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Brasil : VACA LOUCA
Enviado por alexandre em 08/09/2021 00:06:39 (78 leituras)

Por que novos casos no Brasil são menos graves que epidemia letal dos anos 1990

A doença da vaca louca provocou uma epidemia que matou animais e pessoas nos anos 1990

A notícia de que o Brasil suspendeu por tempo indeterminado as exportações de carne bovina para a China no fim de semana devido a identificação de dois casos de vaca louca provocou preocupações em alguns consumidores e gerou incertezas sobre o preço do produto.

O ministério da Agricultura rapidamente emitiu uma nota dizendo que os casos identificados em frigoríficos de Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte (MT) não representam risco para saúde humana ou animal.

"A medida, que passa a valer a partir deste sábado (04/09), se dará até que as autoridades chinesas concluam a avaliação das informações já repassadas sobre os casos."

O frigorífico de Belo Horizonte foi interditado, segundo o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA).

Segundo a nota, casos atípicos como esse não são considerados graves e o Brasil continua sendo um país de "risco insignificante para a doença, não justificando qualquer impacto no comércio de animais e seus produtos e subprodutos"

A suspensão das exportações para a China se deu por conta do estrito protocolo sanitário em vigor entre os dois países — e o governo brasileiro espera que nos próximos dias a exportação já possa ser normalizada.

Para muitas pessoas, a doença da vaca louca traz memórias assustadoras dos anos 1980 e 1990, quando um surto no Reino Unido levou ao abatimento de quatro milhões de cabeças de gado e a dezenas de mortes de pessoas que haviam ingerido carne contaminada — com boicotes e prejuízos bilionários aos produtores britânicos.

Então como esses casos no Brasil são diferentes do que aconteceu no Reino Unido? Isso acontece porque a variante da doença identificada no Brasil é considerada menos perigosa do que aquela que se alastrou há 30 anos. Ainda assim, a variante é monitorada de perto pela indústria e por autoridades sanitárias.

Confira algumas perguntas e respostas sobre os novos casos no Brasil.

O que é a doença da vaca louca?

A encefalopatia espongiforme bovina (EEB) — nome oficial do mal — é uma doença degenerativa que atinge o sistema nervoso do gado. É conhecida popularmente como doença da vaca louca porque os sintomas incluem agressividade e falta de coordenação. A doença também é conhecida como BSE, por causa do seu nome em inglês (bovine spongiform encephalopathy). Ela é causada por um tipo de proteína chamada príon e normalmente é fatal para os animais.

A versão humana da doença mais comum hoje em dia é conhecida como Nova Variante da Doença de Creutzfeldt-Jakob (vCJD) e também é letal. Ela está ligada ao consumo de carne contaminada. A doença ataca o cérebro progressivamente, mas pode ficar dormente por décadas.

Os sintomas mais comuns são perda de memória, dificuldade locomotora e visual, cansaço e rápida perda de peso.

Desde 1995, quando foi identificada, a vJCD já matou 178 pessoas.

vaquinhas

Crédito, Getty Images

Legenda da foto,

Doença possui duas variantes conhecidas, mas apenas uma delas provoca surtos como dos anos 1990

Acredita-se que uma em cada 2 mil pessoas no Reino Unido seja portadora da doença. No entanto, relativamente poucas pessoas que se contaminam desenvolvem os sintomas.

Por que o caso no Brasil seria menos grave?

Isso acontece porque a variante da doença identificada no Brasil não representa um risco à saúde pública, segundo autoridades sanitárias.

A doença da vaca louca pode se manifestar de duas formas — a variante clássica e a atípica.

A clássica ocorre em bovinos após a ingestão de ração contaminada com príons, enquanto a atípica pode aparecer espontaneamente em todas as populações de gado. Acredita-se que isso poderia ter acontecido agora em Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte (MT) — como também aconteceu em junho de 2019 em outra cidade no Mato Grosso.

A forma clássica da doença é a mais preocupante e foi detectada pela primeira vez em 1986. No Brasil, ela nunca foi detectada. Foi essa variante que causou o pânico e as mortes dos anos 1990. Ela se espalha rapidamente entre os animais através da ingestão de ração contaminada com príons.

