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Brasil : AGRONEGÓCIO
Enviado por alexandre em 27/09/2018 08:38:41

Pecuária é mais rentável quando tem o foco na intensificação da produção

Da Redação - Thaís Fávaro

Foto: Assessoria
Pecuária é mais rentável quando tem o foco na intensificação da produção
De um lado a população mundial cresce e do outro, a área de produção de alimentos de origem animal, como a carne bovina é cada vez menor. Há quem diga que o Brasil passará de 181,7 milhões de hectares (ha) de pastagens, número registrado em 2011 para 176,3 milhões em 2022, perdendo assim 2,97% de área de pastagens. Diante deste panorama, a solução é intensificar a produção da pecuária investindo em setores como estação de monta, suplementação das matrizes, tipo de manejo e genética.

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Independentemente do tamanho da propriedade, o maior desafio é a obtenção da lucratividade, capaz de remunerar os custos, assegurar novos investimentos e garantir a qualidade de vida do pecuarista. A intensificação pode ser definida como racionalização do uso dos recursos limitantes no processo de produção. E é claro que não existe receita certa para um sistema de produção ideal, pois cada propriedade e cada região possuem suas particularidades que devem ser levadas em consideração no processo de intensificação. Diante disso, é importante ter o auxílio de um profissional para elaborar a receita adequada para cada propriedade.

Porém há alguns fatores importantes que devem ser ressaltados e valem para todos os que pretendem intensificar sua produção. Uma dica é que o proprietário deve ter um elevado nível de envolvimento com o sistema de produção ou ter uma pessoa de confiança que assuma tal papel com autonomia e excelência. Os funcionários devem ser treinados para essa nova forma de produção.

A localização da propriedade também é importante, pois a compra de insumos e a venda de produtos apresentam alta correlação com o resultado financeiro. É necessário realizar um estudo que liste os principais insumos que serão utilizados na propriedade para, a partir daí, levantar a distância das principais empresas que realizam a comercialização destes produtos, além dos possíveis clientes. Todas essas informações servirão como base para uma negociação, onde se pode reduzir o custo de produção melhorando as vendas e aumentando a margem de lucro do produtor.

Estação de monta é outro ponto que os pecuaristas que optam por intensificar a produção pecuária devem ficar bem atentos. Nos últimos anos, têm crescido a utilização de técnicas de reprodução programada, principalmente para gado de corte. Especialistas nesta área apontam o manejo sanitário, nutricional e separação dos lotes como pontos importantes. Os exames andrológico e de libido dos touros devem ser realizados 90 dias antes do início da estação de monta. Estes testes avaliam a capacidade reprodutiva dos animais e reduzem em até 30% a utilização de touros inférteis no rebanho. Já nas fêmeas, deve ser realizada a avaliação por ultrassonografia, principalmente em novilhas, para verificar a condição do aparelho reprodutor. O exame deve ser feito entre 60 e 90 dias antes do início da estação.

O pastejo deve permitir a maximização da produção animal sem prejudicar em nenhum aspecto as pastagens. Ao pensar em intensificar a produção, as divisões de pastagens devem ser o primeiro passo observado na propriedade, pois tem o intuito de maximizar o aproveitamento das forragens. Para que seja feito um trabalho de redimensionamento da fazenda é importante que se tenha os mapas que irão ajudar a definir os pontos de divisão atrelados à água e cocho, além de se obter a real dimensão da propriedade e, consequentemente, do valor a ser investido e seu potencial de produção.

A suplementação também é uma ferramenta de intensificação. O objetivo dela é melhorar a conversão alimentar de animais em pastagens, encurtar ciclos reprodutivos, reduzir ciclos de crescimento e engorda e aumentar a capacidade suporte dos sistemas produtivos. Isso aumenta a eficiência de utilização das pastagens e supre a deficiência de nutrientes encontradas nelas nas diferentes épocas do ano, assim gerando um incremento na produtividade. Essa prática deve estar alinhada a uma meta estabelecida de produção, ao fluxo de caixa da propriedade, ao clima regional, para então analisar se existe a viabilidade econômica e definir qual o nível de suplementação, período e categorias que irão receber.

