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Brasil : GARON MAIA
Enviado por alexandre em 14/05/2020 13:24:13

Conheça a história do pecuarista que abriu mais de 50 fazendas no Brasil

Mineiro nascido em Passos, Garon Maia foi um dos pioneiros da pecuária brasileira. Em 2016, então com 90 anos, ele concedeu entrevista para a série especial Rota do Boi para compartilhar sua história e seus ensinamentos. Ao todo, o produtor, falecido em junho de 2019, foi responsável pela abertura de mais de 50 fazendas ao longo de sua vida.

Quantos bois não passaram pelos olhos criteriosos de Garon Maia?”, indagou o repórter Marco Ribeiro na introdução da reportagem. “Na verdade, os olhos deste criador viram muito mais que bois, acompanharam praticamente todas as transformações que a nossa pecuária viveu nos últimos 30, 40, 50 anos”, continuou.

A reportagem, uma campeã de audiência do Giro do Boi, foi exibida novamente nesta terça-feira durante o especial de seis anos do programa, que foi ao ar pela primeira vez em 12/05/2014.

Na Fazenda Iviporã, em Cerejeiras, município do Vale do Guaporé rondoniense, que foi sua morada até o fim de sua vida inspiradora, Garon Maia lembrou como começou sua história com a pecuária. “Meu pai não tinha fazenda. Ele trabalhava com arrendamento, procurava arrendar uma fazenda sadia, que o bezerro desenvolvesse. Então era isso, ele comprava o bezerro, ele recriava em torno de três mil bezerros e conforme ia erando a gente apartava uma cabeceira, selecionava um lote igualado e soltava na estrada para vender em Araçatuba (SP). O negócio era esse”, lembrou em depoimento à equipe de reportagem do Giro do Boi.

Naquela época, Araçatuba funcionava como ponto de encontro de criadores e invernistas e Garon, junto de seu pai, iam ao encontro de potenciais clientes. “Comprador de boi pra invernada. Normalmente iniciava na praça, no café, mas a boiada a gente mostrava na estrada, viajando, para não haver perda de tempo. Então negociava, dependia do destino para onde ia, aonde era a fazenda do comprador. Hoje o boi é transportado por caminhão, não tenho nem condições mais de tocar porque acabaram as estradas, acabaram os pontos de pouso, até mesmo peão pra tocar a estrada não tem mais”, disse. No entanto, o pecuarista aprovava as mudanças. “Melhorou, evoluiu muito”, acrescentou.

Sua própria fazenda seguiu esta evolução. A terminação a pasto deu lugar ao confinamento, ferramenta importante para a evolução dos negócios, conforme contou ao Giro do Boi o neto de Garon, Rodrigo. “Maximizar a produção da fazenda. A gente hoje consegue um giro muito maior do que quando era só a pasto. A gente consegue fazer um fluxo de caixa muito mais controlado porque você acaba tendo boi de acordo com a sua vontade, depende de como você monta o gado em cada setor. Mas você consegue ter boi a cada quinze dias, ou se quiser pelo menos uma vez por mês, coisa que na pecuária tradicional não acontece”, destacou Rodrigo.

“Os números mudaram bastante. Estamos tendo animais sendo abatidos a cada dia mais pesados e cada vez mais novos e sem perder em nada da qualidade, muito pelo contrário, ganhando em qualidade. Isto tem também nos surpreendido no momento da venda das nossas mercadorias. Nós estamos conseguindo agregar valor e passar esse valor para o produto de qualidade que eles vêm produzindo”, disse Rogério Lima, hoje gerente regional de originação da Friboi para os estados do Pará e Tocantins.

Ainda durante a reportagem, Garon Maia compartilhou alguns ensinamentos para os produtores da nova geração. “Primeiro lugar é procurar ser o mais correto possível, honesto, e também razoável, não querer o impossível”, declarou.

Garon Maia faleceu em um domingo, 16 de junho de 2019. Sua passagem fez com que recebesse homenagens de diversos profissionais da pecuária em um programa especial do Giro do Boi que foi ao ar no dia seguinte (relembre no link abaixo).