Não existe cura para a doença de Creutzfeldt-Jakob — que é fatal — e o único tratamento é ajudar o paciente a conviver com os distúrbios provocados. Por isso, a principal medida de prevenção da doença é usar protocolos sanitários rígidos que impeçam o consumo de qualquer carne contaminada.

Nas últimas décadas, segundo a Organização Internacional para Saúde dos Animais, a implementação de medidas de controle resultou no declínio da variante clássica em todo o mundo.

O que se sabe sobre essa versão atípica da doença?

A versão atípica — identificada no Brasil agora — é considerada de ocorrência "natural e esporádica", ou seja, ela provavelmente sempre está presente em grandes populações de gado, mas em uma proporção muito baixa e só costuma ser identificada quando são adotados procedimentos de vigilância intensiva. A variante só foi identificada nos anos 2000 quando foram aprimorados os procedimentos de investigação de príons.

No Brasil, os dois casos anunciados neste final de semana são o quarto e quinto casos já registrados no país.

Além disso, a versão atípica costuma afetar apenas bovinos mais velhos — exatamente o que aconteceu em Belo Horizonte e Nova Canaã do Norte, segundo o ministério da Agricultura do Brasil.

O número de casos de EEB atípica é insignificante no mundo, informa a Organização Internacional para Saúde dos Animais. Todo ano, há relato de variantes atípicas registradas em rebanhos de países produtores de gado. A medida mais comum depois da detecção é que o gado é morto e incinerado e testes são realizados para se verificar que não houve nenhuma contaminação na cadeia alimentar.

Embora não haja provas de que a vaca louca atípica seja transmissível, essa hipótese também não foi descartada. Por isso, como medida de precaução, autoridades de saúde fazem de tudo para impedir que essa variante seja introduzida na cadeia alimentar animal.

Por que o Brasil suspendeu a exportação?

O Brasil suspendeu no sábado (04/09) a exportação de carne para a China, atendendo a um protocolo sanitário entre os dois países.

"Os dois casos de EEB atípica — um em cada estabelecimento — foram detectados durante a inspeção ante-mortem. Trata-se de vacas de descarte que apresentavam idade avançada e estavam em decúbito nos currais", afirma nota do ministério.

O Brasil hoje possui "nível de risco insignificante" para casos de vaca louca. Mas existe a preocupação de que o país possa ser rebaixado para o status de "nível de risco controlado" — o que poderia acarretar em uma suspensão prolongada das exportações do Brasil para a China.

A Irlanda, um fornecedor de menor peso de carne bovina para a China, registrou um caso da doença 'atípica' da vaca louca em maio do ano passado e teve seu status rebaixado pela Organização Internacional para Saúde dos Animais. O país ainda não conseguiu retomar as exportações, segundo a agência de notícias Reuters.

A suspensão das exportações para a China se dá por conta do estrito protocolo sanitário em vigor entre os dois países.

Uma suspensão de longo prazo prejudicaria economicamente o Brasil e causaria um desequilíbrio nos preços do mercado — dado o tamanho do comércio bilateral Brasil-China.

O Brasil é líder de exportações de carne bovina para a China. O país embarcou mais de 500 mil toneladas de carne bovina para os chineses de janeiro a julho deste ano, ou 38% das importações totais da China. O Brasil está bem à frente do segundo colocado, a Argentina, que forneceu pouco menos de 300 mil toneladas.

Analistas acreditam que se o problema for resolvido em breve, a suspensão desta semana deve provocar poucas oscilações no preço da carne.

O que aconteceu na epidemia de vaca louca dos anos 1980 e 1990?

A epidemia de doença da vaca louca começou no Reino Unido nos anos 1980. Isso levou à proibição do uso de miúdos bovinos para consumo humano em 1989. Muitas pessoas temiam ser contaminadas ao consumir, principalmente, produtos com carne processada.

No ano seguinte, o ministro da agricultura, John Gummer, disse que a carne de vaca era "completamente" segura. Para "provar", ele convocou a imprensa para uma entrevista coletiva na qual comeu um hambúrguer. No mesmo evento, ele tentou convencer sua filha de 4 anos de idade a comer também — ela não quis. Isso foi antes de a ciência confirmar o risco da doença para humanos.