Porém, é importante analisar os custos de investimento com instalações, máquinas e os custos elevados com ração concentrada e volumoso servidos no cocho, mão de obra específica e disponibilidade de insumos na região. A sugestão é que a intensificação de sistemas de gado de corte seja feita primeiro numa pequena propriedade, ou em uma área de pelo menos 20% da propriedade. Essa área servirá de aprendizado para todos os envolvidos no processo e deve ser preferencialmente a melhor da propriedade, a fim de reduzir custos com correção e adubação nos primeiros 12 meses. Nos anos que seguem o processo de intensificação, será implantado em toda a propriedade, porém o nível de crescimento estará atrelado à capacidade de investimento do produtor, podendo ser completa já no segundo ano ou crescente de acordo com seu fluxo de caixa e geração de renda com o próprio sistema.

Brasil : PERNA DE PAU
Enviado por alexandre em 27/09/2018 08:08:20

‘The Worst’! Ganso aparece em lista de piores jogadores da temporada
O jornal espanhol 'Marca' resolveu criar o 'The Worst' (o pior), listando o que para eles foram os piores jogadores da temporada 2017/18
Em contrapartida a premiação ‘The Best’ da Fifa que elegeu Luka Modrić como o melhor jogador do mundo em 2018, em cerimônia realizada em Londres na última segunda-feira(24). O jornal espanhol ‘Marca’ resolveu criar o ‘The Worst’ (o pior), listando o que para eles foram os piores jogadores da temporada 2017/18.

A lista conta com apenas um brasileiro: Paulo Henrique Ganso, que após duas temporadas bem apagadas pelo Sevilla, foi emprestado ao pequeno clube francês Amiens.

Brasil : CACHAÇA
Enviado por alexandre em 24/09/2018 07:59:55

Produtores de cachaça lançam manifesto contra carga tributária sobre a bebida

Em carta aberta, setor também reivindicou maior promoção e proteção ao produto, além do combate à clandestinidade e à informalidade

Em São Paulo, produtores de cachaça lançaram um manifesto em que reivindicam a ampliação dos esforços de promoção e de proteção da bebida. A carta aberta pede ainda a reavaliação da carga tributária sobre o produto, além do combate à clandestinidade e à informalidade, superior a 85%, segundo o setor.

“Em 2015, o governo reviu a sistemática de cobrança do IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que representou um aumento significativo do preço da cachaça. Em alguns casos, a alta chegou a 330%. Isso impactou muito porque o setor é extremamente sensível a alterações tributárias”, destacou o diretor executivo do Instituto Brasileiro da Cachaça (Ibrac), Carlos Lima.

O setor reconhece, porém, que a inclusão de parte dos produtores no Simples Nacional, medida que entrou em vigor no início do ano, tem dado novo fôlego aos negócios. No país, cerca de 580 produtores estão enquadrados na modalidade. Em alguns casos, a mudança gerou redução de tributos de 90%.

No entanto, de acordo com os dados preliminares do Censo Agropecuário de 2017, existem cerca de 11.023 produtores espalhados pelo Brasil. Comparando o número de produtores registrados no Mapa com o censo, verifica-se que a informalidade do setor da cachaça, em número de produtores, está em torno de 86%.

“Se a categoria tiver melhores condições de mercado, o segmento da cachaça poderá continuar a contribuir de forma sustentável para a arrecadação e impulsionar ainda mais empregos no país”, acrescenta Lima.

Em 2017, o faturamento do setor no Brasil foi superior a R$ 10 bilhões. Em termos de exportação, o produto foi vendido para mais de 60 países, por mais de 50 empresas exportadoras, gerando receita de US$ 15,80 milhões, para um volume de 8,74 milhões de litros.

Esses números representam um crescimento de 13,43% em valor e de 4,32% em volume, em comparação ao ano de 2016, resultando no segundo ano consecutivo de aumento das exportações.