Profissionais da pecuária prestam homenagem a Garon Maia, pioneiro da pecuária falecido neste domingo (16) aos 93 anos

Reveja a reportagem especial da série Rota do Boi, com participação de Garon Maia, pelo vídeo a seguir:https://www.girodoboi.com.br/destaques/conheca-a-historia-do-pecuarista-que-abriu-mais-de-50-fazendas-no-brasil/?fbclid=IwAR3nJBEz05_9Rmq_Whw3ty9BMELiTiT61vUJGsdvuQEIHAb6zwHR4F4KKXo


Ele começou confinando 40 cabeças nos anos 80 e hoje é referência da pecuária mineira


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Em meados dos anos 80 o empresário de Minas Gerais Paulo Roberto do Nascimento, titular do grupo de logística Transcap, diversificou seus investimentos. No município de Capinópolis, no Triângulo Mineiro, Paulo deu início a um dos primeiros confinamentos do estado, o Elite Confinamento. Em uma área pequena, começou engordando 40 cabeças de gado.

“Eu, minha família e meus filhos. A gente tem uma família que trabalha aqui dentro, é uma empresa familiar e, graças a Deus, nós construímos isto aqui. […] Estamos tendo sucesso porque a gente está dentro do negócio. Eu comecei confinando 40 cabeças , foi um dos primeiros confinamentos que abriram aqui no Triângulo Mineiro, em Minas Gerais, e estamos aí até hoje procurando uma genética para fornecer ao frigorífico uma carne de qualidade para a gente ter os benefícios que a pecuária precisa ter”, simplificou o agroempresário.

Não há uma receita para o sucesso, conforme dizem as declarações do empresário, que não estejam relacionadas à dedicação extrema aos fundamentos da pecuária. “É muito importante a dieta que esse boi está comendo. Esse boi tem que comer uma dieta “cinco estrelas” para ter o sucesso que está tendo aí. Eu acho também que tem a genética, você buscar a genética como nós estamos buscando. O manejo também é muito importante, os parceiros que estão aqui manejando o gado. A compra é importante. É uma cadeia que tem que ser bem feita, é uma engrenagem”, disse em entrevista para reportagem da 9ª temporada da série Rota do Boi, exibida originalmente em agosto de 2016.

Na compra da reposição, o pecuarista é adepto às tecnologias que facilitam a observação minuciosa do gado magro a ser terminado no cocho. “Ajudou muito esta tecnologia, do Whatsapp, principalmente. Por exemplo, filmam uma boiada daqui no norte de Minas Gerais, que está a mil ou 1,2 mil quilômetros daqui (de Capinópolis), encaminham para nós e nós analisamos se tem viabilidade, se o negócio vai para frente ou não. Se houver viabilidade, a gente envia uma pessoa de nossa de confiança para terminar e concretizar o negócio, embarcar os bois e transportar para nós aqui”, disse Paulo, usando um exemplo prático de incorporação de tecnologias na pecuária de corte.

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A dedicação à atividade levou a uma expansão do grupo, que atualmente tem também propriedade em Santa Cruz do Xingu-MT, em que os animais passam por recria intensiva em integração lavoura-pecuária antes de serem enviados para terminação no confinamento em Minas Gerais. “Eu senti que o boi recriado em integração já chega adaptado. A gente ganha aquele espaço que seria da adaptação”, declarou o pecuarista em depoimento ao Giro do Boi em nova entrevista, em junho de 2018.

“Após a recria no MT, os animais são levados para o confinamento em MG. São pouco menos de 1.500 km entre as propriedades, o que representa um caminho longo, mas, fortificados pela dieta, os lotes têm menor incidência de problemas no transporte, como machucados ou fatalidades, chegando mais sadios até Capinópolis”, consta na entrevista (lembre pelo link abaixo).

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Enviado por alexandre em 13/05/2020 23:46:45

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Brasil : PROFISSÕES
Enviado por alexandre em 13/05/2020 23:20:27

Confira 8 maneiras mais bizarras e nojentas que pessoas têm de ganhar dinheiro

Dinheiro é bom e todo mundo gosta. É certo que existe aquele ditado que diz que dinheiro não traz felicidade.

 

Mas convenhamos que ele pode comprar um monte de coisa para deixar alguém mais feliz. Por isso, sempre estamos querendo uma forma de conseguir ganhar mais dinheiro para fazermos o que quisermos. As informações são do Fatos Desconhecidos.

 

Geralmente, a maioria das pessoas ganha seu dinheiro trabalhando. Mas existem outras formas de se ganhar dinheiro e com recursos que temos, por exemplo nosso corpo ou então com alguns hábitos nojentos que a maioria tem. Mostramos aqui algumas dessas formas de se ganhar dinheiro.

