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Brasil : GLOBO/PREJUÍZO
Enviado por alexandre em 06/10/2021 15:09:22

Globo amarga prejuízo milionário em 2021

Empresa informou que teve uma "diminuição de R$ 281 milhões em pessoal como resultado das iniciativas contínuas de corte de custos"

Globo registra prejuízo de R$ 114 milhões no primeiro semestre deste ano Foto: Reprodução

Nos últimos meses, a Globo tem se esforçado para “cortar custo”, seja promovendo redução de salários, seja terminando contratos com algumas de suas “estrelas”. Apesar disso, o esforço não foi suficiente para evitar que a empresa tivesse prejuízo no primeiro semestre deste ano.

De acordo com o colunista Guilherme Ravache,do portal Uol, a Globo registrou um prejuízo de R$ 144 milhões nos primeiros seis meses deste ano, um resultado pior que o mesmo período de 2020, quando a ‘perda’ foi de R$ 51 milhões.

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Relatório divulgado pela empresa no início de setembro apontou que a Globo registrou, na primeira metade de 2921, uma “diminuição de R$ 281 milhões em pessoal como resultado das iniciativas contínuas de corte de custos, explicadas principalmente pela diminuição no número de funcionários devido à reestruturação corporativa desde 2019 e o menor custo de elenco”.

No mesmo documento, a Globo afirmou que registrou um “aumento de 48 milhões nas despesas pessoais explicado principalmente por indenizações e também por reajustes salariais anuais do sindicato trabalhista em acordos coletivos de trabalho”.

Além disso, apontou a empresa, “custos e despesas foram 36% superiores ao primeiro semestre de 2020, impactados pelo retorno de eventos esportivos ao vivo e pela amortização de direitos esportivos de R$ 503 milhões, devido ao grande reescalonamento de jogos que afetou todas as competições do futebol brasileiro no ano de 2021”.

Outro ponto que pesou nas finanças da empresa foi o gasto com gravações de programas e novelas, que passaram a adotar protocolos de segurança contra a Covid-19.

Brasil : TÊM QUE APRENDER!
Enviado por alexandre em 06/10/2021 00:05:48

Ativistas europeus têm muito a aprender com indígenas, diz jovem brasileiro que protestou com Greta

Erick Marky (à esquerda) se encontrou com Greta Thunberg (à direita) durante evento sobre mudanças climáticas realizado em Milão, na Itália

Um dos quatro indígenas a participar na Itália de um encontro preparatório para a próxima conferência da ONU sobre o clima, o comunicador brasileiro Eric Marky diz que os ativistas europeus têm muito a aprender com povos nativos brasileiros sobre o tema.

"Eles entendem o assunto de forma muito científica. Nós temos a contribuição da vivência, da ancestralidade no cuidado com a terra, que é o que a Europa precisa entender", afirma Marky, indígena do povo Terena, do Mato Grosso do Sul.

Marky foi um dos três brasileiros selecionados para compor a delegação do país no Youth4Climate, encontro que reuniu 400 jovens de 190 países a convite da Itália, anfitriã da pré-COP-26.

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas de 2021, também conhecida como COP-26, será realizada entre os dias 31 de outubro e 12 de novembro na cidade de Glasgow, na Escócia.

O evento preparatório Youth4Climate ocorreu entre os dias 31 de setembro e 1º de outubro e produziu um documento com medidas consideradas prioritárias pelos jovens para o combate às mudanças climáticas. A ativista sueca Greta Thunberg também esteve presente.

No caminho de volta ao Brasil, Marky conversou brevemente com a BBC News Brasil e relatou um pouco de sua experiência no evento.

Greta Thunberg

Crédito, Getty Images

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Greta Thunberg foi uma das participantes do Youth4Climate, uma pré-conferência da COP-26

'Não estamos sós'

Um dos primeiros pontos que chamou a atenção do comunicador foi como os mesmos problemas se repetem em vários cantos do mundo.

"Eu e os demais indígenas que estávamos lá vínhamos de vários lugares, como América do Norte, América Central, América do Sul e da Índia, e todos relatamos cenários parecidos: desmatamento e exploração ilegal de áreas de preservação que impactam os povos tradicionais", diz.

"E esse processo de exploração acaba interferindo não apenas nos povos tradicionais que vivem nessas regiões, mas em todo o mundo", completa.

