado que insistisse com os pedidos. Nas redes sociais as poucas solidariedades partiram dos ex-colaboradores e de quem não é convencional no MDB.



TRAIÇÃO – Enquanto Moura diz que foi traído pela cúpula do MDB que havia prometido a vaga senatorial, internamente convencionais lembram que o mesmo Confúcio que agora cobra lealdade, é o mesmo que conspira contra Maurão de Carvalho, candidato pré-lançado pelo MDB à sucessão estadual. Confúcio nunca escondeu a preferência por um candidato a governador com perfil totalmente diferente do Maurão. Aliás, em entrevista recente, Maurão também se queixou da traição de Moura em não declarar apoio ao candidato do partido.



LOROTA – Como não existem candidaturas natas, é natural que os partidos, na medida que se aproximam as convenções, refaçam as contas para projetar as perspectivas eleitorais. O MDB percebeu que a entrada em cena da pré-candidatura de Marcos Rogério (DEM) ao Senado Federal diminuiria as chances de uma única legenda eleger os dois senadores, razão pela qual, candidato à reeleição, Valdir Raupp passou a ter a preferência dos convencionais. É lorota dizer que haja uma revolta generalizada no MDB, caso houvesse, os convencionais teriam declarado apoio a Confúcio e não ao Raupp. Portanto, a suposta traição a Confúcio Moura seria especialmente dos convencionais: esses sim, responsáveis por escolher os candidatos do MDB. A lorota tem tão somente o fim de provocar constrangimento à cúpula emedebista.



RECIPROCIDADE – Quando lançou a candidatura a governador ainda em 2010, Confúcio Moura foi obrigado a disputar as prévias do PMDB contra Suely Aragão, ex-prefeita de Cacoal. Na época o ex-governador se queixou muito da oposição interna da ex-prefeita e pediu ajuda exatamente ao Raupp para que garantisse a maioria dos convencionais em seu favor. Pelos menos duas vezes Moura chegou a pensar em desistir da disputa e não o fez por contar com a reciprocidade do apoio do senador. O mesmo que hoje ele chama de malfeitor.



INCENDIÁRIOS – Não há como desconhecer que Moura possui capilaridade para disputar uma vaga senatorial com chances reais de sucesso. Mas uma campanha tem começo, meio e fim e duas candidaturas em pé de guerra no mesmo palanque é a fórmula certeira denominada de “abraço de afogados”. Os pré-candidatos ao mesmo cargo adorariam concorrer com um palanque nestas condições adversas e por este motivo Moura tem recebido apoio mais dos adversários do MDB do que dos convencionais do partido. Todos querem ver o circo pegando fogo. E Raupp ao perceber as labaredas atua nas coxias para evitar virar cinzas já que seus detratores fazem campanha nas mídias sociais pela sua cremação.



CONSPIRAÇÃO – Em conversa com a coluna o senador Acir Gurgacz (PDT) garantiu que mantém a pré-candidatura ao Governo de Rondônia e informou que discorda de quem o julga inelegível. Acir lamentou a postura do chefe da Casa Civil do Governo, Eurípedes Miranda, que, segundo o senador, tenta desconstruir sua candidatura e força a barra para que o governador Daniel Pereira seja seu substituto nas eleições. A conspiração de Miranda, para Acir, é um ato isolado já que o governador tem reiterado o apoio a sua postulação.



ANÚNCIO - Com a presença do ex-governador de São Paulo, o PSDB rondoniense, o DEM e o PSD vão anunciar no próximo sábado, em Ji-Paraná, os nomes dos pré-candidatos a governador, senador, deputados federais e estaduais. É um evento que começa a definir o cenário dos grupos políticos que vão se enfrenta em outubro. Aliás, esta coluna, meses atrás, previu tal cenário. Embora nem todos tenham concordado.



LUTO – Embora este colunista não fosse eleitor de nenhum dos dois políticos que recentemente faleceram, Chagas Neto e Moreira Mendes, foram parlamentares federais, cada um a seu tempo, de maior grandeza ao defender seus postulados no Congresso Nacional. Eram duas pessoas afáveis e de refinado trato mesmo com quem divergiam. Rondônia fica mais pobre na seara política com a passagem de ambos. Esta coluna lamenta e compartilha do luto.