A epidemia atingiu um pico entre 1992 e 1993, quando foram confirmados quase 100 mil casos. No total, estima-se que 180 mil cabeças de gado tenham sido afetadas.

John Gummer e sua filha Cordelia em 1990

Crédito, PA

Legenda da foto,

John Gummer tentou fazer sua filha Cordelia comer um hamburguer em 1990 para mostrar que a carne era segura

O surto aconteceu porque os animais costumavam ser alimentados com ração feita com restos de carne, miúdos e medula óssea, que muitas vezes estavam contaminados com os príons.

Para tentar conter a doença, mais de 4,4 milhões de animais foram sacrificados. Hoje, cérebro e medula espinhal são descartados e não voltam para a cadeia de alimentação.

Também há um processo de monitoramento mais rigoroso. Depois que a ligação entre a EEB e a vCJD foi descoberta, o Reino Unido introduziu controles mais rígidos para proteger a população. Passou a ser ilegal vender determinados cortes de carne, incluindo a venda de carne com osso - isso foi introduzido em 1997 e removido um ano depois.

Outra medida foi importar plasma para tratar pessoas nascidas após janeiro de 1996 em caso de exposição à doença. Muitos países pararam de importar carne do Reino Unido - a China só acabou com sua restrição em 2018.

Brasil : RIO MADEIRA
Enviado por alexandre em 05/09/2021 01:09:50 (191 leituras)

Por que o rio Madeira tem este nome?

Um dos principais afluentes do rio Amazonas, o Madeira é considerado um rio 'jovem' e com curso ainda em formação


Um dos principais afluentes do rio Amazonas, o  rio Madeira  é considerado um rio "jovem" e com curso ainda em formação. Ele tem uma extensão de cerca de 3,3 mil quilômetros, nascendo na Cordilheira dos Andes, mas é no estado de Rondônia que ele se destaca, sendo um dos principais símbolos da capital, Porto Velho.

Mas e qual a origem deste nome, no mínimo curioso? O professor Waldemir Lima dos Santos, do curso de geografia da Universidade Federal do Acre (Ufac) explica que no período de verão ele inunda grandes áreas de planície vegetal, carreando troncos e restos de madeira em seu leito.

Na verdade, o rio só recebe o nome de Madeira no território brasileiro. Os indígenas, por exemplo, chamam o rio de Cuyari, que significa amor. Já pelos nativos, ele era conhecido como Iruri, o rio que treme.

Curiosidades

O Madeira possui a maior biodiversidade do mundo entre os rios já estudados. Mais de mil espécies de peixes, sendo 40 raros e desconhecidos, foram catalogados por pesquisadores durante estudos realizados para a construção da hidrelétrica Santo Antônio. Nele, são encontradas diversas espécies de peixes de grande porte como pirarara, dourada, jaús e piraíbas que chegam a ter dois metros de comprimento.

Há ainda diversas curiosidades históricas, entre elas, as primeiras expedições que foram realizadas nos séculos XVI e XVII, por espanhois e portugueses que desbravaram a Amazônia, os desafios para subir o rio repleto de trechos encachoeirados e os 445 mil achados arqueológicos como, por exemplo, os fragmentos cerâmicos de vasos, pedras que eram usadas como machadinhas, entre outras amostras históricas de sete sete mil anos atrás.


Você sabia que a poeira do deserto do Saara vem até a Amazônia?

Uma descoberta feita em 2019 aponta que aproximadamente 182.000 toneladas de poeira do Saara atravessam o oceano Atlântico até chegar à América. Ao todo, cerca de 2,7 milhões da poeira do deserto do Saara se instalam na bacia amazônica.

Um estudo da NASA feito pelo Goddard Space Flight Center mede a quantidade de areia que viaja pelo oceano Atlântico. Segundo os satélites da agência espacial, mais de 27 milhões de toneladas de areia viajam do Saara para a Amazônia a cada ano, com cerca de 22 mil toneladas de fósforo.