A maior produção de cachaça está concentrada no estado de São Paulo, seguido de Pernambuco, Ceará, Minas Gerais e Paraíba. Os principais estados consumidores são São Paulo, Pernambuco, Rio de Janeiro, Ceará, Bahia e Minas Gerais.

*Com informações da Agência Brasil
Fonte: IG Economia



Brasil : BOA AÇÃO
Enviado por alexandre em 21/09/2018 17:15:38


Garoto faz 5 anos e doa seus presentes para crianças carentes

Benício entrega os brinquedos - Foto: Sara Braga/Arquivo pessoalBenício entrega os brinquedos - Foto: Sara Braga/Arquivo pessoal

Um garoto de apenas 5 anos deu um exemplo de desapego e solidariedade. Benício dos Santos doou todos os presentes que ganhou na festa de aniversário para crianças carentes do Ramal do Pica-Pau, em Rio Branco, no Acre.

A entrega dos brinquedos foi no domingo, dia 9 e a festa no dia 25 de agosto.

A ideia foi da mãe de Benício, a psicóloga Sara Braga e o garoto gostou tanto que resolveu entregar ele mesmo os brinquedos.

No dia da entrega, a psicóloga contou que o filho fez questão de ele mesmo distribuir os brinquedos. A ação foi possível através de uma amiga de Sara, que faz trabalho voluntários na comunidade. Além delas, a policial civil Josenice Peixoto, do Projeto Pacificar, levou cachorro quente, refrigerantes e outras comidas para a criançada.

“Benício é uma criança muito diferente. É um menino muito esperto, converso muito com ele sobre se preocupar com o próximo, ser sempre uma pessoa do bem. É um menino muito elogiado na escolinha, na natação porque se preocupa muito com o próximo. No futebol se um amiguinho cai ele quer parar o jogo para ajudar. Me sinto uma mãe muito abençoada”, comemorou.

Como

Dois meses antes da festa, quando o menino contou os presentes que queria ganhar, a mãe aproveitou para lembrar que o filho tinha muitos brinquedos e que haviam crianças que não tinham nem o que comer.

“Antes de eu propor ele já falou ‘mãe, eu já sei! Quer que eu dê meus presentes para as criancinhas?”.

Falei que era uma ideia, que ele não era obrigado, que é muito criança. Ele colocou a mão na minha perna e falou ‘não mãe, eu entendo que tem criança que não tem mãe e nem pai. Está tudo bem dar meus presentes, não vou ficar chateado’”, relembrou.

A mãe achava que Benício mudaria de ideia quando os convidados começassem a chegar com os brinquedos. Mas, para surpresa de Sara, o garoto estava decidido e não voltou atrás.

A mãe revelou também que contou para os convidados que os presentes seriam doados e pediu brinquedos para meninas também.

“Muitos amigos trouxeram presentes pra doar e alguma lembrança para ele também. Só que ele quis colocar tudo para doar. Doamos tudo”, afirmou.

“Minha mãe me disse para doar e eu doei. As crianças não têm muito presentes. Dei os presentes, tinha uma bola do Ben 10, duas bolas, uma boneca, carrinho, máscara. Gostei [de conhecer as crianças]”, disse o menino ao G1.

Benício é uma criança comum, afirma a mãe.

“Não vou dizer que ele é o melhor menino para dividir as coisas, porque não é. Mas divide, converso muito com ele. Somos praticamente só ele e eu, porque o pai dele não mora aqui, mas tem uma irmãzinha de 2 meses, gosta muito dela, mas ainda não tem isso de dividir”, contou.
Benício com os brinquedos - Foto: Sara Braga/Arquivo pessoal

Benício com os brinquedos – Foto: Sara Braga/Arquivo pessoal

Com informações do G1

Brasil : JOGADOS FORA
Enviado por alexandre em 20/09/2018 19:01:29

Arroz e feijão são os alimentos mais desperdiçados no Brasil
Pesquisa mostra que a dupla representa 38% da comida jogada fora