Para o representante brasileiro, ouvir os relatos e os pontos de vista dá mais força à necessidade de mudança, além de trazer uma sensação de coletividade. "Sentimos que não estamos sós", aponta.

Durante a Youth4Climate, jovens organizaram protestos nas ruas de Milão

Crédito, AFP

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Durante a Youth4Climate, jovens organizaram protestos nas ruas de Milão

Marky também critica o que ele considera uma visão "romantizada" da preservação do meio ambiente — para ele, ideias como "a Amazônia é o pulmão do mundo" ou outros chavões utilizados comumente não transmitem a urgência do problema que vivemos.

"Temos que pensar objetivamente que explorar essas terras traz um impacto direto no aquecimento global e a única saída para nosso futuro é garantir uma produção mais sustentável", afirma.

"Se passarmos a boiada e pensarmos apenas em explorar riquezas agora, possivelmente não teremos um futuro e não vamos mais existir", alerta.

A força dos jovens e dos indígenas

Marky também destacou a importância da participação de uma nova geração nos debates sobre o meio ambiente.

"Me parece que a juventude de hoje está muito mais empenhada em cuidar do planeta, em reverter essa visão do capital como a única forma de sobrevivência e pensar numa maneira mais sustentável de existir", raciocina.

Para ele, também é simbólico o Youth4Climate ter contado com a participação de indígenas.

"Os povos indígenas nunca foram muito convidados a falar sobre mudanças climáticas", diz.

"E talvez a humanidade precise ter uma nova visão e entender que os indígenas podem ser um espelho do que fazer e de como melhorar essa relação com a natureza", sugere.

Os três representantes brasileiros na Youth4Climate (da esqueda para a direita: Eric Marky Terena, Eduarda Zoghbi e Paloma Costa) tiram selfie com Patrizio Bianchi, ministro da Educação da Itália

Crédito, Eric Marky Terena/Arquivo pessoal

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Os três representantes brasileiros na Youth4Climate (da esqueda para a direita: Eric Marky Terena, Eduarda Zoghbi e Paloma Costa) tiram selfie com Patrizio Bianchi, ministro da Educação da Itália

E o Brasil?

Por fim, Marky lamenta o que ele classifica como "falta de ligação com a realidade" e "ausência de soluções palpáveis" das políticas ambientais brasileiras.

"Os próprios órgãos governamentais, como a Embrapa, admitem que, se a gente continuar desrespeitando o meio ambiente, o impacto será grande e nem o agronegócio continuará a produzir", aponta.

"O que será então da agricultura familiar, que é a base da alimentação em muitas cidades e de muitos povos tradicionais?", questiona.

O comunicador vê com preocupação as discussões sobre o marco temporal das demarcações de terras indígenas no Supremo Tribunal Federal (STF) e uma série de projetos de leis que, de acordo com seu ponto de vista, representam "ameaças institucionalizadas".

"E essas movimentações são ameaçadoras não apenas para a preservação do meio ambiente, mas para a humanidade", diz.

Plenário da Youth4Climate

Crédito, AFP

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A Youth4Climate reuniu 400 jovens de 190 países a convite da Itália

Marky usa a própria pandemia de covid-19 como exemplo das repercussões globais de fatos que acontecem num lugar específico do planeta.

"Os primeiros casos dessa doença começaram lá do outro lado do mundo, na China. E vimos o que aconteceu depois", compara.

Para que o meio ambiente seja preservado, o representante brasileiro vê um caminho possível: aliar os saberes ancestrais com o conhecimento científico.

"É fundamental ter esse intercâmbio, algo que de certa maneira já está ocorrendo aos poucos", observa Marky.

Ele conta que alguns participantes do Youth4Climate em Milão mostraram interesse em vir ao Brasil e conhecer mais sobre a realidade local.

"Hoje temos graduados, mestres e doutores que voltaram às terras indígenas e estão assumindo esse papel importante de representação", conta.

"E acho que estamos mais do que preparados para falar sobre preservação ambiental e, quem sabe, até reflorestar as mentes das pessoas", completa.

Brasil : RETRATO DA FOME
Enviado por alexandre em 06/10/2021 00:00:21

Consumo de pé de galinha em alta e outros 5 dados que revelam retrato da fome no Brasil

Primeiro, foi a fila quilométrica em um açougue de Cuiabá, no Mato Grosso — maior Estado produtor e exportador de carne bovina do país —, para receber ossos. Depois, cariocas garimpando restos em um caminhão de ossos e pelancas descartadas por supermercados.