Para medir a formação química das substâncias na atmosfera da Amazônia, os pesquisadores usaram um instrumento óptico chamado Lidar. A certeza de que a poeira encontrada no local vem do Saara e não de um terreno próximo é dada pela sua composição química, mais especificamente pela presença e proporção de alguns elementos como alumínio, manganês, ferro e silício.

O que não esperava é que beneficiaria a Amazônia, já que 0,8% correspondem a um nutriente responsável pela nutrição das plantas. Essa quantidade de fósforo, de acordo com o estudo, é suficiente para suprir as necessidades nutricionais que a floresta amazônica perde com as fortes chuvas e inundações na região: "Todo o ecossistema da Amazônia depende do pó do Saara para reabastecer suas reservas de nutrientes perdidos", afirmou o coordenador do estudo, Dr. Hongbin Yu, que coletou dados entre 2007 e 2013. 

Foto: Reprodução

 Essa ligação do Saara e a Amazônia beneficia não apenas na nutrição, mas é responsável pela maior parte das chuvas torrenciais que se formam na região.

Os núcleos de condensação são parte da nuvem em que o vapor de água condensa, são formados, entre outros elementos, por partículas em suspensão no ar, como a poeira.No caso da floresta amazônica, uma parcela desses aerossóis é proveniente do Saara.

Um grupo de pesquisadores reunindo Brasil, Estados Unidos e Alemanha, que desenvolvem a mais de uma década, levando a descoberta que a poeira do deserto ajuda a formar nuvens sobre a Amazônia Central (onde se localiza Manaus).

Foto: Reprodução/ NASA

Para testar essa hipótese, os pesquisadores realizaram experimentos em laboratório, onde parte das partículas coletadas na torre ATTO foi injetada em uma câmara, na qual é possível simular a formação das nuvens convectivas (nuvens com grande altitudes verticais), reproduzindo as condições da atmosfera e até 18 km acima do solo, onde prevalecem as baixas pressões e temperaturas (até 70º negativos).

Em 2015, a Nasa, a agência espacial americana, divulgou um estudo segundo o qual todos os anos o deserto envia, junto com o pó, 22 mil toneladas de fósforo, nutriente encontrado em fertilizantes comerciais e essencial para o crescimento da floresta. É quase a mesma quantidade que a mata produz, com a decomposição das árvores caídas e, em seguida, perde com as chuvas e inundações. 

Segundo o levantamento da Nasa, todos os anos 182 milhões de toneladas de poeira, mais ou menos o equivalente a 690 mil caminhões de areia saem do Saara para as Américas do Sul e Central. Desse total, cerca de 28 milhões de toneladas (cerca de 105 mil caminhões) caem na Bacia Amazônica, e, junto com elas, o fósforo.

Confira o vídeo ilustrativo produzido pela Nasa:https://portalamazonia.com/amazonia/voce-sabia-que-a-poeira-do-deserto-do-saara-vem-ate-a-amazonia

Brasil : URINA PRETA
Enviado por alexandre em 03/09/2021 14:20:19 (202 leituras)

Governo do Amazonas pede para população evitar consumir, Tambaqui, Pirapitinga, Pacú

Desde 22 de agosto, municípios do Amazonas vêm preocupando as autoridades sanitárias locais após a confirmação de mais de 40 casos de infecções supostamente causados pela doença da urina preta, nome popular para a rara condição de Haff.

 

Conhecida desde a década de 1920 como derivada de uma toxina de crustáceos e peixes, a patologia é responsável por destruir fibras musculares e afetar os rins, podendo levar à morte em quadros mais graves.

 

Em 1924, a região litorânea Könisberg Haff, próxima ao Mar Báltico, anunciou um misterioso caso de início súbito, com pacientes relatando sintomas de "rigidez muscular, frequentemente acompanhada de urina escura".

 

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Por 9 anos, a condição foi se alastrando pela atual cidade de Kaliningrado, Rússia, atingindo seu pico de transmissão durante o verão e o outono a partir do aumento do consumo de pescados.

