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Brasil : FUTEBOL
Enviado por alexandre em 17/07/2019 09:24:21

Futebol uma paixão nacional

Por Danizete Siqueira de Lima

Por não ser bem a nossa praia e gerar muitas polêmicas, pouco comentamos aqui sobre futebol. Hoje, especificamente, dedicamos algumas linhas de nossa crônica para parabenizarmos, embora com um certo atraso, os “meninos do Brasil” pela brilhante conquista da Copa América que, à exceção do empate em 0 x 0 no primeiro jogo contra o Peru, ganhamos todos os outros jogos, o que culminou com a conquista do título, no penúltimo domingo, 07 de julho. Com um time de garotos aparentemente inofensivos, o técnico Tite conseguiu o seu objetivo, deixando para trás seleções como Argentina, Uruguai e Paraguai entre as mais fortes da competição.

O Brasil deu o seu recado e os garotos mostraram que poderão render bons dividendos em uma próxima competição, quando estarão mais maduros e afinados, como é o caso do cearense Everton Souza, o “cebolinha”, onde já se especula que o seu valor de mercado atual foi multiplicado por 1000 vezes. Esse garoto de 23 anos, que ganhava no Grêmio algo em torno de R$ 30.000,00/40.000,00, teve seu contrato renovado logo após a copa, até 2022. Não se sabe ao certo qual o seu novo salário, mas só a multa rescisória é de 60 milhões de euros, que equivale em reais a R$ 287 milhões sendo esse o seu maior prêmio pelo destaque na Copa América.

Em nossa avaliação merecem destaque dois veteranos que tiveram papéis importantes na defesa da nossa canarinha: o lateral direito Daniel Alves, de 36 anos e o zagueiro Thiago Silva, de 34 anos.

No feminino, as nossas atletas não tiveram a mesma sorte e foram eliminadas da Copa da França logo nas oitavas de final. Achamos que o time poderia ter rendido mais embora, como elas mesmas fizeram questão de frisar, falta incentivo e condições de trabalho para as atletas. Em todo caso valeu pela participação e nós parabenizamos as equipes tanto masculina quanto feminina. O título da sul americana veio em boa hora, pois um jejum de 6 anos é muito para um país que tem a nossa tradição no futebol..

Agora vamos mudar um pouquinho para falar dos nossos clubes. O que é que está acontecendo com o futebol brasileiro? No último sábado, com o retorno do campeonato brasileiro série “A”, fizemos uma coisa que há muito não fazíamos: ligamos a televisão para vermos o jogo entre Vasco e Grêmio, quando o Vasco começou ganhando com um gol de pênalti e o Grêmio, por está jogando em casa e ter criado mais oportunidades, acabou virando o jogo para 2 x 1.

Após esse jogo demos uma “brechada” em Santos e Bahia e, em ambos os jogos, sentimos uma grande carência daqueles craques que estávamos acostumados a ver. Quem não lembra de um Zico no Flamengo; de um Roberto Dinamite no Vasco; de um Romário que passou por vários clubes, de um Ronaldinho Gaúcho no Grêmio; de um Marcelinho no Corinthians; de um Bebeto, de um Ronaldo fenômeno, de um Cacá, de um Raí e de tantos outros astros da bola?

Ficamos tristes por não vermos mais as tardes/noites de sábados e domingos tão festivas como em outros tempos. E os números não nos deixam mentir. O recesso por conta da Copa América trouxe o campeonato para a décima rodada e o que vemos na tabela de classificação é um raio-X da decadência futebolística. Como exemplo podemos citar clubes como Fluminense e Vasco somando 9 pontos (30% de aproveitamento) enquanto o Cruzeiro amarga um 17º lugar, já na zona de rebaixamento.

É ou não é estranho? E para completar a nossa tristeza não temos nenhum clube pernambucano nos representando no tão sonhado Grupo de Elite. E vejam que já tivemos por lá em várias competições: Sport, Santa Cruz e Náutico.

Por fim a nossa tradicional pergunta: O que é que está acontecendo com o nosso futebol, será decadência, crise ou estamos ficando mais exigentes?