E assim, dia após dia, as imagens da fome vão voltando ao noticiário nacional.

Eram 19,1 milhões de brasileiros com fome em 2020, segundo dados da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Penssan).

Em relação a 2018 (10,3 milhões), são quase 9 milhões de pessoas a mais nessa condição.

O auxílio emergencial que, no ano passado, em seu valor máximo (R$ 1.200), chegou a comprar duas cestas básicas e sobrar, agora, mesmo em seu maior valor (R$ 375) não compra nem 60% da cesta da região metropolitana de São Paulo.

Em meio a essa realidade, as crianças são as mais afetadas, já que são os lares com pequenos os mais propensos a estarem na pobreza e na extrema pobreza.

Mesmo antes da pandemia, uma em cada três crianças brasileiras sofria de anemia por falta de ferro, segundo estudo da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos).

Confira esses e outros dados que mostram como a fome voltou a ser um drama cotidiano no Brasil.

1) Aumento de 85% no número de brasileiros com fome em dois anos

A pandemia do coronavírus teve um efeito devastador sobre a segurança alimentar no Brasil, revelaram estudos da Rede Penssan e da Universidade Livre de Berlin publicados este ano.

No país, a fome atingiu 19,1 milhões de pessoas em 2020, parte de um contingente de 116,8 milhões de brasileiros que convivam com algum grau de insegurança alimentar — número que corresponde a 55,2% dos domicílios, segundo o Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, realizado pela Rede Penssan.

Pessoas em situação de rua recebem marmitas nas ruas de São Paulo. Março de 2021

Crédito, Getty Images

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Pessoas em situação de rua recebem marmitas nas ruas de São Paulo. Março de 2021

A insegurança alimentar abrange desde a alimentação de má qualidade, passando pela instabilidade no acesso a alimentos, até a fome propriamente dita.

O aumento no número de brasileiros passando fome, de 10,3 milhões em 2018, para 19,1 milhões em 2020, representa um crescimento de 85% em dois anos.

O resultado fez a Oxfam — organização internacional que atua no combate à pobreza, desigualdade e injustiça social — classificar o Brasil como um dos focos emergentes de fome no mundo, ao lado da Índia e da África do Sul.

De acordo com estudo do grupo de pesquisas Food for Justice: Power, Politics, and Food Inequalities in a Bioeconomy (Comida por Justiça: Poder, Política e Desigualdades Alimentares em uma Bioeconomia, em tradução livre), da Universidade Livre de Berlim, a insegurança alimentar é marcadamente desigual.

Os mais altos percentuais de insegurança alimentar são registrados em famílias com apenas um responsável pela geração de renda (66,3%).

Isso se acentua ainda mais quando essa responsável é uma mulher (73,8%) ou uma pessoa parda (67,8%) ou preta (66,8%).

Também é maior nas residências com crianças de até 4 anos (70,6%), nas regiões Nordeste (73,1%) e Norte (67,7%) e nas áreas rurais (75,2%).

2) Uma em cada três crianças com anemia

De cada três crianças brasileiras, uma apresenta um quadro chamado anemia ferropriva, revelou um estudo da UFSCar publicado em julho deste ano.

A anemia ferropriva é marcada pela falta de ferro no organismo. Esse nutriente é encontrado no leite materno, na carne vermelha e em alguns vegetais, como as folhas verde-escuras, o feijão e a soja.

Bebê é pesada por voluntárias da Pastoral da Criança

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Prevalência de anemia por falta de ferro atingia 33% das crianças brasileiras mesmo antes da pandemia. Na foto, bebê é pesada por voluntárias da Pastoral da Criança

As crianças com deficiência de ferro sofrem alterações no desenvolvimento do cérebro que, mais para frente, se manifestam na forma de dificuldade de aprendizado, sonolência e desânimo. Muitos desses problemas repercutem pela vida toda e são irreversíveis.

Para chegar ao resultado, os especialistas da UFSCar compilaram dados de outros 134 estudos feitos entre 2007 e 2020, que reuniram informações sobre a saúde de 46 mil indivíduos com menos de 7 anos de idade de todas as regiões do Brasil.

Os dados, no entanto, só vão até o início de 2020, o que traz um alerta: a situação pode ter se agravado ao longo da pandemia, diante da acentuada queda no consumo de carne vermelha no país, em meio à forte alta de preços.