Por Agência Brasil

Brasília - Base da alimentação do brasileiro, o arroz e o feijão representam 38% do montante de alimentos jogado fora no país. O dado faz parte da pesquisa sobre hábitos de consumo e desperdício de alimentos, do projeto Diálogos Setoriais União Europeia – Brasil, liderado pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com apoio da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A pesquisa ouviu 1.764 famílias de diferentes classes sociais e de todas as regiões brasileiras. O ranking dos alimentos mais desperdiçados mostra arroz (22%), carne bovina (20%), feijão (16%) e frango (15%) com os maiores percentuais relativos ao total desperdiçado. “A grande surpresa foram as carnes aparecerem com um índice tão alto de desperdício, um produto de alto valor agregado, de alto valor nutricional e que é desperdiçado. E destaco ainda o leite, que é o quinto grande grupo mais jogado fora”, disse o professor de marketing da Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, Carlos Eduardo Lourenço.

Os dados detalhados da pesquisa foram apresentados nesta quinta-feira no Seminário Internacional Perdas e Desperdício de Alimentos em Cadeias Agroalimentares: Oportunidades para Políticas Públicas, na sede da Embrapa, em Brasília (DF).

No Brasil, a média de alimentos desperdiçados por domicílio é de 353 gramas por dia. Individualmente a média é de 114 gramas por dia.

Entre os motivos do desperdício apontados pelos pesquisadores está a busca pelo sabor e a preferência pela fartura dos consumidores brasileiros. O não aproveitamento das sobras das refeições é o principal fator para o descarte de arroz e feijão. “Essa busca pelo sabor e pelo frescor do alimento acaba tendo outro impacto que é o descarte de um excesso ou quando acontece algum evento que muda o planejamento da família”, disse Lourenço, explicando, entretanto que a culinária diversa e saborosa do brasileiro deve ser valorizada.

Como exemplo desses eventos, o professor da FGV cita o caso pesquisado de uma pessoa que, após um churrasco, acabou descartando quatro quilos de carne ou ainda o caso de quem salgou demais o feijão durante o cozimento e acabou jogando a panela toda fora, em vez de tentar recuperar o alimento.

Cultura da abundância

Os resultados mostraram que 61% das famílias priorizam uma grande compra mensal de alimentos, além de duas a quatro compras menores ao longo do mês. De acordo com os pesquisadores, esse hábito leva ao desperdício pois aumenta a propensão de comprar itens desnecessários, especialmente quando a compra farta é combinada com o baixo planejamento das refeições.

Algumas contradições também aparecem entre o público pesquisado. Enquanto 94% afirmam ser importante evitar o desperdício de comida, 59% não dão importância se houver comida demais na mesa ou na despensa. A maioria das famílias (68%) valoriza muito ter uma despensa e geladeira cheias de alimento. “O brasileiro gosta de abundância, é muito comum na nossa cultura”, disse Lourenço.

Outra descoberta relevante da pesquisa é que 43% das pessoas concordam que “os conhecidos jogam comida fora regularmente”, mas quando abordado o comportamento da própria família o problema não aparece tanto. Segundo Lourenço, apesar do grande desperdício, o brasileiro tem a percepção do impacto social desse comportamento e parece ter um esforço de não desperdiçar. “Essa consciência aparece na pesquisa”, disse.

Vilão do desperdício

De acordo com o professor da FGV, o motivador do desperdício é transversal e acontece em todas as classes sociais. “Não há um vilão”, ressaltou Lourenço. “Talvez fosse mais fácil se tivesse, mas é um problema geral da nossa sociedade”. Segundo ele, apenas em hortaliças o desperdício acontece mais nas classes A e B do que nas classes C e D.

Para o ministro do Meio Ambiente, Edson Duarte, é preciso atuar em todos os elos da cadeia: evitar que o produto fique no campo, com tecnologias e capacitações tecnológicas que aumentem a produtividade e preservem o meio ambiente; garantir que o alimento chegue à mesa do consumidor, com a comercialização in natura ou para agroindústrias; e educar as pessoas para ao consumo, para evitar o desperdício.