 

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Fazendo cocô

 

Fazendo cocô

 

Existe uma bactéria, chamada C.Difficile, que infecta aproximadamente meio milhão de pessoas apenas nos EUA. Entre os sintomas, está a diarreia aquosa, cólicas e, em alguns casos, pode até chegar a ser fatal. Para tratar essa bactéria é receitado antibióticos. Mas mesmo depois de tomá-los a pessoa pode continuar com a bactéria.

 

E uma das soluções para isso, são transplantes de matéria fecal. Os transplantes são feitos pegando o rico bioma intestinal de uma amostra saudável de fezes humanos e transformando em uma pílula para que alguém que tenha a bactéria tome. Isso faz com que a população de bactérias úteis seja reabastecida, além de ajudar a eliminar a C. Difficile.

 

E o cocô extremamente saudável é uma mercadoria rara e que vale muito. Os doadores podem ganhar 250 dólares por cinco amostras por semana. Ou 13 mil dólares por ano.

 

Ganhar peso pela ciência

 

Ganhar peso pela ciência

 

Em 2012, os pesquisadores da da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington, em St. Louis, queriam pessoas que ganhassem peso e seriam pagas para isso. Eles estavam pesquisando sobre diabetes e hipertensão e precisavam observar o ganho de peso.

 

Os participantes do estudo tinham que consumir mil calorias extras de fast-food diariamente. O objetivo era entender porque algumas pessoas desenvolvem esses problemas de saúde. Então, os participantes do estudo estavam cientes que poderiam adquiri-los. Eles receberam 3.500 dólares.

 

Peido artístico

 

Peido artístico

 

No fim do século XIX, um menino chamado Joseph Pujol descobriu que tinha um talento bem estranho. Enquanto ele estava nadando, em uma viagem em família, ele sentiu uma sensação estranha depois de mergulhar.

 

Ele então saiu da piscina e foi para uma área reservada onde tirou litros de suas nádegas. O médico de Pujol não se preocupou com aquilo e o garoto não pensou mais naquilo.

 

Anos depois, seus amigos o incentivaram a repetir o feito. Então Pujol descobriu que podia inalar tanto líquido ou ar através de suas nádegas e liberá-los quando bem entendesse. Ele começou a ganhar dinheiro fazendo exibições do seu "talento". E deslumbrava seus espectadores com uma grande variedade de flatos.

 

Comer demais

 

Comer demais

 

Quem nunca teve os olhos maior do que a barriga e comeu demais? Depois que fazemos isso, podemos ter dores de estômago, picos de pressão alta e letargia. Mas algumas pessoas conseguem fazer com que comer demais seja motivo de orgulho e uma forma de ganhar dinheiro.

 

Como é o caso de Joey Chestnut, que é um dos competidores de concursos de comida mais bem sucedidos que se tem notícias. Ele é dono de alguns recordes e já ganhou competições no mundo todo. Em 2010, ele ganhou 218.500 dólares apenas comendo.

 

Arrotar por dinheiro

 

 Arrotar por dinheiro

 

Arrotar pode ser considerado um esporte. E o seu recorde é de 2009, tendo uma duração de um minuto, 13 segundos e 57 milissegundos. Mas para que isso renda dinheiro, é preciso estar no lugar certo, na hora certa. Como foi o caso dessas mulheres, em St. Louis, em 2014.

 

Na época, estavam procurando pessoas para estrelar um comercial de refrigerantes. E a habilidade que eles mais precisavam, era de pessoas que conseguissem arrotar. O anúncio foi publicado e pagava 750 dólares para cada pessoa.

 

 Estourando espinhas

 

 

Quando se trata de espinhas, a recomendação é não espremê-las. Mas todos sabemos que isso é muito difícil. Mas existem os profissionais em espremer espinhas. E existem milhares de pessoas sendo pagas para fazer essa ação nojenta.

 

Essa carreira lucrativa pode pagar em média 345 mil dólares anualmente nos EUA. A médica Sandra Lee tem um canal no YouTube, onde é conhecida como Dr. Pimple Popper, que tem mais de seis milhões de inscritos. E ela conta o porquê do fascínio das pessoas.

 

"É parte fascinação, parte não pode desviar o olhar, não muito diferente de assistir a um acidente de carro. Há também algo satisfatório na resolução, como algo sendo removido que não deveria estar lá e agora a pele foi limpa de uma impureza".