3) Menor consumo de carne bovina em 26 anos

Em 2021, o consumo de carne bovina no Brasil deverá ser de 26,4 quilos por pessoa, uma queda de quase 14% em relação a 2019, ano anterior à pandemia, e de 4% ante 2020.

Esse é o menor nível registrado para consumo de carne bovina no país em 26 anos, segundo a série histórica da Conab (Companhia Nacional de Abastecimento), com início em 1996.

Homem compra carne em açougue em Santo André, São Paulo

Crédito, REUTERS/Amanda Perobelli

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Consumo de carne bovina no Brasil deve cair em 2021 ao menor patamar em pelo menos 26 anos

Até agosto, as carnes acumulavam aumento de preço de 30,8% em 12 meses, bem acima da alta de 9,68% da inflação geral, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

A alta de preços da carne começou antes da pandemia, puxada pela demanda da China, cujo rebanho suíno foi fortemente afetado pela peste suína africana.

A tendência foi acentuada no ano passado pela alta do dólar, que estimula as exportações, reduzindo a oferta do produto no mercado interno.

Pesaram ainda a seca, que piora a qualidade do pasto e aumenta a necessidade de uso de ração, elevando o custo de produção; e o menor abate de fêmeas, que são retidas pelos pecuaristas para produzir novos animais, aproveitando a alta de preços.

Então foi assim que a carne vermelha sumiu do prato dos brasileiros mais pobres.

4) Auxílio emergencial não compra mais uma cesta básica

Um dos fatores que explica a crescente dificuldade dos brasileiros em se alimentarem adequadamente é a perda do poder de compra do auxílio emergencial, em meio à redução do valor do benefício e à alta da inflação.

Em abril de 2020, quando o auxílio começou a ser pago, ele tinha valores que variavam de R$ 600 a R$ 1.200. Naquele mês, a cesta básica custava R$ 556,36 em São Paulo, segundo dados do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).

Ou seja: mesmo com o valor mais baixo, era possível comprar todos os produtos da cesta e ainda sobrava algum dinheiro.

Protesto pela manutenção do auxílio emergencial em R$ 600. Brasília, maio de 2021

Crédito, Divulgação MST/Fotos Públicas

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Protesto pela manutenção do auxílio emergencial em R$ 600. Brasília, maio de 2021

De abril de 2020 a agosto deste ano, o valor da cesta básica paulistana subiu 16,9%, segundo o Dieese, para R$ 650,50.

Já o auxílio emergencial foi na direção oposta, tendo seus valores reduzidos em 2021 para R$ 150, R$ 250 ou R$ 375.

Assim, quem recebe o valor mais baixo só consegue comprar atualmente 23% da cesta básica. Quem recebe o valor médio, 38%. E mesmo quem recebe o valor mais alto — pago às mães solteiras chefes de família — só consegue comprar 58% da cesta.

Considerando que as pessoas também têm aluguel e contas básicas para pagar, a perda do poder de compra do auxílio emergencial dá uma dimensão da precariedade em que têm vivido os brasileiros mais pobres.

5) Consumo de pés de galinha e miojo

Outros indicadores da piora das condições de alimentação do brasileiro estão nos próprios alimentos consumidos.

Segundo dados da Abimapi (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados), o consumo de macarrão instantâneo movimentou R$ 3,2 bilhões em 2020, ante R$ 2,7 bilhões em 2019.

Em toneladas, o consumo cresceu de 167 mil para 189 mil entre os dois anos, refletindo o aumento da prática de cozinhar em casa durante a pandemia, mas também a perda de renda da população, que recorre ao miojo como um alimento barato.

Nos açougues, em meio aos preços proibitivos da carne, consumidores recorrem a cortes antes desprezados pela maioria, como pés e miúdos de galinha.

"Antes da pandemia se vendia cerca de 100 quilos de pé de frango no mês, agora estamos vendendo em torno de 250 quilos", disse José Carlos Viale, dono de um açougue em São José do Rio Preto, ao Diário da Região.

"Sempre teve saída, mas as pessoas compravam em menor quantidade e para tratar animal. Agora, temos famílias que chegam a comprar dois quilos de pé e pescoço por semana", relatou o empresário ao jornal.