Brasil : FACILIDADE
Enviado por alexandre em 17/07/2019 09:20:35

Aposentadorias e outros serviços agora podem ser realizados pelos canais eletrônicos do INSS

A partir de agora, vários serviços do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) passam a ser realizados pelo Meu INSS e telefone 135. Processos como aposentadoria por idade, por tempo de contribuição, BPC e pensão por morte, por exemplo, poderão ser realizadas sem a necessidade de sair de casa. Com isso, o órgão estima que, por mês, cerca de 674 mil cidadãos deixarão de ter que ir a uma agência do INSS para ser atendidos.

 “São 90 dos 96 serviços oferecidos pelo INSS que agora podem ser realizados pelos canais eletrônicos. Apenas os que necessitam de comprovação presencial, como perícia médica e avaliação social, por exemplo, continuam exigindo a presença do segurado nas agências”, explica o advogado especialista em Direito Previdenciário João Varella.  O cidadão ganha com a agilidade e a facilidade desta automatização, mas quem preferir ir até as agências do INSS continuará podendo realizar os processos pessoalmente.

Também estão entre os lançamentos nas plataformas digitais os serviços de Seguro Desemprego do Pescador Artesanal, de Validação do Facultativo de Baixa Renda e de agendamento para requerer os serviços de Acordos Internacionais, onde só será necessária a presença do segurado na agência se houver exigência de documentação.

 Alguns serviços que agora podem ser realizados pelo Meu INSS ou pelo número 135:

  1. Aposentadoria por idade rural e urbana;
  2. Aposentadoria por tempo de contribuição;
  3. Pensão por Morte rural e urbana;
  4. BPC/Loas;
  5. Atualização de dados cadastrais do beneficiário;
  6. Salário maternidade;
  7. Agendamento de Perícia Médica;
  8. Extrato de Imposto de renda;
  9. Extrato Previdenciário;
  10. Resultado de perícia médica.

Correios

A equipe econômica se prepara para anunciar nas próximas semanas os detalhes de seu ambicioso programa de privatização, mas ainda estuda a melhor estratégia para divulgar o projeto e “desconstruir” a narrativa de que a venda de estatais vai contra os interesses e a soberania do País. 

A percepção no Ministério da Economia é de que, embora a resistência à privatização tenha diminuído nos últimos anos, uma parcela da sociedade e do Congresso ainda se opõe ao programa, que poderá render até R$ 450 bilhões para os cofres do governo, de acordo com um levantamento feito pelo Estado com base nas participações diretas e indiretas da União e nas concessões que estão no radar.

Até uma alternativa à palavra privatização, que estaria “estigmatizada”, está em discussão no momento. 

Em princípio, segundo uma fonte do ministério envolvida no projeto, a ideia é seguir o bem-sucedido modelo adotado para a reforma da Previdência, com a realização de uma grande entrevista coletiva em Brasília. 

Na coletiva, o secretário Especial de Desestatização e Desinvestimento, Salim Mattar, e seus principais assessores fariam uma apresentação aos jornalistas dos principais veículos de comunicação e responderiam às dúvidas sobre o programa durante o tempo que fosse necessário, de preferência com transmissão em rede nacional por algum canal de TV, como aconteceu com a Previdência. 

Outra possibilidade que está sendo analisada é “fatiar” o programa e anunciá-lo por etapas, para não criar resistências desnecessárias, com a divulgação de todos os detalhes de uma vez só.

Apesar de a privatização parecer algo distante do dia a dia da população, enquanto a reforma da Previdência mexe diretamente com o bolso e as expectativas do brasileiro, tudo indica que as dificuldades para o governo tocar o programa serão iguais ou maiores do que as que ele está enfrentando com a mudança nas aposentadorias. Mesmo levando em conta que a privatização também deverá reduzir os gastos públicos, além de permitir ao governo se concentrar nas áreas de educação, saúde e segurança e de contribuir para a diminuição da corrupção e do tráfico de influência. 