 

 Guia de banheiro


Guia de banheiro

Fotos: Reprodução

 

Quando se está em uma cidade nova ou então em um lugar novo, e vem uma vontade de usar o banheiro, geralmente, vem junto um medo por não saber qual a condição que determinado banheiro estará. Por isso tem aplicativos que podem te dar essa informação, por um preço em troca, logicamente.

 


Um aplicativo, chamado "Toiletfinder", paga 20 dólares pelas análises de banheiros e 100 dólares por semana para seus redatores regulares. E os escritores contribuem anonimamente.

 

  Cheirar suvaco

 

 

O mau cheiro nas axilas é um problema que atinge muitas pessoas, principalmente em países tropicais. Empresas de desodorante paga pessoas para testar novos produtos para combater odor.

 

Meio Norte

Brasil : A MÁFIA DA TORA
Enviado por alexandre em 12/05/2020 22:53:33

Operação em áreas da Amazônia Legal terá orçamento de R$ 60 milhões


A Operação Verde Brasil 2 iniciada nesta segunda-feira (11) pelo governo federal para combater o desmatamento ilegal e focos de incêndio na Amazônia terá orçamento inicial de R$ 60 milhões. A operação é realizada após decretação de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) na Amazônia Legal.

Operação Verde Brasil 2. (Foto:Warley de Andrade/TV Brasil)


A operação já está em curso e envolve um efetivo de 3,8 mil profissionais, 110 viaturas, 20 embarcações, 12 aeronaves e terá bases em Belém, Porto Velho e Cuiabá.

Segundo a Vice-Presidência da República, fiscais do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) já estão fazendo buscas e autuações nos locais, protegidos por forças federais que atuam na região com poder de polícia conferido pelo decreto de GLO.

"O papel do Ministério da Defesa é de coordenação e controle. Então, as Forças Armadas não estão substituindo nem o Ibama, nem o ICMBio, nem a Funai [Fundação Nacional do Índio]. Até porque elas não são especializadas nesse tipo de atividade, muito pelo contrário", afirmou o vice-presidente, Hamilton Mourão, em entrevista coletiva. "A capilaridade das Forças Armadas permite estabelecimento de bases no terreno, que facilitem o trabalho de fiscalização e, principalmente, que garantam a segurança e a proteção dos agentes do Ibama, ICMBio, Funai que estão realizando esse tipo de atividade", explicou.

As operações foram planejadas tendo por base relatórios da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), órgão central do Sistema Brasileiro de Inteligência (Sisbin) e imagens geradas pelo Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam).


Desmatamento


De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o número de alertas de desmatamento na Amazônia Legal foi maior nos primeiros meses de 2020, em relação ao ano passado. Em março, por exemplo, as áreas em alerta caíram de 251,42 km² em 2019 para 326,49 km² no mesmo mês deste ano.


O ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno ressaltou que diante da dimensão da Amazônia Legal é necessário otimizar recursos para assegurar a fiscalização na região.


"A Amazônia Legal tem mais de 5 milhões de quilômetros quadrados. A Europa inteira cabe na Amazônia Legal. Tudo na Amazônia é grandioso. Um dos grandes problemas para a fiscalização da Amazônia são os meios de transporte. Quando se fala em presença na Amazônia, nós precisaríamos ter um gasto muito maior para ter uma presença efetiva na Amazônia inteira", afirmou.


"O grande segredo da Amazônia é como otimizar recursos e meios diante de uma área gigantesca, onde há um vazio de presença humana, onde temos seríssimo problemas - não só de ambiente, mas problemas de ocupação do terreno, de atendimento de saúde, escolar, saneamento básico", argumentou.

Brasil : FORMIGAS ZUMBI
Enviado por alexandre em 12/05/2020 22:36:35

Apocalipse zumbi na Amazônia? Temos! Conheçam as formigas - zumbi

Apesar do cenário não ser exatamente como o que acontece nos filmes de ficção, podemos dizer que os zumbis existem sim, só que em vez de humanos, são formigas, e no lugar dos vírus, temos fungos.


Todo mundo algum dia já assistiu um filme de zumbi na televisão ou no cinema e já deve ter se perguntado sobre se seria possível algo do tipo acontecer na vida real. Bom, pelo menos na natureza, essa situação não só ocorre, como é bastante frequente!