 

(Fonte: Pixabay / Reprodução)

 

Assim, as décadas seguintes mostraram um crescimento substancial de populações que tiveram contato com as toxinas de peixes e crustáceos, resultando em surtos registrados na antiga União Soviética, Suécia, Estados Unidos e China.

 

No Brasil, os primeiros relatos da enfermidade iniciaram em 2008, mas somente em 2017 houve o momento de maior gravidade, quando 71 enfermos foram diagnosticados com a doença da urina preta e quase todos os habitantes de Salvador (Bahia).

 

Agora, a doença de Heff volta a assustar os brasileiros e, até 30 de agosto, 44 pessoas dos municípios de Itacoatiara, Silves, Manaus, Parintins, Caapiranga e Autazes apresentaram sintomas semelhantes, gerando suspeitas de um possível novo surto vinculado à patologia. Além disso, uma morte foi confirmada em Itacoatiara, enquanto outros dez pacientes estão internados para avaliação e tratamento.

 

(Fonte: Shutterstock / Reprodução)

 

Em nota, a Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) comentou que segue investigando o problema, mas tranquilizou a população ao comentar que não é necessário parar de comer pescados.

 

"Qualquer situação que coloque em risco a saúde das pessoas deve ser avaliada com cuidado, as pessoas devem ser tratadas da maneira mais adequada possível e temos que ter preocupação também com os aspectos econômico e nutricional", disse o infectologista Antonio Magela, da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado, em Manaus.

 

"Ainda trabalhamos no campo das hipóteses. Pode ser uma bactéria, um vírus ou até mesmo uma toxina. As pessoas têm um quadro clínico sugestivo de intoxicação após a ingestão alimentar, e é de evolução rápida", ele explicou.

 

Sintomas e prevenção


Entre os principais sintomas da doença de Haff, destacam-se dor no peito, falta de ar, sensação de dormência, náusea, tontura e fraqueza, além do quadro de rabdomiólise, lesões musculares causadas pela destruição das fibras na região.

 

O nome popular da doença também é motivado pelo surgimento de uma urina de coloração preta, semelhante ao café, supostamente causada por produtos químicos produzidos por salmão, pacu, enguia e outros peixes, assim como por lagostas, lagostins e camarões.

 

(Fonte: Alagoas 24h / Reprodução)

Fotos: Reprodução 

 

Seu tratamento consiste na aplicação de hidratação reforçada, já que a ingestão de uma grande quantidade de líquidos pode diminuir a concentração de impurezas no sangue, aliviando a atividade dos rins.

 

 

Uma das grandes dificuldades da doença é a prevenção, já que é impossível detectar a presença de toxina nos pescados até que haja o surgimento dos primeiros sintomas. Nesses casos, recomenda-se procurar um hospital imediatamente e solicitar um exame de sangue.

 

Fonte: Mega Curioso



Síndrome da 'urina preta' preocupa o Amazonas; são 44 casos e 01 morte em dez dias

A vítima faleceu no último sábado-feira (28), no Hospital Regional José Mendes.


Até o final de mês de agosto eram 44 o número de registros de “rabdomiólise”, a chamada síndrome da urina preta. A doença já foi identificada nos municípios de Silves, Manaus, Parintins, Caapirange, Autazes e Itacoatiara, nesse último, inclusive com a morte de uma mulher de 51 anos, moradora da Vila do Novo Remanso. A vítima faleceu no último sábado-feira (28), no Hospital Regional José Mendes.

A Fundação de Vigilância em Saúde do estado (FVS-RCP), informou que as notificações não param. Os onze últimos registros foram em Itacoatiara, Silves e Parintins. E uma preocupação lá no Amazonas é justamente pela alta ingestão de peixe pela população. Das 44 pessoas dez estão internadas.

Elas passaram a sentir os primeiros sintomas, depois de consumirem pescado. Esta semana, a Secretaria de Estado da Saúde, emitiu um alerta orientando a população de Itacoatiara a evitar o consumo dos peixes Pirapitinga, Pacú e Tambaqui. O prazo é por 15 dias. A orientação é feita com base em um comunicado de risco da Rede CIEVS/FVS, devido aos casos de Rabdomiólise no município.