Resistência

Ainda que a esquerda se oponha à privatização de forma ideológica e mais ruidosa, a resistência engloba nacionalistas e desenvolvimentistas de direita e grupos saudosos dos tempos do regime militar, quando as estatais se multiplicaram em ritmo tão ou mais acelerado do que nos governos de Lula e Dilma. Dentro do próprio governo, diversos ministros resistem abertamente à privatização de estatais ligadas às suas pastas ou à extinção de empresas deficitárias. Para resolver o impasse e o programa de desestatização deslanchar, o próprio presidente Jair Bolsonaro, que apoiou medidas estatizantes ao longo de sua trajetória política, terá de mostrar que a sua propalada conversão ao liberalismo tem consistência.

Eletrobrás

O governo prepara um novo projeto de lei para enviar ao Congresso com o objetivo de viabilizar a privatização da Eletrobrás. A ideia é que a União perca o controle acionário da empresa ao diminuir sua participação dos atuais 60% para menos de 50%. 

Com o dinheiro que captar com a venda das ações na B3, a bolsa paulista, a Eletrobrás vai pagar à União pelo direito de operar usinas hidrelétricas a preços de mercado (hoje, a empresa só recebe por seus custos). A previsão é de um pagamento de R$ 12 bilhões. 

É essa receita – a chamada outorga – que o governo contabilizará no Orçamento assim que a remodelagem da operação ficar acertada e o novo projeto de lei autorizando for aprovado pelo Congresso.

Desde o início do governo Jair Bolsonaro, a privatização da estatal ficou em banho-maria enquanto os técnicos discutiam a possibilidade de revisão do modelo de venda anunciado na gestão anterior.

A necessidade de receitas novas para fechar as contas, no entanto, acelerou as discussões internas. A medida faz parte da agenda pós-reforma da Previdência, que começa a sair do forno. O governo reconhece as dificuldades para avançar com o projeto no Congresso, mas espera ter o apoio do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, principal articulador e responsável pelo êxito na tramitação da reforma da Previdência.

Maia, no entanto, disse ao Estado, no sábado, que pautas sobre privatização têm pouquíssimas chances de obter votos. Ele deixou claro que está disposto a “abraçar” pautas de Estado, e não de governo. “Privatização é uma pauta de governo. Eu defendo, mas é difícil ter voto para aprovar privatização nesse ambiente que ficou nos últimos meses na Câmara”, disse.

Com os recursos da operação, R$ 6 bilhões seriam devolvidos ao consumidor, por meio de descontos tarifários – os valores iriam para um fundo setorial que paga subsídios e programas sociais e hoje é uma das maiores despesas na conta de luz. No entanto, mesmo assim, como a Eletrobrás poderá vender sua energia a preços de mercado, os descontos não vão compensar o novo preço que a empresa cobrará pela energia, o que deve aumentar as tarifas finais para o consumidor e também a resistência no Congresso.

O governo conta com essa arrecadação bilionária para conseguir desbloquear parte do Orçamento, mas só pode fazer isso quando houver uma data concreta para a operação. Mesmo os mais otimistas, porém, não acreditam que isso possa ocorrer ainda neste ano.

A Eletrobrás foi excluída do Programa Nacional de Desestatização (PND) por meio de lei. O entendimento jurídico do governo é o de que, para voltar a incluí-la no PND, seria necessário, novamente, aprovar um novo texto . É a mesma situação de empresas como Petrobrás, Banco do Brasil e Caixa.

A ideia de enviar um novo projeto visa a dar legitimidade ao plano, deixando claro que o governo Bolsonaro o apoia, em vez de simplesmente “ressuscitar” o texto enviado por Temer. Há, porém, poucas diferenças em relação à proposta anterior, que chegou ao Congresso em janeiro de 2018 e foi arquivada.

Fontes da equipe econômica admitem que é preciso vencer resistências no próprio governo para privatizar a Eletrobrás. Uma proposta em avaliação previa a transferência das subsidiárias Eletronorte, Chesf, Furnas e Eletrosul para a Eletropar (empresa de participações da Eletrobrás). Outra ideia seria vender as empresas em separado. Os dois modelos foram considerados de difícil implementação.