Geisa Stefanini seu filho

Crédito, Reprodução/Redes Sociais

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Geisa Stefanini, de 32 anos, morreu após ter parte do corpo queimado ao tentar cozinhar com álcool

6) Aumento das queimaduras provocadas por cozinhar com álcool

Diante da alta do preço dos alimentos e do botijão de gás, muitas famílias têm tido que escolher entre a compra de comida ou do combustível.

Em agosto, o preço médio do botijão de gás de 13 kg estava em R$ 93, segundo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), mas já superava os R$ 100 em diversos Estados brasileiros, como Mato Grosso (R$ 114), Rondônia (R$ 111), Amapá (R$ 109), Roraima (R$ 109) e Pará (R$ 102).

Em meio aos preços proibitivos, as notícias de queimados por cozinhar com álcool se multiplicam. Isso num momento em que o acesso ao álcool etílico mais inflamável, com concentração de 70%, foi popularizado pela pandemia.

Em Goiás, segundo o portal Metrópoles, em menos de dois meses, pessoas de três famílias diferentes sofreram queimaduras e foram internadas depois de usarem álcool para cozinhar.

Na mesma situação, um homem morreu, em julho, em Goiânia, com 50% do corpo queimado.

Em 27 de setembro, morreu Geisa Stefanini, de 32 anos, que teve parte do corpo queimado após usar álcool combustível para cozinhar em sua casa em Osasco, na Grande São Paulo, segundo o G1. O bebê dela de 8 meses teve 18% do corpo queimado, mas sobreviveu.

Brasil : APLICATIVOS GRÁTIS
Enviado por alexandre em 05/10/2021 09:50:48

Veja alternativas de aplicativos para trocar mensagens de graça

Instabilidade no aplicativo de mensagens mais popular do Brasil não precisa te deixar incomunicável

O que fazer quando o WhatsApp fica fora de serviço? Há alternativas para o mais popular aplicativo de mensagens do Brasil
O que fazer quando o WhatsApp fica fora de serviço? Há alternativas para o mais popular aplicativo de mensagens do Brasil Pexels/Cottonbro

Giovanna Galvanida CNN

A mensagem do WhatsApp ficou sem o símbolo de enviada ou recebida por um tempo e o problema não está na internet e nem no celular? O mais popular aplicativo de troca de mensagens do Brasil passou por instabilidade e ficou mais de 7 horas fora do ar nesta segunda-feira (4).

Quando o WhatsApp cai, é comum que as redes sociais – em especial o Twitter, que foge da alçada das empresas de Mark Zuckerberg, também dono do Facebook – entrem em polvorosa: são trocas de trabalho, conversas pessoais e alguns memes perdidos no tempo em que a plataforma demora para voltar.

O problema pode ser local ou global, mas uma coisa é certa: os usuários não podem deixar de se comunicar por conta disso.

CNN separou algumas alternativas de aplicativos de troca de mensagens que podem ser uma boa reserva para a próxima vez que o WhatsApp cair – ou, quem sabe, podem se tornar o carro-chefe das suas comunicações no dia a dia.

Telegram

O Telegram já é um famoso concorrente do WhatsApp no Brasil, e possui funcionalidades semelhantes que não devem ser um percalço para quem ainda não é familiarizado com ele, como envio expresso de texto, áudios, fotos, criação de grupos, vídeochamadas, compartilhamento de figurinhas, entre outros.

Todas as mensagens são criptografadas de ponta-a-ponta. Isso significa que o conteúdo das mensagens é codificado até chegar ao destinatário, e nenhum intermediário – nem mesmo a empresa – pode visualizá-lo.

Disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store, o Telegram também tem uma versão funcional para aqueles que usam os aplicativos na tela do computador, assim como o WhatsApp Web.

Signal

O Signal teve um pico de popularidade após o WhatsApp ter anunciado mudanças nas configurações de privacidade e chegou a ser elogiado por Elon Musk, o bilionário dono da Tesla.

O aplicativo também tem todas as mensagens criptografadas de ponta-a-ponta e funcionalidades semelhantes com os demais.

Além disso, ele também permite ao usuário escolher alertas personalizados para cada contato e conta com edição de imagens mais potente do que os concorrentes.

O Signal está disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store.

Signal App
Chamada de vídeo em aplicativo de mensagens Signal Foto: Divulgação/Signal

WeChat

Fenômeno na China, também gratuito e com funcionalidades semelhantes aos demais, o WeChat pode ser especialmente interessante para aqueles que comunicam-se globalmente: o aplicativo oferece tradução simultânea em mais de 20 idiomas.