Resenha Política : MICO – R$ 200 milhões que irão virar tema na campanha
Enviado por alexandre em 11/07/2018 00:38:50

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA

PODEMOS – O deputado Léo Moraes, atualmente uma das maiores lideranças da capital, reuniu no sábado passado os filiados e demonstrou o poderio da nominata que a legenda reuniu para enfrentar as eleições de outubro. O auditório do Colégio Objetivo ficou pequeno para acomodar o número enorme de militantes e apoiadores de Léo Moraes que é pré-candidato a deputado federal.

PRESTÍGIO – Os principais dirigentes políticos do estado compareceram a encontro do PODEMOS para prestigiar sua principal liderança. Quem participou do evento verificou as mais diferentes correntes políticas representadas pelos seus respectivos dirigentes.

PRESTÍGIO II - A presença dessas lideranças, inclusive aquelas que deverão estar em palanques diferentes do Leo, revela um prestígio pessoal do deputado e dá um exemplo de civilidade numa época permeada com tanta incompreensão e intolerância. Não houve nenhum compromisso em relação a candidaturas majoritárias nem alianças, sequer o tema foi mencionado. Foi uma festa para exaltar a militância partidária e reforçar a força política que o partido conquistou. O deputado estadual é hoje o sonho de apoio de qualquer partido e é natural que seja tão festejado pelas mais variadas correntes ideológicas, o que não significa alinhamento automático aos visitantes. Pelo evento passaram dirigentes da Rede, PSDB, MDB, PDT, PT, PCdoB, PSB, entre outros.

REVELAÇÃO – No evento do PODEMOS o tucano Expedito Junior não confirmou que é pré-candidato a governador – nem desmentiu as especulações – mas revelou na presença de todos os dirigentes dos partidos que vem mantendo conversações com o PDT de Acir Gurgacz, PSB de Daniel Pereira e com setores do MDB de Maurão, com o DEM de Marcos Rogério e com o PP de Cassol. Excluiu apenas o PT pelas razões óbvias, embora tenha elogiado a pessoa do jornalista Dom Paulo Benito, pré-candidato do partido lulista.

ANÚNCIO – Junior tem dito em reserva que somente anuncia o cargo que disputará no final do mês e não adiantará as pressões para que antecipe esse anúncio. Tem avisado também que sua decisão vai ser tomada em grupo, mas vai avaliar com calma todo cenário e os dados que está coletando antes de bater o martelo. Embora seus seguidores achem que esta é a vez dele.

BORDÃO – Alguns sindicalistas e colaboradores dos diversos escalões do governo organizaram uma reunião em um hotel da capital para pressionar que o governador Daniel Pereira (PSB) assumisse a candidatura a pré-governador, visto que tem reiterado publicamente que não é candidato e que apoia o senador Acir Gurgacz do PDT. Os esforços dos sindicalistas, a maioria do Sintero e ligados ao Partido dos Trabalhadores, foram inúteis e Daniel repetiu o mesmo bordão de que empenhou a palavra de apoio a pré-candidatura de Acir. Voltou também a sinalizar que está confortável com a posição de “plano B” das esquerdas na hipótese do pedetista não conseguir registrar a candidatura, embora o tempo conspire contra esta hipótese.

RECICLADO - Não é novidade para ninguém do mundo político que os sindicalistas torcem para que Acir Gurgacz desista em favor do socialista Daniel Pereira, haja vista ser ele (Pereira) um quadro oriundo do Sintero e ex-deputado do PT. O que foi novidade no encontro majoritariamente de expoentes da esquerda foi a presença bem festejada do deputado federal Nilton Capixaba (PTB), assumidamente de direita e com problemas judiciais mais devastadores dos que pesam sobre o pré-candidato do PDT. Reciclaram Capixaba em nome de um candidato a governador que os sindicalistas tentam impor.

POLVOROSA – Entraram em parafuso alguns pré-candidatos ao Senado Federal depois que surgiu o nome do deputado federal Marcos Rogério (DEM) como opção para Câmara Alta. As reações vieram de todos os lados e o parlamentar já previa cada uma delas. Não falta “amigo” para dizer que ele tem uma reeleição tranquila e que não deveria entrar numa candidatura incerta como se as demais candidaturas lançadas fossem certas. Como o discurso que tem, o mandato exercido e um perfil conservador do eleitor rondoniense são ingredientes que podem levar o parlamentar ao sucesso e provocar o pavor que provocou aos adversários. A tática em marcha para que desista é inútil, segundo apurou a coluna com o próprio, e não causará o efeito desejado já que todos monitoram os percentuais e sabem o tamanho de cada um.