Brasil : ASSÉDIO
Enviado por alexandre em 15/07/2019 09:22:49

O preço de ser gay no Exército da Correia do Sul

Assédio e violência: o preço de ser gay no exército da Coreia do Sul


Em um país onde não é possível fugir do serviço militar e o sexo entre homens é proibido, mesmo se consensual. os abusos são rotina entre alistados gays

Assédio, violência e inclusive abusos sexuais, é o que sofrem muitos soldados gays e transsexuais na Coreia do Sul, onde o serviço militar é obrigatório para todos os homens e relações consensuais entre pessoas do mesmo sexo no âmbito militar constituem crime, segundo um novo relatório da Anistia Internacional (AI).

 

"Você se sente atraído por homens?", é uma das perguntas que devem responder os jovens sul-coreanos quanto vão se alistar no exército.

 

Com este dilema começa para muitos o calvário do serviço militar, que dura entre 21 e 24 meses. A cara ano calcula-se que se alistam cerca de 400 mil sul-coreanos entre 18 e 35 anos.

 

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O relatório aponta que a maioria dos que se sentem atraídos por homens respondem "não" para esconder sua orientação sexual e tentar evitar a problemas.

 

Muitos já vêm fazendo isso ao logo dos anos, nas relações com a família ou colegas de estudo, como lembrou Roseanne Rife, diretora de pesquisa para a Ásia Oriental da AI, na apresentação em Seul do relatório "Serving in silence" ("Servindo em silêncio"), para o qual foram entrevistados soldados e ativistas.

 

"Discriminação generalizada"

 

Rife destacou que a "discriminação generalizada e o ambiente hostil para as pessoas LGBTI" que persiste amplamente na sociedade sul-coreana "fazem com que muitos se mostrem bastante reticentes em compartilhar suas histórias e inclusive a reconhecer publicamente sua orientação sexual ou identidade de gênero".

 

Por isso a maioria dos entrevistados para o relatório pediram anonimato.

 

Entre os que optaram por compartilhar suas experiências estão alguns que disseram "sim" e encararam as consequências desde o início ao serem catalogados como "soldados de interesse".

 

Ainda que não se diga abertamente, se arriscam a sofrer ataques orquestrados por superiores ou com o consentimento destes só por "caminhar de uma maneira 'afeminada', ter uma pele mais clara ou falar com voz mais aguda", diz o relatório.

 

Relatos de assédio

 

Embora existam normas para evitar a discriminação dos membros LGBTI no exército, os relatos dos ex-soldados entrevistados mostram que o assédio ao coletivo é comum.


Vai desde piadas à violência física e inclusive sexual, um martírio que levou alguns trans e gays sul-coreanos a emigrar para solicitar status de refugiado — algo que em vários casos foi concedido — para não ter que prestar o serviço militar.

 

A isto se soma o que o Artigo 92-6 do código criminal militar, instaurado em 1962, puna com até dois anos de prisão o sexo entre soldados homens, inclusive se for consensual.

 

Isto não evita que haja abusos e agressões, como mostra o relato de um ex-militar identificado no relatório como "U", onde ele afirma que "algumas vezes os oficiais ordenavam a soldados de menor categoria (e catalogados como 'afeminados') que os acompanhassem a motéis onde os estupravam".

 

Histórias de violência

 

"U", que prestou o serviço militar há uma década, conta que ao tentar ajudar um companheiro que foi estuprado — e que também foi forçado "a beber água do vaso sanitário" após protestar— seu superior o obrigou a fazer sexo oral e anal com a vítima que tentou ajudar e ameaçou fazer coisas piores se não se calasse.

 

"O principal problema é que parece haver um bom número de relatórios (sobre estupros e abusos sexuais), mas depois muito poucos casos acabaram com os responsáveis sendo acusados ou punidos", considerou Rife.

 

Para as mulheres transgênero o panorama pode ser pior se não conseguirem trocar o documento de identidade antes que tenham que prestar o serviço militar, procedimento para o qual é preciso passar por um tratamento de readequação de gênero que inclui a mudança de "órgãos sexuais externos".

 

O relatório da Anistia Internacional foi avaliado positivamente pelo Centro de Direitos Humanos no Exército da Coreia (CMHRK), que denunciou o aumento na perseguição do coletivo desde 2017.