Há também mesmo recursos para encontrar pessoas desconhecidas ao redor que também estão conectadas ao WeChat.

O aplicativo também não requer o fornecimento do número de telefone para criar uma conta nova, já que o usuário pode escolher por identificar-se por meio de um ID, que pode ser o e-mail ou um QR Code gerado pelo app.

Uma curiosidade: o recurso de pagamentos WeChat Pay, que realiza transações pelo próprio aplicativo na China, foi uma das inspirações para a mesma funcionalidade passar a acontecer no WhatsApp.

Segundo a empresa, a segurança do aplicativo foi certificada pela TRUSTe, empresa global especializada em proteção de dados.

O WeChat está disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store.

Viber

O aplicativo japonês Viber foi criado em 2010 pouco depois do WhatsApp, que nasceu em 2009 nos Estados Unidos, e também popularizou-se entre os meios gratuitos de troca de mensagens.

Para cadastrar-se, o Viber requer apenas o seu número de telefone e dispensa outras informações adicionais de login. Assim como o WhatsApp, o aplicativo utiliza da base de contatos no telefone para encontrar os amigos e possibilitar a troca de mensagens.

O aplicativo adotou recentemente o recurso de proteção de ponta-a-ponta de todas as mensagens e conteúdos, que incluem fotos e vídeos.

O Viber está disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store.

Skype

Conhecido no Brasil há tempos como uma das primeiras ferramentas para chamadas de vídeo a longa distância, o Skype também pode substituir o WhatsApp em dias de instabilidade – e não necessariamente com as vídeochamadas.

A ferramenta dispõe de um chat mais simples que as alternativas anteriores, mas também permite o compartilhamento de imagens, vídeos e até chamadas de voz para celulares e telefones fixos a taxas locais. Além disso, o uso vai além do celular e do computador e tem um bom funcionamento em tablets.

Todos os recursos de voz, vídeo, transferências de arquivos e mensagens instantâneas são criptografados.

O Skype está disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store (link para iPhones).

Google Chat

Uma boa alternativa para quem usa os serviços do Google no dia-a-dia – como o Google Chrome, Gmail, Drive e outros – é utilizar o Google Chat.

Uma das vantagens da ferramenta é poder integrar as funcionalidades de planilhas, documentos, agendas e outros gadgets do Google com membros da equipe de trabalho, por exemplo.

Os recursos tornaram-se gratuitos a todos recentemente. Antes, era necessário realizar um plano de assinatura do antigo G Suite para acessar a ferramenta.

Os recursos de chat do Google usam a criptografia Transport Layer Security (TLS), um tipo de criptografia que também protege os dados de ponta-a-ponta.

O Google Chat está disponível no Google Play e Apple Store.

Messenger

O último item da lista não é o menos popular: na verdade, o Messenger é bem conhecido entre aqueles que utilizam a rede social mais popular do Brasil.

No entanto, se o WhatsApp enfrentar algum tipo de instabilidade, pode ser que o Messenger passe pelo mesmo. Isso porque essas empresas, bem como o Instagram, pertencem ao Facebook, e isso faz com que elas compartilhem os mesmos servidores globalmente.

Se não for o caso e o problema ocorrer apenas com o WhatsApp, porém, o Messenger será uma boa opção: integrado aos contatos do Facebook e do celular, é possível trocar mensagens de texto, vídeo, compartilhar fotos e criar grupos pelo aplicativo.

A criptografia de ponta-a-ponta é uma funcionalidade recente do Messenger e veio após as empresas de Zuckerberg sofrerem críticas por seus critérios de compartilhamento de dados entre elas.

O Messenger está disponível gratuitamente no Google Play e Apple Store.


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Brasil : FARC/AMAZÔNIA
Enviado por alexandre em 04/10/2021 15:00:38

Guerrilheiros colombianos atravessam a fronteira por garimpo ilegal na Amazônia


Foto: Funai/Via BBC

Danos provocados pelo garimpo ilegal na região do rio Uraricoera, na Terra Indígena Yanomami

Estrangeiros suspeitos de ligação com uma dissidência das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estão entrando em território brasileiro atraídos pelo avanço do garimpo ilegal de ouro no Brasil nos rios da Amazônia. A informação consta de documentos obtidos pela BBC News Brasil e foi confirmada pela Polícia Federal.