Um desses casos de "zumbificação" na natureza é o que ocorre com alguns grupos de formigas distribuídas na Amazônia, que são transformadas em zumbis por diferentes tipos de fungos (Olha aí fãs do jogo The lastofus), como os do gênero Ophiocordyceps. Os fungos, para quem não se lembra das aulas de biologia, são seres macroscópicos ou microscópicos, que desempenham papel fundamental na natureza, especialmente por participarem da decomposição da matéria orgânica. Alguns fungos são especialistas em parasitar plantas ou animais, através do contato com corpo desses animais. No caso dos fungos do gênero Ophiocordyceps, algumas espécies se especializaram em parasitar as formigas, que são animais bastantes abundantes na Amazônia, com a finalidade de autopropagação e dispersão. Afinal, é dessa forma que esses fungos conseguem se reproduzir, e nada melhor do que contar com a ajuda de formigas, que podem se locomover grandes distâncias, até mesmo subir em árvores, aumentando assim o alcance reprodutivo desses fungos.

Formiga da espécie Camponotus atriceps parasitada pelo fungo do complexo Ophiocordycepslloydii. Nesse caso, a aparência esbranquiçada é causada quando o fungo que parasita a formiga é parasitado por outro fungo. (Foto: José Aragão Cardoso Neto).

Três grupos de fungos Ophiocordyceps foram recentemente estudados na Amazônia (Ophiocordycepsunilateraliss.l., Ophiocordycepskiniphofioidess.l. e Ophiocordycepsaustraliss.l.), e a forma como as formigas são transformadas em zumbis e o comportamento que elas apresentam depois disso, varia de fungo pra fungo, e depende também de fatores externos, como a umidade do lugar. Os fungos do grupo O. unilateraliss.l., por exemplo, só infectam formigas específicas, do gênero Camponotus, que são formigas terrestres.Nesse caso, o fungo infecta a formiga no solo por meio dos esporos.A formiga, sem saber que já está em processo de transformação, volta para o formigueiro e continua suas atividades normais. Só que após duas semanas (em média) o fungo começa a consumir ela internamente e alterar o seu comportamento, controlando o sistema nervoso, e induz a formiga a subir na vegetação, para um lugar mais alto. Antes da formiga morrer, o fungo faz com que a formiga morda a ponta de uma folha, fazendo com que ela se fixe, para que dessa forma ele desenvolva suas estruturas externas e complete todos os seus estágios de desenvolvimento.

Formiga da espécie Camponotus atriceps parasitada pelo fungo. Nesse caso, é possível observar as estruturas desenvolvidas pelo fungo saindo da cabeça da formiga. (Foto: José Aragão Cardoso Neto).


Fazer com que a formiga morra em um lugar mais alto, é uma estratégia interessante para o desenvolvimento do fungo e está relacionado a características do ambiente, como a umidade. Foi o que descobriu o biólogo José Aragão Cardoso Neto e seus colaboradores.Ele avaliou na natureza mais de 4 mil formigas infectadas, durante seu mestrado na Universidade Federal do Amazonas eos resultados dessa pesquisa mostram que a umidade afeta a altura da morte das formigas infectadas, chegando a dobrar a altura em alguns casos.Ou seja, quanto mais úmido o ambiente, maior a altura da morte da formiga. E isso pode ser uma grande vantagem ecológica para o fungo porque, com a formiga num lugar alto, o fungo consegue que seus esporos caiam numa área maior e infecte mais formigas. Esperto, não é mesmo?


Formiga da espécie Daceton armigerum infectada pelo fungo O. daceti. A formiga morre presa a um caule num lugar mais alto e, dessa forma, o fungo consegue com que seus esporos alcance um raio maior e infectando mais formigas (Foto: João Araújo).


Espero que tenham gostado de conhecer um pouco mais sobre os fungos Ophiocordyceps, e sobre como eles transformam as formigas em zumbis. E vocês aí achando que o apocalipse zumbi não passava de ficção, não é mesmo? Abraços de sucuri pra vocês e até ao próximo animal da nossa exuberante Amazônia!


Para saber mais:

Link para o artigo sobre como a umidade afeta a abundância e a altura que as formigas morrem. O artigo está em inglês e foi publicado pelos pesquisadores José Aragão Cardoso Neto (UFAM), Laura Carolina Leal (UNIFESP) e Fabricio BeggiatoBaccaro (UFAM). https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S1754504819300960


Refugiados e imigrantes promovem cursos online durante isolamento

Com a chegada da pandemia de covid-19 e adoção do isolamento social para conter sua disseminação, refugiados e estrangeiros passaram a enfrentar dificuldades para garantir a renda. Com isso, iniciativas online começaram a ganhar destaque e permitiram que essa população pudesse trabalhar e compartilhar um pouco o que trouxe do país de origem, mesmo à distancia.