 

Caça às bruxas

 

Esta "caça às bruxas" levou investigadores militares a acessar "de maneira anônima" o aplicativos de encontros gays para descobrir as inclinações dos soldados e denunciá-los por violar o Artigo 92-6.

 

Embora não se saiba o porquê desta perseguição, a campanha começou pouco depois de jornais cristãos ultraconservadores publicarem reportagens precisamente sobre a presença de recrutas nestes aplicativos.

 

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"Nossa esperança é que declarem inconstitucional (o Artigo 92-6)", contou à Agência Efe, Cho Kyu-suk, coordenador do CMHRK, em relação a um requerimento apresentado em 2017 sobre o qual o principal órgão jurídico sul-coreano deve deliberar em breve.

 

Cho, Rife e demais ativistas defendem a necessidade de articular diversas medidas para acabar com os abusos e a desigualdade que sofrem os LGBTI na Coreia do Sul, embora para eles esteja claro qual é a medida mais urgente no âmbito militar: revogar o Artigo 92-6.

 

R7

Brasil : CALOR
Enviado por alexandre em 12/07/2019 08:51:56

Fenômeno climático no Oceano Índico gerou onda de calor no Brasil

Um fenômeno climático que ocorreu bem longe do Brasil teve efeitos severos no país, como a seca que ocorreu no Sudeste no verão de 2013/2014 e gerou uma crise hídrica em São Paulo. A constatação faz parte de um estudo sobre como uma perturbação atmosférica no Oceano Índico causou, além das secas na América do Sul, ondas de calor marinhas no Atlântico Sul. O trabalho foi publicado na revista científica “Nature Geoscience” e liderado pela professora da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) Regina Rodrigues.

A pesquisa traçou o motivo da estabilidade da alta de temperatura no Sudeste e Sul do Brasil naquele verão. De acordo com o trabalho, o início se deu com uma perturbação atmosférica no Oceano Índico. O fenômeno gerou uma onda planetária que atravessou o Pacífico Sul e chegou ao Atlântico Sul.

— Identificamos que convecção (chuvas tropicais intensas) no Índico deflagra perturbações na atmosfera que se propagam e mudam a circulação atmosférica sobre o Sudeste do Brasil. A circulação se torna anti-horário e não permite a formação de nuvens. Com isso, não há chuva durante o verão. Quanto mais persistente for essa circulação, mais prolongada será o período seco. Como no verão, tem muita insolação, sem as nuvens, o calor aumenta, gerando ondas de calor na terra e no mar, explica Rodrigues.

Em 2013/2014, o bloqueio foi tão persistente que quase não choveu durante todo o verão no Sudeste e Sul do país. As chuvas dessa região vêm da zona de convergência do Atlântico Sul. No verão de 2013/14, houve uma massa de alta pressão que não deveria estar lá e não permitiu que a zona de convergência se formasse. Isso gerou longos períodos de seca, como um de 15 dias e outro de 30. As temperaturas também subiram, aumentaram 5° Celsius acima da média.

A pesquisa sugere que não é a primeira vez que o Oceano Índico levou a eventos extremos no Brasil e que fenômenos semelhantes podem ocorrer com maior frequência e intensidade.

Para Rodrigues, um dos grandes ganhos do estudo é a chance de entender e prever próximos fenômenos climáticos. E, assim, se preparar para enfrentá-los:

—Agora que identificamos um processo físico, o mecanismo, que ocorre lá no Índico e gera essas ondas de calor, podemos monitorá-lo. Nem sempre tem como evitar que ocorra, mas pode se preparar na parte terrestre, como sobre uma seca ou onda de calor, observa.

Sobre esse último fenômeno, que traz sérias complicações de saúde e até mortes — como ocorreu na Europa, neste ano —, a pesquisadora explica que elas ocorrem todo ano. A diferença é a sua intensidade e permanência, o que vem se agravando com o aquecimento global. Há estudos que preveem, inclusive, um aumento na extensão do fenômeno nos próximos verões.