 

As investigações apontam que os dissidentes estão extorquindo garimpeiros ilegais que atuam de forma clandestina nos rios da região e cobrando uma espécie de "pedágio" para poderem continuar trabalhando. Em agosto, a PF e o Exército brasileiro realizaram uma operação no município de Japurá (AM), a 745 quilômetros de Manaus, depois de receberem informações de que havia dissidentes na área urbana da cidade. Dois colombianos foram presos.

 

As Farc eram um dos grupos armados que, por quase 50 anos, esteve em conflito com o governo colombiano. Em 2016, comandantes da organização e o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, firmaram um cessar-fogo que previa o desarmamento da organização e a possibilidade de o grupo participar da vida política do país. Em 2017, a maioria dos rebeldes se desmobilizou e passou a formar o partido político Força Alternativa Revolucionária do Comum, também conhecida pela sigla Farc. Mais de oito mil fuzis foram entregues pelos guerrilheiros.

 

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Parte deles, porém, decidiu não aderir ao acordo e continuou a atuar na região, especialmente em território amazônico. São esses dissidentes que as autoridades brasileiras acreditam que estejam ingressando em território nacional desde então. Nos últimos anos, serviços de inteligência receberam a informação de que alguns deles fazem a "escolta" de carregamentos de drogas enviadas da Colômbia para o Brasil pelos rios da região.

 

Os documentos obtidos pela BBC News Brasil fazem parte de uma investigação conduzida pela Polícia Federal após a operação de agosto e que tramita, agora, na Justiça Federal do Amazonas. Segundo eles, a novidade agora é que esses dissidentes estão extorquindo garimpeiros ilegais brasileiros que atuam na extração ilegal de ouro nos rios da região, especialmente nos rios Purué e Joamim. O processo contém fotos tiradas por informantes da PF que mostram homens armados com fuzis e uniformes semelhantes aos usados pelos guerrilheiros abordando dragas de garimpo.

 

Segundo o superintendente da Polícia Federal no Amazonas, Leandro Almada, há suspeitas de que o ouro extraído ilegalmente no Brasil esteja sendo usado para financiar as atividades dos dissidentes na Colômbia.

 

"Indivíduos supostamente dissidentes de grupos paramilitares estrangeiros atuariam na faixa de fronteira da região de Japurá e teriam envolvimento com o tráfico de entorpecentes, realizando escoltas de carregamentos de drogas e, mais recentemente, atuando na extorsão de garimpeiros ilegais que atuam na região de fronteira. Não temos dados concretos, mas existe a possibilidade de tais recursos estarem sendo utilizados para o financiamento desses grupos baseados no exterior", disse o delegado em nota enviada à BBC Brasil.

 

"Segundo levantamentos na região, os dissidentes ingressam ilegalmente em território nacional, muitas vezes com documentos falsos, e atuam nas áreas de garimpo da faixa de fronteira abordando ribeirinhos e garimpeiros, ou infiltrados na zona urbana de Japurá, onde adquirem mantimentos", explicou o delegado.

 

A suspeita de que dissidentes estejam usando o ouro ilegal brasileiro chama atenção porque, na Colômbia, há pelo menos nove anos existem registros de que grupos paramilitares comando minas ilegais no país vizinho.


"Isso é algo que aconteceu na Colômbia. Há minas ilegais administradas pelas Farc e outros grupos ilegais no meu país, de modo que não me estranharia que esses criminosos que atravessam a fronteira comecem a atuar dessa maneira no Brasil", disse o embaixador da Colômbia no Brasil, Dario Montoya Mejia.

 

O diplomata afirmou também que as autoridades dos dois países vêm intensificado as ações de cooperação na região para sufocar atividades de organizações criminosas.


 

Bilhetes com carimbo das Farc


Entre os indícios que, segundo a PF, ligam o casal colombiano preso em agosto deste ano a grupos dissidentes das Farc estão um bilhete apreendido com o casal que contem o carimbo da Frente Carolina Ramirez, um dos sub-grupos da dissidência das Farc que atua no sul da Colômbia. O casal foi encontrado depois de invadir a casa de uma moradora de Japurá ao fugir da polícia e do Exército.

