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Brasil : DESPERDÍCIOS
Enviado por alexandre em 07/05/2019 08:45:06

País perde US$ 4 bilhões/ano

Brasil perde US$ 68 bilhões por ano com gastos ineficientes

Segundo estudo do BID, desperdício representa 3,9% do PIB e inclui subsídios que acabam beneficiando os mais ricos

Marcello Corrêa – O Globo

O desperdício de recursos públicos no Brasil representa um prejuízo de US$ 68 bilhões por ano ou 3,9% do PIB, de acordo com estudo do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) que será divulgado nesta terça-feira. O indicador leva em consideração recursos mal direcionados em áreas como transferências de renda, compras governamentais e subsídios. Na média da América Latina, essa taxa de ineficiência chega a 4,4%. O número do Brasil, no entanto, é maior do que o de países como Uruguai, Peru e Chile. A Argentina tem a pior marca, com 7,2% do PIB desperdiçados.

De acordo com o diagnóstico do BID, os países da região elevaram os gastos públicos nos últimos anos, embalados pelo boom das commodities, que turbinou o crescimento de países em desenvolvimento e emergentes. A instituição avalia, no entanto, que esse aumento de despesas levou a desperdícios. “Falta de profissionalismo, negligência, corrupção, ou uma combinação desses fatores, inflacionam o custo dos insumos usados para produzir esses serviços”, avalia o levantamento.

O levantamento constatou, por exemplo, que, de todos os beneficiários do Bolsa Família, 80% são considerados pobres. Alguns tipos de incentivos fiscais, no entanto, acabam direcionados para quem não precisa.

Brasil : FORRÓ
Enviado por alexandre em 06/05/2019 23:50:08

Forró mais perto de virar Patrimônio Cultural do Brasil

O período junino que se aproxima coloca o forró no centro das atenções das festas. Mas, paralelo a isso, está em curso uma mobilização em prol de uma valorização do ritmo que dure o ano inteiro. Músicos, produtores e entusiastas do gênero de todo o País se movimentam pelo reconhecimento das matrizes do forró como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. A empreitada ganha um novo capítulo com a realização do Seminário Forró e Patrimônio Cultural, desta quarta-feira (08) até sexta-feira (10) de maio, no Recife. O objetivo do evento é levar ao debate público questões importantes para a continuidade da iniciativa.

A movimentação foi iniciada em 2011, junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Tudo começou com um pedido encaminhado pela Associação Cultural Balaio do Nordeste, da Paraíba. Desde então, o órgão vem incentivando encontros em várias cidades para discutir o processo de registro. Em setembro de 2015, um evento nacional sediado em João Pessoa apontou as diretrizes do estudo que investigará as matrizes tradicionais do forró.

O pleito junto ao Iphan vem sendo acompanhado por diferentes instituições e pelo Fórum Nacional Forró de Raiz, que reúne pessoas engajadas na causa. Em Pernambuco, a coordenação do fórum é de Tereza Accioly, presidente da Sociedade dos Forrozeiros de Pé de Serra e Ai.

A Associação Respeita Januário, ligada à Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), foi selecionada através de um edital para efetuar a instrução técnica do registro. O trabalho nada mais é do que uma pesquisa profunda sobre o bem cultural proposto, apontando a importância do seu reconhecimento. O seminário marca o início dessas atividades, que devem envolver uma equipe com cerca de 30 profissionais, entre musicólogos, historiadores, antropólogos e comunicadores.

O estudo vai abranger todos os estados do Nordeste, com ênfase maior em Pernambuco, Ceará e Paraíba, além de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília. “O projeto conta com uma parte de análise documental, mas o mais importante é ir a campo, colhendo entrevistas. Quando se fala em patrimônio imaterial, que é o que trata das tradições vivas, ouvir as pessoas que vivenciam essa manifestação é fundamental”, explica o etnomusicólogo Carlos Sandroni, coordenador-geral da Respeita Januário.

“A pesquisa ainda não foi iniciada, porque depende de um trâmite administrativo que ainda não foi completado. É um compromisso de dois anos que a gente assume com o Iphan. Então, tudo precisa ser tecnicamente bem estabelecido, para definir os deveres de cada uma das partes. Falta assinar alguns documentos ainda, mas deve ser em tempo de alcançarmos esse São João”, conta Sandroni.

Segundo o pesquisador, o alvo da investigação não é o forró com maior alcance midiático, mas sim sua vertente mais tradicional, exposta por meio de manifestações como baião, xaxado e xote. “O forró pode ser muita coisa hoje em dia: dança, festa, paquera. Algo que é muito discutido é esse desentendimento entre o pessoal do chamado forró pé-de-serra e o dito estilizado. Mas não é esse o recorte que será feito. Levamos em conta os setores que estão mais sintonizados com a ideia de identidade cultural”, ressalta.

A importância do reconhecimento

O trabalho da Respeita Januário vai dar origem a uma dossiê sobre as matrizes do forró, que passará por uma série de etapas dentro do Iphan. Primeiro, ele será analisado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial, que fará um parecer técnico. Em seguida, o material segue para a apreciação do Conselho Consultivo, que dará a palavra final sobre a aceitação do registro. A expectativa é que o processo seja concluído até 2021.

Para o cantor e compositor Maciel Melo, o registro vai oficializar aquilo que o ritmo já é na prática. “O forró já é um patrimônio cultural do nosso povo há muito tempo. Mas acho válido esse título, para que venha uma maior valorização por parte do poder público. O que não pode é deixar que essa tradição vire folclore, restrito a apenas um mês do ano”, aponta.

Pernambuco é um dos estados com mais bens registrados pelo Iphan. Já receberam essa nomeação a Feira de Caruaru, frevo, roda de capoeira, os mestres de capoeira, maracatu nação, maracatu de baque solto, cavalo-marinho, teatro de bonecos popular do nordeste, caboclinho e literatura de cordel.

O diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Iphan, Hermano Queiroz, ressalta que o reconhecimento não deve ser entendido apenas como um ato declaratório. “É um compromisso que o poder público firma com a comunidade, através de vários órgãos, de atuar na salvaguarda daquele patrimônio. A partir de um plano de salvaguarda, com ações de curto, médio e longo prazo, vamos atuar conjuntamente para o fortalecimento desse bem cultural”, detalha.

Seminário

Gratuito e aberto ao público, o Seminário Forró e Patrimônio Cultural vai reunir forrozeiros, artistas, músicos, artesãos, e dançarinos, além de gestores públicos e culturais, produtores e pesquisadores. As atividades vão ocupar o Cais do Sertão, Paço do Frevo, Praça do Arsenal e Teatro Mamulengo, todos no Bairro do Recife. A programação reúne mesas com diferentes temáticas, aulas de mestres forrozeiros e apresentações artísticas. As inscrições estão disponíveis através da plataforma Sympla.

Serviço:

Seminário Forró e Patrimônio Cultural
Desta quarta-feira (8) até sexta-feira (10), da 9h às 18h
No Museu Cais do Sertão, Paço do Frevo, Praça do Arsenal e Teatro Mamulengo (Bairro do Recife)

Brasil : ALIVIO
Enviado por alexandre em 06/05/2019 08:58:41

Brunei diz que não aplicará pena de morte para gays


O sultão de Brunei, Hassanal Bolkiah, estendeu neste domingo (05) uma moratória à pena de morte para uma nova lei que proíbe sexo homossexual, buscando amenizar uma indignação internacional liderada por celebridades como George Clooney e Elton John.

O pequeno país do sudeste asiático foi alvo de críticas quando apresentou sua interpretação da lei islâmica, a Sharia, em 3 de abril, punindo a sodomia, adultério e estupros com pena de morte, inclusive por apedrejamento.

O Brunei tem consistentemente defendido seu direito de implementar as leis, que tiveram elementos adotados inicialmente em 2014 e que, desde então, vêm sendo introduzidas em fases.

No entanto, em uma rara resposta a críticas direcionadas ao rico Estado petroleiro, o sultão disse que a pena de morte não será imposta na implementação da Ordem do Código Penal Syariah (SPCO, na sigla em inglês).

Alguns crimes já preveem a pena de morte em Brunei, incluindo assassinato premeditado e tráfico de drogas, mas nenhuma execução foi realizada desde a década de 1990.

“Eu estou ciente que há muitas questões e má interpretações relacionadas à implementação da SPCO. No entanto, acreditamos que assim que essas forem resolvidas, o mérito da lei será evidente”, disse o sultão em discurso antes do início do Ramadã, o mês sagrado para os islâmicos.

“Como é evidente há mais de duas décadas, temos praticado uma moratória de fato sobre a execução da pena de morte para casos sob a lei comum. Isso também será aplicado a casos sob a SPCO, o que oferece um escopo mais brando para remissão”.

Brasil : GENTE PELADA
Enviado por alexandre em 06/05/2019 08:28:04


Baixa renda nas universidades públicas mostra o quadro dos alunos

Mais da metade dos alunos de universidades federais são de baixa renda, diz pesquisa

Mônica Bergamo - Folha de S.Paulo

Uma pesquisa que está sendo finalizada pela Andifes, a associação que reúne reitores das universidades federais, mostrará que mais da metade dos alunos das instituições são de baixa renda, integrando famílias que ganham por mês menos do que um salário mínimo per capita.

O trabalho será apresentado no dia 16 de maio —na mesma data, a Andifes tem reunião marcada com o ministro Abraham Weintraub, da Educação.

Weintraub afirmou na semana passada que os cortes de verbas em determinadas universidades ocorriam porque elas promoviam “balbúrdias” e permitiam “gente pelada” dentro do campus. A Andifes tentará reverter os cortes mostrando que eles podem inviabilizar o funcionamento de algumas universidades.

Brasil : FIM DOS LIXÕES
Enviado por alexandre em 04/05/2019 21:53:21

Ministro defende o fim dos lixões ao bloquear recursos contra a mudanças climáticas

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, travou 86% do orçamento que deveria ser destinado ao Fundo Clima, dedicado ao apoio de projetos para redução a emissão de gases estufa. Do investimento de R$ 415 milhões, aprovado no orçamento, R$ 357 milhões foram bloqueados. No Twitter, Salles minimizou o plano:

“Ao invés de financiar palestras, seminários e ‘estudos científicos’ dos mesmos de sempre, vamos destinar os recursos para acabar com os lixões no Brasil. Isso sim é atuar contra as mudanças climáticas e defender o meio ambiente e qualidade de vida das pessoas”, escreveu.

Segundo decreto federal, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve apresentar o plano de aplicação dos recursos até dois meses após a publicação da Lei Orçamentária Anual, o que ocorreu no dia 16 de janeiro. Salles, então, deveria ter apresentado um plano para aplicação das verbas até 17 de março.

Salles extinguiu a secretaria de mudanças climáticas do ministério, alegando que o órgão havia se tornado um ajuntamento de pessoas que “ficavam fazendo turismo internacional às custas do governo”. Desde o início de sua gestão, anunciou sua preferência pela agenda ambiental urbana, tendo à frente o Programa Lixão Zero, que busca acabar com os lixões do país.

Nesta semana, em visita a Curitiba, uma manifestação de catadores de lixo obrigou o ministro a mudar o local em que lançaria o programa, passando do Centro da cidade para o Palácio Iguaçu, do governo estadual do Paraná.

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