De acordo com os cientistas, a doença da urina preta, se trata de uma infecção associada a síndrome clínico-laboratorial. Ocorre de uma lesão muscular com liberação de substância intracelulares na corrente sanguínea. Outra associação para a doença está no consumo de pescados.

O diretor-presidente da fundação, Cristiano Fernandes, declara que está sendo reforçada a investigação epidemiológica dos casos. "Todos os casos notificados podem estar associados à ingestão de peixes. Ainda não há consenso no meio científico sobre a toxina que contamina os pescados. A Vigilância está se concentrando em detectar precocemente os casos e monitorar para que haja o manejo clínico adequado para os pacientes", explica.

Segundo a FVS-AM, normalmente a doença atinge pessoas saudáveis “na continuidade de traumatismos, atividade física excessiva, crises convulsivas, consumo de álcool e outras drogas, infecções e ingestão de alimentos contaminados, que incluem o pescado. “O quadro clínico da doença pode incluir elevações assintomáticas das enzimas musculares séricas” complementa a Fundação.

Fonte - News Rondônia


Brasil : TODOS PELA VIDA
Enviado por alexandre em 02/09/2021 13:37:38 (95 leituras)

Um adeus repentino, uma ferida em quem permanece
A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estima que 01 milhão de pessoas comentam o autoextermínio anualmente ao redor do mundo.

Uma doença silenciosa que atinge cada vez mais a humanidade. “A gente acredita que essa seja uma tragédia que só acontece com as outras pessoas, até nos deparamos com ela dentro das nossas casas, tomando de conta das nossas vidas”, declara.

A Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) estima que 01 milhão de pessoas comentam o autoextermínio anualmente ao redor do mundo. Na prática, é como se uma pessoa atentasse contra a própria vida a cada 40 segundos. “Chegamos a conversar sobre o assunto. Houve uma primeira vez. Saber que alguém que está ao teu lado tem pensamentos de se matar, ou tentativas não é fácil. Para quem convive, o cenário passa configurar um sistema de impotência, de desconfiança. A gente tenta levar, mas o medo da pessoa cometer tal situação nos amedronta sempre. Infelizmente, hoje o meu depoimento é de alguém que talvez não pode fazer mais do que poderia ter feito, ou talvez nem tenha feito”, esclarece.

Por trás de cada suicídio estão pelo menos 135 pessoas que vão ter o psicológico de alguma forma abalado. São maridos, esposas, filhos, pais, mães, namorados (as) amigos ou colegas de trabalho. Pesquisa também demonstra que para cada autoextermínio,108 milhões de indivíduos serão prejudicadas anualmente. “Era madrugada quando meu telefone tocou. Eu atendi. Foram alguns minutos conversando, até eu ser surpreendido por uma frase: “vou me matar”. Você não acredita de início. Mesmo assim, desviei do assunto e passei a falar como as coisas na vida eram boas, procurei motivá-lo, dar esperanças, dar importância dele para todos, inclusive para mim. Ele parecia estar cansado, chegou a dizer algumas palavras entre elas, “eu te amo”. Ouço algo cair, tipo como se raspasse o chão. Eu chamava, ficava ouvindo. Um silêncio tomou de conta. Ainda permaneci uns cinco minutos ao telefone buscando contanto. Cheguei a retornar à ligação. Ali, naquela madrugada acabava tudo. Ele buscava por sua paz, uma paz que aqui na terra não tinha conseguido aos 33 anos. Eu lamento muito que tudo tenha terminado desta maneira”, confessa.

Durante uma tarde de domingo, um olhar para ao vazio puxam lembranças de um momento complicado da vida do nosso personagem. Tentamos convence-lo para se identificar, mas preferiu o sigilo, não porque tenha vergonha do ocorrido, mas declara ser uma tentativa de guardar os fatos ainda presentes.

No dia 28 de julho completaram três anos da morte repentina de Luiz G. dos S. V., na época com 33 anos. “Quando soube foi como se eu tivesse despencado dentro de um abismo, mas esse abismo habitava em mim mesmo. Tudo ao meu redor parou, meu corpo, meus pensamentos, o ar. Eu parei. É como se seu coração fosse arrancando de dentro de você ainda vivo”, revela.