MICO – Antes de renunciar o governo, Confúcio Moura prometeu aos prefeitos a liberação de 200 milhões para serem investidos em obras asfálticas. A promessa levou os prefeitos a fazer anúncios pomposos dessas obras sem que os órgãos do estado tivessem providenciado o convênio. Os prefeitos agora penam com o desgaste devido a malha viária dos municípios estragada e depois que perceberam que a promessa era um mico. Um mico que vai virar tema na campanha que se avizinha.

EM BAIXA – Quem monitora a popularidade dos prefeitos sabe que os nobres alcaides estão em baixa com os munícipes. Dos 51 municípios, 32 estão em situação de penúria. Outros 10 a caminho do mesmo buraco.

DESGASTE – É difícil intuir sem uma pesquisa séria se o mais desgastante para o Poder Judiciário foram as decisões antagônicas dos juízes do TRF-4, a intromissão de Moro, a arbitragem do presidente do TRF – 4 ou as notas das associações de magistrados contra adjudicara de um dos seus membros. Nunca antes na história do país um poder ficou tanto as escancaras por ato típico próprio. Por estas e outras razões que as mídias sociais ficaram tão repugnantes.

Autor / Fonte: Robson Oliveira

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 03/07/2018 22:20:21

RESENHA POLÍTICA

ROBSON OLIVEIRA



DEFINIÇÃO – Está definida a pré-candidatura a governador pelo PSDB do ex-senador Expedito Junior. Embora os partidos PSDB, PRB, DEM, PP, PR e PSD ainda estejam conversando para caminharem juntos, é unânime o nome do Junior para encabeçar a chapa. Este quadro afunilou depois que o STF confirmou a decisão que retirou da disputa ex-senador Ivo Cassol. Após a copa, o anúncio será tornado público. As especulações em sentido contrário não passam de bobagens pré-eleitorais.



INABILITADO – Quem insiste em manter a pré-candidatura a governador é o senador do PDT Acir Gurgacz, mesmo com as dúvidas que pairam sobre sua elegibilidade, visto que também foi condenado recentemente no STF. Ele garante que a condenação sofrida não retirou sua condição de elegibilidade e continua disposto a permanecer na disputa. Apesar da alegação de que está elegível, dificilmente o Tribunal Regional Eleitoral vai conceder ao senador o registro de governador pela simples razão de que todos os candidatos com condenações em segunda instância caem inexoravelmente na malha da lei da ficha limpa. Os exemplos são fartos.



SANGRAMENTO - Os seguidores do pedetista vão discordar da coluna, o que, aliás, é algo absolutamente normal, mas é melhor guardar as energias para discordar em juízo. Uma coisa é certa: na hipótese do PDT homologar a candidatura do senador Acir, a dúvida vai gerar muito debate na mídia e na justiça eleitoral, o que enfraquece qualquer campanha eleitoral. Este filme o final todos conhecem em Rondônia.



FÊNIX – Quem subestimava ou torcia o nariz para a pré-candidatura da petista Fátima Cleide ao Senado Federal, começa a levar a sério o projeto petista de Rondônia em resgatar a imagem da ex-senadora e lutar para que vença outra vez. Fátima e os petistas sabem que não é uma tarefa fácil entrar numa disputa com a carga de desgaste provocada pelas administrações municipais dos petistas em Rondônia, a exemplo de Porto Velho, Cacoal, Jaru, Guajará e Médici, onde os prefeitos do partido saíram queimados com administrações medíocres. Mas ela está revigorada e disposta a debater em pé de igualdade com os adversários. Coragem e audácia são os oxigênios que movem a ex-senadora, embora ressurgindo das cinzas. Não é para subestimar, quem avisa amigo é!



NOVIDADE – Apesar de ser uma novidade para alguns observadores políticos de plantão, a pré-candidatura a senador do deputado federal Marcos Rogério foi tema há dois meses nessa coluna. Depois de um longo bate papo com este cabeça-chata, numa viagem entre Porto Velho e Brasília, o parlamentar confidenciou na época que avaliava com a direção nacional do Democratas a postulação de uma vaga senatorial. Não deu outra: Marcos Rogério é pré-candidato a senador numa aliança com Expedito Junior. Uma aliança que tem chances de redesenhar o quadro estadual que estava sendo pintado.