Culinária. (Foto:Divulgação/Migraflix)


O casal de venezuelanos Rosalva Cardona e Lester Silva, que chegou ao Brasil em 2015, fornecia comida para eventos, mas a necessidade da quarentena suspendeu os trabalhos. Eles começaram então a dar palestras online de culinária venezuelana, dentro da iniciativa da startup social Migraflix, promovendo trocas culturais no ambiente virtual.

"Assim que o Migraflix anunciou os workshops online, foi uma super opção para fazer algo que gostamos e que poderia ajudar economicamente nesta época de pandemia", disse Rosalva. Na Venezuela, o casal tinha uma escola de cozinha com experiências de jantares temáticos.

"[Com as palestras online] as pessoas podem conhecer e aprender a culinária de outros países em casa, agora que têm mais tempo para isso. A gente [pode] explorar uma ferramenta que vai ser muito mais usada agora, depois desta pandemia, vamos poder espalhar nossa cultura e culinária e aprender com a prática essas novas técnicas [online] de ensinamentos", acrescentou. Os temas das palestras realizadas pela Migraflix incluem culinária de diversos países, dança africana e colombiana, além da teatroterapia.

Rosalva ressaltou que a situação de imigrantes e refugiados neste momento é grave. "Muitos ficaram sem trabalho. Muitos têm pequenos empreendimentos e não estão recebendo praticamente ingressos [de clientes]. Outros não têm o que comer ou como pagar os serviços básicos de onde moram. Alguns foram desalojados por não ter como pagar aluguel".

Já o projeto OpenTaste, idealizado pela refugiada síria Joanna Ibrahim, era um espaço físico que recebia chefs de diferentes nacionalidades, imigrantes e refugiados, para cozinhar seus pratos típicos. Com o isolamento social e a impossibilidade de continuar cozinhando para o público, eles passaram a compartilhar os conhecimentos pela plataforma do projeto, mas por meio de aulas virtuais de gastronomia.

"Os benefícios dessa iniciativa é que ela ajuda as famílias a gerarem renda e permite contribuir com o isolamento social. Entendemos que esta crise que está acontecendo, essa pandemia, é uma coisa que pode levar tempo, então estamos começando isso para que as pessoas consigam realmente fazer um trabalho digno durante esse tempo", disse Joanna Ibrahim, fundadora do Opentaste e refugiada da Síria. Ela chegou ao Brasil em 2015, fugindo da guerra em seu país.


"Refugiados geralmente trabalham em eventos, fazendo entregas, só que quando entrou a crise [devido à pandemia], isso [a oportunidade de trabalho] baixou drasticamente, deixou pessoas realmente paradas. Então [essa iniciativa da Opentaste] ajudará, as pessoas conseguirão gerar mais renda para a família", afirmou Joanna.

Dança. (Foto:Divulgação/Migraflix)

Oportunidade de expansão


A organização não governamental Abraço Cultural oferece cursos de idiomas - inglês, espanhol, francês e árabe - e oficinas culturais, com professores refugiados e imigrantes em situação de vulnerabilidade, e metodologia voltada para as trocas culturais. Devido ao isolamento social, as aulas presenciais foram substituídas por aulas online ao vivo.

"Suspendemos as aulas por duas semanas para conseguir trabalhar nessa adaptação, fizemos uma formação com os nossos professores para poder usar as ferramentas online. A gente também entregou computadores para todos os professores que não tinham, comprou pacote de internet para eles, a fim de estar tudo estruturado para retornarem os cursos", disse a diretora executiva da entidade Mariângela Garbelini.

A experiência tem dado certo e permitiu a expansão do projeto. "Tivemos sempre bastante demanda por aulas online do Brasil todo, mas nunca tivemos muito tempo para estruturar isso. Então, agora vimos como uma oportunidade e começamos a oferecer aulas online particulares. Tem havido bastante procura, estamos bem felizes, vamos conseguir manter o salário dos professores, aumentar e, quem sabe no futuro, até contratar mais professores para atender a toda essa demanda, que vem também de brasileiros que moram fora", acrescentou.


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