 

A investigação da PF suspeita de que a dupla atuava como emissários responsáveis por obter mantimentos, remédios e outros insumos para dar suporte ao grupo na selva. Além do bilhete, a PF encontrou um uniforme camuflado, botas, artigos para sobrevivência na selva e uma balança de precisão. As suspeitas aumentaram depois que um laudo de peritos da PF constatou que a mulher detida apresentou nomes e documentos falsos às autoridades brasileiras.

 

Em seu depoimento, a dona da casa invadida, cujo nome não será divulgado por motivos de segurança, disse ter sentido ameaçada.

 

"Aí, na hora que eles entraram, empurraram a porta e quase jogaram as duas (sua filha e cunhada) aí embaixo e falaram que iam ficar aí e foram direto pro meu quarto. A gente pediu para sair, não saíram. Falaram que iam ficar aí, porque se eles não ficassem aí não, (a gente) sabia o que podia acontecer […] Me senti (ameaçada) […] se a gente não fizer o que eles estão pedindo, (a gente) se lasca depois", disse.

 

Japurá é um município localizado no extremo oeste do Amazonas, com pouco mais de 1,7 mil habitantes e 55,8 mil quilômetros quadrados e coberta majoritariamente pela floresta amazônica. É uma das áreas mais remotas do Brasil, equivalente a 35 vezes o tamanho da cidade de São Paulo.

 

Sua única ligação física com a capital do estado, Manaus, é o rio Japurá, em uma viagem que pode levar até uma semana. Nas últimas décadas, o município se tornou uma importante porta de entrada para drogas produzidas na Colômbia com destino ao Brasil, especialmente o "skunk", uma espécie de maconha considerada mais potente que a maconha normal.

 

O ambiente passou a ficar ainda mais tenso com o avanço da extração ilegal de ouro na região. Segundo a PF, nos últimos três anos, houve um aumento da atividade garimpeira na área. Dezenas de dragas e centenas de garimpeiros aproveitam a pouca fiscalização das autoridades na região e levam dragas que revolvem o leito do rio em busca do minério ao mesmo tempo em que liberam mercúrio na água e no ar. Apesar desse cenário, a cidade conta com apenas dois policiais civis e seis policiais militares.

 

"Japurá fica numa região muito isolada e muito pobre e que precisa de um reforço da segurança", reconhece o chefe do Departamento de Investigações sobre Narcóticos (Denarc) da Polícia Civil do Amazonas, Paulo Mavignier.


 

Região é próxima a local de conflitos


A prisão da dupla e os relatos sobre a presença de dissidentes da guerrilha colombiana em Japurá trouxe de volta a lembrança de um episódio ocorrido há 30 anos em uma região próxima à cidade, mais precisamente no rio Traíra, que corre pela divisa entre o Brasil e a Colômbia. No dia 26 de fevereiro de 1991, um destacamento do Exército foi atacado por guerrilheiros das Farc. Na ocasião, três militares brasileiros morreram.

 

Como resposta, o Brasil mobilizou aproximadamente 400 militares para a região durante a Operação Traíra, em março daquele mesmo ano. Registros feitos pela imprensa à época indicam que pelo menos sete colombianos foram mortos.

 

O professor do Departamento de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, Thiago Fernandes, explica que atividades ilegais como tráfico de seres humanos, drogas e de armas são comuns em regiões de fronteira, especialmente naquelas marcadas pelo isolamento como a do Brasil com a Colômbia. Ele diz, no entanto, que o episódio ocorrido em Japurá mostra que avanço do garimpo ilegal no Brasil funciona como um fator de atração para grupos criminosos estrangeiros.

 

"Os garimpos servem de polo de atração. Esse ouro vai atraindo esses outros grupos ilegais, incluindo as Farc e dissidentes. O avanço do garimpo ilegal no Brasil cria mais uma oportunidade de financiamento para esses grupos criminosos. É compreensível que eles avancem em nosso território em busca de uma nova fonte de renda", afirmou.

 

A BBC News Brasil questionou o Exército sobre o episódio ocorrido em Japurá e que medidas estão sendo tomadas sobre o ingresso de dissidentes no Brasil.

 

 

Em nota, o Exército disse que recebeu as informações sobre a existência de dissidentes na região por meio de denúncias feitas pela população do município e que "realiza, diuturnamente, operações preventivas e repressivas com o intuito de combater os ilícitos praticados nas regiões de fronteira".

 

Fonte: G1

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