Outro destaque importante do estudo, segundo Rodrigues, é o efeito de aquecimento no oceano, que forma ondas de calor marinhas, gerando uma série de impactos nesses ecossistemas. Naquele verão de 2013/ 2014, por exemplo, o aumento de temperatura no oceano foi de 3°C. Segundo estudos em outros locais do mundo, já se percebeu que possíveis impactos disso são embraquecimento de coral e efeitos nocivos na pesca. E estudos globais de ondas de calor marinhas mostram que a tendência é de que esses eventos sejam mais frequentes no futuro.

Brasil : COMPORTAMENTO
Enviado por alexandre em 11/07/2019 23:45:18

Brasil realiza um divórcio a cada três casamento

A emblemática frase “e eles viveram felizes para sempre” está cada vez mais restrita aos contos de fada. Isso porque, no Brasil, um a cada três casamentos termina em divórcio. Os dados são da última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que registrou, em 2017, um total de 373.216 separações, o que significa 8,3% a mais que no ano anterior. Ao mesmo tempo em que a quantidade de casamentos vem diminuindo: uma queda de 2,3% no período.

A advogada e professora de Direito da AESO-Barros Melo, Andreia Nóbrega, acredita que os casais estão preferindo a união estável em vez da burocracia do casamento já que, na prática, os dois tipos possuem os mesmos valores do ponto de vista jurídico. A união estável nem sempre é firmada em documento. Ela se estabelece de acordo com o modelo de vida adotado pelos pares. Quando se tem uma vida em conjunto com contas, planos e obrigações compartilhadas, mesmo que morando em casas diferentes, já se caracteriza como regime de união estável.

Se em outros tempos, os casais desistiam de se separar por causa dos filhos, hoje, essa realidade é bem diferente. Ainda de acordo com o IBGE, os processos de guarda compartilhada subiram de 16,9% para 20,9%, com a mulher sendo, na maioria das vezes, a principal responsável pela criança. Neste caso de guarda compartilhada, os dois devem tomar decisões conjuntas sobre a vida dos filhos. No processo, também são regulamentados os dias de visitação, geralmente a cada quinzena, assim como o valor da pensão alimentícia.

O que muita gente não sabe é que no processo de divórcio, a mulher não é obrigada a retirar o sobrenome do ex-companheiro. Algumas optam por manter o nome de casada para evitar a burocracia de ter que mudar os documentos. Lembrado que, caso haja filhos menor de idade, a separação deve ocorrer, inevitavelmente, na esfera jurídica.



Lamborghini Aventador de Eike Batista avaliada em R$ 2,2 milhões. Foto: Divulgação

A Lamborghini e a lancha do empresário Eike Batista , que estavam previstos de serem leiloados na próxima quinta-feira, 18, foram arrematados em leilão nesta terça-feira. O carro de luxo do empresário saiu por R$ 1,4 milhão, à vista, enquanto o iate foi vendido, em parcelas, por R$ 1,9 milhão.

Os bens de Eike iriam a leilão pelo certame da 7ª Vara, do juiz da Lava Jato Marcelo Bretas, previsto para a próxima quinta-feira, no entanto, por determinação da 3ª Vara Criminal do Rio, a venda do Lamborghini e o iate foi antecipada. O empresário responde a um processo na 3ª Vara por manipulação de mercado por conta das ações da petroleira OGX, de 2014. Como o caso é mais antigo do que o que está sendo julgado por Bretas, a 3ª Vara teve prioridade no leilão dos bens. 

Na quinta-feira, 4, a embarcação Intermarine 680 Spirit of Brazil, avaliada em R$ 3,5 milhões, e a Lamborghini Aventador, avaliada em R$ 2,24 milhões tinham sido colocadas em leilão a pedido de Bretas, mas não houve interessados.

No leilão desta terça-feira os bens saíram mais baratos do que o previsto por Bretas. O carro de luxo foi vendido por R$ 1,4 milhão — o mínimo para o dia 18 era R$ 1,7 milhão, já com o desconto de 20% sobre o valor original de R$ 2,2 milhões do primeiro leilão. A lancha teve um desconto ainda maior. Oferecida em um primeiro momento pela 7ª Vara a R$ 3,5 milhões, ela foi vendida por R$ 1,9 milhão nesta terça-feira. No leilão do dia 18 seria pedido R$ 2,8 milhões.

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