“Um terço de toda a produção agrícola está sendo desperdiçada, seja no pós-colheita, seja em toda a cadeia de alimentos. Se combatêssemos isso com efetividade, estaríamos combatendo a fome e diminuindo a pressão sobre nossas florestas e nossos recursos naturais”, disse.

Design dos alimentos

A pesquisa iniciou com uma fase qualitativa, na qual 62 consumidores foram entrevistados em supermercados, lojas de conveniência e feiras livres. A coleta de dados envolveu um grupo de pós-graduandos europeus das universidades de Bocconi (Itália), St Gallen (Suíça), Viena (Suíça) e Groningen (Holanda). O objetivo foi avaliar hábitos de compra e consumo de alimentos dos brasileiros, a partir do olhar dos europeus.

“Os estudantes europeus ficaram impressionados com a quantidade dos alimentos adquiridos pelos brasileiros, principalmente nas compras semanais”, disse Lourenço, contando que os estudantes se perguntavam por que nas lojas de conveniência, onde as compras são menores, os carrinhos utilizados eram enormes.

Na segunda fase da pesquisa, foi utilizado um painel com mais de 600 mil consumidores brasileiros. Depois de uma triagem, foram selecionadas três mil pessoas de todo o país e, dessas, 1.764 participaram efetivamente da primeira fase quantitativa da pesquisa. Entre elas, 638 famílias participaram também do preenchimento de um diário alimentar, que incluiu dados sobre quantidades desperdiçadas e fotos dos alimentos descartados.

Nessa etapa, foi observado que o brasileiro está mais preocupado com sabor e aparência dos alimentos, do que em consumir alimentos saudáveis ou pouco calóricos. Para o presidente da Embrapa, Maurício Lopes, na hora da compra, o brasileiro exalta mais o design dos alimentos do que seu valor nutricional. “Temos uma cultura de expor em excesso, de exaltar o visual. Quando entramos no supermercado é ótimo ter gôndolas cheias de alimentos bonitos e polidos, consumimos primeiro com os olhos para depois pensar na consequência desse consumo”, disse.

Segundo Lopes, esse problema de consumo tomou grandes dimensões no sistema agroalimentar e faz com que a perda e o desperdício sejam quase que necessário. “Do ponto de vista da produção, muitas vezes faz mais sentido deixar os alimentos se perderem do que viabilizar outra rota de uso para esses produtos”, disse, explicando que, quando se fala em desperdício, não é só de alimento, mas de água, energia e mão de obra, além da emissão de gases de efeito estufa em toda essa cadeia. “Os números dessa pesquisa são nada menos que alarmantes”, ressaltou.

Engajamento

Por fim, na terceira fase da pesquisa, foi realizado um levantamento de dados em blogs e redes sociais como Facebook e Twitter, com o objetivo de avaliar como o tema desperdício de alimentos foi propagado na internet nos últimos meses. Os resultados indicaram que 75% desse assunto é tratado por instituições públicas e privadas e há pouco envolvimento das pessoas nesse tema.

Para Lourenço, é preciso pensar em estratégias de comunicação para sensibilizar e engajar o público nessa causa. “Há um esforço institucional que não reverbera nas pessoas, elas não reportam, não fazem a viralização, então a informação não se propaga”, destaca o professor da FGV. “Nos surpreendeu como ainda não conseguimos engajar o brasileiro num assunto que é tão relevante”.

As ações de cooperação para o combate ao desperdício alimentar, financiada pela União Europeia, são desenvolvidas com outros parceiros, como o Ministério do Desenvolvimento Social (MDS) e a organização não-governamental WWF-Brasil.

Segundo o embaixador da União Europeia no Brasil, João Gomes Cravinho, o tema não tem audiência nos debates públicos como deveria ter, mas quando a perspectiva é de 10 bilhões de pessoas no planeta em 2050, é preciso pensar em formas de alimentar essas pessoas com alimentos seguros e nutritivos.

“É fundamental que saibamos escolher políticas públicas que não nos obrigue a escolher entre alimentar o planeta ou salvar o planeta. A produção deve se tornar cada vez mais sustentável e menos um peso para os nossos recursos naturais”, disse.



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