O laudo da Polícia Civil constatou que a causa da morte ocorreu porsuicídio consumado. “Talvez as pessoas devam está perguntando, mas e depois, como fica? Não fica. Você precisa encontrar forças e continuar a sua caminhada. A dor do luto é a mesma. O primeiro passo é tentar não se culpar. No início a gente se questiona bastante. Sofre muito, afinal, é como se o que você tinha domínio escapulisse das suas mãos. Se os pensamentos forem insistentes busque ajuda psicológica”, declara.

Um indivíduo com histórico de tentativa prévia de suicídio aumenta em 40 vezes na comparação com a população geral.  Estudo realizado em nove países constatou que 10 a 18% das pessoas mostram uma fixação suicida. Destas, 3 a 5% já tentaram tirar a própria vida.

No Brasil, segundo dados do Ministério da Saúde (MS), são registrados cerca de 12 mil suicídios todos os anos. Dos episódios, 96,8% eram relacionados a transtornos mentais como a depressão, transtorno bipolar e por último abuso de substâncias químicas. Considerado uma doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo o suicídio encontra-se entre as três principais causa de morte em pessoas com idades entre 15 e 29 anos.

Especialistas dizem que o comportamento de um suicida, inclui alguns aspectos e são divididos em graus crescentes variando de intensidade a gravidade. A diferença de alguns conceitos psicopatológicos são fundamentais para compreender o complexo fenômeno do suicídio como por exemplo: as ideias de morte; ideias; ideias suicidas; desejo de suicídio; intenção de suicídio; plano de suicídio; tentativas de suicídio; atos impulsivos e por último o suicídio consumado.

No Brasil, o número de mortes por autoextermínio aumentou 12% em quatro anos. Em 2015, foram 11.736 notificações ante 10.490 registradas em 2011. O levantamento é do Ministério da Saúde. O país é o 8º no planeta em números absolutos de suicídios. A maior incidência de registros é comprovada entre os homens, na sequencia estão as mulheres.

Há sete anos, entidades como a Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP), Conselho Federal de Medicina (CFM), realizam o evento “Setembro Amarelo”. A entidade acredita que o suicídio não pode mais ser visto como um tabu.

Na cartilha (Suicídio, Informando para Prevenir), destaca que entre 2000 e 2012 houve um aumento de 30% de casos entre os jovens. O Departamento de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (DDANT), reconhece que o avanço do problema no País é um fato que precisa ser combatido.

O suicídio não ocorre apenas em países de alta renda, sendo um fenômeno em todas as regiões mundiais. De fato, 79% dos suicídios ocorreram em países de baixa e média renda em 2016.  Trata-se de um grave problema de saúde pública. No entanto, os suicídios podem ser evitados em tempo oportuno, com base em evidências e com intervenções de baixo custo. Para uma efetiva prevenção, as respostas nacionais necessitam de uma ampla estratégia multissetorial.

Mais informações:
https://www.setembroamarelo.com

Fonte - News Rondônia

Brasil : UFAM 112 ANOS
Enviado por alexandre em 01/09/2021 18:49:21 (114 leituras)

Saiba 10 fatos da universidade mais antiga do Brasil

Em 2021, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) completou a marca de 112 anos de fundação


Em 2021, a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) completou a marca de 112 anos de fundação. Mas, você sabia que nem sempre a universidade levou este nome? No ano de 1910, o Brasil ganhou a primeira instituição de nível superior, a Escola Universitária Livre de Manáos, que encerrou as atividades em 1926.

A partir deste momento, os cursos passaram a funcionar como unidades isoladas de ensino superior, mantidas pelo Estado: as Faculdades de Direito, Odontologia e Agronomia. Com a extensão das duas últimas, poucos anos depois, restou só a Faculdade de Direito, que foi incorporada pela Ufam.

Esse elo histórico entre as duas instituições testemunha e revalida a atual Ufam como a mais antiga universidade do país. O Portal Amazônia reuniu algumas curiosidades sobre a instituição; confira:

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