AMEAÇA – Quem está incomodado com o afunilamento das candidaturas é o ex-governador Confúcio Moura do MDB. Anteontem ele (ex-governador) foi às redes sociais para fazer uma ameaça velada aos dirigentes do MDB que, segundo ele, estariam manobrando para impedir que o partido homologue duas candidaturas ao senado. Moura percebeu que, na hipótese do MDB rifar uma das pré-candidaturas à Câmara Alta, decerto o descarte recairá sobre si próprio, já que o senador Valdir Raupp possui votos para garantir a sua.



LOROTA – Ao ameaçar os convencionais do MDB e anunciar uma reação explosiva, Confúcio Moura joga com a tática de atacar para inibir o ataque. Tudo lorota! Mesmo ostentando percentuais melhores que os concorrentes nas pesquisas sérias divulgadas por aí, não é uma unanimidade e os percentuais tornados públicos não são tão avantajados que permitam explodir os supostos carrascos da sua pretensão eventualmente frustrada.



EXIGÊNCIA – De nada adiante o ex-governador exigir dos correligionários do partido uma reciprocidade que nunca existiu quando esteve administrando o estado. Por várias vezes usou o blog para se queixar dos pedintes do partido que exigiam nomeações diariamente. Além de se queixar, dava sucessivos puxões de orelhas públicos que terminavam constrangendo os correligionários. Certo ou errado são esses mesmos emedebistas que agora vão à convenção escolher seus candidatos e que estão sob ameaças.



EXPLOSÃO – Com o novo cenário eleitoral e os partidos apresentando os seus pré-candidatos, dificilmente o MDB homologará dois candidatos a senador já que precisa ampliar o número de deputados federais. Certamente entre Raupp e Confúcio, o primeiro, hoje, leva uma vantagem enorme sobre o segundo em qualquer escrutínio do MDB. Os convencionais, os emedebistas, sabem quem são e sabem a tendência de cada um deles. A tendência é que a explosão que o ex-governador insinuou atinja tão somente sua candidatura a senador. Embora uma vaga a deputado federal para Confúcio Moura seja o caminho mais ameno para evitar que o palanque do partido seja afetado.



RESERVA – O PT anunciou um pré-candidato próprio a governador. Os petistas estão divididos entre apoiar o candidato do PDT Acir Gurgacz e o governador Daniel Pereira do PSB. O problema é que Daniel condiciona uma eventual candidatura à desistência do pré-candidato Acir. O governador está conformado com a condição de reserva, mas nos últimos dias voltaram as especulações de que o governador quer na verdade a titularidade na corte estadual de contas. Uma engenharia extremamente complexa a ser operada que envolveria os três poderes. Tudo em política é possível, mas é bom combinar com os russos para evitar a zebra.

Resenha Política : Resenha Políitca
Enviado por alexandre em 26/06/2018 19:53:11

BIRUTA – Notabilizado por aparecer em qualquer fotografia como papagaio de pirata, o deputado federal Lindomar Garçon (PRB) começa a provocar irritação nos dirigentes partidários pela forma inconstante pela qual tem se comportado nas conversas sobre coligações. Já fez juras de amor ao MDB, PSDB, PP, PDT e ao DEM. Está como biruta de aeroporto, ora está de um jeito e momentos depois muda repentinamente. A continuar com esta indecisão vai ficar mal na foto e se isolar, podendo lhe custar um novo mandato sem direito a fazer parte do retrato dos diplomados em dezembro.

PRECAVIDO – Depois de ficar fora de um mandato por mais de dez anos, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB) demonstrou maturidade ao adiar o anúncio de qual cargo disputará em outubro, o que obrigou os demais candidatos lançados a suspender os acordos para aguardar a decisão do tucano. Júnior percebeu que o processo eleitoral não estava depurado devido às incertezas judiciais envolvendo os pré-candidatos e tomou a precaução de aguardar as definições.

AVALIAÇÕES - Embora houvesse conjecturas de que Expedito Júnior sequer disputaria estas eleições, avaliações feitas apressadas que esta coluna informava meses atrás em sentido contrário, Jr havia decido ainda ano passado entrar na disputa por uma vaga majoritária. A princípio pensou em uma vaga ao senado, mas com a depuração do processo devido às encrencas dos pré-candidatos com a Justiça Eleitoral, o tucano começa a ser procurado para encabeçar uma chapa à sucessão estadual. Nada ainda está definido, contudo, as pressões para que seja o candidato a governador aumentam à medida que chegam as datas das convenções.

AVENTURA – Em conversa com a coluna alguns dirigentes de partidos demonstraram preocupação com as incertezas que geram um candidato que possa ter o registro da candidatura indeferida. A esta altura quem não conseguiu se desvencilhar das amarras da lei da ficha limpa dificilmente convencerá outros dirigentes partidários a entrar numa aventura de uma candidatura que pode ficar fora da disputa, razão pela qual o provável candidato do tucanato tenha sido procurado por outros dirigentes para que anuncie imediatamente a candidatura a governador. Expedito Júnior, cauteloso, discorda da pressa e optou em procrastinar até o final da copa o cargo que vai disputar.

TIRO – No início do ano o nome do governador de plantão Daniel Pereira (PSB) apareceu como um furacão capaz de desbancar nomes experimentados nas urnas para a sucessão estadual. Chegaram a gritar “que tiro foi esse”. Hoje, ao contrário do início do ano, Daniel Pereira não empolga e nem consegue reunir em torno de si um projeto eleitoral com as principais lideranças rondonienses. Aliás, ainda em fevereiro, esta coluna previu que o estrondo do nome de Daniel não passaria de um traque. Uma previsão que causou desdém em muitos setores, inclusive na mídia.

PAIOL - Os fatos políticos atuais são convergentes e estão comprovando que este cabeça-chata estava certo, haja vista que o tiro começa a sair pela culatra. Para mudar o cenário, só um tiro de canhão para abrir um caminho seguro que permita Daniel renovar o mandato. Mas nas atuais circunstâncias políticas desconfio que está faltando pólvora no paiol do governador.

HIPÓTESE – É tão instável o atual momento eleitoral de Rondônia que, na hipótese de Expedito Junior anunciar uma chapa fechada com candidatos a governo (ele no cargo), ao senado, deputados federais e estaduais, muda todo o processo de conversações dos demais pré-candidatos. No MDB, por exemplo, com um candidato consistente a senador na coligação tucana, a tendência é que não saiam dois candidatos ao Senado. Isto implicaria em Raupp limar as pretensões de Confúcio. Uma hipótese que confirmaria mais uma previsão feita pela coluna meses atrás e que poucos levaram a sério. Como diria Magalhães Pinto: política é como nuvem...

RECIPROCIDADE – Quando Confúcio Moura ainda mantinha a indecisão de disputar a reeleição, coube ao senador Valdir Raupp a missão de animá-lo para a disputa e garantir parte dos recursos partidários para a campanha. No diálogo entre os dois, Confúcio prometeu que não disputaria uma vaga senatorial e que apoiaria Raupp incondicionalmente. Quatro anos depois, Raupp percebeu que a reciprocidade prometida não seria mantida e montou uma estratégia para garantir a permanência do então governador no MDB. Com a permanência no partido dominado pelo senador, o destino do ex-governador dependerá das circunstâncias eleitorais. Uma vez em cheque a reeleição, limar o concorrente é questão de sobrevivência: eu ou ele. Uma semana depois das convenções ninguém nem lembrará do ato. Simples assim!

ESFORÇO - Já o senador Acir Gurgacz (PDT) faz todos os esforços para garantir acesa a chama da pré-candidatura a governador mesmo pairando sobre ele as dúvidas judiciais devido a recente condenação sofrida no STF. Assim como os lulistas, o senador repete a mesma ladainha de que é candidato mesmo que seja através de uma liminar na Justiça Eleitoral. Quem conhece a atual composição do TSE e suas decisões sabe que uma liminar para quem tem condenação em segundo grau é próximo de zero. Um exemplo concreto é o caso recente da ex-prefeita de Vilhena que anunciava o registro da candidatura e perdeu em todas instâncias, inclusive nas urnas! Quem já disputou eleição sangrando no campo judicial sabe da insegurança que gera na campanha e que termina contaminando a escolha do eleitor na hora de depositar o voto.

ABSTENÇÃO E NULIDADE - O resultado das eleições suplementares ocorridas no Tocantins que elegeu o governador tampão revelou um índice de abstenção e voto nulos próximo dos cinquenta por centos. Se essa tendência repetir em outubro próximo a possibilidade de renovação dos nossos representantes será ínfima. Os atuais mandatários vão agradecer esta manifestação burra de inconformismo. Depois não venham com aquela ignominia de ditadura, já!

Autor / Fonte: Robson Oliveira

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